terça-feira, junho 29, 2010

makes you wanna dance... doesn't it ?

Le Tigre - Deceptacon

"Surely It’s 30 (Don’t Call Me Shirley!)"



- "Surely you can't be serious."
- "I am serious... and don't call me Shirley."

Pois é! Faz hoje 30 anos que saiu o filme Airplane (1980), uma das melhores comédias alguma vez feitas according to my book, e não só...

O seu estilo completamente satírico nonsense aprensentou-se completamente despido de preconceitos e sem pudor, revolucionando para sempre a comédia enquanto género cinematográfico.

Claro que não era totalmente novidade, pois já antes haviam traços do nonsense no humor físico dos irmãos Marx ou nas longas-metragens de Mel Brooks, contudo, houve um conjunto de factores/características que destacaram Airplane entre os quais realço "a acção de fundo" - onde basicamente, enquanto a acção no filme decorre, temos várias coisas (irrisórias) que se passam no fundo da imagem - e "a cara de pau" (na falta de uma expressão melhor) onde o actor é capaz de dizer a maior "barbaridade" com a cara mais séria, o que contagia e leva ao riso. Este é um estilo no qual muitos podem associar hoje ao comediante português Bruno Nogueira, mas que sem dúvida eu associarei sempre ao grande Leslie Nielsen, um dos protagonistas de Airplane. Este viria a ganhar um grau de popularidade elevadissimo não só graças ao Airplane mas também pelos filmes que se seguiram, todos eles no mesmo género e associados à mesma equipa de realização.
Falo claro da trilogia  Naked Gun (Onde pára a Policia no seu titulo Português), baseado na série televisiva Police Squad, protagonizada também por Leslie Nielsen.

Realizado por uma equipa de três (David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker), esta parceria que já trabalhara no filme Kentucky Fried Movie enquanto argumentistas, apostaram não só no estilo mas num elenco que viria permanecer activo graças à sua qualidade e carisma.

Hoje estes três homens festejam o seu legado e influência no cinema e comédia em todo o lado, com uma longa-metragem a que é prestada homenagem pelo jornal New York Times.

Vejam aqui o artigo do jornal (que aborda de forma mais detalhada a história/percurso/influência do filme), e para os mais curiosos, não se esqueçam de ver o vídeo colocado à esquerda no site.

segunda-feira, junho 28, 2010

Regulate

by: Warren G & Nate Dogg



É um GRANDA SOM esta música do Warren G que ainda conta com a colaboração de Nate Dogg.

Disse que iria colocar aqui mais hip-hop e aqui está! Durante anos ouvia frequentemente este tema retirado da banda-sonora do filme Above The Rim (1994), filme este que retrata a relação de um jovem talento de basketball universitário com um traficante de droga (representado pelo falecido Tupac Shakur, o expoente máximo do Hip-Hop no meu universo). 

Para quem gosta do género, é quase impossível não gostar de Regulate.

sábado, junho 26, 2010

Hoje antes de trabalhar...

... ouve-se Charlie Parker!


Este tema, Parker's Mood, conta ainda com outra lenda do Jazz... Miles Davis! No entanto é o saxofone de Parker, ou "Bird" como muitos o apelidavam, que dá força e magia a este clássico de jazz retirado do reportório de um dos maiores músicos de todos os tempos. 

Já aqui mencionei o filme de Clint Eastwood intitulado Bird (1988) com Forest Whitaker no papel principal. Caso não tenham visto, recomendo-vos que o arranjem de alguma forma pois além de ser uma excelente maneira de conhecer melhor a vida de Parker, é também um óptimo filme!

sexta-feira, junho 25, 2010

Defiance (2008)



Defiance é um filme realizado Edward Zwick em 2008 que conta como protagonistasDaniel Craig (a.k.a James Bond), Liev Shreiber (também ele realizador, argumentista... um gajo multifacetado) e Jamie Bell (Billy Elliot).

Começando pelas razões que me levaram a ver o filme, não há muito a dizer. Edward Zwick é um realizador de que aprecio bastante por três dos seus trabalhos: The Last Samurai (2003), Blood Diamond (2006) e principalmente Glory (1989), para mim a sua maior obra-prima e um dos meus all time favorites. Todos eles são capazes de demonstrar elementos do mais humano que existe, integrados em situações de conflito e caos. Cenários onde os nossos protagonistas se assumem como verdadeiros heróis... como líderes! E o bom destes filmes (ou pelo menos alguns deles) é que são baseados em histórias/factos reais, tendo assim a capacidade de interessar e, acima de tudo, inspirar mais os espectadores. Tenho essa ideia que normalmente os filmes inspirados em eventos reais angariam muitos adeptos. Enfim... Defiance como os outros três filmes mencionados, acaba por estar "esquematizado" para corresponder a esse padrão definido. 

Baseado numa história verídica, a acção é passada numa Bielorrússia ocupada pelos Axis durante a Segunda Guerra Mundial onde três irmãos procuram sobreviver longe das armadas nazis que andam à caça de judeus. Inicialmente começam apenas os três numa debandada pelos responsáveis da morte dos Pais, tendo em vista apenas a vingança, mas com o decorrer do tempo vão acolhendo fugitivos e renegados que procuram auxilio e alguém que os lidere para salvação. É evidente que tem muito mais que se lhe diga, com variadíssimos acontecimentos no próprio seio do grupo que se encontra permanentemente a lutar pelas suas vidas, fazendo frente à fatiga, fome, falta de recursos e inclusive a alguns dos seus membros internos que acabam por vezes a contestar tomada de decisões.

