Tuesday, April 06, 2010

Luisão VS. David Luiz



















Uma questão que divide muitos benfiquistas:

Entre Luisão e David Luiz, qual o melhor ? 

Já foram inúmeras as vezes que vi este "debate" decorrer. Ora por iniciativa de elogios a um e outro, acendendo discussão... ora por criticas onde eventualmente é feita comparação entre ambos... etc etc etc. 

Entre o meu grupo de amigos, penso que não há assim grandes dúvidas embora haja sempre um ou outro que contraria a maioria.

Neste caso, sou pertencente à Team Luisão, embora tenha muito em conta o David. Não tenho dúvidas que a longo prazo será um dos melhores centrais na história deste desporto, caso não haja deslizes na sua carreira. 
Como é que sustento esta minha opinião? Pois bem... acredito que o Luisão é um central bem mais experiente (fruto também da idade obviamente), regular, de um forte posicionamento, imbatível no ar e com uma tremenda capacidade de concretização em lances de bola parada (muitas vezes até lances capitais). Aliado a isto é inteligente na forma como aborda os lances defensivamente compensando muitas vezes pela falta de velocidade face a adversários velozes. Não é jogador de comprometer a equipa com faltas de concentração, embora seja susceptível de acontecer quando normalmente regressa de lesões, levando um curto período a ajustar-se novamente ao jogo. É também um líder por excelência, tendo uma voz de comando ouvida e respeitada por todos no campo. Não é por nada que é presença regular na selecção "canarinha" mesmo com a forte concorrência de centrais como Alex, Cris ou Thiago Silva, todos eles jogadores em clubes de topo. Carlos Alberto Parreira e Dunga apostaram (e apostam) com força num jogador que ao longo dos anos se tornou num símbolo do Benfica.

O David Luiz on the other hand é claramente mais rápido e têm uma técnica impressionante para um jogador na sua posição (e também com a sua altura). Aliado a isso, é bom na antecipação, fisicamente forte e equilibrado tanto no jogo aéreo como pelo chão. É também um jogador mais vistoso, com outra "pinta" dentro de campo... um jogador com elegância e mais "excitante" de se ver. Infelizmente, dado à sua "tenra idade", ainda comete muitos erros infantis, muitos dos quais devido ao seu excesso de confiança nas suas capacidades.Desta forma, Luisão acaba por ser mais "eficaz" que o seu parceiro no eixo da defesa, porém, podemos facilmente constatar no rápido crescimento do David como jogador e a sua influência no estilo de jogo do Benfica. Tal traduziu-se na sua requisição por alguns dos maiores clubes da Europa. Sendo ele bastante novo, apresenta ainda uma margem de progressão inacreditável, daí não ter dúvidas que com o tempo se tornará claramente superior ao capitão do Benfica, no entanto, por agora Luisão mantém, na minha opinião, o estatuto de melhor central do Benfica e de Portugal.

Mas mais importante do que avaliar qual deles o melhor, é a maneira como ambos se complementam dentro de campo. Quando um peca por falta de velocidade, o outro não. Onde outro peca pela falta de experiência, lá está o colega mais forte nesse atributo. O Luisão sendo claramente o grande líder da equipa, tem no David um pupilo, aspirante a tal estatuto, sendo já visível o peso que o miúdo começa a ter no balneário.

São inquestionavelmente a melhor dupla de centrais do Benfica de que me recordo, desde o tempo de Fernando Meira / Marchena (tomem em conta que não me recordo de ver Ricardo Gomes / Mozer)

However... há aqui uma coisa que gostaria de mencionar. Algo com que fiquei deliciado esta Segunda -Feira e que me recordou de outra grande diferença entre ambos os centrais. Existe coisas que simplesmente nem num milhão de anos com muito treino Luisão seria capaz de fazer. A saída em drible e a qualidade de passe (com ambos os pés) são dois desses atributos. Neste campo o David está num patamar acima (e não me refiro apenas comparativamente ao Luisão, mas sim aos centrais numa escala global). 
Não acreditam? 
Vejam isto...


Um álbum de bradar aos céus!




É o que acontece quando juntam Danny Gatton, Bobby Watson, Joshua Redman ou o recém descobrido (por mim) Roy Hargrove... entre outros. Todos os temas flawless!! Torna-se nítido desde os primeiros minutos da primeira track Dolly's Ditty que nos está reservado uma sessão musical refinada com alguns dos melhores músicos do cenário jazz em palco (Sim! Porque é ao vivo!!)

Um Sketch...

... simples, curto e se calhar para alguns até nada de especial...






...mas que a mim me fez rir desalmadamente !



