Friday, December 10, 2010

Choo Choo


by: Arctic Monkeys

(como é que este tema não foi lançado num cd... permanece um grande mistério! great track)

Quero ver "The Beaver"


Acredito que isto seja um filme que divide muitas pessoas...

Primeiro porque a premissa corre o risco de parecer ridicula... mas eu acho interessante!
Depois porque conta com o Mel Gibson no papel principal... e como se sabe... parece que ele perdeu a cabeça!

Seja como for, eu sou grande adepto do Mel, bem como da Jodie Foster. Ela além do seu papel enquanto actriz, é também a realizadora e isso já é razão de querer ver como é que ela se porta por detrás da câmara... 

Thursday, December 09, 2010

Bad Influence


Eu há muito que ando a adiar uma rubrica aqui neste blog, em que semanalmente faço um post sobre um dos meus guitarristas favoritos. E não é hoje que vou começar, mas posso-vos adiantar já o seguinte: Robert Cray é sem dúvida um dos eleitos. E hoje apeteceu-me partilhar uma malha dele. É discreta mas não deixa de ser uma composição interessante até porque há quem se consiga identificar com ela. Blues tem disto... é um estilo que parece estar para os Americanos, como o Fado está para os Portugueses. Contam histórias, muitas delas sobre os dissabores da vida. Neste caso foca as relações amorosas, ou melhor, uma relação amorosa. A escolha recaiu sobre este tema apenas por ser das músicas do Sr. Cray que mais gosto... porque interesso-me sempre no que o homem tem para dizer.

Wednesday, December 08, 2010

Herbie Hancock @ Campo Pequeno - 07.12.10




Ontem tive a enorme felicidade de poder marcar presença no Campo Pequeno para assistir a um concerto de Herbie Hancock! Embora não seja propriamente o seu fã nº 1, reconheço-lhe o devido talento e influência no cenário musical, nomeadamente na conversão do Jazz para um misto que funde Soul, Funk, Hip-Hop e música electrónica. Podemos dizer que é um todo-o-terreno, que sempre se procurou destacar pelas experiências... e parece que aos 70 anos, embora tendo abrandado um pouco o seu ritmo, não abdica da procura de inovação.

Começou a sobressair-se junto de Miles Davis, uma das figuras incontornáveis do jazz, que também ele à semelhança de Hancock, era dado às experiências... sendo responsável por um movimento de fusão do hip-hop com o jazz... Hancock porém, trouxe outras coisas para cima da mesa... nomeadamente os sintetizadores, o seu "instrumento imagem de marca" (se é que podemos recorrer de tal definição). Com este acréscimo (entre outros) conseguiu converter o jazz para um estilo mais próximo do "comercial", tendo com isto atingido sucesso imediato, que estendendo-se aos dias de hoje, o tornaram um dos músicos mais reconhecidos mundialmente.

Ontem esteve em Lisboa para promover o seu mais recente álbum intitulado The Imagine Project, uma clara homenagem a um dos maiores compositores que passeou o mundo, o lendário John Lennon. 
Lennon como se sabe, era um activista! Um defensor do equilíbrio, da justiça e paz. Usando o antigo Beatle como principal referência, os músicos em palco procuraram através da música propagar esses princípios, salientando que é fundamental a união do mundo, algo que depois da abertura do concerto, o próprio Hancock destacou no momento em que se dirigiu ao público, tendo este feito questão em demonstrar apreciação pelo seu esforço tão bem intencionado.

Continuou então o resto do concerto, que até metade não me estava a cair muito bem. Não digo que não fosse bom, apenas não fazia muito o meu género, tal forma era mesclada a música... 
Perdi-me inúmeras vezes, tendo decidido a certa altura focar-me singularmente em alguns membros da banda de forma a conseguir fazer uma avaliação mais precisa do que estava em palco. 
A banda é boa (e nisto incluo Kristina Train, cantora convidada a acompanhar a digressão)... não há dúvidas disso, mas há um membro que se destaca claramente, a quem responsabilizo a subida de produtividade na segunda metade do concerto. Falo do teclista Greg Phillinganes que além de bom músico, demonstrou ser um "braço direito" de Hancock pela forma como assumiu liderança em palco e como criou desde cedo empatia com a audiência. Ah! e o melhor estava para vir! Philinganes reservava um talento que muitos pareciam desconhecer, mas Hancock bem nos avisou... o homem canta!