O filme parece-me a mim uma tentativa de sensibilizar audiências e critica com um projecto claramente a apontar para o Oscar, mas sem sucesso. Não quero dizer com isto que o filme é mau... mas por vezes falta-lhe algo. É insípido... contudo, afirmo que foram 2h16m onde não dei por mim uma única vez aborrecido. É bem representado, não está exageradamente a puxar pelos momentos lacrimejantes... Óbvio que por vezes há momentos ou diálogos um pouco previsíveis, mas nos dias que correm quantas vezes podemos honestamente dizer que somos realmente apanhados de surpresa? Além do mais, sendo esta uma história verídica é típico haver algum exacerbamento (mas como já o disse, nada exagerado, ou seja, não é frequente ao longo do filme) do banal... Comigo tiveram efeito e aproximou-me mais das personagens e do que estavam a atravessar.
Obrigou-me também a pensar bastante! A questionar coisas tão antigas como ... sei lá... antigas! Temas filosóficos ligados à natureza humana, à capacidade do homem em violar todo e qualquer fio de conduta assente no amor ao próximo. E não falo apenas no passado como quem recorda as Guerras Mundiais, ou civis, ou mesmo as batalhas mais arcaicas na história da humanidade... falo mesmo da realidade em que vivemos onde temos os maiores actos de crueldade praticados na nossa televisão para que todo o mundo veja... enfim! Divago...


quinta-feira, junho 24, 2010

Over and Over Again

Já aqui postei em tempos The Skin of My Yellow Country Teeth, o meu tema favorito desta banda proveniente de Brooklyn, Nova-Iorque, seguido da sugestão de um álbum gravado numa estação de rádio francesa.

Agora, deixo-vos mais um tema...

... by: Clap Your Hand and Say Yeah

quarta-feira, junho 23, 2010

The Drums - "O Álbum" (2010)


Depois de  ouvido (muitas e muitas vezes) o EP dos The Drums, intitulado Summertime, (onde já  aqui fiz referência) tornou-se óbvio que estava perante a apresentação de um álbum muito forte que estaria para breve. A expectativa era grande, não fosse este EP com todas as suas 8 faixas, um trabalho inacreditavelmente bem elaborado com uma sonoridade refrescante e jovem. 
Desde a primeira vez que ouvi Let's go Surfing, senti que era algo mais do que uma mera música de verão, associada naturalmente ao Surf, com tonalidades claras de um indie-pop assentes nos curtos riff's de guitarra e na percussão representada pela bateria electrónica, algo que curiosamente lhe dá um estilo agradável de eighties. Mas obviamente não é só na bateria que denotamos esse estilo dos anos 80 na música dos The Drums. Com influências e comparações a grupos como os New Order ou os The Smiths, é natural que parte da sua sonoridade remonte para essa época dominada por pop/rock/synth/post-punk.

Tardiamente pus as minhas mãos no seu álbum de estreia (homónimo) e só hoje me dediquei, exclusivamente à apreciação deste... ou seja, não ouvi rigorosamente mais nada além de The Drums! Repeti duas a três vezes, quase como se quisesse confirmar que este seria inquestionavelmente a banda-sonora de eleição para o verão 2010!
Certo e sabido, tal se veio a confirmar, correspondendo à fasquia alta imposta pelo EP, onde reinavam favoritos como o já mencionado Let's Go Surfing ou Best Friend e Me and The Moon.

Uma coisa que me deixou de alguma forma desiludido foi o facto do grupo ter preterido para este seu projecto dois dos meus temas predilectos: Saddest Summer, I Felt Stupid e Submarine (estas últimas duas, a par de Me and The Moon, são literalmente as minhas malhas favoritas).
Baseado no meu instinto e gosto musical, acredito (sem surpresas) que ambas as músicas tivessem provavelmente estatuto de favoritas entre os fãs do grupo nova-iorquino, não tendo qualquer tipo de nexo a exclusão da lista de 12 faixas (13 se contarmos com o tema bónus When I Come Home).
Talvez seja excesso de confiança... não sei! Talvez seja uma forma de demonstrar que não necessitam de todas as músicas já impostas no mercado e entre os adeptos dos seus trabalhos.
Em abono da verdade, nem assim assinam, aquilo que seria para mim, a sua sentença. E porquê? Porque embora (i can't stress this enough) simplesmente adore essas músicas, a verdade é que "não fazem falta".
Há muito material por onde investir e explorar dentro do seu reportório, que projecta para já um futuro promissor!

Creio que cada uma das música assegura ao ouvinte "mil e um" argumentos que validam o rápido crescimento desta banda como uma das maiores referências contemporâneas da música indie.
 De salientar (no leque musical que não consta no EP) Forever and Ever Amen (a eleita como "novidade" de apresentação do álbum),  Book of Stories - esta um "hino pessoal" - e When I Get Home (o tal bónus) como os temas que, na minha opinião, enfatizam a estreia do quarteto.

Assim se juntam-se ao aglomerado de novas tendências forjadas, com distinção, pelas incessantes batidas impregnadas de "areia, sal, sol e mar".

Afigura-se um verão em grande estilo com os The Drums, que vão contrariar aquilo que seria para mim the saddest summer ever, visto que estou em plano de contenção de forma a concretizar em Setembro a minha viagem a Buenos Aires.

Seja como for, os The Drums trazem consigo o ambiente festivo, as praias, o calor... o romance de verão, os festivais, os programas com os amigos, a loucura...

Fica aqui Forever and Ever Amen, juntamente com as outras três malhas (Saddest SummerI Felt Stupid e Submarine) dispensadas do cd.








segunda-feira, junho 21, 2010

é daquelas músicas que me enche as medidas


adoro o piano, adoro o ritmo imposto pela bateria, adoro a voz...
adoro a melodia, adoro a letra, adoro a alma do Gray...


David Gray - Please Forgive Me


Please forgive me
If I act a little strange
For I know not what I do.
Feels like lightning running through my veins
Every time I look at you
Every time I look at you

Help me out here

All my words are falling short
And there's so much I want to say
Want to tell you just how good it feels
When you look at me that way
When you look at me that way

Throw a stone and watch the ripples flow

Moving out across the bay
Like a stone I fall into your eyes
Deep into that mystery
Deep into some mystery

I got half a mind to scream out loud

I got half a mind to die
So I won't ever have to lose you girl
Won't ever have to say goodbye
I won't ever have to lie
Won't ever have to say goodbye

Whoa, oh oh oh, I

Whoa, oh oh oh, I
Whoa, oh oh oh, I

Please forgive me

If I act a little strange
For I know not what I do
Feels like lightning running through my veins
Every time I look at you
Every time I look at you
Every time I look at you
Every time I look at you 

sexta-feira, junho 18, 2010

"Don't Settle !" - luta pelo que queres, não te conformes com o que já tens

Steve Jobs @ Stanford University - Commencement Address

D'uma assentada só...



... vi 5 trailers de filmes que fiquei ansioso para que cheguem às salas!










