sexta-feira, abril 30, 2010

Iron Man 2 (2010)



Não se percebe como é que uma sequela, onde basicamente temos a mesma equipa por detrás do projecto, pode ser tão fraquinha! Iron Man 2 (2010), novamente realizado por Jon Favreu e com um elenco reforçado, é talvez para mim a maior desilução de 2010 até ao momento, no entanto, não se trata de um mau filme. Tal afirmação é justificada com o facto que depois do primeiro, a fasquia para a continuação do que vai ser uma triologia, ser elevadissima. Iron Man foi dos melhores filmes de 2008, superando-se enquanto filme meramente ligado ao mundo Marvel, para uma obra cinematográfica de alto calibre. A visão de Favreu foi apurada e criativa, sem abdicar da linha narrativa imposta pela banda-desenhada, ou seja, sendo-lhe fiel quando muitos produtores e realizadores desviam o "produto/trabalho" do percurso estipulado pelos autores originais. Tal não pareceu tão vincado no segundo. Sim, foram dados indicios para o alcoolismo de Tony Stark, embora de forma parva sem qualquer nexo (quase como comic relief completamente desmedido) contrariando o que é descrito na BD como uma faceta mais escura e problemática do nosso protagonista (ver Demon in a Bottle)... e sim, tivemos um vilão (Whiplash) dentro do universo do Iron Man, forçosamente representado por Mickey Rourke. Obstante disso, mesmo tendo essas (poucas) referências autênticas, a história e personagens foram mal manuseadas.Um outro acréscimo foi a introdução de outro antagonista, representado por Sam Rockwell,  super actor de quem esperava algo mais. É certo que a sua personagem devia estar restringida a uma série de limitações e pedidos da direcção de actores, mas mesmo assim... é normal que as pessoas conscientes do seu verdadeiro valor (demonstrado por exemplo em Moon) sejam um pouco mais exigentes. Robert Downey Jr. tem diferentes "picos de rendimento", mas uma coisa é certa. Não é fantástico (no sentido mais lato da palavra) como demonstrou em tempos no predecessor de Iron Man 2. Faltou-lhe muitas vezes o carisma ou o diálogo para fazer brilhar um dos homens mais arrogantes, pomposos, complexos mas extremamente hilariantes do mundo ficcional da Marvel. Fiquei desiludido principalmente com este último que já revelou inumeras vezes ser capaz de carregar filmes às costas, mas aqui não se tratou do caso. Reforço novamente a ideia de que o filme não é mau, nem a representação de Downey Jr., mas ficou muito aquém das expectativas produzidas pelo impacto fantástico do primeiro filme. Até no campo da banda sonora providenciada pelos AC/DC parece ter passado ao lado. No trailer pelo menos parecia mais integrada, fundindo-se na perfeição com as cenas demonstradas, ao contrário do filme que tão pouco revela acerto.
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Por fim, quero deixar uma nota (extremamente) positiva para a inclusão de Scarlett Johansson... não pela sua representação/personagem mas pela sua presença... É de cortar a respiração sempre que entra em cena... enfim, um "regalo" para os olhos para compensar o fracasso...

Ahhh... e aconselho-vos a ver os créditos finais até ao fim, pois será feita uma revelação ligada aos The Avengers, no seguimento dos vários filmes que se seguem para os próximos dois/três anos (Captain America, Thor, etc.)


quinta-feira, abril 29, 2010

The Drums - Summertime EP (2009)


[o álbum] is more about the spirit behind surfing (Jonathan Pierce)

O EP dos The Drums intitulado Summertime, já se encontrava no meu computador há bastante tempo, mas só há coisa de duas semanas é que me propus ouvi-lo com total atenção. Através de amigos criei uma ideia da banda de que seriam algo com que fosse estabelecer uma empatia imediata. Tal veio a se confirmar logo com a primeira faixa, passando de seguida pelas restantes sete, todas de enorme qualidade e com uma energia positiva como pouco tenho visto recentemente. Os miúdos "transpiram" juventude na música que tocam, incrementando desalmadamente o conceito "Somos Jovens" de que tanto gosto de falar. Tornou-se quase um mau hábito ouvir este EP, por saber que deveria seguir em frente em ordem de ouvir os milhares de cd's que tenho armazenados, no entanto, era dificil para mim resistir à tentação de ouvir "só mais uma vez" temas como I Felt Stupid, Submarine ou Me and The Moon... 
Regozijam de batidas e acordes compulsivamente dançáveis, muitas com um registo semelhante ao estilo praticado nos anos 80. Apresentam também a singular capacidade de em tons discretos me fazerem "perder a cabeça", porque dificilmente se fica parado quando os ouvimos.
Summertime inevitavelmente deixa no ar uma enorme ansiedade em ver o que será o trabalho de estúdio, previsto para sair dia 7 de Junho deste ano.
Até lá, estas oito faixas serão o suficiente para eu me preparar para dia 8 de Julho, altura em que tocam no festival Optimus Alive 10. Espero que estejam à altura do trabalho "exposto" no EP para ajudar a colmatar a ausência dos Phoenix, que por motivos pessoais cancelaram a sua vinda a Portugal.





"Margem Sul State of Mind"

Genial!

quarta-feira, abril 28, 2010

Por vezes tão verdade que até dói...


"Há coisas que, apesar da nossa dedicação, não mudam. Coisas que transformam o nosso esforço em insistência, e mais tarde a insistência numa luta pessoal. Há coisas que por serem repetidas, já não magoam, apenas desiludem. Estas certas coisas na verdade são pessoas que tratam o que nos é importante... como uma coisa qualquer!"

Retirado do blog: Enquanto Dormes

terça-feira, abril 27, 2010

O tempo passa...

... e eu continuo a ouvir intensamente (e cada vez mais com maior prazer) este álbum!
Digam o que disserem... falem dos The XX ou Florence + The Machine...


... mas We Were Promised Jetpacks continuam a ser para mim a revelação de 2009!

Fica aqui mais uma grande malha, num registo mais "triste" (na falta de uma palavra melhor de momento) e pessoal...
(a minha percepção da música é que fala de uma relação condenada)

This is My House, This is My Home

segunda-feira, abril 26, 2010

One Man Show !


Michael Caine é simplesmente brilhante em Harry Brown (2009)!

Evocações de Get Carter (1971), um dos filmes que marcou a sua carreira, são transcendidas de maneira ímpar. Um papel, que sem querer tirar mérito ao realizador, faz o filme!



The Soloist (2009)


De altos e baixos, The Soloist, é uma adaptação para a tela de várias crónicas escritas por Steve Lopez acerca de Nathaniel Ayers Jr. A maior força do filme reside particularmente nas magnificas interpretações de Robert Downey Jr. e Jamie Foxx, dois dos melhores actores que Hollywood tem para nos oferecer!

domingo, abril 25, 2010

Comemoração 25 de Abril


GALA  

- REPÚBLICA DE ABRIL

21H00 - RTP 1


A Gala República de Abril é um espectáculo comemorativo do 36.º Aniversário da Revolução dos Cravos, em homenagem à Mulher Portuguesa, no ano em que se comemoram os 100 anos da República.

