Monday, April 19, 2010

"Estava no meu bolso, e eu não sabia"


Não imaginam a quantidade de artistas/bandas/concertos que tenho no meu computador para ouvir. Todos os dias dedico uma porção do meu tempo em casa para desenvolver de forma acutilante o meu conhecimento musical... mas como por vezes o tempo é escasso, acabo por transferir esses momentos lúdicos para o meu carro ou telemóvel. Era habitual na minha rotina existir o momento de pré-selecção no conforto do meu lar, passando apenas aquilo que me "enchia as medidas" para um dos dois "recipientes" que acabei de divulgar...
Acontece que ultimamente tenho usufruído com maior assiduidade das deslocações nos transportes públicos, o que de certa forma me permite durante a viagem de fazer muitos "trabalhos de casa". Friendly Fires surgiu assim... sem conhecimento prévio de que banda era e qual o seu estilo, fui "atacado" pelo seu cd na minha viagem para Valência. Talvez por não ser uniforme com as outras quantas bandas que ouvira no avião, me tenha passado ao lado, contudo, não há muito tempo surgiu totalmente ao acaso este tema, que sem ser espectacular, mereceu a minha nota no telemóvel. Pensei para mim o impressionante que é ter coisas das quais desconheço no meu bolso... à espera de serem ouvidas!

Sunday, April 18, 2010

Elliot Smith... a personal favorite!


Clash of The Titans (2010)


Clash of The Titans (2010) é assumidamente um blockbuster que tinha tudo para dar certo!  
Remake de uma obra feita em 1981, era com muito agrado que via esta iniciativa. Pegarem num filme de culto e acrescentarem para seu proveito os recursos mais state of the art disponíveis no mercado. Pensava que iria surtir efeito, porque o material fonte era aprimorado. Lembro-me sempre de muito novo ver o original, completamente fascinado pelo incremento do fantástico que poucas vezes vira fora do mundo dos desenhos animados. Aliado a isso, as primeiras convenções mitológicas que adquiri com algum interesse foi através do filme e eventualmente mais tarde com a leitura e estudo das aventuras de Ulisses, obra popular escrita por Homero, de quem grande maioria já terá certamente ouvido falar. Tanto no mundo literário como na grande/pequena tela, este tipo de fábulas/contos/lendas/aventuras eram colossos de peso, sendo o Clash of The Titans uma das maiores referências cinematográficas da minha infância, associadas ao imaginário. 
Depois de anunciado o remake e, principalmente, com a chegada do primeiro trailer, tornara-se transparente que a longa-metragem iria levar um outro tratamento, ou melhor, uma outra abordagem. O fio-de-conduta praticado estava fortemente ligado às cenas de acção, assustando-me ao ponto de pensar que o contemporâneo seria antagónico à primeira versão "arcaica", no entanto, confiei cegamente em Louis Leterrier para que não preterisse do enredo, dos diálogos e até da representação para dar aso à compulsivamente desnecessária intervenção de momentos de confronto/batalha (para não voltar a usar o termo acção). Pois bem... talvez devesse primeiro analisar o percurso do realizador antes de criar as minhas expectativas. Recordando-me apenas do seu último projecto, o reboot de Hulk (2003), agora com o título de The Incredible Hulk (2008) com o Edward Norton, fui ingénuo ao ponto de lhe conceder algum crédito, devido à sua recuperação de um filme fraquissímo na altura dirigido por Ang Lee, contudo, remetido no meu computador, recorri ao IMDb  como auxiliar de memória para que me fosse evocado o portefólio do homem a quem foi encarregue reaproveitar um clássico. Sem surpresa, fui confrontado com poucas obras, todas ela do mesmo cariz... vocês percebem pelos nomes:
The Transporter (2002), Danny The Dog (2005), The Transporter 2 (2005) e o já referido, The Incredible Hulk, que não sendo filmes maus, a verdade é que não devem muito a elementos que não as coreografias encenadas pelos protagonistas e os seus duplos (quando necessários, claro! - não quero de todo menosprezar Jason Statham ou Jet Li)


Independentemente do que me esperava, procurei não focar no que poderia correr mal, mas sim naquilo que poderia correr bem. Postura recheada de optimismo era o que tentava impor forçosamente, pois a ideia de que os meus "Titãs" pudessem vir a ser um fracasso era demasiado para eu ter que lidar. 
A dada altura terão todos passado pela experiência de ter elevado apreço por um determinado projecto e vê-lo ser totalmente corrompido nas mãos de outra pessoa. É penoso, nem que pela a sua desnecessária tomada de curso. Há coisas que mais vale não tocar... não interferir...

