... The Black Kids !
Tuesday, March 09, 2010
Lovely Day !
Já não me lembrava do dia em que sol brilhava intensamente em Cascais.
Hoje festejamos!
it's a lovely day
DJ Jazzy Jeff & The Fresh Prince (Will Smith) - Lovely Daze
Monday, March 08, 2010
Complemento...
... ao que foi escrito/dito por mim sobre os Oscars!
Escrito por João Lopes, retirado do blog sound + vision
J.L.: O regresso às 10 nomeações para melhor filme (não acontecia desde 1943, quando ganhou Casablanca) decorre menos dos filmes e mais da... televisão. Ou melhor: face ao descréscimo regular das audiências da cerimónia dos Oscars, em Hollywood prevaleceu a noção segundo a qual era preciso "encaixar" alguns grandes sucessos de bilheteira nos nomeados para garantir mais telespectadores. É uma visão porventura pertinente, mas limitada: genericamente, as "novas" audiências têm muito pouco (ou nenhum) espírito cinéfilo e são estranhas ao imaginário clássico que sustenta os Oscars e as suas componentes artísticas, industriais e até afectivas. Neste contexto, o vencedor "obrigatório" é Avatar, quanto mais não seja porque, em tempos de crise, Hollywood não se pode dar ao luxo de ignorar um filme que, de facto, conseguiu um relançamento comercial do cinema como fenómeno de massas. Premiar Estado de Guerra seria consagrar a dimensão humanista de Hollywood, de John Ford a Sam Peckinpah. Mas quem se lembra de Ford? E quem viu Peckinpah para além de um ou outro fragmento no YouTube? Seja como for, aconteça o que acontecer, é um grande teste simbólico e os Oscars de 2010 podem ficar como um marco na história digital do cinema.
"Oscars 2010" : Fez-se Justiça
Ontem na cerimónia dos Oscars, depois de muita especulação, fez-se justiça. Prevaleceu a arte do cinema e todos os seus componentes mais relevantes em prol dos mecanismos proporcionados pela a tecnologia avançada, área esta dominada sem contestação pelo filme Avatar (2009) de James Cameron. Houve de facto muita discussão relativamente a quem deveria ganhar a estatueta, sendo que a grande maioria - ou melhor a "massa popular" - apontava Avatar como o grande favorito. From the get go nunca percebi o porquê disto. Achei que era demasiado evidente que a obra que levou 13 anos a fazer apresenta-se bastantes lacunas, que eventualmente fariam que o filme não tivesse argumentos suficientes para ganhar o respeito e estatuto que uma obra merecedora de Oscar deveria ter. No entanto, após a entrega dos Globos de Ouro fiquei com a sensação que havia esse risco de um filme como o Hurt Locker (2009) ficar por terra por causa de uma longa-metragem onde claramente os seus trunfos residem na parte técnica. Don't get me wrong! Gostei bastante do Avatar, mas pela experiência cinematográfica que foi. Estou totalmente de acordo que é um trabalho que certamente será um marco for the ages pelo o investimento e trabalho depositado, bem como pelos recordes que bateu, porém, pouco mais valerá além disso. Nunca... MAS NUNCA (!) um filme com uma história fraquissíma e batida, com diálogos de meter dó, sem qualquer tipo de representação acima da média (por parte de um elenco que até é bom) pode ser considerado FAVORITO a um Oscar. Predominam os "efeitos especiais/imagens3D/Bonecos Virtuais" abdicando por completo de uma linha narrativa que ofereça algum estimulo ao espectador, que facilmente se deixa encantar pelo mundo fabuloso que James Cameron criou na sua mente. Dou-lhe o devido mérito nesse campo, pois creio que existem poucas pessoas com essa capacidade criativa. Mas será suficiente para lhe conferir um lugar nos melhores filmes de sempre?
Um exemplo que me vem à memória (que poderá ser parvo e até mal fundamentado, but that's what i got right now) por causa desta questão, bem como os componentes tecnológicos e o nível de criatividade é a saga Star Wars de George Lucas. Têm noção que o primeiro filme desta saga foi feito em 1977? Onde os recursos tecnológicos e financeiros escasseavam comparativamente aos dias de hoje ? E já tomaram em conta o elenco? A história ? O mundo proveniente da cabecinha genial do Sr. Lucas? Mas foi o Star Wars vencedor de algum Oscar além do campo técnico? Não! Claro que o trabalho foi reconhecido com nomeações e a concorrência era temível na época, mas o que quero provar com este ponto é que a fusão de todos os elementos que fazem um filme, é que lhe conferem o estatuto de culto e o selo de qualidade que o tornam intemporal e um potencial candidato a um prémio desta dimensão, e hoje em dia, temos um filme como o Avatar, a anos de luz de Star Wars, que basicamente vive à pala de "computadores" para ser considerado como um favorito. Não faz sentido na minha cabeça e pelos vistos também não deve ter feito no painel de júris da Academia, que acabam com a noite de ontem de restaurar a minha fé no sistema e no bom discernimento desta cerimónia.
Peço desculpa aos que depositavam esperanças nos "bonequinhos azuis", mas tenho-vos a dizer que precisam de trabalhar para eventualmente ganhar some perspective relativamente ao que é o cinema e desenvolverem uma maior capacidade de bom senso, porque no que toca a este assunto, esteve-vos em falta. Sei que estarei porventura a ser um pouco bruto e arrogante nas minhas insinuações, mas defendo vincadamente esta opinião em particular por-me estar entalada à séculos. Precisava apenas da confirmação da Academia para obter uma lufada de ar fresco e não pensar que tinha tudo perdido a cabeça. Vocês certamente conhecem essa sensação... de ouvir conversas ou lerem opiniões de pessoas que aparentemente só mandam "bitates" acerca de tópicos que na verdade nada sabem. É complicado abster-em-se por vezes, certo? Difícil evitar fazer correcções ou de "atirar" pontos-chave para cima da mesa de forma a talvez proporcionar uma outra linha de raciocínio...
Pois bem, é exactamente o que aqui estou a fazer para todos os que na eminência de assistirem à entrega dos Oscars terem achado um ultraje o Hurt Locker e a sua realizadora terem levado o prémio para casa.
Não foi por acaso que no meu post, onde revelei as minhas escolhas cinematográficas e musicais de 2009, coloquei o Hurt Locker como melhor filme do ano, sem sequer imaginar para que categorias seria nomeado em eventos como os Oscars, BAFTAS, Golden Globes, etc. É de facto uma obra de arte manuseada com excelência por parte de uma realizadora que até então apresentara um "currículo" interessante mas longe do patamar estabelecido com este seu último filme. Desde a história e a sua abordagem, à realização, diálogos, direcção de actores e a suas respectivas (impressionantes) representações o filme roçou a perfeição! Jeremy Renner, então desconhecido para mim, cativou-me desde o seu primeiro minuto no ecrã e Anthony Mackie apenas comprovou a opinião que já tivera formulado sobre ele. É sem sombra para dúvidas um excelentissimo actor que apenas peca pelas participações em alguns filmes de fraca qualidade. Se é má gestão de carreira ou falta de oportunidades, não sei... mas que neste filme demonstra o seu valor... ai isso demonstra! Mesmo na parte técnica (Efeitos especiais, som, etc) apresentou-se em muito boa forma, tendo inclusive ganho em algumas destas categorias. Fico feliz por este filme ter obtido o seu devido reconhecimento, que mesmo lutando contra "a frequência com que o tema Iraque é discutido e representado em filmes", consegue demonstrar uma forma fresca e original de efectuar uma abordagem sem precedentes.
