Saturday, November 27, 2010

North by Northwest (1959)



Até há data, provavelmente o meu filme favorito do genial Alfred Hitchcock






Friday, November 26, 2010

"Free Hugs" em Português e em Cascais


O movimento Free Hugs Campaign começou aqui



... e agora Cascais dá "ares da sua graça"
Bela iniciativa!

Thursday, November 25, 2010

O génio de Elliot Smith...





Este senhor é um dos grandes compositores que o mundo se viu privado pelo seu falecimento precoce, com apenas 34 anos. 

Desequilibrado, como muitos génios o são, Elliott Smith deixou para trás bastante trabalho que lhe confere reconhecimento pelo talento musical que ostenta, tanto vocal e instrumentalmente como também na arte da composição. As suas letras (poesia diria) ilustram parte das suas experiências pessoais, medos e preocupações, evidenciando desde logo que a vida não lhe corria de feição... Intranquilidades que ironicamente protagonizaram o seu sucesso na indústria, para a qual se estava nas tintas. Preocupado em fazer boa música, no seu estilo tão único, Elliott permanece como uma figura de culto, vivendo através dos seus trabalhos que "respiram eternidade".

Fiquem com esta grande malha (simplesmente genial - Angeles) de um dos meus intérpretes favoritos desde que me lembro...


Someone's always coming around here trailing some new kill
Says I seen your picture on a hundred dollar bill
And what's a game of chance to you, to him is one
Of real skill
So glad to meet you
Angeles
Picking up the ticket shows there's money to be made
Go on and lose the gamble that's the history of the trade
Did you add up all the cards left to play to zero
And sign up with evil
Angeles
Don't start me trying now u-huh u-huh u-huh
Cos I'm all over it
Angeles
I could make you satisfied in everything you do
All your 'secret wishes' could right now be coming true
And be forever with my poison arms around you
No one's gonna fool around with us
No one's gonna fool around with us
So glad to meet you
Angeles

Wednesday, November 24, 2010

Scott Pilgrim vs The World (2010)



É um filme incrível! Mas incrível incrível! Diferente, fresco, irreverente!  
Scott Pilgrim vs The World (2010) é uma cena inacreditável!
 
Já vi o filme na sexta-feira, no entanto, por preguiça acabei por não escrever nada sobre o filme deixando passar até hoje! Quando isso acontece normalmente acabo por perder interesse e "dou como perdido" o meu comentário... só que neste caso, dada a qualidade do filme e o impacto que teve comigo, era impensável deixar este passar...

Os meus primeiros elogios terão de ir  para o realizador Edgar Wright e para o source material que deu origem a este filme.

O realizador, responsável por Shaun of The Dead (2004) e Hot Fuzz (2007) (duas das minhas comédias favoritas integradas na Blood and Ice Cream trilogy), faz nesta adaptação um trabalho tremendo! Criativo e inteligente, faz uso de uma boa compilação de montagens, incrementando à linha narrativa um óptimo ritmo, que se mantém sempre interessante. Scott Pilgrim é altamente dado ao entretenimento, unindo comédia e acção num estilo muito próprio e inovador, evoca o mundo da banda-desenhada e vídeo-jogos através de múltiplas referências. 

A música também desempenha um papel muito importante na composição da longa-metragem, não só porque o protagonista está integrado numa banda, mas porque essa banda rivaliza com outras quantas. E o engraçado é que as bandas presentes (todas fictícias) tiveram o "material" escrito por nomes como Beck, Brendan Canning e Kevin Drew (dos Broken Social Scene), entre outros.

Apesar de dar maior ênfase à realização e argumento (inspirado na banda-desenhada) o elenco não lhe fica atrás.

Michael Cera (começo a perceber que tudo o que ele faz - excepto Year One - é bom), que assenta muito bem na title character, partilha o espaço na tela com Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Anna Kendrick, Chris Evans (HILARIANTE!), Brandon Routh, Jason Schwartzman... enfim... o supporting cast não acaba e ainda há cameos reservados!

Nota para a banda-sonora incrivel, aposta forte neste filme tendo lançado três álbuns de registos diferentes (como podem constar no link que vos deixei atrás). Nigel Godrich (produtor dos Radiohead), Beck, Metric, Broken Social Scene, Cornelius, Dan the Automator, Kid Koala, Holy Fuck, e David Campbell são alguns dos contribuidores para a banda-sonora.

