Sunday, January 10, 2010

Impossivel ficar parado!


Aqui está um excerto vídeo do Festival Cascais Jazz em 1976 no Pavilhão Dramático de Cascais.
Sonny Rollins, um dos maiores instrumentistas de sempre, acompanhado pelo seu quinteto, manda um show brutalissímo com o tema Don't Stop The Carnival, uma malha que para mim tem uma essência latina de fazer a plateia se levantar e dançar. Nesta altura de exames, espero que isto vos anime...


Saturday, January 09, 2010

"I love it when a movie comes together..."

Old-School:

In 1972 a crack commando unit was sent to prison by a military court for a crime they didn't commit. These men promptly escaped from a maximum security stockade to the Los Angeles underground. Today, still wanted by the government, they survive as soldiers of fortune. If you have a problem, if no one else can help, and if you can find them, maybe you can hire...
The A-Team.

New School:

One year ago an elite commando unit was sent to prison for a crime they didn't commit. These men promptly escaped from a maximum security facility. Today, still wanted by the government, they survive as soldiers for hire. If you have a problem, if no one else can help, and if you can find them, maybe you can hire... 
The A-Team. 
(à pois é... estão de volta)






Saudade...
























Ontem, dia 8 de Janeiro 2010, fez 7 anos desde que o meu querido avô faleceu vitima de um acidente de viação. Foi um dia especialmente triste para Portugal que viu partir uma das suas figuras mais emblemáticas. Um verdadeiro artista que se entregou de corpo e alma ao teatro/cinema/televisão bem como a pintura e que imortalizou várias das suas obras para um estatuto de culto. O "Fado do Cacilheiro" é um dos exemplos disso. Fazem falta figuras assim. Carismáticas, talentosas com uma qualidade única para saber por um sorriso na cara dos Portugueses. Tenho pena de no auge da sua carreira ser demasiado criança para me lembrar ao certo da maioria do seu trabalho. Recordo-me com mais afinidade as várias telas espalhadas pela sua casa e de ficar a olhar para elas com imensa alegria e admiração. Tenho saudades... saudades de correr pela casa, entrar pelos quartos a dentro e ver o meu avô de frente para a tela e com pincel na mão. Saudades de ver a família reunida na sala tudo na "palhaçada". Até algumas das discussões recordo com nostalgia. Faz-me imensa confusão. Os estragos que a sua morte teve na nossa vida foram evidentes. Durante anos algumas pessoas não foram mais as mesmas. Como se o "arlequim" dentro de nós tivesse morrido um pouco. Não morreu, é certo. Mas demorou muito tempo até se conseguir levantar. Procuramos refugio onde conseguimos. Lembro-me perfeitamente quando recebi a noticia e o dia seguinte. O velório e o funeral que foram dois dos momentos mais tristes em toda a minha vida. Mas também dos mais "alegres" porque vi a concentração de pessoas que se gerou e da força que fizeram questão de passar para todos os presentes. Foi quase como um "trabalho de equipa" no seu pico máximo. Vieram pessoas de todo o lado. Familiares, amigos chegados, conhecidos, pessoas do meio artístico ora chegadas, ora apenas familiarizadas com o seu trabalho, que embora não conhecessem o meu avô, tinham um tremendo respeito pela sua vida e obras. Marcaram presenca tambem inumeros portugueses "anónimos", palavra que hesitei usar por nao querer correr o risco de denegrir aqueles que se prestaram marcar presenca. Foi uma sentida homenagem a um homem que tanto lutou, dentro das suas tristezas e desilusões pessoais, para animar o País em tempos escuros e privados de liberdade.

Admiro-o muito! Muito Mesmo!
Olho  para o meu retrato no quarto todos os dias e sinto um tremendo respeito... saudade... e pena de não puder ter uma maior influência sua durante estes meus anos de formação como homem. Porém, tenho também um orgulho enorme em carregar o seu nome, José Viana, no meu. E isso lembra-me todos os dias da minha responsabilidade não só para o meu avô, mas para a minha família.
Espero que tenha forma de ler o meu blog para que veja isto...