Por tudo o que me deste


Por tudo o que me deste:
– Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco…
– Obrigado! Obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
– Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado…
Sem ironia, amor: – Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!

por: Carlos Queirós (o poeta e não o treinador)

(poema recitado na peça Amor Intemporal, que esteve em cena durante o mês de Novembro em Cascais)

Sunday, April 04, 2010

Away We Go (2009)


Não percebo como é que este filme só agora chega às nossas salas de cinema! 
Eu já o vi e comentei (em tempos noutro blog) à bastante tempo, mas sabendo que só agora é que muitas pessoas tomaram conhecimento do filme, ressalvo aqui a minha nova oportunidade (desta, noutro espaço) para recomendar esta fabulosa longa-metragem de Sam Mendes. Com um elenco de se "tirar o chapéu", uma banda sonora folk muito interessante (contrastando com as habituais soundtracks dos filmes de Mendes, onde temos o compositor Thomas Newman), diálogos hilariantes e personagens distintas que oferecem diferentes perspectivas ao "caminho a seguir" pelo casal protagonista... temos em Away We Go um dos meus filmes favoritos de 2009 (a lista está ligeiramente desactualizada, mas é certo que este filme mantém-se como uma das minhas escolhas). Embora desfasado de outros trabalhos de Mendes, como American Beauty (1999), Road To Perdition (2002) ou Revolutionary Road (2008), onde predomina uma realidade social pesada ou temas mais escuros, temos aqui a prova de que mesmo um filme "paradoxal" ao estilo de Mendes, acaba por cumprir com excelência. É um projecto pequeno, independente, pessoal... todo ele notório no seu estilo leve e divertido. Recomendo vivamente!

Saturday, April 03, 2010

SOMOS JOVENS !

 Antes que passem mesmo à leitura deste post (e sei que isto é um erro fazer porque começo já por denegrir o meu próprio trabalho), quero que tomem em consideração o seguinte "prefácio":

Escrever sobre "Somos Jovens" foi provavelmente uma das primeiras ideias que tive quando iniciei o blog, mas dado a importância do tema para mim, quis esperar o dia onde tivesse de alguma forma inspirado para que talvez também viesse a inspirar outros. Pretendia mesmo que esta fosse encarada como a minha "obra-prima", algo que constato estar longe de o ser. Infelizmente nas alturas onde teria maior vocação para avançar com este texto, estaria fora de casa e sem bloco de notas. Ainda escrevi um rascunho e fui adicionando coisas ao longo deste mês que passou, mas de facto posso asseverar que em tempos na minha cabeça, a minha pretensa "tese" seria muito mais eloquente. Isso chateia-me como vocês não imaginam! Poderia perfeitamente adiar o "lançamento" mas é daquelas partilhas que quero fazer com alguma urgência. Realizo estar a conformar-me com o medíocre... o banal, pois é isso que estou a "oferecer" (pelo menos, fico com essa sensação). Talvez seja culpa das expectativas altas que aqui depositei. Talvez a minha necessidade de implantar alguma obrigação em "revolucionar" este meu espaço... não sei. Tentei! Tentei que fosse uma janela pertinente a um lado pessoal que é meu...

Obstante disso, quero dedicar este meu post aos meus amigos mais chegados (you know who you are) e família, cuja inspiração que me providenciam para ser eternamente o "duartinho" não têm valor. Optimismo, juventude, alegria e ambição são as "palavras de ordem" que me transmitem frequentemente, e por isso agradeço!
Aos meus restantes amigos, conhecidos e pessoas com quem poderei eventualmente cruzar caminho os desejos de que mantenham espírito aberto!  
A idade não interessa... ao alto os corações (Os Velhos - Era Moderna).

"Duartinho" Mendonça


Não me recordo ao certo a primeira vez que pronunciei esta frase! Foi algo que aconteceu de um acto espontâneo sem sequer ter real noção do impacto que teria naquela época, arrastando-se até hoje. Foi à alguns anos atrás, isso eu sei! Provavelmente aquando da segunda ou terceira época da série "Morangos com Açúcar", pois foi em jeito satírico que "a" (frase) gritei por achar tão ridículo o conceito "morangada" que se tinha instalado por Cascais e Lisboa. Mas em forma de sátira ou não, a frase pegou! E de que maneira! Passou a ser uma trademark minha de que me orgulho bastante por inclusive se ter transformado numa espécie de lema. Ao contrário do que habitualmente acontece, onde seria típico implicarem com a frase e em dias cair no esquecimento, pouco a pouco as pessoas foram "aderindo" ao movimento como sinal de compreensão ao que esta queria dizer. De boca em boca "Somos Jovens" foi dito, comentado e gritado como sinal de juventude, de rebeldia, liberdade ou diversão. Uma forma de dizer que o ser jovem não se encontra inerente à idade mas ao estado de espírito, pois a juventude eterna não precisa de ser encarado como uma luz ao fim do túnel onde poucos a alcançam, mas sim uma realidade possível aos que tiverem coração e mente para tal.

Lembro-me não do dia e ano, mas sim do momento em que surgiu... Estava acompanhado por um amigo que imediatamente compreendeu o seu sentido e o valor que esta carregava. Quando aquela "pica" se instalava no calor do momento ou mesmo até quando poderíamos estar em baixo e queríamos dar a volta a isso, era a altura em que o "grito de guerra" surgia. Como quem reconhece que o tempo não pára e não dá para ficar em eternas lamentações. À que agir e viver! Mas nem tudo é animação e festa... Existem os dilemas, as crises, problemas de ordem familiar e pessoal... as relações amorosas (do cariz mais juvenil que existe)... todo um conjunto de situações a que nos temos de adaptar e reagir, sempre usufruindo da experiência adquirida ao longo dos anos mas de forma optimista como só um "jovem" consegue. Porque independentemente da situação, não é o fim do mundo! Há sempre algo onde nos podemos agarrar. Às vezes é uma questão de tempo até nos apercebermos de tal, mas garanto que apresentem disponibilidade para isso e certamente colherão frutos da vossa paciência. "Quem espera, tudo alcança", dizia o outro e com toda a razão.

