Tuesday, May 18, 2010

Ian Curtis ...


 

Hoje faz 30 anos que Ian Curtis, vocalista dos Joy Division, faleceu... "vitima" de uma vida que lhe fora madrasta... levando este a cometer suicídio. Deixou para trás uma filha, amigos e uma legião de fãs que ainda hoje seguem Joy Division como se de uma novidade se tratasse. Apesar de volvidos 30 anos é impressionante denotar a quantidade de pessoas destas novas gerações que já são familiarizadas com o seu nome e respectivo trabalho. Podemos atribuir em parte alguma responsabilidade aos filmes 24 Hour Party People (2000) e Control (2007) que retratam a figura de culto que é o grande Ian Curtis, para sempre recordado com um dos artistas geniais que deixou esta vida cedo demais.

Ian é recordado com saudade e admiração... e hoje temos provas disso mesmo, sendo ele assunto de conversa/abordagem em todos os media espalhados pelo mundo inteiro.
Forte influência para muitos grupos do passado, contemporâneos ou que estão para vir, de alguma forma o seu estilo será evocado com tremendo respeito e admiração.

Recomendo que ouçam tudo o que conseguirem por as mãos dos Joy Division, bem como dos New Order (grupo composto pelos restantes membros dos JV após a morte de I.C). Vejam também os filmes que além de terem sido alvos de boas criticas, são elogiados por fazerem justiça à figura que hoje presto homenagem com este post

Para sempre a tua música perdurará... that's for sure!


outros artigos sobre Ian Curtis [1] [2] [3]

Monday, May 17, 2010

Já que estamos numa de colocar aqui trailers...

... fica aqui mais um!



Parece-me que vai ser brutalíssimo... tenham muita atenção a este filme australiano...

Acho que me posso dar ao luxo...


... de meter as mãos no fogo por este filme!


Vi o trailer de Inception (2010) pela primeira vez no site da Apple Trailers e fiquei exaltado com tamanha potencialidade. Até ao momento, todos os filmes do realizador Chris Nolan tem sido soberbos (uns mais que outros é certo), contudo, neste seu último projecto com estreia prevista para Portugal apenas em Setembro (!) existe um factor que cria em mim uma maior expectativa e grau de ansiedade. No All Star Cast que criaram, juntaramm dois dos meus actores favoritos de gerações... mais "recentes" digamos! Estou a falar de Leonardo DiCaprio e Joseph Gordon-Levitt (um personal favorite). Além destes, temos ainda o Sr. Michael Caine, Ellen Page, Cilian Murphy (gosto muito de o ver a representar), Ken Watanabe, Marion Cottilard, Tom Berenger (em tempos actor com carreira promissora), Tom Hardy e Lukas Haas.

Embora a "apresentação" (como costumamos dizer em Portugal) tenha a capacidade de causar forte impacto, aviso que é exponencialmente maior ver no cinema. É de uma tamanha diferença e aqui faz-se sentir!

Cada vez mais rendido à arte de Nolan, aguardo impacientemente a chegada desta longa-metragem às nossas salas! Até lá... fiquem com dois  trailers de "deixar água na boca"! 



Sunday, May 16, 2010

A música que ando a ouvir vezes sem conta...


Retirado do álbum Reservoir do grupo Fanfarlo, banda esta que merece destaque aqui da capa, por um trabalho de que gostei bastante. Evocando nomes como Beirut e Arcade Fire como óbvias possíveis influências, é de atribuir mérito aos londrinos pela sua música melódica ... variada nos arranjos e instrumentos.

Fica aqui a malha que "colou" na minha playlist diária e que me levou a querer falar sobre eles... Ghosts !


Black Sessions


Ontem enquanto fazia a minha habitual "vistoria" aos álbuns que tenho em casa para ouvir, decidi por a tocar Clap Your Hands and Say Yeah. Logo na primeira faixa estranhei o surgimento de uma voz-off francesa que tomou conta do primeiro meio-minuto, tendo eu percebido que era provavelmente um locutor de rádio a apresentar a banda. Dei seguimento e realizei que cd era basicamente a reprodução de um concerto ao vivo, onde essa voz-off intervinha sempre no inicio de cada música. Pelo barulho proveniente da audiência também pude concluir que se tratava de um ambiente mais intimista, ou seja, provavelmente um grupo pequeno e selectivo. 


 Depois de ouvido esse grande concerto dos Clap Your Hands and Say Yeah, grupo este que adoro e que mais uma vez me surpreendeu, desta com uma actuação ao vivo notória, pesquisei o nome que vinha atribuído ao cd: Black Sessions.

Black Sessions "não é nada mais" do que uma rubrica de rádio de origem francesa, iniciada por um senhor chamado Bernard Lenoir (francês para preto, daí Black Sessions). Estas sessões consistem num concerto dado no estúdio de rádio para uma plateia de (give or take) 200 pessoas. A emissora chama-se France Inter e o programa no qual passam estes eventos, passiveis de ser contemplados na internet, é conhecido como C'est Lenoir Show.