Um beijinho,
Duarte José Viana de Mendonça

                                                Livro Biográfico (escrito por L. António)                               Vinil - O Pastor da Serra                                    Meu Retrato



Thursday, January 07, 2010

Run Duarte Run

Odeio correr. Odeio Odeio. É daquelas actividades recreativas ou formas de desporto que mais abomino. Parece que não há ali grande propósito. Um objectivo. Correr num jogo de futebol ou basket... aí sim! Não me importo nada e nem dou conta. O grau de motivação é outro. Agora correr as in jogging... uma seca. Corro porque não tem qualquer valor monetário attached, é quando eu quero, não necessito de instruções de um PT nem estou dependente de ninguém.Porém, apesar de todos estes argumentos serem válidos, creio que não fosse por um objecto em concreto, não iria aguentar esta rotina da corrida.Esse objecto é o leitor mp3. Não fosse o mp3 a corrida seria o maior pesadelo da minha vida. A sério! Já aconteceu ir para o paredão e esquecer-me do meu iPod Shuffle, o melhor device para desporto (que super publicidade - i want my money Steve Jobs) e o tempo parece que pára, mas não naquele bom sentido. A minha corrida demora séculos. De Cascais à praia da Azarujinha, parece antes uma viagem de comboio Lisboa ao Porto. Mas vá (vá onde?), graças às "novas" tecnologias posso fazer, aquilo que faço em casa, na rua, which is nice. Não vivo sem música e gosto de a ter por perto. Além disso tenho uma vista magnifica. É uma das (muitas) regalias de viver em Cascais. Viver junto ao mar, com aquela visão única do azul, sentir o sal, a areia, são elementos que fazem desta terra a minha casa. Adoro. Agora, combinando música, com paisagem e a minha mente easily distractive e produtiva, temos um dos meus serões favoritos. Basicamente transformei uma das minhas actividades mais odiadas para uma das preferidas. Não estou a ser lá muito coerente, pois não? Tenho plena noção disso, mas em vez de perder tempo a ponderar nas razões e porquês, simplesmente "abraço" este meu prazer (re)descoberto através da corrida. O meu momento zen! Momento onde faço reflexão do meu dia, dos meus desejos, das minhas virtudes e defeitos. Onde faço constantemente videoclips para todas as situações possíveis. Seja através dos anónimos que à minha volta circulam ou dados momentos da minha vida. Verão, noitadas, desporto são apenas algumas das temáticas. E quem não ouviu uma música e imaginou-se em palco a cantar ou tocar essa malha? Essa viagem brutal que muitas vezes fazemos sem dar conta e quando damos por nós estamos a tocar air guitar ou drums? E as músicas que dão pica? Aquelas que até parece que dão força às pernas para correr? Eu tenho milhares dessas. São tantas as coisas que a música ou a travessia pelo paredão de Cascais me proporcionam que ficaria aqui horas a escrever. Correr afinal não é assim tão mau. Plus, it keeps me in shape, o que é óptimo pois estava mesmo a precisar. Esta vida sedentária com pouco movimento e desporto, aliado à minha alimentação fantástica (espero que percebam que estou a ser sarcástico),  estava a dar cabo da minha mente e corpo. Enfim, como podem ver existem mil benesses que tenho retirado desta vida activa que implementei desde finais de Setembro e que pretendo manter. Faz de mim um homem rapaz são, mais leve, muito menos complicado ou problemático e com mais qualquer coisa para escrever aqui no blog, mesmo que seja totalmente idiota ou demasiado pessoal para alguém se interessar.