Relativamente às outras categorias de maior destaque, posso dizer que na minha óptica não houve surpresas além do Oscar para Melhor Filme Estrangeiro. Sem ter visto nenhum dos candidatos, não posso opinar de forma precisa, porém, tinha a ideia de que o vencedor da noite seria Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte (2009) - O Laço Branco em português - de Michael Haneke. Tal não aconteceu, tendo a estatueta ido para a Argentina, pelo filme El Secreto de Sus Ojos (2009) de Juan José Campanella.
Para uma apreciação mais geral de alguns dos vencedores da madrugada de Segunda-Feira, podem ver o meu post sobre os Golden Globes que basicamente consistem nos mesmos nomeados e vencedores.
Sunday, March 07, 2010
Festival da Canção
Conhecida a vencedora da 43º edição do Festival RTP da Canção, aproveito a "frescura" do tema para deixar algo que não há muito tempo veio ao meu conhecimento. Uma bela tarde tinha eu ido visitar o meu Pai e quando me sentei na sala reparei que a minha madrasta estava a ver um apanhado de vários anos do Festival. Imagens quase arcaicas de que eu naturalmente não me recordo, até porque muito se passou e eu nem era nascido. Sem ter um real interesse no festival, não consegui evitar por vezes de me concentrar na televisão para ouvir alguns dos seus concorrentes. E eis que vejo um fulano, para mim anónimo mas conhecido na época, subir ao palco para cantar um tema chamado Cidade Alheia. Cantado em 1972 por Duarte Mendes, este tema ficou-me instantaneamente na retina e tomei logo nota no meu telemóvel para mais tarde procurar em casa. E assim aconteceu...
Apresento-vos o vídeo (arquivo da RTP) com uma interpretação aliada a uma mega orquestra com arranjos de grande primor, uma letra tão "intensamente Portuguesa" e uma voz que embora não seja fabulosa, cai bem no ouvido.
Saturday, March 06, 2010
Thom "Baladeiro" Yorke
Radiohead é inquestionavelmente um dos meus grupos de eleição desde que me lembro. Este quinteto britânico é de facto uma força avassaladora quando "trabalha" em conjunto, visto que têm nos seus cinco músicos qualidades, atributos e maneirismos que se complementam e criam um impacto artístico fluido, genuíno e acima de tudo, de grande riqueza. A voz de Thom Yorke, que varia de quente para fria, de tons curtos a prolongados é incrivelmente acertada para quase todo o tipo de música que os Radiohead queiram tocar. É também um dotado compositor e um líder que se apresenta como a imagem do grupo. Os irmãos Greenwood tocam de olhos fechado. Jonny, o mais novo dos "maninhos" é um mestre na guitarra e um excelente compositor, while on the other hand Colin, primariamente conhecido por tocar o baixo, é um músico enquadrado na perfeição à realidade do grupo. Por fim temos Phil Selway, baterista por excelência e Ed O'brien, outro super-guitarrista, também ele com uma mente virada para a composição lírica. É curioso denotar que muitos dos membros deste grupo colaboram no processo criativo que é compor canções, oferecendo ideias/conceitos/histórias singulares e apreciadas no "mundo Radiohead".
Mas enquanto aqui escrevo sobre o fantástico que o grupo é, muito pelo facto da fusão perfeita de componentes individuais, gostaria de incidir sob a magia que é inerente ao vocalista Thom Yorke, que no tema que aqui vou colocar, demonstra a sua aptidão para colocar "fogo e gelo" numa das baladas mais bonitas que ouvi.
True Love Waits transporta às suas costas, amantes de todo o mundo que se cruzam num ponto onde a crença na vitória do "amor verdadeiro" sobre qualquer inimigo é uma verdade única, absoluta e universal. Não virar as costas a um dom como o amor é um pedido feito de corpo e alma. Embora possa parecer o óbvio a fazer, muitas vezes as pessoas vêem-se forçadas a tomar tal atitude por falta de esperança ou esgotamento físico, psicológico e até espiritual imposto por uma relação que parece mais carregar "veneno" (sendo este veneno diferente, mediante as situações e as suas respectivas variáveis). However, identifico uma simbologia que só se deve à minha leitura optimista e romântica (sim, porque quando tratamos de uma música destas e do que ela evoca, é impossível contornar o tema romantismo, por mais que as pessoas queiram evitar revelar um lado mais sensível), e sinto estar a transbordar por todos os meus poros um suor de nervosismo, uma inquietação que se instala por todo o meu corpo e recordo-me...
Surgem as mais ínfimas memórias do que já tive e do que ambiciono ter. Uma luz ao fim do túnel , que quase consigo tocar. Já esteve mais perto, mas que mesmo assim não deixo de desejar cravar com "unhas e dentes". Porque a travessia para o meu "Santo Graal", embora recheada de adversidades, sem certezas, sem garantias, num tempo incerto onde ao dia que passa, parece querer afastar-me dos meus desejos, não deixa de ser aquilo que mais quero e como tal, não sendo eu alguém que baixa os braços, luto com aquilo que tenho. Música é uma das minhas ferramentas e esta serve bem esse propósito. Motiva e lembra que o verdadeiro amor, espera!
Surgem as mais ínfimas memórias do que já tive e do que ambiciono ter. Uma luz ao fim do túnel , que quase consigo tocar. Já esteve mais perto, mas que mesmo assim não deixo de desejar cravar com "unhas e dentes". Porque a travessia para o meu "Santo Graal", embora recheada de adversidades, sem certezas, sem garantias, num tempo incerto onde ao dia que passa, parece querer afastar-me dos meus desejos, não deixa de ser aquilo que mais quero e como tal, não sendo eu alguém que baixa os braços, luto com aquilo que tenho. Música é uma das minhas ferramentas e esta serve bem esse propósito. Motiva e lembra que o verdadeiro amor, espera!
Friday, March 05, 2010
Um tributo ao grande...
MARTIN SCORSESE
Queria deixar este post no minuto em que vi a homenagem em directo feita na cerimónia dos Golden Globes deste ano. Presentearam ao realizador um prémio de carreira complementada com uma montagem de alguns do trabalhos mais emblemáticos da sua carreira. Essa compilação demorou a ser colocada online e infelizmente não dava para incorporar em páginas web, porém, agora que vi o seu último trabalho (Shutter Island), decidi dar novamente uma "vista de olhos" na esperança de me deparar com esse tributo feito pelos responsáveis dos Globes, onde reuniram os seus dois meninos prodígio, De Niro e DiCaprio. Após uma breve but flattering introduction, seguiu-se o tal vídeo, que hoje consigo aqui partilhar para que possam reviver parte do portefólio cinematográfico deste ícone histórico da 7º Arte. Com uma selecção de músicas bastante apropriada, é na recta final da montagem com o tema Layla dos Derek & The Dominos (Banda em tempos do Eric Clapton) que fico completamente arrepiado pela fantástica junção de imagens e música. Terminamos depois com uma ovação por parte da audiência durante a subida ao palco do realizador, sob uma chuva enorme de aplausos. O discurso? Sentido, verdadeiro e memorável... see for yourselves...
