Thursday, July 08, 2010

Hoje ninguém me agarra!!



Já em DVD - A Single Man (2009)



Nunca terei eu anunciado a saída de um filme para dvd aqui neste espaço, contudo, devido ao impacto fortíssimo que este filme teve em mim, não resisti (nem hesitei) em colocar aqui uma referência ao filme estreia do realizador Tom Ford: A Single Man.

Ficam aqui os links para o meu comentário tanto ao filme como banda-sonora, bem como o trailer desta obra-prima de alto calibre.



Wednesday, July 07, 2010

Punk




Já passei por várias fases musicais, isto é, já houve alturas onde me dedicava de forma mais acentuada a um estilo concreto. Tive a fase do hip-hop durante os meus tempos de basket, tive o indie, jazz e blues e até tive o reggae (numa altura onde nem me recordo bem quando foi, apenas sei que foi a fase mais curta e que acabou por quase não permanecer). 

Uma das minhas fases mais longas foi o Punk

O gosto pelo punk surgiu com o álbum Smash (1994) dos The Offspring, onde predominavam temas como Self-Esteem, Bad Habit ou o meu favorito (talvez não tão popular) Genocide
Automaticamente os Offspring tornaram-se uma das minhas maiores referências, sendo eles a razão pelo qual comecei a expandir os meus horizontes. Não me recordo bem através de quem os comecei a ouvir, sei apenas que estava no liceu e poucos ouviam na altura (embora os dois primeiros temas que mencionei fossem relativamente bem conhecidos por alguns). 

Voltamos depois só  a ouvir falar deles com a chegada do Americana em 98 - tendo eles lançado pelo meio Ixnay on the Hombre (1996) - , projecto este que notorizou o grupo americano com o seu single de lançamento, Pretty Fly for a White Guy. Era uma daquelas músicas consideradas presença assídua nas "festinhas de garagem" ou aniversários em casa dos amigos. O videoclip passava over and over again em tudo o que era canal de música ou rádio, e toda gente dominava a letra de ponta a outra. 
Seguiram-se outras músicas do mesmo cd que tiveram óptima recepção aqui pela "maltinha". Falo de Why don't you get a Job e The Kids Aren't Alright.

Bem... eu, por muita graça que achasse ao Pretty Fly for a White Guy (música e vídeo), criei um ódio não só ao álbum Americana mas aos Offspring. O cd era do mais comercial que havia, tendo eu criado a ideia que o grupo tinha preterido da essência do punk e do seu próprio estilo para obter maior sucesso comercial. 

Aqui inicio uma nova fase da minha vida onde me começo a aperceber da quantidade de grupos que optam por este caminho. O do sucesso fácil... enfim! Escusado será dizer que comecei a olhar para eles como uns "vendidos". Excepto pelo The Kids Aren't Alright (e pouco mais), não havia faixa desse álbum que me agradasse e que mantivesse traços da verdadeira identidade (ou pelo menos aquela que nos habituaram) dos Offspring.

Felizmente, a minha aventura por este meio não começou e acabou com Offspring! Através de um amigo que na altura estudava comigo no Amor de Deus, este passou-me para as mãos compilações feitas pela namorada que ouvia bastante punk (e até tocava bateria). Fui "apresentado" a NoFX, Millencollin, MXPX... que por sua vez, despertaram em mim um maior interesse em investigar este circuito, o que me levou através de conversas com amigos e muita pesquisa na net, chegar aos Pennywise, Lag Wagon, New Found Glory,  Fenix Tx, The Ataris... com uma passagem pelo Ska (que para os que não sabem, é quase uma mescla de punk com reggae) um estilo do qual fui fã durante muito tempo (e que ainda ouço). Catch 22, Reel Big Fish, Five Iron Frenzy, Less Than Jake, Buck-o-Nine, Goldfinger, Mad Caddies ou Save Ferris eram alguns dos grupos ska que ouvia com regularidade. 

Óbvio que esta transição para o ska não abrandou a minha pesquisa do punk.

