by: New Order
Sunday, November 07, 2010
Thursday, November 04, 2010
Os Golpes - G (2010)
Depois de um primeiro álbum intitulado Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco (2009), os Golpes surgem agora com este projecto mais pequeno em termos de duração, mas nem por isso em termos de qualidade. Com cantigas assentes na história e cultura portuguesa, bem como no Portugal de hoje, temos letras que "andam de mão dada" com uma musicalidade instrumental já tão distinta dos Golpes. É sem surpresa que vejo o grupo com uma identidade própria... aliás, no concerto de apresentação do G (2010), acompanhado por um amigo, este comentou comigo o facto de pudermos fechar os olhos e automaticamente saber o que estamos a ouvir. Isso só por si é um feito!
Se me questionarem sobre qual dos dois álbuns prefiro, teria de dizer o primeiro pois gosto de todas as faixas quase de forma igual, contudo, gosto antes de pensar nos dois como uma unidade.
Tornei-me fã deste G, com tempo e dedicação pois no inicio não teve"aquele" impacto brutal que esperava. Posso-vos dizer que foi por isso mesmo que este post demorou a surgir... Sabia que iria desenvolver um maior grau de empatia!
Tenho ouvido o G e ainda tive a oportunidade de ouvir os seus temas ao vivo... naturalmente formulei uma opinião, a meu ver, descartável, por ter noção que estaria sempre na eminência de sofrer algumas transformações. Certo e sabido, assim aconteceu!
O seu single de apresentação, Vá Lá Senhora, é uma grande malha, acompanhada por um vídeo pelo qual nutro bastante simpatia (muito ao género de um anuncio "Superbock"). A participação de Rui Pregal da Cunha (antigo vocalista do grupo Heróis do Mar) acrescenta não só outro tom como também outra mística, pois trata-se de um símbolo do rock português dos anos 80, num claro gesto de passagem de testemunho (pelo menos assim gosto de pensar).
Mas é Território Justo e Tenho Barcos, Tenho Remos que considero serem (além de Vá Lá Senhora) as faixas mais fortes.
A primeira é fenomenal, com uma letra que a mim me diz muito e com um momento que acho delicioso (farei o meu melhor para tentar explicar): quando chega a parte "mas tu já estavas a sangrar..." e entra a segunda voz... isto para mim é sublime! Posso ser o único a partilhar esta opinião... mas mexe imenso comigo! A vontade é cantar de "pulmão cheio" e suster as notas como quem procura que aquela sensação perdure por mais tempo.
Infelizmente não consigo explicar melhor que isto... é daqueles momentos que "se sente", mas explicar torna-se tarefa difícil.
Já a segunda, é a adaptação de um poema com o mesmo nome, de Zeca Afonso. Curiosamente faz-me sentir mais Português! Talvez porque de certa forma evoque os Navegadores e o tempo dos descobrimentos... talvez pela homenagem a um ícone da cultura portuguesa... talvez pelo aproveitamento de uma arte onde o "Português" é especialista desde que há memória (a poesia)... talvez pela magia presente dos trovadores...
Campo de Santa Clara e O Amor Separar-nos-á (na minha óptica) já ficam um pouco aquém das já mencionadas...
A primeira, não me aquece nem arrefece. Vive de pequenos momentos! Principalmente com as guitarras na recta final...
Na segunda a entrada não me cai bem, mas até ao final a própria faixa parece acabar por se "redimir", concluindo em grande estilo!
A primeira, não me aquece nem arrefece. Vive de pequenos momentos! Principalmente com as guitarras na recta final...
Na segunda a entrada não me cai bem, mas até ao final a própria faixa parece acabar por se "redimir", concluindo em grande estilo!
Conclusão: Tendo eu (e os próprios Golpes) colocado a fasquia bastante elevada, acho este G bom pelo simples facto que demonstra a continuidade do grupo bem como a sua aptidão em fazer boa música.
Apesar das inevitáveis comparações com o seu antecessor, continuam a exponenciar o bom que o "roque português" tem para oferecer...
Avé Amor Fúria!
Avé Os Golpes!
Avé Os Golpes!
Se resultou inútil o amor,
se a semente não geminou,
procuro então território justo,
para lá da fronteira da dor
Os caminhos que eu percorri...
da Beira ao Minho...
Eu percorri ... atrás de ti...
Para te ferir, para te moldar....
mas tu já estavas a sangrar...
tu já estavas a sangrar...
Os caminhos que percorri...
da Beira ao Minho...
Eu percorri... atrás de ti...
Para te ferir, para te moldar....
mas tu já estavas a sangrar...
tu já estavas a sangrar...
Pelo caminho de ferro
pela vereda regional
elevas-te és o penedo
lugar do meu salto mortal...
(Território Justo)
Tenho barcos, tenho remos
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte
E não lhe posso chegar
Tenho barcos, tenho remos
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte
E não lhe posso chegar.
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte
E não lhe posso chegar.
Tenho navios no mar
Tenho navios no mar
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte
Não o posso consolar.
Já fui mar já fui navio
Já fui chalupa escaler
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Não o posso consolar.
