Monday, December 14, 2009
Sunday, December 13, 2009
Lang is the Man!
Durante estes dois... três dias... dediquei-me exclusivamente a ouvir a discografia de Jonny Lang, um músico que conheço e adoro desde os meus doze anos. Nunca me hei de esquecer a forma como o vim a conhecer. Estávamos no ano 1998 e tinha acabado de sair a sequela do filme Blues Brothers realizado por John Landis, baseado no popular sketch de Dan Akryod e John Belushi no programa Saturday Night Live. A sua sequela, intitulada Blues Brothers 2000, tinha o mesmo formato. Era um musical/comédia com participações de vários actores oriundos do SNL e claro, bastantes músicos do meio Blues, Soul, Funk e Jazz. Um desses músicos, obviamente para que esta história faça algum sentido, era Lang. Na altura quando filmou Blues Brothers 2000 tinha apenas dezasseis anos e já possuía uma técnica e todo um jeito fantástico enquanto guitarrista, para não falar da sua voz rouca, grave, com uma força inacreditável nada própria para a sua idade. A verdade é que uma das características que lhe apontaram sempre enquanto a sua paixão musical crescia e desenvolvia era a voz que parecia mais a de um veterano de Blues. Aqueles típicos old timers... estão a ver? Outra coisa que nunca me hei de esquecer foi o facto de eu enquanto puto que era na altura conseguir responder de volta ao meu Pai, que sabendo que eu gostava de Blues me perguntou se o conhecia. Tinha consigo um álbum que lhe tinha sido entregue para conhecer o seu trabalho. Fiquei contentissimo da vida por possuir uma resposta daquelas.Anyway, Jonny Lang desde então cresceu bastante! Lançou uns quantos álbuns (tanto de estúdio como ao vivo) tendo o seu primeiro saído quando tinha apenas quinze anos, viu o seu trabalho Lie to Me atingir um sucesso tremendo comercialmente e em termos de recepção pela critica. Depois ainda lançou mais três trabalhos, Wander This World (1998) tendo sido nomeado para um Grammy, Long Time Coming (2003) e em 2006 surge outra nomeação com Turn Around, o qual ganhou! Este seu trabalho, mais forte no Soul e comercialmente mais apto de se ouvir, foi também um sucesso. Com malhas mesmo roots ou comerciais, baladas ou up lifting music, Lang faz tudo com precisão e muito bom gosto. É sem dúvida um dos meus artistas referencia!
Nota: 1.37 Lang takes action...
Saturday, December 12, 2009
"Favorites" by Snow Patrol
Up to Now (2009), comercializado desde Novembro, é a primeira compilação de temas da banda escocesa Snow Patrol, contendo quinze anos de trabalho enquanto banda. Os temas seleccionados para a elaboração deste duplo-CD (havendo outras versões do álbum - Digipack; BoxSet - que têm DVD ou LP's ) não são os melhores êxitos, mas sim os seus temas favoritos, tornando desde logo este álbum pouco convencional, fugindo do habitual clássico Best Of. Trata-se apenas de um projecto mais pessoal que engloba os tempos da sua formação até hoje, acrescentando músicas novas do grupo, bem como de outro projecto que têm à parte, os Reindeer Section (esperem um post sobre este grupo brevemente). Fico contente por tal projecto, visto que os Snow Patrol além de serem uma das minhas bandas favoritas, contribuíram imenso para o cenário musical Indie na Escócia. Aguardo ansiosamente pelo dia em que venham tocar a Portugal. Certamente farei questão de marcar presença!
Infelizmente para muitos fãs (entre os quais me incluo) houve malhas que ficaram de fora, entre elas uma personal favorite, How To Be Dead. Tendo sido deixada de fora, será essa mesmo que irei colocar no post!
Infelizmente para muitos fãs (entre os quais me incluo) houve malhas que ficaram de fora, entre elas uma personal favorite, How To Be Dead. Tendo sido deixada de fora, será essa mesmo que irei colocar no post!
NOTA: Durante anos nunca abdiquei de levar How To Be Dead comigo para todo o lado, fosse no carro, iPod ou telemóvel. Lembro-me sempre de ir no comboio e olhar à minha volta de forma a reparar com atenção nos pequenos detalhes da multidão anónima enquanto encaixava a música como se fosse a banda-sonora do dia. Inclusive cheguei a fazer um vídeo clip para a música que, na minha opinião, assentava que nem uma luva! Era uma fusão entre episódios reais da minha vida e outros fictícios.
Atenção ao tempo... quando chegar aos 1.45 é, para mim, a parte mais louca desta malha. Fico maluco com a bateria do Jonny Quinn... a percussão, a agressividade da baqueta nos pratos... enfim... o clímax da música.
Friday, December 11, 2009
Verdade universal...
What you feel only matters to you. It's what you do to the people you say you love, that's what matters. It's the only thing that counts...
Stephen in The Last Kiss
Somethings are more than what you say... they're what you do!
Meredith Grey in Greys Anatomy
Não é o que dizes... é o que fazes !
Duarte J.V de Mendonça
Não é o que dizes... é o que fazes !
Duarte J.V de Mendonça
Citações.. melhor.. lemas que entendo, aprecio e que já ouvi milhares de vezes, de outras bocas, de outras formas e em vários momentos, sem segredos, sem grandes elaborações, sem mensagens secretas, escondidas, sem margem de manobra para erros de interpretação...
