Monday, July 12, 2010

Harvey Pekar | 1939 - 2010

R.I.P
8.10.1939 - 12.07.2010



Muitos de vocês podem não conhecer Harvey Pekar, autor e criador de American Splendor, uma banda-desenhada convertida em 2003 para uma longa-metragem. Uma coisa que torna desde logo esta banda-desenhada atractiva é o facto de ser auto-biográfica, oferecendo assim uma dimensão longe de enquadrar o panorama convencional das habituais comics.

É com muita pena que anuncio a sua morte, e que ainda por cima, faço proveito dela para divulgar este artista! Não seria de todo as circunstancias a que aspirava um dia escrever sobre ele pela primeira vez no blog...

Além dos link's já providenciados em cima, cliquem aqui para mais informações relativamente aos recentes acontecimentos ligados à sua morte, bem como um resumo em jeito de retrospectiva da sua vida..

Ahh... e façam o favor de procurar informações relativamente à BD, bem como o filme (nomeado para Oscar na categoria de Best Screenplay - Adapted) que conta com Paul Giamatti no (magnifico) papel de Pekar.

Machete (2010) - brevemente...


Meu caros...

Lembram-se de Grindhouse (2007)? Tributo prestado por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez às salas de cinemas exclusivas para visualização dos B-Movies/Exploitation movies (algo que já não existe nos dias de hoje)?
Este tributo, feito por uma das parcerias mais talentosas de Hollywood, consiste em dois filmes integrados no "pacote Grindhouse", sendo eles: Deathproof (Tarantino) e Planet Terror (Rodriguez).

Com todas as características (visíveis até nos pequenos detalhes) foi preparada uma homenagem ao cinema de "segunda categoria", que começa logo com os previews. Antes de o filme começar podemos ver fake previews (ou trailers se quiserem) feitos especialmente para integrar este conceito. Com ilustres convidados  por detrás da câmara ou enquanto actores, acredito que as pessoas tenham ficado impressionadas com o bom humor praticado e com a aquela sensação quase nostálgica evocada entre alguns de nós que podemos sentir um certo reconhecimento da matéria. (vejam os outros trailers aqui [1] [2] [3])



Entre esses trailers destaca-se claramente (na minha opinião e não só... acho que se tornou um consenso quase comum) o filme Machete. Com Danny Trejo enquanto protagonista e Jeff Fahey num papel antagónico, posso afirmar que depois de visualizado o curto excerto de apresentação, ficamos imediatamente convencidos que de facto existe ali potencial para a execução do argumento base na construção de um filme.
Robert Rodriguez, a mente por detrás de Machete, disse em entrevista que embora fosse algo para ser tomado de animo leve (pois foi por piada/diversão que o fez), a verdade é que já tinha considerado há alguns anos levar para a frente este projecto, tendo deixado a promessa que um dia seria dada a "luz verde" para a longa-metragem.

Rodriguez wrote Machete in 1993 as a full feature for Danny Trejo. "I had cast him in Desperado and I remember thinking, 'Wow, this guy should have his own series of Mexican exploitation movies like Charles Bronson or like Jean-Claude Van Damme.' So I wrote him this idea of a federale from Mexico who gets hired to do hatchet jobs in the U.S. I had heard sometimes FBI  or DEA have a really tough job that they don't want to get their own agents killed on, they'll hire an agent from Mexico to come do the job for $25,000. I thought, 'That's Machete. He would come and do a really dangerous job for a lot of money to him but for everyone else over here it's peanuts.' But I never got around to making it." It was later announced that the trailer will be made as a feature film.

Pois bem! Pode-se dizer que o prometido é devido... e eis que depois de algum tempo foi anunciado que o projecto (Machete) iria para a frente! Mais tarde o cast eleito foi sendo revelado aos poucos... e agora... temos o trailer oficial para o filme que vai sair ainda este ano !

Fiquem com o preview feito especialmente para o projecto Grindhouse, seguido do actual trailer para o filme a sair em Setembro de 2010...





(reparem que o trailer tem todos os elementos... os clichés, a violência, até mesmo no jogo cromático e na voz do preview guy - entre outros - de um filme da época)

O meu Verão começa oficialmente HOJE!!


Sunday, July 11, 2010

Saturday, July 10, 2010

Dee Dee - Um tributo a Billie Holiday, no Casino Estoril


Este ano, infelizmente, as datas do Festival Estoril Jazz e Optimus Alive coincidiram, não me sendo possível marcar presença nos dois. Fiquei-me apenas pelo dia 8 de Julho em Algés, tendo dia 9 e 10 pela frente o cartaz do Jazz. É uma pena, pois dada a oportunidade gostaria de conseguir ver e ouvir tudo, porque ambos os cartazes são de valor, contudo, caso tivesse de escolher (porque não tenho essa opção visto que trabalho no jazz), a minha decisão poderia pender para os lados do Optimus por ter tanta banda para ouvir durante o dia. 

A verdade é que ali fiquei, dia 9 de Julho, durante o ensaio de som até à chegada da nossa artista da noite, para realizar que não havia forma de me preparar para o que se seguia.