Seguiram-se outras músicas, na maioria reinventações de temas como Don't Give Up (popularizado num dueto por Kate Bush e Peter Gabriel), So What (um clássico do Jazz, interpretado por vários mas imortalizado por Miles Davis) ou Imagine de Lennon. Esta última, achei talvez um tanto pouco insípida apesar do esforço em quererem centrar uma homenagem (muito apropriada convenhamos) ao seu autor. Imagine é uma das minhas composições favoritas, e não querendo dizer que deveria ser um tema intocável, sou da opinião que os arranjos proporcionados por "Hancock e companhia" dão-lhe uma condição débil (atenção: a minha opinião é suspeita). 

Houve ainda tempo para uma medley composta pela junção de dois temas... The Times They Are a-Changin' (Bob Dylan) e A Change is Gonna Come (Sam Cooke). Ambas as músicas escritas sob o signo da revolução e defesa dos direitos humanos, marcam um dos momentos altos da noite com Greg Philinganes a brilhar com o seu imenso (e portentoso) vozeirão, que além de criar um ambiente electrizante (as pessoas estavam completamente rendidas ao seu talento), até pareceu intimidar a jovem Kristina Train, também ela detentora de uma belíssima voz.

Ao fim de quê? 2 horas de concerto? (perdi noção do tempo) deu-se a "despedida" que minutos depois deu espaço ao habitual encore. Com o fim deste, Herbie Hancock e os restantes elementos saúdam o público ao som de Rockit, um dos seus grandes clássicos mais ligados ao hip-hop e electrónica (melhor som para breakdance, não há!). As pessoas ali presentes estão completamente em êxtase, principalmente devido ao último reduto do espectáculo que foi de facto mais intenso e colorido.

Não havendo ainda muito na net disponivel, deixo-vos Rockit e A Change is Gonna Come (muito semelhante ao que tivemos oportunidade de ver no Campo Pequeno).




Concerto - SOS Racismo


 Começa hoje no Clube Ferroviário, em Lisboa.

Presenças de Maria Viana & Daniel Hewson, J.P Simões, King Mokadi, entre outros.

info aqui
[1] [2] [3]

You May Say I'm a Dreamer...


... But I'm Not The Only One...

- 30 anos depois -


Sunday, December 05, 2010

Temas que marcam tempos!

Inicialmente este post era para ser única e exclusivamente dedicado à partilha do tema All My Friends
Isto é algo que acontece pela terceira ou quarta vez neste espaço, mas desta com um propósito que vai além fronteiras da mera colocação do vídeo. Agora o objectivo seria de falar da importância da música na nossa sociedade musicalmente contemporânea, inclusive partilhando a letra escrita por James Murphy, que oferece, de uma forma bastante profunda diria eu, uma visão do "crescimento" (entre outros temas). 

All My Friends descreve diferentes fases da nossa vida... de quando um jovem se torna adulto e quando tenta agir em conformidade com aquilo que supostamente lhe é exigido. E pelo caminho ficam as experiências, as lembranças, as boas (mas também muito importantes) más decisões... que fazem de nós aquilo que somos... longe de sermos um produto acabado é certo, mas cada vez mais perto daquela que será porventura a nossa "identidade"... Seja como for, nesta fase mais conhecida como emerging adulthood, olhamos em retrospectiva para todos os nossos feitos e sabemos que por entre todas as incertezas que a vida nos oferece, podemos-nos fiar na certeza de termos "todos os nossos amigos" para nos acompanhar. Esta é uma das várias leituras que faço da música, sabendo que não se restringe a uma situação em concreto pois a reflexão aqui feita (por J.Murphy) incide no fundo sobre a  "vida" (por muito vago que esteja a ser com o termo, acho que ouvindo a letra, percebem o que quero dizer). 