O Sr. Lenoir é reconhecido por ser uma das pessoas mais influentes na divulgação de novos artistas ingleses/americanos/franceses ajudando estes a se imporem no cenário musical maioritariamente indie. Inicialmente principiantes desconhecidos, muitos dos grupos acabam por se tornar referências musicais do seu género.

Seguem alguns exemplos de bandas que foram convidadas a tocar nesta french broadcast que conta com um reportório capaz de meter inveja aos nossos grandes festivais de música:

Bloc Party, Au Revoir Simone, Radiohead, Arcade Fire, Andrew Bird, Arctic Monkeys, Beirut, Belle & Sebastian, The Cure, Los Campesinos !, Cat Power, dEUS, Devendra Banhart, Dinasoour Jr., Editors, Feist, Franz Ferdinand, The Fratellis, The Eels, The National, The Shins, Nick Cave, Smashing Pumpkins, The Sundays, Placebo, Guillemots, Hot Ship, Interpol, Jeff Buckley, Joseph Arthur, Nada Surf, Patrick Watson, REM, Suede, Snow Patrol, Two Gallants, The Verve, The XX, Yo La Tengo... 

... e acreditem... isto é só para citar alguns!





Saturday, May 15, 2010

16 Barras




Uma espécie de rubrica musical, autoria da editora HeadStart Records, 16 Barras com... consiste num videoclip com duração disso mesmo, 16 barras, onde semanalmente (pelo menos estará assim previsto) teremos um convidado novo! Veio ao meu conhecimento através de um amigo que tem ligação à editora, tendo mesmo realizado alguns dos clips já divulgados ou por divulgar. Embora não faça muitas referencias ao mundo do hip-hop, posso afirmar (para conhecimento de muitos) que já tive uma forte relação com este meio musical. 

Durante muitos anos, pratiquei basketball (recuso-me a referir ao desporto como Basquetebol) e não querendo criar o preconceito de que quem joga, ouve bastante hip-hop... a verdade é que ouvia bastante! Nos tempos que correm é mais de fases, mas continuo a apreciar nomes como Public Enemy, Arrested Development, A Tribe Called Quest, Run DMC, Busta Rhymes, Q-Tip, Wu-Tang, The Fugees (e os seus membros a solo), Mos Def, Nas, De La Soul, Capone N Noreaga, DMX, Outkast, e por ai adiante.

Hip-Hop tuga também já segui embora não tão assiduamente. Começou com os "clássicos" Mindagap, (Todos Gordos era a referência), Boss AC... para mais tarde dar lugar a Micro, Dealema, Mundo Complexo e Oficio entre outros...

Enfim... tentarei num futuro próximo colocar aqui algumas das minhas escolhas musicais referentes ao Hip-Hop, bem como Soul e RnB. Para já, fiquem com duas sessões de 16 Barras com...

Xkesitu e W-Magic



I Love You Phillip Morris (2010)


Já não me recordava do dia ou ano em que eu e a minha mãe fazíamos da ida ao cinema, um programa à noite. Quarta-Feira passada fomos ao Cascaishopping com intenções de ver I Love You Phillip Morris (2010). A minha mãe, completamente "às escuras" aceitou o desafio fiando-se (e bem) na intencionalidade do filme em ser divertido e leve. Eu, por outro lado, estava na expectativa de ver de que forma Jim Carrey e Ewan McGregor estariam à altura do desafio, but we will get to that later.

A história começa com a personagem principal, Steven Russell (Jim Carrey), na cama do hospital a recapitular recentes eventos da sua vida que o levaram a estar naquele estado. A sua narração basicamente serve de apresentação da sua personagem ao público. Policia (feliz) de profissão, marido dedicado e pai exemplar, Steven parece viver o sonho americano...

... Ah... e já vos disse que ele é Gay?! That's right... gay gay gay, gay gay gay gay!

Sempre o foi, diz ele (flashbacks da sua vida enquanto criança dão indícios disso mesmo). Obviamente... é gay em segredo. Ninguém sonha tal coisa e Steven quer manter dessa maneira... até ao dia em que é vitima de um acidente de viação, que de certa forma acaba por funcionar como uma revelação, ou melhor, uma epifania como é descrito. Neste preciso momento decide que se vai assumir, que vai levar uma vida à sua maneira... e assim o faz, enquanto pode. Cedo realiza que ser "bicha" (estou a citar) é bastante dispendioso... como tal, para manter o seu estilo de vida ostentativo, começa a efectuar uma panóplia de esquemas e fraudes. Começam pequenos e simples, mas conforme as exigências do seu status e a sua crescente ganância, a fasquia começa a ser outra! Aqui já estamos perante um paradoxo (já comum), no sentido em que temos um homem que representava o modelo cidadão americano exemplar, ainda por cima agente da lei, que se torna um con-man. Durante algum tempo, as suas acções parecem surtir efeito e Steven leva uma vida preenchida, juntamente com o seu namorado Jimmy (Rodrigo Santoro), mas certo e sabido, é eventualmente apanhado e preso. Durante a sua estadia na prisão temos um dos momentos chave do filme. Conhece outro inmate, chamado... Phillip Morris (Ewan McGregor pois claro!) Há  uma química instantânea  entre ambos que leva a uma relação desenfreadamente apaixonada, sendo inevitavelmente uma porção do filme dedicada ao estabelecimento e crescimento do seu amor, estando Russell disposto a tudo para a manter. Isso leva-o a fazer sistematicamente inúmeros planos, onde se faz passar por outras personalidades, etc etc. Coisas que não quero revelar.
Baseado numa história verídica (!), ficou nas mãos de Glenn Ficarra e John Requa, fazer uma adaptação do livro I Love You Phillip Morris: A True Story of Life, Love, and Prison Breaks de Steve McVicker.