É suspeito da minha parte fazer estas afirmações... muito provavelmente porque ainda não atingi o pico adulto e como tal dou conta da ausência das responsabilidades e estilo de vida que vêm com o território de ser alguém que passou a barreira do que interpretado pela sociedade como um jovem. Mas agora que penso nisso... Mentira! Tenho exemplos distintos disto em casa. Pais e irmãos que se apresentam conforme aquilo que a sua idade lhes confere e pede, porém, apresentam-se nos seus tempos livres e mesmo em trabalho como "miúdos loucos que correm no recreio", isto é, livres, divertidos e com amor por aquilo que fazem... nunca abdicando da essência que os torna forever young como cantam os Alphaville.

É um facto que encaro a minha vida de forma descontraída... um dia de cada vez, tendo também os meus planos para o futuro é certo, mas enquanto esse futuro não chega, a ideia é viver da forma mais intensa que me for permitido com o auxílio dos meus amigos que desempenham papel chave nesta minha tarefa. Afirmar "Somos Jovens" acende uma chama forte que ilumina o meu caminho, mas também o daqueles que se disponham a acreditar nesta ideologia.
"Corações em liberdade" gritam com convicção porque foram contagiados e transformados por uma onda que poderá ser uma experiência, uma pessoa, conversa ou frase que lhes tenha incutido aquilo que com tempo se tornará uma verdade universal: SOMOS JOVENS!
Não se neguem a uma vida repleta de intensidade nos mais variados momentos. Saibam fazer gestão da carga emocional com que se entregam às coisas com o objectivo de aproveitar o vosso tempo, sem deixar nada por fazer e sem deixarem para trás objectivos ou sonhos que tenham. Pensar a longo prazo, contudo, sempre sem abdicar do "momento". À medida que os anos passam e nós crescemos torna-se cada vez mais passível renegar aquilo que pode ser eventualmente recordado como os melhores anos da nossa vida… a adolescência. Tempos onde predominava uma inocência que chegava a amparar eternas ocasiões onde éramos negligentes porque "estávamos no nosso direito"."É da idade!", dizem os mais velhos e sábios para desculpar as nossas acções.
Naturalmente, tal argumento deixa de ser usado como desculpa. Perde todo e qualquer sentido...
Podemos no entanto, de forma sóbria e lúcida, tornarmo-nos adultos, condecorados com as medalhas das nossas experiências e concretizações pessoais/profissionais por mérito da nossa postura responsável e aprumada. Mas teremos sido nós convertidos para conseguirmos chegar a este ponto? Isto é, em ordem de atingir credibilidade e sucesso nestas áreas enquanto adultos, teremos de abdicar de momentos totalmente reckless com "pitadas" de nonsense? Evidentemente que não meus caros! Caso o façam, irão olhar para trás e ficar com um sabor amargo de quem se apercebe do erro que foi. Perder uma alegria imensa de saber viver, remetendo-se para um mundo cinzento sem cor, música... sem gargalhadas, sem espontaneidade. Seria para mim totalmente irrisório viver em tal realidade! Tomem tempo para olhar à vossa volta. Consciencializem-se do que têm ao vosso dispor. Parem para apreciar o que de bom a vida têm para oferecer. Colham os frutos que nos são deixados para o nosso próprio proveito. Vivam... Sejam felizes. Persigam os vossos sonhos, os vossos ideais. Por mais cliché que isto pareça (e eu sei que fica a sensação que retirei muito material da obra Clichés 101) aprendam a seguir os vossos instintos e o vosso coração to live your life to the fullest! Não se deixem aprisionar pelas correntes da idade ou da fraqueza de espírito! As coisas acontecem de tal forma rápido, que correm o risco de perder oportunidades que vos passam literalmente à vossa frente.
Não queiram lidar com isso... com a ideia de que algo ficou para trás! Corram riscos, calculados ou não, mas corram riscos! Sejam também solidários e atenciosos com os que vos são chegados, mas também com as pessoas anónimas do dia-a-dia. Tais atitudes terão certamente alguma influência na construção de uma "utopia", que tento tocar todos os dias com a ponta dos meus dedos. Façam voluntariado, façam viagens, promulguem as mais variadas leis no vosso campo espiritual. Não se deixem nunca consumir pela inércia impingida por aqueles que pouco ou nada contribuem para um mundo melhor. Procurem sempre dentro das vossas qualidades e limitações tomar qualquer tipo de acção!
Entretanto... passem a palavra! Não me refiro ao meu post (como quem quer aproveitar a publicidade ao blog) mas sim ao conceito. Façam uso das vossas palavras, dos vossos exemplos e experiências e ajudem a malta a tornar-se consciously aware. 