Num auditório cheio, composto na sua maioria por pessoas "já de certa idade" (a malta jovem andava provavelmente toda por Lisboa), Dee Dee Bridgewater, um dos nomes mais sonantes do meio musical (não fosse ela uma diva talentosa), entra em palco acompanhada por Edsel Gomez (pianista e director musical), Kenny Davis (Contrabaixo), Lewis Nash (baterista) e Craig Handy (Sax Tenor e Flauta). 

Elegante e bem disposta, abordou logo o público apresentando as suas ideias para a noite, que se cingiam basicamente a tocar o seu último álbum Eleanora Fagan to Billie with Love From Dee Dee Bridgewater

(capa do álbum que promoveu durante o concerto de sexta-feira, no Casino Estoril)

Este seu projecto consiste num tributo à grande Billie Holiday (Eleanora Fagan é o seu birth name), cantora com uma história trágica de uma imensa importância para o mundo "jazzístico" pelas suas contribuições. Melhor dito, a mulher é um ícone e uma das melhores cantoras de todos os tempos!

Portanto, a sala podia facilmente deduzir que o serão musical prometia... 
Combinar uma artista como a Dee Dee (e o seu - fantástico - quarteto) com um reportório de fino trato como é o de Billie, era assegurar uma noite inesquecível. 

De facto assim foi, como há muito eu não via... um espectáculo ao alcance de poucos, não só pelo que se passou musicalmente, mas também pela boa disposição e química que se fazia sentir em palco e que por sua vez, passava "cá para fora" (algo que em muitos momentos da noite fez-me lembrar a minha Mãe, por todo o seu star quality e bom astral em palco). Era caso para dizer que estavam absolutamente onfire!

Dee Dee evidencia um carisma e um comportamento em palco sobrenatural, no sentido em que é logo salientado o seu à vontade no palco, remetendo para a ideia que por ali "nada como peixe na água" (como diz o outro). Falou, falou falou... brincou... fez inúmeras referencias ao público e a outras coisas que lhe passavam pela cabeça sempre contextualizadas e mantendo elegância e classe. Com um sentido de humor apuradíssimo, caiu imediatamente nas "graças" da audiência que ora se esperneava de riso ou pelo calor da sua voz. 

E os músicos... OS MÚSICOS! Todos tiveram direito à sua "quota". 
Completamente mergulhados num intenso espírito de equipa, puxaram uns pelos os outros e encadearam a sala com o seu talento, que se evidenciava sempre de forma mais intensa à medida que o tempo passava.

- Lewis Nash just wiped us all out! dizia Dee Dee depois de um solo de bateria brutal!

Muitos foram os elogios lançados pela Miss Bridgewater em palco, a todos os que ali tocaram.. fossem através de palavras proferidas (para quem lá esteve, os piropos tiveram muita piada!) ou de reacções compulsivas e estonteantes...

Durante mais de hora e meia (com direito ao habitual encore), foi o momento da despedida a altura mais penosa de toda a noite. Depois desta sessão recheada de pérolas, foi sob uma chuva de aplausos e berros/gemidos (entre elogios murmurados) que os artistas abandonaram o palco. 
Eu, que tenho como uma das benesses deste trabalho, ter liberdade para deambular backstage não perdi a minha oportunidade de me juntar aos músicos para os congratular pela noite espectacular providenciada. 
Mesmo entre eles pareciam não acreditar no que se tinha passado, tendo sido unânime que hoje deveria ter sido gravado, dado o grau de excelência e espontaneidade ali praticado.

Felizes aqueles que presenciaram este grande espectáculo, em todas as suas habituais dimensões, que será certamente um que muito recordarão para o resto das suas vidas!

Como eu gostava de os ouvir hoje...


PEARL JAM



Só de ouvir isto em casa, tou completamente arrepiado!

Meus amigos, partam a loiça por mim e tragam muitos vídeos pff!

The Heat is On


Até parece batota juntar estes três na mesma equipa!

 Eu adoro os L.A Lakers... mas ponham-se a "pau"...

Acham que alguém pára os Miami Heat próxima época?!



Optimus Alive - dia 8 (my review)



Dia 8 de Julho, foi o primeiro dia do festival Optimus Alive, festival este que tem primado pelo seu cartaz cada vez mais forte. A aposta parece óbvia! O cenário indie está em constante crescimento, o que certamente leva a promotora a fazer um maior investimento neste meio, tendo um palco próprio para que as bandas enquadradas no género possam estar o dia todo.

Desde que dei entrada no recinto às 17horas até à saída, abandonei exclusivamente a zona do palco Superbock (nome atribuído ao tal palco indie de que vos falo) para ir buscar cerveja ou jantar. É certo que no palco principal haviam boas bandas a tocar que infelizmente não consegui ver (casos de Kasabian e Faith No More). Por outro lado, a tenda electrónica e o restante, já não me interessavam tanto (ou mesmo nada).
Seja como for, o dia de ontem foi bastante produtivo... vi nada mais, nada menos que 6 concertos (todos no mesmo palco, como mencionado)!