Sem mais que um trailer, baseio a minha fé num outro conjunto de factores (óbvios) que apelam ao espectador na criação de expectativa. O realizador, o elenco ou a fusão de ambos.


Nestas minhas "sugestões" os meus destaques vão para:


em Conviction - regresso de Tony Goldwyn à camera depois de Last Kiss. Mais uma vez num filme com um ensemble cast (de luxo) com o que parecem ser dois papeis fantásticos: o de Hilary Swank e Sam Rockwell.


em Flipped - nova longa-metragem de Rob Reiner. Apenas isto chegou para me chamar à atenção. Uma história que provavelmente deve remontar para característica/essências por exemplo de Stand By Me.


em The Killer Inside Me - o facto de ser baseado numa obra reconhecida pela critica (o que desde logo revela que o argumento deve ser bom, caso seja bem adaptado) e Casey Affleck que parece estar em grande.


em Never Let Me Go - dificilmente consigo justificar o porquê de depositar confiança no trailer. O facto de ter a nova actriz sensação, Carey Mulligan, contribui bastante... juntando a isto a talentosa Keira Knightley e o realizador de One Hour Photo, que confesso apenas conhecer esse filme do seu portefólio. Não terei mesmo muito por onde pegar neste caso até porque, certo e sabido, juntar um bom elenco ou um bom par de protagonistas não é sinónimo de qualidade.


em I Am Love - Filme de fino corte italiano, pelo menos é o que promete ser. Liderado por Tilda Swinton, Lo sono l'amore, no seu titulo original, deixa indícios de uma história de amor proibido com muitos segredos e revelações à mistura no seio de uma poderosa família italiana.

quinta-feira, junho 17, 2010

Tomar conta de nós!

Um texto pessoal, mal escrito/confuso, redundante sem oferta de conceitos revolucionários, é assim que o descrevo. Tinha vindo a acrescentar coisas durante algum tempo, mas pareceu-me sempre uma má ideia postar no blog. Quase que me sinto constrangido por partilhar isto, mas hoje, apeteceu-me! Apeteceu-me mesmo... 


Falar de tempos difíceis já não basta! 
Os mais que muitos alertas feitos durante o dia não chocam... não impressionam! 

Pairam na imensa rotina que abala o nosso dia-a-dia como se de algo indiferente se tratasse. Países em guerra, pessoas mal tratadas, fome, poluição... cenários do mais tenebroso que existe e que assolam as nossas casas através dos media de maneira avassaladora. 
Tornou-se insustentável observar os homens usarem e abusarem do  poder que nos foi concedido desde os primórdios do tempo, para manter uma distancia na tomada de reconhecimento e amor ao próximo, abdicando porventura de outros bens... 
Não se trata apenas de manter as relações humanas vivas e no auge da sua potencialidade, como quem fala de uma utopia tipicamente embelezada num "conto de fadas". 
Um mundo em paz e harmonia, idealizado por muitos, menosprezado por outros... porque há inconsistências que poderão provocar um desequilibro no nível de  estabilidade, no balanço emocional...

A prática dos valores éticos e morais que nos são admoestados desde crianças, se a sorte estiver do nosso lado representada na estabilidade familiar e educacional, são princípios do mais básico que existe mas que por diversos motivos parecem por vezes não estar totalmente inatos ao nosso comportamento diário. 

Seja por mera indiferença ou porque simplesmente não sabem melhor, são muitos os que não têm guia e encontram-se perdidos sem rumo. Despreocupados e alheios ao que verdadeiramente se passa no mundo, vivem na ignorância, menosprezando uma realidade social, com as suas próprias características mediante  inúmeros factores (como a sua localização geográfica, por exemplo), mas no fim de contas, acaba por ser "comum" a todos. E contemplar tais pessoas, desfasadas da "procura e conquista" do eterno sonho que toda a alma humana deseja, faz com que levem com um dedo espetado na cara e uma critica (que se encontrava na ponta da língua) a despeito dos seus pecados... da falta de intervenção, como se de alguma forma tal medida viesse amparar as crises que se vivem. 

Sei que não podemos tomar responsabilidades de coisas que estão fora do nosso controlo, mas será assim tão despropositado encarar determinadas situações como se estivesse nas nossas mãos? Assumir que podemos intervir na vida de terceiros?

Achar-me suficientemente influente para exercer este tipo de iniciativas como se fosse um modelo a seguir, como se fosse isente de falhas e problemas pode ser interpretado como arrogância.
Mas por outro lado,  ficar parado comigo não funciona! Se acho que posso interceder junto de alguém para melhor, então devo-o fazer e não contentar-me com a ideia de que "tenho a minha vida com que me preocupar" ou "já faço mais que a minha obrigação"! Porque é mentira! Podemos sempre fazer mais se assim o nosso coração quiser.

Daí que este conjunto de ideias me leve a crer que se outros não contribuem é porque eu de alguma forma também estou a ser ineficaz. Porque posso e devo protagonizar momentos de liderança se for preciso. Contagiar os que me rodeiam para que eles façam o mesmo com outros. Iniciar um processo em cadeia que inspira muitos, mesmo em horas de escuridão e conflito.
Não penso mais de mim nem menos dos outros por isto! Acredito apenas que, uma vez tomada este tipo de iniciativas, podemos criar uma rotina fortalecida pelos sentimentos provocados através nossas boas acções. 

É viciante, garanto-vos! A sensação de gratificação pessoal por ajudar outros, quase nos leva a pensar que fazemos por "egoísmo", tal é a forma com que nos centramos também nas nossas necessidades pessoais ao praticar o bem.

Sei que nos dias que correm é difícil fazer uma gestão da nossa vida, quanto mais estarmos preocupados com tudo e mais alguma coisa que se passa à nossa volta! Mas são os princípios e ideais básicos de que falei anteriormente, que quero reforçar por tão fortes que são e simples de se aplicar. Faria toda a diferença... 

"Somos todos boas pessoas... então porque é que não mostramos mais vezes? " sugere uma canção de Holly Throsby...

Como é que ainda são debatidas questões que procuram viabilizar a segurança de tudo o que aqui foi referido, num mundo onde a maior ameaça somos nós? Não está à vista o mal que fazemos? Então e por travão nisto?
Já o falecido George Carlin, num dos seus números de standup a propósito do ambiente dizia:

Save the planet? We even don't know you to take care of ourselves yet. We haven't learned to care for one another, and we want to save the fuckin' planet?