Comecei a ouvir os clássicos... The Clash, Ramones, Sex Pistols... e os portugueses Censurados e Tara Perdida! Depois disto, com o mIRC a ser um dos principais catalisadores, chegou-me aos ouvidos No Fun At All, No Use For a Name, Propaghandi, The Vandals, Deviates, Satanic Surfers... ahhh e  por volta de 2000 chegam os Blink 182 com o tema All The Small Things. Estes tornaram-se, juntamente com No Use For a Name, Propaghandi, No Fun At All, Millencollin e os clássicos (Sex Pistols, Ramones, Clash), os meus "cabeças de cartaz" do panorama punk, sendo provavelmente aqueles que mais ouço ainda hoje.

Pelo meio ainda houve tempo para ouvir bastantes punk covers. Não só temas de outros artistas, mas também de filmes. e séries.. Fiquei com a ideia que isto quase que foi uma "moda" digamos... no sentido em que quem ouvia punk teve uma época onde priorizava os downloads de covers.

Com a entrada na faculdade, lá fiz uma amizade que me ajudou a cultivar ainda maior conhecimento nesta "área". Le Tigre, Bikini Kill, Black Flag, Anti Flag e por fim - mais recente aquisição - os Rise Against (tendo estes chegado aos meus ouvidos através do jogo Raw VS. Smackdown).

Dito tudo isto, quero clarificar o seguinte... o grande propósito desta partilha (quase cronológica) do meu interesse pelo punk é (mais uma vez) incentivar os que não conhecem/ouvem a fazer alguma pesquisa e criar algum nível de proximidade com aqueles que como eu, têm ou tiveram, um interesse por esta vasta gama de punkalhada, com o meu "selo de qualidade" (que para muitos poderá não valer rigorosamente NADA)

Ficam aqui alguns favoritos...







Sunday, July 04, 2010

Friday, July 02, 2010

Facebook: O Filme


Chama-se The Social Network e é realizado por David Fincher, um dos melhores realizadores contemporâneos. Para os que não sabem este homem é responsável por filmes como  Seven (1994), The Game (1997), Fight Club (1999) ou mais recentemente The Curious Case of Benjamin Button (2008).

A tagline do filme, presente no próprio poster de apresentação (You don't get to 500 million friends without making a few enemies) é uma clara referência para os desacatos que surgiram com a fundação desta rede social entre os seus fundadores e outros membros, como é o caso da disputa entre Mark Zuckerberg e Sean Parker, representados por Jesse Einseberg e Justin Timberlake, respectivamente.

A saída desta longa-metragem está prevista para Outubro, sendo quase certo que até lá serão disponibilizados mais trailers, aliados a outras formas de campanha promocional, que certamente irão invadir a web (e não só).

Confesso que, mesmo sem ter grande conhecimento, estou a desenvolver uma imensa hype pelo simples facto de confiar (em demasia) no Fincher bem como no Einseberg que ultimamente só tem feito filmes muito bons  ou no mínimo com prestações boas - na minha opinião that is. Casos de The Squid and the Whale (2005), Zombieland e Adventureland (ambos em 2009).

Fiquem com o único teaser oficial para já disponível...

Thursday, July 01, 2010

Sabor a Verão!



O Verão está aí à porta... - Correcção -  O "meu Verão" está aí à porta. A estação mais aguardada por muitos is up and running para muita gente, que já faz planos para férias, que já se desloca à praia todos os dias, que saí à noite toda a semana... 

Para mim essa época ainda não chegou ao seu expoente máximo, sendo que apenas a consegui "saborear em pequenas doses". Certamente não serei o único que, por este ou aquele motivo, têm de permanecer serenos enquanto aguardam a liberdade que aparece com o calor, com os ritmos quentes da praia e da noite...