Já fui mar já fui navio
Já fui chalupa escaler
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Já fui mar já fui navio
Já fui chalupa escaler
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Já fui chalupa escaler
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Só me falta ser mulher
Só me falta... ser mulher....
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Só me falta ser mulher.
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Só me falta ser mulher.
(Tenho Barcos, Tenho Remos)
Wednesday, November 03, 2010
Tuesday, November 02, 2010
É impossivel não me lembrar de Django Reinhardt...
... quando ouço Caravan Palace!
Música electrónica não faz propriamente o meu género, embora haja algumas malhas que goste, bem como grupos que mesclam diferentes estilos, entre os quais constam os "ditos cujos martelinhos". Caravan Palace tem ritmo... é dançável... é alegre... com toques de jazz, música cigana ... muitas vezes metendo um violino um pouco parecido com Stéphane Grappelli... Mas é a guitarra que me chama mais à atenção pois recorda-me instantaneamente o grande Django Reinhardt!

Se calhar por isso é que gosto de Caravan Palace...
Porque evocam dois ícones do jazz...
Deixo-vos aqui dois temas... um dos CP e outro de DR.
Monday, November 01, 2010
I < 3 Michael Scott
(Steve Carell as Michael Scott in the show: The Office)
Adoro o Michael Scott! Acho que é das personagens mais brilhantemente concebidas no mundo da televisão! É uma personagem dotada de uma capacidade capaz de provocar na audiência um misto de sentimentos perante os seus feitos/atitudes. A série onde brilha, The Office (US), é uma das minhas favoritas depois de inicialmente ter começado um bocado mal. Passo a explicar...
The Office é uma série de origem inglesa criada por Ricky Gervais, um dos grandes comediantes contemporâneos, e Stephen Merchant, também ele uma figura emblemática da realidade humorística do Reino Unido! A versão inglesa, composta por apenas duas épocas, deu origem a diversas versões espalhadas um pouco por todo o mundo, sendo a versão americana a mais popular (seguida, claro, da versão original). Um dos grandes factores de sucesso do modelo britânico, além do seu humor e do maravilhoso elenco (onde a estrela cintilante é o próprio autor Gervais, na personificação do patrão David Brent) é o aproveitamento do seu material. Depois de duas épocas repletas de sucesso, Gervais decide colocar um ponto final no seu projecto pois apenas o criara para as respectivas duas seasons. Saber reconhecer a altura apropriada para sair, ainda para mais no topo, é algo que considero ser de louvar.
Uma vez visto The Office (UK), decidi ver a US version para ter um elemento de comparação! No inicio confesso que não gostava muito e estive prestes a desistir ao fim da primeira época. Isto porque a série estava demasiado colada ao material de origem, o que tinha várias atenuantes. Não só oferecia "mais do mesmo", como as ligeiras alterações nesta adaptação americana eram desleixadas e inconsequentes!
Quando o original é fantástico, as adaptações/remakes/reboots tendem sofrer com isso e a sua recepção acaba por não ser muito positiva. Contudo, à medida que a série avançava constatamos que o programa em si começa a ganhar a sua própria identidade, onde não só as personagens mas parte do conceito instala outra dinâmica. Rapidamente tornei-me fã da versão americana, onde hoje em dia afirmo algo que por muitos pode ser considerada uma completa heresia... "não sei qual dos dois modelos prefiro"! Posso argumentar que são ambas distintas de forma a esquivar uma resposta concreta, mas de facto, estão assentes no mesmo estilo! Enquanto a inglesa vale pelo seu brilhantismo e originalidade, a americana prima pela regularidade... aliás... pela qualidade crescente! Vão na sua sétima época e parece que quanto mais vejo, mais apegado fico! Michael Scott então... tornou-se um personal hero em muitos aspectos! É inconveniente, parvo, desleixado... capaz de provocar inúmeras vezes situações de "vergonha alheia"... é porém também uma pessoa de bons princípios e valores, um ser humano de enorme coração, capaz de se destacar em momentos cruciais onde mais ninguém apresenta a mesma capacidade de o acompanhar...
Apenas vendo a série perceberão do que vos falo! Recomendo!
Sunday, October 31, 2010
MADtv: The O.J Simpson Trial
Hoje cheguei a casa e sem saber bem porque lembrei-me de rever alguns sketchs da MADtv. Para os que não sabem, MADtv é um programa de comédia, inspirado na revista MAD, criada nos anos 50. O humor presente nesta revista era/é satírico representado na forma de banda-desenhada. É considerada um dos grandes milestones da cultura americana, tendo merecido a sua adaptação num formato televisivo. O estilo humorista é semelhante em muitos aspectos ao praticado pelo célebre Saturday Night Live... aliás, a meu ver, sempre os vi muito "taco-a-taco" pois sou fã de ambos os seus estilos de comédia. Contudo, no que toca à formação de actores o SNL tem sido claramente predominante tanto em termos de quantidade como qualidade. Também em termos de programa têm sido bastante mais regular, visto que a MADtv nos tempos que correm, desilude bastante! Não só pelo fraco cast, mas também pelo "material", longe do bom nível que nos habituaram noutros tempos.