Eis os meus eleitos:

Fazia calor (felizmente suportável) quando os Local Natives começaram a tocar. Estavam eles na primeira música e eu a entrar no recinto. A expectativa era grande pois noutro blog já tinham comentado que eram bons ao vivo, e eu ainda para mais, que tanto gosto do álbum deles (aqui referenciado [1] [2]) queria ver o que me estava reservado. Acompanhado na altura por apenas um amigo e uma jola na mão, fiquei feliz por denotar que a banda tem uma química especial em palco. Instrumentalmente e vocalmente, fizeram as delicias da malta que já se encontrava ali presente. Pena que só tivessem tocado pouco mais de meia-hora, tendo encerrado a sua visita a Portugal com os seus dois melhores temas (na minha modesta opinião), Airplanes e Sun Hands. Uma despedida em grande estilo, para o pouco público ali presente, depois de 30 minutos intensos com bom astral.

(filmei o tema Airplanes, mas tal forma que cantei aos berros - desafinando de forma ridícula - achei por bem poupar-vos a esse sofrimento)

Previa que na altura do desfecho, aqui os nossos Natives permanecessem no topo das melhores performances do dia. E assim foi...

Com o intervalo, surge a mudança do palco, surge mais cerveja, surge mais companhia, surgem momentos sociais de encontros e reencontros...

Seguiram-se os The Drums... 



Meus caros, o momento alto do dia! Não acredito que haja alguém, que tenha presenciado este concerto, que possa contrariar o que aqui escrevo. Diria que foi quase unânime entre a audiência... chegaram e partiram a loiça com temas do EP Summertime e do álbum homónimo, tendo apenas ficado de fora (com muita pena minha) I Felt Stupid, uma das minhas malhas favoritas, como já aqui [1] [2] referenciado. Instalou-se o verão naquela plateia, que como eu, aguardavam ansiosamente o quarteto proveniente de Brooklyn. Dancei, cantei, fiz palhaçadas... em suma: curti para caraças, aquilo que correspondeu completamente às minhas (elevadas) expectativas, numa altura onde muitos poderiam dizer que era um erro esperar tanto de algo tão "banal". Ora, banal para mim nunca foi e sempre vinquei a minha opinião de forma acérrima, mesmo quando achavam o meu grau de apreciação para com os "miúdos" exagerada...

Notória a presença em palco dos quatro, principalmente de Jonathan Pierce, o líder da banda, que no seu estilo invulgar, contagia as pessoas que o observam e ouvem. Acabam com o seu hit single (que expressão mais corny!) Let's Go Surfing, que imediatamente desponta um "moche", embora soft e reservado a uma pequena área onde por acaso acabei por me juntar.



Mais um intervalo e tudo aquilo que se segue com ele... estávamos agora em estágio para Devandra Banhart!



Em palco se apresentou com uma imagem mais low key do que o habitual. Muito hippie com toques de surf, foi assim que me pareceu. A ocasião quase que pedia aquele visual que em tudo pareceu ter caído bem na evocação do ambiente de festival de verão.

A música menos mexida, mas nevertheless, boa (embora obviamente, diferente). Num curto set, ficámos elucidados relativamente à qualidade da banda que o acompanha mas não tanto em relação ao potencial do seu líder. Isto talvez porque se calhar esperava-se um pouco mais, sabendo que é homem de muitos recursos...

Agora restam apenas os três nomes mais sonantes (para a maioria, mas não para mim) do cartaz, deste palco sendo a próxima da fila, a senhora Florence Welch com a sua "máquina"(s).



Por experiência própria, sabia que estava assegurado talvez um dos melhores concertos de todo o festival, não fosse este grupo um perfeito catalisador de energia pronta para explodir e incendiar o palco e plateia. Eu que já tivera oportunidade de os ver na aula Magna, sabia o que me esperava. Talvez por isso não tenha ficado tão entusiasmado com a sua subida ao palco nem com o resto do espectáculo. Era natural que, com tão pouco tempo de intervalo (do concerto da Aula Magna) e ainda apenas com um álbum nas suas fileiras, o concerto fosse saber a um pouco a "mais do mesmo". Já quase sóbrio, entrosei-me na multidão - cada vez mais apertada - para assistir yet again à magnifica Florence, que começou e acabou o concerto sempre num ritmo acelerado. Muito intervencionista, puxou dos galões para fazer o mesmo que fez na aula Magna... atiçar fogo à zona Superbock (embora sempre num registo muito idêntico ao que já tinha visto anteriormente, tendo até "caido" no erro de quase repetir o mesmo discurso dessa noite)

Anyway, Missão cumprida! A par dos The Drums, Florence + The Machine foram o "acto" mais comentado e apreciado pelas pessoas que me rodeavam, tendo comprovado toda a hype à volta do nome do grupo já numa escala fora do circuito indie (ou seja, num âmbito comercial).


Posto o final deste concerto, dei inicio aos meus afazeres da noite: ir buscar jantar e mais cerveja! ERRO (fatal!)
Ao sair da minha zona, teria acabado de comprometer um bom lugar para ver os The XX. Se pensava que não podia ficar ainda mais insuportável estar no meio da plateia, estava redondamente enganado! Seguiu-se uma outra enchente - absurda diga-se - para ver os britânicos musicalmente mais in dos últimos dois anos.
Claro está, levei séculos até que me fosse possível reunir com a malta... isto porque além da multidão, fiz questão de estar "paradinho" com olhos postos no palco sempre que tocavam, ou seja, entre cada música tinha de forçar a minha passagem rapidamente. De tal maneira fiz um esforço, que eventualmente deixei de ter coragem para sair em direcção ao palco principal, onde tocavam os Kasabian (um dos grupos que também queria ver). A minha ideia era ver metade de cada, mas enfim... you can't win them all!