Para apaziguar esta imensa ansiedade que se vai acumulando um pouco todos os dias, tive um programa  (ligeiramente) "caído do céu" que se foi transformando sempre num conjunto de momentos inesperados - são sempre os melhores! - remetendo estas vivências para aquilo que considero serem momentos tradicionalmente passados no verão. Festa na praia, alto astral,  ausência de horários, boa companhia, álcool, trajes curtos e música compuseram a festa de ontem, que me proporcionou um estado de espírito rejuvenescido.
Seguiu-se o "acordar todo rebentado" depois de uma noite que acabou em dia, algo que pede sempre para curtir a ressaca na praia. 
E assim foi! Lá fiquei, até a Praia das Avencas "fechar a loja" com um final de tarde, onde se calhar só pecou pela ausência de "minis", para que fosse uma recordação digna de um anúncio da Superbock

Mas não ficou por aí... 

Coisa que adoro é o regresso a casa, no carro com janelas para baixo, cabelo ao vento, óculos rayban postos, o corpo com sabor e cheiro a sal, música alta que atrai a atenção das pessoas, onde  é visível o meu o estado de loucura  enquanto estou a curtir as minhas malhas (preferencialmente a minha playlist de verão).
Fica aquela sensação de "missão cumprida... tive um dia do caraças!"

Infelizmente terei que fazer uma curta pausa durante o fim-de-semana para me dedicar ao trabalho, no entanto, este dia melhor impacto não poderia ter. Ao invés de me atormentar pelo facto de me ver privado de dias como hoje durante os dias que se seguem, apenas veio dar maior alento para aquilo que me está reservado nos próximos dois meses! Mesmo o facto de estar condicionado monetariamente por causa da (potencial) viagem a Buenos Aires, não retira qualquer animo pois sei que "o sol quando nasce é para todos"... e isso ninguém me tira! Posso perfeitamente fazer um verão intenso sem estar totalmente dependente de dinheiro...

Como tal, quero celebrar!! Não apenas a chegada do Verão, mas destes dias que me levam para longe do trabalho, do tédio, dos horários, dos limites. Dias que me gritam ao ouvido: "SOMOS JOVENS"!
Deixo a música que me acompanhou durante o dia de hoje em modo repeat e que certamente fará parte da minha playlist de Verão, brevemente disponível aqui no blog de your's truly...

Esta é uma malha que calha sempre bem para começar o dia... com vida e sorriso estampado na cara porque os bons tempos estão ao virar da esquina!


Portanto... venham os festivais de música, venham os programas culturais, venha o bom tempo (de preferência no  Guincho), venha o romance e a "canção de engate", venham as noites quentes e a festa...

VENHA O VERÃO!!

Pete and The Pirates - Knots

Tuesday, June 29, 2010

makes you wanna dance... doesn't it ?

Le Tigre - Deceptacon

"Surely It’s 30 (Don’t Call Me Shirley!)"



- "Surely you can't be serious."
- "I am serious... and don't call me Shirley."

Pois é! Faz hoje 30 anos que saiu o filme Airplane (1980), uma das melhores comédias alguma vez feitas according to my book, e não só...

O seu estilo completamente satírico nonsense aprensentou-se completamente despido de preconceitos e sem pudor, revolucionando para sempre a comédia enquanto género cinematográfico.

Claro que não era totalmente novidade, pois já antes haviam traços do nonsense no humor físico dos irmãos Marx ou nas longas-metragens de Mel Brooks, contudo, houve um conjunto de factores/características que destacaram Airplane entre os quais realço "a acção de fundo" - onde basicamente, enquanto a acção no filme decorre, temos várias coisas (irrisórias) que se passam no fundo da imagem - e "a cara de pau" (na falta de uma expressão melhor) onde o actor é capaz de dizer a maior "barbaridade" com a cara mais séria, o que contagia e leva ao riso. Este é um estilo no qual muitos podem associar hoje ao comediante português Bruno Nogueira, mas que sem dúvida eu associarei sempre ao grande Leslie Nielsen, um dos protagonistas de Airplane. Este viria a ganhar um grau de popularidade elevadissimo não só graças ao Airplane mas também pelos filmes que se seguiram, todos eles no mesmo género e associados à mesma equipa de realização.
Falo claro da trilogia  Naked Gun (Onde pára a Policia no seu titulo Português), baseado na série televisiva Police Squad, protagonizada também por Leslie Nielsen.