Enfim... ontem, na véspera de ver o filme, ainda fui avisado para não despender do meu tempo a ir ao cinema, e confesso, que estive perto de seguir tal conselho, mas a evocação nostálgica e a sua simbologia falaram mais alto. No final, depois de assegurada a certeza que realmente o filme era mau (onde até sou da opinião que a pontuação estipulada na internet o favorece em demasia), fiquei desolado com o que acabara de ver, porém, satisfeito de ter levado avante a ida ao cinema. Digo isto porque prefiro antes ter dissipado qualquer réstia de dúvidas que pudesse haver, em prol da manutenção de incerteza. Além do mais, de certa maneira fico feliz por ver a arte cinematográfica em muitos aspectos desactualizada, prevalecer sobre a indústria que domina o circuito dos tempos de hoje.

Metaforicamente falando (tendo como influência o conteúdo do filme em causa), se o Clash of The Titans de 1981 é um Deus (preferencialmente Zeus neste caso), então este remake não passa de um mero mortal... sem vida, sem chama, sem surpresa! Rompido do seu núcleo duro, a história, foram feitos vários acertos desacertos ao argumento original, tendo sido escandalosamente manipulado e maltratado com o intuito de fabricar um rebuscado artificio, engendrado para fabricar dinheiro, apelando ao visual que pouca riqueza estética oferece à audiência para contemplar. O conceito 3D, mais uma vez, é pouco interventivo no ambiente instalado na sala de cinema, sendo mais um pretexto para fazerem lucro "à nossa pala". Com um elenco até sonante, fica patente o quão envolvidos estariam os actores, nomeadamente Liam Neeson e Ralph Fiennes ($$$$$$$$ -> óbvio, certo?). Sam Worthington já não choca... Pudera! Depois de consecutivos blockbusters (Terminator Salvation e Avatar) esta estrela em ascensão apenas aproveita a maré para se estabelecer como um player nos filmes mais lucrativos que conseguir agarrar.
Concluindo, posso afirmar neste caso, quecomparar o passado e o presente, é confirmar a ausência do bom senso e o pouco respeito existente por aquilo que por mérito próprio ganhou o estatuto de intemporal.

Ahhh... e uma curiosidade...

Ontem o filme pareceu relativamente curto! Tal facto parecia assentar bem, visto que tendo esta nova versão retirado muito do desenvolvimento ocorrido no seu antecessor, seria natural que fosse exponencialmente menor em termos de duração. Mas não! Ambos os filmes têm exactamente 118 minutos!! O que me surpreende (e de que maneira!) porque revela o tipo de proveito efectuado. Não faz qualquer tipo sentido. Mas fica a proeza! Desaproveitar e destruir com o mesmo tempo e com mais recursos! Evidente que não é a primeira nem última vez que tal venha a acontecer... mas por agora, deixem a minha azia falar ...

Friday, April 16, 2010

É uma delicia ouvir (boa) música portuguesa!


Samuel Úria - Nem Lhe Tocava (2009)




JP Simões - Boato (2009)



Dois álbuns de artistas que nem sei bem como classificar... por vezes folk, por vezes simples acústicas, por vezes em jeito de  trovadores, por vezes isto e aquilo... mas sempre bons!
A despeito da  minha caminhada por entre o mundo da música lusa, ambos os nomes que aqui venho divulgar atestam a monumental qualidade que tem sido praticada no nosso País. 
No exagero da minha reflexão considero quase um sacrilégio não haver maior exposição destes dois trabalhos.

Ambos os temas que aqui deixo são - na minha humilde opinião - letras desconcertantes, principalmente A Canção da Carne Crua de JP Simões, enquanto que, a cover melódica usada em Império I (sim, porque a música de fundo já existia mas não consigo identificar a quem pertence) que acompanha a letra de Samuel Úria é algo mais espiritual.

Sem margem para grandes dúvidas, ambos estes cd's tornaram-se pedras basilares na representação de algumas das minhas preferências Portuguesas, onde tenho vindo a acrescentar variadíssimos artistas, que por negligência minha, foram ofuscados pelo pré conceito mais ignorante que aborda a nossa música boa como sendo escassa!

De forma incessante entrego-me de corpo e alma à sonoridade que apresenta níveis de uma certa inverosimilhança...

JP Simões um contador de histórias ao estilo de alguns dos artistas mais importantes que revolucionaram a nossa música, e com ela os tempos e as mentes, brilha num concerto gravado ao vivo com alguns convidados, enquanto que Samuel, por sinal excelente compositor de voz desafogada, é um deleite para os ouvidos.


Tiro o chapéu a este senhor

Escrito, Realizado e Protagonizado por Billy Bob Thornton...

Recomendo-vos:

(1996)


Excepcional ! Uma história lindíssima que aborda diferentes temáticas, todas elas inseridas num determiando contexto social/pessoal. Começa por ser sobre a integração de um homem - atrasado mental e com um passado escuro -  que acabara de ser libertado de um hospício mental, para depois se traduzir na fomentação de uma relação muito forte entre ele, Karl Childers (Billy Bob Thornton), e um jovem rapaz chamado Frank Wheatley (Lucas Black).