The XX, como já se afigurava, não é um espectáculo tremendo, dado a sua música e estilo minimalista! Não é para saltar e dançar loucamente, mas antes curtir a música com atenção...
Garanto-vos que é facílimo mergulhar na sua sonoridade, tendo como aliado o jogo de luzes montado em palco, porém, acredito que as horas em que tocaram foi uma má gestão do alinhamento. Claramente, o peso do nome conferiu-lhes o direito de tocar a aquelas horas, mas acho que tendo em conta o andamento que já se trazia do concerto de Florence and The Machine, a sua performance acabou por se traduzir numa quebra massiva, tendo eu sido uma das suas grandes vitimas. A música dos The XX é, como se costuma dizer, "parada/paradinha" (quando comparado por exemplo ao ritmo imposto por exemplo pelos The Drums), logo, não fez para mim sentido.  Já teria feito completamente a diferença a troca entre as bandas do U.K. Seja como for, mais uma vez, um excelente concerto com grande maioria das músicas do álbum de estreia tocadas, e apenas com uma "critica" (que não é bem isso) a apontar. Já que a Florence estava ali "por perto", era de aproveitar tocarem a sua new and improved version do tema You've Got The Love. Acredito piamente que muitos eram aqueles que esperavam um encore com esta malha.

Não interessa... chegaram aquelas que tocaram... como esta que se segue (inacreditável!).



Por fim, La Roux, a quem eu não reservo muitas palavras pois não sou grande apreciador, logo, serei sucinto.



Não compreendo a loucura toda em redor deste nome, que aparentemente tem marcado o mercado com a sua nova tendência musical. Ainda procurei encontrar argumentos que de alguma forma validassem o seu sucesso, mas não os encontrei. Não é, no entanto, algo que critique outros por ouvirem (como quem diz "como é que és capaz?") Simplesmente não me revejo neste estilo, muito ligado à electrónica (algo que eu assumidamente não sou grande apreciador). Daí esta minha precaução, em justificar o facto de estar desconectado, de alguma forma desconcertante, por serem tantos os meus amigos que a ouvem.

CONSENSO:

Saliento, com particular agrado que os meus dois MVP's do dia foram Local Natives e The Drums com concertos que deram o mote para o que prometia ser uma noite épica!

Num dia marcado pelo bom gosto musical predominante no palco secundário do recinto, apenas "aponto o dedo" ao destoar praticado com alternâncias de energia com a entrada dos The XX, sendo que eles nada responsáveis, pois entraram em palco para mandar um "ganda" concerto e assim o fizeram! Lamentável diria, só pela passagem de uma electrizante Florence para algo tão mais discreto. Mas para que não haja margem para dúvidas, repito, The XX são mesmo bons! (Agora... imagino só os estragos que fariam os Drums caso tocassem mais pela noite fora, quando o ambiente pedia mais alcool, festa e dança.)

8 de Julho... em grande!


Friday, July 09, 2010

Thursday, July 08, 2010

Hoje ninguém me agarra!!



Já em DVD - A Single Man (2009)



Nunca terei eu anunciado a saída de um filme para dvd aqui neste espaço, contudo, devido ao impacto fortíssimo que este filme teve em mim, não resisti (nem hesitei) em colocar aqui uma referência ao filme estreia do realizador Tom Ford: A Single Man.

Ficam aqui os links para o meu comentário tanto ao filme como banda-sonora, bem como o trailer desta obra-prima de alto calibre.



Wednesday, July 07, 2010

Punk




Já passei por várias fases musicais, isto é, já houve alturas onde me dedicava de forma mais acentuada a um estilo concreto. Tive a fase do hip-hop durante os meus tempos de basket, tive o indie, jazz e blues e até tive o reggae (numa altura onde nem me recordo bem quando foi, apenas sei que foi a fase mais curta e que acabou por quase não permanecer). 

Uma das minhas fases mais longas foi o Punk

O gosto pelo punk surgiu com o álbum Smash (1994) dos The Offspring, onde predominavam temas como Self-Esteem, Bad Habit ou o meu favorito (talvez não tão popular) Genocide
Automaticamente os Offspring tornaram-se uma das minhas maiores referências, sendo eles a razão pelo qual comecei a expandir os meus horizontes. Não me recordo bem através de quem os comecei a ouvir, sei apenas que estava no liceu e poucos ouviam na altura (embora os dois primeiros temas que mencionei fossem relativamente bem conhecidos por alguns). 

Voltamos depois só  a ouvir falar deles com a chegada do Americana em 98 - tendo eles lançado pelo meio Ixnay on the Hombre (1996) - , projecto este que notorizou o grupo americano com o seu single de lançamento, Pretty Fly for a White Guy. Era uma daquelas músicas consideradas presença assídua nas "festinhas de garagem" ou aniversários em casa dos amigos. O videoclip passava over and over again em tudo o que era canal de música ou rádio, e toda gente dominava a letra de ponta a outra. 
Seguiram-se outras músicas do mesmo cd que tiveram óptima recepção aqui pela "maltinha". Falo de Why don't you get a Job e The Kids Aren't Alright.