é tão simples quanto isso!
Thursday, December 10, 2009
Blues Vs. Pop
John Mayer lançou este ano em Novembro o seu quinto álbum de estúdio chamado Battle Studies, produzido por si e Steve Jordan (baterista de John Mayer Trio). Depois de Continuum (2006) e Where The Light Is (2008) - este último ao vivo - podemos denotar um registo mais ligado ao Blues, algo que surpreendeu imensa gente visto que os seus primeiros álbuns estavam mais ligados ao pop-rock que outra coisa. Aliás, Mayer tinha composto alguns temas que embora fossem eficazes (porque ficam na cabeça e todos conhecem) irritavam-me solenemente! Tomava-o por um artista altamente comercial, que vende um produto musical destabilizador de miudas demasiado novas e idiotas para se conseguirem controlar num concerto. A verdade é que foi com Mayer que aprendi a não fazer juízo de valor sem antes fazer alguma pesquisa e obviamente ouvir os seus trabalhos. Isto aconteceu com os avisos de alguns conhecidos que me chamaram à atenção para o talento de Mayer como compositor e guitarrista! - "Guitarrista?!", perguntei eu. Fiquei pouco convencido, mas MUITO curioso. E foi ai que aconteceu... quando comecei a fazer a minha tal pesquisa deparei-me com uma capa da Rolling Stone que continha um artigo chamado The Top 20 New Guitar Gods acompanhado de uma fotografia com John Frusciante, Derek Trucks e JOHN MAYER. Pareceu-me ser a confirmação do que já me tinham dito. Frusciante e Trucks já eu conhecia e aprovava! De facto são os dois guitarristas de topo, principalmente Trucks que carrega uma história fantástica (depois da morte de Duane Allman, foi Trucks com 20 anos que ocupou o seu lugar nos Allman Brothers)! Agora Mayer... capa Rolling Stone... apontado como um dos melhores guitarristas da sua geração... ? This i've gotta see... (or hear!) Comecei a ouvir todos os álbuns dele mas não ouvi pela ordem cronológica. Comecei primeiro a ouvir o álbum ao vivo Where The Light Is, gravado no Nokia Center em Los Angeles. Esse álbum tornou-se instantaneamente um dos meus all-time favorites, dando-me uma chapada de luva branca na cara por ter duvidado do seu talento. Ficou imediantamente comprovado toda a sua escola de Blues, toda a sua qualidade técnica enquanto (Super) guitarrista, a sua voz (embora já lhe desse crédito por isso) o seu bom gosto musical e as suas influências de grandes como Jimi Hendrix, B.B King, Robert Cray ou o seu herói pessoal Stevie Ray Vaughan. Tenho medo de imaginar o que seria caso Mayer não tivesse decidido em 2005 tomar outro caminho e dedicar-se ao que mais gosta, o Blues. Este passo foi assumido por si afirmando numa entrevista que estava closing up shop in acoustic sensitivity. Well done Mayer! Agora com Battle Studies, temos o "semi-regresso" do Pop que o ajudou a estabelecer como um artista conhecido pelo mundo fora. Digo "semi" porque continuamos com os riff's de guitarra poderosos com aquele essencia do seu ultimo trabalho de estúdio e actuações ao vivo. O pop está presente mas com moderação e de forma a acrescentar sempre qualidade e não prejudicar as suas composições.
Sendo para mim Blues e Pop dois pólos opostos (um adoro - mesmo - o outro por vezes gosto) aqui aceito plenamente o seu trabalho conjunto enquanto dois géneros distintos. Digo "aqui" como digo em outros trabalhos de outros artistas. Aliás, muitos artistas com raízes no blues fizeram trabalhos comerciais to make ends meet (Eric Clapton, Johnny Lang, entre outros) e nem por isso lhes deixo de dar mérito pelos "génios" que são... besides, tamos a falar de uma luta desleal. Obviamente Pop têm muito mais saida e protagonismo que Blues. Não é música de massas comparativamente a trabalhos de artistas tipo Britney Spears e companhia.
Wednesday, December 09, 2009
Drag Me To Hell (2009)
Drag Me To Hell marca o regresso de Sam Raimi ao género de horror, depois de uma longa ausência onde se dedicou exclusivamente à saga do Spider-Man. Raimi, conhecido como um dos grandes realizadores de terror graças a obras como a triologia Evil Dead (Evil Dead, Evil Dead II e Army of Darkness) ou DarkMan, andou estes últimos anos demasiado ocupado para investir em trabalhos pessoais. Drag Me To Hell é um projecto que se encontra pendente à muito tempo, antes até do primeiro Spider-Man ter saido. Visto que o filme baseado no popular herói de banda-desenhada teve imenso sucesso, algo que levou a serem concretizadas várias sequelas, deixou de haver espaço para outra coisa senão Peter Parker. Porém, enquanto não começam a trabalhar no quarto filme de Spider-Man, Raimi viu oportunidade de investir no argumento que foi escrito por si e pelo seu irmão, Ivan Raimi.