Porque a República é representada por um busto de mulher, porque os direitos da Mulher são uma das importantes conquistas de Abril, porque o papel da mulher na luta contra a ditadura e nas conquistas de Abril é uma história ainda não contada, pretende-se com este programa, num encontro de homens e mulheres num palco, estabelecer uma ligação entre os ideais republicanos e os de Abril, cantando a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade na diferença dos sexos.

O programa vai homenagear grandes mulheres portuguesas ligadas às mais diversas actividades, contemplando diversos clips e/ou reportagens, desde biografias de arquivo a depoimentos.
A gala será apresentada por Sílvia Alberto e Júlio Isidro e contará com a participação de grandes nomes da canção nacional e internacional.

Um programa gravado pela RTP a partir do Coliseu dos Recreios, no dia 15 de Abril de 2010.

Uma sugestão...


... do blog O Lado Fútil ... a que eu subscrevo!

The Clientele - Bonfires on the Heath (2009)


(+ info aqui)

CARREGA BENFICA !



Kick-Ass (2010)


Desconhecia o facto que o filme era baseado numa banda-desenhada "categoria C" da Marvel e tão pouco sabia que era um filme para se levar a sério. Pelo que aparentava o trailer deduzi que fosse uma sátira às BD's ou uma mera comédia juvenil com aquele típico humor a que apelido "casca de banana". Seja como for, independentemente do que parecia ou não ser, tinha alguma curiosidade para ver o filme, se bem que não o suficiente para me deslocar ao cinema... até ver a pontuação no IMDb! Com quase 24 mil votos, Kick Ass está neste momento com um score de 8.4, conferindo-lhe assim um lugar nos Top 250 filmes do site. Aliado a isso, as criticas dos cineastas têm sido relativamente boas, o que é de valor tendo em conta o género cinematográfico do trabalho.
O filme começa de forma leve e bastante divertida, sofrendo, mediante as evoluções do enredo, um nível de transformação brutal, entrando num ritmo alucinante de acção e momentos de cortar a respiração, sem nunca abdicar do ocasional momento humorístico.
A narrativa do filme anda à volta de um miúdo (Aaron Johnson) que decide fazer o impensável... encarnar a pele de um super-herói com o objectivo de tornar o mundo um lugar melhor. Cheio de boas intenções, cedo se apercebe que a vida de um herói como normalmente é relatada nas bandas-desenhadas não é "pêra-doce", ainda para mais, sendo ele um rapaz sem poderes, sem engenhocas, sem conhecimento de qualquer arte-marcial ou manuseamento de armas. However, acaba por cruzar caminho com duas pessoas (Nicholas Cage e Chloe Moretz) com bastante mais qualificações para desempenhar o papel de vigilante/justiceiro, formando desta forma uma parceria invulgar, mas eficaz.
Fica a lição adquirida ainda a meio do filme, que qualquer pessoa pode fazer a diferença pela sua coragem e coração. Sem se tornar num cliché demasiado óbvio, o enredo segue caminhos diferentes do que o espectador pode vir a esperar, tornando desde logo o material fresco, divertido e com uma capacidade de entreter bastante acima da média. Conjugam o melhor que a banda-desenhada e os heróis descritos no cinema e televisão têm para oferecer com um (surpreendente) incremento explosivo de violência hardcore, nada apropriado para crianças... contrariando assim a ideia deixada pelo trailer.
Recomendo, principalmente aos fãs de BD, que vejam este filme. Mesmo que não sejam aficionados... garanto que esta approach nova fará as delicias de quem gosta de bom entretenimento! Ahh e deixo aqui um trailer que de certa maneira faz jus ao conteúdo do filme, visto que não é censurado.

sábado, abril 24, 2010

Together


You and me forever
We belong together
And we'll always endeavor
Through any type of weather

You want everything to be just like

The stories that you read, but never write
You've gotta learn to live and live and learn
You've gotta learn to give and wait your turn

Or you'll get burned

We wrote our names down on the sidewalk

But the rain came and washed them off
So we should write them again on wet cement
So people a long time from now will know what we meant

You want every morning to be just like

The stories that you read, but never write
You've gotta learn to live and live and learn
You've gotta learn to give and wait your turn

I'm only concerned

I'm adding something new to the mixture

So there's a different hue to your picture
A different ending to this fairytale
And no sunset into which we sail

You want everything to be just like The stories that you read, but you can't write 
You've gotta learn to live and live and learn
You've gotta learn to give and wait your turn

Or you'll get burned

sexta-feira, abril 23, 2010

Entourage - da 1º à 6º season


Ontem acabei de ver a 6º Season de Entourage, época esta que parece ter sido mais curta que as anteriores, o que é uma pena pois estava a seguir com bastante interesse. Mas talvez tenha sido pelo melhor... mais vale acabar no topo do que "esticar a corda" desnecessariamente, causando assim um declínio natural na qualidade do programa.

Depois de visto o último episódio, onde posso afirmar que teve dos desfechos mais hilariantes vistos na televisão nos últimos tempos, foi inevitável traçar algumas comparações entre o "produto" inicial e o final. Constato que quando comecei a ver Entourage, o fazia por duas personagens em concreto:  Johnny Drama, o irmão de Vince (o protagonista) e Ari Gold, o agente ganancioso. Na minha óptica, ambos carregavam às costas um programa onde todos os outros intervenientes eram irrelevantes. A começar pelo protagonista a quem se exigia mais algum carisma, passando pelo melhor amigo Eric (a.k.a E) que parecia um pouco deslocado e finalizando com Turtle, personagem esta que não apreciava rigorosamente nada. Não fazia qualquer sentido ter um leque de cinco personagens onde mais de metade não me parecia cativar, contudo, tal afirmação apenas servirá como maior elogio aos actores Kevin Dillon (irmão do Matt) e Jeremy Piven, porque de facto tornaram-se uma razão muito forte para eu ser um espectador assíduo da série.
Fora do mundo das personagens e os seus desempenhos, a história base embora interessante, era muito mal explorada. A abordagem era completamente banal e fútil. Tentaram durante inúmeros episódios dar conhecimento do dia-a-dia hollywoodesco de uma jovem celebridade em ascensão, mas mais parecia um mau programa do canal E! Entertainment. Valiam os cameos sistemáticos, que embora acrescentando à série, mesmo assim sabiam a pouco. Apesar de ser sempre divertido ver no ecrã figuras conhecidas com pequenas participações (muitas delas a satirizarem a própria pessoa) ficou assente que estas aparições operavam de forma discreta. Contudo, uma coisa denotei ao longo das seasons. Passou a existir um maior equilíbrio de qualidade... o enredo ganhava outra fluidez, as personagens tornaram-se mais interessantes e likeable, e mesmo os convidados pareciam ganhar outra "forma", no sentido em que lhes era dado maior tempo de antena, consequentemente passando a existir maior interacção com "Vince e companhia". Muito à semelhança do que víamos acontecer na série Extras, de Ricky Gervais, temos a fabricação de uma super sátira ao meio da televisão/cinema, atribuindo por vezes características exacerbadas à postura/atitude dos cameos como forma de, numa maneira divertida, se ridicularizarem. Por mais que tenhamos uma determinada celebridade se fazer passar por um perfeito idiota, é louvável a disponibilidade de tal pessoa por brincadeira (e certamente por um cheque chorudo também) alinhar neste tipo de iniciativas. A meu ver, só os favorece porque demonstra logo um à vontade com a sua imagem e acima de tudo revela sentido de humor (este assunto só por si poderia iniciar uma conversa sobre o questões relativas ao que artistas fazem pelo dinheiro/imagem em prol da acção - digamos - genuína).
Olho agora para esta sexta época de Entourage, vejo Drama e Ari perder alguma dinâmica mas não o suficiente para que deixe de ser espectacular vê-los em cena. Além do mais, felizmente (e como mencionei anteriormente) o equilíbrio é providenciado pelas outras personagens principais, socorridas pelas personagens secundárias e convidados. A história joga pelo seguro, sem grandes tramas, mas com "cabeça, tronco e membros"... apelam ao ligeiro e divertido, sem levantar questões ligadas a um fórum emocional mais escuro... basically... here we have good times!