Shutter Island (2010)
Um filme diferente do que o Sr. Martin Scorsese nos tem habituado, mas com a qualidade do costume. Baseado numa obra com o mesmo nome do autor Dennis Lehane, Shutter Island marca a quarta colaboração entre Scorcese e DiCaprio, parceria esta que tem sido sujeita a inúmeras comparações com o trabalho conjunto feito em tempos entre o realizador e o grande Robert DeNiro. Podemos quase dizer que houve uma passagem de testemunho entre duas gerações distintas que chegaram a "Marty" não só pelo seu talento, mas também pela personalidade e carisma. São de facto dois excelentes actores, ambos com carreiras invejáveis que espero ver contracenar um dia numa longa-metragem de um dos maiores mestres do cinema.
Nesta obra temos uma gripping story (quero evitar fazer sequer uma sinopse... trailer serve perfeitamente para o propósito), "socorrida" por um vasto elenco de prestigio com actores/actrizes como: Mark Rufallo, Sir Ben Kingsley, Michelle Williams, Max von Sydow, Patricia Clarkson, Emily Mortimer, Elias Koteas e Jackie Earle Haley, aliado a uma poderosa banda-sonora (!), temos uma obra que certamente irá puxar pela cabeça do espectador e mantê-lo agarrado à cadeira durante 138 (intensos) minutos. É de grande entretenimento, muitas vezes sem grande clareza para causar alguma desorientação.
Garanto-vos que Scorsese vai brincar com a vossa cabeça, jogar com os vossos sentidos e deixar-vos completamente perdidos. (D.M)
(a minha citação, caso fosse referenciada para classificar o filme)
Thursday, March 04, 2010
Socorro!
Acho que gosto de Jason Mraz!!!
Não há muito tempo, estava eu a ver a minha querida Blogotheque e eis que na página com os artistas que contribuíram para o site, encontro o Jason Mraz. Normalmente, não hesitaria em continuar o meu caminho sem sequer olhar para trás, mas naquele dia senti que algo tinha mudado. Uma enorme curiosidade tinha sido despertada e fruto disso... fui ver o vídeo do Jason. Quando digo que normalmente não teria interesse neste artista é porque nunca fui muito com a música dele. Sentia que era um gajo porreiro, daqueles que até vou com a cara dele, mas a música era demasiado pop e made for girls para o meu gosto, tendo por base um ou dois singles que passavam sistematicamente na rádio (um deles é um tema que ele canta com a Colbie chamado Lucky que simplesmente embirro e não consigo ouvir).
Pelas minhas travessias musicais deparei-me umas quantas vezes com a música de Mraz mas evitei sempre ouvir, no entanto, esta última vez em que cedi, houve uma influência de um episódio semelhante que eu tivera com John Mayer. Em tempos cataloguei-o de sensacionalista pop com letras da treta tipo Your Body is a Wonderland (música que ainda hoje odeio) e acabei por me sentir um belo de um atrasado mental ao reconhecer que de facto ele era um super músico com um leque de albuns e concertos ao vivo de grande calibre. Ou seja, se cometi o erro com o Mayer, poderia estar a cometer o mesmo erro com o Jason Mraz.
"Vi e Ouvi" uma bela de uma improvisação com uma senhora búlgara que tocava na ruas de Beaubourg (França) por dinheiro e fiquei absolutamente encantado. De tal forma estava em choque (in a positive way that is) que de imediato pus alguns dos seus álbuns a sacar. Acabei de ouvir o seu terceiro álbum, We Sing We Dance We Steal Things (2008) que deixou indicações muito positivas do que esperar de Mraz. Além de se tornar assente quem tem na sua voz um trunfo, é a sua combinação de melodias e géneros, passando pelo som da guitarra acústica combinada com soul, funk, uns scatzinhos e aquele mellow sound tão típico do ambiente laid back de praia/Verão que encontramos a verdadeira essência do artista.
Fica aqui o vídeo que me cativou, cortesia da Blogotheque...
Jarabe de Palo
Há uns anos atrás - não sei dizer quantos ao certo - ouvi no carro de um amigo meu uma música espanhola que me chamou logo à atenção. Perguntei o que estávamos a ouvir, ao que o meu amigo disse não saber, visto que o cd não era dele, mas sim de outro amigo nosso que recentemente chegara a Portugal de Barcelona para umas mini-férias. Não descansei até saber que música tinha sido "importada" de Espanha por este nosso amigo comum, que por sinal até apresenta um gosto bastante razoável no que toca a música. Tentei decifrar o que percebia da letra na altura e apliquei o velho truque do "por partes da letra no google e esperar que alguma coisa aconteça". E... assim aconteceu. Descobrira que se tratava de um grupo espanhol chamado Jarabe de Palo, liderado por Pau Donés. Instiguei sobre a música que tanto mexera comigo para apenas descobrir que esta versão acústica encontrava-se escondida algures, estando apenas disponível a versão de estúdio, que embora interessante, não conseguia compensar pela ausência de magia e principalmente aquele clímax final de uma versão carregada de grande simplicidade, mas de maior beleza.
Tendo eu recentemente chegado de Espanha, é natural que a música esteja de alguma forma mais acentuada na minha memória, e como tal, decidi por online no YouTube essa versão acústica para poder partilhar aqui no blog. Espero que gostem!
Wednesday, March 03, 2010
Passo a palavra...
Segue na integra um texto produzido para promoção de um evento.
Este mesmo evento irá reverter a favor de uma instituição que tem lutado para combater as adversidades que a MADEIRA tem sofrido nos últimos tempos.
Espero que como eu, façam o que podem para divulgar esta acção, que com a nossa ajuda, irá sem dúvida corresponder aos objectivos tão nobres e solidários impostos pelos Portugueses que fizeram para proporcionar esta noite em torno de uma causa de grande importância.
(Texto)
Meus amigos
É nas ocasiões de catástrofe que se põe à prova a generosidade do nosso povo e todos sabemos o quanto solidário é o Povo Português.
Confiamos por isso, que vamos conseguir vender 600 lugares para um Espectáculo no Casino do Estoril, a favor das vítimas da catástrofe que assolou a nossa “Princesa do Atlântico” a nossa bonita Ilha da Madeira que rapidamente queremos ver recomposta e com a dignidade que lhe é própria.
Mª Olímpia Simões, Paula Carvalho, Maria Helena Torrado, Francisco Taborda, Ricardo Carriço, e um grupo de conceituados artistas que neste espectáculo participam, uniram esforços para que o fruto dessa iniciativa, aqueça um pouco a alma de quem tanto necessita de ajuda e simultaneamente encha o coração de quem a ele possa assistir participando com o valor de um bilhete que reverterá na sua totalidade para a Associação Portuguesa dos pobres “SOPA DO CARDOSO” instituição madeirense que foi a primeira a estar no terreno na ajuda imediata às vítimas.