Hoje, somos muitos, aqueles que nos mais variados momentos temos na ponta da língua a versão portuguesa do "Grito do Ipiranga"... Seja na entrada de uma festa, numa travessia de carro com cabeça de fora  enquanto apreciamos a vista da praia num óptimo dia de verão, numa acção de caridade, numa roadtrip... intermináveis cenários possíveis a que facilmente viajo através de memórias ou mesmo músicas. E chegando a este ponto...  passo a dispor da oportunidade para vos deixar sugestões de músicas a que associo a diversas fases/situações da minha vida. É verdade! Uma mixtape "Somos Jovens": Como podem calcular, existem outras "mil e uma" músicas que interpreto como sendo "dignas" da lista, mas para não me exceder decidi reduzir a minha selecção a aquelas que me vieram de imediato à cabeça.
(meanwhile, segue-se uma "legenda" para algumas músicas com o propósito de explicar um bocado o que é que cada uma delas evoca quando as ouço... porque enquanto umas carregam imensa energia, outras simplesmente podem parecer não encaixar no conceito de forma tão evidente. Os links para as respectivas estarão na numeração, algo que usei apenas para manter uma certa organização e não estipular uma ordem. Foi totalmente ao acaso!!)

1 - Shout Out Louds - Tonight I Have To Leave It
2 - Shout Out Louds - Hurry Up, Lets Go
3 - Bloc Party - Like Eating Glass
4 - Bloc Party - Banquet
5 - Bloc Party - This Modern Love [1]
6 - Temper Trap - Sweet Disposition [2]
7 - We Were Promised Jetpacks - Quiet Little Voices
8 - We Were Promised Jetpacks - Moving Clocks Run so Slow
9 - Phoenix - Armistice
10 - Air Traffic - No More Running Away [3]
11 - U2 - Where The Streets Have No Name [4]
12 - Arcade Fire - No Cars Go [5]
13 - LCD Soundsystem - All My Friends
14 - Los Campesinos ! - Death to The Campesinos
15 - Los Campesinos ! - Broken Heartbeats Sound Like Breakbeats
16 - Jimmy Eat World - The Middle [6]
17 - Jimmy Eat World - Kill [6]
18 - Jimmy Eat World - Work [6]
19 - Cary Brothers - Ride [7]
20 - Cary Brothers - Who Are You
21 - Youth Group - Forever Young
22 - Sufjan Stevens - Chicago (adult contemporary easy listening version) [8]
23 - Os Velhos - Era Moderna
24 - Semisonic - Closing Time
25 - Stars - Your Ex-Lover is Dead [9]
26 - Oranges Band - Ride the Nuclear Wave [10]
27 - Interpol - Evil [11]
28 - The Cure - Just Like Heaven (Acoustic) [12] 
29 - Wilco - Muzzle of Bees [13]
30 - Eels - Saturday Morning [14]
31 - Don Henley - Boys of Summer [15]
32 - Jamie Cullum - Don't Stop The Music [16]
33 - The Courtneers - Not Nineteen Forever
34 - Os Golpes - Arraial
35 Queens of The Stone Age – Go With The Flow

Quero também constar o seguinte, de forma a evitar qualquer tipo de equívocos. Não pretendo de forma alguma passar por aspirante a filósofo, com conhecimento da verdade única e absoluta. Aquilo que aqui escrevo é conhecimento geral, ou pelo menos, deveria ser. É um texto talvez demasiado exacerbado para o seu conteúdo, visto que nada do que disse é novidade. Mas um dos meus objectivos é relembrar as pessoas de princípios e fundamentos “básicos” (apenas na sua “aparência”, mas complexos na sua essência) que muitas vezes tendem em cair no esquecimento, pelos mais diversos motivos. Há que manter a “chama viva”, e esta será certamente considerada por mim, umas das minhas contribuições para que tal aconteça.

Posto isto, acabo com uma citação de que gosto bastante e que instaurei na minha filosofia de vida:

Life moves pretty fast. You don't stop and look around once in a while, you could miss it.  
 