Ficaria-me por aqui, contudo, optei por estender essa menção honrosa a All My Friends, a outros dois temas, para mim de igual importância. Falo de This Modern Love, propositadamente deixada de parte no post referente aos Bloc Party e Sweet Disposition dos Temper Trap (esta é uma música pela qual quase me auto-proclamo como a pessoa que a "espalhou", pois ainda não se ouvia falar de Temper Trap, já eu tinha conhecimento da existência dessa música. É daquelas coisas que estupidamente gosto de me vangloriar)

All My Friends/This Modern Love/Sweet Disposition estão para LCD Soundsystem/Bloc Party/Temper Trap respectivamente, como Bohemian Rhapsody está para os Queen ou Stairway to Heaven está para os Led Zeppelin, ou seja, ostentam do estatuto das suas grandes obras-primas.
São os temas que os definem enquanto bandas e que marcam não só a época em que nascem (claramente entre os melhores temas dos anos 00), mas toda a geração que os ouve, e arrisco-me a dizer, toda uma eternidade. São as músicas que ficam para a história! E claramente constam na banda-sonora da minha vida  não só pela presença assídua, mas  também pela importância emocional nas verdades que relatam e naquilo que ensinam/relembram...



That's how it starts
We go back to your house
We check the charts
And start to figure it out
And if it's crowded, all the better
Because we know we're gonna be up late
But if you're worried about the weather
Then you picked the wrong place to stay
That's how it starts

And so it starts
You switch the engine on
We set controls for the heart of the sun
One of the ways we show our age
And if the sun comes up, if the sun comes up, if the sun comes up
And I still don't wanna stagger home
Then it's the memory of our betters
That are keeping us on our feet


You spent the first five years trying to get with the plan
And the next five years trying to be with your friends again
You're talking 45 turns just as fast as you can
Yeah, I know it gets tired, but it's better when we pretend

It comes apart
The way it does in bad films
Except in parts
When the moral kicks in
Though when we're running out of the drugs
And the conversation's winding away
I wouldn't trade one stupid decision
For another five years of life

You drop the first ten years just as fast as you can
And the next ten people who are trying to be polite
When you're blowing eighty-five days in the middle of France
Yeah, I know it gets tired only where are your friends tonight

And to tell the truth
Oh, this could be the last time
So here we go
Like a sales force into the night
And if I made a fool, if I made a fool, if I made a fool
on the road, there's always this
And if I'm sewn into submission
I can still come home to this

And with a face like a dad and a laughable stand
You can sleep on the plane or review what you said
When you're drunk and the kids leave impossible tasks
You think over and over, "hey, I'm finally dead."
Oh, if the trip and the plan come apart in your hand
Tou look contorted on yourself your ridiculous prop
You forgot what you meant when you read what you said
And you always knew you were tired, but then
Where are your friends tonight

Where are your friends tonight
Where are your friends tonight

If I could see all my friends tonight









Oh Me



Saturday, December 04, 2010

Relembrar "Silent Alarm"



1. Like Eating Glass
2. Helicopter
3. Positive Tension
4. Banquet
5. Blue Light
6. She's Hearing Voices 
7. This Modern Love
8. Pioneers
9. Price of Gas
10. So Here We Are
11. Luno 
12. Plans
13. Compliments 


Um pouco à semelhança do que escrevi sobre os The Killers, irei fazer o mesmo com os Bloc Party. Digo isto tendo por base dos meus argumentos o facto de, depois de um primeiro album espectacular, nunca mais terem conseguido retomar um caminho que parecia altamente promissor (embora goste de A Weekend in The City e Intimacy, este último tendo levado mais tempo do que é normal a apreciar, sendo uma grande influência o concerto que vi em Portimão para a minha "aceitação").

Existe contudo uma enorme diferença no que toca o impacto que as bandas (Killers e Bloc) tiveram em mim. Enquanto Hot Fuss marcou uma época/ano, Silent Alarm (2005) é daqueles álbuns que marca uma vida! Sem falhas absolutamente nenhumas, é um dos meus cd's favoritos que do principio ao fim evocam diferentes fases, momentos e sentimentos... sejam através das baladas This Modern Love ou Blue Light... ou através de temas mais mexidos, impregnados de juventude e histórias como Helicopter e Banquet.
Em total sintonia, todos os membros do grupo são fortes no seu contributo. Adoro a velocidade de execução e violência com que Matt Tong ataca a bateria, adoro a forma como Kele se entrega às suas letras, os riffs de guitarra fortíssimos de Russ Lissack  e o ritmo imposto pelo baixo de Gordon Moakes. Juntos fazem uma unidade excepcional que na procura de se distinguirem (cedo demais) tentaram alternar no seu estilo como quem diz que não estão ali para tocar sempre as mesmas coisas. 

