Saturday, June 12, 2010

Strange Boys


No dia em que me deram a conhecer Strange Boys, li algures que vinham a Portugal dia 14 de Julho para um concerto no Music Box em Lisboa!

BORA MALTA!


WWPJ

Engraçado como o mesmo álbum, depois de ouvido inúmeras vezes seguidas, é capaz de proporcionar diferentes "sentimentos". Não sei bem como explicar... Músicas que, embora gostasse, me passavam relativamente ao lado comparativamente às minhas favoritas, e que com o tempo se tornaram temas de igual estatuto, ou seja, aparentemente com o tempo algumas músicas cresceram comigo, tendo eu  talvez desenvolvido uma maior capacidade para as apreciar.
Não sei se me faço entender...(se calhar sou eu que estou a complicar)
Portanto explicado a crianças, basicamente quero dizer com isto que passei a gostar ainda mais de músicas que já ouvia.
Exemplo disto que aqui partilho convosco é o primeiro projecto dos We Were Promised Jetpacks.
Começou com Quiet Little Voices e Moving Clocks Run So Slow, as minhas duas principais referências do projecto These Four Walls (2009). Depois passou para This is My Home e Ships with Holes Will Sink, que de forma talvez até exacerbada, deixavam-me completamente maluco. É que há uma coisa que eu adoro na maioria das músicas dos WWPJ. É o build up! Há sempre uma transformação com um incremento de intensidade que se faz sentir na guitarra, no tom da voz(es) ou na força com que os pratos da bateria chocalham. Sente-se com força!
Agora estou mais vidrado nas malhas Conductor e Keeping Warm, previamente consideradas excelentes mas que agora ouço com maior assiduidade.

É um álbum forte este o dos escoceses... com um set super equilibrado de 11 músicas, não me podem censurar de ter expectativas elevadas para o próximo trabalho!



Keeping Warm
         (a partir dos 5.48 começa aquele build up de que vos falei, com a explosão a surgir aos 6.26! DO CARAÇAS!!)      


Conductor

Friday, June 11, 2010

Viva Portugal !




Ontem 10 de Junho, dia de Portugal, celebrou-se esta data histórica em grande estilo, ao som de rock Português representado pela editora Amor Fúria,  nas bandas Orphelia, A Matilha, Os Capitães da Areia, Os Golpes e Feromona.

A faculdade do Técnico acolheu o festival juntamente com um "número simpático" de pessoas que quiseram  marcar presença, mesmo tendo em conta as condições atmosféricas. Num dia cinzento como aquele, nada melhor que um evento musical para dar cor e alento, num espaço já improvisado para evitar a falta de condições ao ar livre. 

Na expectativa de ver Os Golpes (grupo que tenho ouvido e comentado com regularidade)  pela primeira vez ao vivo, vivia um misto de alegria e ansiedade, que se traduziram num grau de excitação juvenil. Contive-me da forma mais moderada possível, mas já projectava na minha cabeça uma noite especial, e isso meus caros, contribuía para um estado de espírito fortalecido pela aura jovem instalada.

Enquanto não entravam em cena aproveitei para comer "a bela da bifana" acompanhada por uma "jola", num "pack promocional" de 2 € (grande ideia malta!), sempre com o meu grupo por perto em conversas animadas. Nisto reencontrei pessoas e conheci outras quantas, tudo de "braços dados" com o mesmo propósito e paixão pela festividade e animação cultural.

Vivia-se um bom ambiente... 
Diria ambiente quase de Verão, tal era a chama acesa que iluminava aquele espaço subterrâneo, tal era o calor que puxava a cerveja, tal eram os sorrisos espalhados pela pista, tal era a força predominante em cada passo de dança, em cada salto, em cada "moche"...

Com o decorrer do tempo e as mudanças de banda (confesso que só comecei realmente a prestar atenção a partir dos Capitães da Areia) a intensidade crescia! As cabeças, que de abanões discretos passaram para movimentos efusivos cedo se converteram em algo mais... isto durante os Capitães que aqueceram  a plateia com músicas mexidas, algumas das quais evocavam aquele "skazinho" assente em alguns temas dos Vampire Weekend.