Wednesday, January 06, 2010

João Só e os Abandonados



Cumpro aqui a promessa que fiz a um amigo, que só adiei porque quis ouvir o álbum umas quantas vezes antes de fazer o meu comentário. Embora, como tenha referido, esteja a cumprir uma promessa, este comentário seria eventualmente escrito. Ao dia que passa, torna-se mais dificil "ignorar" (e digo isto não no sentido pejorativo)  o João e os seus Abandonados. Estão em todo o lado. Pudera... desde os tempos de PB e os Emprestados, João Pinto Basto manteve-se igual a si mesmo. Alma Pop-Rock, letras com aquele toque oriundo das histórias boy meets girl, influências de Rui Veloso, Jorge Palma, Sérgio Godinho e principalmente dos Beatles (a sua maior referência pessoal/artística). Agora com a sua nova banda composta por António Fontes, Paulo Jesus, Zé Preguiça e Nuno Canina (da esquerda para a direita tendo por referência a fotografia) lançou este ano o seu primeiro álbum homónimo. É fácil de ouvir, com onze faixas melódicas e obviamente comerciais, mas de bom gosto. O seu primeiro single, Meu Bem, teve algum protagonismo nas rádios e MTV Portugal, embora não conste no meu Top 3 temas do CD. Cresce e Desaparece (música "emprestada" da sua carreira musical antes dos Abandonados), Anda Daí e o mais que evidente A Marte são a meu ver os temas que me levam a ouvir o álbum em casa e no carro.A popularidade da banda têm sido crescente, tendo já bastantes concertos no seu portefólio, incluindo uma presença no festival SuperBock em Stock 2009. Além dos temas gravados para o álbum, têm dois singles acústicos que gravaram (e filmaram) para a época natalícia sendo eles, Natal em Branco (um tema de que gosto bastante) e A Todos Um Bom Natal.
É sem dúvida um prazer ver alguém como o João singrar neste meio que é altamente competitivo. Embora não se defina como um grande instrumentista ou cantor, mas sim compositor, é na música que encontra a sua grande paixão. Possuidor de um bom gosto musical e uma enorme vontade de ter sucesso, (bem como o resto da banda, pelo menos assim diz o João) podemos certamente esperar mais surpresas de João Só e os Abandonados.

25 de Maio 2010 na Aula Magna...


... X(X) marks the spot !



(mais info aqui)


Tuesday, January 05, 2010

Call me what?


CALLmeKat

Esta rapariga proveniente da Dinamarca é uma daquelas descobertas no mínimo interessantes. Ouvi-a pela primeira vez no concerto das Au Revoir Simone, na Union Chappel em Londres. CALLmeKat juntamente com outro grupo, Alessi's Ark, abriram o espectáculo. Apenas com um sintetizador em palco, foi possível para a audiência ter uma amostra daquilo que me pareceu uma fusão de Au Revoir Simone com Cat Power. Quando cheguei a Portugal fiz alguma pesquisa dela, mas visto que ainda é bastante desconhecida, não tinha acesso a muito mais além do myspace. Hoje, já se encontra disponível e de fácil acesso, o álbum dela intitulado Fall Down (2008). Não digo que é fantástico nem prometo que gostem, apenas digo que considero esta artista um bocado de fresh air.






The NY Times em grande...



Um projecto do jornal americano The New York Times intitulado T Screen Test Films, onde basicamente temos entrevistas feitas a celebridades, conduzidas por Lynn Hirschberg, uma das responsáveis pela The New York Times Style Magazine (revista que vem "anexada" ao jornal).

De todas personalidades entrevistadas (das quais vocês terão acesso a todas se acederem ao link para verem o vídeo directamente do YouTube ou na hiperligação que coloquei ali na "intro"), achei por bem começar pelo Joseph Gordon-Levitt. Não por ser a primeira entrevista deste projecto, nem pelo facto de ter ficado impressionado com o último (super) filme que vi, (500) Days of Summer, no qual ele protagoniza. Decidi colocar a entrevista deste miúdo simplesmente...
...porque ele é um actor do caraças!!


Sunday, January 03, 2010

A começar bem 2010...

... com mais um shot at the buzzer !


Expectativas Altas...


...defraudadas...




















