Thursday, April 15, 2010

Música Comercial

Nestes últimos anos tenho estado tão preocupado em ouvir o que mais ninguém ouve, que abdiquei por completo daquilo que maioria das vezes acuso como sendo "música comercial". Dentro do que pensei ser um raciocínio lógico, apenas agora desmascarado, sempre tomei por garantido que eventualmente essa música comercial de que falo chegaria aos meus ouvidos, afinal de contas, estamos a falar de algo que podemos considerar parte integrante da "música de massas". No entanto, esqueci-me de tomar em consideração o seguinte: Eu não vejo televisão nem ouço rádio, concluindo assim que os dois principais meios onde o comercial tem maior fluidez, não constam no meu quotidiano. Foram provavelmente muitos os temas que me passaram ao lado... vídeos "postados" em blogs, facebook e outros sites que simplesmente "recusei" ver e ouvir por priorizar o mais alternativo ou elitista. Embora refute esta minha opção como válida, fica a sensação que por mero desleixo perdi acesso a muito trabalho de qualidade.

Toda esta pretensa problemática surgiu de uma descoberta relativamente recente... Já à uns tempos, ouvi talvez duas ou três vezes, em carros de amigos meus, um pequeno excerto musical que imediatamente gostei. Mas sem saber bem porquê, não perguntei quem cantava nem fiz qualquer tipo de pesquisa. Minutos depois já teria esquecido! Recentemente, quando estava numa viagem para Évora, ao parar numa estação de serviço reparei que a música de fundo era esse mesmo tema de que ouvira poucos segundos... perguntei de imediato a uma amiga que me respondeu: "É da Alicia Keys! ". Volvidas algumas semanas, novamente no carro de um amigo, voltei a ouvir e desta vez não corri riscos. Tomei nota no telemóvel (uma das minhas melhores ferramentas no que toca ao blog...) e chegando a casa fui logo procurar. Empire State of Mind chamava-se a música. Nesse mesmo segundo que me foi revelado o seu nome, senti-me um idiota! Durante meses (MESES!) vi o vídeo ser apresentado literalmente na minha cara. Jay-Z feat. Alicia Keys não foi suficientemente atractivo para que eu me desse ao trabalho de ver o que é que toda gente andava para aí a ouvir. Não está em causa a qualidade de ambos os artistas, pois acho-os bastante talentosos (e posso até dizer que em tempos foram regulares nas minhas escolhas musicais). Acontece que eu formulei uma  conceptualização acerca dos dois, muito ligada à CidadeFM (estação que 80% das músicas abomino). Porém... considero esta uma lição aprendida! Estarei sem dúvida alguma, mais atento à "música da moda" (mesmo que seja proveniente da CidadeFM) porque há muita coisa boa, que por consequência dos meus hábitos, simplesmente não tenho "fácil acesso".

Jay-Z feat. Alicia Keys - Empire State of Mind



Alicia Keys - Empire State of Mind (Live - I heart Radio)
(fico maluco com esta versão... as segundas vozes oferecem um requinte brutalissímo a esta malha que, sem conhecimento próprio, parece fazer jus à cidade de Nova Iorque)



Jay-Z feat. Mr. Hudson - Young Forever
(sample beat do tema Forever Young, cantado pelos Alphaville. Para ser sincero, o refrão deve muito à forma original como é cantado, sendo portanto - na minha opinião - escusada a participação do Mr. Hudson. However, por gostar desta versão e por estar fortemente ligada ao "Somos Jovens", fica aqui para vossa apreciação)

Os Playoffs estão a chegar !


Começa já dia 18 de Abril !


Monday, April 12, 2010

Adoro o título deste álbum...

... e claramente o seu conteúdo!

Retirado de Quiet is The New Loud (2001)


Kings of Convenience - I Don't Know What I Can Save You From

Le Dîner des Cons (1998)



Por recomendação de um amigo meu, arranjei este filme francês do realizador Francis Veber, intitulado Le Dîner de Cons. Não me foi dito mais nada além de "vais-te rir imenso" (ou algo semelhante). No entanto, com pouco, fiquei entusiasmado. Gosto sempre quando me são recomendadas obras com um humor tipicamente europeu (se é que podemos afirmar tal coisa).  Entretanto, com o decorrer do tempo, admito que o interesse desvaneceu até ao dia em que tive a felicidade de passar umas horas com um companheiro cinéfilo possuidor de um largo conhecimento do cinema europeu, especialmente francês (até porque têm a sua infância de certa forma ligada ao País). Foi-me dito que estava perante um clássico da comédia, comandada por um grupo de actores que tinham por hábito trabalhar conjuntamente em várias longas-metragens e até algumas peças de teatro. Curiosamente, este mesmo filme, é primeiramente um texto escrito para o palco, então depois adaptada para filme. Apenas constatei este facto depois de visto esta comédia negra, uma vez que é um costume meu efectuar alguma pesquisa para tentar acrescentar algum conhecimento. Porém, podemos facilmente deduzir tal acaba por não ser surpresa pois grande parte da acção é desenrolada no mesmo espaço, o que inevitavelmente me levou a pensar que provavelmente seria "material teatral". Enfim... pouco importa para o caso! O que é certo é que a história é engraçadissima,  com diálogos e momentos hilariantes. As personagens estão muito bem concebidas e são dadas vida por um elenco talentoso, nomeadamente pelos actores Thierry Lhermitte e Jacques Villeret, que desempenham os protagonistas. Asseguro que dificilmente teriam melhores "resultados" de casting.

É sem dúvida uma comédia de luxo, que atesta a qualidade da Europa na fabricação de filmes, sejam elas de que género forem. Recomendo-vos que o vejam quanto antes, porque está para breve um remake americano. Conta como actores principais Steve Carell e Paul Rudd., numa adaptação que "arrisco" dizer  que estará longe do patamar atingido pela obra de Francis Veber, que nada deve à convencional comédia americana, que tenta desta forma, trazer uma excelente história ao continente americano (bem como ao resto do mundo), porque é sabido que o cinema europeu não têm os mesmos recursos nem audiência.

Deixo-vos (além do trailer) uma ligeira premissa...

O filme anda à volta de um jantar semanal entre amigos (presumivelmente snob's e arrogantes) onde cada um deles têm como objectivo trazer a pessoa mais idiota que conhecem como convidado! A personagem principal, o Sr. Pierre Brochant, tendo encontrado "um claro vencedor", prepara-se para levar esta figura caricata ao encontro...



Sunday, April 11, 2010

Deixa-me Dançar !