Enfim...

mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... talvez se venham a mudar mesmo... num futuro próximo! Gosto de acreditar nisso!

The measure of a great life is not how well loved you are but how well you loved others 

How We Exit

"El Conejo" escreve...






Ao longo da carreira encontrei vários tipos de adeptos. Dos fanáticos de Sevilha, aos low profile do Mónaco. Mas como também já referi, não encontrei nenhuns com a genuína paixão dos benfiquistas. É quase inexplicável. Sente-se olhando fundo nos olhos das pessoas. Sente-se nas manifestações espontâneas nas ruas, nos restaurantes, no estádio. Sente-se nas cartas que que recebemos (...).
Quem já passou pelas mesmas situações - em países diferentes, com clubes diferentes e adeptos diferentes - sabe distinguir claramente os sentimentos. Aqui é distinto. Garanto!."

O Benfica é um clube muito especial. Não digo isto para ser politicamente correcto ou conquistar o coração de quem quer que seja. Aliás, antes de vir para Portugal, posso confessar que desconhecia em absoluto esta grandeza.

O Benfica foi-me conquistando e convencendo com factos. É daqueles clubes que te surpreende dia após dia. 

Quando conto isto a alguns colegas de outros clubes eles estranham. Como é que alguém passou pelo Real Madrid ou Barcelona se pode surpreender? A explicação é simples. O Real ou o Barça são como teatros gigantescos e nós, os jogadores, somos os actores principais de uma grandiosa encenação. No Benfica é outra coisa, mais ligada ao sentimento, ao povo, à paixão. Vem das raízes, é genuíno. 
Os adeptos conseguem transmitir-nos exactamente o que lhes vai na alma.
Sentimos essa força na pele. (...)

Cheguei a dizer ao Jorge Jesus: "Mister, isto nem no Madrid!"
O mesmo já tinha acontecido no estágio da Suíça. No meio das montanhas, num local quem nem vem no mapa, havia centenas de benfiquistas a apoiar-nos.
Após o primeiro treino liguei à minha mãe e disse: "Mãezita, este clube é impressionante!"

Javier Saviola

(retirado da sua autobiografia)

quarta-feira, junho 16, 2010

CR7 - "The Story So Far..."

A intro deste primeiro vídeo está inacreditável!!




to be continued...

Showdown!

Confronto entre as duas melhores equipas da N.B.A...
A rivalidade mais antiga na história da modalidade...

Vamos para o 7º... e último jogo desta final !

Amanhã de madrugada...


L.A Lakers vs. Boston Celtics


terça-feira, junho 15, 2010

Good Shoes - Think Before You Speak (2007)



Tem "pinta", tem energia, tem muita vida... 
Tem o que preciso para este Verão!

Recomendo!



Somewhere

Ui que isto promete!! 

Um trailer que entra a matar com música de Phoenix e sai com The Strokes... 

Que "anuncia" o regresso da argumentista/realizadora Sofia Coppola...

Que conta com Stephen Dorff, um actor altamente subvalorizado que considero ter carisma e qualidade para singrar em Hollywood...

Só pode vir a ser bom...o trailer deixa mesmo indícios disso!!

... Espero mesmo que seja ...  

(sai em 2010)

segunda-feira, junho 14, 2010

"A Selecção de todos nós!"



É com alguma ansiedade que nós, portugueses, aguardamos a estreia oficial da nossa selecção na prova mais prestigiada no mundo do desporto rei. O mundial na África do Sul já começou, e desde o seu inicio que aqui a malta já faz contagem decrescente para o dia de amanha, onde teremos Portugal num jogo contra a Costa de Marfim. Acredito que possamos fazer boa figura, contrariamente ao que se tem dito (onde até me incluo como um dos "difamadores"), mas deixem-me fazer uma retrospectiva para que percebam como cheguei a este estado.

Tudo começou com a entrada do seleccionador Carlos Queiroz no comando da Equipa das Quinas. O que na altura me pareceu uma escolha viável, não só pelo currículo mas também pelo facto de ser português (algo que não escondo como sendo um atributo que aprecio), cedo se transformou num questionamento até da minha própria palavra, parecendo eu tudo menos coerente. Não tenho experiência nem um conhecimento aprofundado... no fundo sou mais um treinador de bancada com direito às suas opiniões por muito idiotas que sejam. Pus em causa mil e uma coisas. Desde a naturalização de mais brasileiros (mesmo já nós tendo aberto precedentes, continua a ser algo que gostaria de evitar ao máximo), passando pelas trocas de posições (Pepe é central e não um trinco; Tiago não pode jogar a "10" nem Meireles rende a "6", entre outras calinadas e tiros nos pés) acabando depois com a convocatória final para o Mundial (que só não instigo mais porque vou conceder o beneficio da duvida até a prova acabar - com Portugal campeão, se possível!). 

Ora, poderíamos dizer que o "caldo já estaria entornado" nesta altura, mas infelizmente muito do que se passa com Portugal vai além da performance de Queiroz. Os jogadores simplesmente não estão a jogar rigorosamente nada! E não é de agora! Desde que o actual seleccionador assumiu controlo da equipa, não me recordo de um único jogo que tenha acabado e pensado para mim "mas que bela partida de futebol fez Portugal". Nada disso! Os jogos amigáveis foram uma desgraça, a qualificação foi de um nível paupérrimo e mesmo já com a equipa definida e em treinos à algumas semanas, continuamos num nível medíocre na finalização da nossa preparação. Simão, Miguel e Deco estão claramente em baixo de forma, o Ronaldo não é o mesmo de Manchester/Madrid, durante algum tempo andámos com problemas em estabelecer quem seria o nosso trinco e ponta-de-lança titular e para finalizar as lesões de Pepe, Bosingwa, Varela e por último (e mais importante) Nani - em excelente momento de forma - em nada contribuíram para motivar o pessoal.