Porque quando se fala de solidariedade, falamos de Amor, este espectáculo terá como base o espectáculo “Amor Intemporal” Poesia encenada que fala de Amor, uma produção de “Confluência Associação Cultural” da autoria de Mª Helena Torrado, com encenação de Ricardo Carriço e representado pelo Grupo de Teatro Confluência.
Nesta noite de Solidariedade participam vários artistas que a esta iniciativa se quiseram juntar:
Luis Represa, Rão Kyao, Ana Lains, Eugénia Melo e Castro, Rui de Luna, Deolinda Bernardo, Mª José Valério e António Calvário, entre outros que ainda se venham a juntar.
Esta iniciativa é apadrinhada pela Srª Duquesa de Bragança, Exma Srª Dona Isabel de Herédia e pelo nosso querido Actor Ruy de Carvalho
Por aqueles que, são sangue do nosso sangue, juntem-se a nós nesta vontade imensa de ajudar e incentivar a recomeçar uma vida nova.
Este espectáculo, realiza-se no dia 10 de Março às 21h, no Casino do Estoril
Para adquirir os seus bilhetes, faça uma transferência para o Nib: 0038 00011 986711 677 151, BANIF – Associação Protectora dos Pobres “SOPA DO CARDOSO” guarde o talão e apresente-o na entrada, no dia do Espectáculo, para que lhe seja entregue a pulseira de acesso ao Salão Preto e Prata, onde se realiza este Espectáculo
O Preço de cada bilhete é de 25€
Telefones para Informações:
Das 10h às 14h – 91 876 1814/91 343 9592
Das 14h às 18h – 91 343 8741
Das 18h às 24h – 91 753 3839
¡ Que Guay !
Valência Barcelona
Não dá para descrever o que foram estes 6 dias passados em Valência e Barcelona...
Mentira! Até dá... mas seria preciso despender muito do meu tempo e palavras para tal...
Posso dizer que felizmente obtive praticamente tudo do que queria de ambas as cidades. Conjuguei a vida cultural com a nocturna, embora não o tivesse feito simultaneamente. Acabei por viver mais o ambiente de festa e Erasmus em Valência e fazer a vida de turista intelectual em Barcelona. Isto deveu-se a uma série de motivos que não irei mencionar, no entanto, posso fazer uma retrospectiva do tempo que passou e dizer que estou absolutamente satisfeito com o outcome.
Dos museus, ruas, monumentos... passando pelas típicas "jantaradas", saídas à noite, ida ao estádio (Sim! consegui ir ver Valência vs. Brugge para a Liga Europa)... passei dias inesquecíveis a que também associo às pessoas que connosco se cruzaram. Para começar, os respectivos anfitriões Portugueses a quem deixo uma nota de agradecimento pois sem eles nada disto seria possível. Amigos com que me voltei a cruzar, proporcionando-me um prazer quase nostálgico e sigo depois para a malta que lá conheci. Um pouco de todo o mundo, senti haver uma larga escala de diferentes etnicidades, países e culturas... principalmente em Valência onde, como referi, vivi de forma mais intensa o so-called "Erasmus way of life".
As fotografias que seleccionei foram quase ao acaso, dado a quantidade que tenho em meu poder, todas interessantes com uma perspectiva diferente a oferecer. Quem tiver "a sorte" de ter o meu facebook e tiver alguma curiosidade, brevemente farei um post de algumas para que possam vir a conhecer do vosso computador aquilo que vi com os meus olhos.
Deixo aqui o meu "selo de qualidade".
Uma experiência a repetir
Tuesday, February 23, 2010
Esta semana vou...
... CORRER, SALTAR, DANÇAR, RIR E PARTIR A LOIÇA...
(ao som desta malha)
SOMOS JOVENS !
@ Valência & Barcelona
Monday, February 22, 2010
(Relembrar) Serafim Saudade - Herman José
Serafim, Serafim Saudade
Aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei
Serafim, Serafim, sou eu
Trago comigo o que é meu
Este nome que criei
Serafim, Serafim aos molhos
A saudade nos meus olhos
Em mil lágrimas de prata
Serafim, Serafim artista da rádio, tv disco e da cassete pirata
Serafim é o meu nome
Já passei fome, já passei fome
Suportei torpes ofensas
Tive doenças, tive doenças
Dava um livro a minha história
Mais inglória, mais inglória
Numa estrada de amargura
A minha vida é uma aventura
Muito honesta e meritória
O meu pai fugiu de casa
Com um grão na asa, com um grão na asa
Minha mãe ficou demente
Foi da aguardente, foi da aguardente
Fui viver com uma tia
Que me batia, que me batia
E ainda novo andei nas obras entre lagartos e cobras
Trabalhando como um cão
E nos momentos de cansaço
Afinava no bagaço
E cantava esta canção
Serafim, Serafim Saudade
Aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei
Serafim, Serafim, sou eu
Trago comigo o que é meu
Este nome que criei
Serafim, Serafim aos molhos
A saudade nos meus olhos
Em mil lágrimas de prata
Serafim, Serafim artista da rádio, tv disco e da cassete pirata
Vivi num país distante
Fui emigrante, fui emigrante
E lá longe no estrangeiro
Ganhei dinheiro, ganhei dinheiro
Trouxe mais de 2 mil contos
Fora os descontos, fora os descontos
E abri um restaurante
Jeitosinho e cativante
Onde canto para vocês
E a Teresa de Bragança, companheira de confiança
Fez de mim mais português
Serafim, Serafim Saudade
Aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei
Serafim, Serafim, sou eu
Trago comigo o que é meu
Este nome que criei
Serafim, Serafim aos molhos
A saudade nos meus olhos
Em mil lágrimas de prata
Serafim, Serafim artista da rádio, tv disco e da cassete pirata
Aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei
Serafim, Serafim, sou eu
Trago comigo o que é meu
Este nome que criei
Serafim, Serafim aos molhos
A saudade nos meus olhos
Em mil lágrimas de prata
Serafim, Serafim artista da rádio, tv disco e da cassete pirata
Serafim é o meu nome
Já passei fome, já passei fome
Suportei torpes ofensas
Tive doenças, tive doenças
Dava um livro a minha história
Mais inglória, mais inglória
Numa estrada de amargura
A minha vida é uma aventura
Muito honesta e meritória
O meu pai fugiu de casa
Com um grão na asa, com um grão na asa
Minha mãe ficou demente
Foi da aguardente, foi da aguardente
Fui viver com uma tia
Que me batia, que me batia
E ainda novo andei nas obras entre lagartos e cobras
Trabalhando como um cão
E nos momentos de cansaço
Afinava no bagaço
E cantava esta canção
Serafim, Serafim Saudade
Aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei
Serafim, Serafim, sou eu
Trago comigo o que é meu
Este nome que criei
Serafim, Serafim aos molhos
A saudade nos meus olhos
Em mil lágrimas de prata
Serafim, Serafim artista da rádio, tv disco e da cassete pirata
Vivi num país distante
Fui emigrante, fui emigrante
E lá longe no estrangeiro
Ganhei dinheiro, ganhei dinheiro
Trouxe mais de 2 mil contos
Fora os descontos, fora os descontos
E abri um restaurante
Jeitosinho e cativante
Onde canto para vocês
E a Teresa de Bragança, companheira de confiança
Fez de mim mais português
Serafim, Serafim Saudade
Aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei
Serafim, Serafim, sou eu
Trago comigo o que é meu
Este nome que criei
Serafim, Serafim aos molhos
A saudade nos meus olhos
Em mil lágrimas de prata
Serafim, Serafim artista da rádio, tv disco e da cassete pirata
Tempos dificeis (Madeira "on my mind") ...