Aprecio a tomada de riscos, mas acho que neste caso não surtiu o devido efeito, tendo com isto perdido parte da sua legião de fãs! Depois disto seguiu-se o desmoronamento da banda com a decisão de Kele em enveredar uma carreira a solo, onde a electrónica predomina de forma acérrima, mas sem encantar (mas aqui a minha opinião é suspeita visto que não sou o maior fã desse estilo musical).

Posto isto, quero concluir esta espécie de tributo (quase nostálgico) ao colosso indie que é Silent Alarm, primogénito de uma banda que levo comigo no coração e, claro está, no meu iPod!






Friday, December 03, 2010

Unstoppable (2010)



Belíssimo "filme pipoca"! Um blockbuster de final de ano com o selo de qualidade Tony Scott (algo que para muitos podem nem valer de nada, depois do recente fracasso - segundo os "entendidos" - que foi The Taking of Pelham 123)!

Eu que até há pouco tempo não estava nada entusiasmado com o filme (o trailer pareceu deixar muito a desejar), dei por mim a mudar subitamente de opinião quando comecei a ler algumas das criticas... 
Foi o consenso geral do site RottenTomatoes que me convenceu ao dizer que este era talvez o melhor filme de T.Scott em anos! 

Ora, acho isto talvez um pouco descabido... a não ser que se estejam apenas a referir à parte técnica, porque de facto este filme está impecavelmente bem executado, no entanto, em termos "gerais" continuo a achar Man On Fire (2004) um trabalho mais "à frente" - isto para não falar dos mais antigos como The Last Boy Scout  (1991) ou True Romance (1993)! Seja como for, as boas criticas fazem-lhe jus! 

Unstoppable (2010), que é baseado numa história verídica, consegue fazer proveito de um argumento "banal" (não é que haja muito de banal num comboio descontrolado... mas é um pouco como ver uma peça mediática no telejornal e decidir transforma-la num filme) acrescentando-lhe (em doses certas) algum "exagero" de forma a tornar a acção mais interessante! Eu pelo menos assim achei... Nunca deixei de estar entretido e mesmo já sabendo o desfecho do filme, envolvi-me com a narrativa e as suas personagens de uma forma bastante intensa... mérito de Scott mas também da dupla Denzel Washington e Chris Pine que nos arrastam para os seus dramas pessoais inseridos num ambiente onde o terror do "comboio à solta" é o que define o ritmo (acelerado) do filme.

Seguem-se algumas criticas que na minha opinião resumem (in a nutshell) o último trabalho do veterano Tony Scott...

Scott shoots and edits Unstoppable with roller-coaster momentum and an eye (and ear) on that roaring tonnage of steel. 

(Stephen Rea - Philadelphia Inquirer)

"Unstoppable" is as good as its name. A runaway train drama that never slows down, it fashions familiarity into a virtue and shows why old-school professionalism never goes out of style.  

(Kenneth Turan - Los Angeles Times)

Given the linear, one-track nature of the plot, Scott and Bomback prove surprisingly effective at delivering a well-rounded experience, going out of their way to fill in the personalities of their two leads. 

(Peter Debruge - Variety)

The movie is as relentless as the train, slowly gathering momentum before a relentless final hour of continuous suspense. In terms of sheer craftsmanship, this is a superb film. 
 

(Roger Ebert - Chicago Sun-Times)

Thursday, December 02, 2010

The Specialist


by: Interpol


You could be young, but you're out of touch
If this love's been done, then what's your rush?

Foo Fighters no OPTIMUS ALIVE!


Confirmados para dia 7 de Julho! 

Começamos bem!!!

Acompanhem mais novidades no site...


Wednesday, December 01, 2010

Mr. Brightside

É pena que depois de um primeiro álbum muito bom, os The Killers nunca mais tenham conseguido fazer algo dentro do mesmo nível... - Sam's Town e Day & Age foram grandes desilusões - e se os futuros projectos (já se fala de um novo álbum para o ano) forem comparados com Hot Fuss, então naturalmente a fasquia será bem alta. Seja como for, perduram  ainda vários temas que fizeram dos Killers uma das minhas bandas favoritas de se ouvir em 2004.