Baseado numa curta-metragem intitulada Some Folks Call It a Sling Blade (1994) de Billy Bob sendo que volvidos dois este decide fazer uma adaptação do seu próprio trabalho - e com sucesso -  para uma full feature.
Nomeado para dois Oscars, tendo ganho um na categoria de Best Writing, Screenplay Based on Material from Another Medium (atribuído a Thornton que também estava na calha para Best Actor in a Leading Role) o argumentista/realizador/protagonista vê-se nesta obra ser absolutamente transfigurado para o que considero ser o papel da sua carreira... ou melhor... filme da sua carreira! É inacreditável... mas em vez de de me desfazer em elogios... vou deixar-vos com o trailer que pretty much sums it up!




Thursday, April 15, 2010

No One Knows (by Divine Comedy?! whatt upppp)


Não sei se a história contada no vídeo é verdadeira, porque não encontrei nada que a confirma-se, contudo, é feita aqui uma cover espectacular do tema No One Knows popularizado pelos Queens Of The Stone Age.

Cortesia do blog --> Já cheiro a samádhi

Música Comercial

Nestes últimos anos tenho estado tão preocupado em ouvir o que mais ninguém ouve, que abdiquei por completo daquilo que maioria das vezes acuso como sendo "música comercial". Dentro do que pensei ser um raciocínio lógico, apenas agora desmascarado, sempre tomei por garantido que eventualmente essa música comercial de que falo chegaria aos meus ouvidos, afinal de contas, estamos a falar de algo que podemos considerar parte integrante da "música de massas". No entanto, esqueci-me de tomar em consideração o seguinte: Eu não vejo televisão nem ouço rádio, concluindo assim que os dois principais meios onde o comercial tem maior fluidez, não constam no meu quotidiano. Foram provavelmente muitos os temas que me passaram ao lado... vídeos "postados" em blogs, facebook e outros sites que simplesmente "recusei" ver e ouvir por priorizar o mais alternativo ou elitista. Embora refute esta minha opção como válida, fica a sensação que por mero desleixo perdi acesso a muito trabalho de qualidade.

Toda esta pretensa problemática surgiu de uma descoberta relativamente recente... Já à uns tempos, ouvi talvez duas ou três vezes, em carros de amigos meus, um pequeno excerto musical que imediatamente gostei. Mas sem saber bem porquê, não perguntei quem cantava nem fiz qualquer tipo de pesquisa. Minutos depois já teria esquecido! Recentemente, quando estava numa viagem para Évora, ao parar numa estação de serviço reparei que a música de fundo era esse mesmo tema de que ouvira poucos segundos... perguntei de imediato a uma amiga que me respondeu: "É da Alicia Keys! ". Volvidas algumas semanas, novamente no carro de um amigo, voltei a ouvir e desta vez não corri riscos. Tomei nota no telemóvel (uma das minhas melhores ferramentas no que toca ao blog...) e chegando a casa fui logo procurar. Empire State of Mind chamava-se a música. Nesse mesmo segundo que me foi revelado o seu nome, senti-me um idiota! Durante meses (MESES!) vi o vídeo ser apresentado literalmente na minha cara. Jay-Z feat. Alicia Keys não foi suficientemente atractivo para que eu me desse ao trabalho de ver o que é que toda gente andava para aí a ouvir. Não está em causa a qualidade de ambos os artistas, pois acho-os bastante talentosos (e posso até dizer que em tempos foram regulares nas minhas escolhas musicais). Acontece que eu formulei uma  conceptualização acerca dos dois, muito ligada à CidadeFM (estação que 80% das músicas abomino). Porém... considero esta uma lição aprendida! Estarei sem dúvida alguma, mais atento à "música da moda" (mesmo que seja proveniente da CidadeFM) porque há muita coisa boa, que por consequência dos meus hábitos, simplesmente não tenho "fácil acesso".

Jay-Z feat. Alicia Keys - Empire State of Mind



Alicia Keys - Empire State of Mind (Live - I heart Radio)
(fico maluco com esta versão... as segundas vozes oferecem um requinte brutalissímo a esta malha que, sem conhecimento próprio, parece fazer jus à cidade de Nova Iorque)



Jay-Z feat. Mr. Hudson - Young Forever
(sample beat do tema Forever Young, cantado pelos Alphaville. Para ser sincero, o refrão deve muito à forma original como é cantado, sendo portanto - na minha opinião - escusada a participação do Mr. Hudson. However, por gostar desta versão e por estar fortemente ligada ao "Somos Jovens", fica aqui para vossa apreciação)

Os Playoffs estão a chegar !


Começa já dia 18 de Abril !


Monday, April 12, 2010

Adoro o título deste álbum...

... e claramente o seu conteúdo!

