Tuesday, December 22, 2009

Será da época?

Ontem tive um episódio, que para aqueles que me conhecem bem, sabem que não é de todo estranho, por me considerar uma pessoa relativamente sensível, mas que em todo o caso, não deixa de levantar algumas questões.
A caminho do paredão onde faço a minha corrida habitual, estava parado no semáforo encarnado da Avenida 25 de Abril (a curtir grandes malhas da banda sonora do filme Away We Go) e quando estava prestes a ficar verde, vejo um senhor de uma certa idade a tentar apressar o passo para conseguir atravessar a estrada a tempo. Eu que já o tinha visto, tinha decidido deixa-lo passar independentemente da cor daquele semáforo. "Rapidamente" se lançou para a passadeira enquanto a cor mudava, mas parecia não haver pressa para andar pois teríamos todos dado prioridade ao senhor. Enquanto este se deslocava devagarinho, olhou directamente para o interior dos carros com um sorriso discreto e um gesto universalmente simpático, de punho cerrado com o polegar levantado, um "fixe" digamos... Fez questão de fazer um esforço e acenar para todos de uma maneira genuinamente simpática. Parecia lhe custar um pouco o ritmo do andamento (de forma a sair da passadeira) e o próprio gesto em si, mas fê-lo de qualquer maneira. Sei que contado não parece ser grande coisa, ou melhor, é normalíssimo as vezes vermos retribuídos estas acções com pequenas coisas... mas no momento mexeu imenso comigo. Quase com lágrima no olho, fiquei imediatamente com imensa vontade de sair do carro para dar um abraço ao homem! Era um daqueles momentos que se alguém me visse se calhar eu passaria um bocado vergonha, dado que estava fragilizado com pouco. Enquanto o senhor punha o pé no passeio do outro lado e os carros arrancavam devagarinho, tive um momento de reflexão que se estendeu até à chegada do centro de Cascais. Por instantes pensei apenas naquele pequeno episódio e no que me tinha oferecido. Uma imagem tão bonita e única aos meus olhos que dificilmente a tiro da minha cabeça. De seguida, incidi sobre o meu equilíbrio emocional que parecia um pouco desfasado. Porquê uma reacção daquelas? Dos "meus problemas", que parecem insistir em aparecer e carregar o meu dia-a-dia, já eu aprendi a lidar com eles (se bem que nem sempre é fácil... vai até um certo ponto os dias que consigo aguentar/ignorar). Resposta mais fácil para isto surgiu de imediato. Época natalícia. Com tudo o que se passa, numa época que para mim é tão especial e cheia de boas memórias, ficou ali claro como a água que devia ser do Natal e os momentos que se seguem depois dele. Época de gozar as pequenas coisas, de valorizar tudo e todos... desde a pessoa anónima até a aqueles que mais amamos. Época de respeito, partilha... de perdão e de paz. Segue-se depois a passagem de ano... época de mudança, de transformação. De reconhecimento das nossas falhas e estabelecimento de objectivos. Altura para valorizar o que de bom fomos durante o ano, mas querer ser melhor no seguinte! Querer tornar o meu ambiente e aqueles que me rodeiam, melhores! Ultrapassar as nossas crises, os nossos fantasmas, os nossos problemas. Ser nada menos que fantástico! Todas aquelas frases e clichés bonitinhos e politicamente correctos que apelam ao greater good. Que bom haver estas épocas que nos obrigam pelo menos uma vez por ano, a tomar determinadas coisas em consideração...

Monday, December 21, 2009

O melhor presente de Natal...




FELIZ NATAL
cortesia do Sport Lisboa e Benfica


Sunday, December 20, 2009

Avatar (2009) - in 3D



There is still at least one man in Hollywood who knows how to spend $250 million, or was it $300 million, wisely.  - Roger Ebert

Vou evitar entrar em grande análise deste filme. Apenas quero realçar que de facto esta obra, que levou dez anos de trabalho em cima por parte de James Cameron, correspondeu às expectativas no que toca à inovação, criatividade, efeitos especiais, toda a parte visual... enfim... está top notch. A história não oferece grandes surpresas. É básica, sem aspirações artísticas/intelectuais o que obviamente torna o filme acessível para todas as idades.
Uma última nota: no Cascais Shopping o filme está em exibição em 3D, sendo portanto esta a minha primeira experiência deste género. Acredito que possa ter muita piada, e sinceramente gostei da sensação, mas acho que o filme não ganha muito com isso (but maybe it's just me... talvez não tenha real noção do que 3D it's all about).




Saturday, December 19, 2009

Arctic Monkeys sing Nick Cave




Cover (interessante) de Red Right Hand (o meu tema favorito do Nick Cave)

Next Life





In my next life I want to live my life backwards. You start out dead and get that out of the way. Then you wake up in an old people's home feeling better every day. You get kicked out for being too healthy, go collect your pension, and then when you start work, you get a gold watch and a party on your first day. You work for 40 years until you're young enough to enjoy your retirement. You party, drink alcohol, and are generally promiscuous, then you are ready for high school. You then go to primary school, you become a kid, you play. You have no responsibilities, you become a baby until you are born. And then you spend your last 9 months floating in luxurious spa-like conditions with central heating and room service on tap, larger quarters every day and then Voila! You finish off as an orgasm! - Woody Allen

Friday, December 18, 2009

Sufoco!