Realizado por uma equipa de três (David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker), esta parceria que já trabalhara no filme Kentucky Fried Movie enquanto argumentistas, apostaram não só no estilo mas num elenco que viria permanecer activo graças à sua qualidade e carisma.

Hoje estes três homens festejam o seu legado e influência no cinema e comédia em todo o lado, com uma longa-metragem a que é prestada homenagem pelo jornal New York Times.

Vejam aqui o artigo do jornal (que aborda de forma mais detalhada a história/percurso/influência do filme), e para os mais curiosos, não se esqueçam de ver o vídeo colocado à esquerda no site.

Monday, June 28, 2010

Regulate

by: Warren G & Nate Dogg



É um GRANDA SOM esta música do Warren G que ainda conta com a colaboração de Nate Dogg.

Disse que iria colocar aqui mais hip-hop e aqui está! Durante anos ouvia frequentemente este tema retirado da banda-sonora do filme Above The Rim (1994), filme este que retrata a relação de um jovem talento de basketball universitário com um traficante de droga (representado pelo falecido Tupac Shakur, o expoente máximo do Hip-Hop no meu universo). 

Para quem gosta do género, é quase impossível não gostar de Regulate.

Saturday, June 26, 2010

Hoje antes de trabalhar...

... ouve-se Charlie Parker!


Este tema, Parker's Mood, conta ainda com outra lenda do Jazz... Miles Davis! No entanto é o saxofone de Parker, ou "Bird" como muitos o apelidavam, que dá força e magia a este clássico de jazz retirado do reportório de um dos maiores músicos de todos os tempos. 

Já aqui mencionei o filme de Clint Eastwood intitulado Bird (1988) com Forest Whitaker no papel principal. Caso não tenham visto, recomendo-vos que o arranjem de alguma forma pois além de ser uma excelente maneira de conhecer melhor a vida de Parker, é também um óptimo filme!

Friday, June 25, 2010

Defiance (2008)



Defiance é um filme realizado Edward Zwick em 2008 que conta como protagonistasDaniel Craig (a.k.a James Bond), Liev Shreiber (também ele realizador, argumentista... um gajo multifacetado) e Jamie Bell (Billy Elliot).

Começando pelas razões que me levaram a ver o filme, não há muito a dizer. Edward Zwick é um realizador de que aprecio bastante por três dos seus trabalhos: The Last Samurai (2003), Blood Diamond (2006) e principalmente Glory (1989), para mim a sua maior obra-prima e um dos meus all time favorites. Todos eles são capazes de demonstrar elementos do mais humano que existe, integrados em situações de conflito e caos. Cenários onde os nossos protagonistas se assumem como verdadeiros heróis... como líderes! E o bom destes filmes (ou pelo menos alguns deles) é que são baseados em histórias/factos reais, tendo assim a capacidade de interessar e, acima de tudo, inspirar mais os espectadores. Tenho essa ideia que normalmente os filmes inspirados em eventos reais angariam muitos adeptos. Enfim... Defiance como os outros três filmes mencionados, acaba por estar "esquematizado" para corresponder a esse padrão definido. 

Baseado numa história verídica, a acção é passada numa Bielorrússia ocupada pelos Axis durante a Segunda Guerra Mundial onde três irmãos procuram sobreviver longe das armadas nazis que andam à caça de judeus. Inicialmente começam apenas os três numa debandada pelos responsáveis da morte dos Pais, tendo em vista apenas a vingança, mas com o decorrer do tempo vão acolhendo fugitivos e renegados que procuram auxilio e alguém que os lidere para salvação. É evidente que tem muito mais que se lhe diga, com variadíssimos acontecimentos no próprio seio do grupo que se encontra permanentemente a lutar pelas suas vidas, fazendo frente à fatiga, fome, falta de recursos e inclusive a alguns dos seus membros internos que acabam por vezes a contestar tomada de decisões.

