Tuesday, September 07, 2010

Overkill


by: Colin Hay

(antigo frontman do grupo Men at Work)


Mais uma malha derivada da banda-sonora da série Scrubs, que inclusive conta com a participação do próprio cantor em um dos episódios... take a look:


Monday, September 06, 2010

Turn! Turn! Turn!


by: The Byrds

(se não conhecem, saquem ! Grupo mítico dos anos 60)


uma das minhas músicas favoritas... um clássico!



To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to build up,a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones, a time to gather stones together

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace, a time to refrain from embracing

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time for love, a time for hate
A time for peace, I swear it's not too late


Saturday, September 04, 2010

Casa Pia... Longe do Fim!



 Antes de incidir sobre aquele que é claramente o assunto na ordem do dia, quero começar por esclarecer que eu, Duarte Mendonça, no "calor do momento" proporcionado pelo "desfecho" do caso "Casa Pia", transmiti via facebook um juízo de valor, que embora pouco longe da verdade, não deixa de ser pouco premeditado. Talvez por isso sinta alguma necessidade de opinar sobre o assunto, de uma forma mais concreta/sustentada...

... Minto! Quero opinar porque tendo eu perdido interesse no assunto ("Casa Pia") por desgaste (excessivo) deste mesmo (proporcionado pela Comunicação Social),  senti necessidade de me actualizar sobre o caso, nem que para recuperar um pouco do humano que há em mim, que também sofre com todas as injustiças espalhadas no mundo, com principal destaque para aquelas que acontecem no meu território... na minha "casa"!

Lógico que eu, como provavelmente muitos outros portugueses, apenas retomo este escândalo mediático por força de recentes eventos, que em parte me fizeram sentir indignado pela forma como todo este processo têm sido conduzido, levando a que eu enquanto cidadão português, tenha vergonha de me assumir como parte integrante de uma comunidade que não zela primariamente pelos interesses do povo que compõem, o que foi em tempos, uma grande nação! 

Ora, reconheço que esta abordagem seja um pouco inapropriada pelo exercebamento das palavras a que recorro, como quem quer dar uma ênfase dramática a algo que não merece tal tratamento. Infelizmente não se trata do caso, pois estamos a falar de matéria extremamente delicada, que além de  manchar (mais uma vez) o nosso sistema judicial e as pessoas que nele operam, tem apenas promovido a infelicidade e desgraça de vitimas alheias que sofrem consequências gravíssimas desde o principio da sua infância!

Com a sentença lida, é natural que se tenha gerado uma onda avassaladora de informação que ocupa o tempo de antena de praticamente todas as estações televisivas portuguesas. É natural que litros de tinta corram pelo país fora. É natural que sejam muitas as vozes que não se calam, com formas de justificar o que correu mal, mas também salientar o que correu bem!

"Foi feita justiça?" Penso que terá sido a pergunta mais colocada no dia de hoje...

Pouco ou nada li hoje sobre a decisão do tribunal. Foi apenas em casa através do telejornal e principalmente através do programa "Especial Informação", com o José Rodrigues dos Santos a orquestrar uma sessão que contava com Carlos Cruz, um dos arguidos do processo, juntamente com Dr. Edgar Lopes, juiz e ex-vogal do Conselho Superior de Magistratura, e Dr. Miguel Matias, advogado representante da Casa Pia.

Nesta sessão constatei a entrega de Carlos Cruz à defesa da sua inocência, algo que confesso ter mexido comigo de tão convincente que foi, levando-me a crer que das duas, uma: ou de facto está inocente, ou está muito bem preparado! Acredito mais nesta segunda...

Sabendo um pouco do historial de C.C na televisão, sabemos todos que ele é um excelente comunicador, com uma elevada capacidade de argumentação, improvisação e "representação". Mas outra coisa que também me levantou questões relativamente à sua inocência, foi o comportamento do seu advogado, o Dr. Ricardo Sá Fernandes. Este defende-o até à exaustão (como ficou comprovado pelas imagens no tribunal), como quem acredita convictamente que o seu cliente está a ser injustiçado! Talvez eu, por falte de experiência e conhecimento próprio desta área, pense que se fosse advogado com consciência da "verdade", talvez não fosse tão dedicado (porque na minha óptica, saber que estamos a defender alguém culpado, deve de alguma maneira limitar as nossas acções de defesa).

Reflectindo sobre tudo isto, arrumo da forma que posso, estas ideias todas e formo a minha opinião! Dou por mim quase no mesmo lugar onde comecei, ou seja, acho que é culpado!

Entretanto, o programa não se resume apenas à intervenção do sr. Cruz e José Rodrigues dos Santos certifica-se disso. Não está ali para fazer favores a ninguém nem ajudar à limpeza de imagem do arguido mais conhecido da actualidade. Faz questões, parte para o ataque, tem o trabalho de casa bem feito.

Um dos pontos que considerei mais pertinentes de toda a sessão foi a evocação de outros casos semelhantes, espalhados um pouco por toda a Europa. Na França por exemplo, o maior caso de pedofilia, com mais de 60 arguidos (60 ARGUIDOS!!!!!) foi concluído após 5 meses (!!!). Nós, num caso com 6 arguidos, levámos anos (ANOS!!). Isto é um atestado de incompetência ao nosso sistema, a começar pela merda de legislação que temos, que de tão flexível, permite a extensão desnecessária de uma tortura desgastante.

De forma alguma podemos encarar isto de forma pacata sem revolta e nojo! Vivemos numa sociedade que se rege por normas de conduta perversas!

Quase que já podemos ver o desfecho deste caso! Tal forma são proporcionadas facilidades aos criminosos de sair impunes, que de recurso em recurso... com tribunais de 2º instância e por ai adiante, na prática não vão haver condenações. Por outras palavras, os arguidos apesar de julgados e condenados, vão acabar por não cumprir pena. Aliás, ninguém me diz que agora nos primeiros recursos não hajam pessoas absolvidas ou penas reduzidas. Em suma, UM ESCÂNDALO!

Entretanto, passo do programa "Especial Informação" para um debate na SIC conduzido por Mário Crespo. Aqui, já me encontro a meio, mas a conversa em parte, "é mais do mesmo" (não deixando de ser interessante e importante ouvir o que mais pessoas têm para dizer), contudo, pelo que me foi explicado, os intervenientes deste debate são de importância vital para que este caso seja compreendido em toda a sua plenitude, principalmente através dos testemunhos de Felicia Cabrita, uma das principais jornalistas investigadoras que remonta este processo já para a década de 60 (onde muitos dos crimes aqui indiciados já decorriam).



Falou-se dos nomes ocultados, dos arguidos absolvidos, das consequências que os actos tiveram a longo prazo, não só no nosso quotidiano mas principalmente nas vitimas... enfim... um debate fortíssimo que apontou o dedo sem pudor nem preconceito a instituições de poder (partidos políticos, o próprio Governo) e a figuras de elevado estatuto social, que claramente exerceram do seus contactos e influência para "abafar" inúmeros acontecimentos deploráveis durante "anos a fio". Seja como for, o facto de terem sido denunciados alguns nomes é parcialmente gratificante... mesmo os que não foram constituídos arguidos, terão de viver com o seu nome associado aos mais ínfimos casos de pedofilia, um crime que provoca uma enorme repulsa. Mas claramente, é notória a falta de eficácia (e não me canso de reforçar esta ideia) do nosso sistema que falha sistematicamente nos mais diversos campos. Por exemplo, a indemnização dada às vitimas ilustra bem isso. É inacreditavelmente disforme relativamente ao que seria considerado "justo"... aliás um dos convidados no debate aponta isso mesmo com a utilização de um caso pessoal que aconteceu consigo em tempos, onde foi indemnizado por difamação com um valor semelhante aos que os antigos "casa pianos" receberam. Não tem qualquer tipo de nexo como todos vocês podem constatar, mas "é o País onde vivemos".



Será que foi feita justiça?

Sim...
... e não...

Obviamente o facto de terem sido atribuídas condenações aos arguidos é reconhecido como um triunfo, no entanto, com base no que temos visto, certo e sabido, muitos poderão ser absolvidos, outros ver penas reduzidas... e quem sabe até não cumprir pena nenhuma! Portanto... justiça? Parece não existir...

Não penso em utopias...nem as exijo! Exijo sim coerência, discernimento sério, capaz... com olhos nos valores basilares que nos validam enquanto seres humanos... não monstros! Porque é isso que tem sido revelado.. tal a monstruosidade presente que "contemplamos", em particular neste assunto horrível que assombra muita gente, bem antes da época em que a Casa Pia "explodiu" numa catarse, que não levanta margem para dúvida que é um dos cenários mais tenebrosos ocorridos em Portugal!

Os olhos de Mário Crespo no desfecho do programa, atestam de forma genuína o grau de sensibilidade que peremptoriamente todos nós atribuímos validade, até porque, o facto de o VERDADEIRO DESFECHO deste caso ser totalmente precário... assusta! E de que maneira meus amigos...

Cansado como estou de escrever (e de "carregar" sobre um assunto que certamente figurará nas nossas televisões durante os próximos tempos), deixo-vos o debate na SIC com informação em abundância (contrariando a ideia que tive inicialmente onde afirmei se tratar "mais do mesmo") para que percebam a gravidade que isto é...

Acabo este "desabafo" (se é que lhe podemos chamar assim) da mesma forma que o ilustre Mário Crespo, que cita a Juíza Ana Peres:

Como é que isto foi possível? Como é que isto... era possível... na Casa Pia?

Friday, September 03, 2010

Red Right Hand



Tema editado em 1994, tornou-se um dos grandes clássicos deste grande artista que é Nick Cave
A música pode ser familiar para alguns dos leitores deste blog, visto que em tempos coloquei uma cover cantada pelos Arctic Monkeys.

Enjoy!


Thursday, September 02, 2010

Keeps things in perspective...



Algo que achei pertinente ontem, durante uma curta sessão de Grey's

Wednesday, September 01, 2010

Bizarre Love Triangle



No seguimento do post anterior, decidi colocar outra música retirada da mesma banda-sonora e integrada no mesmo conceito, ou seja, uma outra cover de um tema popular nos anos 80.

Desta vez, o tema original pertence ao grupo inglês New Order.

(Para os mais alheios, é a banda que sucedeu aos Joy Division, aquando da morte do seu vocalista, Ian Curtis)


Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine
But it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
But there's no sense in telling me
The wisdom of the fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
well every day my confusion grows

Every time I see you falling

I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You say the words that I can't say

I feel fine and I feel good

I'm feeling like I never should
Whenever I get this way
I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be

Every time I see you falling

I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You say the words that I can't say

But Not Tonight



(ex-vocalista de bandas como: Stone Temple Pilots e Velvet Revolver)

Sem me querer alongar desnecessariamente, quero apenas referir que esta música chegou-me aos ouvidos através da banda-sonora do filme Not Another Teen Movie (2001), tendo o filme e própria banda-sonora sido uma agradável surpresa na altura. Aliás, a banda-sonora é interessante pelo facto de ser composta na sua maioria por covers de temas populares nos anos 80.


Relativamente a esta malha, a original pertence aos Depeche Mode.


Oh God, it's raining
But I'm not complaining
It's filling me up
With new life

The stars in the sky
Bring tears to my eyes
They're lighting my way
Tonight

And I haven't felt so alive
In years

Just for a day
On a day like today
I'll get away from this
Constant debauchery

The wind in my hair
Makes me so aware
How good it is to live
Tonight

And I haven't felt so alive
In years

The moon
Is shining in the sky
Reminding me
Of so many other nights
But they're not like tonight

Oh God, it's raining
And I'm not containing
My pleasure at being
So wet

Here on my own
All on my own
How good it feels to be alone
Tonight

And I haven't felt so alive
In years

The moon
Is shining in the sky
Reminding me
Of so many other nights
When my eyes have been so red
I've been mistaken for dead
But not tonight

Monday, August 30, 2010

Always Like This (live @ Glastonbury 2010)


(with the help of: London School of Samba)


Deixo aqui os meus agradecimentos a um bom amigo, que além de responsável por me ter apresentado esta banda há uns meses, fez questão de me enviar esta versão inacreditável, sabendo que esta malha é uma das minha favoritas... (não só da banda, mas geral)

Já aqui tinha deixado a música num post a falar dos Bombay Bicycle Club e também naquela minha compilação de músicas para o verão, e não sendo hábito meu repetir músicas no blog, sendo esta uma versão diferente (e inacreditavelmente brutal), faço questão que seja a minha primeira partilha do dia!

Espero que gostem!

Sunday, August 29, 2010

Vinicius de Moraes



Pra'qui arranjei uma compilação com 23 dos seus êxitos... um best of digamos!

Vinicius, homem da cultura, com aptidão para singrar em todos os campos onde se metia, destacou-se com particular ênfase na música, onde obteve um lugar de destaque ao lado de nomes como: Tom Jobim, Chico Buarque, João Gilberto, etc

Relativamente ao cd que ando a ouvir... não há muito que possa dizer além de que é bom... mesmo muito bom!




Nouvelle Vague...


... dia 2 de Setembro, no Casino Estoril...

Entrada Livre




Saturday, August 28, 2010

Obrigado Simão !


Inebriation

... num cinema perto de si!


uma sátira a um dos melhores filmes do ano... Inception (2010)

Thursday, August 26, 2010

Paul Rodgers presta tributo a Muddy Waters...


... neste maravilhoso cd:


Paul Rodgers, frontman de duas grandes bandas (que desde já recomendo... são ENORMES), Free e Bad Company, presta tributo ao lendário Muddy Waters, um dos mais conceituados guitarristas de Blues que o mundo teve o prazer de conhecer, sendo aliás, considerado The Father of Blues (é urgente ouvir este senhor... uma das minhas grandes referências).

Neste álbum , Muddy Waters Blues: A Tribute to Muddy Waters (1993), Paul Rodgers conta com as colaborações de:


- Brian May
- Buddy Guy
- David Gilmour
- Jeff Beck
- Neal Schon
- Gary Moore
- Brian Setzer
- Richie Sambora
- Slash
- Steve Miller
- Jason Bonham 
- Trevor Rabin

Inacreditável este lineup, não?

Weary Kind

A propósito de Crazy Heart (2009)...


Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing to lose
And this ain’t no place for the weary kind

You called all your shots
Shooting 8 ball at the corner truck stop
Somehow this don’t feel like home anymore

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your body aches…
Playing your guitar and sweating out the hate
The days and the nights all feel the same

Whiskey has been a thorn in your side
and it doesn’t forget
the highway that calls for your heart inside

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your lover's warm kiss…
It’s too damn far from your fingertips
You are the man that ruined her world

Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing to lose
And this ain’t no place for the weary kind

composed by: T-Bone Burnett & Ryan Bingham
Sang by: Ryan Bingham 

Wednesday, August 25, 2010

Speech Debelle



Ontem passei o dia a ouvir Speech Terapy (2009), o primeiro álbum de Speech Debelle, cantora de hip-hop proveniente do Reino Unido. Esta chegou-me aos ouvidos através de um single que encontrei no blog  "O (des)pretensioso" que entretanto deixou de existir! Esse single era Spinnin', que por sua vez cheguei mesmo a partilhar no facebook, não tendo passado daí! Contudo, tendo essa malha ficado na retina, fez todo o sentido pôr as minhas mãos no trabalho de estúdio da Miss Debelle... Volvido quase um ano, estava no meu quarto rendido à sua arte enquanto MC num estilo muito próprio com entrada fácil no ouvido (assumido ou não, considero comercial). Não admira que tenha sido considerada para o Mercury Prize na categoria de melhor álbum, onde chegou mesmo a ganhar (aí talvez ache um pouco exagerado, tendo em conta a concorrência de peso - Kasabian, Friendly Fires e principalmente Florence + The Machine), tendo sido a primeira artista de hip-hop a ganhar desde Dizzee Rascal em 2003.