Não pretendo de todo fazer papel de vitima! Sei que como eu, existem milhares de alunos espalhados pelas várias universidades do País em "extremas" dificuldades (o menor dos problemas quando comparados com outros, mas enfim, permitam-me o tempo/espaço para ser egoísta). Sejam situações mais pesadas ou não, todos nós temos os nossos problemas. Escrevo isto apenas para mandar cá para fora a sensação do ALIVIO que é ter finalmente acabado esta sucessão de testes e apresentações! Verdade seja dita, a pressão (e consequentemente o alivio) foram maiores porque assim deixei que chegasse ao ponto de stress e angustia. Hoje por exemplo tive um exame de uma cadeira que não demonstrei interesse nenhum pelo semestre fora, e evidentemente, na véspera estava assustadíssimo pois não sabia nada. Óbvio que estando nesta situação, era tal forma o peso na consciência que deixei de ter vida. Tentei compensar meses de aulas em dois dias , sendo assistido por colegas que sem dúvida me safaram à grande. Ora, neste período que trabalhei sem descanso, vi-me privado de certas coisas que considero ser essenciais. Música, cinema e o Benfica! Não tive tempo para ouvir os mil álbuns que tenho pendentes no meu computador, à excepção nas viagens de Cascais para a UCP, o que era quase como vir à tona para respirar um pouco de ar. Não vi nenhum filmes (ou série btw), nem o jogo do Benfica, coisa que só por si é suficiente para me deixar mal disposto. Odeio saber que o Benfica está a jogar e eu não estou a ver. É contra a minha natureza! (certamente adeptos ferrenhos percebem do que falo). Separadamente estes elementos não serão suficientes para que eu atinja este ponto (talvez exagerado) no qual me sinto "infeliz", mas é na combinação entre todos, no espaço de dois dias que quase me levava a loucura. Nunca conseguiria viver numa realidade que estivesse sem contacto ou influencia directa destas formas puras de arte e lazer que porventura são elementos que contribuem para a minha formação thus contribuindo para a minha identidade. Por outro lado, dá-me um gozo tremendo pensar que, não só tenho acesso total a todos os elementos referidos, como tenho uma vida que me permite poder usufruir das coisas que mais amo na vida a "tempo inteiro".
Posto isto, agora podem-me acusar de ser um idiota por ter feito este post totalmente desnecessário, mas que para mim é essencial, pois enquanto escrevo, respiro e penso para mim: FÉRIAS!

Wednesday, December 16, 2009

Está tudo explicado...


(click to zoom in)

Berlusconi deveria saber melhor...
Para aprender levou uma tareia, Walker Texas Ranger style...

Tuesday, December 15, 2009

Baixa de vulto




Parece que John Frusciante, guitarrista dos Red Hot Chili Peppers, saiu da banda aparentemente para se concentrar mais nos seus trabalhos a solo. Surgem rumores de que tal noticia seria esperada visto que já são largos os meses em que Frusciante está "desligado" da realidade do grupo.Isto é realmente uma baixa de peso para os Red Hot que ao perderem o seu guitarrista, sendo para mim um dos melhores no activo, ficam altamente prejudicados. É quase como o Benfica perder o Javi Garcia, já que este sem ser o maior protagonista do grupo, talvez seja o mais influente.
A noticia já foi avançada por alguns sites e rádios tendo base uma fonte anónima. Aguardamos portanto a confirmação oficial pelos RHCP.

Monday, December 14, 2009

Entre les Murs (2008)



Que prazer foi ver este filme de origem francesa chamado Entre Les Murs (2008), ou como também é conhecido, The Class. Baseado numa obra com o mesmo nome do autor François Bégaudeau, a história é inspirada na sua vida pessoal enquanto professor de liceu nos subúrbios de Paris, logo podemos dizer que se trata de uma obra semi-autobiográfico. A adaptação feita pelo realizador Laurent Cantet contou também com a colaboração do autor, que além de desempenhar tarefas relativamente à construção do guião, assumiu o papel do protagonista Monsieur Marin, professor de francês e director de turma.
Foi um filme que vi com imensa curiosidade por ter sido nomeado para um "Óscar" na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro" e ter ganho a "Palma de Ouro" no Festival de Cannes, o que ajudou o filme em termos de divulgação, mas foi principalmente o tema abordado que me cativou logo desde o inicio.
Foram 128 minutos de filme no qual estive sempre entretido, apresentando-se sem quebras de qualidade da lnha narrativa ou lacunas noutros campos. Nem mesmo o elenco composto por pessoas sem formação de representação  foi visto como algum tipo de problema relativamente à qualidade desta longa-metragem. Posso inclusive dizer que talvez até tenha contribuído para a sua genuinidade, dado que no decorrer das cenas mais parece haver uma filmagem do acontecimento real do que um momento de representação.

Como ... desabafo digamos... houve algo que serviu de elo de ligação entre mim e esta obra. Vai parecer muito mal comparado porque são realidade distintas, mas a verdade é que foi inevitável rever alguns dos problemas em aula, nos meus tempos de estudante. O colégio onde estudava claramente apresenta outras condições, aliás, sendo privado é natural que haja logo muitas diferenças, no entanto enquanto o clima na turma representada no filme não intensificou, temos algumas semelhanças, nomeadamente no comportamento típico de crianças sem noção nenhuma que, na sua mais pura inocência, desrespeitam um sistema e os seus representantes. Desde à muito tempo que dou imenso valor à profissão de professor, especialmente aqueles que leccionam  alunos mais novos, mas isto numa realidade onde eu vivi. Mais valor passei a dar depois de ver o filme e relembrar que existem locais que apresentam outro tipo de obstáculos à educação e a aqueles que procuram ensinar! É de facto preciso muita paixão pelo seu trabalho, muita paciência, vontade e coragem para passarem conhecimento a uma juventude inquieta que muitas vezes não consegue ver o "grande quadro" nem reconhecer a importância dos seus tutores na sua formação académica e pessoal. Afinal de contas, para quem se deixe influenciar e tiver sorte, temos professores que exercem uma grande influência em vários campos da nossa vida. Eu considero-me um desses casos. Devo tudo aos que tanta paciência tiveram comigo ao longo dos anos. Não seria o que sou hoje, não fosse pela sua intervenção e dedicação a mim enquanto elemento isolado mas também à turma onde estava integrado. Foram alguns dos melhores anos da minha curta vida que certamente recordarei para sempre.
É essa a importância que um professor pode ter na nossa vida...