 LEGENDAS
[1] Na minha óptica a grande obra-prima dos Bloc Party. Uma música carregada por uma força imensa que aborda temas amorosos... Uma relação em concreto. A subida no volume e intensidade com  mudanças de ritmo (o final então com a explosão dos pratos da bateria, ui), injectam vida sempre que a ouço, o que é bastante curioso. Isto porque não é assumidamente uma música alegre, mas transborda de uma energia que a torna como tal.
[2] Uma das grandes revelações de 2009, Sweet Disposition evidencia-se nesta lista como sendo talvez a música mais polivalente. Enquadra na perfeição com os mais variados cenários sejam eles quais forem. Imagino cenários hipotéticos ligados a momentos de diversão e loucura, a momentos de intimidade e partilha, de aprendizagem, de alguma angústia e sofrimento (mas sempre com um comeback porque aqui não há espaço para os que baixam os braços), and so on. Relativamente ao que a mim evoca poderei sem dúvida afirmar que é tudo o que "Somos Jovens" engloba!
[3] À semelhança do que se passou com o tema anterior, também No More Running Away apresenta várias possibilidades, embora altamente contaminada por imagens e um feeling festivo devido ao anúncio da SuperBock, responsável pela música me ter chegado aos ouvidos. A letra poderá assumir múltiplos formatos... Eu encaro-a como uma espécie de "hino disfarçado à vida".
[4] Desde que os primeiros acordes da guitarra do Edge se fazem sentir, e à medida que cresce, cresce cresce... com a bateria a surgir providenciando já um ritmo alucinante, sinto-me totalmente disperso! Começo a viajar por inúmeros locais, muitos dos quais só vi em fotografias. Talvez o nome Where The Streets Have No Name me faça recordar das cidades para as quais não tenho nome atribuído, mas que não deixam de ser sítios que me despertam curiosidade e aquela vontade de ir "à aventura". Mas não acaba aqui. Esta malha dos U2 tem também uma qualidade fantástica. Vai buscar forças onde penso não existirem. Sabem por exemplo quando correm, estão de rastos, mas depois algo parece que vos incendeia e sentem aumentar o ritmo de forma involuntária? Pois bem! Works everytime com este tema.
[5] Como o título sugere... "onde carros não vão" é para mim sinónimo da caminhada espiritual ou mesmo física. Para os mais ínfimos locais à procura do fantástico e aventura. A viagem pelos locais mais inesquecíveis. (Não me baseio na letra/significado, mas naquilo que o titulo e a melodia me sugerem.)
[6] Todas estas malhas dos Jimmy Eat World deixaram de ser presença assídua na minha vida, pelo menos nesta fase. Mas estão fortemente ligadas ao passado por carregarem alguns dos pontos altos da máxima "Somos Jovens". De cariz  highschool punk/rock-pop marcaram o inicio da minha juventude e permanecem ainda hoje como sinónimo de parte do meu crescimento. Pela musicalidade presente (é perceptível o seu enquadramento aqui) mas também pelas letras que abordam crises/problemas tão característicos da adolescência.
[7] Para ser sincero, nem consigo bem justificar a inclusão desta música na lista, mas tenho total certeza de que merece ocupar o seu lugar entre as restantes. Espero que consigam de alguma maneira tirar proveito desta malha.
[8] Não sei, até que ponto, poderão partilhar da minha visão, mas aqui vai de forma bem sucinta: Banda sonora de uma viagem. Imagino sempre um grupo de amigos numa travessia fantástica pelo país, ou melhor, por um país.
[9] Já comentado de certa forma (aqui) quero apenas acrescentar que de facto há possivelmente uma partilha comum entre a história contada na música e a vida pessoal dos seus ouvintes...
[10] Não são muito conhecidos... e não há ai muito na net disponível para ouvir, mas já constam com uma música (esta) na banda sonora de um filme (Sex and Breakfast), no máximo, interessante. Seria completamente escusado por legenda nesta malha porque o vibe jovem está praticamente implícito desde o primeiro segundo em que começa.
[11] Eu adoro os Interpol! É um dos meus grupos referencia já à bastante, porém, nunca foi um grupo que ligasse ao "conceito"... até à pouco tempo. Não sei se terá sido da minha disposição quando ouvi no carro, mas quando ouvi o tema Evil "perdi a cabeça". Cantei, bati com as mãos no volante desalmadamente e pus em modo repeat a viagem toda. Tal cenário repetiu-se durante os dias seguintes. Que estranho é ter uma música, que já conhecemos à bastante, bater desta forma. E quando chega o último refrão por volta dos 2.56m, seguido depois com Saying, me,why can't we look the other way? Why can't we just play the other game? Why can't we just look the other way?, aí ninguém me agarra!

[12] Esta deve-se a um simples facto. Além da "energia" que transmite (sendo este provavelmente o argumento que mais uso para descrever cada música nas legendas) associo principalmente os primeiros segundos da música ao antigo programa televisivo "Portugal Radical". Já se torna óbvio, certo?
[13] (humour me on this one) Imaginem-se ao volante de um carro descapotável, óculos rayban postos e cabelo ao vento. Estão a subir numa estrada apertada de um vale ou o que quiserem, com o mar e pôr-do-sol como cenário predominante. Esta música é a vossa banda sonora. A banda sonora de uma viagem com ou sem destino... chega o minuto 3.13 e temos um crescimento de batida que leva ao culminar de todo o progresso feito da música em jeito de desfecho. Interpreto isto como a realização do nosso caminho. Soltar uma gargalhada no ar porque na nossa mente fomos confrontados com a ideia do que nos espera no nosso destino. Até podemos nem saber o destino... simplesmente estamos ansiosos com as surpresas que nos estão reservadas. Sei que parece confuso, acreditem que explicado "ao vivo e a cores" faz muito mais sentido. Muzzle of Bees não deixa de ser um super tema dos Wilco.
[14] Através do nome é fácil deduzir do que se trata a música. É a melhor maneira de despertar num sábado de manhã.
[15] Não há grande ciência! É um clássico da década de 80 protagonizado pelo lead-man dos Eagles, Don Henley, que tornou-se um personal favorite. É uma música que associo aos meus amigos mais chegados e que normalmente me acompanha à noite, principalmente durante o verão.
[16] Uma aquisição recente na minha "biblioteca musical". Não fosse os arranjos novos do Jamie e nunca daria conta da letra. Descontracção e liberdade são as palavras-chave a que associo a música.

Pode até vir a ser um filme péssimo...

... mas quando juntam um elenco recheado de lendas de filmes de acção, entre outras  figuras conhecidas...   
...i mean... we are talking about guys like: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgreen, "Stone Cold" Steve Austin, Terry Crews, Mickey Rourke, Eric Roberts, Randy Couture, Danny Trejo + cameos de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger...

Como é que posso não ver?! 