O filme parece-me a mim uma tentativa de sensibilizar audiências e critica com um projecto claramente a apontar para o Oscar, mas sem sucesso. Não quero dizer com isto que o filme é mau... mas por vezes falta-lhe algo. É insípido... contudo, afirmo que foram 2h16m onde não dei por mim uma única vez aborrecido. É bem representado, não está exageradamente a puxar pelos momentos lacrimejantes... Óbvio que por vezes há momentos ou diálogos um pouco previsíveis, mas nos dias que correm quantas vezes podemos honestamente dizer que somos realmente apanhados de surpresa? Além do mais, sendo esta uma história verídica é típico haver algum exacerbamento (mas como já o disse, nada exagerado, ou seja, não é frequente ao longo do filme) do banal... Comigo tiveram efeito e aproximou-me mais das personagens e do que estavam a atravessar.
Obrigou-me também a pensar bastante! A questionar coisas tão antigas como ... sei lá... antigas! Temas filosóficos ligados à natureza humana, à capacidade do homem em violar todo e qualquer fio de conduta assente no amor ao próximo. E não falo apenas no passado como quem recorda as Guerras Mundiais, ou civis, ou mesmo as batalhas mais arcaicas na história da humanidade... falo mesmo da realidade em que vivemos onde temos os maiores actos de crueldade praticados na nossa televisão para que todo o mundo veja... enfim! Divago...


Thursday, June 24, 2010

Over and Over Again

Já aqui postei em tempos The Skin of My Yellow Country Teeth, o meu tema favorito desta banda proveniente de Brooklyn, Nova-Iorque, seguido da sugestão de um álbum gravado numa estação de rádio francesa.

Agora, deixo-vos mais um tema...

... by: Clap Your Hand and Say Yeah

Wednesday, June 23, 2010

The Drums - "O Álbum" (2010)


Depois de  ouvido (muitas e muitas vezes) o EP dos The Drums, intitulado Summertime, (onde já  aqui fiz referência) tornou-se óbvio que estava perante a apresentação de um álbum muito forte que estaria para breve. A expectativa era grande, não fosse este EP com todas as suas 8 faixas, um trabalho inacreditavelmente bem elaborado com uma sonoridade refrescante e jovem. 
Desde a primeira vez que ouvi Let's go Surfing, senti que era algo mais do que uma mera música de verão, associada naturalmente ao Surf, com tonalidades claras de um indie-pop assentes nos curtos riff's de guitarra e na percussão representada pela bateria electrónica, algo que curiosamente lhe dá um estilo agradável de eighties. Mas obviamente não é só na bateria que denotamos esse estilo dos anos 80 na música dos The Drums. Com influências e comparações a grupos como os New Order ou os The Smiths, é natural que parte da sua sonoridade remonte para essa época dominada por pop/rock/synth/post-punk.

Tardiamente pus as minhas mãos no seu álbum de estreia (homónimo) e só hoje me dediquei, exclusivamente à apreciação deste... ou seja, não ouvi rigorosamente mais nada além de The Drums! Repeti duas a três vezes, quase como se quisesse confirmar que este seria inquestionavelmente a banda-sonora de eleição para o verão 2010!
Certo e sabido, tal se veio a confirmar, correspondendo à fasquia alta imposta pelo EP, onde reinavam favoritos como o já mencionado Let's Go Surfing ou Best Friend e Me and The Moon.

Uma coisa que me deixou de alguma forma desiludido foi o facto do grupo ter preterido para este seu projecto dois dos meus temas predilectos: Saddest Summer, I Felt Stupid e Submarine (estas últimas duas, a par de Me and The Moon, são literalmente as minhas malhas favoritas).
Baseado no meu instinto e gosto musical, acredito (sem surpresas) que ambas as músicas tivessem provavelmente estatuto de favoritas entre os fãs do grupo nova-iorquino, não tendo qualquer tipo de nexo a exclusão da lista de 12 faixas (13 se contarmos com o tema bónus When I Come Home).
Talvez seja excesso de confiança... não sei! Talvez seja uma forma de demonstrar que não necessitam de todas as músicas já impostas no mercado e entre os adeptos dos seus trabalhos.
Em abono da verdade, nem assim assinam, aquilo que seria para mim, a sua sentença. E porquê? Porque embora (i can't stress this enough) simplesmente adore essas músicas, a verdade é que "não fazem falta".
Há muito material por onde investir e explorar dentro do seu reportório, que projecta para já um futuro promissor!