À esquerda temos o poster para o filme The Invention of Lying (2009) realizado em par por Ricky Gervais e Mathew Robinson. O filme tem uma premissa bastante interessante. A história parece ser original e divertida. Gervais além de realizar e protagonizar, também escreveu o argumento, algo que a meu ver suscita logo imenso interesse... afinal de contas, estamos a falar do mesmo autor responsável por duas das séries televisivas mais originais e divertidas de sempre (The Office / Extras). O o filme começa bem mas com o decorrer do tempo parece que acabam por se desleixar. A narrativa perde um bocado interesse, as decisões tomadas são as mais fáceis e previsíveis, banalizando por completo este trabalho. O elenco é "simpático" com algumas personalidades de que gosto bastante como Rob Lowe (hilariante), Johan Hill, Tina Fey, Jeffrey Tambor e o interesse romântico do protagonista, a lindíssima Jennifer Garner... mas é nos cameos que encontramos as maiores surpresas e momentos de diversão (óbvio que não vou denunciar quem são os actores que contribuem). O filme prometia imenso, o trailer deixa água na boca e apesar de ter passado um serão agradável, não posso dizer que esta longa-metragem esteja além do razoável.

À direita, temos o aguardado drama do realizador Nick Cassavettes, responsável por uma outra adaptação de um livro que se tornou um sucesso comercial cinematográfico (The Notebook). O filme chama-se My Sister's Keeper (2009) e é baseado num best-seller de Jeremy Leven com o mesmo nome. Achei o filme um fracasso tendo em conta as minhas expectativas. As cenas dramáticas são demasiadas, todas elas a puxar pela lágrima que no meu caso não surgiram porque achei tudo demasiado forçado. A representação a meu ver ficou muito aquém do que esperava. Via neste filme uma oportunidade para Cameron Diaz se revelar como actriz mas confirmou apenas o facto de que, embora tenha alguma qualidade, não tem o estofo das grandes actrizes. Personagens carismáticas para mim só as que foram desempenhadas por Jason Patric e Alec Baldwin, num filme onde tudo foi trabalhado para "amar-mos" até à exaustão quase todas as personagens envolvidas. Don't get me wrong... eu sou fã de filmes lamechas. A sério que sou. Mas é preciso haver alguma perícia in the making e penso que aqui não é o caso. Fiquei extremamente desiludido porque criei expectativas altas pelo trailer, elenco e muito também pela Cameron Diaz que esperava uma performance reveladora. Enfim... secalhar fica para uma próxima.

Revelação

Uma das minhas descobertas com a banda sonora do filme (500) Days of Summer















                       Regina Spektor - Hero                                                                                                                                                                                                                         Regina Spektor - Us

Thursday, December 31, 2009

Está na hora de "fechar a loja"...

O tema só por si diz tudo... é assim que dou final a este 2009...

BOM ANO A TODOS!!


Best Of 2009 - do meu ponto de vista....

O ano está a chegar ao fim e parece que toda gente está a fazer um Best Of 2009. As áreas são extensas, as sugestões são muitas, toda gente opina! Não vejo razão para que também não possa partilhar aqui no blog o meu Best Of nos campos que mais gosto: cinema e música.
Tomem nota que existem vários filmes e albuns que tenho referenciados como potenciais candidatos para esta lista, mas visto que não tive oportunidade de ver/ouvir, esta compilação terá apenas em conta aquilo que é do meu conhecimento...
Comecemos...

TOP 12 FILMES (sem ordem prevista depois  do top 3):
     


  1. Hurt Locker
  2. Inglorious Basterds
  3. (500) Days of Summer

    * Away We Go
    * Zombieland
    * Tetro
    * Adventureland
    * Moon
    * Up
    * District 9
    * Hangover
    * Star Trek

(ainda não vi filmes (candidatos) como: Up in The Air, Invictus, A Single Man, Precious, A Serious Man, The Messengers...)
 

 TOP 12 ÁLBUNS (sem ordem prevista)
  • Phoenix - Wolfgang Amadeus Mozart
  • We Were Promised Jetpacks - These Four Walls
  • (500) Days of Summer - Soundtrack
  • Away We Go - Soundtrack
  • Florence + The Machine - Lungs
  • Au Revoir Simone - Still Night, Still Lights
  • Snow Patrol - Up to Now
  • Vários - Dark Was The Night
  • David Fonseca - Between Waves (artista tuga que mais senti crescer e produzir trabalho significativo. ainda estou para ouvir legendary tiger man)
  • The XX - XX
  • The Derek Trucks Band - Already Free
  • Yo La Tengo - Popular Songs
(há muitos álbuns de 2009 que ainda não tive oportunidade de ouvir. Tomar em conta que ouço discografias com muitos anos... - justificar-me para o ar faz-me sentir ridículo)

    Bank Heist (Why Don't You Let Me Stay Here?)