Escrito e Realizado por Sylvester Stallone, i give you:



Friday, April 02, 2010

Agora no Facebook !


Estou mesmo muito curioso...




Exposição - Filipa Saragga




Dia 26 de Março de 2010, tive a oportunidade de marcar presença na inauguração de uma exposição de pintura da newcomer Filipa Saragga, a quem desde já presto aqui o meu tributo.  A convite da sua irmã Francisca, não hesitei em marcar presença naquilo que prometia ser um serão bem passado e em boa companhia. Desde a subida das escadas de entrada, até ao momento onde nos deparamos com a tela de boas-vindas com um texto descritivo do seu percurso, podemos sentir o suscitamento de interesse de forma discreta mas com vigor. Uma vez entrando no (excelente) espaço que acolhe as obras, é só preciso nos deixarmos levar pelo interesse e encanto que cada tela transmite aos que do outro lado tentam mergulhar na mente da artista. Por entre telas explosivas, títulos alusivos ao que podemos supor estarem associados a momentos marcantes na sua vida pessoal e à mistura de estilos, temos assim uma variedade de elevado requinte e bom gosto que certamente irá agradar mesmo aqueles que são mais alheios à arte, nomeadamente pintura. É certo que trabalhos desta dimensão são vestidas de um enorme grau de subjectividade, tendo nós dificuldade em conseguir traduzir os sentimentos de quem do outro lado dá uso das pinceladas, porém, arrisco aqui um comentário que poderá ser incorrecto...
Denotei o uso intenso de cores vivas, o que me leva a crer que a Filipa transpõem para o seu trabalho uma enorme paixão pela vida que leva. "Senti" o apoio que lhe foi conferido pela família e amigos, o que desde logo evidencia a estabilidade e reconhecimento dado por aqueles que lhe são mais próximos. 
Por cada quadro repleto de cores vivas e alegres (para mim são palavras quase sinónimas uma da outra, mas enfim) concluo também que a arte no qual dedica o seu tempo poderá ser interpretada como um espelho da sua visão própria e única do ambiente que lhe rodeia. Encontro algum conforto nessa ideia, porque fico com a sensação que a "palavra de ordem" é: Optimismo. 
Embora tenha sido confrontado com quadros aparentemente tristes e nostálgicos, tornou-se evidente para mim que no jogo cromático predominava uma saturação de elementos simbólicos de vida, esperança e alegria. 

Deixo aqui uma nota de  reconhecimento ao trabalho fantástico que se encontra exibido na rua General Carmona nº11 no Estoril (é na rua paralela à Esquadra da Polícia, perto do Casino Estoril) sendo que aproveito para recomendar aos interessados culturais em geral que passem lá. Estará em exibição até dia 9 de Abril! Não percam a oportunidade meus caros!

 

Thursday, April 01, 2010

Jimmy Kimmel e as suas desavenças... : A História


Capitulo I: Como tudo começou...


Capitulo II:  A Vingança...


 Capitulo III: A Resposta...





Como podem calcular, o primeiro video é totalmente encenado. Matt Damon e Jimmy Kimmel nutrem grande afecto um pelo o outro e isso torna-se patente na relação que manteem on e off the set. Ambos têm um sentido de humor fabuloso o que permite colaborações, como as que vimos em cima, possiveis.
Estas brincadeiras e sketch's do Jimmy Kimmel além de serem bem engendradas, têm como principal atractivo a inclusão de várias celebridades suas amigas, que em nome do bom entretenimento e amizade com Kimmel, dispõem-se a fazer. Segue-se então o próximo capitulo destas desavenças. Aparentamente, o video seguinte não está relacionado com os anteriores... mas o desfecho certamente fará algumas revelações...



Capitulo IV: O Regresso


Das duas... uma...

... Ou ficas em casa a mandar hadouken's com os teus amigos...


... ou vais ver os HADOUKEN! à pala, dia 10 de Abril no Gossip !!
(desculpem o péssimo trocadilho, mas tive mesmo de fazer referência ao Street Fighter)


É verdade meus caros. Na sequência de mais um evento da Optimus Secret Shows, depois de um largo sucesso com Mando Diao e Nelly Furtado por terras lusas, temos mais um concerto onde para marcares presença terás apenas que estar registado no site MySpace e imprimir o teu voucher.

Se bem se recordam, um dos primeiros post's que fiz neste blog foi mesmo a falar sobre tal evento.
(Para refrescar a memória, cliquem aqui)

NÃO PERCAM ESTA OPORTUNIDADE!

Wednesday, March 31, 2010

Não fosse a crise financeira e o excesso de bons concertos...


... estaria no Coliseu para ver isto:


(mesmo assim... ainda não baixei os braços...)

The Street Where Originality Lives



Meu amigo Zach Braff !