Retirado de Quiet is The New Loud (2001)


Kings of Convenience - I Don't Know What I Can Save You From

Le Dîner des Cons (1998)



Por recomendação de um amigo meu, arranjei este filme francês do realizador Francis Veber, intitulado Le Dîner de Cons. Não me foi dito mais nada além de "vais-te rir imenso" (ou algo semelhante). No entanto, com pouco, fiquei entusiasmado. Gosto sempre quando me são recomendadas obras com um humor tipicamente europeu (se é que podemos afirmar tal coisa).  Entretanto, com o decorrer do tempo, admito que o interesse desvaneceu até ao dia em que tive a felicidade de passar umas horas com um companheiro cinéfilo possuidor de um largo conhecimento do cinema europeu, especialmente francês (até porque têm a sua infância de certa forma ligada ao País). Foi-me dito que estava perante um clássico da comédia, comandada por um grupo de actores que tinham por hábito trabalhar conjuntamente em várias longas-metragens e até algumas peças de teatro. Curiosamente, este mesmo filme, é primeiramente um texto escrito para o palco, então depois adaptada para filme. Apenas constatei este facto depois de visto esta comédia negra, uma vez que é um costume meu efectuar alguma pesquisa para tentar acrescentar algum conhecimento. Porém, podemos facilmente deduzir tal acaba por não ser surpresa pois grande parte da acção é desenrolada no mesmo espaço, o que inevitavelmente me levou a pensar que provavelmente seria "material teatral". Enfim... pouco importa para o caso! O que é certo é que a história é engraçadissima,  com diálogos e momentos hilariantes. As personagens estão muito bem concebidas e são dadas vida por um elenco talentoso, nomeadamente pelos actores Thierry Lhermitte e Jacques Villeret, que desempenham os protagonistas. Asseguro que dificilmente teriam melhores "resultados" de casting.

É sem dúvida uma comédia de luxo, que atesta a qualidade da Europa na fabricação de filmes, sejam elas de que género forem. Recomendo-vos que o vejam quanto antes, porque está para breve um remake americano. Conta como actores principais Steve Carell e Paul Rudd., numa adaptação que "arrisco" dizer  que estará longe do patamar atingido pela obra de Francis Veber, que nada deve à convencional comédia americana, que tenta desta forma, trazer uma excelente história ao continente americano (bem como ao resto do mundo), porque é sabido que o cinema europeu não têm os mesmos recursos nem audiência.

Deixo-vos (além do trailer) uma ligeira premissa...

O filme anda à volta de um jantar semanal entre amigos (presumivelmente snob's e arrogantes) onde cada um deles têm como objectivo trazer a pessoa mais idiota que conhecem como convidado! A personagem principal, o Sr. Pierre Brochant, tendo encontrado "um claro vencedor", prepara-se para levar esta figura caricata ao encontro...



Sunday, April 11, 2010

Deixa-me Dançar !