Mas foi com a notória entrada d'Os Golpes, momento tão aguardado por mim e certamente por muitos outros, que a noite ganhou outra dinâmica. Deram o mote para uma reacção fortíssima do público que cedo se fez ouvir e sentir! Braços esticados no ar, "palmas" sincronizadas, crowd surfing, vozes em sintonia que entoavam letras de Portugal e onde se dançava "folclore disfarçado de rock n roll". 

Inacreditável ouvir Marcha dos Golpes; Tarde Livre, Parte I; O Arraial ou Embarcadiço (só para citar alguns dos meus temas favoritos) e assistir à explosão sensacional de um coro que "gritava" em plenos pulmões "Somos Jovens" como se não houvesse amanhã. Infelizmente falhou uma das minhas malhas predilectas (Tarde Livre, Parte II) e tendo em conta que faltava os Feromona tocar, não houve direito a encore. Mas já me dava por satisfeito... teria pago mais pelo bilhete de admissão se fosse preciso para assistir a este concerto épico!

Por fim o cabeça de cartaz, Feromona. Sem conhecer muito do reportório da banda (meramente ouvi o último álbum) demorei a entrar no ritmo, muito por falta de entrosamento, contudo, era uma questão de tempo até que fosse contagiado pelas pessoas à minha volta que sabiam de uma ponta a outra todas as músicas ali tocadas. Diverti-me... cantei, saltei até não ter mais força... mas depois do concerto d'Os Golpes... a coisa soube a pouco! Não por culpa dos Feromona, que deixaram boas indicações (ganharam mais um adepto) mas porque Os Golpes fizeram questão de sentenciar "tudo e todos" que viessem  tocar a seguir...

Claro está... partiram a loiça toda!!

Um belo dia de Portugal

Turn Cold

by: Cut Off Your Hands

Wednesday, June 09, 2010

"Still giving us advice..."


The ultimate measure of a man is not where he stands in moments of comfort and convenience, but where he stands at times of challenge and controversy.

Martin Luther King Jr.

Sunday, June 06, 2010

From Paris With Love (2010)


Realizado por Pierre Murel e escrito por Luc Besson, From Paris With Love é um filme sem grande "chama", valendo a interpretação de John Travolta na pele de um carismático rebel kick-ass agent do governo americano. Contando ainda nas suas fileiras com Jonathan Rhys Meyers, o filme relata a história de um assistente do embaixador americano em Paris, que procura ascender à posição de agente operativo, estando para isso disposto a tudo... inclusive a trabalhar com o imprevisível e heterodoxo Charlie Wax (Travolta) numa missão que acaba por envolver muitos mais do que ambos estavam à espera. O típico twist que sai furado... pouco criativo... enfim... mais do mesmo.

Aqui os vilões não tem propriamente uma figura central que assuma controlo... são apenas terroristas numa debandada pelas "coisas do costume". Os good guys quase (ou mesmo) nunca estão em real risco... isto é, mesmo naquele "mar de balas" que muitas vezes atravessam, nós enquanto espectadores nunca sentimos que os protagonistas estejam verdadeiramente em perigo. É só mais "uma tarde de trabalho"...
É claramente um filme "pipoca", sem pretensões de obrigar a audiência pensar e tendo como único atractivo a personagem do Travolta que de facto está em grande nível. Muitos tiros, muita acção... mas ... muito aquém do que já vimos em Taken em 2008 (é do mesmo realizador e argumentista). Fica a sensação que querem aplicar a mesma fórmula, mas sem sucesso... até porque acabam por ser filmes distintos, mesmo nas sequências de acção.

Filme para um Domingo à tarde ou para uma daquelas noites que não dá para grande esforço mental. Com 1h27m de filme, não se quer outra coisa...

"I'm going where the water tastes like wine..."


... We can jump in the water, stay drunk all the time ...

Saturday, June 05, 2010

Bombay Bicycle Club


Os Bombay Bicycle Club são 4 rapazes londrinos que se juntaram para fazer boa música indie!
No final de uma daquelas houseparty's que se transformou numa sessão de convívio, foi nas últimas horas que se deu inicio a um verdadeiro "motim musical" naquela casa, com o aparecimento de bandas nunca ouvidas entre nós.Uma das quais os BBC pelas mãos de um amigo nosso, que por sinal, apresenta um bom gosto (e actualizado também) no cenário "alternativo". Always like this  bateu-me na altura, mas manteve-se rascunho no meu telemóvel durante umas semanas, contudo, de vez em quando lá surgia o nome nem que em forma do elogio... tipo "lembras-te daquela banda? Os Bombay qualquer coisa?! Curti largo". 