Sei que negligenciei por completo a sinopse deste filme, mas achei por bem deixar isso para os trailers que se seguem! Recomendo também que acedam ao link para a wikipédia (AQUI!) onde têm informação muito interessante sobre vários aspectos de Scott Pilgrim Vs The World.




Tuesday, November 23, 2010

Life in Film



Um pouco por todo o lado, tenho encontrado este maravilhoso grupo chamado Life in Film (que primeiro me chegou pelas mãos de um amigo que desde logo me avisou para a voz do vocalista)
Infelizmente não encontro nada dos gajos... excepto o MySpace ... 
Álbuns nem vê-los... apenas tenho acesso aos mais que muitos vídeos online no YouTube.

Para já serve... mas quero mais! Se por acaso tiverem acesso a mais alguma coisa deles façam o favor de avisar...

Deixo duas malhas...
- a primeira é uma sessão acústica "postada" por um amigo no FB.
- a segunda é o single de apresentação da banda.

Espero que gostem tanto quanto eu!



Monday, November 22, 2010

Música Clássica

Inspirado pelo Feople (malta responsável por um dos blogs que sigo religiosamente), decidi dedicar um post à música clássica, género de que sou grande apreciador embora não seja o ouvinte mais regular, contudo, é preciso ter em conta que por muitas influências da minha família (principalmente a minha mãe e tios) criei uma natural apetência para de vez em quando treinar o meu ouvido, enquanto me delicio ao som de grandes compositores e cantores/as...

Carl Orff, Maria Callas, Puccini, Lucciano Pavarotti são alguns dos nomes mais ligados às árias, composições e afins que me dão prazer ouvir, enquanto Bach, Mozart, Tchaikovsky, Beethoven, Vivaldi, Giuseppe Verdi, Igor Stravinsky, Richard Wagner, Chopin (tão esmiuçado pela nossa Maria João Pires) e Brahm compõem uma lista de restantes favoritos. Também é verdade que conheço muito pouco além dos nomes que aqui enunciei, no entanto, sinto-me privilegiado por ter tido algum nível de acesso a estes mestres da música enquanto cresci (embora esteja "longe longe longe" de ser algum tipo de perito... volto a repetir: sou antes um mero apreciador que peca por não lhe dar a devida atenção)

Quando ponderei em aqui escrever algo relacionado à música clássica, era única e exclusivamente para falar sobre a minha cantora preferida da área, a fantástica Maria Callas... mas esta iniciativa não se deve apenas à sua qualidade mas também por estar ligada a um dos meus momentos cinematográficos favoritos.

A minha obra de eleição desta incrível intérprete chama-se La Mamma Morta, tema este que ouvi pela primeira vez no filme Philadelphia (1993) - um dos meus favoritos - realizado por Jonathan Demme e protagonizado por Tom Hanks e Denzel Washington. (Recomendo que vejam este filme com alguma urgência e lembrem-se da referência que vos dei relativamente à entrada em cena de La Mamma Morta). Esta música, tão e somente, enalteceu todo um momento que considero um colosso do cinema em geral.  Nunca fiquei eu tão "emocionalmente desequilibrado" com uma cena de representação, tão bem auxiliada por uma voz que  conta um episódio decorrido durante a revolução francesa (no vídeo consta a tradução da letra para que tenham noção do que se trata). Tanto que é inevitável para mim não reagir de forma algo visível sempre que ouço a música.


Tendo eu aproveitado para juntar à Senhora Callas a restante elite musical... quero salientar duas composições de Carl Orff, presentes na infância/juventude de muitos de nós! Falo dos temas O Fortuna (popular no anúncio do aftershave Old Spice) pertencente à cantata Carmina Burana e Gassenhauer (presente em anúncios do whisky JB).



Sunday, November 21, 2010

"Há Conversa" com a minha Mãe...


Maria Viana

Conversa sobre vida, carreira e actualidade!







Ontem na FOX TV...




Não fazia ideia que este filme andava a circular na televisão! É sem dúvida uma grande longa-metragem por parte do realizador Paul Thomas Anderson (um dos meus favoritos), que vê a sua carreira despontar com esta obra.

Hard Eight (1996), ou Sydney como também é conhecido, conta com as presenças de Philipp Baker Hall (um regular nos filmes de P.T Anderson), John C. Reilly, Gwyneth Paltrow e Samuel L. Jackson.

Ponham as vossas mãos neste filme! É fabuloso!

Friday, November 19, 2010

Ainda com a cabeça no Coliseu ...




You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number, I know,
We've been through this before.
Can't you hear me I'm, Pounding on your door
Can't you see me i'm, calling out your name

You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number.
Can't you hear me I'm, bleeding on the wall
Can't you see me I'm, pounding on your door
Can't you hear me when I'm, calling out your name.

When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all
When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all
When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all

You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number, I know,
We've been through this before.
Can't you hear me I'm, beating on the wall
Can't you see me I'm, Pounding on your door

Wednesday, November 17, 2010

Wilderness Downtown


Uma experiência interactiva ao som de Arcade Fire.

Experimentem


(recomenda-se que tenham Google Chrome)

Don't Ask



It's a call
I fell into your arms that night
Don't ask
It's the time we had apart to sort things out
Just don't ask
It's the work you saying you're doing
But baby, I don't even ask
It's the love that came undone between us
and nobody ever asks
There's a place and time for everything I know
Don't ask
But when I'm around you still I lose control
Just don't ask
You suggest the struggle goes both ways
but baby, I don't even ask
I just wish you had a little faith
but I'm learning not to ask


Tuesday, November 16, 2010

Jackass 3D (2010)


Recomendo vivamente que vejam este filme na sala de cinema!

Aqui o 3D de facto acrescenta alguma coisa, contrariamente a muitas outras quantas longas-metragens que tenho visto...

Garanto-vos que vão passar por um misto de emoções, mas maioritariamente.. vão dar uma "granda risada"!

Quem está remotamente familiarizado com a série Jackass sabe o que esperar... 
Os que desconhecem (que deverão ser poucos) por favor façam a devida pesquisa antes de seguirem o meu conselho. Naturalmente recomendo que o vejam em grupo, principalmente os rapazes pois dificilmente isto agradará as raparigas - se bem que na sala havia umas quantas que se divertiram imenso.

Neste terceiro filme inspirado na série criada por Spike Jonze (realizador responsável por obras como Being John Malkovich, Where The Wild Things Are), Jeff Tremaine (realizador desta terceira instalação) e o líder Johnny Knoxville, contamos com a presença da habitual crew de "idiotas", juntamente com alguns convidados, que celebram os 10 anos de aniversário da série! Os créditos finais marcam isso mesmo, acompanhados por uma grande malha dos Weezer chamada Memories, que consta na banda-sonora, mais uma vez fantástica!

Memórias da minha Infância

Há uma iniciativa que está em força no facebook

Em Novembro, mudem a vossa imagem de perfil por uma imagem de banda desenhada, desenhos animados, ou bonecos da vossa infância e convidem os vossos amigos a fazer o mesmo. O objectivo do jogo? Não ver nenhuma cara no "facebook" mas uma verdadeira invasão de lembranças de infância.

Esta iniciativa despontou uma reacção em cadeia por parte de muitos dos meus amigos e verdade seja dita, teve o seu devido efeito. Depois de vistos alguns "profile pics" decidi colocar neste post algumas imagens (e um vídeo) das personagens que mais marcaram a minha infância (sem ordem especifica).

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The Walkmen - os temas que faltaram!





Monday, November 15, 2010

The Walkmen - Coliseu dos Recreios - 14.11.10


Adivinhava-se uma noite mágica no Coliseu dos Recreios, naquilo que foi o regresso dos The Walkmen para apresentar o seu mais recente trabalho, intitulado Lisbon (2010). Naturalmente, havia uma outra mística impregnada neste concerto, pelo facto de o último cd ser inspirado nas "andanças" da banda pela nossa capital.
Não é todos os dias que temos oportunidade de ouvir um projecto tão simbolicamente chegado ao coração dos Portugueses e como tal não me logrei de perder esta oportunidade, digo eu, única!