Sim! Somos amigos! E vai para além do comum lugar na lista de "amigos" no facebook! Considero-o um amigo, no seu sentido mais lato, por ter-me proporcionado algumas coisas que me fazem olhar para ele desta maneira. Depois de uma reveladora selecção musical para a banda-sonora do filme Garden State (2004), tornou-se conhecimento geral que o Zach tinha um gosto musical muito sofisticado. As suas escolhas recaiam na maioria das vezes nos grupos indie, algo que me conquistou de imediato. Sabendo disto, fiz alguma pesquisa e deparei-me com um blog seu no qual costumava fazer actualizações com alguma frequência. Foi ai que dei conta de um post no qual dizia "Se queres impressionar amigos com músicos que nunca ouviram falar e que são bons... então mostra-lhes Ingrid Michaelson e William Fitzsimmons." (Embora tenha recorrido às aspas, não o estou a citar... mas ele disse algo semelhante). Não perdi tempo e saquei os dois álbuns da altura: Girls & Boys (2007) da Ingrid e Goodnight (2006) de Fitzsimmons. Não só me tornei fã de ambos, como ainda fiquei a gostar mais do Braff. Depois disso vi o Garden State (o que só me confirmou as expectativas criadas em volta do seu gosto... porque uma coisa é ouvir o cd da banda-sonora, outra é conjugar as musicas com as cenas... algo que ele fez com mestria) e pronto! Assim se formou aquilo que eu chamo uma bela amizade! Ele sistematicamente contribuiu para a minha cultura musical e nem se dá conta disso (embora eu já tenha tentado retribuir na página do FB mas duvido que ele tenha sequer reparado). Nos últimos tempos ainda me deu a conhecer mais umas quantas bandas entra as quais constam Cary Brothers e Crash Kings. Agora só me resta começar a ver a série Scrubs para a qual ele próprio muitas vezes faz a banda-sonora e também aguardar pelo próximo filme que este venha a realizar. Se for alguma coisa como o Garden State (excelente em todos os aspectos) então espera-me uma coisa de outro mundo.

Cary Brothers - Ride
(existe outra versão desta música que até prefiro, mas fazia mais sentido disponibilizar esta porque foi o próprio Zach que realizou o videoclip)




                         Crash Kings - 1985                                                                                                                      William Fitzsimmons - Passion Play



Monday, March 29, 2010

Sou como o Zé Chunga...


Entrevistador (Vítor Sousa): Diz-me... qual é a tua profissão?
Zé Chunga (Herman José): A minha pro... Sou Jovem! É a minha profissão, sou jovem!



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Saturday, March 27, 2010

Songlines (2004)

Derek Trucks Band - Songlines (2004)

Great blues album (totalmente mesclado com outros estilos e culturas)


Falarei sobre Derek e a sua banda noutra ocasião com mais calma. Por agora... enjoy !



Friday, March 26, 2010

Hoje saudamos: Luis Villas-Boas

(26 de Março 1924 - 1999)

Considerado o "Pai do Jazz" em Portugal, é com saudade que os amantes de música "celebram" hoje os seus 86 anos!

Para mais informações aconselho que pesquisem o blog "Jazz no País do Improviso".

Thursday, March 25, 2010

Reggae

Nunca fui grande fã de reggae. Mesmo quando se apoderou de forma avassaladora por estas bandas, sempre achei que fosse um género musical em muitas formas limitado e até enjoativo. Muitos dizem que tal apreciação (ou falta dela) se deve ao facto de conhecer os artistas errados ou então de não "perceber" nada de música. Não entro nesta discussão para evitar conflitos, cujo o resultado não oferecerá qualquer tipo de solução, portanto, mantenho-me "na minha". Ainda tentei expandir horizontes e obtive acesso a um leque variado de artistas de várias nacionalidades, onde cada um dava o seu contributo dependendo da sua cultura e estilo próprio. Desde os clássicos e veteranos até ao formato mais comercial e contemporâneo ouvi de tudo. Posso dizer que são poucos aqueles que mexeram comigo, não sendo portanto o suficiente para me converter como fã incondicional das músicas de Jah. Entre os que permaneceram na minha playlist temos Black Uhuru, Israel Vibration, Third World, Pier Poljack, (os Portugueses) Kussondulola, Don Carlos, Eek a Mouse, Alpha Blondy, Inner Circle, fora as inúmeras colaborações e iniciativas de artistas de outros meios como Sting, Morodo, etc, que de alguma maneira "incentivaram-me" a dedicar mais tempo ao reggae.

Mas apesar de ter algum apreço pelos artistas já mencionados, tenho os meus dois pesos-pesados! Aqueles que considero serem dignos de ostentarem um lugar cativo nos músicos/grupos de eleição... sendo eles:


 
 












Seleccionei estes dois como os meus favoritos por os considerar os mais ricos musicalmente e os que mais contribuíram para o avanço e rejuvenescimento musical do género.
O Sr. Marley, um ícone que dispensa qualquer tipo de apresentações é um artista de que gosto bastante principalmente pelos seus concertos ao vivo onde denotamos um maior sentido de criatividade capaz de destoar de forma brutal os projectos de estúdio. As suas composições são fantásticas, ricas nos instrumentos e com letras socialmente activas e muito bem elaboradas, porém, ao vivo ganha maior força com novos arranjos e uma inclusão de momentos improvisados. É evidentemente um "jogador de outra liga".


Os Groundation... bem... se os ouvirem uma vez que seja percebem o porquê de os tomar em tamanha consideração! São um grupo americano de uma dimensão inacreditável. Com um estilo passível de ser considerado roots fundido com Jazz e Funk, é legitimo supor que para evocar tal sonoridade sejam necessários vários instrumentos em palco. E supõem bem! Cordas, Sopro, percussão... you name it ! Tudo com muito acerto e qualidade. E se os trabalhos de estúdio estão num patamar acima do reggae "convencional"... os concertos então "partem a loiça toda".