SPOILER ALERT
O vídeo que se segue contém imagens do final da sexta season (já mesmo depois dos créditos)! 

Consiste num momento memorável protagonizado por Matt Damon, no qual me ri durante horas. 
Aconselho vivamente aos que não viram a season para ignorarem este excerto, porque não estão contextualizados com a acção da série.

Aqueles que já viram... sabem bem que vale a pena ver outra vez ! 

Os que se estão nas tintas para Entourage... fica ao vosso critério... Matt Damon está formidável e revela um excelente sentido de humor. Ele, que durante o episódio todo massacrou Vince para doar dinheiro para caridade, têm aqui uma cena explosiva ao telefone. Hilarious!

"Sua Majestade" em Portugal...

... e de BORLA!!


O espectáculo realiza-se (dia 29 de Maio) em Sabrosa, distrito de Vila Real, no âmbito do programa "Douro Charme", iniciativa promovida pela Rota do Vinho do Porto. Tem início marcado para as 22h00

(leiam o artigo na integra... aqui)



quinta-feira, abril 22, 2010

Como que tirado de um filme "noir"...


Quando entra o saxofone do Stan Getz, acompanhado pelo piano tocado por Bill Evans, imagino imediatamente uma cena a preto e branco tirada de um filme. A acção desenrola-se num escritório... 

"Entra de rompante uma donzela in distress  e enfrenta o detective, sujeito cool e distante,  com um pedido peculiar. Este, enquanto a ouve, pressente que deveria por termo à conversa porque está way over is head... mas como qualquer outro filme deste género, não se trata de uma mulher qualquer... 
Claro está, deixa-se enrolar na teia feita de forma eximia pela tão típica Femme Fatale, do mais elegante e sedutor que existe... com um misterioso encanto que tanto "dá", como "tira" a vida aos homens..."
(what a load of crap!)

Posto esta recreação "manhosa" (concebida sem qualquer engenho ou criatividade) de uma longa-metragem onde era habitual Humphrey Bogart protagonizar - ao estilo de The Maltese Falcon (1941) - fica aqui a verdadeira razão de ser deste post.

Esta versão ao vivo do tema Peacocks (maravilhosamente bem tocada) é forjado por dois dos meus músicos favoritos de todos os tempos... Bill Evans, nome incontornável do Jazz como um dos seus melhores pianistas e Stan Getz, saxofonista também muito ligado ao movimento  Bossa Nova (colaborou com Tom Jobim, João Gilberto, Astrud Gilberto, entre outros...).

Apelo à vossa curiosidade para procurarem saber mais sobre estes dois músicos (caso não estejam de todo familiarizados com Jazz e alguns dos seus "lendários representantes ")
O concerto de Bill Evans Trio com Stan Getz do qual retirei esta faixa é inquestionavelmente uma excelente forma de se introduzirem no mundo destes dois génios.

quarta-feira, abril 21, 2010

Nos últimos tempos, quando pego no meu telemóvel para ouvir mp3...

... esta é a primeira música que escolho !

Retirado do álbum Gorilla Manor (2009)




Em tempos já aqui deixei um breve post acerca desta banda... ou melhor... acerca do álbum, porque na verdade nada incidi sobre a banda ou a sua origem!

Formados em Los Angeles, este quinteto americano estreou-se em 2009 com o lançamento de Gorilla Manor, um dos trabalhos que mais vincado me ficou na memória depois de ouvido. Não conseguindo descrever a sonoridade de forma a lhe fazer real justiça sem parecer que é o discurso que uso com tudo aquilo que gosto, venho por este meio "reforçar" a ideia implícita com o nome atribuído ao comentário feito em Fevereiro de 2010... "Que senhor álbum". Podendo ter algumas influências, como alguns dizem, de grupos such as Arcade Fire ou Vampire Weekend, eu talvez de forma benevolente, concedo um comentário à forma particular como o grupo me cativou sem relembrar imediatamente de possíveis "inspirações". Do principio ao fim, as faixas nesse cd foram fortes o suficiente para que enfrentasse olhos nos olhos a identidade distinta de Local Natives, sem os sujeitar à impregnação de terceiros.

Acerca da malha, Airplanes, esta pode para muitos não ser minimamente recordável... mas para mim é um tema do caraças!

terça-feira, abril 20, 2010

Do melhor que o Facebook tem para oferecer...

São vários os grupos que tenho visto ou ouvido falar na nossa popular rede social... muitos dos quais chegam até mim porque amigos acabam por se juntar ou acabam por partilhar comigo, como quem conta um acontecimento do dia (tal acontece muitas vezes com ausência de algo idiota para se falar).
A verdade é que mesmo dentro do padrão mais idiota, este tema é desagradável nem que pela sensação de vergonha alheia em conhecer alguém que se junte a este tipo de movimentos. Não serei brusco nem avançarei com grande juízo de valor, até para evitar mal entendidos... porque é sabido que muito boa gente adere sem qualquer sentimento genuíno de afiliação ao grupo. Contudo, também há aquela grande percentagem que se junta, fruto de um péssimo equilíbrio emocional que os leva a fazer coisas tão absurdas e infantis, fomentando opiniões e enviando recados pessoais, disfarçadas (com pouca subtileza diga-se) nos grupos e páginas de fãs mais surreais na net.
Acredito plenamente que muitas destas pessoas, do topo onde se encontram a observar as suas "vítimas/causas" de adesão, "sintam" bastante segurança nos seus actos e comentários (digo eu, sarcasticamente)...
Provavelmente ao lerem este meu comentário o mais certo é acusarem-me de ser um falhado sem vida que dedica porção do seu tempo ao blog, facebook entre outras coisas. Felizmente para mim, levo uma vida preenchida (e cada vez mais) o que me aufere total certeza do estatuto e condição que gozo neste momento. Sem atritos ou assuntos entalados, pratico uma rotina diária com distância do mesquinho, do triste e empobrecido que é usufruir de um facebook, messenger ou mesmo o meu blog para espezinhar alguém em concreto, até porque não existe tal necessidade. Por muita falta de coerência que isto possa parecer, porque tudo indica que este meu post serve o mesmo propósito que tento aqui contrariar, garanto não ser mais que uma apreciação generalista como forma de "abrir a pestana"... de dizer: Cresçam!" e de vos sugerir que façam as coisas "pelas vossas mãos", em vez de se esconderem por detrás de bocas, mensagens ou grupos! É certo e sabido que algo se passa na "vossa" cabeça, até porque torna-se conhecimento geral quando comparticipam nestas iniciativas... basicamente estão a atestar ao vosso grau de estupidez e perturbação psicológica, principalmente por virem para a praça pública com algumas das "escolhas" referidas mais adiante...