Já vos falei certamente da minha "pancada" quando ouço música... tenho esta enorme tendência de fazer videoclips/montagens na minha cabeça de imagens/momentos/frases and so on... é frequente eu "viajar", coisa que tem maior fluência mediante a fase ou situação que vivo presentemente.
Numa altura onde infelizmente predomina a tristeza e caos devido a causas naturais que abalam o mundo de tempo em tempo, é inevitável não sermos confrontados com imagens do que se passa lá fora, nomeadamente Haiti e agora recentemente, na Madeira [1] [2].
Penso neste tipo de coisas muitas vezes... talvez porque me seja "forçado" pelos media (é provável que sim), mas independentemente da injecção do tema no nosso quotidiano, é nos meus tempos livres, refugiado nos meus filmes e as minhas músicas que penso nas pessoas que por todo o lado sofrem. Agora foi um desses momentos. E como? Ao ouvir uma música dos islandeses Sigur Rós, chamada Hoppípolla comecei instantaneamente a buscar ao meu "arquivo" (leia-se cabeça) fragmentos que tenho observado nos noticiários. Felizmente, sou um miúdo optimista e como tal, a minha so-called compilação é recheada de esperança, pessoas solidárias que abdicam do seu conforto para contribuir no "campo"... enfim, um "clichézinho" daqueles à filme onde tudo acaba bem devido ao esforço comum feito pelos típicos bons samaritanos que habitualmente se revelam em tempos de adversidade.
Ficam aqui portanto dois versões da tal malha de que falei... sendo a primeira original e a segunda uma cover (a meu ver ligeiramente melhor que a original, embora esta tenha maior carisma de "épica" - não me peçam para explicar porquê) do grupo indie We Are Scientists. Os vídeos curiosamente transbordam de significados polivalentes que se fundem às mais diversas situações (mas isto já está subjacente à leitura de cada um).
Sunday, February 21, 2010
Jeff Buckley lives on...
(Jeff Buckley)
Um artista de que gosto bastante é o Sr. Jeff Buckley. Perdão... retiro o Sr. , não por ser auspicioso ao seu ser, mas porque partiu deste mundo muito jovem, e eu quero manter esse espírito "juvenil" ao seu nome e legado.
Mundialmente conhecido pela sua cover do tema Hallelujah, original de Leonard Cohen, é no seu único álbum de estúdio intitulado Grace (1994) que me apaixonei pela arte ali gravada em áudio. Infelizmente, enquanto ele e a sua banda se preparavam para um eventual segundo álbum no meio de outras quantas gravações, digressões e concertos, acontece que em 1997, Jeff Buckley teve um infeliz acidente que lhe custou a vida. Desde então, como acontece com vários artistas em diversos campos, Buckley ganhou um seguimento de culto (inteiramente justificado diga-se) tornando-se um ícone musical não só pela carreira que levara até então, mas pelas suas aspirações e potencial artístico que infelizmente nos vimos privados. Porém, ao longo dos anos foram lançados variadíssimos trabalhos seus mesmo depois da sua morte, continuando de certa forma a carregar o seu espírito.
Mas não é esta abordagem que inicialmente gostaria de ter feito, embora agora que escrevo tenho plena consciência de que seria um crime falar do que se segue sem primeiro contextualizar Jeff Buckley e as suas obras.
(Patrick Watson)
Quando intitulei este post de Jeff Buckley lives on... foi a pensar em outros artistas que mantém um estilo muito próximo do que Buckley nos habituou. Há um que me salta de imediato à cabeça que é o canadiano Patrick Watson, um músico que infelizmente só vim a conhecer à pouco tempo, mesmo sabendo que vinha a Portugal e que vários amigos me aconselhavam a ouvir. Não sei como, nem porquê, mas facto é que só há dias comecei a ouvir. Desnecessário será dizer que fiquei surpreendido (mesmo tendo em conta a expectativa devido aos tais avisos). Obstante das semelhanças da voz, sendo a de Buckley mesmo assim ainda mais memorável e aguda (é de facto das vozes com o pitch mais agudo de que me recordo) é mesmo no estilo fresco e irreverente, longe da camada comercial dominante dos tempos que correm, que encontro em Patrick muito de Jeff.
Ouçam e tirem as vossas conclusões...
Saturday, February 20, 2010
"Contra"
(em jeito de telegrama)
Não restam dúvidas quanto à qualidade dos Vampire Weekend.
Este ano saiu o seu segundo álbum chamado Contra que certamente figurará nos melhores de 2010!
Fica aqui o (mega) videoclip para o segundo single extraído desse mesmo álbum intitulado:
Giving Up The Gun.
No clip, bastante original e artístico, contamos com presenças de personalidades famosas tais como:
Joe Jonas (dos Jonas Brothers), RZA (dos Wu Tang Clan), Jake Gyllenhaal e Lil John.
Enjoy!
Em francês "a música é outra"...
Adoro a língua. Acho de um charme e requinte como pouco se vê por ai. Apresenta de tal forma uma componente melódica que uma simples conversa podia ser interpretada como uma sonata. Tenho mesmo que reavivar aquilo que aprendi no secundário porque é de facto uma mais valia.
Ao ouvir alguns temas musicais cantados em francês fico preso num leito de palavras singulares que compõem uma história de que pouco percebo dado a barreira linguística, no entanto, fico com a sensação de que estou envolvido. É uma coisa tremenda...
Thursday, February 18, 2010
Fotografia
(auto-retrato de Rita Espírito Santo)
Gosto de fotografia, mas não sou um fã incondicional. Não tenho aquele interesse tão vincado como vejo em alguns amigos meus de ter a câmara topo de gama, de despender horas do meu dia para me deslocar aos mais ínfimos locais à procura de um objecto digno de ser fotografado. Contudo, não deixo de ser minimamente interessado no que toca à sua observação e exploração. Mas não é propriamente uma escolha, isto é, não sou eu que conscientemente tomo uma decisão em observar fotografias e a apreciar (ou não) o seu conteúdo. Sou sempre "arrastado" pelo poder visual que desperta de imediato um lado emocional. Na face de grande expressão e beleza sou incapaz de ser indiferente. Eu e qualquer pessoa. As fotografias podem não ter o mesmo significado e impacto para todos, mas há sempre uma, mesmo que escondida algures, que nos toca de alguma maneira. Como tal, deixo aqui como sugestão o link para um site que contém parte do portefólio de uma amiga minha que se dedica à fotografia como seu hobby, potencialmente carreira se tudo lhe correr com feição.