Casa composta (com a plateia lotada) aguardava a chegada dos norte-americanos, mas antes, houve tempo para ouvir Os Golpes, que no seu próprio espaço e tempo, deram o mote (ao seu estilo) para um excelente serão. Em 45 minutos intensos, os Golpes percorreram uma série de músicas retiradas tanto do álbum Cruz Vermelha sob Fundo Branco (2009), como o recente G (2010). Pude nesse período constatar que as pessoas estão cada vez mais familiarizadas com os Portugueses pela forma como reconhecem as melodias e cantam as letras. Pena que os lugares na plateia fossem sentados, pois a sonoridade d'Os Golpes exige um pouco de "bailarico". Enfim, que eles são bons não me restam dúvidas... Não há muito mais que eu possa acrescentar ao que já foi dito/escrito - inúmeras vezes - antes.

Posto a "sessão de abertura", houve as habituais mudanças no palco e volvidos alguns minutos, eis que entram em cena os Walkmen. O público dá-lhes as boas-vindas de forma efusiva ao que a banda não tarda em responder com uma saudação em Português ("Boa Noite") seguida da música While I Shovel The Snow, retirada do seu projecto mais recente. Logo aqui podemos constatar a força que este seu novo álbum ganha ao vivo. É que Lisbon, para os que ainda não ouviram, mantém um registo soft, talvez o mais soft de toda a sua discografia, contudo, a sua sonoridade transfigura-se no palco ganhando outra força... outra dinâmica! Isso ficou bem explicito por todo o concerto, onde Lisbon foi o cd mais representado da noite, com músicas tais como Angela Surf City, Blue as Your Blood, Victory ou a mais triste (segundo Hamilton) Woe is Me, curiosamente detentora de uma melodia que contrasta com a letra.

Pelos raids feitos entre Bows and Arrows (2004), A Hundred Miles Off (2006), You and Me (2008) e afins, Hamilton Leithauser deliciou a plateia com a sua entrega em palco e com a sua voz electrizante (que para mim tem um trave de Bob Dylan "arockalhado"). Mas o protagonismo não se ficou apenas por Hamilton, pois o resto da banda esteve sempre à altura... principalmente Matt Barrick que freneticamente "espancou" a bateria de uma forma impressionante!

Ao fim de pouco mais de uma hora, veio o encore com Donde Esta La Playa, I Lost You e We've Been Had, esta última a ser coroada com muitos aplausos, em jeito de "Até Breve".

Foi sem dúvida um concerto memorável que carrego comigo para toda uma eternidade... mesmo apesar de terem sido excluídas do reportório para a noite, alguns dos meus temas favoritos...

Ficaram por tocar as seguintes (de acordo com as minhas preferências):

Little House of Savages | What's In It For Me | Emma, Get Me a Lemon

mas é com The Rat que dou por terminada a minha última contribuição do dia




Momento Alto na Luz


Se ele marca a casa vai abaixo...

(e não é que marcou mesmo?)

Sunday, November 14, 2010

Saturday, November 13, 2010

The Social Network (2010)


Um dos melhores filmes que tive o prazer de ver este ano, The Social Network (2010), baseado na obra The Accidental Billionaires de Ben Mezrich, conta a história da fundação da rede social Facebook, incidindo sobre uma série de personagens influentes na sua criação, expansão e nos seus eventuais (vá, chamemos-lhes assim) "problemas jurídicos".

Realizado por David Fincher, com argumento escrito por Aaron Sorkin (merece grande reconhecimento), o filme foca principalmente sob Mark Zuckerberg, a "mente por detrás" do FB. A colocação das aspas não acontece por acaso visto que pode ser considerado discutível o facto da ideia ser da sua autoria ou não. Não estou a constatar a minha opinião... até porque esta ainda está em conflito consigo mesmo! Parece-me uma disputa muito ao estilo de Steve Job vs Bill Gates... mas enfim... já me estou a desviar do filme.

Jesse Einsenberg (um dos grandes talentos emergentes de Hollywood) assume as despesas da casa representando Zuckerberg, enquanto Andrew Garfield (o nosso novo Peter Parker) e Justin Timberlake desempenham Eduardo Saverin (Facebook Co-Founder & CFO) e Sean Parker respectivamente.

Talvez um pouco exagerado, como muitos dos seus protagonistas na vida real o dizem, The Social Network oferece uma visão mais glamorous (e até sensual) do dia-a-dia universitário. Conjugando isso com diálogos fantásticos e uma interpretação de luxo por parte de Einsenberg, a história, que sem ver o filme aparenta ter contornos relativamente interessantes, torna-se numa obra de duas horas incríveis de se ver!

É impressionante todo o desenlace da criação do Facebook pela forma como se tornou num negócio milionário assente na traição, ganância mas também na genialidade e muito trabalho/dedicação.
Ahhh... Entretanto, por entre as descobertas que fiz, foi com alguma surpresa que vi Sean Parker, criador do Napster (um dos programas que mais marcou a sociedade contemporânea e a minha juventude por tabela!) ser uma peça influente no FB.

Sério candidato a uma série de nomeações para Oscar, The Social Network é um filme a não perder!

Interpol - Campo Pequeno - 12.11.10


Cansado, desidratado, mal-disposto e com dificuldades para cantar... dirigi-me atrasado (perdi os Surfer Blood, a banda de abertura) ao Campo Pequeno onde me esperavam os Interpol. Tudo fruto de uma noite de quinta-feira que me deixou completamente de rastos e que quase comprometia a minha ida ao concerto. Felizmente cheguei mesmo a tempo de ouvir Paul Banks e companhia abrir o espectáculo com Narc.

No concerto ficou demonstrou o porquê do crescimento desta banda que ao fim de quatro álbuns, dizem os "peritos", parece estar mais madura. Passei por uma experiência única que foi ouvir os temas do novo álbum (homónimo) pela primeira vez ao vivo! Não fiz o devido trabalho de casa para estar melhor preparado, mas não sinto que tenha saído prejudicado por isso.

A noite de ontem apenas pecou - além da minha condição física/psicológica, pela ausência da música Evil, talvez o minha favorita do grupo. E como tal, é essa mesmo que deixo a acompanhar este texto, juntamente com o link da revista Blitz para a critica do concerto (na qual eu subscrevo) !



Friday, November 12, 2010

We All Want To Be Young


Deparei-me com este vídeo no blog de um amigo meu e tive que partilhar! Além de ser um excelente exercício de reflexão sobre a juventude e todas as suas épocas/fases/camadas, é também uma montagem fantástica com referencias cinematográficas e musicais de muito bom gosto! Recomendo portanto que dediquem algum do vosso tempo para ver este vídeo com atenção!

Thursday, November 11, 2010

Beach House


Aqui vai um pequeno desabafo...

Estou no trabalho a ouvir Teen Dream (2009) dos Beach House e curiosamente estou a "senti-lo" de forma diferente...
Já gostava imenso da banda e achava o álbum sublime... mas acho que o facto de os ter visto ao vivo no SBSR mudou a forma como aprecio a sua sonoridade... Passei a gostar mais!






Tuesday, November 09, 2010

Moral no Futebol

 (dado a um erro crasso da minha parte, por estar mal informado, fiz uma rectificação no texto que se segue)

Dois dias passaram desde o massacre no Dragão, onde vi o Benfica levar cinco do seu eterno rival, o Futebol Clube do Porto.
Esse jogo gerou bastante desconforto no seio Benfiquista, que viu as suas fragilidades serem expostas, levando muitos a reconhecer o poderio do primeiro classificado.

Naturalmente, este tipo de resultado (ainda para mais frente à equipa que foi) acarta com algumas consequências... Uma delas é termos os sportinguistas todos "à perna", com comentários depreciativos em busca de denegrir a imagem do nosso clube bem como o nosso ego.

É para esses "anti-benfiquistas" que vai este post.