Posso dizer que este filme apresenta várias caracteristicas Old School Sam Raimi com terror por vezes demasiado gráfico (e ainda bem), inesperado e com um toque de humor muito twisted mas bem executado. Artisticamente raro (como se vê pouco nos filmes norte-americanos de Terror) e muito entertaining recomendo esta obra que marca o ressurgimento de Raimi aos filmes que o conduziram ao sucesso. Lembro apenas as pessoas que não cometam um erro muito comum que é a criação de expectativas que não podem ser cumpridas. Digo isto porque tenho um amigo meu que inevitavelmente compara todos os filmes de terror ao The Exorcist (1973) de William Friedkin. É normal que dado a época que o filme saiu e a idade que tínhamos quando o vimos pela primeira vez, passámos por um conjunto de emoções muito próprias para alguém que viu poucos filmes principalmente com aquele tipo de conteúdo. A partir de uma certa altura (e depois de termos visto várias obras do mesmo género) é normal que um filme de terror deixe de ser a razão pelo qual temos medo do escuro ou que não conseguimos dormir à noite. É uma forma de arte, que vive da imagem, banda-sonora e criação de suspense mas que equivale a um trabalho fictício no qual nós temos plena noção de que não passa disso mesmo. Ficção! Quando aparece um filme que desliga esse "botãozinho" sensorial e de percepção é óptimo, porque conseguimos sentir mesmo o terror dentro da sala, mas nos tempos que correm, tal tarefa é mais dificil.
Anyway... a sua estreia foi no Festival de Cannes tendo sido muito bem recebido pela critica e audiência. No IMDb conta com uma pontuação de 7.3. Além disso foi também um sucesso de bilheteira! Pudera. Filmes como este espalham-se rapidamente e embora também haja muita gente tenha ficado desiludida dado às expectativas altas e todo o hype à volta de Drag Me To Hell, posso dizer que vale apena!
O regresso dos The Editors
Os Editors regressam amanhã para mais um concerto no nosso país, o quarto para ser preciso. O local? Campo Pequeno em Lisboa. Este espaço irá os receber pela segunda vez, sendo que a primeira foi em 2008. Esse concerto estava integrado na digressão pela Europa, digressão essa que serviria para promover o seu então novo álbum An End Has a Start. Posso dizer como um dos presentes nesse concerto que de facto os Editors apresentaram-se em bom plano com um conjunto de malhas muito fortes ao vivo, repartindo os temas de ambos os álbuns. Infelizmente, e dado que estou a ultrapassar uma crise financeira, não irei amanhã ao concerto. Tive de optar entre Editors e Artic Monkeys, e visto que já vi os primeiros... enfim you get the picture! Mas posso-vos dizer que não foi uma escolha nada fácil... gostei bastante deste terceiro álbum e como tal, tinha imensa vontade de ver a interpretação ao vivo de grande parte dos temas. Para quem não foi a nenhum concerto, ou mesmo não conhece os The Editors, recomendo vivamente. É um dos top grupos no Reino Unido, com um registo muito semelhante a Joy Division (para não falar na voz de Tom Smith que parece o David Fonseca haha).
Fica aqui uma pequena amostra do que foi o concerto deles o ano passado...
Tuesday, December 08, 2009
Para não esquecer...
18.00 Horas. Centro Congressos do Estoril. Festival Cascais Jazz 09 (once again). A sala prepara-se para receber o seu concerto de Domingo, o concerto que porventura era o mais aguardado de todo o festival. Porquê? Porque o seu elenco musical era composto por um All Star Cast escolhido a dedo pelo meu Pai para ser o main event do fim-de-semana. Aquele que serviria como forma de homenagear toda aquela época incrível vivida em Portugal na década de 70 com o aparecimento do primeiro Cascais Jazz. Um verdadeiro hino à música, nomeadamente ao Jazz e à grande qualidade demonstrada antigamente longe de tempos feitos de vendas, moda e exagero de merda… quero eu dizer, oferta. Todos os músicos que compõem o grupo Cascais Jazz Legends (nome atribuído para a sua apresentação ao público português) participaram no festival entre a década de 70 e princípio de 80 tocando com grandes ícones como Dexter Gordon, Gil Evans, Sarah Vaughan, Dizzy Gillispie, Thelonious Monk, entre outros. Eis a entrada em palco…
Phil Woods - Saxofone,
Lew Soloff - Trompete
Rufus Reid – Contrabaixo
Jimmy Cobb – Bateria
Cedar Walton - Piano
Surge uma recepção muito acolhedora a estes senhores, que se apresentam à audiência bastante diferentes da última vez que cá marcaram presença, afinal de contas, passaram mais de vinte anos.
Para vos situar melhor em relação a ideia que tive aquando da sua entrada em palco, farei uma comparação a uma situação cliché de um filme. Estão a ver quando temos uma equipa de senhores idosos com um ar fragilizado que enfrentam um grupo de jovens pomposos e arrogantes que assumem á priori que os senhores não apresentam qualquer tipo de ameaça? Pois bem… no festival não havia competição, nenhum clima de tensão whatsoever mas pintei este quadro porque deu-me uma certa pica imaginar o conflito de gerações, por termos de um lado artistas a atingir o pico na sua carreira e do outro lado os old timers que apesar de carregarem um nome cheio de história, parece que as pessoas têm medo em lhes depositar alguma responsabilidade de viver à altura das suas melhores épocas visto que a idade pode se apresentar como uma limitação (it usually does).
Aqui não foi o caso! Desde que entraram em palco até ao final do espectáculo, posso dizer que foi um show memorável e uma grande lição para toda a audiência. Um concerto que além de encantar todos os presentes, também nos lembrou que a idade é no estado de espírito. Ao contrário do que vimos sexta-feira com Lee Konitz, em que este se resguardou por completo (por estar ciente das suas limitações ou por não querer arriscar… não sei), vimos os Cascais Jazz Legends entrar para exclusivamente fazer uma coisa: PARTIR A LOIÇA TODA!