Creio que cada uma das música assegura ao ouvinte "mil e um" argumentos que validam o rápido crescimento desta banda como uma das maiores referências contemporâneas da música indie.
 De salientar (no leque musical que não consta no EP) Forever and Ever Amen (a eleita como "novidade" de apresentação do álbum),  Book of Stories - esta um "hino pessoal" - e When I Get Home (o tal bónus) como os temas que, na minha opinião, enfatizam a estreia do quarteto.

Assim se juntam-se ao aglomerado de novas tendências forjadas, com distinção, pelas incessantes batidas impregnadas de "areia, sal, sol e mar".

Afigura-se um verão em grande estilo com os The Drums, que vão contrariar aquilo que seria para mim the saddest summer ever, visto que estou em plano de contenção de forma a concretizar em Setembro a minha viagem a Buenos Aires.

Seja como for, os The Drums trazem consigo o ambiente festivo, as praias, o calor... o romance de verão, os festivais, os programas com os amigos, a loucura...

Fica aqui Forever and Ever Amen, juntamente com as outras três malhas (Saddest SummerI Felt Stupid e Submarine) dispensadas do cd.








Monday, June 21, 2010

é daquelas músicas que me enche as medidas


adoro o piano, adoro o ritmo imposto pela bateria, adoro a voz...
adoro a melodia, adoro a letra, adoro a alma do Gray...


David Gray - Please Forgive Me


Please forgive me
If I act a little strange
For I know not what I do.
Feels like lightning running through my veins
Every time I look at you
Every time I look at you

Help me out here

All my words are falling short
And there's so much I want to say
Want to tell you just how good it feels
When you look at me that way
When you look at me that way

Throw a stone and watch the ripples flow

Moving out across the bay
Like a stone I fall into your eyes
Deep into that mystery
Deep into some mystery

I got half a mind to scream out loud

I got half a mind to die
So I won't ever have to lose you girl
Won't ever have to say goodbye
I won't ever have to lie
Won't ever have to say goodbye

Whoa, oh oh oh, I

Whoa, oh oh oh, I
Whoa, oh oh oh, I

Please forgive me

If I act a little strange
For I know not what I do
Feels like lightning running through my veins
Every time I look at you
Every time I look at you
Every time I look at you
Every time I look at you 

Sunday, June 20, 2010

Friday, June 18, 2010

"Don't Settle !" - luta pelo que queres, não te conformes com o que já tens

Steve Jobs @ Stanford University - Commencement Address

D'uma assentada só...



... vi 5 trailers de filmes que fiquei ansioso para que cheguem às salas!










Sem mais que um trailer, baseio a minha fé num outro conjunto de factores (óbvios) que apelam ao espectador na criação de expectativa. O realizador, o elenco ou a fusão de ambos.


Nestas minhas "sugestões" os meus destaques vão para:


em Conviction - regresso de Tony Goldwyn à camera depois de Last Kiss. Mais uma vez num filme com um ensemble cast (de luxo) com o que parecem ser dois papeis fantásticos: o de Hilary Swank e Sam Rockwell.


em Flipped - nova longa-metragem de Rob Reiner. Apenas isto chegou para me chamar à atenção. Uma história que provavelmente deve remontar para característica/essências por exemplo de Stand By Me.


em The Killer Inside Me - o facto de ser baseado numa obra reconhecida pela critica (o que desde logo revela que o argumento deve ser bom, caso seja bem adaptado) e Casey Affleck que parece estar em grande.


em Never Let Me Go - dificilmente consigo justificar o porquê de depositar confiança no trailer. O facto de ter a nova actriz sensação, Carey Mulligan, contribui bastante... juntando a isto a talentosa Keira Knightley e o realizador de One Hour Photo, que confesso apenas conhecer esse filme do seu portefólio. Não terei mesmo muito por onde pegar neste caso até porque, certo e sabido, juntar um bom elenco ou um bom par de protagonistas não é sinónimo de qualidade.


em I Am Love - Filme de fino corte italiano, pelo menos é o que promete ser. Liderado por Tilda Swinton, Lo sono l'amore, no seu titulo original, deixa indícios de uma história de amor proibido com muitos segredos e revelações à mistura no seio de uma poderosa família italiana.