An album that doesn't stutter...
Recomendo...




Tuesday, August 24, 2010

Crazy Heart (2009)


Crazy Heart (2009) é um drama-musical realizado por Scott Cooper (a sua primeira longa-metragem) , baseado numa obra escrita em 1987 por Thomas Cobb. O filme conta a história de "Bad" Blake (Jeff Bridges), em tempos uma estrela country

"Bad", já com 57 anos, é um alcoólico que sobrevive de pequenos gigs (leia-se "concertos") que o seu agente lhe vai arranjando em pequenos bares e salões espalhados pelo sul dos Estados Unidos (onde o Country é mais popular). Por entre os vários problemas que o afectaram ao longo da sua vida (saúde, relações amorosas e na própria relação - inexistente - com o seu filho), um solitário e triste "Bad" depara-se com uma jovem jornalista (Maggie Gyllenhaal) com quem acaba por estabelecer uma relação que transcende o (inicial) âmbito profissional passando a ser uma inspiração na procura de ser alguém melhor (enquanto pessoa e artista).

Ora... admito que já tivera alguma intel afirmar que o filme não era nada de espectacular... e apesar das boas criticas e a pontuação no iMDB, a verdade é que terei que concordar quando dizem não há muito mais além da performance de Jeff Bridges (magnifico como se dizia)... contudo, tenho a dizer que não achei suficiente para o Sr. Bridges levar a estatueta para casa! Convenhamos... num filme com este tipo de papel a puxar pelo Oscar e com um desempenho muitíssimo bom, é natural que alguém com o calibre de Jeff Bridges fosse um sério candidato a ganhar na categoria de Melhor Actor Principal... mas continuo a achar que Colin Firth está num patamar superior com o seu papel em A Single Man (2009) de Tom Ford.
Talvez pouco capaz de ser imparcial, dado o lugar que A Single Man ostenta nas minhas preferências, procurei sempre manter a minha avaliação o mais concisa e certeira possivel... e mesmo reconhecendo que Jeff Bridges carrega às costas (o que é sozinho) um filme banal, elevando-o para outro nível... só consigo tirar uma conclusão:
O prémio que lhe foi conferido pela Academia serve mais como forma de reconhecimento pela sua brilhante carreira e não pelo papel (que mais uma vez reforço: é sublime, mas dada a concorrência, acho que ficou a dever a Firth e talvez mesmo a Jeremy Renner).

Maggie Gyllenhaal com nomeação para "Melhor Actriz Secundária" junta-se ao restante supportive cast com Colin Farrel e Robert Duvall (todos estes muito regulares com as suas respectivas prestações).

Ahhh... não quero deixar de referir (como faço sempre quando a sua qualidade assim o evoca) a excelente banda-sonora, desta inserida no panorama country. Eu que não sou um grande fã do género, deixei-me envolver pela sua musicalidade e pelas letras que em tanto me recordam do fado (pela histórias que carregam e pela forma como são contadas). Mesclado com blues (um dos meus estilos musicais preferidos) rapidamente me cativou desde o inicio...

Aproveito para salientar que o filme ganhou um Oscar na categoria Best Original Song com o tema The Weary Kind escrita por T-Bone Burnett e Ryan Bingham...

The latest by Mr. Aronofsky



Darren Aronofsky, um dos melhores realizadores da sua geração (a par de Chris Nolan, na minha opinião), surge com The Black Swan... 
Com uma curta filmografia recheada de sucessos, como são os casos de π (1998) - "Pi", a sua primeira longa-metragem - Requiem for a Dream (2000), The Fountain (2006) ou mais recentemente, The Wrestler (2008), Aronofsky criou uma fasquia bem alta para si mesmo.

Não tenho dúvidas que consiga exceder as suas próprias expectativas... o trailer deixa boas indicações disso mesmo!