O seu nome é Rita Espírito Santo e podem encontrar aqui parte seu trabalho.
Confiem em mim... vale mesmo apena!
Wednesday, February 17, 2010
Uma pequena amostra...
...de um concerto memorável !
Mel Tormé George Shearing Gerry Mulligan
Gravado em 1982, mas apenas editado em 2005, temos neste concerto a reunião de três nomes sonantes do cenário musical, nomeadamente no jazz.
Mel Tormé, cantor excepcional que além do seu vozeirão melódico e encantador, apresenta uma aptidão fortíssima para executar scat como ninguém. Talvez o melhor que tenha ouvido até hoje. De seguida temos o inglês naturalizado americano, George Shearing. Este pianista chegou aos meus ouvidos por intermédio do meu Pai, que é confesso admirador do seu talento e da sua própria pessoa. Por último temos Gerry Mulligan, um instrumentalista multi-facetado que se destacou primariamente no saxofone com excelência.
Juntos fizeram um super concerto que anda sempre comigo no carro. Como forma de o propagar vou deixar dois temas desse mesmo concerto. O primeiro é intitulado de Wave (Onda) e é um tema original do grande mestre António Carlos Jobim (Tom Jobim para os amigos) muito ligado ao movimento de Jazz e BossaNova no Brasil. Neste mesmo tema é interessante ver a alternância de temas (da Onda passamos para Garota de Ipanema e Summertime) bem como os arranjos adicionais e o maravilhoso scat executado pelo o Sr. Tormé. O segundo tema aqui colocado chama-se Lady Be Good que encerra de forma "pura e dura" esta magnifica noite musical.
Espero que gostem...
Tuesday, February 16, 2010
"Tirado de um filme do Woody Allen..."
Desde muito novo que ouço esta música do Chet Baker, um dos meus trompetistas favoritos de todos os tempos e um dos grandes do jazz. Sempre que ouvi o tema Tenderly - um jazz standard composto por Walter Gross e com letra escrita por Jack Lawrence - era dificil para mim não ficar com as emoções à flor da pele por achar que a música carrega em si uma história triste. No entanto, para combater essa mesma tristeza, imagino sempre os jardins do Casino Estoril como cenário onde se desenrola uma conversa entre um homem e mulher, ainda no processo de se conhecerem. Com um clima de Verão, os repuxos de água, as luzes brilhantes do casino marcam o ambiente onde surge uma troca de comentários pertinentes que levam a variadíssimas discussões interessantes e pessoais. No meio dessa mesma discussão é possível sentir de imediato a química entre ambos. É este o pequeno episódio recorrente que "sonho" quase sempre que ouço Tenderly. Como se fosse tirado de um filme do Woody Allen onde ele e a Diane Keaton conversam durante horas enquanto passeiam. Tocada por muitos dos grandes músicos de jazz, é a versão de Chet Baker que chega a mim com a sua força no máximo e é inquestionavelmente uma das malhas que mais prazer me dá ouvir e sentir com corpo e alma, porque de facto é um tema lindíssimo como poucos se fazem.
Monday, February 15, 2010
Fraude
Antes do meu comentário quero começar por dizer que não tenho nada contra o "nosso" novo ídolo português, Filipe Pinto. Parece ser um miúdo porreiro e espero que aproveite para gozar estes tempos que se seguem recheados de mediatismo e actividades que eventualmente vão alterar a sua vida, pelo menos nos próximos anos. No entanto, se bem se lembram, aquando da sua primeira audição este disse estar indeciso com a sua participação porque tinha outras prioridades na vida, e que queria só uma opinião, etc. Enfim. Passou-se ali naquela sala um grande drama que gerou uma reacção do júri um pouco quanto bruta mas "supostamente" motivadora. "Tu sabes cantar" "Não venhas paqui perder o nosso tempo..." Tu não fechas a tampa toda" "Tu és provavelmente um dos melhores cantores que passaram aqui" dizem eles. Bem... logo aqui temos um momento televisivo onde a meu ver tornou-se óbvio duas coisas:
1º Este Filipe vai certamente ganhar os ídolos. Curioso o facto de ter afirmado isto meses antes da final, sem acompanhar o programa, sem ter noção da qualidade (ou falta dela) dos outros concorrentes e apenas com a visualização da audição do Filipe uma única vez no YouTube. Topei logo pelo comentário daquele júri, que embora com algumas qualificações, continuam a ser uns atrasados mentais. Depois da interpretação da música Betterman dos Pearl Jam, o comentário que se seguiu do líder do júri "Cantas melhor que os Pearl Jam" além de ser a prova (comprovada) da sua estupidez revela o pouco preciosismo que o homem têm no que toca a música. Pearl Jam é a porra da banda!!! O miúdo ali ficou a cantar acappella sem acompanhamento instrumental e não foi mais do que uma imitação do EDDIE VEDDER (não Pearl Jam como disse um dos júris).
2º Ficou transparente como a água que todo aquele momento, bem como o resto do programa é uma gigante encenação. Além da audição do Filipe ser completamente forçada e batida (digam-me se o que viram, fosse num filme, não seria um tremendo cliché) temos um júri que basicamente está a tentar representar! Duvido que sejam iguais no seu quotidiano como o são à frente da câmara. O estereotipo do júri está definido desde o primeiro American Idol com o bruto (Simon Cowell), a doce, simpática e única pessoa do sexo feminino (Paula Abdul) e o intermédio de ambas as personagens mencionadas mas bastante conhecedor (Randy Jackson). Em todos os países o modelo adoptado é este. Mas mesmo assim as pessoas querem acreditar que eles são assim na vida real e nem sequer tomam consciência do formato do programa, porque é simplesmente mais fácil serem alimentados com ilusões e conceitos falsos porque entretém e cria uma aura à volta daqueles que ali passam para cantar. Todos são underdogs por quem temos que torcer para que consigam provar as suas capacidades e atingir patamares mais altos fugindo das "garras" do júri, principalmente do seu líder, que no nosso caso é o verdadeiro exemplo do típico "tuga"... uma boa forma de passar a imagem do nosso País. Depois temos o King of Love, a prova mais flagrante de que estamos a levar com merda este tempo todo, desde que o programa começou. Acham mesmo que ele está ali por acaso? Pensem bem !! Então um gajo obviamente sem talento nenhum, aparentemente desequilibrado (nem venham que aquela personagem é normal) cai ali de "pára-quedas" e é lhe oferecido quase instantaneamente um lugar como entrevistador backstage? É este o gajo que querem como uma das caras do programa? Uma pessoa que "supostamente" mal conhecem, que revela uma séria pancada naquela cabeça? Querem mesmo arriscar depositar confiança com uma tarefa de peso considerável a uma "bomba ambulante" que pode explodir a qualquer momento?! POUPEM-ME ! Obviamente aquilo estava tudo mais que feito... provavelmente até devem ter havido castings para esta merda!! E se esta ideia que aqui passei não denuncia por completo, então basta saberem como é o comportamento do grande King of Love, longe das câmaras. Tive a felicidade oportunidade de o ver nos bastidores de um programa durante uns bons vinte minutos e é o tipo mais normal à face da terra, porém, no momento em que foi chamado a intervir no programa (em directo) onde estávamos na plateia, montou ali um super espectáculo que serviu para "abrir um pouco mais a pestana"!