Boas noticias!



É oficial! Dia 16 de Março teremos o concerto de Florence + The Machine na Aula Magna. Promete!

Sunday, December 13, 2009

Lang is the Man!






Durante estes dois... três dias... dediquei-me exclusivamente a ouvir a discografia de Jonny Lang, um músico que conheço e adoro desde os meus doze anos. Nunca me hei de esquecer a forma como o vim a conhecer. Estávamos no ano 1998 e tinha acabado de sair a sequela do filme Blues Brothers realizado por John Landis, baseado no popular sketch de Dan Akryod e John Belushi no programa Saturday Night Live. A sua sequela, intitulada Blues Brothers 2000, tinha o mesmo formato. Era um musical/comédia com participações de vários actores oriundos do SNL e claro, bastantes músicos do meio Blues, Soul, Funk e Jazz. Um desses músicos, obviamente para que esta história faça algum sentido, era Lang. Na altura quando filmou Blues Brothers 2000 tinha apenas dezasseis anos e já possuía uma técnica e todo um jeito fantástico enquanto guitarrista, para não falar da sua voz rouca, grave, com uma força inacreditável nada própria para a sua idade. A verdade é que uma das características que lhe apontaram sempre enquanto a sua paixão musical crescia e desenvolvia era a voz que parecia mais a de um veterano de Blues. Aqueles típicos old timers... estão a ver? Outra coisa que nunca me hei de esquecer foi o facto de eu enquanto puto que era na altura conseguir responder de volta ao meu Pai, que sabendo que eu gostava de Blues me perguntou se o conhecia. Tinha consigo um álbum que lhe tinha sido entregue para conhecer o seu trabalho. Fiquei contentissimo da vida por possuir uma resposta daquelas.
Anyway, Jonny Lang desde então cresceu bastante! Lançou uns quantos álbuns (tanto de estúdio como ao vivo) tendo o seu primeiro saído quando tinha apenas quinze anos, viu o seu trabalho Lie to Me atingir um sucesso tremendo comercialmente e em termos de recepção pela critica. Depois ainda lançou mais três trabalhos, Wander This World (1998) tendo sido nomeado para um Grammy, Long Time Coming (2003) e em 2006 surge outra nomeação com Turn Around, o qual ganhou! Este seu trabalho, mais forte no Soul e comercialmente mais apto de se ouvir, foi também um sucesso. Com malhas mesmo roots ou comerciais, baladas ou up lifting music, Lang faz tudo com precisão e muito bom gosto. É sem dúvida um dos meus artistas referencia!





Nota: 1.37 Lang takes action...               

   

Saturday, December 12, 2009

"Favorites" by Snow Patrol




Up to Now (2009), comercializado desde Novembro, é a primeira compilação de temas da banda escocesa Snow Patrol, contendo quinze anos de trabalho enquanto banda. Os temas seleccionados para a elaboração deste duplo-CD (havendo outras versões do álbum - Digipack; BoxSet - que têm DVD ou LP's ) não são os melhores êxitos, mas sim os seus temas favoritos, tornando desde logo este álbum pouco convencional, fugindo do habitual clássico Best Of. Trata-se apenas de um projecto mais pessoal que engloba os tempos da sua formação até hoje, acrescentando músicas novas do grupo, bem como de outro projecto que têm à parte, os Reindeer Section (esperem um post sobre este grupo brevemente). Fico contente por tal projecto, visto que os Snow Patrol além de serem uma das minhas bandas favoritas, contribuíram imenso para o cenário musical Indie na Escócia. Aguardo ansiosamente pelo dia em que venham tocar a Portugal. Certamente farei questão de marcar presença!
Infelizmente para muitos fãs (entre os quais me incluo) houve malhas que ficaram de fora, entre elas uma personal favorite, How To Be Dead. Tendo sido deixada de fora, será essa mesmo que irei colocar no post!



NOTA: Durante anos nunca abdiquei de levar How To Be Dead comigo para todo o lado, fosse no carro, iPod ou telemóvel. Lembro-me sempre de ir no comboio e olhar à minha volta de forma a reparar com atenção nos pequenos detalhes da multidão anónima enquanto encaixava a música como se fosse a banda-sonora do dia. Inclusive cheguei a fazer um vídeo clip para a música que, na minha opinião, assentava que nem uma luva! Era uma fusão entre episódios reais da minha vida e outros fictícios. 
Atenção ao tempo... quando chegar aos 1.45 é, para mim, a parte mais louca desta malha. Fico maluco com a bateria do Jonny Quinn... a percussão, a agressividade da baqueta nos pratos... enfim... o clímax da música.

Friday, December 11, 2009

Verdade universal...