Isto leva a que nós, enquanto adeptos, tenhamos um certo receio relativamente ao desempenho que Portugal possa vir a ter neste Mundial. Talvez por isso nós estejamos constantemente a dizer mal e a afirmar que não vamos sequer passar a fase de grupos. Se calhar é a nossa forma de nos mentalizarmos de potenciais derrotas... de mantermos expectativas baixas para que a desilusão não seja muito grande (porque tendo Portugal os jogadores que tem, a fasquia é naturalmente elevada... ora não fossemos nós um País digno de ter o melhor jogador do mundo e alguns dos melhores que andam para ai a jogar em campeonatos top da Europa). 

Eu nem tinha pensado nesta alternativa até à poucos dias... a de denegrir a minha equipa como forma de evitar um choque! Assumia que acreditava nas minhas palavras e quase que punha as "mãos no fogo" que Portugal seria "varrido" logo no jogo de abertura!

Acontece que tem ocorrido uma transformação espiritual... uma mudança na minha mentalidade e fé...

Acho que Portugal, embora tenha estado muito aquém da qualidade que supostamente possui, vai surpreender tudo e todos (a começar pelos próprios Portugueses) com exibições de alto gabarito. Não sei o porquê deste alento... desta esperança toda em torno de uma equipa que até recentemente eu qualificava como um desastre. Porventura será a ideia que tenho dos Portugueses, enquanto povo preguiçoso e comodista que só quando posto à prova e sob pressão, é que começa a "dar frutos". E cá estou eu a generalizar e a fazer juízo de valor... como se fosse de alguma forma superior! Nada disso. Mais preguiçoso que eu existem poucos provavelmente... estou apenas a constatar uma "característica" conhecida (e reconhecida) entre nós como sendo uma trademark tuga!
Seja como for, preguiçosos ou não... acredito que sob pressão vamos dar o litro e as coisas vão acontecer com naturalidade. Já muitas equipas revelaram em tempos dificuldades em serem qualificadas e passarem a fase de grupos, para depois "partir a loiça" nas eliminatórias... Portanto, porque é que não hei eu de sonhar?! 

E aproveito para dizer outra coisa! Porque raio haveria eu de manter as expectativas baixas só para me sentir melhor em relação a mim próprio ou em relação à nossa prestação? Tenho mais é que ser ambicioso e demonstrar fé e raça por um País que em termos desportivos já nos deu muitas alegrias...

Portanto amanhã vou estar vestido a preceito e vou torcer pela nossa selecção independentemente do que possa vir a acontecer... porque é assim que deveria ser sempre! Um bocado mais de crença e optimismo nunca fez mal a ninguém... e quem sabe! Podemos viver momentos... como estes que se seguem em baixo...



Guess who's back


domingo, junho 13, 2010

Golpes aqui, Golpes ali ...

Eu sou assumidamente um fã do grupo português Os Golpes! Ouço numa escala diária o seu álbum "Cruz Vermelha sobre Fundo Branco", escrevo e falo com entusiasmo e tento que cheguem aos ouvidos de mais malta. Não que isto seja atitude de alguém inconformado com o estatuto de desconhecidos que têm junto de muitos, mas tem sido mais forte que eu! Principalmente depois de os ter visto ao vivo pela primeira vez no Festival de Rock, a propósito dos festejos de dia 10 de Junho (dia de Portugal). Ainda na ressaca desse evento, que tão boas marcas me deixou, venho por este meio deixar mais duas grandes malhas do excelente reportório para já construído.

Fiquem com Tarde Livre, Parte III e Embarcadiço... dois temas que aprecio tanto pela sonoridade instrumental como também pela letra, que embora possam dizer que são em alguns aspectos débil (no fundo repete-se bastante) são capazes de criar alguma empatia e asseguram assim uma relação de proximidade com o ouvinte... mas isto... sou só eu a achar se calhar!




                      Embarcadiço                                                                                                                                                                           Tarde Livre, Parte III

Estoril Jazz - "Jazz Num Dia de Verão 2010"

Cartaz com selo de Qualidade: 



Este ano o Estoril Jazz reserva-vos um super cartaz com alguns dos melhores músicos do meio...

Sejam "velha guarda" ou da nova geração, está prometida boa música no Casino Estoril, espaço este que acolhe o Festival depois de uma série de concertos realizados no antigo Dramático de Cascais, Parque de Palmela, Forte da Cidadela ou Centro de Congressos do Estoril.

Num ano onde o festival arrisca um pouco mais no contexto "comercial", com a entrada de sangue novo nas fileiras do cartaz, há um dia destinado principalmente à malta mais "vanguardista"... falo de dia 11 de Julho com  Trio 3: Oliver Lake, Reggie Workman e Andrew Cyrille.

O destaque obviamente vai para Dee Dee Bridgewater, que aproveita para promover o seu novo álbum Eleanora Fagan to Billie with Love From Dee Dee Bridgewater (2010).

Chamo à atenção dos apreciadores de Jazz (ou melhor, de boa música) para a campanha realizada este ano, que favorece bastante o convencional consumidor...
Cada bilhete para um dia custa 30 euros, sendo que há 7 concertos para realizar. Ir a todos seria naturalmente dispendioso, no entanto, foi feito um "passe" para os 7 espectáculos por apenas 90 euros (50% de Desconto!)...

E mais...

Os bilhetes adquiridos com o passe são transmissíveis, ou seja, podem dividir com amigos, tornando isto um dos "negócios" mais rentáveis para quem quer marcar presença num dos mais emblemáticos festivais de Portugal.

sábado, junho 12, 2010

Strange Boys


No dia em que me deram a conhecer Strange Boys, li algures que vinham a Portugal dia 14 de Julho para um concerto no Music Box em Lisboa!

BORA MALTA!