Posso-vos dizer que o filme tem à volta de 45 minutos fortíssimos... o material é fresco, surpreendentemente divertido, com uma história interessante e dois actores (Carrey e McGregor) em muito bom plano. Os restantes 45 minutos apresentam-se a um bom nível, sempre com os nossos dois protagonistas a brilhar de forma surpreendente.
Jim Carrey já o tomava por bom actor, fora do contexto cómico com que se iniciou e se estabeleceu, e embora este papel tenha contornos virados para a comédia, não deixa de ser diferente do que estamos habituados a ver. Apresenta outra profundidade revestida na sensibilidade de um homem que vive um conjunto mentiras criadas por si mesmo, com pretensões de ser feliz, apenas para descobrir que só lhe trazem mais problemas.
McGregor, que é um actor no qual não tenho uma opinião vincadamente formulada (ainda não vi a sua grande obra-prima, Trainspotting, logo é natural que este não me tenha agarrado) acaba de subir na minha consideração. A sua personificação do romantismo no seu lado mais delicado e frágil é impressionante. Ingénuo, mas puro e apaixonado, Phillip Morris entrega-se ao homem que assume ser o amor da sua vida. Strong acting (mesmo)!

Uma conclusão que tirei sobre esta longa-metragem é que, ao contrário do que tenho lido/ouvido, o filme para mim não se trata tão só apenas sobre a homossexualidade e a relação amorosa entre as duas figuras centrais (motivo este que levou um casal a abandonar a sala de cinema quando apenas tinham decorrido os primeiros 10/15 minutos de filme). O filme oferece igualmente uma visão sobre a forma como os poderosos atingem patamares altos, graças à corrupção e manipulação. Identidades forjadas, resultados manipulados, manobras invasivas, esquemas esquemas e mais esquemas! Uma perspectiva que tanto tem de arcaica como contemporânea, pois podemos continuar a associar a algumas das pessoas com cargos de elevada importância espalhadas pelo mundo (falo de forma genérica por exemplo do mundo empresarial ou politico).

Either way, seja qual for a vossa interpretação do cerne da questão (que na minha opinião podem ser vários) não deixem de ver este filme! Recomendo!

Friday, May 14, 2010

Belle & Sebastian ... ao vivo!


Belle and Sebastian - The BBC Sessions (2008)

CD 1 - Radio Sessions:
  1. "The State I Am In" (Mark Radcliffe Session; 07/96) - 4:42
  2. "Like Dylan in the Movies" (Mark Radcliffe Session; 07/96) - 4:11
  3. "Judy and the Dream of Horses" (Mark Radcliffe Session; 07/96) - 3:43
  4. "The Stars of Track and Field" (Mark Radcliffe Session; 07/96) - 4:37
  5. "I Could Be Dreaming" (Mark Radcliffe session; 12/96; abbreviated version) - 3:49
  6. "Seymour Stein" (Evening Session; 07/97) - 4:51
  7. "Lazy Jane" (alternate version of "Lazy Line Painter Jane") (Evening Session; 07/97) - 5:37
  8. "Sleep the Clock Around" (Evening Session; 07/97) - 4:46
  9. "Slow Graffiti" (Evening Session; 07/97) - 3:06
  10. "Wrong Love" (later recorded as "The Wrong Girl") (Evening Session; 07/97) - 3:29
  11. "Shoot the Sexual Athlete" (John Peel session; 05/01) - 3:11
  12. "The Magic of a Kind Word" (John Peel session; 05/01) - 2:27
  13. "Nothing in the Silence" (John Peel session; 05/01) - 3:49
  14. "(My Girl's Got) Miraculous Technique" (John Peel session; 05/01) - 4:28
CD 2 - Live in Belfast:
  1. "Here Comes the Sun" - 4:52 *
  2. "There's Too Much Love" - 3:44
  3. "The Magic of a Kind Word" - 2:24
  4. "Me and the Major" - 5:19
  5. "Wandering Alone" - 2:54
  6. "The Model" - 4:02
  7. "I'm Waiting for the Man" - 5:12 *
  8. "The Boy With the Arab Strap" - 5:32
  9. "The Wrong Girl" - 3:05
  10. "Dirty Dream #2" - 3:26
  11. "The Boys Are Back in Town" - 5:43 *
  12. "Legal Man" - 4:01 

    Um álbum ao vivo espectacular, gravado em 2001 mas apenas lançado em 2008!
    Maioritariamente de originais, tendo três covers (assinaladas com asterisco)...
    Fica aqui uma delas!