Bem... eu, por muita graça que achasse ao Pretty Fly for a White Guy (música e vídeo), criei um ódio não só ao álbum Americana mas aos Offspring. O cd era do mais comercial que havia, tendo eu criado a ideia que o grupo tinha preterido da essência do punk e do seu próprio estilo para obter maior sucesso comercial. 

Aqui inicio uma nova fase da minha vida onde me começo a aperceber da quantidade de grupos que optam por este caminho. O do sucesso fácil... enfim! Escusado será dizer que comecei a olhar para eles como uns "vendidos". Excepto pelo The Kids Aren't Alright (e pouco mais), não havia faixa desse álbum que me agradasse e que mantivesse traços da verdadeira identidade (ou pelo menos aquela que nos habituaram) dos Offspring.

Felizmente, a minha aventura por este meio não começou e acabou com Offspring! Através de um amigo que na altura estudava comigo no Amor de Deus, este passou-me para as mãos compilações feitas pela namorada que ouvia bastante punk (e até tocava bateria). Fui "apresentado" a NoFX, Millencollin, MXPX... que por sua vez, despertaram em mim um maior interesse em investigar este circuito, o que me levou através de conversas com amigos e muita pesquisa na net, chegar aos Pennywise, Lag Wagon, New Found Glory,  Fenix Tx, The Ataris... com uma passagem pelo Ska (que para os que não sabem, é quase uma mescla de punk com reggae) um estilo do qual fui fã durante muito tempo (e que ainda ouço). Catch 22, Reel Big Fish, Five Iron Frenzy, Less Than Jake, Buck-o-Nine, Goldfinger, Mad Caddies ou Save Ferris eram alguns dos grupos ska que ouvia com regularidade. 

Óbvio que esta transição para o ska não abrandou a minha pesquisa do punk.

Comecei a ouvir os clássicos... The Clash, Ramones, Sex Pistols... e os portugueses Censurados e Tara Perdida! Depois disto, com o mIRC a ser um dos principais catalisadores, chegou-me aos ouvidos No Fun At All, No Use For a Name, Propaghandi, The Vandals, Deviates, Satanic Surfers... ahhh e  por volta de 2000 chegam os Blink 182 com o tema All The Small Things. Estes tornaram-se, juntamente com No Use For a Name, Propaghandi, No Fun At All, Millencollin e os clássicos (Sex Pistols, Ramones, Clash), os meus "cabeças de cartaz" do panorama punk, sendo provavelmente aqueles que mais ouço ainda hoje.

Pelo meio ainda houve tempo para ouvir bastantes punk covers. Não só temas de outros artistas, mas também de filmes. e séries.. Fiquei com a ideia que isto quase que foi uma "moda" digamos... no sentido em que quem ouvia punk teve uma época onde priorizava os downloads de covers.

Com a entrada na faculdade, lá fiz uma amizade que me ajudou a cultivar ainda maior conhecimento nesta "área". Le Tigre, Bikini Kill, Black Flag, Anti Flag e por fim - mais recente aquisição - os Rise Against (tendo estes chegado aos meus ouvidos através do jogo Raw VS. Smackdown).

Dito tudo isto, quero clarificar o seguinte... o grande propósito desta partilha (quase cronológica) do meu interesse pelo punk é (mais uma vez) incentivar os que não conhecem/ouvem a fazer alguma pesquisa e criar algum nível de proximidade com aqueles que como eu, têm ou tiveram, um interesse por esta vasta gama de punkalhada, com o meu "selo de qualidade" (que para muitos poderá não valer rigorosamente NADA)

Ficam aqui alguns favoritos...







Sunday, July 04, 2010

Friday, July 02, 2010

Facebook: O Filme


Chama-se The Social Network e é realizado por David Fincher, um dos melhores realizadores contemporâneos. Para os que não sabem este homem é responsável por filmes como  Seven (1994), The Game (1997), Fight Club (1999) ou mais recentemente The Curious Case of Benjamin Button (2008).

A tagline do filme, presente no próprio poster de apresentação (You don't get to 500 million friends without making a few enemies) é uma clara referência para os desacatos que surgiram com a fundação desta rede social entre os seus fundadores e outros membros, como é o caso da disputa entre Mark Zuckerberg e Sean Parker, representados por Jesse Einseberg e Justin Timberlake, respectivamente.

A saída desta longa-metragem está prevista para Outubro, sendo quase certo que até lá serão disponibilizados mais trailers, aliados a outras formas de campanha promocional, que certamente irão invadir a web (e não só).

Confesso que, mesmo sem ter grande conhecimento, estou a desenvolver uma imensa hype pelo simples facto de confiar (em demasia) no Fincher bem como no Einseberg que ultimamente só tem feito filmes muito bons  ou no mínimo com prestações boas - na minha opinião that is. Casos de The Squid and the Whale (2005), Zombieland e Adventureland (ambos em 2009).

Fiquem com o único teaser oficial para já disponível...