WWPJ

Engraçado como o mesmo álbum, depois de ouvido inúmeras vezes seguidas, é capaz de proporcionar diferentes "sentimentos". Não sei bem como explicar... Músicas que, embora gostasse, me passavam relativamente ao lado comparativamente às minhas favoritas, e que com o tempo se tornaram temas de igual estatuto, ou seja, aparentemente com o tempo algumas músicas cresceram comigo, tendo eu  talvez desenvolvido uma maior capacidade para as apreciar.
Não sei se me faço entender...(se calhar sou eu que estou a complicar)
Portanto explicado a crianças, basicamente quero dizer com isto que passei a gostar ainda mais de músicas que já ouvia.
Exemplo disto que aqui partilho convosco é o primeiro projecto dos We Were Promised Jetpacks.
Começou com Quiet Little Voices e Moving Clocks Run So Slow, as minhas duas principais referências do projecto These Four Walls (2009). Depois passou para This is My Home e Ships with Holes Will Sink, que de forma talvez até exacerbada, deixavam-me completamente maluco. É que há uma coisa que eu adoro na maioria das músicas dos WWPJ. É o build up! Há sempre uma transformação com um incremento de intensidade que se faz sentir na guitarra, no tom da voz(es) ou na força com que os pratos da bateria chocalham. Sente-se com força!
Agora estou mais vidrado nas malhas Conductor e Keeping Warm, previamente consideradas excelentes mas que agora ouço com maior assiduidade.

É um álbum forte este o dos escoceses... com um set super equilibrado de 11 músicas, não me podem censurar de ter expectativas elevadas para o próximo trabalho!



Keeping Warm
         (a partir dos 5.48 começa aquele build up de que vos falei, com a explosão a surgir aos 6.26! DO CARAÇAS!!)      


Conductor

sexta-feira, junho 11, 2010

Viva Portugal !




Ontem 10 de Junho, dia de Portugal, celebrou-se esta data histórica em grande estilo, ao som de rock Português representado pela editora Amor Fúria,  nas bandas Orphelia, A Matilha, Os Capitães da Areia, Os Golpes e Feromona.

A faculdade do Técnico acolheu o festival juntamente com um "número simpático" de pessoas que quiseram  marcar presença, mesmo tendo em conta as condições atmosféricas. Num dia cinzento como aquele, nada melhor que um evento musical para dar cor e alento, num espaço já improvisado para evitar a falta de condições ao ar livre. 

Na expectativa de ver Os Golpes (grupo que tenho ouvido e comentado com regularidade)  pela primeira vez ao vivo, vivia um misto de alegria e ansiedade, que se traduziram num grau de excitação juvenil. Contive-me da forma mais moderada possível, mas já projectava na minha cabeça uma noite especial, e isso meus caros, contribuía para um estado de espírito fortalecido pela aura jovem instalada.

Enquanto não entravam em cena aproveitei para comer "a bela da bifana" acompanhada por uma "jola", num "pack promocional" de 2 € (grande ideia malta!), sempre com o meu grupo por perto em conversas animadas. Nisto reencontrei pessoas e conheci outras quantas, tudo de "braços dados" com o mesmo propósito e paixão pela festividade e animação cultural.

Vivia-se um bom ambiente... 
Diria ambiente quase de Verão, tal era a chama acesa que iluminava aquele espaço subterrâneo, tal era o calor que puxava a cerveja, tal eram os sorrisos espalhados pela pista, tal era a força predominante em cada passo de dança, em cada salto, em cada "moche"...

Com o decorrer do tempo e as mudanças de banda (confesso que só comecei realmente a prestar atenção a partir dos Capitães da Areia) a intensidade crescia! As cabeças, que de abanões discretos passaram para movimentos efusivos cedo se converteram em algo mais... isto durante os Capitães que aqueceram  a plateia com músicas mexidas, algumas das quais evocavam aquele "skazinho" assente em alguns temas dos Vampire Weekend.

Mas foi com a notória entrada d'Os Golpes, momento tão aguardado por mim e certamente por muitos outros, que a noite ganhou outra dinâmica. Deram o mote para uma reacção fortíssima do público que cedo se fez ouvir e sentir! Braços esticados no ar, "palmas" sincronizadas, crowd surfing, vozes em sintonia que entoavam letras de Portugal e onde se dançava "folclore disfarçado de rock n roll". 

Inacreditável ouvir Marcha dos Golpes; Tarde Livre, Parte I; O Arraial ou Embarcadiço (só para citar alguns dos meus temas favoritos) e assistir à explosão sensacional de um coro que "gritava" em plenos pulmões "Somos Jovens" como se não houvesse amanhã. Infelizmente falhou uma das minhas malhas predilectas (Tarde Livre, Parte II) e tendo em conta que faltava os Feromona tocar, não houve direito a encore. Mas já me dava por satisfeito... teria pago mais pelo bilhete de admissão se fosse preciso para assistir a este concerto épico!

Por fim o cabeça de cartaz, Feromona. Sem conhecer muito do reportório da banda (meramente ouvi o último álbum) demorei a entrar no ritmo, muito por falta de entrosamento, contudo, era uma questão de tempo até que fosse contagiado pelas pessoas à minha volta que sabiam de uma ponta a outra todas as músicas ali tocadas. Diverti-me... cantei, saltei até não ter mais força... mas depois do concerto d'Os Golpes... a coisa soube a pouco! Não por culpa dos Feromona, que deixaram boas indicações (ganharam mais um adepto) mas porque Os Golpes fizeram questão de sentenciar "tudo e todos" que viessem  tocar a seguir...

Claro está... partiram a loiça toda!!

Um belo dia de Portugal

Turn Cold

by: Cut Off Your Hands

quarta-feira, junho 09, 2010

"Still giving us advice..."


The ultimate measure of a man is not where he stands in moments of comfort and convenience, but where he stands at times of challenge and controversy.

Martin Luther King Jr.

domingo, junho 06, 2010

From Paris With Love (2010)


Realizado por Pierre Murel e escrito por Luc Besson, From Paris With Love é um filme sem grande "chama", valendo a interpretação de John Travolta na pele de um carismático rebel kick-ass agent do governo americano. Contando ainda nas suas fileiras com Jonathan Rhys Meyers, o filme relata a história de um assistente do embaixador americano em Paris, que procura ascender à posição de agente operativo, estando para isso disposto a tudo... inclusive a trabalhar com o imprevisível e heterodoxo Charlie Wax (Travolta) numa missão que acaba por envolver muitos mais do que ambos estavam à espera. O típico twist que sai furado... pouco criativo... enfim... mais do mesmo.