A noite de ontem estava carregada de expectativas bastante altas. Isto porque tocavam os Hadouken! no Gossip, e mais logo os OIOAI juntamente com Os Velhos no LX Factory. Infelizmente, por má gestão de tempo, acabei por abdicar da primeira parte do meu "programa das festas", tendo ficado por casa a ver o grande clássico da Liga Espanhola. Uma vez que o jogo acabou, já eu estava enterrado no conforto do sofá, tive de tomar iniciativa para sair de Cascais em direcção a Lisboa. Confesso que por meio minuto hesitei, mas a ansiedade de ver Os Velhos pela primeira vez ao vivo falou mais alto. Peguei no carro e como combinado fui buscar um amigo que se juntou a mim nesta travessia pela noite da capital. Pelo caminho dei a conhecer a esse meu amigo o tema "Era Moderna" para que este se torna-se de alguma forma mais familiarizado com que estaria prestes a ouvir. Ele retribuía com informação relativamente aos OIOAI, grupo  que já tivera oportunidade de ouvir em Évora, aquando da sua permanência por aquelas bandas para estudar. O grupo que para mim era uma incógnita, começou a levantar alguma curiosidade, até porque a pessoa que nos reencaminhou para esta noite no LX também tinha deixado muito boas referencias. Ao chegarmos ao local houve os habituais encontros (e reencontros) com amigos, que nos levaram a conhecer alguns dos músicos que iriam tocar nessa noite. Numa troca de opiniões que trouxeram uma perspectiva mais pessoal ao meio a que se dedicam (entre outras coisas), foi dificil para mim não mencionar o quão ansioso estava para finalmente puder ver Os Velhos em palco. Com o EP na ponta da língua e um estado de espírito, todo ele uniforme com a imagem da banda jovem/dinâmica/alegre, estava preparado para explodir na pista ao som de grandes malhas. Como tem vindo a ser habitual nestes eventos/concertos, houve os atrasos do costume, que para mim foram bem remediados pela música ambiente que passava aliado à continuação de momentos de socialização, com boa conversa e cerveja na mão. Entretanto, pouco a pouco, o espaço foi enchendo até um ponto onde chegou mesmo a "rebentar pelas costuras", o que estranhamente não me causou qualquer tipo de desconforto, mas antes contribuiu para o ambiente discreto, mas fantástico, que inicialmente se viria a instalar com os OIOAI, seguido depois com a explosão na entrada d'Os Velhos... 
Mas vamos por partes...
Os OIOAI entraram em cena e justificaram sem margem para dúvidas, o que de bom tinha ouvido sobre eles. Embora tivessem actuado perante um público que ainda se apresentava talvez um pouco reservado/tímido, com o decorrer do tempo sentiu-se uma onda crescente entre nós, provocando uma evolução do simples "abanar de cabeça" para os aplausos efusivos e os ocasionais berros. Talvez por falta de entrosamento com o seu trabalho não tenha existido uma química tão vincada como se viria a sentir mais tarde entre os músicos e a plateia. Obstante desse facto, deixo aqui aquilo que vou chamar "o meu selo de qualidade" a um grupo que ouvi pela primeira vez e ao vivo, num concerto onde me conquistaram pelo acréscimo de riqueza musical que me proporcionaram, dando seguimento ao meu percurso num mundo composto por bandas portuguesas. Após o fim da "primeira parte" foi concedido algum tempo para que a banda seguinte ocupa-se o palco. Durante esses breves minutos, mais um pouco de conversa e copos, numa "casa" que tinha atingido o seu pico máximo de população. Eu estava mais que surpreendido porque não  sendo eu um regular no LX Factory, fiquei sem saber se o que se estava a passar era habitual. Pensei para mim que tinha encontrado uma "mina de ouro". O ambiente era fantástico, a música doutro mundo e o espaço estava muito (mas mesmo muito) bem frequentado. Eu que não tinha uma noite divertida desde que chegara de Valência/Barcelona, sentia que estava a meio do que viria a ser uma das melhores noites que me recordo.
Entretanto, chegara o momento tão aguardado por mim. Os Velhos subiam ao palco e desde o primeiro tema que tocaram, incendiaram por completo o Rock Faktory que dançavam e cantavam com toda a energia que tinham. Não demorou muito para que dessem inicio ao caos com os "moches" e o crowd surfing, tudo feito com uma imensa alegria e boa disposição. Naturalmente houve pessoas que foram arrastadas nesse movimento, porém, reagiam sempre com um sorriso na cara, e por vezes, até acabavam por ceder e juntar-se à confusão. 
"Deixa-me Dançar", "Foi Assim Que as Coisas Ficaram" e o inevitável "Era Moderna" foram as malhas que mais contribuíram para o êxtase do público que do principio ao fim, não parou! Escusado será dizer que estava completamente louco na pista, contagiado pela (boa) música e pelas pessoas que me rodeavam.

Posto isto, após uma sucessão de concertos notórios pelo fogo que carregavam e pela sua entrega ímpar, seguiram-se os DJ's que encerraram com "chave de ouro" uma noite sem precedentes! Imaginem aquelas saídas onde predominam os clássicos de rock dos anos 70, 80 e 90... muito à semelhança do que a M80 nos habituou ao longo dos anos. Essas noites, na minha humilde opinião, destoam de forma positiva aquilo que podemos considerar a música convencional de discoteca (o que eu apelido de "martelinhos"). Sempre mexeu muito mais comigo porque além de poder cantar desalmadamente letras que sei "de cor e salteado", acredito que validam de forma acérrima o que é a elaboração de boa música traduzindo-se sem surpresa na sua intemporalidade em muitos dos casos. No entanto, ontem, pela primeira vez na minha vida, tive a oportunidade de dançar a noite toda ao som de alguns dos meus artistas favoritos indie, sendo a grande maioria de um registo mais rock em prol do indie pop ou até mesmo electrónico. Desde Vampire Weekend, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, MGMT, The Strokes, TV On The Radio, Bloc Party, LCD Soundsystem,  passando por alguns clássicos como London Calling dos The Clash (a quem prestei homenagem com a minha t-shirt) ou I Wanna Be Sedated dos Ramones, realizei que estava perante um duo de DJ's, apresentados como os StoryTellers, que oferecem música alternativa como forte hipótese de sessões musicais non-stop de cor, vida e juventude na pista de dança! Congratulo todos os intervenientes musicais desta noite impregnada de magia!

Quero também aqui deixar os meus parabéns à equipa responsável pela produção deste evento, (La Dolce Productions) a quem peço desde já (com alguma urgência) que façam algo semelhante num futuro bem próximo!