Foi simplesmente FANTÁSTICO! Impressionante como tocam de olhos vendados como se estivessem juntos à anos. Phil Woods, apesar da sua condição física e estado de saúde, nunca fez para abrandar o ritmo. Tocou como se fosse a sua última vez em palco e no fim de cada tema notava-se o esforço que exercia quando falava para a plateia quase sem ar. Mas isso não o impediu de contar pequenas histórias, puxar pelo público e depois voltar ao seu saxofone em grande estilo. Lew Soloff, super activo, super carismático, super brincalhão, super humilde, super músico! Jimmy Cobb está ali para as curvas (e de que maneira!). Parece que foi “ontem“ que gravou Kind of Blue com o Miles Davis. Por fim, os dois que achei serem mais discretos quando comparados com os restantes membros, no entanto, não quero dizer com isto que tenham ficado aquém do que podiam providenciar. Cedar Walton e Rufus Reid, com toda a sua arte e técnica, demonstraram também ser a elegância em pessoa.
Enfim… será fácil deduzir que a noite foi um sucesso. As pessoas que assistiram ao concerto ficaram em completo êxtase pela demonstração que ali feita por alguns dos grandes do Jazz de sempre. Após o último tema, veio a despedida em palco com os agradecimentos da banda e o reconhecimento do público que ali ficou de pé a aplaudir e a gritar. Enquanto saiam de palco, houve o momento da praxe onde lhes foi pedido o encore. Tal pedido fez muito sentido! Muitas vezes o concerto pode não ser formidável, até mesmo nada de especial, mas como sinal de respeito é feita uma ovação para que voltem em palco. Enfim… um acto já tradicional no fim de cada concerto. Mas neste dia era mais que merecido (e mais que desejado também!). Ficamos ali “séculos” a bater palmas efusivamente, cada um para seu lado, até que sincronizamos todos os nossos esforços para um pedido conjunto. Demorou um bocado mas ainda bem! Foi bonito ver uma sala inteira não arredar o pé e permanecer naquele espaço à espera de um último momento de magia. Assim aconteceu. Voltaram todos excepto Phil Woods que provavelmente já não podia mais, depois de uma noite onde se entregou por completo à música, arte e público. Depois do encore, mais uma homenagem de pé. Os aplausos faziam eco na sala! Foi memorável. Sai da sala num misto de emoções. Feliz e arrepiado pela oportunidade única que tive. Triste e desolado pelo seu fim. Nunca me hei-de esquecer deste Domingo, dia 6 de Dezembro.
Monday, December 07, 2009
"don't you think we shoulda learned somehow..."
It's not a silly little moment
It's not the storm before the calm
This is the deep and dyin breath of
this love that we've been working wrong on
Can't seem to hold you like I want to
so I can feel you in my arms
Nobody's gonna come and save you
we pulled too many false alarms
We're goin down
and you can see it too
We're goin down
and you know that we're doomed
my dear
we're slow dancing in a burnin room
I was the one you always dreamed of
you were the one i tried to draw
how dare you say it's nothin to me
baby, you're the only light I ever saw
I make the most of all the sadness
you'll be a bitch because you can
you try to hit me just to hurt me
so you leave me feelin dirty cuz you can't understand
We're goin down
and you can see it too
We're goin down
and you know that we're doomed
my dear
we're slow dancing in a burnin room
Go cry about it why don't you
Go cry about it why don't you
Go cry about it why don't you
my dear, we're slow dancin in a burnin room
burnin room, burnin room
don't you think we oughta know by now
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we oughta know by now
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we oughta know by now
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
John Mayer - Slow Dancing in a Burning Room (Live @ Nokia Center, Los Angeles)
Sunday, December 06, 2009
A minha homenagem...
Pavilhão Dramático de Cascais - Cascais Jazz
Sábado, dia 5 de Dezembro. Está a decorrer o festival Cascais Jazz 09, Festival este que surge como homenagem a Luís Vilas-Boas, homem responsável pela “importação” do Jazz para o nosso país. Eu, como não poderia deixar de ser, estou presente no Festival, assumindo tanto papel de espectador (quando posso) e de “responsável” (e pus entre aspas porque além de não existir grande ciência na minha tarefa, vocês não imaginam o tempo que eu fico sem fazer rigorosamente nada) pela demonstração de dvd’s com imagens e vídeos do arco-da-velha. São sem dúvida relíquias, que eu enquanto rapaz jovem que sou, perdi dado que não vivi aquela época. E digo-vos: Quem me dera! Dou por mim a ver grandes figuras do Jazz a tocar na minha querida terra de Cascais (como eu adoro este Concelho!) num espaço que me é familiar pois ainda o frequentei antes de ser demolido. Falo do nosso estimado Pavilhão Dramático de Cascais. Enquanto fico sentado numa das várias cadeiras espalhadas pelo local da exposição, é difícil desviar o olhar da televisão e não ficar absolutamente vidrado nas imagens reveladas. E são vários os motivos para que tal aconteça. Primeiro porque, como referi anteriormente, estamos a ver imagens de uma época que para mim desperta curiosidade (visto que não a vivi) e que para outros presentes na sala foi talvez um determinado momento da sua vida onde recordam de forma entusiástica e cheios de nostalgia. Segundo porque é maravilhoso ver um espaço como o Pavilhão Dramático a rebentar pelas costuras! A própria fotografia que vos deixo neste post é prova disso. Pessoas de todo o lado deslocavam-se a Cascais para poder presenciar um evento de uma dimensão incalculável. Desde o averege joe até às grandes figuras públicas, toda gente queria marcar presença. E a beleza disto é que não havia o preconceito fabricado que corre muito nos dias de hoje. Insinuações e afirmações de que Jazz é música intelectual e pouco acessível. Naquela altura, percebessem ou não do que se tratava, havia algo ali presente nos músicos, ambiente e melodia que era universal entre todos. A LIBERDADE. Não se esqueçam que 1971 era um período de opressão e censura, portanto podem calcular o impacto que teve no coração dos portugueses ouvir (free) Jazz.