O que é que acham que um amigo/conhecido vosso pensa quando toma conhecimento que se juntaram ao grupo "x" ou "y"? E já viram bem que tipo de comentários surgem por exemplo no "grupo 7" (ver lista)?

Vejamos:

* Não só detesto gente mesquinha como gente traidora...falsas...de ditos e mexericos! a essas pessoas eu NÃO respondo...DESPREZO simplesmente!

* ESTAMOS MUITO À FRENTE !!!!Esse tipo de pessoas nem merecem o ar que respiram. Que tratem de olhar para o seu umbigo ou para os telhados de vidro que têm!!!!!
* Sabes descer ao teu nivel, nao... poderei. Sempre foi melhor do que tu "Sofia", nao vou desçer ...estou em cima. Bem em cima... Como o Benfica embora eu seja do Sporting. (Juro que não inventei !!!)

Enfim... Em baixo segue uma compilação desses mesmos grupos/páginas, bem como algumas sugestões de ideias que possam vir ao de cima aquando da sua leitura...


TOP 10 loser's groups/fan pages
Categoria: Ressabiados/as
(sem ordem estipulada)


1. Eu faço o que eu quero, quando eu quero, como eu quero.. e PORQUE EU QUERO
(Eichhhh... és tão seguro/a de ti mesmo/a)

2. Primeiro fico com ciúmes mas depois apercebo-me que ela é mais feia que eu
(mas e 80% das vezes quando és mais feia? Já pensaste nisso? Ou achaste mesmo lindo/a?) 

3. Faz acontecer que eu faço valer a pena.
 (Promessas...)

4.  NOTHING LAST FOREVER , SO LIVE IT UP, DRINK IT DOWN, LAUGHT IT OFF, AVOID THE BULLSHITS, TAKE CHANCES, NEVER HAVE REGRETS BECAUSE AT ONE POINT EVERYTHING YOU DID WAS EXACTLY WHAT YOU WANTED TO DO..
(Este basicamente resume uma pessoa que de certa forma é representativa do aglomerado de todos os grupos que aqui constam... acreditar que arrependimento não deveria existir (ainda para mais) porque tudo o que fazes é o que no fundo queres fazer, é só uma maneira de alimentar uma desculpa ao teu consciente que na forma "merdosa" como te comportaste, tens motivos para te olhares ao espelho com dignidade... (a sério?!)
WAKE UP AND SMELL THE COFFEE!
5. há pessoas que só à chapada!
(no mínimo, triste!)

6.  I'm Single.. And you're going to have to be freakin' awesome to change that

(não duvides... vais-te manter single, ou na melhor das hipóteses, namorar um(a) freakin' awesome LOSER só para não ficares sozinho/a!)

7.  Se podia responder-te? Podia... Mas para isso tinha que descer ao teu nível 
 (com a entrada neste grupo, subiste queres ver?!)

8. If you like me, Tell Me, if you miss me, Show it, if you love me, Prove it
(Deves contribuir imenso para a causa! L-O-S-E-R)

9.  I'M BETTER THAN YOUR EX AND BETTER THAN YOUR NEXT! ;)
(Puro/a Ressabiado/a)

10. When I see you I miss you But then I remember what you did and I hate you 
 (para acabar com chave de ouro... nem precisa de comentário)

 BÓNUS (porque só recentemente a descobri e tinha de entrar na lista):

 Hi, I'm a Girl, I Ignore Decent Guys and Choose Scumbags Instead
(O mesmo que assumir que não deves muito à inteligência, ou então, que gostas de sofrer! You Go Girl!

Uma reacção natural... a minha!!


Vá... estava a brincar... vai tudo correr bem. Isto foi all in name of good fun! No Worries!

Reservado


segunda-feira, abril 19, 2010

Ontem retomei "Entourage" e ouvi isto...














E já agora... a propósito de falar na série... não é hábito meu "largar" post's como o anterior... mas ontem de facto, depois de três episódios seguidos com a Chiriqui na minha televisão, não resisti comentar...

Completamente apaixonado !

Parece que fica mais gira de season para season...



"Estava no meu bolso, e eu não sabia"


Não imaginam a quantidade de artistas/bandas/concertos que tenho no meu computador para ouvir. Todos os dias dedico uma porção do meu tempo em casa para desenvolver de forma acutilante o meu conhecimento musical... mas como por vezes o tempo é escasso, acabo por transferir esses momentos lúdicos para o meu carro ou telemóvel. Era habitual na minha rotina existir o momento de pré-selecção no conforto do meu lar, passando apenas aquilo que me "enchia as medidas" para um dos dois "recipientes" que acabei de divulgar...
Acontece que ultimamente tenho usufruído com maior assiduidade das deslocações nos transportes públicos, o que de certa forma me permite durante a viagem de fazer muitos "trabalhos de casa". Friendly Fires surgiu assim... sem conhecimento prévio de que banda era e qual o seu estilo, fui "atacado" pelo seu cd na minha viagem para Valência. Talvez por não ser uniforme com as outras quantas bandas que ouvira no avião, me tenha passado ao lado, contudo, não há muito tempo surgiu totalmente ao acaso este tema, que sem ser espectacular, mereceu a minha nota no telemóvel. Pensei para mim o impressionante que é ter coisas das quais desconheço no meu bolso... à espera de serem ouvidas!

domingo, abril 18, 2010

Elliot Smith... a personal favorite!


Clash of The Titans (2010)


Clash of The Titans (2010) é assumidamente um blockbuster que tinha tudo para dar certo!  
Remake de uma obra feita em 1981, era com muito agrado que via esta iniciativa. Pegarem num filme de culto e acrescentarem para seu proveito os recursos mais state of the art disponíveis no mercado. Pensava que iria surtir efeito, porque o material fonte era aprimorado. Lembro-me sempre de muito novo ver o original, completamente fascinado pelo incremento do fantástico que poucas vezes vira fora do mundo dos desenhos animados. Aliado a isso, as primeiras convenções mitológicas que adquiri com algum interesse foi através do filme e eventualmente mais tarde com a leitura e estudo das aventuras de Ulisses, obra popular escrita por Homero, de quem grande maioria já terá certamente ouvido falar. Tanto no mundo literário como na grande/pequena tela, este tipo de fábulas/contos/lendas/aventuras eram colossos de peso, sendo o Clash of The Titans uma das maiores referências cinematográficas da minha infância, associadas ao imaginário. 
Depois de anunciado o remake e, principalmente, com a chegada do primeiro trailer, tornara-se transparente que a longa-metragem iria levar um outro tratamento, ou melhor, uma outra abordagem. O fio-de-conduta praticado estava fortemente ligado às cenas de acção, assustando-me ao ponto de pensar que o contemporâneo seria antagónico à primeira versão "arcaica", no entanto, confiei cegamente em Louis Leterrier para que não preterisse do enredo, dos diálogos e até da representação para dar aso à compulsivamente desnecessária intervenção de momentos de confronto/batalha (para não voltar a usar o termo acção). Pois bem... talvez devesse primeiro analisar o percurso do realizador antes de criar as minhas expectativas. Recordando-me apenas do seu último projecto, o reboot de Hulk (2003), agora com o título de The Incredible Hulk (2008) com o Edward Norton, fui ingénuo ao ponto de lhe conceder algum crédito, devido à sua recuperação de um filme fraquissímo na altura dirigido por Ang Lee, contudo, remetido no meu computador, recorri ao IMDb  como auxiliar de memória para que me fosse evocado o portefólio do homem a quem foi encarregue reaproveitar um clássico. Sem surpresa, fui confrontado com poucas obras, todas ela do mesmo cariz... vocês percebem pelos nomes:
The Transporter (2002), Danny The Dog (2005), The Transporter 2 (2005) e o já referido, The Incredible Hulk, que não sendo filmes maus, a verdade é que não devem muito a elementos que não as coreografias encenadas pelos protagonistas e os seus duplos (quando necessários, claro! - não quero de todo menosprezar Jason Statham ou Jet Li)