Posto estes factos, continuemos...
Acompanhei em algumas ocasiões os Ídolos via YouTube, por curiosidade e também a pedido de muitas pessoas que queriam que eu desse uma segunda oportunidade, não só ao Filipe mas também a outros participantes. Recordo-me de ver a Solange, o Carlos, Salvador e outra miúda que agora não me recordo do nome, no entanto, a minha maior atenção recaia sob o Filipe por ter afirmado em tempos que o vencedor já estava escolhido bem antes de conhecermos os finalistas e também por haver uma enorme hype à volta dele.
O Filipe de facto tem um bom gosto musical. Escolheu sempre um bom reportório, muitas vezes ligado ao grunge e rock e por isso, tiro-lhe o chapéu. Saber escolher a música também é muito importante pois à que tomar em consideração as nossas limitações vocais e mesmo os movimento efectuados em palco ao som das nossas malhas. Músicas atractivas mas difíceis podem ser a sentença de qualquer um que por ali passe, portanto, mais um ponto a teu favor Filipe. Tiveste atenção a esse pormenor tão importante. Mas mesmo tendo em conta tudo isto, e haver mérito próprio do miúdo (pelo menos gosto de pensar assim... recuso-me a acreditar que até na escolha das canções os estúdios exercem influência), existe a componente mais forte na qual reside a verdadeira essência do concurso, o núcleo duro digamos... estou a falar da voz! Aqui lamento informar, mas de facto, tanto o Filipe como a grande maioria dos que por ali passaram não valem grande coisa! Cantam melhor que eu, isso é certo! Gostaria muito de cantar um terço dos finalistas (e não estou a ser sarcástico). Não obstante do facto de que não sei cantar, não deixo de ter ouvido, que porventura está relativamente bem treinado. Não quero dizer com isto que tenho um conhecimento profundo na matéria, mesmo tendo as minhas raízes numa família artista muito ligada ao meio musical. Nada disso. Não sou detentor da verdade universal e absoluta, muito menos numa coisa tão sujeita aos gostos pessoais de cada um, porém, qualquer pessoa com dois dedos de testa e alguma sensibilidade musical denota logo a falta de qualidade e a conjugação de vários momentos chave. Foram muitas as vezes que os ouvi (TODOS) a desafinar bastante. Nas suas interpretações curiosamente saltaram as partes mais difíceis de cantar (as notas mais altas, mais prolongadas, etc) tendo o Filipe sido mestre nesta área. Por cada vez que esperei ouvir o climax das músicas interpretadas por ele, lamentavelmente ficava-se pela parte que antecedia esse momento tão aguardado por mim. Enfim...
Potencialmente havia ali uma candidata forte (pelo menos daqueles que eu cheguei a ver). A Solange tinha vozeirão com aqueles dezasseis aninhos e arriscou sempre com músicas de estatuto elevado no cenário musical. Muito Soul, RnB... nada fácil diga-se. Mas ficou provado que no que toca a esticar algumas notas, ficava sempre "curta"... precisava de mais treino talvez... se calhar até seria dos nervos. Calculo que seja difícil para uma miúda tão nova e sem experiência em palco de aguentar uma pressão daquelas num programa com "tanta" audiência em Portugal.
Mesmo atribuindo aqui uns pontos à menina Solange, mantenho-me fiel à ideia de que temos um nível fraco de concorrentes. Já viram por acaso o American Idol? Ou o X-Factor? Acredito piamente que o mais "medíocre" da segunda fase deles fosse o suficiente para varrer o nosso "mundo de Ídolos". E não me venham com a conversa de dados geográficos. Para não comparar realidades e dimensões de Portugal com um Reino Unido ou Estados Unidos. Seria apenas mais um argumento para nos desculparmos dos nossos "short comings". É preciso manter algum nível de exigência e fugir à mentalidade que urge no subconsciente de cada um de nós quando nos lembramos que somos uns "coitadinhos" por isto ou aquilo.
Por fim, quero apenas deixar aqui bem explicito o quão triste me deixa conhecer tantas pessoas que se submeteram à experiência deste fenómeno televisivo. Não é por ser um fenómeno que deveria atrair atenções, muito menos conquistar pessoas. Tony Carreira ou Quim Barreiros embora fenómenos (e já à muitos anos) não constam na selecção musical de grande maioria daqueles com quem privo/conheço, logo, tomo por garantido que as pessoas sabem pensar por si e avaliar aquilo que "têm em mãos". É um facto que um programa deste calibre, tão manipulado, recheado de hipocrisia e falta de qualidade acaba por servir como espelho do nosso País, que parece estar-se a afundar cada vez mais. É na politica, é no desporto, é nos concursos televisivos... são escutas, pessoas compradas, regras de conduta ignoradas... estamos a ser completamente engolidos pelos Bin Ladens de Portugal (expressão usada como referência a outro grande "génio" que por cá andou, o senhor Octávio Machado). Que País é este onde vivemos? E o que é que fazemos em relação a isto? Que tipo de testemunho vamos passar a gerações futuras? O problema obviamente não passa por um programa como os Ídolos... ai de mim que lhe atribuísse tamanha importância, mas não deixa de ser um claro sinal do que se passa. Pode ser que até seja um preço a pagar, isto é, dado o nível de entretenimento que providencia, funciona como um escape dos problemas que temos e da crise que vivemos, mas para mim só serve apenas para nos lembrar onde é que estamos situados... Futuramente não pretendo ouvir um comentário de um amigo meu queixar-se por um grupo ser merdoso, ou porque o Toy é um bimbo e canta mal... recuso-me! Porque para o ouvir vou ter que lembrar tal pessoa das horas a fio que perdeu colado à televisão para ver mediocridade no palco a cantar. Perderam moral, valores e acima de tudo credibilidade. É como ouvir alguém que em tempos disse que Shindler's List era razoável, para depois dizer que o G.I Joe é absolutamente fantástico...
Mais ficou por dizer, mas acho que está aqui material suficiente para vincar a minha opinião explicita sobre o programa, os seus intervenientes (estúdio, júri e concorrentes) e a sua audiência.
Espero não ter ferido a susceptibilidade de ninguém. Certamente vou levar umas quantas bocas depois disto... já conto com isso desde o momento em que martelei as primeiras frases desta minha "tese" sobre uma das maiores Fraudes televisivas a nível nacional dos últimos anos...
Sunday, February 14, 2010
De me deixar completamente arrepiado...
Uma grande malha de um grupo que apenas recentemente conheci através da série Grey's Anatomy. Chamam-se The Cinematic Orchestra (vejam o link que vale mesmo apena descobrir um pouco mais sobre este grupo pela "novidade" que é) e contam neste tema com o auxilio do canadiano Patrick Watson (voz). Podem ouvir este tema no álbum Ma Fleur, editado em 2007.