    Terceiro e último vídeo relacionado com o filme (500) Days of Summer que provavelmente irei por (pelo menos este ano haha) no blog. A música é do grupo She & Him composto pela própria Zooey Dechanel (uma das protagonistas do filme e do videoclip) e M. Ward. O videoclip é um assalto ao banco, executado por Joseph Gordon-Levitt em forma de musical. O vídeo foi feito (a meu ver) com três propósitos:

    1º Diversão. É simplesmente fabuloso quando se juntam artistas de qualidade com disponibilidade e um óptimo estado de espírito para alinhar nestes mini projectos.
    2º Marketing. Ajuda a promoção do filme.
    3º Conciliação de propósitos. Zooey Dechanel acabou de ganhar um teledisco (odeio o termo) bem elaborado para uma malha da sua banda que certamente será popular dado o sucesso do filme e a participação de Gordon-Levitt.

    Acho que, tal como o filme, este clip apresenta material fresco. O tema cantado Why Don't You Let Me Stay Here? é interessante! She & Him ganharam mais um fã. Por fim, ver o "casal" representar é sempre um prazer. Vale apena!

    Wednesday, December 30, 2009

    N.B.A - Best of 2009




    Sid & Nancy





    No seguimento dos meus posts relativamente ao filme (500) Days of Summer, surge este vídeo que basicamente consiste na recreação de uma cena do filme Sid and Nancy (1986), filme este que retrata a relação problemática amorosa entre Sid Vicius, o baixista e ícone da banda punk Sex Pistols e Nancy Spungen uma conhecida grupie do grupo (grupie... grupo... não soa lá muito bem). Zooey Dechanel e Joseph Gordon-Levitt, mais uma vez como um casal on-screen fazem esta maravilhosa sátira que complementa o seu trabalho no filme (500) Days of Summer, onde fazem referência à relação entre Sid e Nancy, comparando a sua própria relação com a dele. Certamente esta curta fará sentido para quem viu o filme...

    São Australianos...

    e chamam-se The Temper Trap ...



    Tuesday, December 29, 2009

    A Banda Sonora: (500) Days of Summer




    ALINHAMENTO

    1. Story Of Boy Meets Girl (intro)
    2. Regina Spektor - Us
    3. The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out
    4. The Black Lips - Bad Kids
    5. The Smiths - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
    6. Doves - There Goes The Fear
    7. Hall & Oates - You Make My Dreams
    8. The Temper Trap - Sweet Disposition
    9. Carla Bruni - Quelqu'un M'a Dit
    10. Feist - Mushaboom
    11. Regina Spektor - Hero
    12. Simon and Garfunkel - Bookends
    13. Wolfmother - Vagabond
    14. Mumm-ra - She's Got You High
    15. Meaghan Smith - Here Comes Your Man
    16. She & Him - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want

    (500) Days of Summer

    Aviso: post enorme...






    "This is a story of boy meets girl. The boy, Tom Hanson of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day hemet "the one." This belief stemmed from early exposure to sad British pop music and a total misreading of the movie 'The Graduate'. The girl, Summer Finn of Chennicok, Michigan, did not share this belief. Since the disintegration of her parents' marriage, she'd only loved two things; The first was her long, dark hair. The second was how easily she could cut it off, and feel nothing. Tom meets Summer on January eighth. He knows, almost immediately, she is who he's been searching for. This is a story of boy meets girl, but you should know upfront... This is not a love story."