Thursday, July 01, 2010

Sabor a Verão!



O Verão está aí à porta... - Correcção -  O "meu Verão" está aí à porta. A estação mais aguardada por muitos is up and running para muita gente, que já faz planos para férias, que já se desloca à praia todos os dias, que saí à noite toda a semana... 

Para mim essa época ainda não chegou ao seu expoente máximo, sendo que apenas a consegui "saborear em pequenas doses". Certamente não serei o único que, por este ou aquele motivo, têm de permanecer serenos enquanto aguardam a liberdade que aparece com o calor, com os ritmos quentes da praia e da noite...

Para apaziguar esta imensa ansiedade que se vai acumulando um pouco todos os dias, tive um programa  (ligeiramente) "caído do céu" que se foi transformando sempre num conjunto de momentos inesperados - são sempre os melhores! - remetendo estas vivências para aquilo que considero serem momentos tradicionalmente passados no verão. Festa na praia, alto astral,  ausência de horários, boa companhia, álcool, trajes curtos e música compuseram a festa de ontem, que me proporcionou um estado de espírito rejuvenescido.
Seguiu-se o "acordar todo rebentado" depois de uma noite que acabou em dia, algo que pede sempre para curtir a ressaca na praia. 
E assim foi! Lá fiquei, até a Praia das Avencas "fechar a loja" com um final de tarde, onde se calhar só pecou pela ausência de "minis", para que fosse uma recordação digna de um anúncio da Superbock

Mas não ficou por aí... 

Coisa que adoro é o regresso a casa, no carro com janelas para baixo, cabelo ao vento, óculos rayban postos, o corpo com sabor e cheiro a sal, música alta que atrai a atenção das pessoas, onde  é visível o meu o estado de loucura  enquanto estou a curtir as minhas malhas (preferencialmente a minha playlist de verão).
Fica aquela sensação de "missão cumprida... tive um dia do caraças!"

Infelizmente terei que fazer uma curta pausa durante o fim-de-semana para me dedicar ao trabalho, no entanto, este dia melhor impacto não poderia ter. Ao invés de me atormentar pelo facto de me ver privado de dias como hoje durante os dias que se seguem, apenas veio dar maior alento para aquilo que me está reservado nos próximos dois meses! Mesmo o facto de estar condicionado monetariamente por causa da (potencial) viagem a Buenos Aires, não retira qualquer animo pois sei que "o sol quando nasce é para todos"... e isso ninguém me tira! Posso perfeitamente fazer um verão intenso sem estar totalmente dependente de dinheiro...

Como tal, quero celebrar!! Não apenas a chegada do Verão, mas destes dias que me levam para longe do trabalho, do tédio, dos horários, dos limites. Dias que me gritam ao ouvido: "SOMOS JOVENS"!
Deixo a música que me acompanhou durante o dia de hoje em modo repeat e que certamente fará parte da minha playlist de Verão, brevemente disponível aqui no blog de your's truly...

Esta é uma malha que calha sempre bem para começar o dia... com vida e sorriso estampado na cara porque os bons tempos estão ao virar da esquina!


Portanto... venham os festivais de música, venham os programas culturais, venha o bom tempo (de preferência no  Guincho), venha o romance e a "canção de engate", venham as noites quentes e a festa...

VENHA O VERÃO!!

Pete and The Pirates - Knots

Tuesday, June 29, 2010

makes you wanna dance... doesn't it ?

Le Tigre - Deceptacon

"Surely It’s 30 (Don’t Call Me Shirley!)"



- "Surely you can't be serious."
- "I am serious... and don't call me Shirley."

Pois é! Faz hoje 30 anos que saiu o filme Airplane (1980), uma das melhores comédias alguma vez feitas according to my book, e não só...

O seu estilo completamente satírico nonsense aprensentou-se completamente despido de preconceitos e sem pudor, revolucionando para sempre a comédia enquanto género cinematográfico.

Claro que não era totalmente novidade, pois já antes haviam traços do nonsense no humor físico dos irmãos Marx ou nas longas-metragens de Mel Brooks, contudo, houve um conjunto de factores/características que destacaram Airplane entre os quais realço "a acção de fundo" - onde basicamente, enquanto a acção no filme decorre, temos várias coisas (irrisórias) que se passam no fundo da imagem - e "a cara de pau" (na falta de uma expressão melhor) onde o actor é capaz de dizer a maior "barbaridade" com a cara mais séria, o que contagia e leva ao riso. Este é um estilo no qual muitos podem associar hoje ao comediante português Bruno Nogueira, mas que sem dúvida eu associarei sempre ao grande Leslie Nielsen, um dos protagonistas de Airplane. Este viria a ganhar um grau de popularidade elevadissimo não só graças ao Airplane mas também pelos filmes que se seguiram, todos eles no mesmo género e associados à mesma equipa de realização.
Falo claro da trilogia  Naked Gun (Onde pára a Policia no seu titulo Português), baseado na série televisiva Police Squad, protagonizada também por Leslie Nielsen.

Realizado por uma equipa de três (David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker), esta parceria que já trabalhara no filme Kentucky Fried Movie enquanto argumentistas, apostaram não só no estilo mas num elenco que viria permanecer activo graças à sua qualidade e carisma.