Terceiro, porque estamos perante músicos de Jazz que na época tratados como autênticas rockstars pela novidade que eram em Portugal, pelo seu estatuto no estrangeiro e pelo próprio estilo musical, que todo ele é carregado de história, arte e muita alma. Finalmente, e como consequência da junção de todos estes elementos que acabei de referir, é o ambiente que se vive. É a explosão de alegria, entusiasmo e curiosidade que transborda por todos os lados. Os gemidos, berros, assobios que surgem da plateia após cada nota instrumental proveniente da trompete de Miles Davis ou Dizzy Gillespie, do saxofone de Sonny Stitt ou Ornette Coleman, da bateria de Art Blakey ou Jimmy Cobb, do piano de Keith Jarret ou Thelonious Monk… enfim. Por cá passaram uma panóplia de músicos de alto calibre que educaram o ouvido português e deixaram marcas na nossa cultura. Sim… porque Jazz é Cultura.
Fica aqui um depoimento de Dexter Gordon relativamente ao seu concerto em Portugal, acompanhado de um excerto do concerto memorável no dia 21 de Novembro de 1971 protagonizado por um elenco magistral que se apresentou em cartaz como Giants of Jazz, compostos por:
Sonny Stitt – Saxafone
Kai Winding – Trombone
Al McKibbon – Contrabaixo
Art Blakey – Bateria(Infelizmente tinha outro tema desempenhado pelos Giants of Jazz mas dado que fazia mais sentido partilhar este post hoje, tive de recorrer ao que tinha "à mão" nesta altura...)
Let the Grey's begin...
Pois é! Já tinha lançado a premissa de que iria iniciar uma nova caminhada no que toca às séries televisivas. Nova caminhada porque decidi ver algo bastante diferente do que estou habituado. Essa série, como o título deste post sugere, é Grey’s Anatomy, série esta que recai sobre o dia-a-dia de uma equipa de internos num hospital em Washington. Por outras palavras estamos perante um programa televisivo de médicos. O conceito não me é estranho, visto que durante alguns anos acompanhei esporadicamente uma série chamada E.R mais conhecida em Portugal como Serviço de Urgência (deixo-vos um auxiliar de memória mais prático: lançou a carreira de George Clooney). Mas porquê uma mudança “radical” dado que acabei de sair de uma sitcom (Friends) e tenho outras “1001” séries pendentes para ver (casos de Lost, How I Met Your Mother, Entourage, Heroes, Family Guy)? A verdade é que eu gosto de me manter ocupado enquanto as temporadas das respectivas séries que mencionei acabam, pois sou impaciente e prefiro ver tudo seguido do que ter de esperar uma semana para ver apenas um episódio. Evidentemente com este acumular de séries já se torna mais difícil fazer uma gestão própria do tempo e conteúdo, até porque vivo mais para o cinema do que para a televisão, mas Grey’s Anatomy fazia questão de ver. Não é devido à popularidade crescente em Portugal. Sempre achei que o seu factor de sucesso residia principalmente nas raparigas, logo, tornando Grey’s na minha óptica um “programa de miúdas”. Este preconceito foi rapidamente ultrapassado, por ser muito aberto a todo o tipo de artes independentemente da “etiqueta” que colocam seja no género, sexo, faixa etária ou raça. Mas foi principalmente a influência de uma pessoa com quem privei durante muito tempo que me levou a investir na série e curiosamente numa altura onde já não “estávamos juntos” à bastante tempo. Era assunto de conversa recorrente, eram vídeos postados no facebook milhentas vezes, até era razão pelo qual não podíamos falar porque estava ocupada em casa a seguir mais um episódio que aparentemente deixava sempre uma marca. É inevitável que esta junção de coisas com que vivi de perto, viesse a despertar alguma vontade para tentar decifrar o que é que a série tinha de tão cativante. Aliás, já me sentia completamente aliciado por pequenos momentos que via nos tais vídeos de que mencionei. Pouco a pouco já topava algumas coisas da storyline e até já me identificava com um ou outro aspecto. Comecei a ver e… so far so good… estou a gostar bastante desta introdução às personagens e ao contexto vivido dentro e fora daquele hospital. Lamento apenas uma coisa… numa outra altura gostaria de poder partilhar aquilo que vejo com a pessoa que me “ensinou” a gostar de Grey’s…
"Se..."
Se os filmes fossem tão bons como as suas bandas sonoras, então teríamos em Jennifer's Body e New Moon filmes do fantásticos... (mas como não vivemos de "se"...)