    Depois de uma mensagem muito engraçada do realizador para a audiência, assim começa o filme com o texto acima descrito lido pelo narrador, com um genérico fantástico acompanhado por uma malha de Regina Spektor intitulada Us. Um começo fortíssimo. Assim já eu previa. Não tinha sequer visto o filme, e já escrevera sobre ele, recomendado até e tinha certezas de que se iria tornar instantaneamente um dos meus favoritos. Por várias razões:

    porque o filme conta com dois actores de que gosto bastante e que já tinha visto trabalharem juntos num outro filme independente chamado Manic (2001) - logo, casting aprovadíssimo!

    porque um desses actores, é o Joseph Gordon-Levitt, um dos meus favoritos! Conhecido para a maioria dos portugueses pelo seu papel na série televisiva Third Rock from The Sun (1996 - 2001) ou 10 Things I Hate About You (1999) Gordon-Levitt tornou-se sem dúvida um dos melhores da sua geração. Muito deveu-se à sua escolha de consciência em apenas dedicar-se a filmes de grande qualidade. Assim o fez! Com participações em vários filmes independentes aclamados pela critica como Manic (2001), Mysterious Skin (2004), Brick (2005), The Lookout (2007), destacou-se sempre pelas suas maravilhosas interpretações e rapidamente ganhou estatuto de estrela pelo seu carisma, sua qualidade e bom gosto.

    Porque o trailer dá grande indícios de qualidade, e embora já tenha mencionado antes que nunca devemos avaliar um filme pelo trailer, acho que não faz mal nenhum criar alguma expectativa por vezes, principalmente quando existem mil factores que jogam a seu favor.

    A critica foi inacreditável! Muito bem recebido no Sundance Festival 09, bem como outros festivais. No IMDb têm uma pontuação fantástica de 8.1 (ocupando um lugar nos melhores 250 de sempre)

    Obstante dos factos mencionados, durante o decorrer do filme foi dada a "prova comprovada" (para citar o meu amigo João Só) de que estava perante uma longa-metragem toda ela original e bem concebida. Trabalho que marca a estreia do realizador Marc Webb, (500) Days of Summer (2009) conta a história de Tom Hansen (desempenhado pelo Joseph Gordon-Levitt) que se apaixona por uma rapariga chamada Summer (Zooey Deschanel em muito bom plano). A linha narrativa do filme não é linear, pois andamos aos saltos de periodos iniciais a periodos mais avançados da relação entre ambas as personagens principais, relação essa que parece ter alguns problemas, infelizmente para Tom que é descrito como um eterno apaixonado. Recheado de momentos humorísticos, fortes interpretações, uma realização que puxa por um argumento bem escrito e fresco com diálogos interessantes, tornam (500) Days of Summer uma referencia cinematográfica contemporânea que certamente perdurará pelo tempo fora.

    Ah! Outra coisa que adorei! As referências de cultura popular e musical, que são mais que muitas... Knight Rider, Belle and Sebastian, The Smiths, a discussão sobre qual o "melhor" Beatle...

    Quando acabei de ver o filme, fiz todo o tipo de pesquisa para angariar informação, material, curiosidades, etc. e dei conta de mil coisas que gostaria de por aqui no blog e que provavelmente o farei mas em post's diferentes. Curtas-metragens, videoclips, wallpapers, alinhamento da banda-sonora, artistas que esta me deu a conhecer... enfim.

    Aqueles que me conhecem e que lêem o blog facilmente conseguem deduzir que as minhas duas grandes paixões (além do Benfica) são o cinema e a música. E quando existe uma perfeita combinação de ambas é simplesmente o Céu para mim. Este filme proporcionou-me isso mesmo. A banda-sonora, a meu ver, consegue estar ao mesmo nível do alinhamento escolhido por Zach Braff para o filme Garden State (2004), tido em conta como das melhores soundtracks já feitas para um filme. É impressionante o bom gosto presente nesta compilação que mistura géneros e gerações musicais, o conhecido e o desconhecido! Temos por exemplo Regina Spektor e Temper Trap (que não conhecia e hoje sou fã), passando pelos The Smiths, Feist, Simon & Garfunkel e até um tema francês cantado por Carla Bruni (ponho as mãos no fogo que foi por influência de Gordon-Levitt que é grande aficionado da cultura francesa, até porque foi uma especialidade que estudou durante a sua pausa da vida de actor).
    Tenho pena ter adiado tanto este filme para o ver. Já o tinha em minha posse à uns meses e inclusive tive a oportunidade de o ver numa "sala de cinema" no Estoril Film Festival 09 no Centro de Congressos do Estoril, mas acabei por priorizar filmes mais antigos que tinha. Além disso permanecia a dúvida: até que ponto não seria melhor ver sozinho? Ás vezes preciso desses momentos para mergulhar no filme sem correr o risco de ter a minha atenção desviada. Não sei como teria sido, mas por ter visto o filme ontem fico com aquela sensação que descobri a pólvora... tarde de mais...