Friday, April 09, 2010

Erros fatais !

Quero aproveitar esta capa do jornal Record, que na minha opinião em três palavras resume o que se passou, para apontar o dedo de forma furiosa, e pela primeira vez esta época, ao treinador Jorge Jesus. Não querendo parecer ingrato, porque de facto devemos muito ao mister por todo o trabalho feito na equipa, venho por este meio acusar Jesus de ser o principal responsável pela derrota de ontem frente ao "acessivel" Liverpool. Faço isto com algum peso na consciência visto que, como disse, o treinador é na minha óptica o principal responsável por uma das melhores épocas desportivas da história do nosso "Glorioso", tendo ele montado um esquema formidável onde cada jogador encaixa na perfeição ao pretendido. Recuperou jogadores que atingiram este ano picos de forma excelentes. Casos de David Luiz (que regressa finalmente - e com regularidade - ao eixo da defesa), Aimar, Carlos Martins, Di Maria, Coentrão e até mesmo Cardozo (que o ano passado foi muito mal aproveitado por Quique). Porém, ontem Jesus estreou-se numa coisa que lhe vou chamar "O Capítulo: Inventar". Ontem começou logo por inventar de uma maneira brutal, a um ponto que se tornava desde logo perceptivel que o jogo não ia correr bem.
A parelha Sidnei/Luisão é logo um erro quando temos como adversário um dos pontas-de-lança mais letais do mundo... o inevitável Fernando Torres (que sem grande surpresa acabou por fazer o gosto ao pé). Ambos os centrais do Benfica são grandes, lentos e "duros de rins". Depois não têm rotina de jogo visto que praticamente toda a época jogou sempre o David ao lado do Luisão. Depois... como se a dupla já não fosse um erro grave, ainda temos de ter em conta os seguintes factores: Luisão encontrava-se condicionado... tanto que já se comentava a eventual ausência frente à Naval. No entanto, fez esse jogo e partimos do suposto que para o Liverpool estaria em condições. Claramente não estava. Notou-se de forma evidente e consequência disso vai ser uma provável lacuna frente ao Sporting (portanto, o jogo contra a Naval custou-nos caro, visto que podiamos ter dado descanso ao capitão frente a uma equipa teoricamente mais acessivel que o Liverpool e Sporting)! Aliado a isto, o Sidnei que já não fazia um jogo a titular à séculos, apresenta-se em campo, gordo, lento e completamente desconcentrado, frente à equipa mais forte dos restantes adversários ainda em prova na Liga Europa. Como?! Porque raio haveria de ser concedida uma oportunidade ao Sidnei de ser titular num jogo importantissimo, ainda para mais frente ao "Torres e companhia"? Por fim, esta dupla de centrais acabou por trazer outras implicações ao jogo. David Luiz foi passado para a esquerda! Jogar com um central adaptado, tendo no banco melhores argumentos, foi um disparate abismal... e viu-se bem. Para começar o "miudo" perdeu milhares de lances defensivamente! No ataque mal se via, visto que não consegue explorar o lado esquerdo de forma própria, acabando sempre por flectir para a zona central. Isto tornou os nossos ataques previsiveis, faceis de controlar e com zero perigo. Como se não bastasse, além de o factor ofensivo não "fluir" como devia, ainda perdeu bolas que comprometeram a equipa (4º golo é fruto disso). E mais!!! Di Maria, onde estava ele ? Pouco se viu do astro argentino... mas acham que vou "cair em cima dele"? Não. Porque no fundo, pouca culpa têm. Foi-lhe concedido muito pouco apoio naquele lado esquerdo, tornando a vida muito mais complicada para o nosso extremo. Ainda pensei para mim alguns dos motivos que levaram Jesus a tomar estas opções. Talvez à semelhança do que Koeman fez com o Benfica nas competições europeias, optou por jogar com centrais adaptados de forma a dar mais altura e musculo à defesa, bem como proporcionar maior "poder de fogo" nos lances de bola parada. Ok! Até faz sentido! Mas tornou-se evidente ao fim de algum tempo, que esta estratégia não ia surtir efeito... mas em vez de o treinador desfazer o erro numa altura onde já estavamos a perder 2-0... não! Manteve este esquema até aos 80 e tal minutos de jogo, quando já tudo estava decidido com 4-1 no marcador! Era óbvio que o Coentrão tinha de entrar. Não só por ser mais rápido e "raçudo", mas também porque proporcionava logo um equilibrio no nosso balanço ofensivo. Enfim... alguma coisa aconteceu na cabeça de Jesus para deixar o Benfica a ser "comido" sistematicamente em velocidade pelo centro do terreno (reparem que 3 dos golos sofridos foram assim). Não quero apenas responsabilizar o treinador e os jogadores que actuaram no último terço do campo (defensivo) porque naturalmente a equipa não esteve em bom plano (a começar pelo Júlio César que dá inicio ao descalabro com uma tremenda "fifia"), mas acho que podemos todos concordar que tendo alguns elementos pouco enquadrados no jogo e em sub-rendimento, é natural que tal se venha a reflectir no resto da equipa.

Conclusão: Ontem o Benfica começou a perder o jogo, ainda este não tinha começado. Foram "tiros nos pés" uns atrás dos outros.

Mais tristes e furiosos do que eu, de ver o Benfica ser eliminado ficaram os jogadores, treinadores e staff certamente, daí também agora esta última palavra de apreço. O desaire de ontem não apaga a óptima campanha europeia que realizámos este ano, nem o campeonato fora-de-série até ao momento... falta pouco para (se tudo correr bem) podermos festajar...

Nós só queremos o Benfica campeão !

Thursday, April 08, 2010

Exposição José Viana - Amadora




Segue em baixo, informação (citada) relativa a uma exposição de pintura com o propósito de prestar homenagem ao legado do meu avô, José Viana. Sei que dificilmente a minha opinião não será tida em conta como "suspeita", mas garanto-vos que estão na face de um dos artistas mais emblemáticos da nossa cultura portuguesa.
Não percam!!


Os Recreios da Amadora apresentam até dia 25 de Abril, uma exposição de pintura com obras de José Viana.



Homem do espectáculo, do palco e das artes, José Viana soube desde cedo que a versatilidade o acompanharia por toda a vida.


Criou obras pictóricas onde a interpretação da figura humana é a protagonista.


Esta revela-se uma oportunidade a não perder para admirar a sua pintura e o seu restante legado artístico.