Não percebo de todo a vossa moral! Do ano passado para cá vimos três equipa técnicas diferentes (P.Bento/C.Carvalhal/P.Sérgio) na esperança de "abanar" o plantel, apenas para chegarmos à conclusão que não é o treinador que vai fazer milagres com aquela equipa! Derrota atrás de derrota, empate atrás de empate, o Sporting Clube de Portugal tem demonstrado sérias dificuldades em manter um nível positivo, seja na gestão do clube ou do seu departamento "futebolístico". Até as modalidades parecem se ressentir desta fase negativa que os Lagartos atravessam (digo eu, sem ter feito a devida pesquisa). O pior é que afigura-se algo mais que uma "fase", levando alguns inclusive a fazer comparações com uma equipa histórica da Premier League, que outrora um grande, hoje é um clube do "meio da tabela". Falo do Liverpool, que como todos sabemos, está a praticar talvez a sua pior época de sempre. Seja como for, mesmo o Liverpool apresenta determinadas condições que estão fora do alcance do Sporting, nomeadamente a "Marca". O clube da cidade dos Beatles vale milhões, enquanto que o Sporting não consegue ter fontes de rendimento elevadas além da venda dos excelentes jogadores que a sua academia produz, algo que infelizmente para eles, não é suficiente para manter um nivel equilibrado. Ainda para mais, essa necessidade de vender as suas "jóias", não lhes permite construir uma equipa competitiva com talento jovem, sendo portanto obrigados a "conformarem-se" com mediocridade. Logo aqui o cenário a médio/longo prazo é tenebroso... mas mesmo assim não seria o mesmo se não pudessem apontar o dedo ao Benfica, quase como querendo desviar as atenções da sua própria condição miserável. 

Mas falemos mais de resultados...
Muito gostaram eles da nossa derrota frente ao FCP... mas esquecem-se que ainda há pouco tempo foram goleados por uma equipa belga sem argumentos. Mas verdade seja dita... cada jogo tem a sua história! Episódios destes sucedem-se a todas as equipas de futebol no mundo, sem excepção, contudo, com o Sporting parece haver uma maior regularidade no que toca estes "feitos desportivos". Ainda ontem assistimos a uma derrota épica, onde após estarem a vencer o Vitória de Guimarães por 2-0, acabam por perder 3-2, tendo este resultado remetido a equipa Leonina para o sexto lugar da tabela classificativa! SEXTO! E estamos perto de Dezembro!!

O Benfica pode ter sido "encavado" pelo FCP, vencedor inquestionável do clássico e neste momento a equipa mais forte do campeonato... mas o Sporting mesmo quando ganha é a vergonha da nossa liga, pelo fraco futebol que pratica e pelos resultados que cada vez mais parecem assentar naquilo que deveriam ser as nossas expectativas desse clube! Aliás, podem todos constatar isso pela forma como os adeptos perdem interesse na sua própria equipa, e como os rivais já nem se dão ao trabalho de sequer comentar (quanto mais tentar gozar... seria demasiado fácil!)

Em suma, falta-vos muita moral e até vou mais longe dizendo que prescindem do vosso direito em espezinhar o adversário quando são uma "anedota" quase equiparada ao estado em que o nosso País se encontra! E até me submeto à resposta mais óbvia a esta insinuação que é algo semelhante a "vocês também não podem falar muito", juntamente com memórias de um ou mesmo vários episódios do passado. Digo-vos que provavelmente nessas alturas manteria a minha boca calada se a situação assim o justifica-se! Aconselho-vos a fazer o mesmo!

Para concluir, quero relembrar esses "anti-benfiquistas" que não é por acaso que somos o clube com mais títulos na história do futebol Português... não é por acaso que somos um dos nomes mais respeitados na Europa (ou melhor, no MUNDO) e não é para efeitos decorativos que carregamos o "escudo" na manga esquerda da nossa camisola!



SOMOS OS CAMPEÕES EM TÍTULO MEUS AMIGOS!
NÃO SE ESQUEÇAM DISSO!

Thursday, November 04, 2010

Os Golpes - G (2010)



Depois de um primeiro álbum intitulado Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco (2009), os Golpes surgem agora com este projecto mais pequeno em termos de duração, mas nem por isso em termos de qualidade. Com cantigas assentes na história e cultura portuguesa, bem como no Portugal de hoje, temos letras que "andam de mão dada" com uma musicalidade instrumental já tão distinta dos Golpes. É sem surpresa que vejo o grupo com uma identidade própria... aliás, no concerto de apresentação do G (2010), acompanhado por um amigo, este comentou comigo o facto de pudermos fechar os olhos e automaticamente saber o que estamos a ouvir. Isso só por si é um feito!

Se me questionarem sobre qual dos dois álbuns prefiro, teria de dizer o primeiro pois gosto de todas as faixas quase de forma igual, contudo, gosto antes de pensar nos dois como uma unidade.