Seja como for, podemos sempre contar com o material antigo, ainda disponível em grandes quantidades no Youtube.
Ora, um dos meus sketchs favoritos remonta para a primeira season de MADtv e é sobre o julgamento mediático de O.J Simpson (que inclusive teve direito a transmissão televisiva, sendo um dos programas com maior audiência da história do país), algo que continua a levantar bastante polémica nos Estados Unidos. Para os que não sabem, O.J, antiga estrela de futebol americano e actor, foi acusado pelo homicídio da sua mulher juntamente com um "amigo". O que torna este caso tão polémico (segundo dizem) é que as todas provas indicavam O.J como culpado, no entanto, este conseguiu sair ilibado. É mesmo com isso que este sketch faz paródia.
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi isto! Ri-me às gargalhadas com o Orlando Jones (actor responsável por personificar O.J) ao ponto de ficar cansado! Obviamente reencaminhei este "tesourinho" para muitos dos meus amigos, mas não tive a oportunidade de fazer este tipo de divulgação visto que não havia disponível no Youtube.
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi isto! Ri-me às gargalhadas com o Orlando Jones (actor responsável por personificar O.J) ao ponto de ficar cansado! Obviamente reencaminhei este "tesourinho" para muitos dos meus amigos, mas não tive a oportunidade de fazer este tipo de divulgação visto que não havia disponível no Youtube.
Infelizmente não me é possível colocar o vídeo incorporado aqui no blog, portanto façam-me o favor de aceder ao link para irem directos à pagina.
(link)
Saturday, October 30, 2010
Friday, October 29, 2010
The Conversation (1974)
The Conversation (1974) é um filme escrito e realizado por Francis Ford Coppola que conta com Gene Hackman enquanto protagonista. A personagem de Hackman é um perito em vigilância (the best there is), excessivamente cauteloso ao ponto de ser paranóico. Segue um código de conduta que impõe determinadas regras tanto no âmbito profissional como pessoal, visto que na sua linha de trabalho ambas estão intrinsecamente ligadas.
Depois de executada a sua ultima missão, Hackman acaba por ir contra as suas próprias normas, deixando-se envolver no caso... onde não só procurou obter mais informação mas como também intervém.
Conduzido pela sua experiência e instinto, realiza que as aparências (ou neste caso "conversas") iludem, consequentemente entrando numa luta com a sua consciência que o incentiva a ir ao fundo da questão, apenas para fazer uma série de descobertas com as quais não contava...
Argumento brilhante e ainda bastante actual escrito por Coppola, que depois deste sucesso ficou anos sem escrever até o recentemente lançado Tetro (2009). Contudo, pelo meio ficaram outras das suas aclamadas obras, casos das duas restantes partes da trilogia Godfather, bem como Apocalypse Now, The Outsiders ou Rumble Fish. Mais adiante na sua carreira seguiu-se uma fase representativa do seu maior declínio, onde durante anos deixou de fazer jus ao nome que tinha criado para si durante a década de 70 e inicio da década de 80.
Tendo eu tido o privilégio de assistir a uma palestra por parte deste grande ícone do cinema, naturalmente discuti com algumas pessoas o seu percurso enquanto cineasta. A minha mãe, também ela grande apreciadora de cinema, disse logo que Coppola teria-se "vendido" de forma a conseguir sustentar os seus "vícios". Dizem que era de tal forma "ganancioso", que abdicou da componente artística que regia a sua vida, para realizar "tudo e mais alguma coisa" a troco de grandes quantias de dinheiro. Enfim... isto só para vos contextualizar um pouco... voltando a The Conversation.
Além de Hackman contamos com John Cazale (actor nomeado por duas vezes, com apenas 5 filmes em 6 anos de carreira. Todos os 6 obras de topo !! Godfather I, Godfather II, The Conversation, Dog Day Afternoon e The Deer Hunter), Harrison Ford e Robert Duvall num pequeno, mas significativo, papel!
O filme foi distinguido com a Palme D'Or no Festival de Cannes e ainda nomeado para três Oscars nas categorias de Best Picture, Sound e Writing Original Screenplay.
Em 1995 foi seleccionado para preservação na National Film Registry por parte da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, pela sua relevância "cultural, histórica e estética". Acho que isso resume a importância desta longa-metragem...
Nota: Enquanto apreciador de Jazz, deu-me um enorme prazer ver o Gene Hackman fazer-se passar por músico nos seus tempos livres. Várias foram as cenas onde se encontrava agarrado ao saxofone em plenas jam sessions no seu apartamento...