    Monday, December 28, 2009

    IDIOTAS!




    (imagem ilustrativa da tela durante o intervalo no filme Sherlock Holmes)

    o intervalo só por si é uma coisa que me irrita...  quando se armam em engraçadinhos então...
    Agora imaginem uma sala cheia... abafada (porque como ficou comprovado que são uns otários, calculei que não saibam ligar um ar condicionado) onde pouco a pouco as pessoas começam a sair deslocando-se ao balcão das pipocas na procura de comer qualquer coisa, ou mais importante naquela noite, beber qualquer coisa. A verdade é que as pessoas sairam da sala apenas para descobrir que não estava ninguém a trabalhar no balcão. Que sentido faz fazerem um intervalo sem o intuito de vender? Ainda por cima nesta época e com salas cheias!! Estarão a gozar connosco? Mais valia em vez da graçola "Ora bolas!" porem um "Chupem!!"

    "Elementar meu caro Watson..."




    Primeiro quero começar por escrever (antes de fazer uma abordagem concreta ao filme) que foi um pesadelo para conseguir reservas para o Sherlock Holmes (2009). Nunca tive eu tantas dificuldades em conseguir um lugar decente numa sala de cinema. Com uma hora e meia de antecedência no dia 26 para a sessão das 21.30 quase que se riram na minha cara quando tentei comprar bilhetes. De seguida tentei no Beloura Shopping para a mesma hora e quando me deram a mesma resposta tentei a sessão da meia-noite. Já estava esgotadissimo. Dia 27... lição aprendida, portanto, vamos lá telefonar bastante mais cedo para tentar reservar lugares. Cascais Shopping mais uma vez LOTADO! Beloura Shopping... tinha lugares decentes! FINALMENTE! Fiz a reserva para a sessão das 21.30,o que implicava estar no local para levantar os bilhetes meia-hora antes. Enquanto não estava na hora decidi ir à Fnac comprar uns dvd's para fazer tempo. Entretanto combinamos todos encontrar-nos à mesma hora na Beloura para no caso de alguém se atrasar, termos mais alguém com a possibilidade de os levantar. Qual quê... atrasámos-nos todos, a reserva caiu e ficámos sem bilhetes. Sala esgotada outra vez! Irritado, deixei-me ficar pelo Cascais Shopping onde assegurei os bilhetes para a sessão da meia-noite. Enfim... não queria deixar passar mais um dia sem ver o detective mais famoso do mundo.