A noite de ontem estava carregada de expectativas bastante altas. Isto porque tocavam os Hadouken! no Gossip, e mais logo os OIOAI juntamente com Os Velhos no LX Factory. Infelizmente, por má gestão de tempo, acabei por abdicar da primeira parte do meu "programa das festas", tendo ficado por casa a ver o grande clássico da Liga Espanhola. Uma vez que o jogo acabou, já eu estava enterrado no conforto do sofá, tive de tomar iniciativa para sair de Cascais em direcção a Lisboa. Confesso que por meio minuto hesitei, mas a ansiedade de ver Os Velhos pela primeira vez ao vivo falou mais alto. Peguei no carro e como combinado fui buscar um amigo que se juntou a mim nesta travessia pela noite da capital. Pelo caminho dei a conhecer a esse meu amigo o tema "Era Moderna" para que este se torna-se de alguma forma mais familiarizado com que estaria prestes a ouvir. Ele retribuía com informação relativamente aos OIOAI, grupo  que já tivera oportunidade de ouvir em Évora, aquando da sua permanência por aquelas bandas para estudar. O grupo que para mim era uma incógnita, começou a levantar alguma curiosidade, até porque a pessoa que nos reencaminhou para esta noite no LX também tinha deixado muito boas referencias. Ao chegarmos ao local houve os habituais encontros (e reencontros) com amigos, que nos levaram a conhecer alguns dos músicos que iriam tocar nessa noite. Numa troca de opiniões que trouxeram uma perspectiva mais pessoal ao meio a que se dedicam (entre outras coisas), foi dificil para mim não mencionar o quão ansioso estava para finalmente puder ver Os Velhos em palco. Com o EP na ponta da língua e um estado de espírito, todo ele uniforme com a imagem da banda jovem/dinâmica/alegre, estava preparado para explodir na pista ao som de grandes malhas. Como tem vindo a ser habitual nestes eventos/concertos, houve os atrasos do costume, que para mim foram bem remediados pela música ambiente que passava aliado à continuação de momentos de socialização, com boa conversa e cerveja na mão. Entretanto, pouco a pouco, o espaço foi enchendo até um ponto onde chegou mesmo a "rebentar pelas costuras", o que estranhamente não me causou qualquer tipo de desconforto, mas antes contribuiu para o ambiente discreto, mas fantástico, que inicialmente se viria a instalar com os OIOAI, seguido depois com a explosão na entrada d'Os Velhos... 
Mas vamos por partes...
Os OIOAI entraram em cena e justificaram sem margem para dúvidas, o que de bom tinha ouvido sobre eles. Embora tivessem actuado perante um público que ainda se apresentava talvez um pouco reservado/tímido, com o decorrer do tempo sentiu-se uma onda crescente entre nós, provocando uma evolução do simples "abanar de cabeça" para os aplausos efusivos e os ocasionais berros. Talvez por falta de entrosamento com o seu trabalho não tenha existido uma química tão vincada como se viria a sentir mais tarde entre os músicos e a plateia. Obstante desse facto, deixo aqui aquilo que vou chamar "o meu selo de qualidade" a um grupo que ouvi pela primeira vez e ao vivo, num concerto onde me conquistaram pelo acréscimo de riqueza musical que me proporcionaram, dando seguimento ao meu percurso num mundo composto por bandas portuguesas. Após o fim da "primeira parte" foi concedido algum tempo para que a banda seguinte ocupa-se o palco. Durante esses breves minutos, mais um pouco de conversa e copos, numa "casa" que tinha atingido o seu pico máximo de população. Eu estava mais que surpreendido porque não  sendo eu um regular no LX Factory, fiquei sem saber se o que se estava a passar era habitual. Pensei para mim que tinha encontrado uma "mina de ouro". O ambiente era fantástico, a música doutro mundo e o espaço estava muito (mas mesmo muito) bem frequentado. Eu que não tinha uma noite divertida desde que chegara de Valência/Barcelona, sentia que estava a meio do que viria a ser uma das melhores noites que me recordo.
Entretanto, chegara o momento tão aguardado por mim. Os Velhos subiam ao palco e desde o primeiro tema que tocaram, incendiaram por completo o Rock Faktory que dançavam e cantavam com toda a energia que tinham. Não demorou muito para que dessem inicio ao caos com os "moches" e o crowd surfing, tudo feito com uma imensa alegria e boa disposição. Naturalmente houve pessoas que foram arrastadas nesse movimento, porém, reagiam sempre com um sorriso na cara, e por vezes, até acabavam por ceder e juntar-se à confusão. 
"Deixa-me Dançar", "Foi Assim Que as Coisas Ficaram" e o inevitável "Era Moderna" foram as malhas que mais contribuíram para o êxtase do público que do principio ao fim, não parou! Escusado será dizer que estava completamente louco na pista, contagiado pela (boa) música e pelas pessoas que me rodeavam.

Posto isto, após uma sucessão de concertos notórios pelo fogo que carregavam e pela sua entrega ímpar, seguiram-se os DJ's que encerraram com "chave de ouro" uma noite sem precedentes! Imaginem aquelas saídas onde predominam os clássicos de rock dos anos 70, 80 e 90... muito à semelhança do que a M80 nos habituou ao longo dos anos. Essas noites, na minha humilde opinião, destoam de forma positiva aquilo que podemos considerar a música convencional de discoteca (o que eu apelido de "martelinhos"). Sempre mexeu muito mais comigo porque além de poder cantar desalmadamente letras que sei "de cor e salteado", acredito que validam de forma acérrima o que é a elaboração de boa música traduzindo-se sem surpresa na sua intemporalidade em muitos dos casos. No entanto, ontem, pela primeira vez na minha vida, tive a oportunidade de dançar a noite toda ao som de alguns dos meus artistas favoritos indie, sendo a grande maioria de um registo mais rock em prol do indie pop ou até mesmo electrónico. Desde Vampire Weekend, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, MGMT, The Strokes, TV On The Radio, Bloc Party, LCD Soundsystem,  passando por alguns clássicos como London Calling dos The Clash (a quem prestei homenagem com a minha t-shirt) ou I Wanna Be Sedated dos Ramones, realizei que estava perante um duo de DJ's, apresentados como os StoryTellers, que oferecem música alternativa como forte hipótese de sessões musicais non-stop de cor, vida e juventude na pista de dança! Congratulo todos os intervenientes musicais desta noite impregnada de magia!

Quero também aqui deixar os meus parabéns à equipa responsável pela produção deste evento, (La Dolce Productions) a quem peço desde já (com alguma urgência) que façam algo semelhante num futuro bem próximo!

Friday, April 09, 2010

Erros fatais !