Independentemente do que me esperava, procurei não focar no que poderia correr mal, mas sim naquilo que poderia correr bem. Postura recheada de optimismo era o que tentava impor forçosamente, pois a ideia de que os meus "Titãs" pudessem vir a ser um fracasso era demasiado para eu ter que lidar. 
A dada altura terão todos passado pela experiência de ter elevado apreço por um determinado projecto e vê-lo ser totalmente corrompido nas mãos de outra pessoa. É penoso, nem que pela a sua desnecessária tomada de curso. Há coisas que mais vale não tocar... não interferir...

Enfim... ontem, na véspera de ver o filme, ainda fui avisado para não despender do meu tempo a ir ao cinema, e confesso, que estive perto de seguir tal conselho, mas a evocação nostálgica e a sua simbologia falaram mais alto. No final, depois de assegurada a certeza que realmente o filme era mau (onde até sou da opinião que a pontuação estipulada na internet o favorece em demasia), fiquei desolado com o que acabara de ver, porém, satisfeito de ter levado avante a ida ao cinema. Digo isto porque prefiro antes ter dissipado qualquer réstia de dúvidas que pudesse haver, em prol da manutenção de incerteza. Além do mais, de certa maneira fico feliz por ver a arte cinematográfica em muitos aspectos desactualizada, prevalecer sobre a indústria que domina o circuito dos tempos de hoje.

Metaforicamente falando (tendo como influência o conteúdo do filme em causa), se o Clash of The Titans de 1981 é um Deus (preferencialmente Zeus neste caso), então este remake não passa de um mero mortal... sem vida, sem chama, sem surpresa! Rompido do seu núcleo duro, a história, foram feitos vários acertos desacertos ao argumento original, tendo sido escandalosamente manipulado e maltratado com o intuito de fabricar um rebuscado artificio, engendrado para fabricar dinheiro, apelando ao visual que pouca riqueza estética oferece à audiência para contemplar. O conceito 3D, mais uma vez, é pouco interventivo no ambiente instalado na sala de cinema, sendo mais um pretexto para fazerem lucro "à nossa pala". Com um elenco até sonante, fica patente o quão envolvidos estariam os actores, nomeadamente Liam Neeson e Ralph Fiennes ($$$$$$$$ -> óbvio, certo?). Sam Worthington já não choca... Pudera! Depois de consecutivos blockbusters (Terminator Salvation e Avatar) esta estrela em ascensão apenas aproveita a maré para se estabelecer como um player nos filmes mais lucrativos que conseguir agarrar.
Concluindo, posso afirmar neste caso, quecomparar o passado e o presente, é confirmar a ausência do bom senso e o pouco respeito existente por aquilo que por mérito próprio ganhou o estatuto de intemporal.

Ahhh... e uma curiosidade...

Ontem o filme pareceu relativamente curto! Tal facto parecia assentar bem, visto que tendo esta nova versão retirado muito do desenvolvimento ocorrido no seu antecessor, seria natural que fosse exponencialmente menor em termos de duração. Mas não! Ambos os filmes têm exactamente 118 minutos!! O que me surpreende (e de que maneira!) porque revela o tipo de proveito efectuado. Não faz qualquer tipo sentido. Mas fica a proeza! Desaproveitar e destruir com o mesmo tempo e com mais recursos! Evidente que não é a primeira nem última vez que tal venha a acontecer... mas por agora, deixem a minha azia falar ...

sexta-feira, abril 16, 2010

É uma delicia ouvir (boa) música portuguesa!


Samuel Úria - Nem Lhe Tocava (2009)




JP Simões - Boato (2009)



Dois álbuns de artistas que nem sei bem como classificar... por vezes folk, por vezes simples acústicas, por vezes em jeito de  trovadores, por vezes isto e aquilo... mas sempre bons!
A despeito da  minha caminhada por entre o mundo da música lusa, ambos os nomes que aqui venho divulgar atestam a monumental qualidade que tem sido praticada no nosso País. 
No exagero da minha reflexão considero quase um sacrilégio não haver maior exposição destes dois trabalhos.

Ambos os temas que aqui deixo são - na minha humilde opinião - letras desconcertantes, principalmente A Canção da Carne Crua de JP Simões, enquanto que, a cover melódica usada em Império I (sim, porque a música de fundo já existia mas não consigo identificar a quem pertence) que acompanha a letra de Samuel Úria é algo mais espiritual.

Sem margem para grandes dúvidas, ambos estes cd's tornaram-se pedras basilares na representação de algumas das minhas preferências Portuguesas, onde tenho vindo a acrescentar variadíssimos artistas, que por negligência minha, foram ofuscados pelo pré conceito mais ignorante que aborda a nossa música boa como sendo escassa!

De forma incessante entrego-me de corpo e alma à sonoridade que apresenta níveis de uma certa inverosimilhança...

JP Simões um contador de histórias ao estilo de alguns dos artistas mais importantes que revolucionaram a nossa música, e com ela os tempos e as mentes, brilha num concerto gravado ao vivo com alguns convidados, enquanto que Samuel, por sinal excelente compositor de voz desafogada, é um deleite para os ouvidos.


Tiro o chapéu a este senhor

Escrito, Realizado e Protagonizado por Billy Bob Thornton...

Recomendo-vos:

(1996)


Excepcional ! Uma história lindíssima que aborda diferentes temáticas, todas elas inseridas num determiando contexto social/pessoal. Começa por ser sobre a integração de um homem - atrasado mental e com um passado escuro -  que acabara de ser libertado de um hospício mental, para depois se traduzir na fomentação de uma relação muito forte entre ele, Karl Childers (Billy Bob Thornton), e um jovem rapaz chamado Frank Wheatley (Lucas Black).

Baseado numa curta-metragem intitulada Some Folks Call It a Sling Blade (1994) de Billy Bob sendo que volvidos dois este decide fazer uma adaptação do seu próprio trabalho - e com sucesso -  para uma full feature.
Nomeado para dois Oscars, tendo ganho um na categoria de Best Writing, Screenplay Based on Material from Another Medium (atribuído a Thornton que também estava na calha para Best Actor in a Leading Role) o argumentista/realizador/protagonista vê-se nesta obra ser absolutamente transfigurado para o que considero ser o papel da sua carreira... ou melhor... filme da sua carreira! É inacreditável... mas em vez de de me desfazer em elogios... vou deixar-vos com o trailer que pretty much sums it up!




quinta-feira, abril 15, 2010

No One Knows (by Divine Comedy?! whatt upppp)


Não sei se a história contada no vídeo é verdadeira, porque não encontrei nada que a confirma-se, contudo, é feita aqui uma cover espectacular do tema No One Knows popularizado pelos Queens Of The Stone Age.