Thursday, June 17, 2010

Tomar conta de nós!

Um texto pessoal, mal escrito/confuso, redundante sem oferta de conceitos revolucionários, é assim que o descrevo. Tinha vindo a acrescentar coisas durante algum tempo, mas pareceu-me sempre uma má ideia postar no blog. Quase que me sinto constrangido por partilhar isto, mas hoje, apeteceu-me! Apeteceu-me mesmo... 


Falar de tempos difíceis já não basta! 
Os mais que muitos alertas feitos durante o dia não chocam... não impressionam! 

Pairam na imensa rotina que abala o nosso dia-a-dia como se de algo indiferente se tratasse. Países em guerra, pessoas mal tratadas, fome, poluição... cenários do mais tenebroso que existe e que assolam as nossas casas através dos media de maneira avassaladora. 
Tornou-se insustentável observar os homens usarem e abusarem do  poder que nos foi concedido desde os primórdios do tempo, para manter uma distancia na tomada de reconhecimento e amor ao próximo, abdicando porventura de outros bens... 
Não se trata apenas de manter as relações humanas vivas e no auge da sua potencialidade, como quem fala de uma utopia tipicamente embelezada num "conto de fadas". 
Um mundo em paz e harmonia, idealizado por muitos, menosprezado por outros... porque há inconsistências que poderão provocar um desequilibro no nível de  estabilidade, no balanço emocional...

A prática dos valores éticos e morais que nos são admoestados desde crianças, se a sorte estiver do nosso lado representada na estabilidade familiar e educacional, são princípios do mais básico que existe mas que por diversos motivos parecem por vezes não estar totalmente inatos ao nosso comportamento diário. 

Seja por mera indiferença ou porque simplesmente não sabem melhor, são muitos os que não têm guia e encontram-se perdidos sem rumo. Despreocupados e alheios ao que verdadeiramente se passa no mundo, vivem na ignorância, menosprezando uma realidade social, com as suas próprias características mediante  inúmeros factores (como a sua localização geográfica, por exemplo), mas no fim de contas, acaba por ser "comum" a todos. E contemplar tais pessoas, desfasadas da "procura e conquista" do eterno sonho que toda a alma humana deseja, faz com que levem com um dedo espetado na cara e uma critica (que se encontrava na ponta da língua) a despeito dos seus pecados... da falta de intervenção, como se de alguma forma tal medida viesse amparar as crises que se vivem. 

Sei que não podemos tomar responsabilidades de coisas que estão fora do nosso controlo, mas será assim tão despropositado encarar determinadas situações como se estivesse nas nossas mãos? Assumir que podemos intervir na vida de terceiros?

Achar-me suficientemente influente para exercer este tipo de iniciativas como se fosse um modelo a seguir, como se fosse isente de falhas e problemas pode ser interpretado como arrogância.
Mas por outro lado,  ficar parado comigo não funciona! Se acho que posso interceder junto de alguém para melhor, então devo-o fazer e não contentar-me com a ideia de que "tenho a minha vida com que me preocupar" ou "já faço mais que a minha obrigação"! Porque é mentira! Podemos sempre fazer mais se assim o nosso coração quiser.

Daí que este conjunto de ideias me leve a crer que se outros não contribuem é porque eu de alguma forma também estou a ser ineficaz. Porque posso e devo protagonizar momentos de liderança se for preciso. Contagiar os que me rodeiam para que eles façam o mesmo com outros. Iniciar um processo em cadeia que inspira muitos, mesmo em horas de escuridão e conflito.
Não penso mais de mim nem menos dos outros por isto! Acredito apenas que, uma vez tomada este tipo de iniciativas, podemos criar uma rotina fortalecida pelos sentimentos provocados através nossas boas acções. 