What you feel only matters to you. It's what you do to the people you say you love, that's what matters. It's the only thing that counts...
Stephen  in The Last Kiss
 

 Somethings are more than what you say... they're what you do!
Meredith Grey in Greys Anatomy

Não é o que dizes... é o que fazes !
Duarte J.V de Mendonça




Citações.. melhor.. lemas que entendo, aprecio e que já ouvi milhares de vezes, de outras bocas, de outras formas e em vários momentos, sem segredos, sem grandes elaborações, sem mensagens secretas, escondidas, sem margem de manobra para erros de interpretação...
é tão simples quanto isso! 

Thursday, December 10, 2009

Blues Vs. Pop




John Mayer lançou este ano em Novembro o seu quinto álbum de estúdio chamado Battle Studies, produzido por si e Steve Jordan (baterista de John Mayer Trio). Depois de Continuum (2006) e Where The Light Is (2008) - este último ao vivo - podemos denotar um registo mais ligado ao Blues, algo que surpreendeu imensa gente visto que os seus primeiros álbuns estavam mais ligados ao pop-rock que outra coisa. Aliás, Mayer tinha composto alguns temas que embora fossem eficazes (porque ficam na cabeça e todos conhecem) irritavam-me solenemente! Tomava-o por um artista altamente comercial, que vende um produto musical destabilizador de miudas demasiado novas e idiotas para se conseguirem controlar num concerto. A verdade é que foi com Mayer que aprendi a não fazer juízo de valor sem antes fazer alguma pesquisa e obviamente ouvir os seus trabalhos. Isto aconteceu com os avisos de alguns conhecidos que me chamaram à atenção para o talento de Mayer como compositor e guitarrista! - "Guitarrista?!", perguntei eu. Fiquei pouco convencido, mas MUITO curioso. E foi ai que aconteceu... quando comecei a fazer a minha tal pesquisa deparei-me com uma capa da Rolling Stone que continha um artigo chamado The Top 20 New Guitar Gods acompanhado de uma fotografia com John Frusciante, Derek Trucks e JOHN MAYER. Pareceu-me ser a confirmação do que já me tinham dito. Frusciante e Trucks já eu conhecia e aprovava! De facto são os dois guitarristas de topo, principalmente Trucks que carrega uma história fantástica (depois da morte de Duane Allman, foi Trucks com 20 anos que ocupou o seu lugar nos Allman Brothers)! Agora Mayer... capa Rolling Stone... apontado como um dos melhores guitarristas da sua geração... ? This i've gotta see... (or hear!) Comecei a ouvir todos os álbuns dele mas não ouvi pela ordem cronológica. Comecei primeiro a ouvir o álbum ao vivo Where The Light Is, gravado no Nokia Center em Los Angeles. Esse álbum tornou-se instantaneamente um dos meus all-time favorites, dando-me uma chapada de luva branca na cara por ter duvidado do seu talento. Ficou imediantamente comprovado toda a sua escola de Blues, toda a sua qualidade técnica enquanto (Super) guitarrista, a sua voz (embora já lhe desse crédito por isso) o seu bom gosto musical e as suas influências de grandes como Jimi Hendrix, B.B King, Robert Cray ou o seu herói pessoal Stevie Ray Vaughan. Tenho medo de imaginar o que seria caso Mayer não tivesse decidido em 2005 tomar outro caminho e dedicar-se ao que mais gosta, o Blues. Este passo foi assumido por si afirmando numa entrevista que estava closing up shop in acoustic sensitivity. Well done Mayer! Agora com Battle Studies, temos o "semi-regresso" do Pop que o ajudou a estabelecer como um artista conhecido pelo mundo fora. Digo "semi" porque continuamos com os riff's de guitarra poderosos com aquele essencia do seu ultimo trabalho de estúdio e actuações ao vivo. O pop está presente mas com moderação e de forma a acrescentar sempre qualidade e não prejudicar as suas composições.
Sendo para mim Blues e Pop dois pólos opostos (um adoro - mesmo - o outro por vezes gosto) aqui aceito plenamente o seu trabalho conjunto enquanto dois géneros distintos. Digo "aqui" como digo em outros trabalhos de outros artistas. Aliás, muitos artistas com raízes no blues fizeram trabalhos comerciais to make ends meet (Eric Clapton, Johnny Lang, entre outros) e nem por isso lhes deixo de dar mérito pelos "génios" que são... besides, tamos a falar de uma luta desleal. Obviamente Pop têm muito mais saida e protagonismo que Blues. Não é música de massas comparativamente a trabalhos de artistas tipo Britney Spears e companhia.

Five Minutes of Heaven (2009)


 
... and 90 minutes of good acting by Mr. Neeson and Mr. Nesbitt!