Cortesia do blog --> Já cheiro a samádhi

Música Comercial

Nestes últimos anos tenho estado tão preocupado em ouvir o que mais ninguém ouve, que abdiquei por completo daquilo que maioria das vezes acuso como sendo "música comercial". Dentro do que pensei ser um raciocínio lógico, apenas agora desmascarado, sempre tomei por garantido que eventualmente essa música comercial de que falo chegaria aos meus ouvidos, afinal de contas, estamos a falar de algo que podemos considerar parte integrante da "música de massas". No entanto, esqueci-me de tomar em consideração o seguinte: Eu não vejo televisão nem ouço rádio, concluindo assim que os dois principais meios onde o comercial tem maior fluidez, não constam no meu quotidiano. Foram provavelmente muitos os temas que me passaram ao lado... vídeos "postados" em blogs, facebook e outros sites que simplesmente "recusei" ver e ouvir por priorizar o mais alternativo ou elitista. Embora refute esta minha opção como válida, fica a sensação que por mero desleixo perdi acesso a muito trabalho de qualidade.

Toda esta pretensa problemática surgiu de uma descoberta relativamente recente... Já à uns tempos, ouvi talvez duas ou três vezes, em carros de amigos meus, um pequeno excerto musical que imediatamente gostei. Mas sem saber bem porquê, não perguntei quem cantava nem fiz qualquer tipo de pesquisa. Minutos depois já teria esquecido! Recentemente, quando estava numa viagem para Évora, ao parar numa estação de serviço reparei que a música de fundo era esse mesmo tema de que ouvira poucos segundos... perguntei de imediato a uma amiga que me respondeu: "É da Alicia Keys! ". Volvidas algumas semanas, novamente no carro de um amigo, voltei a ouvir e desta vez não corri riscos. Tomei nota no telemóvel (uma das minhas melhores ferramentas no que toca ao blog...) e chegando a casa fui logo procurar. Empire State of Mind chamava-se a música. Nesse mesmo segundo que me foi revelado o seu nome, senti-me um idiota! Durante meses (MESES!) vi o vídeo ser apresentado literalmente na minha cara. Jay-Z feat. Alicia Keys não foi suficientemente atractivo para que eu me desse ao trabalho de ver o que é que toda gente andava para aí a ouvir. Não está em causa a qualidade de ambos os artistas, pois acho-os bastante talentosos (e posso até dizer que em tempos foram regulares nas minhas escolhas musicais). Acontece que eu formulei uma  conceptualização acerca dos dois, muito ligada à CidadeFM (estação que 80% das músicas abomino). Porém... considero esta uma lição aprendida! Estarei sem dúvida alguma, mais atento à "música da moda" (mesmo que seja proveniente da CidadeFM) porque há muita coisa boa, que por consequência dos meus hábitos, simplesmente não tenho "fácil acesso".

Jay-Z feat. Alicia Keys - Empire State of Mind



Alicia Keys - Empire State of Mind (Live - I heart Radio)
(fico maluco com esta versão... as segundas vozes oferecem um requinte brutalissímo a esta malha que, sem conhecimento próprio, parece fazer jus à cidade de Nova Iorque)



Jay-Z feat. Mr. Hudson - Young Forever
(sample beat do tema Forever Young, cantado pelos Alphaville. Para ser sincero, o refrão deve muito à forma original como é cantado, sendo portanto - na minha opinião - escusada a participação do Mr. Hudson. However, por gostar desta versão e por estar fortemente ligada ao "Somos Jovens", fica aqui para vossa apreciação)

Os Playoffs estão a chegar !


Começa já dia 18 de Abril !


segunda-feira, abril 12, 2010

Adoro o título deste álbum...

... e claramente o seu conteúdo!

Retirado de Quiet is The New Loud (2001)


Kings of Convenience - I Don't Know What I Can Save You From

Le Dîner des Cons (1998)



Por recomendação de um amigo meu, arranjei este filme francês do realizador Francis Veber, intitulado Le Dîner de Cons. Não me foi dito mais nada além de "vais-te rir imenso" (ou algo semelhante). No entanto, com pouco, fiquei entusiasmado. Gosto sempre quando me são recomendadas obras com um humor tipicamente europeu (se é que podemos afirmar tal coisa).  Entretanto, com o decorrer do tempo, admito que o interesse desvaneceu até ao dia em que tive a felicidade de passar umas horas com um companheiro cinéfilo possuidor de um largo conhecimento do cinema europeu, especialmente francês (até porque têm a sua infância de certa forma ligada ao País). Foi-me dito que estava perante um clássico da comédia, comandada por um grupo de actores que tinham por hábito trabalhar conjuntamente em várias longas-metragens e até algumas peças de teatro. Curiosamente, este mesmo filme, é primeiramente um texto escrito para o palco, então depois adaptada para filme. Apenas constatei este facto depois de visto esta comédia negra, uma vez que é um costume meu efectuar alguma pesquisa para tentar acrescentar algum conhecimento. Porém, podemos facilmente deduzir tal acaba por não ser surpresa pois grande parte da acção é desenrolada no mesmo espaço, o que inevitavelmente me levou a pensar que provavelmente seria "material teatral". Enfim... pouco importa para o caso! O que é certo é que a história é engraçadissima,  com diálogos e momentos hilariantes. As personagens estão muito bem concebidas e são dadas vida por um elenco talentoso, nomeadamente pelos actores Thierry Lhermitte e Jacques Villeret, que desempenham os protagonistas. Asseguro que dificilmente teriam melhores "resultados" de casting.

É sem dúvida uma comédia de luxo, que atesta a qualidade da Europa na fabricação de filmes, sejam elas de que género forem. Recomendo-vos que o vejam quanto antes, porque está para breve um remake americano. Conta como actores principais Steve Carell e Paul Rudd., numa adaptação que "arrisco" dizer  que estará longe do patamar atingido pela obra de Francis Veber, que nada deve à convencional comédia americana, que tenta desta forma, trazer uma excelente história ao continente americano (bem como ao resto do mundo), porque é sabido que o cinema europeu não têm os mesmos recursos nem audiência.

Deixo-vos (além do trailer) uma ligeira premissa...

O filme anda à volta de um jantar semanal entre amigos (presumivelmente snob's e arrogantes) onde cada um deles têm como objectivo trazer a pessoa mais idiota que conhecem como convidado! A personagem principal, o Sr. Pierre Brochant, tendo encontrado "um claro vencedor", prepara-se para levar esta figura caricata ao encontro...



domingo, abril 11, 2010

Deixa-me Dançar !