Até 25 de Abril


Recreios da Amadora


Av.ª Santos Mattos, 2 – Venteira


Horário: 3.ª a domingo, das 14.00H às 19.00H


Entrada Livre

(Fonte: Metro News)                                                                                             Outras fontes [1] [2] [3]

Kid Lang



Já aqui falei sobre Jonny Lang, mas isso não inviabiliza que volte a escrever sobre um dos meus guitarristas favoritos. Custa-me crer que este "puto" (na verdade ele já não é assim tão jovem, contudo, será sempre assim que o terei em conta na minha mente, dado que a primeira vez que o vi tinha 16 anos) não têm um estatuto de estrela à semelhança de John Mayer. Quer dizer, pensando melhor, até é fácil explicar. Enquanto Mayer optou inicialmente por um caminho pop acabando por se "vender" à indústria musical, Lang nunca abdicou de se dedicar exclusivamente ao género onde criou as suas raízes musicais... o Blues. A sua voz, quase única diria eu para um rapaz novo e branco, é um dos factores que o torna desde logo memorável. Não é por nada que comparam o seu estilo e timbre a um veterano negro. Depois disso, temos a sua habilidade na guitarra! Toca a um nível, que embora possa estar longe dos grandes mestres, é para mim do calibre de um. 
Desde que me lembro, Lang sempre foi forte nestes dois atributos... mesmo muito jovem, sendo lógico que eu tenha ficado desde logo impressionado e com o tempo me tenha tornado um grande fã. Talvez peque por não ser um compositor dentro do mesmo patamar de Mayer e não ter aquela imagem que tanto favorece os músicos junto da sua audiência. No entanto, isso para mim pouco interessa... Este miúdo toca a um nível incrível desde os 16 anos e sempre teve metido no meio dos blues! Embora tenha grande apreço por Mayer e ele seja um dos meus guitarristas favoritos, vejo em Lang a pureza no amor pela música, mesmo abdicando do estatuto que Mayer hoje usufrui (porque não tenho dúvidas que se quisesse, poderia ter o mesmo rumo).


A letra e tudo o resto acaba por se "esfumaçar no ar" quando ouço malhas como esta que se segue...


Tuesday, April 06, 2010

Luisão VS. David Luiz



















Uma questão que divide muitos benfiquistas:

Entre Luisão e David Luiz, qual o melhor ? 

Já foram inúmeras as vezes que vi este "debate" decorrer. Ora por iniciativa de elogios a um e outro, acendendo discussão... ora por criticas onde eventualmente é feita comparação entre ambos... etc etc etc. 

Entre o meu grupo de amigos, penso que não há assim grandes dúvidas embora haja sempre um ou outro que contraria a maioria.

Neste caso, sou pertencente à Team Luisão, embora tenha muito em conta o David. Não tenho dúvidas que a longo prazo será um dos melhores centrais na história deste desporto, caso não haja deslizes na sua carreira. 
Como é que sustento esta minha opinião? Pois bem... acredito que o Luisão é um central bem mais experiente (fruto também da idade obviamente), regular, de um forte posicionamento, imbatível no ar e com uma tremenda capacidade de concretização em lances de bola parada (muitas vezes até lances capitais). Aliado a isto é inteligente na forma como aborda os lances defensivamente compensando muitas vezes pela falta de velocidade face a adversários velozes. Não é jogador de comprometer a equipa com faltas de concentração, embora seja susceptível de acontecer quando normalmente regressa de lesões, levando um curto período a ajustar-se novamente ao jogo. É também um líder por excelência, tendo uma voz de comando ouvida e respeitada por todos no campo. Não é por nada que é presença regular na selecção "canarinha" mesmo com a forte concorrência de centrais como Alex, Cris ou Thiago Silva, todos eles jogadores em clubes de topo. Carlos Alberto Parreira e Dunga apostaram (e apostam) com força num jogador que ao longo dos anos se tornou num símbolo do Benfica.

O David Luiz on the other hand é claramente mais rápido e têm uma técnica impressionante para um jogador na sua posição (e também com a sua altura). Aliado a isso, é bom na antecipação, fisicamente forte e equilibrado tanto no jogo aéreo como pelo chão. É também um jogador mais vistoso, com outra "pinta" dentro de campo... um jogador com elegância e mais "excitante" de se ver. Infelizmente, dado à sua "tenra idade", ainda comete muitos erros infantis, muitos dos quais devido ao seu excesso de confiança nas suas capacidades.Desta forma, Luisão acaba por ser mais "eficaz" que o seu parceiro no eixo da defesa, porém, podemos facilmente constatar no rápido crescimento do David como jogador e a sua influência no estilo de jogo do Benfica. Tal traduziu-se na sua requisição por alguns dos maiores clubes da Europa. Sendo ele bastante novo, apresenta ainda uma margem de progressão inacreditável, daí não ter dúvidas que com o tempo se tornará claramente superior ao capitão do Benfica, no entanto, por agora Luisão mantém, na minha opinião, o estatuto de melhor central do Benfica e de Portugal.

Mas mais importante do que avaliar qual deles o melhor, é a maneira como ambos se complementam dentro de campo. Quando um peca por falta de velocidade, o outro não. Onde outro peca pela falta de experiência, lá está o colega mais forte nesse atributo. O Luisão sendo claramente o grande líder da equipa, tem no David um pupilo, aspirante a tal estatuto, sendo já visível o peso que o miúdo começa a ter no balneário.

São inquestionavelmente a melhor dupla de centrais do Benfica de que me recordo, desde o tempo de Fernando Meira / Marchena (tomem em conta que não me recordo de ver Ricardo Gomes / Mozer)

However... há aqui uma coisa que gostaria de mencionar. Algo com que fiquei deliciado esta Segunda -Feira e que me recordou de outra grande diferença entre ambos os centrais. Existe coisas que simplesmente nem num milhão de anos com muito treino Luisão seria capaz de fazer. A saída em drible e a qualidade de passe (com ambos os pés) são dois desses atributos. Neste campo o David está num patamar acima (e não me refiro apenas comparativamente ao Luisão, mas sim aos centrais numa escala global). 
Não acreditam? 
Vejam isto...


Um álbum de bradar aos céus!




É o que acontece quando juntam Danny Gatton, Bobby Watson, Joshua Redman ou o recém descobrido (por mim) Roy Hargrove... entre outros. Todos os temas flawless!! Torna-se nítido desde os primeiros minutos da primeira track Dolly's Ditty que nos está reservado uma sessão musical refinada com alguns dos melhores músicos do cenário jazz em palco (Sim! Porque é ao vivo!!)