É viciante, garanto-vos! A sensação de gratificação pessoal por ajudar outros, quase nos leva a pensar que fazemos por "egoísmo", tal é a forma com que nos centramos também nas nossas necessidades pessoais ao praticar o bem.

Sei que nos dias que correm é difícil fazer uma gestão da nossa vida, quanto mais estarmos preocupados com tudo e mais alguma coisa que se passa à nossa volta! Mas são os princípios e ideais básicos de que falei anteriormente, que quero reforçar por tão fortes que são e simples de se aplicar. Faria toda a diferença... 

"Somos todos boas pessoas... então porque é que não mostramos mais vezes? " sugere uma canção de Holly Throsby...

Como é que ainda são debatidas questões que procuram viabilizar a segurança de tudo o que aqui foi referido, num mundo onde a maior ameaça somos nós? Não está à vista o mal que fazemos? Então e por travão nisto?
Já o falecido George Carlin, num dos seus números de standup a propósito do ambiente dizia:

Save the planet? We even don't know you to take care of ourselves yet. We haven't learned to care for one another, and we want to save the fuckin' planet?

Enfim...

mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... talvez se venham a mudar mesmo... num futuro próximo! Gosto de acreditar nisso!

The measure of a great life is not how well loved you are but how well you loved others 

How We Exit

"El Conejo" escreve...






Ao longo da carreira encontrei vários tipos de adeptos. Dos fanáticos de Sevilha, aos low profile do Mónaco. Mas como também já referi, não encontrei nenhuns com a genuína paixão dos benfiquistas. É quase inexplicável. Sente-se olhando fundo nos olhos das pessoas. Sente-se nas manifestações espontâneas nas ruas, nos restaurantes, no estádio. Sente-se nas cartas que que recebemos (...).
Quem já passou pelas mesmas situações - em países diferentes, com clubes diferentes e adeptos diferentes - sabe distinguir claramente os sentimentos. Aqui é distinto. Garanto!."

O Benfica é um clube muito especial. Não digo isto para ser politicamente correcto ou conquistar o coração de quem quer que seja. Aliás, antes de vir para Portugal, posso confessar que desconhecia em absoluto esta grandeza.

O Benfica foi-me conquistando e convencendo com factos. É daqueles clubes que te surpreende dia após dia. 

Quando conto isto a alguns colegas de outros clubes eles estranham. Como é que alguém passou pelo Real Madrid ou Barcelona se pode surpreender? A explicação é simples. O Real ou o Barça são como teatros gigantescos e nós, os jogadores, somos os actores principais de uma grandiosa encenação. No Benfica é outra coisa, mais ligada ao sentimento, ao povo, à paixão. Vem das raízes, é genuíno. 
Os adeptos conseguem transmitir-nos exactamente o que lhes vai na alma.
Sentimos essa força na pele. (...)

Cheguei a dizer ao Jorge Jesus: "Mister, isto nem no Madrid!"
O mesmo já tinha acontecido no estágio da Suíça. No meio das montanhas, num local quem nem vem no mapa, havia centenas de benfiquistas a apoiar-nos.
Após o primeiro treino liguei à minha mãe e disse: "Mãezita, este clube é impressionante!"

Javier Saviola

(retirado da sua autobiografia)

Wednesday, June 16, 2010

CR7 - "The Story So Far..."

A intro deste primeiro vídeo está inacreditável!!




to be continued...

Showdown!

Confronto entre as duas melhores equipas da N.B.A...
A rivalidade mais antiga na história da modalidade...

Vamos para o 7º... e último jogo desta final !

Amanhã de madrugada...


L.A Lakers vs. Boston Celtics


Tuesday, June 15, 2010

Good Shoes - Think Before You Speak (2007)



Tem "pinta", tem energia, tem muita vida... 
Tem o que preciso para este Verão!

Recomendo!