A noite de ontem estava carregada de expectativas bastante altas. Isto porque tocavam os Hadouken! no Gossip, e mais logo os OIOAI juntamente com Os Velhos no LX Factory. Infelizmente, por má gestão de tempo, acabei por abdicar da primeira parte do meu "programa das festas", tendo ficado por casa a ver o grande clássico da Liga Espanhola. Uma vez que o jogo acabou, já eu estava enterrado no conforto do sofá, tive de tomar iniciativa para sair de Cascais em direcção a Lisboa. Confesso que por meio minuto hesitei, mas a ansiedade de ver Os Velhos pela primeira vez ao vivo falou mais alto. Peguei no carro e como combinado fui buscar um amigo que se juntou a mim nesta travessia pela noite da capital. Pelo caminho dei a conhecer a esse meu amigo o tema "Era Moderna" para que este se torna-se de alguma forma mais familiarizado com que estaria prestes a ouvir. Ele retribuía com informação relativamente aos OIOAI, grupo  que já tivera oportunidade de ouvir em Évora, aquando da sua permanência por aquelas bandas para estudar. O grupo que para mim era uma incógnita, começou a levantar alguma curiosidade, até porque a pessoa que nos reencaminhou para esta noite no LX também tinha deixado muito boas referencias. Ao chegarmos ao local houve os habituais encontros (e reencontros) com amigos, que nos levaram a conhecer alguns dos músicos que iriam tocar nessa noite. Numa troca de opiniões que trouxeram uma perspectiva mais pessoal ao meio a que se dedicam (entre outras coisas), foi dificil para mim não mencionar o quão ansioso estava para finalmente puder ver Os Velhos em palco. Com o EP na ponta da língua e um estado de espírito, todo ele uniforme com a imagem da banda jovem/dinâmica/alegre, estava preparado para explodir na pista ao som de grandes malhas. Como tem vindo a ser habitual nestes eventos/concertos, houve os atrasos do costume, que para mim foram bem remediados pela música ambiente que passava aliado à continuação de momentos de socialização, com boa conversa e cerveja na mão. Entretanto, pouco a pouco, o espaço foi enchendo até um ponto onde chegou mesmo a "rebentar pelas costuras", o que estranhamente não me causou qualquer tipo de desconforto, mas antes contribuiu para o ambiente discreto, mas fantástico, que inicialmente se viria a instalar com os OIOAI, seguido depois com a explosão na entrada d'Os Velhos... 
Mas vamos por partes...
Os OIOAI entraram em cena e justificaram sem margem para dúvidas, o que de bom tinha ouvido sobre eles. Embora tivessem actuado perante um público que ainda se apresentava talvez um pouco reservado/tímido, com o decorrer do tempo sentiu-se uma onda crescente entre nós, provocando uma evolução do simples "abanar de cabeça" para os aplausos efusivos e os ocasionais berros. Talvez por falta de entrosamento com o seu trabalho não tenha existido uma química tão vincada como se viria a sentir mais tarde entre os músicos e a plateia. Obstante desse facto, deixo aqui aquilo que vou chamar "o meu selo de qualidade" a um grupo que ouvi pela primeira vez e ao vivo, num concerto onde me conquistaram pelo acréscimo de riqueza musical que me proporcionaram, dando seguimento ao meu percurso num mundo composto por bandas portuguesas. Após o fim da "primeira parte" foi concedido algum tempo para que a banda seguinte ocupa-se o palco. Durante esses breves minutos, mais um pouco de conversa e copos, numa "casa" que tinha atingido o seu pico máximo de população. Eu estava mais que surpreendido porque não  sendo eu um regular no LX Factory, fiquei sem saber se o que se estava a passar era habitual. Pensei para mim que tinha encontrado uma "mina de ouro". O ambiente era fantástico, a música doutro mundo e o espaço estava muito (mas mesmo muito) bem frequentado. Eu que não tinha uma noite divertida desde que chegara de Valência/Barcelona, sentia que estava a meio do que viria a ser uma das melhores noites que me recordo.
Entretanto, chegara o momento tão aguardado por mim. Os Velhos subiam ao palco e desde o primeiro tema que tocaram, incendiaram por completo o Rock Faktory que dançavam e cantavam com toda a energia que tinham. Não demorou muito para que dessem inicio ao caos com os "moches" e o crowd surfing, tudo feito com uma imensa alegria e boa disposição. Naturalmente houve pessoas que foram arrastadas nesse movimento, porém, reagiam sempre com um sorriso na cara, e por vezes, até acabavam por ceder e juntar-se à confusão. 
"Deixa-me Dançar", "Foi Assim Que as Coisas Ficaram" e o inevitável "Era Moderna" foram as malhas que mais contribuíram para o êxtase do público que do principio ao fim, não parou! Escusado será dizer que estava completamente louco na pista, contagiado pela (boa) música e pelas pessoas que me rodeavam.

Posto isto, após uma sucessão de concertos notórios pelo fogo que carregavam e pela sua entrega ímpar, seguiram-se os DJ's que encerraram com "chave de ouro" uma noite sem precedentes! Imaginem aquelas saídas onde predominam os clássicos de rock dos anos 70, 80 e 90... muito à semelhança do que a M80 nos habituou ao longo dos anos. Essas noites, na minha humilde opinião, destoam de forma positiva aquilo que podemos considerar a música convencional de discoteca (o que eu apelido de "martelinhos"). Sempre mexeu muito mais comigo porque além de poder cantar desalmadamente letras que sei "de cor e salteado", acredito que validam de forma acérrima o que é a elaboração de boa música traduzindo-se sem surpresa na sua intemporalidade em muitos dos casos. No entanto, ontem, pela primeira vez na minha vida, tive a oportunidade de dançar a noite toda ao som de alguns dos meus artistas favoritos indie, sendo a grande maioria de um registo mais rock em prol do indie pop ou até mesmo electrónico. Desde Vampire Weekend, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, MGMT, The Strokes, TV On The Radio, Bloc Party, LCD Soundsystem,  passando por alguns clássicos como London Calling dos The Clash (a quem prestei homenagem com a minha t-shirt) ou I Wanna Be Sedated dos Ramones, realizei que estava perante um duo de DJ's, apresentados como os StoryTellers, que oferecem música alternativa como forte hipótese de sessões musicais non-stop de cor, vida e juventude na pista de dança! Congratulo todos os intervenientes musicais desta noite impregnada de magia!

Quero também aqui deixar os meus parabéns à equipa responsável pela produção deste evento, (La Dolce Productions) a quem peço desde já (com alguma urgência) que façam algo semelhante num futuro bem próximo!

sexta-feira, abril 09, 2010

Erros fatais !