Hoje estes três homens festejam o seu legado e influência no cinema e comédia em todo o lado, com uma longa-metragem a que é prestada homenagem pelo jornal New York Times.

Vejam aqui o artigo do jornal (que aborda de forma mais detalhada a história/percurso/influência do filme), e para os mais curiosos, não se esqueçam de ver o vídeo colocado à esquerda no site.

Monday, June 28, 2010

Regulate

by: Warren G & Nate Dogg



É um GRANDA SOM esta música do Warren G que ainda conta com a colaboração de Nate Dogg.

Disse que iria colocar aqui mais hip-hop e aqui está! Durante anos ouvia frequentemente este tema retirado da banda-sonora do filme Above The Rim (1994), filme este que retrata a relação de um jovem talento de basketball universitário com um traficante de droga (representado pelo falecido Tupac Shakur, o expoente máximo do Hip-Hop no meu universo). 

Para quem gosta do género, é quase impossível não gostar de Regulate.

Saturday, June 26, 2010

Hoje antes de trabalhar...

... ouve-se Charlie Parker!


Este tema, Parker's Mood, conta ainda com outra lenda do Jazz... Miles Davis! No entanto é o saxofone de Parker, ou "Bird" como muitos o apelidavam, que dá força e magia a este clássico de jazz retirado do reportório de um dos maiores músicos de todos os tempos. 

Já aqui mencionei o filme de Clint Eastwood intitulado Bird (1988) com Forest Whitaker no papel principal. Caso não tenham visto, recomendo-vos que o arranjem de alguma forma pois além de ser uma excelente maneira de conhecer melhor a vida de Parker, é também um óptimo filme!

Friday, June 25, 2010

Defiance (2008)



Defiance é um filme realizado Edward Zwick em 2008 que conta como protagonistasDaniel Craig (a.k.a James Bond), Liev Shreiber (também ele realizador, argumentista... um gajo multifacetado) e Jamie Bell (Billy Elliot).

Começando pelas razões que me levaram a ver o filme, não há muito a dizer. Edward Zwick é um realizador de que aprecio bastante por três dos seus trabalhos: The Last Samurai (2003), Blood Diamond (2006) e principalmente Glory (1989), para mim a sua maior obra-prima e um dos meus all time favorites. Todos eles são capazes de demonstrar elementos do mais humano que existe, integrados em situações de conflito e caos. Cenários onde os nossos protagonistas se assumem como verdadeiros heróis... como líderes! E o bom destes filmes (ou pelo menos alguns deles) é que são baseados em histórias/factos reais, tendo assim a capacidade de interessar e, acima de tudo, inspirar mais os espectadores. Tenho essa ideia que normalmente os filmes inspirados em eventos reais angariam muitos adeptos. Enfim... Defiance como os outros três filmes mencionados, acaba por estar "esquematizado" para corresponder a esse padrão definido. 

Baseado numa história verídica, a acção é passada numa Bielorrússia ocupada pelos Axis durante a Segunda Guerra Mundial onde três irmãos procuram sobreviver longe das armadas nazis que andam à caça de judeus. Inicialmente começam apenas os três numa debandada pelos responsáveis da morte dos Pais, tendo em vista apenas a vingança, mas com o decorrer do tempo vão acolhendo fugitivos e renegados que procuram auxilio e alguém que os lidere para salvação. É evidente que tem muito mais que se lhe diga, com variadíssimos acontecimentos no próprio seio do grupo que se encontra permanentemente a lutar pelas suas vidas, fazendo frente à fatiga, fome, falta de recursos e inclusive a alguns dos seus membros internos que acabam por vezes a contestar tomada de decisões.

O filme parece-me a mim uma tentativa de sensibilizar audiências e critica com um projecto claramente a apontar para o Oscar, mas sem sucesso. Não quero dizer com isto que o filme é mau... mas por vezes falta-lhe algo. É insípido... contudo, afirmo que foram 2h16m onde não dei por mim uma única vez aborrecido. É bem representado, não está exageradamente a puxar pelos momentos lacrimejantes... Óbvio que por vezes há momentos ou diálogos um pouco previsíveis, mas nos dias que correm quantas vezes podemos honestamente dizer que somos realmente apanhados de surpresa? Além do mais, sendo esta uma história verídica é típico haver algum exacerbamento (mas como já o disse, nada exagerado, ou seja, não é frequente ao longo do filme) do banal... Comigo tiveram efeito e aproximou-me mais das personagens e do que estavam a atravessar.
Obrigou-me também a pensar bastante! A questionar coisas tão antigas como ... sei lá... antigas! Temas filosóficos ligados à natureza humana, à capacidade do homem em violar todo e qualquer fio de conduta assente no amor ao próximo. E não falo apenas no passado como quem recorda as Guerras Mundiais, ou civis, ou mesmo as batalhas mais arcaicas na história da humanidade... falo mesmo da realidade em que vivemos onde temos os maiores actos de crueldade praticados na nossa televisão para que todo o mundo veja... enfim! Divago...


Thursday, June 24, 2010

Over and Over Again

Já aqui postei em tempos The Skin of My Yellow Country Teeth, o meu tema favorito desta banda proveniente de Brooklyn, Nova-Iorque, seguido da sugestão de um álbum gravado numa estação de rádio francesa.