    O filme têm vários pontos interessantes que despertavam em mim uma enorme curiosidade para o ver. Para começar, podemos deduzir logo desde o inicio que este será um trabalho completamente diferente do que Guy Ritchie nos habituou. Não via ali grande margem de manobra para termos uma história com repartição de protagonismo entre várias personagens, todas elas diferentes mas com um elo de ligação que acaba por se identificar como o núcleo duro do filme. Reparem que grande maioria dos seus trabalhos (ex: Lock Stock and Two Smoking Barrels; Snatch; RockNRolla) têm o mesmo formato. O trailer demonstra um filme com bastante acção e com um Sherlock Holmes diferente da visão que o habitual português costuma ter. Não é o cavalheiro tipicamente britânico, de chapéuzinho de caça, sobretudo bege, cachimbo na boca e lupa na mão que visualizamos na nossa cabeça. Nada disso! Este Sherlock Holmes é aquele que é retratado nos livros, um herói cheio de virtudes e defeitos. Inteligência, grande poder de dedução e observação são algumas das suas maiores características mas não só. A sua capacidade e qualidade enquanto lutador está ao mais alto nível. Carismático, mulherengo, por vezes arrogante e com um excelente sentido de humor... definem Holmes como uma personagem altamente desenvolvida e interessante. Quem melhor que Robert Downey Jr. para o desempenhar ? É de facto mais um papel fantástico por parte deste magnifico actor, de que tanto gosto e acompanho. Watson, representado por Jude Law, também merece fortes elogios, embora não estando ao mesmo nível que Downey Jr. (ele é sem dúvida o grande centro das atenções). No entanto, a química estabelecida entre os dois é notável, sendo que podemos denotar que puxam um pelo outro. Rachel McAdams assenta bem no papel, mas no que toca à sua relação com Holmes, parece não haver ali grande chama. Intencional ou não, foi uma das coisas que não me saiu do cabeça. O ponto fraco para mim deste filme passa mesmo pelo vilão, o Lord Blackwood. Desempenhado pelo actor Mark Strong, achei que esta personagem estava lá apenas para cumprir um papel sem grande relevância que por mim foi encarado com grande indiferença. Não achei que desse algum contributo valioso ao filme e sinceramente achei que deveria estar um bocado mais à altura dos dois protagonistas. Enfim... é fácil para nós afirmar que o filme vive da dupla heróica (principalmente de Robert Downey Jr. - i can't stress this enough). Muitos dizem que a realização é um bocado exagerada, cheia de falhas e com um guião fraco. Discordo! Gostei bastante do plot e dos diálogos. São acessíveis, divertidos e fluidos. A acção e todos os seus componentes (explosões, perseguições, cenas de luta, etc.) acrescentam ao filme uma dinâmica muito positiva aliado ao factor entretenimento. Além disso, é muito engraçado vermos retratado uma cidade de Londres antes da sua ponte estar concluída bem como vermos mencionadas algumas "invenções" correntes dos nossos dias, quase implicadas como frutos da pesquisa do senhor Holmes.


    Sunday, December 27, 2009

    RTP 2 é um Pai Natal à maneira
























       
    (À esquerda) Bird (1988), realizado por Clint Eastwood                                                                                    
    (À direita) Round Midnight (1986), realizado por Bertrand Tavernier       



    Um dia após o Natal, a RTP 2 não deixa de presentear a sua audiência com primor! Foi uma surpresa bastante agradável chegar a casa por volta das duas da manhã e ver a minha mãe ainda acordada na sala a ver um filme. Perguntei qual era, ao qual me responde: Round Midnight ! Fiquei com vontade de me juntar à sessão, mas dado que já tinha comecado à um tempo não o quis apanhar a meio. Pelo meio da troca de comentários, a minha mãe acrescenta algo que ainda me deixou mais surpreendido:
    "... e antes deu o Bird..."
    Ok! Recapitulando... Portanto está a dar o Round Midnight (1986), um dos filmes mais emblemáticos ligados ao Jazz com uma interpretação fantástica do grande Dexter Gordon e, como se não bastasse, antes ainda deu Bird (1988), filme realizado pelo Clint Eastwood que relata a história de um dos melhores músicos de sempre, o extraordinário Charlie Parker (desempenhado por Forest Whitaker)! Seriously? "Sorte premeia aqueles que a procuram", sempre ouvi dizer! Que sorte para aqueles que estavam sintonizados na RTP2, estação completamente ofuscada por "tudo e mais um par de botas". Embora "fora de horas", não deixa de ser significativo a sessão-dupla proporcionada para os amantes de cinema e boa música, que certamente terão dado conta dos filmes fantásticos que estavam a ver.

    Saturday, December 26, 2009

    Na ressaca natalicia...

    ... apercebo-me que reinaram os nossos desejos mais íntimos independentemente das consequências serem positivas ou negativas. Mesmo quando parecia que as coisas estavam destinadas para não acontecer, eis que algo, vindo sabe-se lá de onde, carregou-nos para os lugares onde mais queríamos estar.

    Thursday, December 24, 2009