Thursday, October 28, 2010
After Glow
by: Foals
retirado do super álbum - Total Life Forever (2010)
I know I could not last very long at all
Without you here to break my fall
I know I could not stand alone for very long
Without you there to take my coat
'Cause you were better than whatever came before
Before you ran out and left me on the 100th floor
Get out and go and find everyone who cared for you
They won't be there to see you tomorrow
Get out, don't forget everything you cared for
For it won't be nothing more tomorrow
No, I could not do the things I did before
Leave you waiting there by that open door
You were better than whatever came before
Without you here and my heart broken to the core
Get out and go and find everyone who cared for you
They won't be there to see you tomorrow
Get out, don't forget everything you cared for
For it won't be nothing more tomorrow
No, I could not stand to be alone for long
There's something missing in the ever after glow
You were better than whatever came before
Without you here to save me, to save me from the dark
Get out, and go and find everyone who cared for you
They won't be there to see you tomorrow
Get out, don't forget everything you cared for
For it won't be nothing more tomorrow
Wednesday, October 27, 2010
The Color Purple (1985)
The Color Purple (1985) é a adaptação de uma obra literária com o mesmo nome, escrita por Alice Walker. Não posso dizer que conhecia o livro ou o seu impacto na sociedade e "mundo das letras", pois apenas ouvira falar deste enquanto filme.
Sabia que contava com Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Danny Glover . Sabia também que abordava o racismo numa época que não sabia bem remeter (parvo e mal informado como sou pensei para mim: "tempo dos escravos") e que tinha sido uma obra muito bem recebida pela critica. Sabia também que contava com a assinatura de um grande mestre do cinema, Steven Spielberg, numa altura onde este dava os primeiros passos fora do mundo dos blockbusters, por onde teve sucesso durante muitos anos.
O filme encontrava-se à muito pendente e tendo eu mais que tempo livre hoje, decidi dar as 2h30m de atenção! E como valeu a pena!
O filme toma lugar no sul dos Estados Unidos entre o inicio até metade do século XX e conta a história de Celie, uma mulher afro-americana. Desde cedo a vida lhe foi madrasta... Acompanhamos a sua transformação de criança para mulher e pelo caminho testemunhamos os variadíssimos eventos que ocorrem. O parto dos seus filhos e eventual separação destes, o seu casamento com um homem odioso (Danny Glover), a busca incessante pela irmã de que foi forçosamente separada, a chegada de duas personagens femininas que para sempre mudariam a sua vida, entre outros acontecimentos...
Ao longo dos anos (traduzidos na acção muito bem delineada pelo Sr. Spielberg) denotamos a presença vincada de pobreza, racismo e sexismo. Confesso que sempre que pensava no "negro oprimido", imaginava um homem branco como principal responsável. Tão cego fiquei pelos habituais estereótipos que a "História" criou, que já não imaginava ver este tipo de tratamento entre pessoas que sempre foram tomadas em conta como uma unidade, principalmente em tempos de inserção e afirmação na sociedade norte-americana. Acredito também que o filme trata sobre a emancipação da mulher (principalmente a negra) e também redenção! Mantenham em mente que não estamos só a acompanhar a evolução das personagens, mas também a evolução histórica do País, e como tal, deu-me a mim particular interesse ver uma personagem como Sofia, mulher com ideais, muita raça e coragem, maravilhosamente personificada por Oprah Winfrey, num papel que lhe valeu a nomeação para Oscar. E já que mencionei Danny Glover e Oprah, não posso deixar de mencionar Whoopi Goldberg enquanto Celie (de jovem a adulta) e Margaret Avery no papel de Shug Avery. Ambas reconhecidas com uma nomeação por parte da Academia, são do melhor que esta longa-metragem têm para oferecer. Principalmente Whoopi por quem tenho muito respeito. Durante anos tomei-a principalmente por comediante, pois nunca tivera oportunidade de ver Ghost (1990) e The Color Purple, mas sempre ouvira falar das suas capacidades enquanto actriz dramática.
Há momentos que marcam (muitos dos quais acompanhados pela banda-sonora orquestrada pelo lendário Quincy Jones) e que gostaria de vos contar, juntamente com a minha interpretação... mas por não querer adiantar informação em demasia, peço-vos que vejam este filme. Tenho noção que 90% dos casos de posts sobre filmes que aqui escrevo é para incentivar a sua visualização, contudo, não tenho problemas em afirmar que este é um colosso na minha lista de filmes predilectos. Certo que escrevo isto "ainda a quente", mas estou certo que só fico "assim altamente impressionado" quando se trata mesmo de um filme deste calibre. Tenho o cuidado em não confundir um "filme "marcante" com um "bom filme"... mas aqui trata-se de ambos! É uma espécie de conto-de-fadas, que dentro dos seus momentos de tristeza, horror e sofrimento, oferece amor que a ninguém é indiferente! Acima de tudo, é mesmo sobre isso que o filme trata... a vida, amor, compaixão, sacrifício e luta!
Sou um miúdo de "coração mole", mas garanto que é preciso ser-se de "pedra" para não se deixar tocar por esta obra-prima... Fui completamente "atropelado por uma avalanche" de diferentes sentimentos e sensações!
Peço-vos que se ponham à experiência!
Peço-vos que se ponham à experiência!
An Education (2009)
I feel old... but not very wise...
(Carey Mulligan as Jenny Mellor)
Mais uma adaptação de um livro de Nick Horsby, autor inglês conhecido por obras (agora mediáticas) como About a Boy e High Fidelity - ambas adaptadas para o cinema (High Fidelity mereceu inclusive um comentário neste blog).
An Education (2009), filme realizado pela dinamarquesa Lone Scherfig, decorre em Londres no ano 1961 e conta a história de Jenny Mellor (Carey Mulligan), uma jovem inglesa, filha de um pai bastante rígido (Alfred Molina) e uma mãe (Cara Seymour) que, embora pouco participativa, procura ser o ponto de equilíbrio. O estilo de educação tutelada pela personagem de Molina é assente em valores e costumes tradicionais, com esperança que tal educação se traduza no sucesso académico/profissional. Ao longo do filme apercebemos-nos que a implementação de medidas não se deve a uma questão de "herança familiar", mas como protecção de um investimento, ou seja, as suas decisões são acima de tudo influenciadas não pelo seu critério pessoal, mas antes por um critério no qual acredita que apresentará melhores resultados. Jenny, apesar de ser boa aluna, de gozar de um estatuto favorável junto dos professores e de ter as suas amigas, encontra-se oprimida e sufocada durante maior parte do tempo. Uso com cuidado a afirmação "maior parte do tempo" porque existem alturas do dia onde a sua mente e alma viajam através da literatura e música para os mais ínfimos locais, principalmente para França, país que lhe fascina imensamente (inúmeras referencias ao longo de todo o filme denunciam isso). Um dia, após as suas aulas de violoncelo (hobby pelo qual nutre grande amor, mas o seu tempo de prática é altamente condicionado pelo Pai que não vê música como uma prioridade) conhece David Goldman (Peter Sarsgaard), um playboy de charme e elegância que rapidamente cativa a jovem Jenny.
Formado na "escola da vida" (ou seja, sem o tipo de educação a que Jenny tem acesso) David é, apesar de tudo, um homem culto que traz encanto e sabedoria à vida da nossa protagonista. Mas não só! Pouco a pouco começa a proporcionar-lhe os sonhos e experiências que tanto ansiava. Uma vida de glamour, recheada de música (jazz e clássica são os géneros predominantes) , festas, viagens, pessoas e ambientes com toques de burlesco. Por entre estas suas andanças, Jenny deixa-se corromper. Apresenta um declínio acentuado na sua prestação na escola, perde interesse nas pessoas da sua idade, pactua em mentiras e esquemas para levar a vida que quer, entrando mais tarde em conflitos com o seu pai (memorável - para mim - a cena em que Molina fala através da porta com Carey Mulligan). Descobertas serão feitas, lições de vida aprendidas, transformações ocorrerão... enfim...
Quero salientar a prestação de todo o elenco, desde a super-talentosa Mulligan, Sarsgaard até a Dominic Cooper, Emma Thompson e Sally Hawkins (que tem muito pouco "tempo de antena").
Os diálogos são muitos bons e tudo aponta para que a adaptação do livro tenha sido bem efectuada.
Os cenários e guarda-roupa foram algumas das coisas que me agradaram bastante nesta longa-metragem, bem como a banda-sonora (onde predominam temas de Serge Gainsbourg, Mel Tormé, Ray Charles, e outros associados ao jazz e música francesa).
As suas nomeações para a cerimónia dos Oscars (entre outros) justificam-se, estando eu inteiramente convencido que foi um dos melhores de 2009!
Recomendo!
Recomendo!
Tuesday, October 26, 2010
The One and Only...
I Remember You
(2.22 deixa-me completamente arrepiado... esta é sem dúvida um dos melhores temas cantados por NKC)
Sunday, October 24, 2010
Creed
Hoje deu-me para recordar alguns dos meus temas favoritos desta banda que é: Creed
Foi provavelmente no final dos anos 90 que fui "apresentado" a este grupo norte-americano, através do seu single: Higher (e não With Arms Wide Open como tinha escrito previamente). Na altura era um grande sucesso, passando com regularidade na rádio e televisão!
Confesso que não sou um profundo conhecedor dos seus trabalhos... aliás... o meu grau de conhecimento resume-se às músicas que aqui vos vou deixar. Não obstante disso, são temas que me dão imenso prazer recordar, até porque despontam memórias dos meus tempos enquanto adolescente! (acho que nunca cheguei a sair desta fase)
Embora possamos classificar a sua música como Hard-Rock, esta é bastante mais acessível de se ouvir dado os arranjos que lhe conferem uma sonoridade mais comercial. Poderão constatar isso nos seguintes temas que aqui vos deixo...
(entretanto peço desculpa pelos videos com "letras"... era completamente escusado, mas não tive paciência para procurar versões dessas mesmas músicas)
Saturday, October 23, 2010
Brooklyn's Finest (2010) | The Other Guys (2010)

Mais dois filmes que vi recentemente, e que para bem ou para mal, gostaria de partilhar com vocês a minha opinião.
Relativamente ao primeiro, Brooklyn's Finest (2010), trata-te de mais um trabalho do realizador Antoine Fuqua, mais conhecido pela sua grande (e única) obra-prima, Training Day (2001). Desde o lançamento desse filme épico em 2001, que olho para Fuqua com alguma admiração... admiração essa que cedo se desvaneceu, apenas sobrevivendo o respeito que lhe mantenho por esse seu grande filme... contudo, não perdi esperança e atempadamente aguardo o dia em que nos apresente outro projecto que carregue todo o esplendor que Training Day nos trouxe na altura e que ainda perdura!
Achei mesmo que esse dia viria com Brooklyn's Finest. É um policial que parecia manter o mesmo registo sério e escuro da vida dos criminosos e defensores da lei, desta nas ruas de Nova-Iorque. O elenco é forte, sendo naturalmente um ponto-chave do filme. Richard Gere, Ethan Hawke, Don Cheadle e Wesley Snipes... Quatro bons actores que se unificam através de três histórias, que decorrem de forma paralela, tendo obviamente uma ligação que com o decorrer da acção torna-se cada vez mais forte!
Saliento dos quatro actores mencionados, o Wesley Snipes. Não que se tenham evidenciado mais que os outros pela sua prestação, mas pelo simples facto que este é o seu regresso à grande tela depois de uma longa ausência por diversos problemas de ordem pessoal (que inevitavelmente acabam sempre por entrar em conflito com a sua vida profissional). Snipes, que já desempenhou variadíssimos papeis, fosse para representar herói ou vilão, em filmes dramáticos, cómicos ou de acção, é alguém que gosto de ver a trabalhar! Como tal, não podia perder esta oportunidade de o ver de regresso ao meio onde pertence! Isto para dizer que ainda não tinha começado a ver o filme e já partia com "pontos a favor"! O filme lá deu inicio, as personagens iam sendo apresentadas e exploradas, a linha narrativa ia decorrendo e eu estava entretido... mas não estava maravilhado! Longe disso! Eventualmente fui-me apercebendo que na tentativa de fazerem um filme invulgar, fizeram exactamente o aposto! Procurei ser flexível com o argumento e realização, tendo como principal incentivo o nível de representação que estava a testemunhar... mas quem estava eu a enganar? Não estava especialmente encantado (de forma alguma posso dizer que tenha sido mau... but i have seen better days). Talvez um pouco duro com Brooklyn's Finest (admito que talvez de frustrado esteja a "descarregar") quero apelar que vejam o filme e tirem as vossas conclusões... nem que seja para ver estes quatro belíssimos actores contracenarem juntos! E se gostam do Wesley Snipes, então aí é obrigatório! Atentem neste último comentário... o filme é... vá... entre o razoável/bom... mas não era o que eu esperava! Ou melhor... não era ... o que eu queria!
Achei mesmo que esse dia viria com Brooklyn's Finest. É um policial que parecia manter o mesmo registo sério e escuro da vida dos criminosos e defensores da lei, desta nas ruas de Nova-Iorque. O elenco é forte, sendo naturalmente um ponto-chave do filme. Richard Gere, Ethan Hawke, Don Cheadle e Wesley Snipes... Quatro bons actores que se unificam através de três histórias, que decorrem de forma paralela, tendo obviamente uma ligação que com o decorrer da acção torna-se cada vez mais forte!
Saliento dos quatro actores mencionados, o Wesley Snipes. Não que se tenham evidenciado mais que os outros pela sua prestação, mas pelo simples facto que este é o seu regresso à grande tela depois de uma longa ausência por diversos problemas de ordem pessoal (que inevitavelmente acabam sempre por entrar em conflito com a sua vida profissional). Snipes, que já desempenhou variadíssimos papeis, fosse para representar herói ou vilão, em filmes dramáticos, cómicos ou de acção, é alguém que gosto de ver a trabalhar! Como tal, não podia perder esta oportunidade de o ver de regresso ao meio onde pertence! Isto para dizer que ainda não tinha começado a ver o filme e já partia com "pontos a favor"! O filme lá deu inicio, as personagens iam sendo apresentadas e exploradas, a linha narrativa ia decorrendo e eu estava entretido... mas não estava maravilhado! Longe disso! Eventualmente fui-me apercebendo que na tentativa de fazerem um filme invulgar, fizeram exactamente o aposto! Procurei ser flexível com o argumento e realização, tendo como principal incentivo o nível de representação que estava a testemunhar... mas quem estava eu a enganar? Não estava especialmente encantado (de forma alguma posso dizer que tenha sido mau... but i have seen better days). Talvez um pouco duro com Brooklyn's Finest (admito que talvez de frustrado esteja a "descarregar") quero apelar que vejam o filme e tirem as vossas conclusões... nem que seja para ver estes quatro belíssimos actores contracenarem juntos! E se gostam do Wesley Snipes, então aí é obrigatório! Atentem neste último comentário... o filme é... vá... entre o razoável/bom... mas não era o que eu esperava! Ou melhor... não era ... o que eu queria!
O segundo filme, vi ontem no cinema. The Other Guys (2010), é uma comédia realizada por Adam McKay que volta a reunir-se com Will Ferrel depois de já terem colaborado por três vezes (Anchorman, Talladega Nights e Step Brothers). Além de Ferrel contamos ainda com Mark Wahlberg num filme que relata a história de dois policias completamente ofuscados por uma dupla de agentes que mais parecem vedetas de Hollywood! Dwayne "The Rock" Johnson e Samuel L. Jackson são essa dupla respectivamente, que têm uma breve, mas importante participação no filme. São eles que marcam o padrão pelo qual todos os agentes da autoridade se regem. São o exemplo a seguir! Mas isto, de uma forma satirizada! Completamente "bazófias", estas personagens que dominam o ambiente por onde passeiam e onde são sempre o centro das atenções, ilustram o estereotipo típico de policias heróis nos filmes de acção feitos ainda hoje! Salvam sempre o dia, safam-se sempre de situações impossíveis (explosões, tiros à queima-roupa, enfim... tudo o que seja considerado "morte certa"), "sacam" as mulheres mais giras (para não usar outro termo) e ainda têm tempo para serem alvo de homenagens sentidas por parte da cidade, que sofra ou não prejuízos, venera-os!
A personagem de Ferrel está bastante acomodada ao "trabalho de secretária" enquanto Wahlberg anseia pelo seu regresso às ruas, que não acontece por falta de iniciativa do seu parceiro, mas também por um incidente que basicamente o confinou a aquela esquadra. Eventualmente com o afastamento dos policias superstars, abre-se uma vaga para os novos heróis da cidade e como seria de esperar os "outros" (como são intitulados) acabam por a preencher.
Com diálogos hilariantes, algumas cenas surreais e uma boa química entre os protagonistas... temos em The Other Guys uma comédia que acerta na forma como satiriza os buddy cop movies, que hoje em dia já goza do seu próprio genre no cinema.
Recomendo! Certamente fará o serão dos apreciadores do género!
Friday, October 22, 2010
Depósito de Inúteis (2010)
Saiu recentemente uma colectanea musical com vários temas de autoria de bandas pertecentes à editora Amor Fúria!
Nessa colectanea constam grupos como: Os Golpes, Os Velhos, Quais, Verão Azul, Smix Smox Smux, entre outros, sendo por isso "Depósito de Inúteis", um trabalho representativo da "nova onda" de música portuguesa (especialmente focada no "Roque") que atesta a qualidade e potencial dos nossos artistas!
Esta iniciativa está ligada ao projecto Optimus Discos que disponibiliza os albuns em formato mp3 de forma gratuita...

Para fazer o download (legal), bem como ter acesso a informação referente ao making deste disco, visitem o site!
Thursday, October 21, 2010
Como é que ninguém se lembra de os trazer a Portugal?
Palavras para quê?!
Adoro este grupo! Adoro os dois álbuns!
... e fico-me por aqui!
(aguardo ansiosamente que algum "génio" os consiga trazer a Portugal...)
PES 2011 - Jogo e SOUNDTRACK
Ontem joguei pela primeira vez o Pro Evolution Soccer 2011! Como grande maioria dos PES, a tendência é eu odiar a nova versão até me inteirar com as suas alterações! É que até eu me habituar ao jogo, é enervante a quantidade de passes falhados, bolas perdidas ou remates disparatados que faço ao longo dos "90 minutos". Este 2011 então é escandaloso! Quase que se torna hábito afirmar que detesto o jogo... Mas cautela! Já vos falo de lição aprendida, no sentido em que tenho plena noção de que com tempo, irei certamente o adorar (não fosse ele o meu "vídeo-jogo" predilecto).
Uma coisa pelo qual o PES tem claramente mostrado grandes melhorias, é a sua banda-sonora. Outrora "irritante e inconsequente", o "filho prodígio da Konami" tem adoptado outra estratégia relativamente às composições sonoras eleitas para marcar presença nos "tempos parados de menus".
No PES 2010 podíamos contar com artistas/grupos como: Kasabian, Ocean Colour Scene, David Holmes, The Black Kids, Stereophonics, Delphic, Kaiser Chiefs, Klaxons, Keane, Guillemots e os The Courteneers (este último grupo então, foi-me apresentado pelo jogo e tendo me levado à loucura - como aqui demonstrado no blog)
Na edição "deste ano" temos: Crystal Castles, Fever Ray, Passion Pit, Phoenix, The XX, Vampire Weekend e Temper Trap com Sweet Disposition, uma das minhas all time favorites.
Wednesday, October 20, 2010
Youth in Revolt (2010)
Youth in Revolt (2010) é mais uma adaptação de uma obra literária (neste caso é mais um "romance epistolar") com o mesmo nome, escrita por C.D Payne.
A obra conta a história de Nick Twisp (Michael Cera), um rapaz de 16 anos, introvertido por natureza com um conjunto de interesses cultivados fora do comum para alguém da sua idade. Intelectual e forte apreciador de grandes mestres da música e cinema, Nick é um peixe fora d'água quando comparado às pessoas que lhe rodeiam (a começar pela sua família disfuncional).