    The Boys Are Back in Town... um clássico Rock do final dos anos 70 da banda Thin Lizzy!


    Thursday, May 13, 2010

    Porque gosto tanto de Los Campesinos ! ...

    ...aqui vão duas malhas !

    Lymelife (2008)



    Mais um filme independente muito bem conseguido! Escrito pelos irmãos Steven e Derek Martini, e realizado por este último, Lymelife é um filme capaz de surpreender pela sua temática e pelo elenco fantástico que apresenta. É inevitável constatar durante o genérico nos dois nomes que assumem destaque enquanto produtores. Alec Baldwin e Martin Scorsese fazem as honras, sendo logo claro sinal que certamente será  um investimento em bom material. Pelo menos interpreto este sinal como tal.
    A acção toma lugar durante os anos 70 em Long Island, Nova Iorque. A história incide sob várias personagens, mas com um olhar particular para a família Bartlett, família esta a que o jovem que nos oferece a sua perspectiva, reside.
    À partida com humor subtil mas eficaz, este se desfaz e dá lugar a situações sérias, de compromissos desfeitos, famílias partidas, medos e inseguranças, todas elas disfarçadas por uma camada fina que começa a ceder com o tempo... O "disfuncional" começa com uma doença denominada lyme, iniciando um processo em cadeia que passa por questões ligadas a negligencia, infidelidade num meio onde a família protagonista esta dividida entre uma vida levada pelas aparências e uma vida composta pelas bases humildes.

    Bem, mas melhor do que me por aqui com rodeios, deixo-vos a sinopse que consta no site da Rotten Tomatoes para que tenham uma melhor ideia geral do que se trata o filme...



    SINOPSE:

    It’s 1979 on Long Island, New York. Change is in the air -- the promise of a better life luring a new immigration from the city to the suburbs. In this world, real estate development is like winning the lottery, and money means success. The rest of the world may sit on a precipice -- the Falkland War looms and before long American hostages will be taken in Iran -- but on Long Island the future is bright, vulnerable only to that which sucks ones soul, much like the contagious Lyme disease ironically found on the picturesque deer that populate the island. 

    15 year-old Scott Bartlett is at the precipice as well…but he’s unlikely to notice what with his mom duct tapping him up as protection against the dreaded scourge (a disease, she would be quick to note, they don’t have back in Queens) and his dad busy with building the American Dream in the guise of a planned community called “Bartlettown”. Scott does know he is definitely in love with 16 year-old Adrianna next door, but she may or may not have noticed, it’s hard for Scott to read the signs and her family has her a little preoccupied anyway -- her father has the disease and can barely face each new day as her mother now has to head out to work to earn their living by selling new homes in Bartlettown.

    When Scott’s brother, Jimmy, returns home for a brief stay before shipping out to the Falkland Islands, Scott is relieved to have a ready champion who can fight his battles, help diffuse their parents fighting, and generally keep an eye out for him. But when even Jimmy has had enough, Scott is forced to look at his world through a different set of lenses.

    In a world where money drives men and happiness is delayed until after the success, Scott is about to discover the pedestal he’s built for his idols can barely support the weight of his own youthful innocence, let alone sustain those he places on top. A bright story about the dark side of suburban paradise, Lymelife stars Alec Baldwin, Kieran Culkin, Rory Culkin, Jill Hennessy, Timothy Hutton, Cynthia Nixon and Emma Roberts. Written and Directed by Derick Martini and Steve Martini, Lymelife is directed by Derick Martini.




    De realçar das performances do elenco, o sr. Alec Baldwin, na interpretação de um homem, pai e marido, em muitos campos detestável, mas com quem inevitavelmente acabei por criar uma relação de grande empatia e solidariedade. Não por me identificar de alguma forma com o que a personagem vive no momento, mas por acreditar na sua sinceridade perante o filho mais novo, com quem falhara, pondo em cheque a sua estabilidade familiar.
    Esse momento, crucial no aumento da minha apetência para ser solidário com Mickey Bartlett, é um diálogo entre pai e filho onde senti uma química forte entre as personagens, dando a sensação do real que aquela cena parecia...

    (Spoiler Alert




    Mickey:    Hey, come on down.
        We'll go to carvel.
        We'll go get a shake.


    Scott:    No, I'm tired.
        I have school tomorrow.

    M:    You're suspended.

    S:    Still, mom will get mad
        if I go this late.


    M:    It's not even 11:00.
        Come on down.
        She'll never know.

    S:    Then I'll be a liar too.
     

    M:    I never lied to her, Scott.
        She just never bothered to ask.
        It isn't some state secret that
        we haven't been getting along and for a long time too.
        People do stupid things when they're trying to get something that doesn't fit to fit.
        I don't know what to say to you.
        But I've already lost one kid because of my problems with your mother.
        I don't want to lose the other.