Um Sketch...

... simples, curto e se calhar para alguns até nada de especial...






...mas que a mim me fez rir desalmadamente !



Por tudo o que me deste


Por tudo o que me deste:
– Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco…
– Obrigado! Obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
– Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado…
Sem ironia, amor: – Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!

por: Carlos Queirós (o poeta e não o treinador)

(poema recitado na peça Amor Intemporal, que esteve em cena durante o mês de Novembro em Cascais)

Sunday, April 04, 2010

Away We Go (2009)


Não percebo como é que este filme só agora chega às nossas salas de cinema! 
Eu já o vi e comentei (em tempos noutro blog) à bastante tempo, mas sabendo que só agora é que muitas pessoas tomaram conhecimento do filme, ressalvo aqui a minha nova oportunidade (desta, noutro espaço) para recomendar esta fabulosa longa-metragem de Sam Mendes. Com um elenco de se "tirar o chapéu", uma banda sonora folk muito interessante (contrastando com as habituais soundtracks dos filmes de Mendes, onde temos o compositor Thomas Newman), diálogos hilariantes e personagens distintas que oferecem diferentes perspectivas ao "caminho a seguir" pelo casal protagonista... temos em Away We Go um dos meus filmes favoritos de 2009 (a lista está ligeiramente desactualizada, mas é certo que este filme mantém-se como uma das minhas escolhas). Embora desfasado de outros trabalhos de Mendes, como American Beauty (1999), Road To Perdition (2002) ou Revolutionary Road (2008), onde predomina uma realidade social pesada ou temas mais escuros, temos aqui a prova de que mesmo um filme "paradoxal" ao estilo de Mendes, acaba por cumprir com excelência. É um projecto pequeno, independente, pessoal... todo ele notório no seu estilo leve e divertido. Recomendo vivamente!

Saturday, April 03, 2010

SOMOS JOVENS !

 Antes que passem mesmo à leitura deste post (e sei que isto é um erro fazer porque começo já por denegrir o meu próprio trabalho), quero que tomem em consideração o seguinte "prefácio":

Escrever sobre "Somos Jovens" foi provavelmente uma das primeiras ideias que tive quando iniciei o blog, mas dado a importância do tema para mim, quis esperar o dia onde tivesse de alguma forma inspirado para que talvez também viesse a inspirar outros. Pretendia mesmo que esta fosse encarada como a minha "obra-prima", algo que constato estar longe de o ser. Infelizmente nas alturas onde teria maior vocação para avançar com este texto, estaria fora de casa e sem bloco de notas. Ainda escrevi um rascunho e fui adicionando coisas ao longo deste mês que passou, mas de facto posso asseverar que em tempos na minha cabeça, a minha pretensa "tese" seria muito mais eloquente. Isso chateia-me como vocês não imaginam! Poderia perfeitamente adiar o "lançamento" mas é daquelas partilhas que quero fazer com alguma urgência. Realizo estar a conformar-me com o medíocre... o banal, pois é isso que estou a "oferecer" (pelo menos, fico com essa sensação). Talvez seja culpa das expectativas altas que aqui depositei. Talvez a minha necessidade de implantar alguma obrigação em "revolucionar" este meu espaço... não sei. Tentei! Tentei que fosse uma janela pertinente a um lado pessoal que é meu...

Obstante disso, quero dedicar este meu post aos meus amigos mais chegados (you know who you are) e família, cuja inspiração que me providenciam para ser eternamente o "duartinho" não têm valor. Optimismo, juventude, alegria e ambição são as "palavras de ordem" que me transmitem frequentemente, e por isso agradeço!
Aos meus restantes amigos, conhecidos e pessoas com quem poderei eventualmente cruzar caminho os desejos de que mantenham espírito aberto!  
A idade não interessa... ao alto os corações (Os Velhos - Era Moderna).

"Duartinho" Mendonça


Não me recordo ao certo a primeira vez que pronunciei esta frase! Foi algo que aconteceu de um acto espontâneo sem sequer ter real noção do impacto que teria naquela época, arrastando-se até hoje. Foi à alguns anos atrás, isso eu sei! Provavelmente aquando da segunda ou terceira época da série "Morangos com Açúcar", pois foi em jeito satírico que "a" (frase) gritei por achar tão ridículo o conceito "morangada" que se tinha instalado por Cascais e Lisboa. Mas em forma de sátira ou não, a frase pegou! E de que maneira! Passou a ser uma trademark minha de que me orgulho bastante por inclusive se ter transformado numa espécie de lema. Ao contrário do que habitualmente acontece, onde seria típico implicarem com a frase e em dias cair no esquecimento, pouco a pouco as pessoas foram "aderindo" ao movimento como sinal de compreensão ao que esta queria dizer. De boca em boca "Somos Jovens" foi dito, comentado e gritado como sinal de juventude, de rebeldia, liberdade ou diversão. Uma forma de dizer que o ser jovem não se encontra inerente à idade mas ao estado de espírito, pois a juventude eterna não precisa de ser encarado como uma luz ao fim do túnel onde poucos a alcançam, mas sim uma realidade possível aos que tiverem coração e mente para tal.

Lembro-me não do dia e ano, mas sim do momento em que surgiu... Estava acompanhado por um amigo que imediatamente compreendeu o seu sentido e o valor que esta carregava. Quando aquela "pica" se instalava no calor do momento ou mesmo até quando poderíamos estar em baixo e queríamos dar a volta a isso, era a altura em que o "grito de guerra" surgia. Como quem reconhece que o tempo não pára e não dá para ficar em eternas lamentações. À que agir e viver! Mas nem tudo é animação e festa... Existem os dilemas, as crises, problemas de ordem familiar e pessoal... as relações amorosas (do cariz mais juvenil que existe)... todo um conjunto de situações a que nos temos de adaptar e reagir, sempre usufruindo da experiência adquirida ao longo dos anos mas de forma optimista como só um "jovem" consegue. Porque independentemente da situação, não é o fim do mundo! Há sempre algo onde nos podemos agarrar. Às vezes é uma questão de tempo até nos apercebermos de tal, mas garanto que apresentem disponibilidade para isso e certamente colherão frutos da vossa paciência. "Quem espera, tudo alcança", dizia o outro e com toda a razão.