Quero aproveitar esta capa do jornal Record, que na minha opinião em três palavras resume o que se passou, para apontar o dedo de forma furiosa, e pela primeira vez esta época, ao treinador Jorge Jesus. Não querendo parecer ingrato, porque de facto devemos muito ao mister por todo o trabalho feito na equipa, venho por este meio acusar Jesus de ser o principal responsável pela derrota de ontem frente ao "acessivel" Liverpool. Faço isto com algum peso na consciência visto que, como disse, o treinador é na minha óptica o principal responsável por uma das melhores épocas desportivas da história do nosso "Glorioso", tendo ele montado um esquema formidável onde cada jogador encaixa na perfeição ao pretendido. Recuperou jogadores que atingiram este ano picos de forma excelentes. Casos de David Luiz (que regressa finalmente - e com regularidade - ao eixo da defesa), Aimar, Carlos Martins, Di Maria, Coentrão e até mesmo Cardozo (que o ano passado foi muito mal aproveitado por Quique). Porém, ontem Jesus estreou-se numa coisa que lhe vou chamar "O Capítulo: Inventar". Ontem começou logo por inventar de uma maneira brutal, a um ponto que se tornava desde logo perceptivel que o jogo não ia correr bem.
A parelha Sidnei/Luisão é logo um erro quando temos como adversário um dos pontas-de-lança mais letais do mundo... o inevitável Fernando Torres (que sem grande surpresa acabou por fazer o gosto ao pé). Ambos os centrais do Benfica são grandes, lentos e "duros de rins". Depois não têm rotina de jogo visto que praticamente toda a época jogou sempre o David ao lado do Luisão. Depois... como se a dupla já não fosse um erro grave, ainda temos de ter em conta os seguintes factores: Luisão encontrava-se condicionado... tanto que já se comentava a eventual ausência frente à Naval. No entanto, fez esse jogo e partimos do suposto que para o Liverpool estaria em condições. Claramente não estava. Notou-se de forma evidente e consequência disso vai ser uma provável lacuna frente ao Sporting (portanto, o jogo contra a Naval custou-nos caro, visto que podiamos ter dado descanso ao capitão frente a uma equipa teoricamente mais acessivel que o Liverpool e Sporting)! Aliado a isto, o Sidnei que já não fazia um jogo a titular à séculos, apresenta-se em campo, gordo, lento e completamente desconcentrado, frente à equipa mais forte dos restantes adversários ainda em prova na Liga Europa. Como?! Porque raio haveria de ser concedida uma oportunidade ao Sidnei de ser titular num jogo importantissimo, ainda para mais frente ao "Torres e companhia"? Por fim, esta dupla de centrais acabou por trazer outras implicações ao jogo. David Luiz foi passado para a esquerda! Jogar com um central adaptado, tendo no banco melhores argumentos, foi um disparate abismal... e viu-se bem. Para começar o "miudo" perdeu milhares de lances defensivamente! No ataque mal se via, visto que não consegue explorar o lado esquerdo de forma própria, acabando sempre por flectir para a zona central. Isto tornou os nossos ataques previsiveis, faceis de controlar e com zero perigo. Como se não bastasse, além de o factor ofensivo não "fluir" como devia, ainda perdeu bolas que comprometeram a equipa (4º golo é fruto disso). E mais!!! Di Maria, onde estava ele ? Pouco se viu do astro argentino... mas acham que vou "cair em cima dele"? Não. Porque no fundo, pouca culpa têm. Foi-lhe concedido muito pouco apoio naquele lado esquerdo, tornando a vida muito mais complicada para o nosso extremo. Ainda pensei para mim alguns dos motivos que levaram Jesus a tomar estas opções. Talvez à semelhança do que Koeman fez com o Benfica nas competições europeias, optou por jogar com centrais adaptados de forma a dar mais altura e musculo à defesa, bem como proporcionar maior "poder de fogo" nos lances de bola parada. Ok! Até faz sentido! Mas tornou-se evidente ao fim de algum tempo, que esta estratégia não ia surtir efeito... mas em vez de o treinador desfazer o erro numa altura onde já estavamos a perder 2-0... não! Manteve este esquema até aos 80 e tal minutos de jogo, quando já tudo estava decidido com 4-1 no marcador! Era óbvio que o Coentrão tinha de entrar. Não só por ser mais rápido e "raçudo", mas também porque proporcionava logo um equilibrio no nosso balanço ofensivo. Enfim... alguma coisa aconteceu na cabeça de Jesus para deixar o Benfica a ser "comido" sistematicamente em velocidade pelo centro do terreno (reparem que 3 dos golos sofridos foram assim). Não quero apenas responsabilizar o treinador e os jogadores que actuaram no último terço do campo (defensivo) porque naturalmente a equipa não esteve em bom plano (a começar pelo Júlio César que dá inicio ao descalabro com uma tremenda "fifia"), mas acho que podemos todos concordar que tendo alguns elementos pouco enquadrados no jogo e em sub-rendimento, é natural que tal se venha a reflectir no resto da equipa.