Thursday, December 03, 2009
Cascais Jazz "Revival"
Duarte Mendonça
É pela mão de Duarte Mendonça (meu Pai) que teremos o regresso de um dos mais emblemáticos festivais de Jazz realizados em Portugal. Vinte anos depois do seu último festival, teremos um cartaz composto por alguns dos músicos que tocaram nessa altura, principalmente na década de 70 como Lee Konitz, Phil Woods, Rufus Reid, Jimmy Cobbs, entre outros.
Duarte Mendonça, promotor do Festival Estoril Jazz - Jazz Num Dia de Verão, achou que este Festival seria uma maneira excelente de evocar os grandes concertos da época, bem como prestar homenagem ao fundador e principal instigador do Cascais Jazz, o senhor Luis Vilas-Boas.
De 4 a 6 de Dezembro teremos concertos memoráveis que certamente farão a noite a todos os ouvintes de boa música.
Para mais informações façam o favor de ir ao site da ProJazz - DM Produções
F.R.I.E.N.D.S
Ontem acabei de ver a série Friends. O trabalho de dez anos, traduzido em dez épocas que vi talvez em dois, três meses! Naturalmente, podemos deduzir que para se ver dez épocas em tão pouco tempo, é porque foi criado uma afinidade com a série de tal forma, que levei dias a ver vários episódios. Confesso! Realmente ficava uma a duas horas por dia a ver vários episódios, o que me levou a despachar a série num instante. Por cada episódio são vinte minutos, minutos estes que são quase como uma droga... digo isto porque a série é viciante.Não digo que seja uma coisa no qual não me consiga controlar... nesse caso o melhor exemplo para isso seria um programa como Lost. Mas é de tal maneira uma série leve que proporciona bons momentos que é dificil parar de ver. A verdade é que eu sempre gostei de Friends, mas de uma maneira bastante passiva. Isto porque conhecia pouco do programa pois apenas via episódios que davam na televisão. Na altura quando a série surgiu tinha pouco interesse em seguir os episódios de forma cronológica dado ao facto de que pensava não haver qualquer tipo de ligação. Com o tempo e à medida que fui crescendo, o meu interesse por séries desenvolveu (como desenvolveu com todos nós pois esta febre das séries é relativamente recente) e comecei a aperceber-me de que era necessário seguir uma linha narrativa para conseguirmos ter uma percepção total da história. No entanto, tal ideia não ficou totalmente patente com todos os programas, isto porque no caso de Friends bem como outras séries televisivas, nomeadamente no campo da comédia (sitcom's), achei que os episódios fossem independentes uns dos outros. Idiota como sou, aceitei isto como um facto e basicamente perdi anos a fio sem seguir Friends de uma forma mais digna. Com o tempo, após tomar conhecimento do meu erro "fatal", prometi que viria Friends de uma ponta a outra assim que conseguisse encaixar esta sitcom no meio das outras milhares de séries que andava (e ando) a ver. Como só gosto de seguir uma época a partir do momento em que esta acaba (não tenho paciência para esperar uma semana para ver apenas um episódio), enquanto uma série não dava a sua época corrente como terminada, aproveitava para ver outras. Uma vez que comecei a ver Friends, voltei-me a apaixonar por personagens que acho fantásticas e a dar uma segunda oportunidade a outras personagens que pensava não gostar. Ross é uma delas. Interpretado pelo actor David Shwimmer, Ross é uma personagem do qual eu não gostava. Não sei explicar porque, mas de certa forma embirrava com ele e mesmo com os avisos de vários amigos meus alertando-me para o quão engraçado era, simplesmente não aceitava. Inevitavelmente, aquando do momento que comecei a ver a primeira época, não demorou muito até que ficasse completamente rendido a este senhor que quase (QUASE!) meto no mesmo patamar que a minha personagem favorita, Chandler, desempenhado por Matthew Perry. O resto do elenco é simplesmente perfeito. O pessoal que andou a fazer o casting sabia bem o que estava a fazer. Denotamos no grupo uma química especial que faz com que gostemos de cada um à sua maneira. Fora do programa também ficou para a história a "família" que formaram dado o grau de amizade que tinham uns pelos outros. Relativamente à série e aos momentos proporcionados, posso dizer que foram 20 minutos aos poucos que fizeram com que épocas mais "sinistras" da minha vida parecessem menos problemáticas do que eram... dado que conseguiam fazer-me desligar da minha realidade, bem como por vezes ensinar-me umas boas lições de vida, fosse no campo pessoal ou profissional. É inevitável que hajam aqueles momentos onde por vezes nos associamos em qualquer série ou filme e mesmo tendo em conta de que se trata de um programa humorístico, é certo que mesmo com um toque de comédia, são abordados assuntos sérios que surgem no "quotidiano adulto". Agora... posto F.R.I.E.N.D.S de parte, enquanto as minhas outras séries não acabam as suas respectivas seasons, sigo para uma nova aventura... bastante diferente do que me tenho habituado ultimamente...
Monday, November 30, 2009
?