É suspeito da minha parte fazer estas afirmações... muito provavelmente porque ainda não atingi o pico adulto e como tal dou conta da ausência das responsabilidades e estilo de vida que vêm com o território de ser alguém que passou a barreira do que interpretado pela sociedade como um jovem. Mas agora que penso nisso... Mentira! Tenho exemplos distintos disto em casa. Pais e irmãos que se apresentam conforme aquilo que a sua idade lhes confere e pede, porém, apresentam-se nos seus tempos livres e mesmo em trabalho como "miúdos loucos que correm no recreio", isto é, livres, divertidos e com amor por aquilo que fazem... nunca abdicando da essência que os torna forever young como cantam os Alphaville.

É um facto que encaro a minha vida de forma descontraída... um dia de cada vez, tendo também os meus planos para o futuro é certo, mas enquanto esse futuro não chega, a ideia é viver da forma mais intensa que me for permitido com o auxílio dos meus amigos que desempenham papel chave nesta minha tarefa. Afirmar "Somos Jovens" acende uma chama forte que ilumina o meu caminho, mas também o daqueles que se disponham a acreditar nesta ideologia.
"Corações em liberdade" gritam com convicção porque foram contagiados e transformados por uma onda que poderá ser uma experiência, uma pessoa, conversa ou frase que lhes tenha incutido aquilo que com tempo se tornará uma verdade universal: SOMOS JOVENS!
Não se neguem a uma vida repleta de intensidade nos mais variados momentos. Saibam fazer gestão da carga emocional com que se entregam às coisas com o objectivo de aproveitar o vosso tempo, sem deixar nada por fazer e sem deixarem para trás objectivos ou sonhos que tenham. Pensar a longo prazo, contudo, sempre sem abdicar do "momento". À medida que os anos passam e nós crescemos torna-se cada vez mais passível renegar aquilo que pode ser eventualmente recordado como os melhores anos da nossa vida… a adolescência. Tempos onde predominava uma inocência que chegava a amparar eternas ocasiões onde éramos negligentes porque "estávamos no nosso direito"."É da idade!", dizem os mais velhos e sábios para desculpar as nossas acções.
Naturalmente, tal argumento deixa de ser usado como desculpa. Perde todo e qualquer sentido...
Podemos no entanto, de forma sóbria e lúcida, tornarmo-nos adultos, condecorados com as medalhas das nossas experiências e concretizações pessoais/profissionais por mérito da nossa postura responsável e aprumada. Mas teremos sido nós convertidos para conseguirmos chegar a este ponto? Isto é, em ordem de atingir credibilidade e sucesso nestas áreas enquanto adultos, teremos de abdicar de momentos totalmente reckless com "pitadas" de nonsense? Evidentemente que não meus caros! Caso o façam, irão olhar para trás e ficar com um sabor amargo de quem se apercebe do erro que foi. Perder uma alegria imensa de saber viver, remetendo-se para um mundo cinzento sem cor, música... sem gargalhadas, sem espontaneidade. Seria para mim totalmente irrisório viver em tal realidade! Tomem tempo para olhar à vossa volta. Consciencializem-se do que têm ao vosso dispor. Parem para apreciar o que de bom a vida têm para oferecer. Colham os frutos que nos são deixados para o nosso próprio proveito. Vivam... Sejam felizes. Persigam os vossos sonhos, os vossos ideais. Por mais cliché que isto pareça (e eu sei que fica a sensação que retirei muito material da obra Clichés 101) aprendam a seguir os vossos instintos e o vosso coração to live your life to the fullest! Não se deixem aprisionar pelas correntes da idade ou da fraqueza de espírito! As coisas acontecem de tal forma rápido, que correm o risco de perder oportunidades que vos passam literalmente à vossa frente.
Não queiram lidar com isso... com a ideia de que algo ficou para trás! Corram riscos, calculados ou não, mas corram riscos! Sejam também solidários e atenciosos com os que vos são chegados, mas também com as pessoas anónimas do dia-a-dia. Tais atitudes terão certamente alguma influência na construção de uma "utopia", que tento tocar todos os dias com a ponta dos meus dedos. Façam voluntariado, façam viagens, promulguem as mais variadas leis no vosso campo espiritual. Não se deixem nunca consumir pela inércia impingida por aqueles que pouco ou nada contribuem para um mundo melhor. Procurem sempre dentro das vossas qualidades e limitações tomar qualquer tipo de acção!
Entretanto... passem a palavra! Não me refiro ao meu post (como quem quer aproveitar a publicidade ao blog) mas sim ao conceito. Façam uso das vossas palavras, dos vossos exemplos e experiências e ajudem a malta a tornar-se consciously aware. 

Hoje, somos muitos, aqueles que nos mais variados momentos temos na ponta da língua a versão portuguesa do "Grito do Ipiranga"... Seja na entrada de uma festa, numa travessia de carro com cabeça de fora  enquanto apreciamos a vista da praia num óptimo dia de verão, numa acção de caridade, numa roadtrip... intermináveis cenários possíveis a que facilmente viajo através de memórias ou mesmo músicas. E chegando a este ponto...  passo a dispor da oportunidade para vos deixar sugestões de músicas a que associo a diversas fases/situações da minha vida. É verdade! Uma mixtape "Somos Jovens": Como podem calcular, existem outras "mil e uma" músicas que interpreto como sendo "dignas" da lista, mas para não me exceder decidi reduzir a minha selecção a aquelas que me vieram de imediato à cabeça.
(meanwhile, segue-se uma "legenda" para algumas músicas com o propósito de explicar um bocado o que é que cada uma delas evoca quando as ouço... porque enquanto umas carregam imensa energia, outras simplesmente podem parecer não encaixar no conceito de forma tão evidente. Os links para as respectivas estarão na numeração, algo que usei apenas para manter uma certa organização e não estipular uma ordem. Foi totalmente ao acaso!!)

1 - Shout Out Louds - Tonight I Have To Leave It
2 - Shout Out Louds - Hurry Up, Lets Go
3 - Bloc Party - Like Eating Glass
4 - Bloc Party - Banquet
5 - Bloc Party - This Modern Love [1]
6 - Temper Trap - Sweet Disposition [2]
7 - We Were Promised Jetpacks - Quiet Little Voices
8 - We Were Promised Jetpacks - Moving Clocks Run so Slow
9 - Phoenix - Armistice
10 - Air Traffic - No More Running Away [3]
11 - U2 - Where The Streets Have No Name [4]
12 - Arcade Fire - No Cars Go [5]
13 - LCD Soundsystem - All My Friends
14 - Los Campesinos ! - Death to The Campesinos
15 - Los Campesinos ! - Broken Heartbeats Sound Like Breakbeats
16 - Jimmy Eat World - The Middle [6]
17 - Jimmy Eat World - Kill [6]
18 - Jimmy Eat World - Work [6]
19 - Cary Brothers - Ride [7]
20 - Cary Brothers - Who Are You
21 - Youth Group - Forever Young
22 - Sufjan Stevens - Chicago (adult contemporary easy listening version) [8]
23 - Os Velhos - Era Moderna
24 - Semisonic - Closing Time
25 - Stars - Your Ex-Lover is Dead [9]
26 - Oranges Band - Ride the Nuclear Wave [10]
27 - Interpol - Evil [11]
28 - The Cure - Just Like Heaven (Acoustic) [12] 
29 - Wilco - Muzzle of Bees [13]
30 - Eels - Saturday Morning [14]
31 - Don Henley - Boys of Summer [15]
32 - Jamie Cullum - Don't Stop The Music [16]
33 - The Courtneers - Not Nineteen Forever
34 - Os Golpes - Arraial
35 Queens of The Stone Age – Go With The Flow