Agora, deixo-vos mais um tema...

... by: Clap Your Hand and Say Yeah

Wednesday, June 23, 2010

The Drums - "O Álbum" (2010)


Depois de  ouvido (muitas e muitas vezes) o EP dos The Drums, intitulado Summertime, (onde já  aqui fiz referência) tornou-se óbvio que estava perante a apresentação de um álbum muito forte que estaria para breve. A expectativa era grande, não fosse este EP com todas as suas 8 faixas, um trabalho inacreditavelmente bem elaborado com uma sonoridade refrescante e jovem. 
Desde a primeira vez que ouvi Let's go Surfing, senti que era algo mais do que uma mera música de verão, associada naturalmente ao Surf, com tonalidades claras de um indie-pop assentes nos curtos riff's de guitarra e na percussão representada pela bateria electrónica, algo que curiosamente lhe dá um estilo agradável de eighties. Mas obviamente não é só na bateria que denotamos esse estilo dos anos 80 na música dos The Drums. Com influências e comparações a grupos como os New Order ou os The Smiths, é natural que parte da sua sonoridade remonte para essa época dominada por pop/rock/synth/post-punk.

Tardiamente pus as minhas mãos no seu álbum de estreia (homónimo) e só hoje me dediquei, exclusivamente à apreciação deste... ou seja, não ouvi rigorosamente mais nada além de The Drums! Repeti duas a três vezes, quase como se quisesse confirmar que este seria inquestionavelmente a banda-sonora de eleição para o verão 2010!
Certo e sabido, tal se veio a confirmar, correspondendo à fasquia alta imposta pelo EP, onde reinavam favoritos como o já mencionado Let's Go Surfing ou Best Friend e Me and The Moon.

Uma coisa que me deixou de alguma forma desiludido foi o facto do grupo ter preterido para este seu projecto dois dos meus temas predilectos: Saddest Summer, I Felt Stupid e Submarine (estas últimas duas, a par de Me and The Moon, são literalmente as minhas malhas favoritas).
Baseado no meu instinto e gosto musical, acredito (sem surpresas) que ambas as músicas tivessem provavelmente estatuto de favoritas entre os fãs do grupo nova-iorquino, não tendo qualquer tipo de nexo a exclusão da lista de 12 faixas (13 se contarmos com o tema bónus When I Come Home).
Talvez seja excesso de confiança... não sei! Talvez seja uma forma de demonstrar que não necessitam de todas as músicas já impostas no mercado e entre os adeptos dos seus trabalhos.
Em abono da verdade, nem assim assinam, aquilo que seria para mim, a sua sentença. E porquê? Porque embora (i can't stress this enough) simplesmente adore essas músicas, a verdade é que "não fazem falta".
Há muito material por onde investir e explorar dentro do seu reportório, que projecta para já um futuro promissor!

Creio que cada uma das música assegura ao ouvinte "mil e um" argumentos que validam o rápido crescimento desta banda como uma das maiores referências contemporâneas da música indie.
 De salientar (no leque musical que não consta no EP) Forever and Ever Amen (a eleita como "novidade" de apresentação do álbum),  Book of Stories - esta um "hino pessoal" - e When I Get Home (o tal bónus) como os temas que, na minha opinião, enfatizam a estreia do quarteto.

Assim se juntam-se ao aglomerado de novas tendências forjadas, com distinção, pelas incessantes batidas impregnadas de "areia, sal, sol e mar".

Afigura-se um verão em grande estilo com os The Drums, que vão contrariar aquilo que seria para mim the saddest summer ever, visto que estou em plano de contenção de forma a concretizar em Setembro a minha viagem a Buenos Aires.

Seja como for, os The Drums trazem consigo o ambiente festivo, as praias, o calor... o romance de verão, os festivais, os programas com os amigos, a loucura...

Fica aqui Forever and Ever Amen, juntamente com as outras três malhas (Saddest SummerI Felt Stupid e Submarine) dispensadas do cd.








Monday, June 21, 2010

é daquelas músicas que me enche as medidas


adoro o piano, adoro o ritmo imposto pela bateria, adoro a voz...
adoro a melodia, adoro a letra, adoro a alma do Gray...


David Gray - Please Forgive Me


Please forgive me
If I act a little strange
For I know not what I do.
Feels like lightning running through my veins
Every time I look at you
Every time I look at you

Help me out here

All my words are falling short
And there's so much I want to say
Want to tell you just how good it feels
When you look at me that way
When you look at me that way

Throw a stone and watch the ripples flow

Moving out across the bay
Like a stone I fall into your eyes
Deep into that mystery
Deep into some mystery

I got half a mind to scream out loud

I got half a mind to die
So I won't ever have to lose you girl
Won't ever have to say goodbye
I won't ever have to lie
Won't ever have to say goodbye

Whoa, oh oh oh, I

Whoa, oh oh oh, I
Whoa, oh oh oh, I

Please forgive me

If I act a little strange
For I know not what I do
Feels like lightning running through my veins
Every time I look at you
Every time I look at you
Every time I look at you
Every time I look at you