    S: Well... well, then why did you have to fuck her, dad?

    M:    It's tough to be a man, Scott.
        You got to make money to put food on the table.
        You got to be a dad to your kids.
        You got to be a husband to your wife.
        The money part I got.
        The dad part, I'm batting .500.
        The husband part...
        then other people come into the picture at the right or the wrong time, and things happen.
        I was unhappy.
        I am unhappy.
        But I promise you that everything is gonna be okay.
        Now, please, come down here before fucking carvel closes.
     

    S:    I can't.

    Without further ado... fica aqui o trailer !




    Monday, May 10, 2010

    CAMPEÃO NACIONAL 2009-2010



    As capas falam por si... mas não obstante desse facto gostaria de deixar aqui um pequeno comentário...

    Toda gente sabe que esta época foi algo nunca antes visto... uma temporada sem precedentes...
    É inteiramente justificada a atribuição do titulo ao Benfica, clube este que, tendo em conta o plantel/staff  deste ano e a sua prestação global, deverá ser considerada inquestionavelmente uma dos melhores equipas da história do clube! (os registos desportivos e as exibições não me deixam mentir)

    Consequências disso:

    O País ganha vida... mas ganha vida de uma maneira avassaladora! Em tempos tão cinzentos, carregados de pessimismo e pouca motivação para dar a volta, numa altura em que atravessamos uma  das maiores crises financeiras (e permitam-me a ousadia de dizer  também... espirituais!) fica aqui demonstrado o impacto que esta  grandiosa/gloriosa/maravilhosa "instituição que é o Sport Lisboa e Benfica" (para citar o  nosso conhecido ilustre, João Malheiro) tem nos portugueses e não só! O Benfica acabou de marcar um ponto de viragem para a população (sejam apreciadores de futebol ou não) fazendo aquilo que sabe fazer melhor...  jogar futebol como só "os grandes" sabem...

    As ruas ganharam cor, as pessoas ganharam outro alento... e por mais que faciosos que adeptos de outros clubes sejam... por mais difícil que seja admitir... isto é uma verdade que arrisco dizer ser única e absoluta:

    O Benfica faz incrivelmente bem a Portugal... de uma maneira que inspira e contagia!

    Portanto... mais do que dizer "Benfiquistas, estamos de parabéns!"... 
    ...há que dizer "PORTUGAL, ESTAMOS DE PARABÉNS!"

    A MÍSTICA ESTÁ DE VOLTA... 
    O CAMPEÃO VOLTOU! 
    (E EM FORÇA MEUS CAROS!)

    CAMPEÕES, CAMPEÕES...
    NÓS SOMOS CAMPEÕES!



    Sunday, May 09, 2010

    How Do You Think It Feels




    How do you think it feels
    When you're speeding and lonely, come here baby
    How do you think it feels
    When all you can say is if only

    If only I had a little

    If only I had some change, come here baby
    If only, if only, if only

    How do you think it feels

    And when do you think it stops

    How do you think it feels

    When you've been up for five days, come down here mama
    Hunting around always, ooohhh
    'cause you're afraid of sleeping

    How do you think it feels

    To feel like a wolf and foxy
    How do you think it feels

    To always make love by proxy, huh

    How do you think it feels
    And when do you think it stops
    When do you think it stops

    (música... aqui!)

    Talk To Me (2007)



    A riveting look at the life of legendary DJ "Petey" Greene, Talk to Me goes beyond the typical biopic with explosive performances from Don Cheadle and Chiwetal Ejiofor.

    Não sou muito de ver televisão... muito menos filmes que pairam em canais onde sistematicamente repetem as mesmas coisas... filmes que na sua grande maioria, ou já vi ou não tem interesse. Também contribui para esta falta de adesão a facilidade que existe em obter os dvd's na internet. Qualquer televisão que seja recentemente fabricada já vem com uma entrada USB instaurada para a leitura dos divx's. Vejo o que quero e quando quero, sem que seja a estação televisiva a determinar os meus horários, consequentemente controlando a minha vida.

    No entanto, existem sempre aqueles momentos onde o timing é certo, o zapping joga a nosso favor e o filme, e no mínimo apelativo. Anteontem foi um desses momentos. Sentado na sala de um amigo, enquanto este fazia zapping, deparou-se com algo que lhe parecia familiar. Demorou uns segundos a realizar que filme era, mas eu quando vi o Don Cheadle (esse grande actor) entrar em cena e o contexto em que a acção se desenrolava, imediatamente o meu cérebro começou a filtrar informação, tendo eu uma ideia remota de ter visto a capa do filme. Não sabia ao certo do que se tratava, nem a composição do resto do elenco... apenas sabia que estava relacionado com a rádio. Tínhamos perdido no máximo os primeiros cinco minutos, e na falta de programa melhor (já era mais que dado adquirido que não íamos sair de casa) we just kicked back, relaxed, and watched the movie. Logo o enredo começou a ser montado com diálogos engraçados e irreverentes, uma personagem assumidamente destacada, mas bem auxiliada (ou complementada) por um elenco secundário todo ele carismático e com qualidade. Taraji P. Henson, Mike Epps, Martin Sheen e Cedric The Entertainer são alguns dos nomes que constam nesta longa-metragem, mas é principalmente Chiwetel Ejiofor que  melhor acompanha Don Cheadle. Ejiofor desempenha o papel de Dewey Hughes... Amigo, (de alguma forma) mentor e agente, tornando-se o principal responsável pelo concedimento de uma oportunidade única a Petey de singrar na rádio.
    Mas im getting way ahead of myself...