Wednesday, December 09, 2009

Drag Me To Hell (2009)



Drag Me To Hell marca o regresso de Sam Raimi ao género de horror, depois de uma longa ausência onde se dedicou exclusivamente à saga do Spider-Man. Raimi, conhecido como um dos grandes realizadores de terror graças a obras como a triologia Evil Dead (Evil Dead, Evil Dead II e Army of Darkness) ou DarkMan, andou estes últimos anos demasiado ocupado para investir em trabalhos pessoais. Drag Me To Hell é um projecto que se encontra pendente à muito tempo, antes até do primeiro Spider-Man ter saido. Visto que o filme baseado no popular herói de banda-desenhada teve imenso sucesso, algo que levou a serem concretizadas várias sequelas, deixou de haver espaço para outra coisa senão Peter Parker. Porém, enquanto não começam a trabalhar no quarto filme de Spider-Man, Raimi viu oportunidade de investir no argumento que foi escrito por si e pelo seu irmão, Ivan Raimi.
Posso dizer que este filme apresenta várias caracteristicas Old School Sam Raimi com terror por vezes demasiado gráfico (e ainda bem), inesperado e com um toque de humor muito twisted mas bem executado. Artisticamente raro (como se vê pouco nos filmes norte-americanos de Terror) e muito entertaining recomendo esta obra que marca o ressurgimento de Raimi aos filmes que o conduziram ao sucesso. Lembro apenas as pessoas que não cometam um erro muito comum que é a criação de expectativas que não podem ser cumpridas. Digo isto porque tenho um amigo meu que inevitavelmente compara todos os filmes de terror ao The Exorcist (1973) de William Friedkin. É normal que dado a época que o filme saiu e a idade que tínhamos quando o vimos pela primeira vez, passámos por um conjunto de emoções muito próprias para alguém que viu poucos filmes principalmente com aquele tipo de conteúdo. A partir de uma certa altura (e depois de termos visto várias obras do mesmo género) é normal que um filme de terror deixe de ser a razão pelo qual temos medo do escuro ou que não conseguimos dormir à noite. É uma forma de arte, que vive da imagem, banda-sonora e criação de suspense mas que equivale a um trabalho fictício no qual nós temos plena noção de que não passa disso mesmo. Ficção! Quando aparece um filme que desliga esse "botãozinho" sensorial e de percepção é óptimo, porque conseguimos sentir mesmo o terror dentro da sala, mas nos tempos que correm, tal tarefa é mais dificil.
Anyway... a sua estreia foi no Festival de Cannes tendo sido muito bem recebido pela critica e audiência. No IMDb conta com uma pontuação de 7.3. Além disso foi também um sucesso de bilheteira! Pudera. Filmes como este espalham-se rapidamente e embora também haja muita gente tenha ficado desiludida dado às expectativas altas  e todo o hype à volta de Drag Me To Hell, posso dizer que vale apena!


O regresso dos The Editors



Os Editors regressam amanhã para mais um concerto no nosso país, o quarto para ser preciso. O local? Campo Pequeno em Lisboa. Este espaço irá os receber pela segunda vez, sendo que a primeira foi em 2008. Esse concerto estava integrado na digressão pela Europa, digressão essa que serviria para promover o seu então novo álbum An End Has a Start. Posso dizer como um dos presentes nesse concerto que de facto os Editors apresentaram-se em bom plano com um conjunto de malhas muito fortes ao vivo, repartindo os temas de ambos os álbuns. Infelizmente, e dado que estou a ultrapassar uma crise financeira, não irei amanhã ao concerto. Tive de optar entre Editors e Artic Monkeys, e visto que já vi os primeiros... enfim you get the picture! Mas posso-vos dizer que não foi uma escolha nada fácil... gostei bastante deste terceiro álbum e como tal, tinha imensa vontade de ver a interpretação ao vivo de grande parte dos temas. Para quem não foi a nenhum concerto, ou mesmo não conhece os The Editors, recomendo vivamente. É um dos top grupos no Reino Unido, com um registo muito semelhante a Joy Division (para não falar na voz de Tom Smith que parece o David Fonseca haha).

Fica aqui uma pequena amostra do que foi o concerto deles o ano passado...



Tuesday, December 08, 2009

Para não esquecer...

 


É muito dificil para mim descrever a tarde de domingo… mas vou tentar!

18.00 Horas. Centro Congressos do Estoril. Festival Cascais Jazz 09 (once again). A sala prepara-se para receber o seu concerto de Domingo, o concerto que porventura era o mais aguardado de todo o festival. Porquê? Porque o seu elenco musical era composto por um All Star Cast escolhido a dedo pelo meu Pai para ser o main event do fim-de-semana. Aquele que serviria como forma de homenagear toda aquela época incrível vivida em Portugal na década de 70 com o aparecimento do primeiro Cascais Jazz. Um verdadeiro hino à música, nomeadamente ao Jazz e à grande qualidade demonstrada antigamente longe de tempos feitos de vendas, moda e exagero de merda… quero eu dizer, oferta. Todos os músicos que compõem o grupo Cascais Jazz Legends (nome atribuído para a sua apresentação ao público português) participaram no festival entre a década de 70 e princípio de 80 tocando com grandes ícones como Dexter Gordon, Gil Evans, Sarah Vaughan, Dizzy Gillispie, Thelonious Monk, entre outros. Eis a entrada em palco…


Phil Woods - Saxofone,
Lew Soloff - Trompete
Rufus Reid – Contrabaixo
Jimmy Cobb – Bateria
Cedar Walton - Piano