Quero também constar o seguinte, de forma a evitar qualquer tipo de equívocos. Não pretendo de forma alguma passar por aspirante a filósofo, com conhecimento da verdade única e absoluta. Aquilo que aqui escrevo é conhecimento geral, ou pelo menos, deveria ser. É um texto talvez demasiado exacerbado para o seu conteúdo, visto que nada do que disse é novidade. Mas um dos meus objectivos é relembrar as pessoas de princípios e fundamentos “básicos” (apenas na sua “aparência”, mas complexos na sua essência) que muitas vezes tendem em cair no esquecimento, pelos mais diversos motivos. Há que manter a “chama viva”, e esta será certamente considerada por mim, umas das minhas contribuições para que tal aconteça.

Posto isto, acabo com uma citação de que gosto bastante e que instaurei na minha filosofia de vida:

Life moves pretty fast. You don't stop and look around once in a while, you could miss it.  
 
 LEGENDAS
[1] Na minha óptica a grande obra-prima dos Bloc Party. Uma música carregada por uma força imensa que aborda temas amorosos... Uma relação em concreto. A subida no volume e intensidade com  mudanças de ritmo (o final então com a explosão dos pratos da bateria, ui), injectam vida sempre que a ouço, o que é bastante curioso. Isto porque não é assumidamente uma música alegre, mas transborda de uma energia que a torna como tal.
[2] Uma das grandes revelações de 2009, Sweet Disposition evidencia-se nesta lista como sendo talvez a música mais polivalente. Enquadra na perfeição com os mais variados cenários sejam eles quais forem. Imagino cenários hipotéticos ligados a momentos de diversão e loucura, a momentos de intimidade e partilha, de aprendizagem, de alguma angústia e sofrimento (mas sempre com um comeback porque aqui não há espaço para os que baixam os braços), and so on. Relativamente ao que a mim evoca poderei sem dúvida afirmar que é tudo o que "Somos Jovens" engloba!
[3] À semelhança do que se passou com o tema anterior, também No More Running Away apresenta várias possibilidades, embora altamente contaminada por imagens e um feeling festivo devido ao anúncio da SuperBock, responsável pela música me ter chegado aos ouvidos. A letra poderá assumir múltiplos formatos... Eu encaro-a como uma espécie de "hino disfarçado à vida".
[4] Desde que os primeiros acordes da guitarra do Edge se fazem sentir, e à medida que cresce, cresce cresce... com a bateria a surgir providenciando já um ritmo alucinante, sinto-me totalmente disperso! Começo a viajar por inúmeros locais, muitos dos quais só vi em fotografias. Talvez o nome Where The Streets Have No Name me faça recordar das cidades para as quais não tenho nome atribuído, mas que não deixam de ser sítios que me despertam curiosidade e aquela vontade de ir "à aventura". Mas não acaba aqui. Esta malha dos U2 tem também uma qualidade fantástica. Vai buscar forças onde penso não existirem. Sabem por exemplo quando correm, estão de rastos, mas depois algo parece que vos incendeia e sentem aumentar o ritmo de forma involuntária? Pois bem! Works everytime com este tema.
[5] Como o título sugere... "onde carros não vão" é para mim sinónimo da caminhada espiritual ou mesmo física. Para os mais ínfimos locais à procura do fantástico e aventura. A viagem pelos locais mais inesquecíveis. (Não me baseio na letra/significado, mas naquilo que o titulo e a melodia me sugerem.)
[6] Todas estas malhas dos Jimmy Eat World deixaram de ser presença assídua na minha vida, pelo menos nesta fase. Mas estão fortemente ligadas ao passado por carregarem alguns dos pontos altos da máxima "Somos Jovens". De cariz  highschool punk/rock-pop marcaram o inicio da minha juventude e permanecem ainda hoje como sinónimo de parte do meu crescimento. Pela musicalidade presente (é perceptível o seu enquadramento aqui) mas também pelas letras que abordam crises/problemas tão característicos da adolescência.
[7] Para ser sincero, nem consigo bem justificar a inclusão desta música na lista, mas tenho total certeza de que merece ocupar o seu lugar entre as restantes. Espero que consigam de alguma maneira tirar proveito desta malha.
[8] Não sei, até que ponto, poderão partilhar da minha visão, mas aqui vai de forma bem sucinta: Banda sonora de uma viagem. Imagino sempre um grupo de amigos numa travessia fantástica pelo país, ou melhor, por um país.
[9] Já comentado de certa forma (aqui) quero apenas acrescentar que de facto há possivelmente uma partilha comum entre a história contada na música e a vida pessoal dos seus ouvintes...
[10] Não são muito conhecidos... e não há ai muito na net disponível para ouvir, mas já constam com uma música (esta) na banda sonora de um filme (Sex and Breakfast), no máximo, interessante. Seria completamente escusado por legenda nesta malha porque o vibe jovem está praticamente implícito desde o primeiro segundo em que começa.
[11] Eu adoro os Interpol! É um dos meus grupos referencia já à bastante, porém, nunca foi um grupo que ligasse ao "conceito"... até à pouco tempo. Não sei se terá sido da minha disposição quando ouvi no carro, mas quando ouvi o tema Evil "perdi a cabeça". Cantei, bati com as mãos no volante desalmadamente e pus em modo repeat a viagem toda. Tal cenário repetiu-se durante os dias seguintes. Que estranho é ter uma música, que já conhecemos à bastante, bater desta forma. E quando chega o último refrão por volta dos 2.56m, seguido depois com Saying, me,why can't we look the other way? Why can't we just play the other game? Why can't we just look the other way?, aí ninguém me agarra!