Finalmente saco o álbum I Had The Blues But I Shook Them Loose (2009) e delicio-me com malhas como Always Like This (previamente apresentada nessa festa) e How Are We (esta última retirada da versão Deluxe do cd)... temas que incendeiam a minha alma in a "Somos Jovens" kinda of way!

Fica aqui a sugestão!



"Nada acontece por acaso" - um desabafo

Há coisas com que somos confrontados, por vezes numa escala diária, que suscitam o desencadeamento de ideias e conceitos já batidos. Coisas tão redundantes como o Facebook. Este exemplo obviamente não surge por acaso. No seguimento da recente obsessão que surgiu com a formulação de múltiplos grupos, estes criam uma sensação de partilha/reconhecimento entre aqueles que aderem. Constatam coisas desde hábitos idiotas, mensagens destinadas a alguém que tempos foi especial, ideias parvas ou simplesmente rotinas do nosso quotidiano.


Entre os vários grupos que poderia agora mencionar, e que em certa forma até me sinto tentado, como se quisesse desmascarar o ridículo que são (mas não me preocupa, porque quem tem dois dedos de testa sabe bem disso), há um que merece algum tempo de reflexão.
"Nada acontece por acaso" é uma ideia/conceito ligado a uma série de questões filosóficas com raízes na fé, religião, karma, destino, e por ai adiante. Seja qual for o campo onde se encontra integrado, podemos dizer que todos vivem essencialmente de um destino traçado. Ou talvez não.

Tanto podemos argumentar que cada um de nós tem um caminho estipulado... caminho esse que nem sonhamos, logo, não temos a oportunidade de antecipar "movimentos ou jogadas" e tomar outro sentido. As coisas são como são e temos de as aceitar dessa forma.
Ou...
Podemos contestar esta ideia, mantendo assente o conceito "nada acontece por acaso" numa linha de raciocínio bastante mais lógica. Afirmar que as coisas não acontecem por acaso pois tudo é fruto das nossas acções, da forma como encaramos os desafios, os problemas... em suma, a vida!

Na minha opinião, isto é o mais óbvio! Afirmarem que "foi o destino" soa-me a um total disparate. Se as coisas aconteceram de certa maneira, foi única e exclusivamente pela nossa tomada de medidas, salvo as excepções (não muito raras, diga-se) onde existem uma série de consequências subjacentes à acção por parte de terceiros. Isto para dizer que, as desculpas só fazem sentido até certo ponto... qualquer pessoa que procure justificações seja do que for, não poderá fiar-se no "isto é obra de uma força maior". Caso mais típico onde ouço sistematicamente "se calhar é assim..." "não era para acontecer..." "estava destinado" é no fim de relações. Se tu enquanto namorado/a foste um otário/a... tens a ti como pessoa a apontar o dedo! Assumir responsabilidades pelos teus feitos e não procurar dizer que foi responsabilidade de algo ou alguém.

O que seria atribuir culpas a uma força sobrenatural pelo facto de alguém ter sido idiota comigo? 

Poderia dar exemplos, alguns dos quais até bastante pessoais, mas isso seria entrar em campos que sinceramente prefiro evitar tendo em conta a natureza do assunto, contudo, não são casos extraordinários nem unicamente singulares... são apenas relatos que contam a história de pessoas fracas de espírito e personalidade, que se sujeitam a dado ponto da sua vida à comodidade e uma falsa sensação de segurança,  refugiando-se no "destino" e "é o melhor que há para fazer". 

Talvez todos nós tenhamos passado por essa fase. Optar pela via mais fácil não é totalmente condenável porque muitas vezes quando pressionados ou exaustos, não dá para mais. O problema é quando começa a transcender esta fase... passando de algumas dificuldades na tomada das decisões certas para o  campo do ridículo!
Tenho pena... são pessoas que infelizmente não conseguem ser  genuinamente felizes, por muito que pintem a sua vida num belo quadro... mas se calhar...

... é o "destino"!