    Talk To Me (só mais tarde vim a descobrir o nome do filme), com a acção a decorrer em Washington DC nos  anos 60, conta a história de Petey Greene (Cheadle), um ex presidiário que após ser libertado, procura um amigo (o tal Dewey Hughes de que falei, desempenhado por Ejiofor) com intenção de o fazer cumprir com a promessa, de que este lhe arranjaria um emprego na estação radiofónica onde trabalhava. O que inicialmente começa por ser uma cena com grande aparato, tendo sido criada uma primeira impressão nada favorável com o presidente da estação e os seus subordinados (ao contrário do que acontece com as pessoas que visionam o filme que topam logo o que lhes espera... um diamante em bruto, como se costuma dizer) acaba por ser a revelação de um talento nato em chegar às pessoas através da exposição da verdade de forma "pura e dura", denunciando alguns dos problemas mais graves no País, que afectam principalmente a comunidade afro-americana, vitima de tempos recheados de preconceito. Sempre com  comentários bem construídos numa linguagem "coloquial proveniente das ruas", muitos das quais com um sentido de humor critico mas apurado, torna-se uma figura mediática e razão forte para as pessoas sintonizarem na WOL-AM (estação radiofónica). Enquanto via esta longa-metragem pensava para mim: "que delicia é ver alguém fazer frente ao the man - termo generalista para os high powers na sociedade... brancos na sua maioria ou totalidade - com audácia, sem medo e sem bullshit... telling it as it is (catch phrase de Petey)!
    Mas nem de momentos leves e engraçados vive sempre o filme. (e agora segue-se um spoilerzinho, mas não se preocupem, o seu conhecimento não causa quaisquer danos) Houve uma cena em particular que teve a capacidade de pegar num tema já conhecido e debatido até à exaustão e mexer comigo, levando-me às lágrimas. Essa cena é quando a estação recebe a noticia de que Martin Luther King Jr. tinha sido assassinado, instalando-se um clima de profunda tristeza e revolta. Como na realidade, no filme é desencadeado um movimento insustentável de protesto, caos e conflito nas ruas de Washington (e também como sabemos, no resto dos EUA). Petey, profundamente desiludido e também ele muito revoltado, invoca à população para se controlar como forma de mostrar superioridade e de seguir a filosofia de King que apelava à insurreição contra a injustiça, de forma não violenta.(impressionante como passado meio século, as pessoas parecem não ter aprendido um conceito básico, baseado nos princípios mais puros que fazem de nós... mais humanos).
     A sua influência nos EUA era de tal forma forte, que mesmo em situações saturadas de uma imensa raiva descontrolada, Petey tinha a notória capacidade de amparar uma sociedade em desespero, por todo o seu historial repleto de condições adversas que foram ou ficaram por ser ultrapassadas.
    Bem... mais não preciso de dizer além de que este filme biográfico, quase num formato a evocar os tempos de blaxploitation, foi uma agradável surpresa, tendo não só em conta o contexto em que o vi, mas também pelo óptimo que é ver um trabalho de uma forma geral well crafted com um Don Cheadle em muito boa forma (como de costume).

    Nota também para a banda-sonora toda ela composta por temas funk, soul e RnB da época. Nas palavras de Roger Ebert: Two Thumbs Up!

    I'll tell it to the hot, I'll tell it to the cold. I'll tell it to the young, I'll tell it to the old. I don't want no laughin', I don't want no cryin', and most of all, no signifyin'. This is Petey Greene's Washington.  

    Ralph Waldo "Petey" Greene Jr.
    (Janeiro 23, 1931 – Janeiro 10, 1984)


    Saturday, May 08, 2010

    Quero isto na pista!



    Rod Stewart - Young Turks

    Billy left his home with a dollar in his pocket
    And a head full of dreams

    He said - somehow
    someway it's gotta get better than this.
    Patti packed her bags left a note for her mamma -
    She was just seventeen
    There were tears in her eyes when
    she kissed her little sister goodbye.

    They held each other tight as they drove on through the night

    They were so exited.
    We got just one shot at life let's take it while we' re still not afraid

    Because life is so brief and time is a thief when you're undecided
    And like a fistful of sand it can slip right through your hands.

    young hearts be free tonight
    time is on your side.
    Don't let them put you down
    don't let 'em push you around


    Don't let 'em ever change your point of view.