Surge uma recepção muito acolhedora a estes senhores, que se apresentam à audiência bastante diferentes da última vez que cá marcaram presença, afinal de contas, passaram mais de vinte anos.
Para vos situar melhor em relação a ideia que tive aquando da sua entrada em palco, farei uma comparação a uma situação cliché de um filme. Estão a ver quando temos uma equipa de senhores idosos com um ar fragilizado que enfrentam um grupo de jovens pomposos e arrogantes que assumem á priori que os senhores não apresentam qualquer tipo de ameaça? Pois bem… no festival não havia competição, nenhum clima de tensão whatsoever mas pintei este quadro porque deu-me uma certa pica imaginar o conflito de gerações, por termos de um lado artistas a atingir o pico na sua carreira e do outro lado os old timers que apesar de carregarem um nome cheio de história, parece que as pessoas têm medo em lhes depositar alguma responsabilidade de viver à altura das suas melhores épocas visto que a idade pode se apresentar como uma limitação (it usually does).
Aqui não foi o caso! Desde que entraram em palco até ao final do espectáculo, posso dizer que foi um show memorável e uma grande lição para toda a audiência. Um concerto que além de encantar todos os presentes, também nos lembrou que a idade é no estado de espírito. Ao contrário do que vimos sexta-feira com Lee Konitz, em que este se resguardou por completo (por estar ciente das suas limitações ou por não querer arriscar… não sei), vimos os Cascais Jazz Legends entrar para exclusivamente fazer uma coisa: PARTIR A LOIÇA TODA!
Foi simplesmente FANTÁSTICO! Impressionante como tocam de olhos vendados como se estivessem juntos à anos. Phil Woods, apesar da sua condição física e estado de saúde, nunca fez para abrandar o ritmo. Tocou como se fosse a sua última vez em palco e no fim de cada tema notava-se o esforço que exercia quando falava para a plateia quase sem ar. Mas isso não o impediu de contar pequenas histórias, puxar pelo público e depois voltar ao seu saxofone em grande estilo. Lew Soloff, super activo, super carismático, super brincalhão, super humilde, super músico! Jimmy Cobb está ali para as curvas (e de que maneira!). Parece que foi “ontem“ que gravou Kind of Blue com o Miles Davis. Por fim, os dois que achei serem mais discretos quando comparados com os restantes membros, no entanto, não quero dizer com isto que tenham ficado aquém do que podiam providenciar. Cedar Walton e Rufus Reid, com toda a sua arte e técnica, demonstraram também ser a elegância em pessoa.
Enfim… será fácil deduzir que a noite foi um sucesso. As pessoas que assistiram ao concerto ficaram em completo êxtase pela demonstração que ali feita por alguns dos grandes do Jazz de sempre. Após o último tema, veio a despedida em palco com os agradecimentos da banda e o reconhecimento do público que ali ficou de pé a aplaudir e a gritar. Enquanto saiam de palco, houve o momento da praxe onde lhes foi pedido o encore. Tal pedido fez muito sentido! Muitas vezes o concerto pode não ser formidável, até mesmo nada de especial, mas como sinal de respeito é feita uma ovação para que voltem em palco. Enfim… um acto já tradicional no fim de cada concerto. Mas neste dia era mais que merecido (e mais que desejado também!). Ficamos ali “séculos” a bater palmas efusivamente, cada um para seu lado, até que sincronizamos todos os nossos esforços para um pedido conjunto. Demorou um bocado mas ainda bem! Foi bonito ver uma sala inteira não arredar o pé e permanecer naquele espaço à espera de um último momento de magia. Assim aconteceu. Voltaram todos excepto Phil Woods que provavelmente já não podia mais, depois de uma noite onde se entregou por completo à música, arte e público. Depois do encore, mais uma homenagem de pé. Os aplausos faziam eco na sala! Foi memorável. Sai da sala num misto de emoções. Feliz e arrepiado pela oportunidade única que tive. Triste e desolado pelo seu fim. Nunca me hei-de esquecer deste Domingo, dia 6 de Dezembro.

Monday, December 07, 2009

"don't you think we shoulda learned somehow..."



It's not a silly little moment
It's not the storm before the calm
This is the deep and dyin breath of
this love that we've been working wrong on
Can't seem to hold you like I want to
so I can feel you in my arms
Nobody's gonna come and save you
we pulled too many false alarms

We're goin down
and you can see it too
We're goin down
and you know that we're doomed
my dear
we're slow dancing in a burnin room

I was the one you always dreamed of
you were the one i tried to draw
how dare you say it's nothin to me
baby, you're the only light I ever saw

I make the most of all the sadness
you'll be a bitch because you can
you try to hit me just to hurt me
so you leave me feelin dirty cuz you can't understand

We're goin down
and you can see it too
We're goin down
and you know that we're doomed
my dear
we're slow dancing in a burnin room

Go cry about it why don't you
Go cry about it why don't you
Go cry about it why don't you
my dear, we're slow dancin in a burnin room
burnin room, burnin room
don't you think we oughta know by now
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we oughta know by now
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we oughta know by now
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow
don't you think we shoulda learned somehow




John Mayer - Slow Dancing in a Burning Room (Live @ Nokia Center, Los Angeles)

Sunday, December 06, 2009

A minha homenagem...