Com as lindíssimas  Natalie Portman (uma actriz de topo) e Mila Kunis (à procura de reconhecimento)...
e ainda com Vicent Cassel, Barbara Hershey e Wynona Ryder... um dos filmes mais antecipados by your's truly...

Monday, August 23, 2010

Desta vez...

... não perco!

THE WALKMEN


Em Lisboa, no Coliseu dos Recreios, dia 14 de Novembro...
... Para apresentar o seu último álbum intitulado:

Lisbon (2010)

Sunday, August 22, 2010

e já que falamos nos Arcade Fire...


(com um convidado especial)




Não esquecer que este (maravilhoso) grupo estará em Portugal dia 18 de Novembro, para o que será certamente um concerto memorável... NÃO PERCAM!

Light and Day



(Não sei se sentem da mesma maneira... mas isto manda toques Arcade Fire)

Em prol do video "oficial" para este tema, optei por um que consiste numa compilação de momentos retirados do filme Eternal Sunshine of The Spotless Mind (um dos meus favoritos, diga-se), no qual esta música se encontra inserida na banda-sonora! Infelizmente, na conjuntura deste clip, decidem por vezes "inventar" com montagens escusadas (na minha opinião) mas enfim... quero focar na música, que embora não seja evidentemente boa (de uma forma consensual) marca pela diferença!

Saturday, August 21, 2010

Phoenix - Rally

Rally é uma música do grupo francês Phoenix, retirado do álbum It's Never Been like That, editado em 2006.
Uma das coisas interessantes por detrás desta música (num ambito pessoal) é que durante imenso tempo caiu no esquecimento, tendo apenas ressurgido graças à "intervenção" de um blog musical que sigo assiduamente. Ora, como se não bastasse, disponibilizaram Rally num vídeo que compila alguns momentos da série The O.C, série esta de que sou assumidamente fã por diversos motivos, entre os quais banda-sonora (aqui comentada - um dos meus primeiros posts)... Para ajudar à festa, esses momentos são maioritariamente dominados pelo Seth Cohen (representado por Adam Brody), com quem tenho alguma "afinidade"... por motivos que não valem a pena enunciar!
Não sei se pelo vídeo, ou se pela minha "evolução" (ou não)... mas facto é que aparentemente gosto mais da música do que as primeiras vezes que a ouvi, anos atrás! Agora tornou-se quase viciante, dado que não abdico de curtir a malha umas vezes por dia!
Deixo-vos aqui este som pressupondo que irá constar nas vossas futuras playlists!

BTW, os meus agradecimentos ao Feople (isso mesmo! com "f") que tantas vezes contribuem para este tipo de situações!

Friday, August 20, 2010

"Let Me In" (2010) - O Remake Americano


Já aqui comentei, em Novembro do ano passado, o filme sueco Låt den rätte komma in (Let The Right One In no seu titulo em inglês), portanto acedam ao link (aqui) se pretendem ter uma ideia do que se trata... porque o objectivo deste post é focar as atenções no remake que vai sair em Setembro deste ano! 

Embora tenha em consideração que o original (como acontece em maior parte dos casos) é provavelmente melhor, não deixo de ter alguma curiosidade em querer ver a adaptação, ao estilo americano. Infelizmente o realizador (Matt Reeves - responsável por Cloverfield) não oferece muita segurança, mas os papeis protagonistas por outro lado conseguem oferecer algum conforto. 
As crianças, Chloe Moretz (Kick-Ass) e Kodi Smit-Mcphee (The Road) já deixaram boas indicações, e portanto considero este filme (tendo em conta os papeis que estão ao seu cargo) uma boa oportunidade para  continuarem o processo de afirmação! Entretanto, ainda temos o acréscimo de Richard Jenkins (magnifico em The Visitor) e Elias Koteas (outro super actor, destinado a papeis secundários)...

How does it feel... ?


To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
...



A vida tem destas coisas! 

Eu que ouço muito pouco rádio, experimentei uma estação completamente ao acaso e eis que me deparo com este clássico...

Quase me vieram as lágrimas aos olhos de tão envolvido que fiquei de cantar (completamente eufórico) este tema monumental...