    Paradise was closed so they headed for the coast in a blissful manner

    They took a two room apartment that was jumping every night of the week.
    Happiness was found in each others arms as expected

    Billy pierced his ears
    drove a pickup like a lunatic.

    young hearts be free tonight
    time is on your side. . . .

     - Come on Billy -
     young hearts be free tonight
    time is on your side.


    Billy wrote a letter back home to Patti's parents to try to explain.
    He said we're both real sorry that it had to turn out this way
    But there ain't no point in talking when there's nobody listening
    So we iust ran away. -
    Patti gave birth to a ten pound baby boy
    yeah

    Young hearts be free tonight
    time is on your side
     Young hearts be free tonight
    time is on your side
     Young hearts be free tonight
    time is on your side
     Young hearts gotta run
    be free to live


    Time is on your
    time is on your side.
    Time
    time
    time
    time is on your side
    is on your side
    is on your side
    Young hearts be free tonight
    tonight
    tonight
    tonight
    tonight
    yeah
    Time is on your side.

    Friday, May 07, 2010

    Thursday, May 06, 2010

    Podem...

    ... ter todas um registo semelhante... podem não ter entre mãos o trabalho mais original... podem enjoar alguns de muito ouvir... e até podem ter levado uma péssima critica no Pitchfork... 

    MAS EU CURTO PA CARAÇAS!


    The Airborne Toxic Event





    Innocence (brutal)     Something New            Gasoline



    Wednesday, May 05, 2010

    Banda-Sonora 3 em 1


    Apresento-vos uma música que marcou a minha infância... Composta por Randy Eldman, serviu como tema central do filme Dragon: The Bruce Lee Story

    Marcante porque enquanto crescia tinha como um dos meus vários ídolos, o lendário Bruce Lee. Recordo-me sempre de regressar da Escolinha Tia Ló e muitas vezes ter cassetes VHS que a minha mãe alugava de filmes clássicos como Way of The Dragon (1972) ou Big Boss (1971). Mais velho, todas essas memórias que tinha, de visionar obras do grande mestre das artes marciais, surgiam com um sabor nostálgico especial sempre que via Dragon: The Bruce Lee Story. Era uma daquelas longas-metragens que gostava de  ver vezes sem conta... encantado com o conto lendário de uma das figuras mundiais mais emblemáticas de sempre.

    Mas chega de divagar porque não é sobre o filme que quero escrever, mas sim sobre a música que aqui "postei". 
    Sendo o tema central da banda-sonora um trabalho de corte fino e de uma imensa carga emocional, é certo que dificilmente teria ficado indiferente ao que ouvia na época. Pois está, que de facto, a música deixou marcas e curiosamente, mesmo eu mantendo distância do filme biográfico sobre Bruce Lee, nunca me deixou de acompanhar. A música orquestrada sob a batuta de Randy Eldman continuou a marcar presença através de trailers, pequenos clips, entre outras coisas.

    Hoje, a caminho do trabalho, a música randomly começou a tocar no meu telemóvel, tendo eu reparado no seguinte:

    É um tema polivalente que facilmente serve o propósito de três "possíveis cenários". Ora Vejamos:

    Passada a introdução um pouco ambígua, temos a partir dos 56 segundos uma entrada subtil que encaixa na perfeição num trailer de um filme dramático muito ligado à pureza e bondade do ser humano. 

    O primeiro momento arrasta-se até aos 2m02s, onde temos uma passagem para uma melodia a que eu distingo como o segundo momento musical do tema... "Entrega do Oscar" (imaginem a entrega da estatueta na cerimónia com esta parte enquanto música de fundo... fit's like a glove, doesn't it ?)

    Terceiro e último momento, com a chegada do minuto 3.03 é dado inicio ao "Número mágico", sendo a música semelhante às que normalmente compõem o ambiente para os ilusionistas entrarem em acção.

    Temos por fim o loop, ou seja, voltamos à origem a partir dos 3m45s. Sei que pouco ou nada vos acrescentei com isto, mas foi como mero desabafo (e também pela piada em si que foi... ainda me ri sozinho a sair do Metro) que coloquei aqui esta referência infantil/juvenil como forma de demonstrar o poder de uma única faixa com atributos fortes de adaptação a diferentes meios.

    Morrisey / Marr / Rourke / Joyce


    The Smiths (formados pelos nomes mencionados no titulo do post) são um grupo que certamente dispensa qualquer tipo de apresentação! Mundialmente conhecidos, são uma das bandas que marcou os anos 80, através da sua música muito associada ao cenário musical independente no Reino Unido. Não posso dizer que seja fã há muitos anos, mas sinto-me como tal... 
    Foi com 16 anos que me iniciei a ouvir a banda liderada por Morrisey, sem bem saber como... calculo que, como toda a boa música (ainda por cima com legado de culto intemporal), me tenha chegado aos ouvidos pelos andamentos e referências que se encontram espalhados por todo o lado. Seja como for, desde o ano passado parece que a chama foi reacendida e voltei novamente a ouvir The Smiths, desta com outra acutilância, visto que me tornei um rapaz mais maduro e com um ouvido bastante mais desenvolvido (assim espero eu). Por detrás deste "revitalizar" está (500) Days of Summer que faz questão de prestar homenagem ao quarteto com algumas referências no decorrer do filme, estando inclusive num momento chave que abre o  próprio trailer.