(o vídeo é um projecto estudantil que seleccionei por ser bem concebido mas mais importante por conter a versão longa - 6 minutos - da música)
Saturday, February 13, 2010
Clareece P. Jones
Ontem desloquei-me ao CascaiShopping para ver o recém estreado Precious: Based on a Novel by Saphire (2009) do realizador Lee Daniels. Acompanhado por um amigo, ao entrar na sala reparei que inicialmente existiam apenas casais. Com os minutos a passar vi a sala cada vez a encher mais com diferentes tipos e grupos de pessoas. Grupos de rapazes, de raparigas, jovens e adultos e até um "grupinho"de "crianças" que de certa forma me levou a pensar que a visualização do filme estava condenada, pelo facto de que o seu conteúdo é bastante forte e talvez dificilmente compreendido por aquela baixa faixa etária que desde logo se fez notar quando entrou na sala de cinema pelo barulho e confusão. Mas surpreendentemente, nada se passou e é fácil explicar porque. De tal forma que o filme é intenso e bem realizado, as pessoas ali presentes ficaram imediatamente hipnotizadas pela excelente representação, argumento e pela realização tão bem executada.
Depois de um primeiro filme menos conseguido por parte do realizador Lee Daniels (o filme chama-se ShadowBoxer), este acabou por criar à volta do seu nome um grande nível de expectativa relativamente aos seus futuros trabalhos, dado à evidente qualidade desta sua obra. O tratamento que este material sensível recebe é de grande primor e criatividade. Inicialmente sem distribuidora, depois do Sundance Festival 09, rapidamente caiu nas graças da critica e audiência, tendo saído do próprio festival com ofertas de pessoas a quererem produzir e distribuir a longa-metragem. Na lista de doze produtores constam os nomes de Tyler Perry e Oprah Winfrey, esta última tendo talvez alguma ligação emocional à história pelos casos surreais vividos no passado (mas isto não passa de especulação).
A história incide sob uma jovem afro-americana de dezasseis anos chamada Clareece Precious Jones (desempenhada de forma extraordinária pela estreante Gabourey Sidibe, nomeada para Oscar), que luta no seu dia-a-dia para ultrapassar os preconceitos ligados à sua obesidade, analfabetismo e cor da pele. Como se não bastasse, a sua vida em casa é um pesadelo. O seu pai é ausente e (peço desculpa aos leitores mais sensíveis) um verdadeiro estupor que a molestou sexualmente em inúmeras ocasiões, tendo inclusive a engravidado por duas vezes. A mãe, desempenhada pela merecedora de Oscar Mo'Nique, personifica tudo o que está errado com a mentalidade e postura de pessoas provenientes do Ghetto com má formação.Cruéis, abusadoras, egocêntricas e infelizmente "psicologicamente abaladas" (para não usar um termo mais agressivo e talvez ordinário). A raiva que senti desta personagem, que de certa forma se viu expandir para uma dimensão um pouco mais humana, surgiu fruto de um poder de representação fortíssimo. Não me vou cansar de dizer isto, mas de facto Mo'Nique, conhecida pela sua ligação à comédia, têm um papel surpreendente que dificilmente deixará alguém indiferente. Não foi por acaso que é indicada como a principal favorita ao Oscar de Melhor Actriz Secundária. - entretanto peço desculpa pelo desvio de raciocínio - Apercebemos-nos que Clareece montou um sistema de defesa para fugir à realidade que vive através de sonhos. Basicamente ela esconde-se noutro mundo que se encontra mais perto dos seus desejos íntimos, no entanto, dificilmente consegue disfarçar aquilo que se passa no seu quotidiano praticamente desde que nasceu.
Todavia, apesar de todo este cenário tenebroso, existe luz ao final do túnel para Clareece, quando esta inicia uma travessia num programa escolar especial onde encontra uma professora com um coração do tamanho do mundo, com quem cria desde logo uma grande afinidade. A professora de nome Ms. Raine é desempenhada pela a actriz Paula Patton que merece o meu reconhecimento pela genuinidade que transmitiu à grande mentora e amiga de Precious.
Todavia, apesar de todo este cenário tenebroso, existe luz ao final do túnel para Clareece, quando esta inicia uma travessia num programa escolar especial onde encontra uma professora com um coração do tamanho do mundo, com quem cria desde logo uma grande afinidade. A professora de nome Ms. Raine é desempenhada pela a actriz Paula Patton que merece o meu reconhecimento pela genuinidade que transmitiu à grande mentora e amiga de Precious.
Já vinquei a minha opinião no que toca à qualidade do filme mas quero apenas constatar os seguintes momentos/acontecimentos... Nesta sessão de sala cheia foi interessante ver a partilha de sensações/sentimentos que ali se deu com suspiros de alivio, gargalhadas quando surgiam momentos mais leves para quebrar tensão, os Wow's de surpresa/choque e ainda o fungar dos narizes que indicavam o choro que para lá ia naquele espaço. Todo o filme foi feito com bastante inteligência com o intuito de proporcionar esta evocação de várias sensações em momentos separados para criar um balanço emocional do espectador e aguenta-lo até ao fim, revelando sempre que algo bom está ao virar da esquina. Um outro momento em concreto que adorei (Spoiler Alert) foi a alusão ao neo-realismo italiano numa cena bem engendrada que evoca precisamente uma comparação entre a demonstração de realidades distintas em outros países e épocas.
Recomendo que vejam este filme, embora não vos queira incitar a necessidade de o ver no cinema. Muito provavelmente tiraria outro proveito deste filme se me sentisse mais confortável na sala visto que este trabalho exige de nós um maior "conforto". É sempre um quanto pouco awkard estarmos com sentimentos à flor da pele, rodeados de estranhos por todo o lado...
Friday, February 12, 2010
Imperdivel !
Poucas palavras para descrever este excelente filme.
The Squid and The Whale (2005) é uma longa-metragem escrita e realizada por Noah Baumbach e produzida pelo magnifico Wes Anderson (torna-se patente durante o decorrer do filme bastantes traços estilísticos seus). Com interpretações soberbas de Laura Linney e Jeff Daniels (este último então, como pouco se vê... está simplesmente fantástico), com Jesse Eisenberg a saltar para a ribalta com este papel e finalmente o mais novo, Owen Kline, com um desempenho dificil de se fazer, temos aqui uma obra de grande engenho com um argumento (super) bem escrito, que valeu a Noah uma nomeação para Oscar em 2005 na categoria de Melhor Argumento Original.
Passado nos anos 80, este filme segue a história de uma família disfuncional que tenta lidar com o divórcio, os episódios que levaram a que tal acontecesse, bem como as suas consequências na relação entre o casal protagonista e os seus filhos. Podemos ainda contar com um elenco secundário composto por Anna Paquin e um dos vários irmãos Baldwin, o carismático e charmoso William.
A banda sonora é dominada por temas da época, mas em foco está o grupo Pink Floyd por causa do tema Hey You que acaba por estar ligado a um momento "pseudo-chave" do filme. Aproveito para comentar a piada que foi para mim ouvir bastantes vezes uma malha integrante da banda sonora do filme que despontou a carreira de Tom Cruise chamado Risky Business (1983). A malha pertence ao grupo Tangerine Dream e é intitulada de Love on a Real Train.
Dou a este trabalho de Noah Baumbach (à semelhança do critico Roger Ebert) Two Thumbs Up !
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