Conclusão: Ontem o Benfica começou a perder o jogo, ainda este não tinha começado. Foram "tiros nos pés" uns atrás dos outros.

Mais tristes e furiosos do que eu, de ver o Benfica ser eliminado ficaram os jogadores, treinadores e staff certamente, daí também agora esta última palavra de apreço. O desaire de ontem não apaga a óptima campanha europeia que realizámos este ano, nem o campeonato fora-de-série até ao momento... falta pouco para (se tudo correr bem) podermos festajar...

Nós só queremos o Benfica campeão !

Thursday, April 08, 2010

Exposição José Viana - Amadora




Segue em baixo, informação (citada) relativa a uma exposição de pintura com o propósito de prestar homenagem ao legado do meu avô, José Viana. Sei que dificilmente a minha opinião não será tida em conta como "suspeita", mas garanto-vos que estão na face de um dos artistas mais emblemáticos da nossa cultura portuguesa.
Não percam!!


Os Recreios da Amadora apresentam até dia 25 de Abril, uma exposição de pintura com obras de José Viana.



Homem do espectáculo, do palco e das artes, José Viana soube desde cedo que a versatilidade o acompanharia por toda a vida.


Criou obras pictóricas onde a interpretação da figura humana é a protagonista.


Esta revela-se uma oportunidade a não perder para admirar a sua pintura e o seu restante legado artístico.


Até 25 de Abril


Recreios da Amadora


Av.ª Santos Mattos, 2 – Venteira


Horário: 3.ª a domingo, das 14.00H às 19.00H


Entrada Livre

(Fonte: Metro News)                                                                                             Outras fontes [1] [2] [3]

Kid Lang



Já aqui falei sobre Jonny Lang, mas isso não inviabiliza que volte a escrever sobre um dos meus guitarristas favoritos. Custa-me crer que este "puto" (na verdade ele já não é assim tão jovem, contudo, será sempre assim que o terei em conta na minha mente, dado que a primeira vez que o vi tinha 16 anos) não têm um estatuto de estrela à semelhança de John Mayer. Quer dizer, pensando melhor, até é fácil explicar. Enquanto Mayer optou inicialmente por um caminho pop acabando por se "vender" à indústria musical, Lang nunca abdicou de se dedicar exclusivamente ao género onde criou as suas raízes musicais... o Blues. A sua voz, quase única diria eu para um rapaz novo e branco, é um dos factores que o torna desde logo memorável. Não é por nada que comparam o seu estilo e timbre a um veterano negro. Depois disso, temos a sua habilidade na guitarra! Toca a um nível, que embora possa estar longe dos grandes mestres, é para mim do calibre de um. 
Desde que me lembro, Lang sempre foi forte nestes dois atributos... mesmo muito jovem, sendo lógico que eu tenha ficado desde logo impressionado e com o tempo me tenha tornado um grande fã. Talvez peque por não ser um compositor dentro do mesmo patamar de Mayer e não ter aquela imagem que tanto favorece os músicos junto da sua audiência. No entanto, isso para mim pouco interessa... Este miúdo toca a um nível incrível desde os 16 anos e sempre teve metido no meio dos blues! Embora tenha grande apreço por Mayer e ele seja um dos meus guitarristas favoritos, vejo em Lang a pureza no amor pela música, mesmo abdicando do estatuto que Mayer hoje usufrui (porque não tenho dúvidas que se quisesse, poderia ter o mesmo rumo).


A letra e tudo o resto acaba por se "esfumaçar no ar" quando ouço malhas como esta que se segue...


Tuesday, April 06, 2010

Luisão VS. David Luiz



















Uma questão que divide muitos benfiquistas:

Entre Luisão e David Luiz, qual o melhor ? 

Já foram inúmeras as vezes que vi este "debate" decorrer. Ora por iniciativa de elogios a um e outro, acendendo discussão... ora por criticas onde eventualmente é feita comparação entre ambos... etc etc etc. 

Entre o meu grupo de amigos, penso que não há assim grandes dúvidas embora haja sempre um ou outro que contraria a maioria.

Neste caso, sou pertencente à Team Luisão, embora tenha muito em conta o David. Não tenho dúvidas que a longo prazo será um dos melhores centrais na história deste desporto, caso não haja deslizes na sua carreira. 
Como é que sustento esta minha opinião? Pois bem... acredito que o Luisão é um central bem mais experiente (fruto também da idade obviamente), regular, de um forte posicionamento, imbatível no ar e com uma tremenda capacidade de concretização em lances de bola parada (muitas vezes até lances capitais). Aliado a isto é inteligente na forma como aborda os lances defensivamente compensando muitas vezes pela falta de velocidade face a adversários velozes. Não é jogador de comprometer a equipa com faltas de concentração, embora seja susceptível de acontecer quando normalmente regressa de lesões, levando um curto período a ajustar-se novamente ao jogo. É também um líder por excelência, tendo uma voz de comando ouvida e respeitada por todos no campo. Não é por nada que é presença regular na selecção "canarinha" mesmo com a forte concorrência de centrais como Alex, Cris ou Thiago Silva, todos eles jogadores em clubes de topo. Carlos Alberto Parreira e Dunga apostaram (e apostam) com força num jogador que ao longo dos anos se tornou num símbolo do Benfica.