Se calhar devia escrever isto para mim! Se calhar o desabafo faria mais sentido num pedaço de papel... ou melhor, porquê escrever para começar? É para isso que servem os telemóveis ou mesmo a Internet! Posso falar como e quando quiser, com quem tiver a paciência de me ouvir e falar comigo! Mas não me apetece conversar! Também não me apetece ouvir ninguém. Quero este tempo para estar sozinho com os meus pensamentos, por mais carregados de tristeza e pessimismo que estejam. O risco é grande pois sinto que estou a perder a cabeça, a ser completamente consumido por uma enorme angústia. É uma tortura lenta. Dores que se fazem sentir pelo meu corpo inteiro. Consigo tolerar até certo ponto.. mas quando penso nessa mesma dor a ser infligida a outros... aí é que começo a ceder! Não consigo! Incomoda-me! Há certas coisas que têm vindo a acontecer que parecem não ter explicação!
E eu, que não sou crente, dou por mim a olhar para cima e a falar sozinho à procura de algum conforto... conforto esse que abdico sem hesitar para que outros que precisem mais o possam experimentar! É que juro... EU NÃO PERCEBO! Obstante das dúvidas e de todo este meu comportamento irrequieto, sei o que me compete fazer! Manter postura sóbria, mas nunca isente dos meus sentimentos porque dificilmente os consigo esconder, quanto mais negar! Aliás são esses mesmo sentimentos que evocam em mim toda a força que nunca sonhei ter! Para que possa inspirar nos que me rodeiam a mesma calma e serenidade nos momentos de maior aflição! E sei que não estou sozinho! Somos muitos... mesmo muitos! Separados é verdade... faz muito tempo que não estamos todos juntos! Esporadicamente surge um evento ou outro que nos reúne e nesse momento é uma celebração! Celebração da amizade que nutrimos uns pelos outros...
Infelizmente, por vezes surgem causas/motivos desagradáveis que acabam por evocar a nossa presença. São aqueles reencontros que deveriam ter outro sabor, mas que por força das circunstancias assumem um formato nada desejável. Confesso que em alturas como essas, épocas sinistras, escuras e melancólicas que apenas uma coisa é capaz de me animar. A união demonstrada pelo grupo. União que se reflecte nos gestos mais pequenos mas que causam impacto imediato. É bonito porque contagia. Espalha-se e espalha-se rápido! Como tem sido habitual, espero que estejamos todos à altura, porque as coisas não estão mais fáceis e não prometem melhorar... mas... confio em mim e mais importante, confio nos que me rodeiam...
Dizem que tudo o que acontece... é por algum motivo! Onde é que ele está?! Sim... o motivo... ONDE É QUE ELE ESTÁ?!
Sunday, November 29, 2009
Ficção²
Para ver filmes fictícios dentro de filmes (como esta frase soa mal)... cliquem aqui!
(o meu destaque vai para Ghandi II - hilariante!)
(o meu destaque vai para Ghandi II - hilariante!)
Saturday, November 28, 2009
Em modo "Repeat"...
Não me consigo controlar! Ando a ouvir esta malha o dia todo! é em casa, no carro, no telefone...que necessidade compulsiva de ouvir esta voz, particularmente esta música que tanto mexe comigo. No carro canto desalmadamente aos berros como se fosse um com o universo, sem ninguém a olhar para mim! O mais engraçado é que Adele lançou este álbum no inicio de 2008, e a minha descoberta têm menos de duas semanas! Nomeada para quatro Grammys tendo ganho dois deles nas categorias de Best New Artist e Best Female Pop Vocal Performance para o tema Chasing Pavements, a sua afirmação foi imediata. Curiosamente esse tema é de facto dos que menos me agrada, embora goste sempre de ouvir a sua voz, porque carrega uma sonoridade demasiado comercial. É certo que podem dizer o mesmo da maioria dos restantes temas, mas comparativamente a Hometown Glory, o meu tema de eleição, acho que podem todos constatar na diferença de alma e entrega, bem como a força da própria letra e melodia. Só para que saibam... esta música foi escrita por Adele quando tinha apenas 16 anos... (dá que pensar...)
Friday, November 27, 2009
Juntos na luta contra a fome...
Na véspera de mais uma iniciativa do Banco Alimentar Contra a Fome, senti uma necessidade de escrever sobre o papel importante que esta instituição tem desempenhado desde o seu estabelecimento em 1966 na cidade de Phoenix, Arizona. Como é óbvio, algo desta dimensão acabou por se propagar pelo mundo fora, chegando a Lisboa em 1992. Desde então já abriram dez bancos alimentares espalhados por Portugal, que recolhem e distribuem toneladas de produtos, tudo a favor de pessoas carenciadas. São cerca de mil e quarenta e oito instituições no qual o Banco Alimentar auxilia, contribuindo na ajuda aos que mais precisam. Com o decorrer dos anos, o Banco Alimentar tornou-se num "favorito" entre a população pela causa que defende e pela forma como pratica estes actos de solidariedade, inspirando em todos nós um lado mais sensível às necessidades dos outros. Entre outras coisas, também promove o espírito de equipa e a combinação de gerações que se disponibiliza para trabalhar nesta causa, sendo que nos dias de hoje temos uma adesão muito forte da malta jovem, entre os quais tenho o orgulho de contar com muitos amigos e conhecidos. Este fim-de-semana, contamos com a ajuda de todos os que tiverem paciência, disponibilidade e acima de tudo, muita vontade em contribuir para uma causa que tem sido fundamental para promover o bem estar dos mais necessitados.
Em crescimento...