Tornei-me fã deste G, com tempo e dedicação pois no inicio não teve"aquele" impacto brutal que esperava. Posso-vos dizer que foi por isso mesmo que este post demorou a surgir... Sabia que iria desenvolver um maior grau de empatia!

Tenho ouvido o G e ainda tive a oportunidade de ouvir os seus temas ao vivo... naturalmente formulei uma opinião, a meu ver, descartável, por ter noção que estaria sempre na eminência de sofrer algumas transformações. Certo e sabido, assim aconteceu!

O seu single de apresentação, Vá Lá Senhora, é uma grande malha, acompanhada por um vídeo pelo qual nutro bastante simpatia (muito ao género de um anuncio "Superbock"). A participação de Rui Pregal da Cunha (antigo vocalista do grupo Heróis do Mar) acrescenta não só outro tom como também outra mística, pois trata-se de um símbolo do rock português dos anos 80, num claro gesto de passagem de testemunho (pelo menos assim gosto de pensar).

Mas é Território Justo e Tenho Barcos, Tenho Remos que considero serem (além de Vá Lá Senhora) as faixas mais fortes.

A primeira é fenomenal, com uma letra que a mim me diz muito e com um momento que acho delicioso (farei o meu melhor para tentar explicar): quando chega a parte "mas tu já estavas a sangrar..." e entra a segunda voz... isto para mim é sublime! Posso ser o único a partilhar esta opinião... mas mexe imenso comigo! A vontade é cantar de "pulmão cheio" e suster as notas como quem procura que aquela sensação perdure por mais tempo.
Infelizmente não consigo explicar melhor que isto... é daqueles momentos que "se sente", mas explicar torna-se tarefa difícil.

Já a segunda, é a adaptação de um poema com o mesmo nome, de Zeca Afonso. Curiosamente faz-me sentir mais Português! Talvez porque de certa forma evoque os Navegadores e o tempo dos descobrimentos... talvez pela homenagem a um ícone da cultura portuguesa... talvez pelo aproveitamento de uma arte onde o "Português" é especialista desde que há memória (a poesia)... talvez pela magia presente dos trovadores...

Campo de Santa Clara e O Amor Separar-nos-á (na minha óptica) já ficam um pouco aquém das já mencionadas...

A primeira, não me aquece nem arrefece. Vive de pequenos momentos! Principalmente com as guitarras na recta final...
Na segunda a entrada não me cai bem, mas até ao final a própria faixa parece acabar por se "redimir", concluindo em grande estilo!

No que toca o instrumental, se comparados, prevalecem os do primeiro álbum, mas quem sabe... talvez o "novo" venha a crescer...

Conclusão: Tendo eu (e os próprios Golpes) colocado a fasquia bastante elevada, acho este G bom pelo simples facto que demonstra a continuidade do grupo bem como a sua aptidão em fazer boa música.

Apesar das inevitáveis comparações com o seu antecessor, continuam a exponenciar o bom que o "roque português" tem para oferecer...

Avé Amor Fúria!
Avé Os Golpes!



Se resultou inútil o amor,
se a semente não geminou,
procuro então território justo,
para lá da fronteira da dor

Os caminhos que eu percorri...
da Beira ao Minho...
Eu percorri ... atrás de ti...
Para te ferir, para te moldar....
mas tu já estavas a sangrar...
tu já estavas a sangrar...

Os caminhos que percorri...

da Beira ao Minho...
Eu percorri... atrás de ti...

Para te ferir, para te moldar....
mas tu já estavas a sangrar...
tu já estavas a sangrar...

Pelo caminho de ferro
pela vereda regional
elevas-te és o penedo
lugar do meu salto mortal... 

(Território Justo)



Tenho barcos, tenho remos
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte
E não lhe posso chegar

Tenho barcos, tenho remos 
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte
E não lhe posso chegar.

Tenho navios no mar
Tenho navios no mar
Tenho amor ali defronte 
Não o posso consolar.  

Já fui mar já fui navio
Já fui chalupa escaler
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
 
Já fui mar já fui navio
Já fui chalupa escaler
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.

Só me falta ser mulher
Só me falta... ser mulher....

 Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher.
Já fui moço, já sou homem
Só me falta ser mulher. 

 (Tenho Barcos, Tenho Remos)