O seu padrasto - um completo idiota, desempenhado por Zach Galifanakis - por dever dinheiro a um grupo de marinheiros, decide levar mãe (sua namorada) e (respectivo) filho para uma viagem até Oakland onde diz ter uma "casa" de férias. Pouco depois de chegarem, Nick conhece uma rapariga chamada Sheeni (Portia Doubleday em muito bom plano), que muda por completo a sua vida. Ela é gira, inteligente, diferente do que ele está acostumado... e dá-lhe conversa! Naturalmente, Nick fica encantadissimo e com o tempo (apesar de ela na altura estar comprometida) os dois acabam por desenvolver um romance. Entretanto surge um contratempo que exige o regresso de Nick a casa, no entanto, ambos decidem continuar a relação, engendrando pelo meio um plano para que o seu amor não sofra com isso! Estes planos requerem de Nick uma total mudança de atitude, que este está disposto a adoptar! Este rapaz pacato e tímido, para se transformar num bad boy, em ordem de levar os seus planos avante, cria um alter-ego chamado François Dillinger. De bigode, voz "profunda", olhos azuis e atitude transfigurada, Nick/François acelera a acção do filme, que acaba por ganhar outros contornos. Não quero com isto dizer que subitamente o filme melhora quando na verdade, do inicio ao fim é um trabalho regular e divertidissimo!
Com um elenco liderado pelo realizador Miguel Arteta, temos em Michael Cera a representação da figura central.
Cera, que para mim encaixa no perfil de uma linha de actores que desempenham rapazes nerds/tímidos/inseguros, mas ao seu estilo cool e carismáticos - como já nos habituamos a ver Adam Brody (Seth Cohen) ou Jesse Einseberg (The Squid and The Whale, Zombieland ou Adventureland) - está fantástico e bastante convincente na sua personificação de rebeldia! Há detalhes deliciosos, que como é óbvio, não me cabe a mim mencionar para não estragar a visualização desta obra!
Cera, que para mim encaixa no perfil de uma linha de actores que desempenham rapazes nerds/tímidos/inseguros, mas ao seu estilo cool e carismáticos - como já nos habituamos a ver Adam Brody (Seth Cohen) ou Jesse Einseberg (The Squid and The Whale, Zombieland ou Adventureland) - está fantástico e bastante convincente na sua personificação de rebeldia! Há detalhes deliciosos, que como é óbvio, não me cabe a mim mencionar para não estragar a visualização desta obra!
Contem ainda ver (além dos já mencionados) nomes como Ray Liotta, Steve Buscemi e Justin Long...
Recomendo vivamente esta comédia, que se destaca não só pela prestação de Cera mas também pelo humor negro e refrescante presente em cada cena, bem como a sua capacidade de provocar no espectador a reflexão sobre alturas da nossa vida onde gostaríamos de ter a nossa própria criação do "François" para tomar rédeas de determinadas situações!
Tuesday, October 19, 2010
Machete (2010)
Finalmente! Depois de muita espera, vi o (por mim) tão aguardado Machete (2010)!
Incapaz de aguentar mais de um mês para o ver nas salas de cinema, assim que o tive nas minhas mãos não perdi tempo! Os que não fazem ideia do "porquê" para tanto hype à volta deste filme podem ler aqui uma explicação mais detalhada do "conceito" por detrás desta longa-metragem. Caso não tenham paciência para tal, digo-vos apenas que este trabalho ganhou "corpo" graças a um trailer fictício muito popular, integrado no projecto Grindhouse de Tarantino/Rodriguez. Esse trailer conta com Danny Trejo, que em Machete têm o seu primeiro papel enquanto protagonista, o que só por si é um prémio pela sua vasta carreira, sempre na sombra de nomes conhecidos (principalmente no "ramo" de acção).
Em Machete temos a continuação de uma homenagem prestada no projecto Grindhouse aos filmes de "categoria B", tendo sido explorados detalhes mais técnicos como o som/imagem, passando pelo grau de representação e diálogos forçados (com os melhores clichés que existem) e pelas cenas excessivas de acção (que de tão ridículas que são - propositadamente - são divertidas de se ver) e mulheres nuas! No fundo é uma sátira, muito como o filme Black Dynamite (2009) - que tanto gosto de falar - onde a diferença é que "BD" aborda os filmes denominados como black exploitation (ex. Shaft) dos anos 70!
Algo que para mim é fantástico relativamente ao making deste filme, é a criação de um elenco que mistura estilos variados assentes em diferentes categorias e estatuto. Numa narrativa liderada por Danny Trejo, seguem-se actores como Steven Seagal, Robert De Niro, Jessica Alba, Michelle Rodriguez, Jeff Fahey (adoro este gajo!!), Don Johnson (Miami Vice), Lindsay Lohan, Cheech Marin... Um ensemble cast disposto a fazer um filme recheado de absurdidades que o tornam num projecto muito bem executado.
Deixem-se levar pela fantasia e os seus exageros propositados, que apenas servem para evocar um estilo cinematográfico, que embora tenha caído em desuso com tempo, ainda é praticado! E aqui Robert Rodriguez presta-lhe a sua devida homenagem!
Deixo a premissa para o trailer que se segue, mas quero salientar que para melhor compreensão, por favor leiam o meu post sobre a ideia por detrás do filme Machete!
Sunday, October 17, 2010
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