Aqui os vilões não tem propriamente uma figura central que assuma controlo... são apenas terroristas numa debandada pelas "coisas do costume". Os good guys quase (ou mesmo) nunca estão em real risco... isto é, mesmo naquele "mar de balas" que muitas vezes atravessam, nós enquanto espectadores nunca sentimos que os protagonistas estejam verdadeiramente em perigo. É só mais "uma tarde de trabalho"...
É claramente um filme "pipoca", sem pretensões de obrigar a audiência pensar e tendo como único atractivo a personagem do Travolta que de facto está em grande nível. Muitos tiros, muita acção... mas ... muito aquém do que já vimos em Taken em 2008 (é do mesmo realizador e argumentista). Fica a sensação que querem aplicar a mesma fórmula, mas sem sucesso... até porque acabam por ser filmes distintos, mesmo nas sequências de acção.

Filme para um Domingo à tarde ou para uma daquelas noites que não dá para grande esforço mental. Com 1h27m de filme, não se quer outra coisa...

"I'm going where the water tastes like wine..."


... We can jump in the water, stay drunk all the time ...

sábado, junho 05, 2010

Bombay Bicycle Club


Os Bombay Bicycle Club são 4 rapazes londrinos que se juntaram para fazer boa música indie!
No final de uma daquelas houseparty's que se transformou numa sessão de convívio, foi nas últimas horas que se deu inicio a um verdadeiro "motim musical" naquela casa, com o aparecimento de bandas nunca ouvidas entre nós.Uma das quais os BBC pelas mãos de um amigo nosso, que por sinal, apresenta um bom gosto (e actualizado também) no cenário "alternativo". Always like this  bateu-me na altura, mas manteve-se rascunho no meu telemóvel durante umas semanas, contudo, de vez em quando lá surgia o nome nem que em forma do elogio... tipo "lembras-te daquela banda? Os Bombay qualquer coisa?! Curti largo". 


Finalmente saco o álbum I Had The Blues But I Shook Them Loose (2009) e delicio-me com malhas como Always Like This (previamente apresentada nessa festa) e How Are We (esta última retirada da versão Deluxe do cd)... temas que incendeiam a minha alma in a "Somos Jovens" kinda of way!

Fica aqui a sugestão!



"Nada acontece por acaso" - um desabafo

Há coisas com que somos confrontados, por vezes numa escala diária, que suscitam o desencadeamento de ideias e conceitos já batidos. Coisas tão redundantes como o Facebook. Este exemplo obviamente não surge por acaso. No seguimento da recente obsessão que surgiu com a formulação de múltiplos grupos, estes criam uma sensação de partilha/reconhecimento entre aqueles que aderem. Constatam coisas desde hábitos idiotas, mensagens destinadas a alguém que tempos foi especial, ideias parvas ou simplesmente rotinas do nosso quotidiano.


Entre os vários grupos que poderia agora mencionar, e que em certa forma até me sinto tentado, como se quisesse desmascarar o ridículo que são (mas não me preocupa, porque quem tem dois dedos de testa sabe bem disso), há um que merece algum tempo de reflexão.
"Nada acontece por acaso" é uma ideia/conceito ligado a uma série de questões filosóficas com raízes na fé, religião, karma, destino, e por ai adiante. Seja qual for o campo onde se encontra integrado, podemos dizer que todos vivem essencialmente de um destino traçado. Ou talvez não.

Tanto podemos argumentar que cada um de nós tem um caminho estipulado... caminho esse que nem sonhamos, logo, não temos a oportunidade de antecipar "movimentos ou jogadas" e tomar outro sentido. As coisas são como são e temos de as aceitar dessa forma.
Ou...
Podemos contestar esta ideia, mantendo assente o conceito "nada acontece por acaso" numa linha de raciocínio bastante mais lógica. Afirmar que as coisas não acontecem por acaso pois tudo é fruto das nossas acções, da forma como encaramos os desafios, os problemas... em suma, a vida!

Na minha opinião, isto é o mais óbvio! Afirmarem que "foi o destino" soa-me a um total disparate. Se as coisas aconteceram de certa maneira, foi única e exclusivamente pela nossa tomada de medidas, salvo as excepções (não muito raras, diga-se) onde existem uma série de consequências subjacentes à acção por parte de terceiros. Isto para dizer que, as desculpas só fazem sentido até certo ponto... qualquer pessoa que procure justificações seja do que for, não poderá fiar-se no "isto é obra de uma força maior". Caso mais típico onde ouço sistematicamente "se calhar é assim..." "não era para acontecer..." "estava destinado" é no fim de relações. Se tu enquanto namorado/a foste um otário/a... tens a ti como pessoa a apontar o dedo! Assumir responsabilidades pelos teus feitos e não procurar dizer que foi responsabilidade de algo ou alguém.

O que seria atribuir culpas a uma força sobrenatural pelo facto de alguém ter sido idiota comigo? 

Poderia dar exemplos, alguns dos quais até bastante pessoais, mas isso seria entrar em campos que sinceramente prefiro evitar tendo em conta a natureza do assunto, contudo, não são casos extraordinários nem unicamente singulares... são apenas relatos que contam a história de pessoas fracas de espírito e personalidade, que se sujeitam a dado ponto da sua vida à comodidade e uma falsa sensação de segurança,  refugiando-se no "destino" e "é o melhor que há para fazer". 

Talvez todos nós tenhamos passado por essa fase. Optar pela via mais fácil não é totalmente condenável porque muitas vezes quando pressionados ou exaustos, não dá para mais. O problema é quando começa a transcender esta fase... passando de algumas dificuldades na tomada das decisões certas para o  campo do ridículo!
Tenho pena... são pessoas que infelizmente não conseguem ser  genuinamente felizes, por muito que pintem a sua vida num belo quadro... mas se calhar...

... é o "destino"!

sexta-feira, junho 04, 2010

Sorry


by: The Paddingtons

Desilução




Disappointement

I always believed that those who never expected much were somehow less disappointed.

Avoidance of disappointment, however, does not contribute to the satisfaction quotient - they are different ball games entirely.

(retirado do blog Dedos Livres)

quinta-feira, junho 03, 2010

"Choose Life"


... é tão simples quanto isso...

Trainspotting: The Soundtrack



1. Lust for Life - Iggy Pop
2. Deep Blue Day - Brian Eno
3. Trainspotting - Primal Scream
4. Atomic - Sleeper
5. Temptation - New Order
6. Nightclubbing - Iggy Pop
7. Sing - Blur
8. Perfect Day - Lou Reed
9. Mile End - Pulp
10. For What You Dream Of [Full On Renaissance Mix] - Bedrock, KYO
11. 2:1 - Elastica
12. Final Hit - Leftfield
13. Born Slippy - Underworld
14. Closet Romantic - Damon Albarn 


 1. Choose Life - PF Project
2. Passenger - Iggy Pop
3. Dark & Long [Dark Train Mix] - Underworld 
 4. Habanera [From Carmen Suite]
5. Statuesque - Sleeper
6. Golden Years - David Bowie
 7. Think About the Way - Ice MC
8. Final Hit [Full Length Version] - Leftfield
9. Temptation - Heaven 17
10. Nightclubbing [Baby Doc Remix] - Iggy Pop
11. Our Lips Are Sealed - Fun Boy Three
12. Come Together - Primal Scream
13. Atmosphere - Joy Division
 14. Inner City Life - Goldie
15. Born Slippy [Darren Price Mix][Version] - Underworld 




quarta-feira, junho 02, 2010

Trainspotting (1996)


Já o tinha referido aqui que ainda não tinha visto o filme Trainspotting (1996). Como este, existem outros quantos filmes que são considerados milestones do cinema, que ainda não visionei. São demasiados para mencionar, sendo natural que haja uma série deles que evoquem comentários dentro da linha do "que escândalo!".

Meus caros, não que precise de me justificar, mas os que me conhecem sabem o gosto que tenho pela sétima arte e o tempo que lhe dedico. Tento ver o máximo de filmes, sempre que assim o seja possível. 

Enfim... dito isto, deixem que eu fale "sucintamente" sobre Trainspotting.

Já considerado um sucesso e até um clássico quando o vi, não foi com muita surpresa que constatei o soberbo retrato de um grupo de toxicodependentes, residentes em Edimburgo em finais dos anos 80.

Danny Boyle, o realizador por detrás desta longa-metragem, apresenta-se ao mundo como um visionário, de tal forma que executa esta adaptação de uma obra com o mesmo nome, do autor Irvine Welsh, de forma tão única, contrastando o "puro e duro" de uma realidade sinistra com temas como a redenção ou esperança. Pelo menos, esta é a forma como eu interpreto a acção, nomeadamente a transformação do protagonista desempenhado por Ewan McGregor.

Com esta sua interpretação, fico definitivamente rendido à sua qualidade enquanto actor. Eu que estivera na dúvida até à pouco tempo relativamente à questão se gosto dele ou não, confirmo agora a total dissipação  dessas mesmas dúvidas. Talvez tivesse eu começado a fazer uma retrospectiva da carreira de MacGregor com este filme, as coisas fossem ligeiramente diferentes, digo eu! É que de facto existe uma total transfiguração do escocês para representar um escanzelado e deprimido viciado em heroína, que reconhece e aceita a sua vida condenada aos prazeres, mas também dissabores proporcionados pela droga.

Falar apenas de Ewan, parece injusto, pois existem outras performances capazes de puxar o interesse e "afecto" do espectador. Aliás, na sua maioria, as personagens de maior destaque são todas muitos bem representadas, mas como qualquer outro que se senta no meio da audiência, tenho os meus favoritos. O sociopata Begpie, representado por Robert Carlyle, está simplesmente assustador. Em certo ponto, remonta um pouco para as figuras que Joe Pesci nos habituou em alguns filmes de Scorsese (Goodfellas em 90 e Casino em 95). Homens de violência, de choque, de mau feitio... frios, perigosos e sem qualquer tipo de respeito pela vida humana.

Inicialmente fez-me um bocado confusão ver Carlyle neste papel, porque apesar dos vários filmes onde até faz de vilão (The World is Not Enought (1999) ou Hitler: The Rise of Evil (2003)) é difícil para mim dissociar o actor de desempenhos integrados num panorama mais ligado à comédia como Formula 51 - é o comic relief - ou Full Monty (1997).
Destaque também para, na altura, estreante Kelly Macdonald. Nem todos se podem dar ao luxo de afirmar que iniciaram uma carreira de sucesso com filmes como Trainspotting.

Escusado será dizer que o filme foi muito bem recebido pela critica e audiência em geral, apesar do conteúdo por vezes gráfico, que pode por vezes chocar de tal forma a audiência criando um sentimento de repulsa perante a obra.

Vários dos seus componentes já se tornaram "de culto"... a narração inicial com o monologo Choose Life, os diálogos, as alucinações ou banda-sonora. Esta última está num nível equivalente ao filme todo, ou seja, está estupendo.

Dominada por temas rock dos anos 80 (Iggy Pop, Primal Scream, New Order, David Bowie, Joy Division), existem também traços de música electrónica e dos anos 90.
Dentro desta densa compilação, sinto-me tentado a dar maior ênfase a dois temas, no qual para mim reside a força do filme... falo evidentemente de Born Slippy dos Underworld e Perfect Day de Lou Reed. Esta última, magnificamente bem integrada na cena onde se faz ouvir, com uma mensagem apropriada aos eventos ocorridos à personagem principal. You Reap What You Sow, cantado por Lou Reed, é basicamente uma chamada de atenção por parte do cantor, que poderá se aplicar às pessoas que deambulam por aquela vida de pecado, mas também aos que se encontram presentes do outro lado a ver o filme. É um, de vários pontes pertinentes, que deverá suscitar alguma vontade em nós de reavaliar a nossa vida, como forma de tomar consciência das nossas falhas/problemas. Claro que os nossos problemas muito provavelmente não terão nada que seja comparável à situação do grupo de viciados, mas mais do que fazer essa comparação, o importante é ajustar/adaptar essa necessidade de reavaliação num contexto global.

Desde ontem... sinto-me ainda mais rico... é só o que vos digo!

terça-feira, junho 01, 2010

Na Suécia faz-se boa música...



... e não falo dos Abba, Roxette, Ace of Base, Europe ou Cardigans... todos eles bons e marcos de diferentes épocas e estilos...

Falo antes de grupos como:

- Shout Out Louds 

- Mando Diao

- The Radio Dept. 

- Peter, Bjorn Paul

- Billie Vision and The Dancers

- Those Dancing Days

- The Hives

- José Gonzalez 

... e muito mais !

Apenas não menciono para não ficar agarrado ao teclado umas boas horas...

Ficam aqui algumas malhas...