Mr. Brightside, na minha opinião o seu melhor single, é uma música que cada vez mais parece fazer "sentido" e como tal, apesar de provavelmente não estar a apresentar nenhuma novidade, pareceu-me certo colocar este tema hoje (além de que é bom recordar).

(Se estiveram na festa ontem do Casino, esta não é propriamente a melhor música para ressacar, mas não deixa de ser uma grande malha!)




I'm coming out of my cage
And I've been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss


Now I'm falling asleep
And she's calling a cab
While he's having a smoke
And she's taking a drag
Now they're going to bed
And my stomach is sick
And it's all in my head
But she's touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go

And I just can't look its killing me
And taking control


Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm Mr Brightside

I'm coming out of my cage
And I've been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss


Now I'm falling asleep
And she's calling a cab
While he's having a smoke
And she's taking a drag
Now they're going to bed
And my stomach is sick
And it's all in my head
But she's touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go

Cause I just can't look its killing me
And taking control


Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm Mr Brightside

I never...
I never...
I never...
I never...

Tuesday, November 30, 2010

Leslie Nielsen (Part II)


"I'm afraid if I don't keep moving, they're going to catch me ... I am 81 years old and I want to see what's around the corner, and I don't see any reason in the world not to keep working. But I am starting to value my down time a great deal because I am realizing there might be other things to do that I am overlooking."

—Nielsen reflecting on his career in 2007


Retrospectiva da sua vida e carreira

Monday, November 29, 2010

Leslie Nielsen (1926 - 2010)

(Leslie Nielsen)


Faleceu ontem durante a tarde o actor Leslie Nielsen.

Nielsen é um dos actores mais engraçados que tive a oportunidade de ver na tela. O seu estilo humorístico era muito próprio na altura e assentava lindamente na sua postura, postura essa que passava para as suas personagens.

Apesar de um inicio de carreira na televisão e depois no cinema, enquanto um actor relativamente sério, em 1980 a sua carreira teve um ponto de viragem com o filme Airplane. Depois desta comédia a sua vida nunca mais seria a mesma. Seguiram-se inúmeras participações em filmes denominados como spoofs, no qual a sátira (sempre no limite do exagero) era o estilo predominante! Police Squad! foi um tremendo sucesso na televisão, tendo depois sido adaptado para a trilogia Naked Gun, trabalho este pelo qual Nielsen é mais conhecido. Pelo meio ficaram outras tantas comédias que com o passar do tempo foram tendo um declínio acentuado na qualidade, mas nem por isso nas performances da bilheteira.

Nielsen era o tipo de actor que me levava a ver os seus filmes, por muito que fossem suspeitos de ser horríveis... (os demasiados Scary Movies são exemplo disso)

Gosto de o ver no ecrã... Fazer rir era uma qualidade que lhe era inata... Era capaz de despertar o riso nas pessoas como poucos o fazem... aliás... vou mais longe dizendo que ele era único!

Fica aqui a minha homenagem a, não só um dos meus actores cómicos favoritos de todos os tempos, mas  segundo dizem, também um ser humano capaz do melhor...












Saturday, November 27, 2010

North by Northwest (1959)



Até há data, provavelmente o meu filme favorito do genial Alfred Hitchcock






Friday, November 26, 2010

"Free Hugs" em Português e em Cascais


O movimento Free Hugs Campaign começou aqui



... e agora Cascais dá "ares da sua graça"
Bela iniciativa!

Thursday, November 25, 2010

O génio de Elliot Smith...





Este senhor é um dos grandes compositores que o mundo se viu privado pelo seu falecimento precoce, com apenas 34 anos. 

Desequilibrado, como muitos génios o são, Elliott Smith deixou para trás bastante trabalho que lhe confere reconhecimento pelo talento musical que ostenta, tanto vocal e instrumentalmente como também na arte da composição. As suas letras (poesia diria) ilustram parte das suas experiências pessoais, medos e preocupações, evidenciando desde logo que a vida não lhe corria de feição... Intranquilidades que ironicamente protagonizaram o seu sucesso na indústria, para a qual se estava nas tintas. Preocupado em fazer boa música, no seu estilo tão único, Elliott permanece como uma figura de culto, vivendo através dos seus trabalhos que "respiram eternidade".