O David Luiz on the other hand é claramente mais rápido e têm uma técnica impressionante para um jogador na sua posição (e também com a sua altura). Aliado a isso, é bom na antecipação, fisicamente forte e equilibrado tanto no jogo aéreo como pelo chão. É também um jogador mais vistoso, com outra "pinta" dentro de campo... um jogador com elegância e mais "excitante" de se ver. Infelizmente, dado à sua "tenra idade", ainda comete muitos erros infantis, muitos dos quais devido ao seu excesso de confiança nas suas capacidades.Desta forma, Luisão acaba por ser mais "eficaz" que o seu parceiro no eixo da defesa, porém, podemos facilmente constatar no rápido crescimento do David como jogador e a sua influência no estilo de jogo do Benfica. Tal traduziu-se na sua requisição por alguns dos maiores clubes da Europa. Sendo ele bastante novo, apresenta ainda uma margem de progressão inacreditável, daí não ter dúvidas que com o tempo se tornará claramente superior ao capitão do Benfica, no entanto, por agora Luisão mantém, na minha opinião, o estatuto de melhor central do Benfica e de Portugal.

Mas mais importante do que avaliar qual deles o melhor, é a maneira como ambos se complementam dentro de campo. Quando um peca por falta de velocidade, o outro não. Onde outro peca pela falta de experiência, lá está o colega mais forte nesse atributo. O Luisão sendo claramente o grande líder da equipa, tem no David um pupilo, aspirante a tal estatuto, sendo já visível o peso que o miúdo começa a ter no balneário.

São inquestionavelmente a melhor dupla de centrais do Benfica de que me recordo, desde o tempo de Fernando Meira / Marchena (tomem em conta que não me recordo de ver Ricardo Gomes / Mozer)

However... há aqui uma coisa que gostaria de mencionar. Algo com que fiquei deliciado esta Segunda -Feira e que me recordou de outra grande diferença entre ambos os centrais. Existe coisas que simplesmente nem num milhão de anos com muito treino Luisão seria capaz de fazer. A saída em drible e a qualidade de passe (com ambos os pés) são dois desses atributos. Neste campo o David está num patamar acima (e não me refiro apenas comparativamente ao Luisão, mas sim aos centrais numa escala global). 
Não acreditam? 
Vejam isto...


Um álbum de bradar aos céus!




É o que acontece quando juntam Danny Gatton, Bobby Watson, Joshua Redman ou o recém descobrido (por mim) Roy Hargrove... entre outros. Todos os temas flawless!! Torna-se nítido desde os primeiros minutos da primeira track Dolly's Ditty que nos está reservado uma sessão musical refinada com alguns dos melhores músicos do cenário jazz em palco (Sim! Porque é ao vivo!!)

Um Sketch...

... simples, curto e se calhar para alguns até nada de especial...






...mas que a mim me fez rir desalmadamente !



Por tudo o que me deste


Por tudo o que me deste:
– Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco…
– Obrigado! Obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
– Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado…
Sem ironia, amor: – Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!

por: Carlos Queirós (o poeta e não o treinador)

(poema recitado na peça Amor Intemporal, que esteve em cena durante o mês de Novembro em Cascais)

Sunday, April 04, 2010

Away We Go (2009)


Não percebo como é que este filme só agora chega às nossas salas de cinema! 
Eu já o vi e comentei (em tempos noutro blog) à bastante tempo, mas sabendo que só agora é que muitas pessoas tomaram conhecimento do filme, ressalvo aqui a minha nova oportunidade (desta, noutro espaço) para recomendar esta fabulosa longa-metragem de Sam Mendes. Com um elenco de se "tirar o chapéu", uma banda sonora folk muito interessante (contrastando com as habituais soundtracks dos filmes de Mendes, onde temos o compositor Thomas Newman), diálogos hilariantes e personagens distintas que oferecem diferentes perspectivas ao "caminho a seguir" pelo casal protagonista... temos em Away We Go um dos meus filmes favoritos de 2009 (a lista está ligeiramente desactualizada, mas é certo que este filme mantém-se como uma das minhas escolhas). Embora desfasado de outros trabalhos de Mendes, como American Beauty (1999), Road To Perdition (2002) ou Revolutionary Road (2008), onde predomina uma realidade social pesada ou temas mais escuros, temos aqui a prova de que mesmo um filme "paradoxal" ao estilo de Mendes, acaba por cumprir com excelência. É um projecto pequeno, independente, pessoal... todo ele notório no seu estilo leve e divertido. Recomendo vivamente!