    Apenas hoje fiz questão de escrever este post por ter praticamente varrido o Best Of a caminho do trabalho! Dá-me um gozo tremendo ouvir clássicos como Please, Please, Please Let me Get What I Want; Panic ou There is a Light That Never Goes Out...
    Mas é This Charming Man que aqui deixo para vossa apreciação... one of the many classic's que me tem acompanhado em tempos recentes!

    Tuesday, May 04, 2010

    Não sei bem o que achar do grupo...

    ... mas que têm boas malhas... ai isso têm !

    Les Savy Fav - Scotchguard The Credit Card


    Monday, May 03, 2010

    Less piano, more guitar


    No minimo, diferente do que é habitual ouvir nos álbuns de Jamie Cullum. Presença mais carregada da guitarra em prol do piano...

    A música tem um swing à maneira, bons músicos e o talentoso Jamie, que tenho vindo a apreciar cada vez mais...

    Sunday, May 02, 2010

    Ontem dançou-se isto...



    ... e muito mais!!

    Ontem no Miradouro de São Pedro de Alcântara vivia-se sob um manto de energia, que cobria a população portuguesa com ouvido para a música, com alto astral e vontade de mexer o corpo. Por entre as várias músicas que tocaram, há sempre aquelas que se destacam de uma maneira ou outra... e embora seja dificil seleccionar UMA única malha, estou (deveras) inclinado para All My Friends dos LCD Soundsystem. Esta escolha deve-se a muitos factores. É para mim um dos grandes temas contemporâneos com maior probabilidade de se assumir como um clássico da nossa geração. A letra apresenta uma riqueza simbólica de grande valor, o ritmo é "fresco" e contagiante e tem uma capacidade abismal em conseguir unir as pessoas na pista, em torno de vários ideais passiveis de serem associados à vontade que nos é a todos intrínseca de viver e desfrutar a vida. Um pouco exagerado talvez? Não! Não vejo qualquer tipo de ideias exacerbadas nisto... acredito piamente que numa altura ou outra, quando a música entra com força na nossa alma, apodera-se do nosso corpo e o tempo pára para todos, menos para os que ali se encontram a ouvir a voz de James Murphy que se instala no meio da multidão. O controlo do espaço físico/temporal fica ali na mão dos DJ's que assumem uma controlo, até então exclusivamente reconhecido às forças divinas em que cada um acredita.

    Ontem estava "vivo e de boa saúde"... a experienciar sentimentos e sensações com total harmonia, clareza e intensidade.

    Obrigado por mais uma bela iniciativa na noite Lisboeta!

    Saturday, May 01, 2010

    Momento de reflexão


    Há algum tempo atrás, uma amiga minha mandou-me uma mensagem com uma frase para que eu reflectisse e opinasse. Dizia o seguinte:

    Disappointment is the result of your own expectations

    Aqui entro num dilema...

    Porque de facto a frase tem razão de ser. Concordo com ela, embora a queira contestar por força de não querer ceder a um conceito que basicamente atribui total responsabilidade às pessoas que se desiludem com terceiros. Procuro argumentos, mas tal é a luta no meu subconsciente que não sai nada de pertinente.

    Dificilmente vou além do "as pessoas passam uma vida inteira a agir e pensar de uma determinada maneira, é natural que quando algo diferente se passa, oposta ao que seria de esperar e que ainda por cima tenha repercussões sérias, evidente que vamos ficar desiludidas com a pessoa em questão! Nunca poderemos ficar desiludidos connosco por estarmos habituados e conformados com a forma de ser de um amigo/conhecido!"

    Bem... não sei até que ponto fui preciso nas palavras... muito provavelmente optaria por um discurso diferente, mas com a mesma base.
    Uma coisa não me sai da cabeça... Porque é que haveria eu de me sentir culpado pelos fracassos, acções ou erros de outras pessoas? Não que seja correcto estar sistematicamente a apontar o dedo, mas agora, terei eu de me sentir desprovido de isso porque não devo atribuir responsabilidade aos que me rodeiam, mas sim a mim por ter algum grau de expectativas (muitas vezes, não criada por mim)?

    O que vos posso dizer é que os argumentos parecem pouco convincentes pela forma como arrasto as palavras enquanto penso no que vou dizer. Dai esperar que alguém tenha a bondade em reflectir sobre isto e deixar um comentário, de forma a desencadear um raciocínio apropriado com a finalidade de adquirir alguma esperança em mim e na minha capacidade de avaliar e confiar nas pessoas sem acabar desiludido comigo mesmo.

    Quando o Jazz e o Hip-Hop se cruzam...

    Quasimoto - Jazz Cats Part One

    "um tributo aos grandes do Jazz"


    O Unas sabe-a toda...