Fiquem com esta grande malha (simplesmente genial - Angeles) de um dos meus intérpretes favoritos desde que me lembro...


Someone's always coming around here trailing some new kill
Says I seen your picture on a hundred dollar bill
And what's a game of chance to you, to him is one
Of real skill
So glad to meet you
Angeles
Picking up the ticket shows there's money to be made
Go on and lose the gamble that's the history of the trade
Did you add up all the cards left to play to zero
And sign up with evil
Angeles
Don't start me trying now u-huh u-huh u-huh
Cos I'm all over it
Angeles
I could make you satisfied in everything you do
All your 'secret wishes' could right now be coming true
And be forever with my poison arms around you
No one's gonna fool around with us
No one's gonna fool around with us
So glad to meet you
Angeles

Wednesday, November 24, 2010

Scott Pilgrim vs The World (2010)



É um filme incrível! Mas incrível incrível! Diferente, fresco, irreverente!  
Scott Pilgrim vs The World (2010) é uma cena inacreditável!
 
Já vi o filme na sexta-feira, no entanto, por preguiça acabei por não escrever nada sobre o filme deixando passar até hoje! Quando isso acontece normalmente acabo por perder interesse e "dou como perdido" o meu comentário... só que neste caso, dada a qualidade do filme e o impacto que teve comigo, era impensável deixar este passar...

Os meus primeiros elogios terão de ir  para o realizador Edgar Wright e para o source material que deu origem a este filme.

O realizador, responsável por Shaun of The Dead (2004) e Hot Fuzz (2007) (duas das minhas comédias favoritas integradas na Blood and Ice Cream trilogy), faz nesta adaptação um trabalho tremendo! Criativo e inteligente, faz uso de uma boa compilação de montagens, incrementando à linha narrativa um óptimo ritmo, que se mantém sempre interessante. Scott Pilgrim é altamente dado ao entretenimento, unindo comédia e acção num estilo muito próprio e inovador, evoca o mundo da banda-desenhada e vídeo-jogos através de múltiplas referências. 

A música também desempenha um papel muito importante na composição da longa-metragem, não só porque o protagonista está integrado numa banda, mas porque essa banda rivaliza com outras quantas. E o engraçado é que as bandas presentes (todas fictícias) tiveram o "material" escrito por nomes como Beck, Brendan Canning e Kevin Drew (dos Broken Social Scene), entre outros.

Apesar de dar maior ênfase à realização e argumento (inspirado na banda-desenhada) o elenco não lhe fica atrás.

Michael Cera (começo a perceber que tudo o que ele faz - excepto Year One - é bom), que assenta muito bem na title character, partilha o espaço na tela com Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Anna Kendrick, Chris Evans (HILARIANTE!), Brandon Routh, Jason Schwartzman... enfim... o supporting cast não acaba e ainda há cameos reservados!

Nota para a banda-sonora incrivel, aposta forte neste filme tendo lançado três álbuns de registos diferentes (como podem constar no link que vos deixei atrás). Nigel Godrich (produtor dos Radiohead), Beck, Metric, Broken Social Scene, Cornelius, Dan the Automator, Kid Koala, Holy Fuck, e David Campbell são alguns dos contribuidores para a banda-sonora.

Sei que negligenciei por completo a sinopse deste filme, mas achei por bem deixar isso para os trailers que se seguem! Recomendo também que acedam ao link para a wikipédia (AQUI!) onde têm informação muito interessante sobre vários aspectos de Scott Pilgrim Vs The World.




Tuesday, November 23, 2010

Life in Film



Um pouco por todo o lado, tenho encontrado este maravilhoso grupo chamado Life in Film (que primeiro me chegou pelas mãos de um amigo que desde logo me avisou para a voz do vocalista)
Infelizmente não encontro nada dos gajos... excepto o MySpace ... 
Álbuns nem vê-los... apenas tenho acesso aos mais que muitos vídeos online no YouTube.

Para já serve... mas quero mais! Se por acaso tiverem acesso a mais alguma coisa deles façam o favor de avisar...