Friday, June 04, 2010

Sorry


by: The Paddingtons

Desilução




Disappointement

I always believed that those who never expected much were somehow less disappointed.

Avoidance of disappointment, however, does not contribute to the satisfaction quotient - they are different ball games entirely.

(retirado do blog Dedos Livres)

Thursday, June 03, 2010

"Choose Life"


... é tão simples quanto isso...

Trainspotting: The Soundtrack



1. Lust for Life - Iggy Pop
2. Deep Blue Day - Brian Eno
3. Trainspotting - Primal Scream
4. Atomic - Sleeper
5. Temptation - New Order
6. Nightclubbing - Iggy Pop
7. Sing - Blur
8. Perfect Day - Lou Reed
9. Mile End - Pulp
10. For What You Dream Of [Full On Renaissance Mix] - Bedrock, KYO
11. 2:1 - Elastica
12. Final Hit - Leftfield
13. Born Slippy - Underworld
14. Closet Romantic - Damon Albarn 


 1. Choose Life - PF Project
2. Passenger - Iggy Pop
3. Dark & Long [Dark Train Mix] - Underworld 
 4. Habanera [From Carmen Suite]
5. Statuesque - Sleeper
6. Golden Years - David Bowie
 7. Think About the Way - Ice MC
8. Final Hit [Full Length Version] - Leftfield
9. Temptation - Heaven 17
10. Nightclubbing [Baby Doc Remix] - Iggy Pop
11. Our Lips Are Sealed - Fun Boy Three
12. Come Together - Primal Scream
13. Atmosphere - Joy Division
 14. Inner City Life - Goldie
15. Born Slippy [Darren Price Mix][Version] - Underworld 




Wednesday, June 02, 2010

Trainspotting (1996)


Já o tinha referido aqui que ainda não tinha visto o filme Trainspotting (1996). Como este, existem outros quantos filmes que são considerados milestones do cinema, que ainda não visionei. São demasiados para mencionar, sendo natural que haja uma série deles que evoquem comentários dentro da linha do "que escândalo!".

Meus caros, não que precise de me justificar, mas os que me conhecem sabem o gosto que tenho pela sétima arte e o tempo que lhe dedico. Tento ver o máximo de filmes, sempre que assim o seja possível. 

Enfim... dito isto, deixem que eu fale "sucintamente" sobre Trainspotting.

Já considerado um sucesso e até um clássico quando o vi, não foi com muita surpresa que constatei o soberbo retrato de um grupo de toxicodependentes, residentes em Edimburgo em finais dos anos 80.

Danny Boyle, o realizador por detrás desta longa-metragem, apresenta-se ao mundo como um visionário, de tal forma que executa esta adaptação de uma obra com o mesmo nome, do autor Irvine Welsh, de forma tão única, contrastando o "puro e duro" de uma realidade sinistra com temas como a redenção ou esperança. Pelo menos, esta é a forma como eu interpreto a acção, nomeadamente a transformação do protagonista desempenhado por Ewan McGregor.

Com esta sua interpretação, fico definitivamente rendido à sua qualidade enquanto actor. Eu que estivera na dúvida até à pouco tempo relativamente à questão se gosto dele ou não, confirmo agora a total dissipação  dessas mesmas dúvidas. Talvez tivesse eu começado a fazer uma retrospectiva da carreira de MacGregor com este filme, as coisas fossem ligeiramente diferentes, digo eu! É que de facto existe uma total transfiguração do escocês para representar um escanzelado e deprimido viciado em heroína, que reconhece e aceita a sua vida condenada aos prazeres, mas também dissabores proporcionados pela droga.

Falar apenas de Ewan, parece injusto, pois existem outras performances capazes de puxar o interesse e "afecto" do espectador. Aliás, na sua maioria, as personagens de maior destaque são todas muitos bem representadas, mas como qualquer outro que se senta no meio da audiência, tenho os meus favoritos. O sociopata Begpie, representado por Robert Carlyle, está simplesmente assustador. Em certo ponto, remonta um pouco para as figuras que Joe Pesci nos habituou em alguns filmes de Scorsese (Goodfellas em 90 e Casino em 95). Homens de violência, de choque, de mau feitio... frios, perigosos e sem qualquer tipo de respeito pela vida humana.