Quero aproveitar esta capa do jornal Record, que na minha opinião em três palavras resume o que se passou, para apontar o dedo de forma furiosa, e pela primeira vez esta época, ao treinador Jorge Jesus. Não querendo parecer ingrato, porque de facto devemos muito ao mister por todo o trabalho feito na equipa, venho por este meio acusar Jesus de ser o principal responsável pela derrota de ontem frente ao "acessivel" Liverpool. Faço isto com algum peso na consciência visto que, como disse, o treinador é na minha óptica o principal responsável por uma das melhores épocas desportivas da história do nosso "Glorioso", tendo ele montado um esquema formidável onde cada jogador encaixa na perfeição ao pretendido. Recuperou jogadores que atingiram este ano picos de forma excelentes. Casos de David Luiz (que regressa finalmente - e com regularidade - ao eixo da defesa), Aimar, Carlos Martins, Di Maria, Coentrão e até mesmo Cardozo (que o ano passado foi muito mal aproveitado por Quique). Porém, ontem Jesus estreou-se numa coisa que lhe vou chamar "O Capítulo: Inventar". Ontem começou logo por inventar de uma maneira brutal, a um ponto que se tornava desde logo perceptivel que o jogo não ia correr bem.
A parelha Sidnei/Luisão é logo um erro quando temos como adversário um dos pontas-de-lança mais letais do mundo... o inevitável Fernando Torres (que sem grande surpresa acabou por fazer o gosto ao pé). Ambos os centrais do Benfica são grandes, lentos e "duros de rins". Depois não têm rotina de jogo visto que praticamente toda a época jogou sempre o David ao lado do Luisão. Depois... como se a dupla já não fosse um erro grave, ainda temos de ter em conta os seguintes factores: Luisão encontrava-se condicionado... tanto que já se comentava a eventual ausência frente à Naval. No entanto, fez esse jogo e partimos do suposto que para o Liverpool estaria em condições. Claramente não estava. Notou-se de forma evidente e consequência disso vai ser uma provável lacuna frente ao Sporting (portanto, o jogo contra a Naval custou-nos caro, visto que podiamos ter dado descanso ao capitão frente a uma equipa teoricamente mais acessivel que o Liverpool e Sporting)! Aliado a isto, o Sidnei que já não fazia um jogo a titular à séculos, apresenta-se em campo, gordo, lento e completamente desconcentrado, frente à equipa mais forte dos restantes adversários ainda em prova na Liga Europa. Como?! Porque raio haveria de ser concedida uma oportunidade ao Sidnei de ser titular num jogo importantissimo, ainda para mais frente ao "Torres e companhia"? Por fim, esta dupla de centrais acabou por trazer outras implicações ao jogo. David Luiz foi passado para a esquerda! Jogar com um central adaptado, tendo no banco melhores argumentos, foi um disparate abismal... e viu-se bem. Para começar o "miudo" perdeu milhares de lances defensivamente! No ataque mal se via, visto que não consegue explorar o lado esquerdo de forma própria, acabando sempre por flectir para a zona central. Isto tornou os nossos ataques previsiveis, faceis de controlar e com zero perigo. Como se não bastasse, além de o factor ofensivo não "fluir" como devia, ainda perdeu bolas que comprometeram a equipa (4º golo é fruto disso). E mais!!! Di Maria, onde estava ele ? Pouco se viu do astro argentino... mas acham que vou "cair em cima dele"? Não. Porque no fundo, pouca culpa têm. Foi-lhe concedido muito pouco apoio naquele lado esquerdo, tornando a vida muito mais complicada para o nosso extremo. Ainda pensei para mim alguns dos motivos que levaram Jesus a tomar estas opções. Talvez à semelhança do que Koeman fez com o Benfica nas competições europeias, optou por jogar com centrais adaptados de forma a dar mais altura e musculo à defesa, bem como proporcionar maior "poder de fogo" nos lances de bola parada. Ok! Até faz sentido! Mas tornou-se evidente ao fim de algum tempo, que esta estratégia não ia surtir efeito... mas em vez de o treinador desfazer o erro numa altura onde já estavamos a perder 2-0... não! Manteve este esquema até aos 80 e tal minutos de jogo, quando já tudo estava decidido com 4-1 no marcador! Era óbvio que o Coentrão tinha de entrar. Não só por ser mais rápido e "raçudo", mas também porque proporcionava logo um equilibrio no nosso balanço ofensivo. Enfim... alguma coisa aconteceu na cabeça de Jesus para deixar o Benfica a ser "comido" sistematicamente em velocidade pelo centro do terreno (reparem que 3 dos golos sofridos foram assim). Não quero apenas responsabilizar o treinador e os jogadores que actuaram no último terço do campo (defensivo) porque naturalmente a equipa não esteve em bom plano (a começar pelo Júlio César que dá inicio ao descalabro com uma tremenda "fifia"), mas acho que podemos todos concordar que tendo alguns elementos pouco enquadrados no jogo e em sub-rendimento, é natural que tal se venha a reflectir no resto da equipa.

Conclusão: Ontem o Benfica começou a perder o jogo, ainda este não tinha começado. Foram "tiros nos pés" uns atrás dos outros.

Mais tristes e furiosos do que eu, de ver o Benfica ser eliminado ficaram os jogadores, treinadores e staff certamente, daí também agora esta última palavra de apreço. O desaire de ontem não apaga a óptima campanha europeia que realizámos este ano, nem o campeonato fora-de-série até ao momento... falta pouco para (se tudo correr bem) podermos festajar...

Nós só queremos o Benfica campeão !

quinta-feira, abril 08, 2010

Exposição José Viana - Amadora




Segue em baixo, informação (citada) relativa a uma exposição de pintura com o propósito de prestar homenagem ao legado do meu avô, José Viana. Sei que dificilmente a minha opinião não será tida em conta como "suspeita", mas garanto-vos que estão na face de um dos artistas mais emblemáticos da nossa cultura portuguesa.
Não percam!!


Os Recreios da Amadora apresentam até dia 25 de Abril, uma exposição de pintura com obras de José Viana.



Homem do espectáculo, do palco e das artes, José Viana soube desde cedo que a versatilidade o acompanharia por toda a vida.


Criou obras pictóricas onde a interpretação da figura humana é a protagonista.


Esta revela-se uma oportunidade a não perder para admirar a sua pintura e o seu restante legado artístico.


Até 25 de Abril


Recreios da Amadora


Av.ª Santos Mattos, 2 – Venteira


Horário: 3.ª a domingo, das 14.00H às 19.00H


Entrada Livre

(Fonte: Metro News)                                                                                             Outras fontes [1] [2] [3]

Kid Lang



Já aqui falei sobre Jonny Lang, mas isso não inviabiliza que volte a escrever sobre um dos meus guitarristas favoritos. Custa-me crer que este "puto" (na verdade ele já não é assim tão jovem, contudo, será sempre assim que o terei em conta na minha mente, dado que a primeira vez que o vi tinha 16 anos) não têm um estatuto de estrela à semelhança de John Mayer. Quer dizer, pensando melhor, até é fácil explicar. Enquanto Mayer optou inicialmente por um caminho pop acabando por se "vender" à indústria musical, Lang nunca abdicou de se dedicar exclusivamente ao género onde criou as suas raízes musicais... o Blues. A sua voz, quase única diria eu para um rapaz novo e branco, é um dos factores que o torna desde logo memorável. Não é por nada que comparam o seu estilo e timbre a um veterano negro. Depois disso, temos a sua habilidade na guitarra! Toca a um nível, que embora possa estar longe dos grandes mestres, é para mim do calibre de um. 
Desde que me lembro, Lang sempre foi forte nestes dois atributos... mesmo muito jovem, sendo lógico que eu tenha ficado desde logo impressionado e com o tempo me tenha tornado um grande fã. Talvez peque por não ser um compositor dentro do mesmo patamar de Mayer e não ter aquela imagem que tanto favorece os músicos junto da sua audiência. No entanto, isso para mim pouco interessa... Este miúdo toca a um nível incrível desde os 16 anos e sempre teve metido no meio dos blues! Embora tenha grande apreço por Mayer e ele seja um dos meus guitarristas favoritos, vejo em Lang a pureza no amor pela música, mesmo abdicando do estatuto que Mayer hoje usufrui (porque não tenho dúvidas que se quisesse, poderia ter o mesmo rumo).


A letra e tudo o resto acaba por se "esfumaçar no ar" quando ouço malhas como esta que se segue...