[12] Esta deve-se a um simples facto. Além da "energia" que transmite (sendo este provavelmente o argumento que mais uso para descrever cada música nas legendas) associo principalmente os primeiros segundos da música ao antigo programa televisivo "Portugal Radical". Já se torna óbvio, certo?
[13] (humour me on this one) Imaginem-se ao volante de um carro descapotável, óculos rayban postos e cabelo ao vento. Estão a subir numa estrada apertada de um vale ou o que quiserem, com o mar e pôr-do-sol como cenário predominante. Esta música é a vossa banda sonora. A banda sonora de uma viagem com ou sem destino... chega o minuto 3.13 e temos um crescimento de batida que leva ao culminar de todo o progresso feito da música em jeito de desfecho. Interpreto isto como a realização do nosso caminho. Soltar uma gargalhada no ar porque na nossa mente fomos confrontados com a ideia do que nos espera no nosso destino. Até podemos nem saber o destino... simplesmente estamos ansiosos com as surpresas que nos estão reservadas. Sei que parece confuso, acreditem que explicado "ao vivo e a cores" faz muito mais sentido. Muzzle of Bees não deixa de ser um super tema dos Wilco.
[14] Através do nome é fácil deduzir do que se trata a música. É a melhor maneira de despertar num sábado de manhã.
[15] Não há grande ciência! É um clássico da década de 80 protagonizado pelo lead-man dos Eagles, Don Henley, que tornou-se um personal favorite. É uma música que associo aos meus amigos mais chegados e que normalmente me acompanha à noite, principalmente durante o verão.
[16] Uma aquisição recente na minha "biblioteca musical". Não fosse os arranjos novos do Jamie e nunca daria conta da letra. Descontracção e liberdade são as palavras-chave a que associo a música.

Pode até vir a ser um filme péssimo...

... mas quando juntam um elenco recheado de lendas de filmes de acção, entre outras  figuras conhecidas...   
...i mean... we are talking about guys like: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgreen, "Stone Cold" Steve Austin, Terry Crews, Mickey Rourke, Eric Roberts, Randy Couture, Danny Trejo + cameos de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger...

Como é que posso não ver?! 

Escrito e Realizado por Sylvester Stallone, i give you:



Friday, April 02, 2010

Agora no Facebook !


Estou mesmo muito curioso...




Exposição - Filipa Saragga




Dia 26 de Março de 2010, tive a oportunidade de marcar presença na inauguração de uma exposição de pintura da newcomer Filipa Saragga, a quem desde já presto aqui o meu tributo.  A convite da sua irmã Francisca, não hesitei em marcar presença naquilo que prometia ser um serão bem passado e em boa companhia. Desde a subida das escadas de entrada, até ao momento onde nos deparamos com a tela de boas-vindas com um texto descritivo do seu percurso, podemos sentir o suscitamento de interesse de forma discreta mas com vigor. Uma vez entrando no (excelente) espaço que acolhe as obras, é só preciso nos deixarmos levar pelo interesse e encanto que cada tela transmite aos que do outro lado tentam mergulhar na mente da artista. Por entre telas explosivas, títulos alusivos ao que podemos supor estarem associados a momentos marcantes na sua vida pessoal e à mistura de estilos, temos assim uma variedade de elevado requinte e bom gosto que certamente irá agradar mesmo aqueles que são mais alheios à arte, nomeadamente pintura. É certo que trabalhos desta dimensão são vestidas de um enorme grau de subjectividade, tendo nós dificuldade em conseguir traduzir os sentimentos de quem do outro lado dá uso das pinceladas, porém, arrisco aqui um comentário que poderá ser incorrecto...
Denotei o uso intenso de cores vivas, o que me leva a crer que a Filipa transpõem para o seu trabalho uma enorme paixão pela vida que leva. "Senti" o apoio que lhe foi conferido pela família e amigos, o que desde logo evidencia a estabilidade e reconhecimento dado por aqueles que lhe são mais próximos. 
Por cada quadro repleto de cores vivas e alegres (para mim são palavras quase sinónimas uma da outra, mas enfim) concluo também que a arte no qual dedica o seu tempo poderá ser interpretada como um espelho da sua visão própria e única do ambiente que lhe rodeia. Encontro algum conforto nessa ideia, porque fico com a sensação que a "palavra de ordem" é: Optimismo. 
Embora tenha sido confrontado com quadros aparentemente tristes e nostálgicos, tornou-se evidente para mim que no jogo cromático predominava uma saturação de elementos simbólicos de vida, esperança e alegria. 

Deixo aqui uma nota de  reconhecimento ao trabalho fantástico que se encontra exibido na rua General Carmona nº11 no Estoril (é na rua paralela à Esquadra da Polícia, perto do Casino Estoril) sendo que aproveito para recomendar aos interessados culturais em geral que passem lá. Estará em exibição até dia 9 de Abril! Não percam a oportunidade meus caros!

 

Thursday, April 01, 2010

Jimmy Kimmel e as suas desavenças... : A História


Capitulo I: Como tudo começou...


Capitulo II:  A Vingança...


 Capitulo III: A Resposta...





Como podem calcular, o primeiro video é totalmente encenado. Matt Damon e Jimmy Kimmel nutrem grande afecto um pelo o outro e isso torna-se patente na relação que manteem on e off the set. Ambos têm um sentido de humor fabuloso o que permite colaborações, como as que vimos em cima, possiveis.
Estas brincadeiras e sketch's do Jimmy Kimmel além de serem bem engendradas, têm como principal atractivo a inclusão de várias celebridades suas amigas, que em nome do bom entretenimento e amizade com Kimmel, dispõem-se a fazer. Segue-se então o próximo capitulo destas desavenças. Aparentamente, o video seguinte não está relacionado com os anteriores... mas o desfecho certamente fará algumas revelações...



Capitulo IV: O Regresso


Das duas... uma...

... Ou ficas em casa a mandar hadouken's com os teus amigos...


... ou vais ver os HADOUKEN! à pala, dia 10 de Abril no Gossip !!
(desculpem o péssimo trocadilho, mas tive mesmo de fazer referência ao Street Fighter)


É verdade meus caros. Na sequência de mais um evento da Optimus Secret Shows, depois de um largo sucesso com Mando Diao e Nelly Furtado por terras lusas, temos mais um concerto onde para marcares presença terás apenas que estar registado no site MySpace e imprimir o teu voucher.

Se bem se recordam, um dos primeiros post's que fiz neste blog foi mesmo a falar sobre tal evento.
(Para refrescar a memória, cliquem aqui)

NÃO PERCAM ESTA OPORTUNIDADE!