Pavilhão Dramático de Cascais - Cascais Jazz

Sábado, dia 5 de Dezembro. Está a decorrer o festival Cascais Jazz 09, Festival este que surge como homenagem a Luís Vilas-Boas, homem responsável pela “importação” do Jazz para o nosso país. Eu, como não poderia deixar de ser, estou presente no Festival, assumindo tanto papel de espectador (quando posso) e de “responsável” (e pus entre aspas porque além de não existir grande ciência na minha tarefa, vocês não imaginam o tempo que eu fico sem fazer rigorosamente nada) pela demonstração de dvd’s com imagens e vídeos do arco-da-velha. São sem dúvida relíquias, que eu enquanto rapaz jovem que sou, perdi dado que não vivi aquela época. E digo-vos: Quem me dera! Dou por mim a ver grandes figuras do Jazz a tocar na minha querida terra de Cascais (como eu adoro este Concelho!) num espaço que me é familiar pois ainda o frequentei antes de ser demolido. Falo do nosso estimado Pavilhão Dramático de Cascais. Enquanto fico sentado numa das várias cadeiras espalhadas pelo local da exposição, é difícil desviar o olhar da televisão e não ficar absolutamente vidrado nas imagens reveladas. E são vários os motivos para que tal aconteça. Primeiro porque, como referi anteriormente, estamos a ver imagens de uma época que para mim desperta curiosidade (visto que não a vivi) e que para outros presentes na sala foi talvez um determinado momento da sua vida onde recordam de forma entusiástica e cheios de nostalgia. Segundo porque é maravilhoso ver um espaço como o Pavilhão Dramático a rebentar pelas costuras! A própria fotografia que vos deixo neste post é prova disso. Pessoas de todo o lado deslocavam-se a Cascais para poder presenciar um evento de uma dimensão incalculável. Desde o averege joe até às grandes figuras públicas, toda gente queria marcar presença. E a beleza disto é que não havia o preconceito fabricado que corre muito nos dias de hoje. Insinuações e afirmações de que Jazz é música intelectual e pouco acessível. Naquela altura, percebessem ou não do que se tratava, havia algo ali presente nos músicos, ambiente e melodia que era universal entre todos. A LIBERDADE. Não se esqueçam que 1971 era um período de opressão e censura, portanto podem calcular o impacto que teve no coração dos portugueses ouvir (free) Jazz.
Terceiro, porque estamos perante músicos de Jazz que na época tratados como autênticas rockstars pela novidade que eram em Portugal, pelo seu estatuto no estrangeiro e pelo próprio estilo musical, que todo ele é carregado de história, arte e muita alma. Finalmente, e como consequência da junção de todos estes elementos que acabei de referir, é o ambiente que se vive. É a explosão de alegria, entusiasmo e curiosidade que transborda por todos os lados. Os gemidos, berros, assobios que surgem da plateia após cada nota instrumental proveniente da trompete de Miles Davis ou Dizzy Gillespie, do saxofone de Sonny Stitt ou Ornette Coleman, da bateria de Art Blakey ou Jimmy Cobb, do piano de Keith Jarret ou Thelonious Monk… enfim. Por cá passaram uma panóplia de músicos de alto calibre que educaram o ouvido português e deixaram marcas na nossa cultura. Sim… porque Jazz é Cultura.
Fica aqui um depoimento de Dexter Gordon relativamente ao seu concerto em Portugal, acompanhado de um excerto do concerto memorável no dia 21 de Novembro de 1971 protagonizado por um elenco magistral que se apresentou em cartaz como Giants of Jazz, compostos por:



Dizzy Gillespie – Trompete 

Thelonious Monk – Piano

Sonny Stitt – Saxafone

Kai Winding – Trombone

Al McKibbon – Contrabaixo

Art Blakey – Bateria







(Infelizmente tinha outro tema desempenhado pelos Giants of Jazz mas dado que fazia mais sentido partilhar este post hoje, tive de recorrer ao que tinha "à mão" nesta altura...)

Wanted!



Os 10 filmes mais procurados no Sundance Festival 2010... aqui.

Let the Grey's begin...





Pois é! Já tinha lançado a premissa de que iria iniciar uma nova caminhada no que toca às séries televisivas. Nova caminhada porque decidi ver algo bastante diferente do que estou habituado. Essa série, como o título deste post sugere, é Grey’s Anatomy, série esta que recai sobre o dia-a-dia de uma equipa de internos num hospital em Washington. Por outras palavras estamos perante um programa televisivo de médicos. O conceito não me é estranho, visto que durante alguns anos acompanhei esporadicamente uma série chamada E.R mais conhecida em Portugal como Serviço de Urgência (deixo-vos um auxiliar de memória mais prático: lançou a carreira de George Clooney). Mas porquê uma mudança “radical” dado que acabei de sair de uma sitcom (Friends) e tenho outras “1001” séries pendentes para ver (casos de Lost, How I Met Your Mother, Entourage, Heroes, Family Guy)? A verdade é que eu gosto de me manter ocupado enquanto as temporadas das respectivas séries que mencionei acabam, pois sou impaciente e prefiro ver tudo seguido do que ter de esperar uma semana para ver apenas um episódio. Evidentemente com este acumular de séries já se torna mais difícil fazer uma gestão própria do tempo e conteúdo, até porque vivo mais para o cinema do que para a televisão, mas Grey’s Anatomy fazia questão de ver. Não é devido à popularidade crescente em Portugal. Sempre achei que o seu factor de sucesso residia principalmente nas raparigas, logo, tornando Grey’s na minha óptica um “programa de miúdas”. Este preconceito foi rapidamente ultrapassado, por ser muito aberto a todo o tipo de artes independentemente da “etiqueta” que colocam seja no género, sexo, faixa etária ou raça. Mas foi principalmente a influência de uma pessoa com quem privei durante muito tempo que me levou a investir na série e curiosamente numa altura onde já não “estávamos juntos” à bastante tempo. Era assunto de conversa recorrente, eram vídeos postados no facebook milhentas vezes, até era razão pelo qual não podíamos falar porque estava ocupada em casa a seguir mais um episódio que aparentemente deixava sempre uma marca. É inevitável que esta junção de coisas com que vivi de perto, viesse a despertar alguma vontade para tentar decifrar o que é que a série tinha de tão cativante. Aliás, já me sentia completamente aliciado por pequenos momentos que via nos tais vídeos de que mencionei. Pouco a pouco já topava algumas coisas da storyline e até já me identificava com um ou outro aspecto. Comecei a ver e… so far so good… estou a gostar bastante desta introdução às personagens e ao contexto vivido dentro e fora daquele hospital. Lamento apenas uma coisa… numa outra altura gostaria de poder partilhar aquilo que vejo com a pessoa que me “ensinou” a gostar de Grey’s…

"Se..."

Se os filmes fossem tão bons como as suas bandas sonoras, então teríamos em Jennifer's Body e New Moon filmes do fantásticos... (mas como não vivemos de "se"...)



Thursday, December 03, 2009

Cascais Jazz "Revival"







Duarte Mendonça

É pela mão de Duarte Mendonça (meu Pai) que teremos o regresso de um dos mais emblemáticos festivais de Jazz realizados em Portugal. Vinte anos depois do seu último festival, teremos um cartaz composto por alguns dos músicos que tocaram nessa altura, principalmente na década de 70 como Lee Konitz, Phil Woods, Rufus Reid, Jimmy Cobbs, entre outros.
Duarte Mendonça, promotor do Festival Estoril Jazz - Jazz Num Dia de Verão, achou que este Festival seria uma maneira excelente de evocar os grandes concertos da época, bem como prestar homenagem ao fundador e principal instigador do Cascais Jazz, o senhor Luis Vilas-Boas.
De 4 a 6 de Dezembro teremos concertos memoráveis que certamente farão a noite a todos os ouvintes de boa música.

Para mais informações façam o favor de ir ao site da ProJazz - DM Produções

F.R.I.E.N.D.S



Ontem acabei de ver a série Friends. O trabalho de dez anos, traduzido em dez épocas que vi talvez em dois, três meses! Naturalmente, podemos deduzir que para se ver dez épocas em tão pouco tempo, é porque foi criado uma afinidade com a série de tal forma, que levei dias a ver vários episódios. Confesso! Realmente ficava uma a duas horas por dia a ver vários episódios, o que me levou a despachar a série num instante. Por cada episódio são vinte minutos, minutos estes que são quase como uma droga... digo isto porque a série é viciante.Não digo que seja uma coisa no qual não me consiga controlar... nesse caso o melhor exemplo para isso seria um programa como Lost. Mas é de tal maneira uma série leve que proporciona bons momentos que é dificil parar de ver. A verdade é que eu sempre gostei de Friends, mas de uma maneira bastante passiva. Isto porque conhecia pouco do programa pois apenas via episódios que davam na televisão. Na altura quando a série surgiu tinha pouco interesse em seguir os episódios de forma cronológica dado ao facto de que pensava não haver qualquer tipo de ligação. Com o tempo e à medida que fui crescendo, o meu interesse por séries desenvolveu (como desenvolveu com todos nós pois esta febre das séries é relativamente recente) e comecei a aperceber-me de que era necessário seguir uma linha narrativa para conseguirmos ter uma percepção total da história. No entanto, tal ideia não ficou totalmente patente com todos os programas, isto porque no caso de Friends bem como outras séries televisivas, nomeadamente no campo da comédia (sitcom's), achei que os episódios fossem independentes uns dos outros. Idiota como sou, aceitei isto como um facto e basicamente perdi anos a fio sem seguir Friends de uma forma mais digna. Com o tempo, após tomar conhecimento do meu erro "fatal", prometi que viria Friends de uma ponta a outra assim que conseguisse encaixar esta sitcom no meio das outras milhares de séries que andava (e ando) a ver. Como só gosto de seguir uma época a partir do momento em que esta acaba (não tenho paciência para esperar uma semana para ver apenas um episódio), enquanto uma série não dava a sua época corrente como terminada, aproveitava para ver outras. Uma vez que comecei a ver Friends, voltei-me a apaixonar por personagens que acho fantásticas e a dar uma segunda oportunidade a outras personagens que pensava não gostar. Ross é uma delas. Interpretado pelo actor David Shwimmer, Ross é uma personagem do qual eu não gostava. Não sei explicar porque, mas de certa forma embirrava com ele e mesmo com os avisos de vários amigos meus alertando-me para o quão engraçado era, simplesmente não aceitava. Inevitavelmente, aquando do momento que comecei a ver a primeira época, não demorou muito até que ficasse completamente rendido a este senhor que quase (QUASE!) meto no mesmo patamar que a minha personagem favorita, Chandler, desempenhado por Matthew Perry. O resto do elenco é simplesmente perfeito. O pessoal que andou a fazer o casting sabia bem o que estava a fazer. Denotamos no grupo uma química especial que faz com que gostemos de cada um à sua maneira. Fora do programa também ficou para a história a "família" que formaram dado o grau de amizade que tinham uns pelos outros. Relativamente à série e aos momentos proporcionados, posso dizer que foram 20 minutos aos poucos que fizeram com que épocas mais "sinistras" da minha vida parecessem menos problemáticas do que eram... dado que conseguiam fazer-me desligar da minha realidade, bem como por vezes ensinar-me umas boas lições de vida, fosse no campo pessoal ou profissional. É inevitável que hajam aqueles momentos onde por vezes nos associamos em qualquer série ou filme e mesmo tendo em conta de que se trata de um programa humorístico, é certo que mesmo com um toque de comédia, são abordados assuntos sérios que surgem no "quotidiano adulto". Agora... posto F.R.I.E.N.D.S de parte, enquanto as minhas outras séries não acabam as suas respectivas seasons, sigo para uma nova aventura... bastante diferente do que me tenho habituado ultimamente...