Inicialmente fez-me um bocado confusão ver Carlyle neste papel, porque apesar dos vários filmes onde até faz de vilão (The World is Not Enought (1999) ou Hitler: The Rise of Evil (2003)) é difícil para mim dissociar o actor de desempenhos integrados num panorama mais ligado à comédia como Formula 51 - é o comic relief - ou Full Monty (1997).
Destaque também para, na altura, estreante Kelly Macdonald. Nem todos se podem dar ao luxo de afirmar que iniciaram uma carreira de sucesso com filmes como Trainspotting.

Escusado será dizer que o filme foi muito bem recebido pela critica e audiência em geral, apesar do conteúdo por vezes gráfico, que pode por vezes chocar de tal forma a audiência criando um sentimento de repulsa perante a obra.

Vários dos seus componentes já se tornaram "de culto"... a narração inicial com o monologo Choose Life, os diálogos, as alucinações ou banda-sonora. Esta última está num nível equivalente ao filme todo, ou seja, está estupendo.

Dominada por temas rock dos anos 80 (Iggy Pop, Primal Scream, New Order, David Bowie, Joy Division), existem também traços de música electrónica e dos anos 90.
Dentro desta densa compilação, sinto-me tentado a dar maior ênfase a dois temas, no qual para mim reside a força do filme... falo evidentemente de Born Slippy dos Underworld e Perfect Day de Lou Reed. Esta última, magnificamente bem integrada na cena onde se faz ouvir, com uma mensagem apropriada aos eventos ocorridos à personagem principal. You Reap What You Sow, cantado por Lou Reed, é basicamente uma chamada de atenção por parte do cantor, que poderá se aplicar às pessoas que deambulam por aquela vida de pecado, mas também aos que se encontram presentes do outro lado a ver o filme. É um, de vários pontes pertinentes, que deverá suscitar alguma vontade em nós de reavaliar a nossa vida, como forma de tomar consciência das nossas falhas/problemas. Claro que os nossos problemas muito provavelmente não terão nada que seja comparável à situação do grupo de viciados, mas mais do que fazer essa comparação, o importante é ajustar/adaptar essa necessidade de reavaliação num contexto global.

Desde ontem... sinto-me ainda mais rico... é só o que vos digo!

Tuesday, June 01, 2010

Na Suécia faz-se boa música...



... e não falo dos Abba, Roxette, Ace of Base, Europe ou Cardigans... todos eles bons e marcos de diferentes épocas e estilos...

Falo antes de grupos como:

- Shout Out Louds 

- Mando Diao

- The Radio Dept. 

- Peter, Bjorn Paul

- Billie Vision and The Dancers

- Those Dancing Days

- The Hives

- José Gonzalez 

... e muito mais !

Apenas não menciono para não ficar agarrado ao teclado umas boas horas...

Ficam aqui algumas malhas...










Sunday, May 30, 2010

"Joyful Noise"


Um clássico da N.B.A



N.B.A Finals

Los Angeles Lakers VS. Boston Celtics

Um jogo que remonta para as disputas mais acesas pelo titulo...


Uma final que certamente fará jus aos tempos de Larry Bird e Magic Johnson

Saturday, May 29, 2010

Até sempre "Easy Rider"

 
1936 - 2010


"Sou eu! Sou eu!"


Numa sala de espera, deparei-me com uma edição já desactualizada da revista Timeout - Lisboa. Tinha algum tempo para queimar... e os tópicos, pelo menos alguns deles, pareciam interessantes. Dei portanto inicio à leitura. Não demorou muito até que chegasse a um artigo que me cativou de imediato.

Amamos gente que canta no carro - "espectáculo!" - comentário feito no silêncio do meu subconsciente! 
À medida que avançava, foi dificil conter o sorriso rasgado...  identifiquei-me com o conteúdo do artigo, tendo ficado com a sensação que eu era o objecto de estudo da autora. "Sou eu!", pensei para mim!  
Entretanto chamam pelo meu nome... e eu que estava totalmente desconectado daquela sala, absorvido num comentário que aparentemente não é nada por aí além, mas que de tão próprio e pessoalmente chegado parecia... tirei uma fotografia ao artigo com o meu telemóvel para que pudesse aqui partilhar o texto.