Embora não sendo, como já mencionei, um seguidor ávido do género, agora não dispenso uma (boa) malha ocasional , principalmente durante o Verão. Seria um erro crasso termos a composição de uma banda-sonora da época sem o estilo que maior presença têm marcado nas nossas praias com tudo aquilo que vêm por acréscimo... as festas, o surf, o ambiente descontraído...

Posto isto, deixarei aqui a minha marca com algumas malhas de que tanto gosto...

Third World - 96 Degrees in The Shade (live)



Groundation Feat. Don Carlos & The Congos - Jah Jah Know


Morodo - Babilonia 
(este é o exemplo no qual um artista espanhol ligado ao Hip-Hop introduz na sua música uma grande influência reggae)

Já passaram mais de três anos...

... e ainda ouço como se da primeira vez se tratasse!

 É um álbum fora-de-série!


Radiohead - In Rainbows (2007)




Wednesday, March 24, 2010

The Boondock Saints (I e II)




















O primeiro (The Boondock Saints), do que aparentemente parece que se vai tornar numa saga, é de facto merecedor do crédito que lhe é dado. Tendo eu o visto à já bastante tempo, sinto que não me cabe fazer a sua apreciação até porque já nem me recordo assim tão bem da maioria da acção ocorrida. Lembro-me porém da minha reacção no final comparativamente à sua sequela, que é no fundo o motivo pelo qual aqui abordo The Boondock Saints.

Depois do sucesso que foi o primeiro, tendo este aglomerado milhões de fãs pelo mundo fora (graças aos dvd's e pirataria, permitindo que chegasse a todo o lado), o realizador Troy Duffy decide fazer a continuação desta obra assumidamente de categoria B (B-Movie), feita com muito engenho. 
Onde o primeira acaba, o segundo começa, tendo para isto praticamente a restituição do elenco original com mais umas adições (sendo duas delas a meu ver de algum peso em termos de nome... Peter Fonda e Judd Nelson). A história não têm grande ciência, mas isso também não será propriamente relevante, visto que se pretende pancada de meia-noite. No entanto sinto-me obrigado a dizer que esperava-se um pouco mais de TBS II: All Saints Day!  Partindo do suposto que foram disponibilizados mais recursos financeiros para esta longa-metragem, parece haver pouca atenção ao detalhe. A representação é muito fraca por parte da maioria do elenco, existem  cenas mal aproveitadas e outras escandalosamente forçadas/mal feitas. Será das poucas vezes onde discordo de forma bastante acentuada com a pontuação que é auferida no IMDb, tendo esta sequela o valor de 6.8 com cerca de 10 mil votos. Não acho de todo que seja merecedora desta pontuação, ao contrário do primeiro Boondock Saints que está com 7.9, com mais de 80 mil votos  (justificando assim em parte o seu estatuto de culto). Tenho muita pena! Tinha expectativas elevadas confesso! O trailer prometia, o elenco apresentava algumas melhorias (embora tivessem perdido o Willem Dafoe, tendo este feito um papelão) e, como disse, assumi que haveria um investimento maior no filme, consequentemente permitindo Duffy uma maior expansão das suas ideias. Porém, há que frisar alguns dos pontos positivos. Entretém, é certo. Não obriga a grande raciocino e para amantes de tiroteios certamente haverá algo que seja do vosso agrado. Ainda temos também uma ou duas surpresas (sendo uma delas uma delicia para quem viu o primeiro). Pouco mais haverá além disto... enfim!

However, é de forma meio bizarra que vos vou convidar a ver o filme (mesmo não tendo gostado). Faço isto por dois motivos:

1º Porque talvez venham mesmo a gostar... porque gostos não se discutem!
2º Porque muito provavelmente vêm aí o terceiro, e como tal, é bom que estejam preparados. Tenho fé que a maioria das falhas sejam rectificadas!


Hoje apeteceu-me partilhar isto !

Foals - Spanish Sahara


Electrelane - After The Call

Tuesday, March 23, 2010

Que venham mais dias destes !


Numa iniciativa por parte da BBC, foi feita uma cover da música Perfect Day com o intuito de servir propósitos ligados a eventos de caridade bem como "passar uma mensagem". Original de Lou Reed, temos esta adaptação da música  feita pelos artistas que se seguem enunciados:


Artistas por ordem de aparência (o itálico indica aqueles que marcam presença "muda", isto é, só dão a cara). As linhas divisórias indicam os versos/secções.









Achei apropriado o tema não só pelo facto de recentemente termos the good fortune of being blessed com bom tempo (luz nas nossas vidas faz sempre falta) mas também para dar continuidade ao projecto iniciado em 1997 com um reminder:

You're going to reap just what you sow


(nota: esta música teve presença assídua na minha vida devido ao meu irmão Alex que tanto adorava ouvir isto nos tempos em que vivia fora do país. Penso que terá trazido consigo aquando da sua estadia em Inglaterra onde estudava. Não conhecia a música e tinha pouco conhecimento de quem era o Lou Reed na época, mas ficou. Ficava louco principalmente com a entrada do coro perto do final...)