Deixo duas malhas...
- a primeira é uma sessão acústica "postada" por um amigo no FB.
- a segunda é o single de apresentação da banda.

Espero que gostem tanto quanto eu!



Monday, November 22, 2010

Música Clássica

Inspirado pelo Feople (malta responsável por um dos blogs que sigo religiosamente), decidi dedicar um post à música clássica, género de que sou grande apreciador embora não seja o ouvinte mais regular, contudo, é preciso ter em conta que por muitas influências da minha família (principalmente a minha mãe e tios) criei uma natural apetência para de vez em quando treinar o meu ouvido, enquanto me delicio ao som de grandes compositores e cantores/as...

Carl Orff, Maria Callas, Puccini, Lucciano Pavarotti são alguns dos nomes mais ligados às árias, composições e afins que me dão prazer ouvir, enquanto Bach, Mozart, Tchaikovsky, Beethoven, Vivaldi, Giuseppe Verdi, Igor Stravinsky, Richard Wagner, Chopin (tão esmiuçado pela nossa Maria João Pires) e Brahm compõem uma lista de restantes favoritos. Também é verdade que conheço muito pouco além dos nomes que aqui enunciei, no entanto, sinto-me privilegiado por ter tido algum nível de acesso a estes mestres da música enquanto cresci (embora esteja "longe longe longe" de ser algum tipo de perito... volto a repetir: sou antes um mero apreciador que peca por não lhe dar a devida atenção)

Quando ponderei em aqui escrever algo relacionado à música clássica, era única e exclusivamente para falar sobre a minha cantora preferida da área, a fantástica Maria Callas... mas esta iniciativa não se deve apenas à sua qualidade mas também por estar ligada a um dos meus momentos cinematográficos favoritos.

A minha obra de eleição desta incrível intérprete chama-se La Mamma Morta, tema este que ouvi pela primeira vez no filme Philadelphia (1993) - um dos meus favoritos - realizado por Jonathan Demme e protagonizado por Tom Hanks e Denzel Washington. (Recomendo que vejam este filme com alguma urgência e lembrem-se da referência que vos dei relativamente à entrada em cena de La Mamma Morta). Esta música, tão e somente, enalteceu todo um momento que considero um colosso do cinema em geral.  Nunca fiquei eu tão "emocionalmente desequilibrado" com uma cena de representação, tão bem auxiliada por uma voz que  conta um episódio decorrido durante a revolução francesa (no vídeo consta a tradução da letra para que tenham noção do que se trata). Tanto que é inevitável para mim não reagir de forma algo visível sempre que ouço a música.


Tendo eu aproveitado para juntar à Senhora Callas a restante elite musical... quero salientar duas composições de Carl Orff, presentes na infância/juventude de muitos de nós! Falo dos temas O Fortuna (popular no anúncio do aftershave Old Spice) pertencente à cantata Carmina Burana e Gassenhauer (presente em anúncios do whisky JB).



Sunday, November 21, 2010

"Há Conversa" com a minha Mãe...


Maria Viana

Conversa sobre vida, carreira e actualidade!







Ontem na FOX TV...




Não fazia ideia que este filme andava a circular na televisão! É sem dúvida uma grande longa-metragem por parte do realizador Paul Thomas Anderson (um dos meus favoritos), que vê a sua carreira despontar com esta obra.

Hard Eight (1996), ou Sydney como também é conhecido, conta com as presenças de Philipp Baker Hall (um regular nos filmes de P.T Anderson), John C. Reilly, Gwyneth Paltrow e Samuel L. Jackson.

Ponham as vossas mãos neste filme! É fabuloso!

Friday, November 19, 2010

Ainda com a cabeça no Coliseu ...




You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number, I know,
We've been through this before.
Can't you hear me I'm, Pounding on your door
Can't you see me i'm, calling out your name

You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number.
Can't you hear me I'm, bleeding on the wall
Can't you see me I'm, pounding on your door
Can't you hear me when I'm, calling out your name.

When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all
When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all
When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all

You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number, I know,
We've been through this before.
Can't you hear me I'm, beating on the wall
Can't you see me I'm, Pounding on your door

Wednesday, November 17, 2010

Wilderness Downtown


Uma experiência interactiva ao som de Arcade Fire.

Experimentem


(recomenda-se que tenham Google Chrome)