Amamos gente que canta no carro
por: Ana Garcia Martins

São raras as ocasiões em que sabe bem estar parado no meio do trânsito, numa pára-arranca que nunca mais acaba. Talvez quando não se tem grande pressa em chegar ao trabalho (tipo… sempre). Quando se está a trocar olhinhos com o giro do carro do lado. Ou quando vemos gente completamente envolvida pela música que vai a ouvir. São pessoas que cantam, são pessoas que dançam sentadinhas no seu lugar, são pessoas que abanam a cabeça ao compasso do ritmo, pessoas que chegam a abanar os bracinhos no ar. E isso é bonito e dispõe bem. É bom saber que há pessoas que se conseguem abstrair dos stresses típicos da condução, e que conseguem apreciar essa experiência soltando o cantor e o bailarino que há dentro de si. Tentamos adivinhar que música vão a ouvir e que lhes provoca tal felicidade, para sintonizarmos o rádio na mesma estação. Não vale a pena, é um estado de espírito que apenas os mais descontraídos e de bem com a vida conseguem atingir. E é sobretudo giro porque a malta raramente se lembra que está a ser observada. E que está a alegrar a vida de quem está altamente entediado. Não nos levem a mal, pessoas que cantam. Não nos estamos a rir de vocês. Estamos a rir-nos convosco.

Pertenço a esse clã de loucos que canta e dança no carro como se não houvesse amanhã...
... e tomo orgulho nisso !

Começar o dia com esta ...


Retirado do álbum:


I'm From Barcelona - Let Me Introduce My Friends (2006)

um trabalho very uplifting como fica demonstrado no tema This Boy...

Friday, May 28, 2010

Rock in Rio - 27.05.10 | Snow Patrol e Muse


Ontem marquei presença pela primeira vez este ano no Rock in Rio. Já não ia ao festival desde a sua primeira realização aqui em Portugal. Lembro-me que na altura fui para ver Sting, um dos cantores que sigo com grande entusiasmo desde o seu trabalho nos Police passando pela brilhante carreira a solo!
Não regressei porque nunca achei o cartaz assim tão irresistível ao ponto de me levar a gastar uma fortuna no bilhete. Tenho consciência de que houve concertos memoráveis (Bon Jovi parece ser exemplo disso), mas mesmo sendo o caso, não me arrependo de maneira alguma ter preterido de uma ida ao RiR.

Este ano o cenário era ligeiramente diferente. Embora continue a achar que cobram uma exurbitancia por um cartaz nada coerente, senti-me bastante tentado a ir ver John Mayer e Snow Patrol... dois dos meus favoritos. Visto que o dinheiro não dá para tudo, ainda por cima havendo concertos "à patada" um pouco por todo o país (Metallica, Grizzly Bear, Jamie Cullum, Santana, The XX, SuperBock/SuperRock, Optimus Alive!10, BB King, etc) o orçamento disponível tem de ser muito bem gerido. Foi então que decidi ir ontem ver Snow Patrol pelo simples facto de que além de ver a banda escocesa ao vivo, com quem tenho uma relação emocional muito afectiva, aproveitava também para conhecer melhor Muse, de que toda gente elogia tanto pelos trabalhos de estúdio como pelos magníficos concertos ao vivo. Por muito que goste de Mayer e o ache um tremendo guitarrista, não se justificam os 58 euros para um festival onde nem era o cabeça de cartaz (condicionando de imediato a sua performance). Ontem ainda teria visto os Sum 41 caso estes não tivessem cancelado na véspera, devido a um acidente do baterista. Não sendo uma banda que ouço assiduamente, não deixa de ser uma referencia do inicio da minha adolescência.

(Snow Patrol)

Tendo em conta o cancelamento da banda punk, não adiantava marcar presença no recinto muito antes das 22. Foi por volta das 21.30 que cheguei juntamente com um amigo e demos logo com alguma da nossa malta que estava lá para ver Muse. Foi apenas por insistência minha que nos deslocámos para o meio da multidão de forma a tentar nos aproximar do palco.

Pelo caminho, entram os Snow Patrol em acção com Open Your Eyes.