Between Waves é o quarto álbum da carreira a solo de David Fonseca. Teve o seu lançamento oficial dia 9 de Novembro e é para já um sucesso em Portugal. Num mercado dominado pelo Pop e música em geral comercial, David Fonseca surge com um trabalho maturo e rico nas influências indie que revela bem a evolução que sofreu desde os seus tempos com a banda Silence 4. O cantor além de ter uma maior presença em palco, deixando-se embalar num som indie-pop caloroso e harmónica, deixa também que a sua essência musical sofra influências de fora como é o caso nesta sua última obra. Como exemplo disso, podemos constatar em muitos dos seus temas um registo semelhante aos Arcade Fire. Importante mencionar que David Fonseca escreveu todos os temas do álbum, bem como toca grande parte dos instrumentos.
Esta transformação de facto, vem mesmo a calhar, porque fazia-me falta ouvir mais música portuguesa deste género que tanto gosto. Sempre atribui o devido reconhecimento a David Fonseca pela sua vontade em querer evoluir, pelo seu bom gosto musical que tem vindo a se expandir noutros campos e pela entrega em palco para consigo, sua banda e os seus fãs.
Thursday, November 26, 2009
Låt den rätte komma in
Låt den rätte komma in (2009) ou no seu título em inglês Let the Right One In é uma longa-metragem sueca do realizador Tomas Alfredson baseado numa obra literária do mesmo nome, escrita por John Ajvide Lindqvist. A história é centrada num rapaz de 12 anos chamado Oskar que desenvolve uma amizade com Eli, uma criança vampira, nos subúrbios de Estocolmo. Inicialmente desconhecedor da "condição" de Eli, a relação que é fomentada entre ambos acaba por se traduzir num romance. Este facto só por si revela uma enorme fuga da história convencional de horror, sendo que aqui são misturados os dois géneros, Romance e Terror. O núcleo deste conto anda à volta das duas personagens juvenis que, segundo consta, demoraram um ano até encontrar os actores ideais para a sua representação. O bom casting foi enaltecido pela critica bem como outros aspectos do filme, que andou nas bocas do mundo pela sua qualidade e a sua approach invulgar, tendo ganho um lugar entre os filmes de culto. A sua adaptação, embora não seja 100% fiável (e propositadamente) mantém o essencial, apenas havendo uma ligeira mudança de direcção quanto à finalidade do conto, dando maior ênfase ao romance do que propriamente o horror.
Confesso que estava com expectativas elevadas dado o nível de hype à volta do filme, os prémios ganhos, a sua pontuação no IMDb (8.1!! - lugar #202 nos TOP #250) e percentagem no RottenTomatoes (96% Good Reviews) ... mas mesmo assim, acabei rendido à obra. Tiro-lhe o chapéu....
Wednesday, November 25, 2009
Super-Banda
São pássaros?! São aviões?! Não!! Sãos os Them Crooked Vultures !
Este grupo formado em Los Angeles é composto (da esquerda para a direita) por Josh Homme (Queens of The Stone Age), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl (Foo Fighters). Três músicos de topo que se juntaram para este projecto, que para já, será encarado como algo a curto-prazo. A ideia de se juntarem já vem de 2005 mas só agora é que consumaram a união, sendo fruto dessa relação o álbum homónimo que, sem surpreender pela originalidade, providencia boa música e claro, a oportunidade única de ouvir a fusão de três mestres do Rock.
Can you dig it?
Uma comédia de grande qualidade. A ideia é simplesmente genial. Basicamente neste trabalho do realizador Scott Sanders, temos uma sátira às séries e filmes do final dos anos 70 enquadrados num movimento conhecido como Blaxploitation, termo este que define trabalhos realizados onde os protagonistas eram maioritariamente negros, sendo que o trabalho era destinado a este público. Exemplos deste movimento são programas/filmes como Shaft e Foxy Brown.
Michael Jai White além de protagonizar este filme, é uma das mentes responsáveis pelo argumento e guião, e tenho a dizer que tanto em termos de representação como de ideias para o projecto, está de parabéns! De facto Black Dynamite apresenta uma imagem vintage demonstrando muito bem (e de forma hilariante) a época vivida durante os anos 70 e a sua produção televisiva/cinematográfica. O filme estreou no Sundance Festival 09 e foi alvo de excelentes criticas. Pudera... um filme como este garante um serão muito divertido com um exagero de gargalhadas e uma evocação de memórias muito engraçadas (para quem conhece o género). É que temos tudo!! A banda sonora dominada por aquele funk tão típico fazendo lembrar malhas do Curtis Mayfield e Barry White, o guarda-roupa é fantástico, os diálogos são hilariantes (recorrem a frases e expressões como Can you dig it? / Sucka e rimam por tudo e por nada - vocês tão a ver a cena...), as cenas de acção hand-to-hand e tiroteios estão todas bem retratadas e não vamos esquecer as perseguições. Temos perseguições a pé e de carro do mais "alto calibre". Atenção para o facto quando digo que estão bem representadas, estou a contextualizar aos objectivos do filme no sentido em que a intenção do realizador é demonstrar todos estes aspectos da forma como era feito na altura mas assumindo que estão ali para satirizar e não tornar nenhuma cena credível. O elenco é composto (como é óbvio) na sua maioria por actores negros, sendo muitos deles celebridades americanas (comediantes, cantores e atletas).
Diverti-me bastante e recomendo a todos os amantes de comédia que arranjem este filme mal possam. Estejam atentos a pequenos detalhes que podem ser significativos no despertar do riso e já que estamos numa de dar conselhos, vejam acompanhados! É sucesso garantido!
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