Acelerei o passo com um sorriso na cara, enquanto tentava agarrar na câmara para registar esse momento. Estava emocionado por dentro, embora tentasse não evidenciar isso. Grande maioria das músicas dos Snow Patrol apresentam uma grande simbologia para mim, visto que numa altura ou outra, ajudaram-me a passar uma determinada fase ou estavam associadas a alguém ou alguma coisa de elevada importância. Reconheço o teor lamechas, mas é daquelas coisas que não consigo evitar, nem quero! Em vez disso, aceito e abraço com força porque faz parte daquilo que eu sou. Sensivel, por vezes até demais, que se deixa mergulhar em músicas e num reportório todo ele semelhante ao registo que passa em séries como Grey's Anatomy (que sigo com interesse, como já muitos se aperceberam a certa altura aqui no blog). Enquanto a banda de Gary Lightbody executava com encanto e segurança a sua setlist, sistematicamente vinham memórias aliadas às mais diversas sensações de épocas boas, mas também más, que vivi nos ultimos anos. Lições de vida, dissabores e alegrias! Constato, mais uma vez, que Snow Patrol são de facto preponderantes naquilo que posso chamar a "banda-sonora da minha vida".

(setlist dos SP @ RiR)


Fui um feliz contemplado, pois a lista de músicas seleccionadas para ontem constavam à volta de 85% das minhas favoritas... quase como se fosse uma noite dedicada à minha pessoa! Valeu mesmo muito apena. Por entre as pequenas pausas e os momentos de interacção com o público, aproveitava esses breves instantes para assentar num espírito mais equilibrado, até porque a ideia era mesmo combater esse exagero de emoções provocado por músicas como Chocolate, Run, Make This Go On Forever, Crack The Shutters, Set The Fire to The Third Bar, esta última com uma convidada especial... a portuguesa Rita Red Shoes!









Com o fim do concerto a chegar com a popular Chasing Cars e You're All I Have, ficou a sensação de missão cumprida. Vi Snow Patrol ao vivo e adorei! Um marco na minha crescente lista de presenças em concertos...


Agora, para uma mudança de "cenário", depois de assimilado o conteúdo providenciado pelos SP, estava na altura para algo mais energético e mexido, servindo de oposto às letras românticas/pessoais/lamechas.

(Muse)

Infelizmente no que toca aos Muse, não tenho o conhecimento para vos dizer as músicas que mais gostei porque apenas sei o nome de duas. Posso dizer que entraram  logo "a abrir" e causaram  boa impressão!  Embora não estivesse nas minhas "sete quintas", como diz o outro, senti-me capaz de vibrar da mesma forma que um fã regular do grupo. Tentei reflectir na razão pelo qual nunca me dera ao trabalho de os conhecer, mas a música e o espectáculo em palco não me permitiam pensar na causa/motivo. Estava na presença de uma excelente banda, liderada por um super Matt Bellamy (mais um excelente guitarrista para juntar ao meu leque de referências)!
Senti em muitas ocasiões influências de Tom Morello (Rage Agains The Machine / Audioslave) na sonoridade dos riff's da guitarra, e em alguma melodias (instrumentais ou vocais) traços dos Queen! Mas os Muse parecem não ter um estilo próprio (é mesmo esse o "estilo" deles, parece), tal foram as variações efectuadas ao longo do concerto. Mas sabem-no fazer muito bem! Quando se varia em demasia, para géneros pouco uniformes é natural que as pessoas se venham a ressentir disso e estranhar... mas nada disso. Música envolvente... de uma magnitude impressionante! Fosse a partir a loiça na guitarra de frente para a coluna de som ou sentado no piano, fosse a cantar naquele pitch agudo que aparentemente é trademark do Bellamy (li algures que fazia recordar Jeff Buckley. Discordo, mas não deixa de ser bom)... na maravilhosa assistência do baixista Christopher Wolsthenholme ou no ritmo imposto pelo baterista Dominic Howard.

Não me surpreende nada ouvir por todo o lado que os Muse são um dos melhores live acts que anda aí!

Acabaram em grande estilo... com Knights of Cydonia!


Run


I'll sing it one last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing that's right
In all I've done


And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here


Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear


Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

 
To think I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say our long goodbye
I nearly do

 
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear


Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

 
Slower slower
We don't have time for that
All I want is to find an easier way
To get out of our little heads


Have heart my dear
We're bound to be afraid
Even if it's just for a few days
Making up for all this mess

 
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear