Sunday, December 19, 2010

Everlast



Ontem no carro, com iPod na mão, decidi correr a lista de artistas à procura de algo que já não ouvisse há bastante tempo...

Nisto deparo-me com Erik Schrody, mais conhecido como Everlast... 

Para muitos o líder do grupo House of Pain (reconhecível para as grandes audiências através do seu single Jump Around), para outros é apenas o artista a solo responsável por What it's Like, considerado o seu grande sucesso...

Para mim é um MC tremendo que conseguiu conjugar a sonoridade acústica de uma guitarra com batidas e letras derivadas do mundo do hip-hop de forma perfeita! É um estilo a que associo instintivamente a Everlast, por mérito próprio deste...

Deixo aqui o tema que carrega grande nostalgia na minha vida de liceu (Black Jesus), seguido de What it's Like!



Friday, December 17, 2010

Carlos Pinto Coelho (1944 - 2010)

Por lapso (e não por falta de respeito ou admiração) só hoje coloquei aqui este post!

Carlos Pinto Coelho, homem da cultura e da informação

"O Sr. Acontece" é um das grandes referencias na minha área, e como tal, não podia deixar de lhe prestar tributo no "Tão Simples Quanto Isso"









Blake Edwards (1922 - 2010)


Um dos grandes cineastas que deambulou por esta "Terra"...
... mas não é só nessa vertente que o admiro ...

Enquanto principal responsável pela "Pantera Cor-de-Rosa" é natural que esteja associado a muitas das minhas memórias de infância, visto que a Pink Panther foi uma das personagens mais presentes enquanto cresci...

Haverá certamente uma homenagem (digna do seu nome) na edição deste ano dos Oscars...








Artigos






Sábado - Rádio Radar


"Hora do Bolo"

Sábado, dia 18, por volta das 17h00 estarei na Rádio Radar para uma hora de emissão.



Thursday, December 16, 2010

Don't You (Forget About Me)



Não pude deixar de colocar este grande clássico, como forma de complementar o post anterior.

Um grande tema que assenta na perfeição à década de 80 e tudo aquilo que trouxe consigo!
(onde - por força desta música - saliento John Hughes e o filme The Breakfast Club)

Wednesday, December 15, 2010

Easy A (2010)




Easy A (2010) é uma comédia juvenil que conta com a assinatura do (para já) desconhecido Will Gluck, juntamente com argumento escrito por Bert V. Royal.

O filme conta a história de Olive Penderghast (Emma Stone), uma adolescente que passa maioria do seu tempo no liceu completamente despercebida, até ao dia em que um falso rumor (ao qual ela contribuiu para a sua criação) começa a circular pela escola. Este incidente eventualmente conduz a uma situação em que um rapaz gay, consciente de que o rumor não corresponde à verdade, lhe pede para o "assistir" numa história em que ele vai para a cama com Olive, com intenção de o ilibar dos preconceitos em torno da sua orientação sexual. Inicialmente contra esta ideia, Olive lentamente começa ficar reticente com a sua decisão... até que,  de boas intenções, lhe diz que sim! Isto abre uma série de precedentes... com muitos rapazes a fazer requisitos semelhantes em busca de melhorar a sua imagem "social" dentro do meio que é o liceu.
Olive encontra também alguns privilégios por aceder a estes pedidos. Começa por ser retribuída em notoriedade, passando depois a ser paga em dinheiro e "cheques-vale" em várias lojas/serviços, no entanto, rapidamente se apercebe que o preço a pagar é demasiado elevado e que no good deed goes unpunished (uma frase que tenho ouvido bastante e parece fazer sentido neste caso).

Com Emma Stone em muito bom plano (esta jovem de 22 anos promete), contamos ainda com variadíssimos actores que acredito que satisfarão vários tipos de audiências... desde Thomas Haden Church (sou um grande fã desde que o vi brilhar no filme Sideways, de Alexander Payne), Patricia Clarkson e Stanley Tucci (dois tremendos artistas, que já tive oportunidade de ver contracenar juntos em Blind Date, curiosamente realizado pelo próprio Tucci), Malcom McDowell (eterno "Alex" do filme A Clockwork Orange, de Stanley Kubrick) ou Lisa Kudrow (a carismática e engraçada Phoebe da série Friends).


Em termos do estilo e influências deste filme, começamos com  The Scarlet Letter (obra escrita por Nathaniel Hawthorne) a que o argumentista vai buscar muita inspiração... mas não só!

Easy A é um teen movie que se apresenta quase como uma versão contemporânea dos filmes tornados célebres por John Hughes. Este realizador transformou durante os anos 80 um estilo de filmes num género próprio, através de obras como Sixteen Candles (1984), The Breakfast Club (1985) ou Ferris Bueller's Day Off (1985). Isso só por si agarra-me de uma maneira muito forte, dado a minha imensa admiração pelo já falecido realizador/argumentista e os seus trabalhos (muitos dos quais considerados cult classics). E temos um pouco de toda a sua filmografia presente em Easy A, através das muitas referências durante todo o filme, ao realizador e o seu trabalho, passando pela descrição de algumas cenas retiradas dos seus filmes, acabando com a utilização do tema Don't You (Forget About Me), grande clássico do grupo Simple Minds,(tornado popular em Breakfast Club).

E é a falar neste tema que vos quero apresentar à banda-sonora deste filme, cujo ainda não tive oportunidade de arranjar, no entanto arrisco-me a dizer que não é nada por aí além (assim pareceu pelo que vi/ouvi do filme)... mas não deixa de ter uma ou duas (boas) malhas. Desde os já mencionados Simple Minds, passando por Death Cab for Cutie com Transatlanticism, If You Were Here de Cary Brothers ou uma descoberta (muito pop e adequada ao filme), Change of Seasons dos Sweet Thing (música aqui).

Dentro do género, é provavelmente o melhor que vi este ano... recomendo!

"Parabéns a você"




Hoje há festa garantida!


Tuesday, December 14, 2010

Compilação "Filmografia 2010"


No mínimo genial!

Apesar de ter um ou outro filme de 2009 (certamente terá sido um lapso), este trabalho não perde o seu mérito...

Óptima execução na edição, na escolha de músicas e material!

Muitos terei visto e até escrito no blog, outros desconfio serem tão maus que recuso-me a perder tempo com eles... alguns estão só à espera de ser vistos!
Seja como for, um ano rico em termos de cinema!

Giggs will tear you apart again



Enquanto adepto que sou do Man United (a par do Benfica, a única equipa que mexe comigo), ontem não pude deixar de ver um grande clássico que determinaria o primeiro classificado, quando estamos quase no final da primeira volta. 

Durante o jogo contra a jovem equipa do Arsenal, deparei-me com um cartaz (semelhante à imagem) no meio da bancada aquando da entrada de Ryan Giggs em campo. Achei fantástico, não só por causa da música onde se inspira (Love Will Tear Us Apart dos Joy Division) mas também porque é extremamente adequado ao que é para mim, um dos melhores extremos da história deste desporto.

The View


by: Modest Mouse

As life gets longer, awful feels softer.
Well it feels pretty soft to me.
And if it takes shit to make bliss,
then I feel pretty blissfully.

Monday, December 13, 2010

Despicable Me (2010) | Mega Mind (2010)





















Apresento-vos dois dos últimos filmes que vi recentemente... Despicable Me e MegaMind (2010), ambos de animação e com uma premissa (em muitos campos) semelhante.

É caso para dizer que são filmes concorrentes por todos os factos em torno destas longas-metragens. São de estúdios "rivais"(Universal e Dreamworks), saíram praticamente na mesma altura e andam em torno de vilões/heróis.
Como habitual neste género de filmes, temos um leque de actores conhecidos que dão voz às personagens... Enquanto em Despicable Me se destaca Steve Carell enquanto protagonista, em MegaMind cabe a Will Ferrel assumir a "voz principal". Naturalmente, a escolha destes dois actores não acontece por acaso, visto que são household names nos Estados Unidos, principalmente ligados ao mundo da comédia!

Foi bom ver que estas duas animações conseguiram coexistir, partilhando sucesso comercial e nas criticas. Eu achei as duas capazes de bom entretenimento, sendo para mim difícil atribuir favoritismo, apesar de existir um consenso que realça Despicable Me. Em termos de maior diferenciação (se é que existe alguma) este parece ser destinado a um target mais infantil, não sendo por isso um "produto" descabido para faixas etárias mais velhas... Ahh e têm uma boa banda-sonora, composta por Hans Zimmer (que curiosamente também é responsável pela de MegaMind) e Pharrell (dos N.E.R.D e Neptunes). 



Saturday, December 11, 2010

Óptima estreia - Avi Buffalo




Assim de repente, dei por mim a ver filmes e a ouvir álbuns de 2010, de forma a ter uma base sólida para fazer o meu Top 10 do ano para o blog. Ficou tudo para a véspera porque normalmente dou prioridade ao que mais antigo tenho no computador...

No que toca a música, apanhei projectos muito bons mas houve um que me chamou imediatamente à atenção...

Falo do álbum homónimo dos  Avi Buffalo (demonstrado na capa acima), que representa a sua estreia no cenário musical. A banda californiana oferece, na minha opinião, um dos melhores projectos de 2010, e como tal, recomendo que "percam" algum tempo a descobrir mais uma "coqueluche indie".

Fiquem com o primeiro single do seu album

What's In It For?

Friday, December 10, 2010

Choo Choo


by: Arctic Monkeys

(como é que este tema não foi lançado num cd... permanece um grande mistério! great track)

Quero ver "The Beaver"


Acredito que isto seja um filme que divide muitas pessoas...

Primeiro porque a premissa corre o risco de parecer ridicula... mas eu acho interessante!
Depois porque conta com o Mel Gibson no papel principal... e como se sabe... parece que ele perdeu a cabeça!

Seja como for, eu sou grande adepto do Mel, bem como da Jodie Foster. Ela além do seu papel enquanto actriz, é também a realizadora e isso já é razão de querer ver como é que ela se porta por detrás da câmara... 

Thursday, December 09, 2010

Bad Influence


Eu há muito que ando a adiar uma rubrica aqui neste blog, em que semanalmente faço um post sobre um dos meus guitarristas favoritos. E não é hoje que vou começar, mas posso-vos adiantar já o seguinte: Robert Cray é sem dúvida um dos eleitos. E hoje apeteceu-me partilhar uma malha dele. É discreta mas não deixa de ser uma composição interessante até porque há quem se consiga identificar com ela. Blues tem disto... é um estilo que parece estar para os Americanos, como o Fado está para os Portugueses. Contam histórias, muitas delas sobre os dissabores da vida. Neste caso foca as relações amorosas, ou melhor, uma relação amorosa. A escolha recaiu sobre este tema apenas por ser das músicas do Sr. Cray que mais gosto... porque interesso-me sempre no que o homem tem para dizer.

Wednesday, December 08, 2010

Herbie Hancock @ Campo Pequeno - 07.12.10




Ontem tive a enorme felicidade de poder marcar presença no Campo Pequeno para assistir a um concerto de Herbie Hancock! Embora não seja propriamente o seu fã nº 1, reconheço-lhe o devido talento e influência no cenário musical, nomeadamente na conversão do Jazz para um misto que funde Soul, Funk, Hip-Hop e música electrónica. Podemos dizer que é um todo-o-terreno, que sempre se procurou destacar pelas experiências... e parece que aos 70 anos, embora tendo abrandado um pouco o seu ritmo, não abdica da procura de inovação.

Começou a sobressair-se junto de Miles Davis, uma das figuras incontornáveis do jazz, que também ele à semelhança de Hancock, era dado às experiências... sendo responsável por um movimento de fusão do hip-hop com o jazz... Hancock porém, trouxe outras coisas para cima da mesa... nomeadamente os sintetizadores, o seu "instrumento imagem de marca" (se é que podemos recorrer de tal definição). Com este acréscimo (entre outros) conseguiu converter o jazz para um estilo mais próximo do "comercial", tendo com isto atingido sucesso imediato, que estendendo-se aos dias de hoje, o tornaram um dos músicos mais reconhecidos mundialmente.

Ontem esteve em Lisboa para promover o seu mais recente álbum intitulado The Imagine Project, uma clara homenagem a um dos maiores compositores que passeou o mundo, o lendário John Lennon. 
Lennon como se sabe, era um activista! Um defensor do equilíbrio, da justiça e paz. Usando o antigo Beatle como principal referência, os músicos em palco procuraram através da música propagar esses princípios, salientando que é fundamental a união do mundo, algo que depois da abertura do concerto, o próprio Hancock destacou no momento em que se dirigiu ao público, tendo este feito questão em demonstrar apreciação pelo seu esforço tão bem intencionado.

Continuou então o resto do concerto, que até metade não me estava a cair muito bem. Não digo que não fosse bom, apenas não fazia muito o meu género, tal forma era mesclada a música... 
Perdi-me inúmeras vezes, tendo decidido a certa altura focar-me singularmente em alguns membros da banda de forma a conseguir fazer uma avaliação mais precisa do que estava em palco. 
A banda é boa (e nisto incluo Kristina Train, cantora convidada a acompanhar a digressão)... não há dúvidas disso, mas há um membro que se destaca claramente, a quem responsabilizo a subida de produtividade na segunda metade do concerto. Falo do teclista Greg Phillinganes que além de bom músico, demonstrou ser um "braço direito" de Hancock pela forma como assumiu liderança em palco e como criou desde cedo empatia com a audiência. Ah! e o melhor estava para vir! Philinganes reservava um talento que muitos pareciam desconhecer, mas Hancock bem nos avisou... o homem canta!

Seguiram-se outras músicas, na maioria reinventações de temas como Don't Give Up (popularizado num dueto por Kate Bush e Peter Gabriel), So What (um clássico do Jazz, interpretado por vários mas imortalizado por Miles Davis) ou Imagine de Lennon. Esta última, achei talvez um tanto pouco insípida apesar do esforço em quererem centrar uma homenagem (muito apropriada convenhamos) ao seu autor. Imagine é uma das minhas composições favoritas, e não querendo dizer que deveria ser um tema intocável, sou da opinião que os arranjos proporcionados por "Hancock e companhia" dão-lhe uma condição débil (atenção: a minha opinião é suspeita). 

Houve ainda tempo para uma medley composta pela junção de dois temas... The Times They Are a-Changin' (Bob Dylan) e A Change is Gonna Come (Sam Cooke). Ambas as músicas escritas sob o signo da revolução e defesa dos direitos humanos, marcam um dos momentos altos da noite com Greg Philinganes a brilhar com o seu imenso (e portentoso) vozeirão, que além de criar um ambiente electrizante (as pessoas estavam completamente rendidas ao seu talento), até pareceu intimidar a jovem Kristina Train, também ela detentora de uma belíssima voz.

Ao fim de quê? 2 horas de concerto? (perdi noção do tempo) deu-se a "despedida" que minutos depois deu espaço ao habitual encore. Com o fim deste, Herbie Hancock e os restantes elementos saúdam o público ao som de Rockit, um dos seus grandes clássicos mais ligados ao hip-hop e electrónica (melhor som para breakdance, não há!). As pessoas ali presentes estão completamente em êxtase, principalmente devido ao último reduto do espectáculo que foi de facto mais intenso e colorido.

Não havendo ainda muito na net disponivel, deixo-vos Rockit e A Change is Gonna Come (muito semelhante ao que tivemos oportunidade de ver no Campo Pequeno).




Concerto - SOS Racismo


 Começa hoje no Clube Ferroviário, em Lisboa.

Presenças de Maria Viana & Daniel Hewson, J.P Simões, King Mokadi, entre outros.

info aqui
[1] [2] [3]

You May Say I'm a Dreamer...


... But I'm Not The Only One...

- 30 anos depois -


Sunday, December 05, 2010

Temas que marcam tempos!

Inicialmente este post era para ser única e exclusivamente dedicado à partilha do tema All My Friends
Isto é algo que acontece pela terceira ou quarta vez neste espaço, mas desta com um propósito que vai além fronteiras da mera colocação do vídeo. Agora o objectivo seria de falar da importância da música na nossa sociedade musicalmente contemporânea, inclusive partilhando a letra escrita por James Murphy, que oferece, de uma forma bastante profunda diria eu, uma visão do "crescimento" (entre outros temas). 

All My Friends descreve diferentes fases da nossa vida... de quando um jovem se torna adulto e quando tenta agir em conformidade com aquilo que supostamente lhe é exigido. E pelo caminho ficam as experiências, as lembranças, as boas (mas também muito importantes) más decisões... que fazem de nós aquilo que somos... longe de sermos um produto acabado é certo, mas cada vez mais perto daquela que será porventura a nossa "identidade"... Seja como for, nesta fase mais conhecida como emerging adulthood, olhamos em retrospectiva para todos os nossos feitos e sabemos que por entre todas as incertezas que a vida nos oferece, podemos-nos fiar na certeza de termos "todos os nossos amigos" para nos acompanhar. Esta é uma das várias leituras que faço da música, sabendo que não se restringe a uma situação em concreto pois a reflexão aqui feita (por J.Murphy) incide no fundo sobre a  "vida" (por muito vago que esteja a ser com o termo, acho que ouvindo a letra, percebem o que quero dizer). 


Ficaria-me por aqui, contudo, optei por estender essa menção honrosa a All My Friends, a outros dois temas, para mim de igual importância. Falo de This Modern Love, propositadamente deixada de parte no post referente aos Bloc Party e Sweet Disposition dos Temper Trap (esta é uma música pela qual quase me auto-proclamo como a pessoa que a "espalhou", pois ainda não se ouvia falar de Temper Trap, já eu tinha conhecimento da existência dessa música. É daquelas coisas que estupidamente gosto de me vangloriar)

All My Friends/This Modern Love/Sweet Disposition estão para LCD Soundsystem/Bloc Party/Temper Trap respectivamente, como Bohemian Rhapsody está para os Queen ou Stairway to Heaven está para os Led Zeppelin, ou seja, ostentam do estatuto das suas grandes obras-primas.
São os temas que os definem enquanto bandas e que marcam não só a época em que nascem (claramente entre os melhores temas dos anos 00), mas toda a geração que os ouve, e arrisco-me a dizer, toda uma eternidade. São as músicas que ficam para a história! E claramente constam na banda-sonora da minha vida  não só pela presença assídua, mas  também pela importância emocional nas verdades que relatam e naquilo que ensinam/relembram...



That's how it starts
We go back to your house
We check the charts
And start to figure it out
And if it's crowded, all the better
Because we know we're gonna be up late
But if you're worried about the weather
Then you picked the wrong place to stay
That's how it starts

And so it starts
You switch the engine on
We set controls for the heart of the sun
One of the ways we show our age
And if the sun comes up, if the sun comes up, if the sun comes up
And I still don't wanna stagger home
Then it's the memory of our betters
That are keeping us on our feet


You spent the first five years trying to get with the plan
And the next five years trying to be with your friends again
You're talking 45 turns just as fast as you can
Yeah, I know it gets tired, but it's better when we pretend

It comes apart
The way it does in bad films
Except in parts
When the moral kicks in
Though when we're running out of the drugs
And the conversation's winding away
I wouldn't trade one stupid decision
For another five years of life

You drop the first ten years just as fast as you can
And the next ten people who are trying to be polite
When you're blowing eighty-five days in the middle of France
Yeah, I know it gets tired only where are your friends tonight

And to tell the truth
Oh, this could be the last time
So here we go
Like a sales force into the night
And if I made a fool, if I made a fool, if I made a fool
on the road, there's always this
And if I'm sewn into submission
I can still come home to this

And with a face like a dad and a laughable stand
You can sleep on the plane or review what you said
When you're drunk and the kids leave impossible tasks
You think over and over, "hey, I'm finally dead."
Oh, if the trip and the plan come apart in your hand
Tou look contorted on yourself your ridiculous prop
You forgot what you meant when you read what you said
And you always knew you were tired, but then
Where are your friends tonight

Where are your friends tonight
Where are your friends tonight

If I could see all my friends tonight









Oh Me



Saturday, December 04, 2010

Relembrar "Silent Alarm"



1. Like Eating Glass
2. Helicopter
3. Positive Tension
4. Banquet
5. Blue Light
6. She's Hearing Voices 
7. This Modern Love
8. Pioneers
9. Price of Gas
10. So Here We Are
11. Luno 
12. Plans
13. Compliments 


Um pouco à semelhança do que escrevi sobre os The Killers, irei fazer o mesmo com os Bloc Party. Digo isto tendo por base dos meus argumentos o facto de, depois de um primeiro album espectacular, nunca mais terem conseguido retomar um caminho que parecia altamente promissor (embora goste de A Weekend in The City e Intimacy, este último tendo levado mais tempo do que é normal a apreciar, sendo uma grande influência o concerto que vi em Portimão para a minha "aceitação").

Existe contudo uma enorme diferença no que toca o impacto que as bandas (Killers e Bloc) tiveram em mim. Enquanto Hot Fuss marcou uma época/ano, Silent Alarm (2005) é daqueles álbuns que marca uma vida! Sem falhas absolutamente nenhumas, é um dos meus cd's favoritos que do principio ao fim evocam diferentes fases, momentos e sentimentos... sejam através das baladas This Modern Love ou Blue Light... ou através de temas mais mexidos, impregnados de juventude e histórias como Helicopter e Banquet.
Em total sintonia, todos os membros do grupo são fortes no seu contributo. Adoro a velocidade de execução e violência com que Matt Tong ataca a bateria, adoro a forma como Kele se entrega às suas letras, os riffs de guitarra fortíssimos de Russ Lissack  e o ritmo imposto pelo baixo de Gordon Moakes. Juntos fazem uma unidade excepcional que na procura de se distinguirem (cedo demais) tentaram alternar no seu estilo como quem diz que não estão ali para tocar sempre as mesmas coisas. 

Aprecio a tomada de riscos, mas acho que neste caso não surtiu o devido efeito, tendo com isto perdido parte da sua legião de fãs! Depois disto seguiu-se o desmoronamento da banda com a decisão de Kele em enveredar uma carreira a solo, onde a electrónica predomina de forma acérrima, mas sem encantar (mas aqui a minha opinião é suspeita visto que não sou o maior fã desse estilo musical).

Posto isto, quero concluir esta espécie de tributo (quase nostálgico) ao colosso indie que é Silent Alarm, primogénito de uma banda que levo comigo no coração e, claro está, no meu iPod!






Friday, December 03, 2010

Unstoppable (2010)



Belíssimo "filme pipoca"! Um blockbuster de final de ano com o selo de qualidade Tony Scott (algo que para muitos podem nem valer de nada, depois do recente fracasso - segundo os "entendidos" - que foi The Taking of Pelham 123)!

Eu que até há pouco tempo não estava nada entusiasmado com o filme (o trailer pareceu deixar muito a desejar), dei por mim a mudar subitamente de opinião quando comecei a ler algumas das criticas... 
Foi o consenso geral do site RottenTomatoes que me convenceu ao dizer que este era talvez o melhor filme de T.Scott em anos! 

Ora, acho isto talvez um pouco descabido... a não ser que se estejam apenas a referir à parte técnica, porque de facto este filme está impecavelmente bem executado, no entanto, em termos "gerais" continuo a achar Man On Fire (2004) um trabalho mais "à frente" - isto para não falar dos mais antigos como The Last Boy Scout  (1991) ou True Romance (1993)! Seja como for, as boas criticas fazem-lhe jus! 

Unstoppable (2010), que é baseado numa história verídica, consegue fazer proveito de um argumento "banal" (não é que haja muito de banal num comboio descontrolado... mas é um pouco como ver uma peça mediática no telejornal e decidir transforma-la num filme) acrescentando-lhe (em doses certas) algum "exagero" de forma a tornar a acção mais interessante! Eu pelo menos assim achei... Nunca deixei de estar entretido e mesmo já sabendo o desfecho do filme, envolvi-me com a narrativa e as suas personagens de uma forma bastante intensa... mérito de Scott mas também da dupla Denzel Washington e Chris Pine que nos arrastam para os seus dramas pessoais inseridos num ambiente onde o terror do "comboio à solta" é o que define o ritmo (acelerado) do filme.

Seguem-se algumas criticas que na minha opinião resumem (in a nutshell) o último trabalho do veterano Tony Scott...

Scott shoots and edits Unstoppable with roller-coaster momentum and an eye (and ear) on that roaring tonnage of steel. 

(Stephen Rea - Philadelphia Inquirer)

"Unstoppable" is as good as its name. A runaway train drama that never slows down, it fashions familiarity into a virtue and shows why old-school professionalism never goes out of style.  

(Kenneth Turan - Los Angeles Times)

Given the linear, one-track nature of the plot, Scott and Bomback prove surprisingly effective at delivering a well-rounded experience, going out of their way to fill in the personalities of their two leads. 

(Peter Debruge - Variety)

The movie is as relentless as the train, slowly gathering momentum before a relentless final hour of continuous suspense. In terms of sheer craftsmanship, this is a superb film. 
 

(Roger Ebert - Chicago Sun-Times)

Thursday, December 02, 2010

The Specialist


by: Interpol


You could be young, but you're out of touch
If this love's been done, then what's your rush?

Foo Fighters no OPTIMUS ALIVE!


Confirmados para dia 7 de Julho! 

Começamos bem!!!

Acompanhem mais novidades no site...


Wednesday, December 01, 2010

Mr. Brightside

É pena que depois de um primeiro álbum muito bom, os The Killers nunca mais tenham conseguido fazer algo dentro do mesmo nível... - Sam's Town e Day & Age foram grandes desilusões - e se os futuros projectos (já se fala de um novo álbum para o ano) forem comparados com Hot Fuss, então naturalmente a fasquia será bem alta. Seja como for, perduram  ainda vários temas que fizeram dos Killers uma das minhas bandas favoritas de se ouvir em 2004.

Mr. Brightside, na minha opinião o seu melhor single, é uma música que cada vez mais parece fazer "sentido" e como tal, apesar de provavelmente não estar a apresentar nenhuma novidade, pareceu-me certo colocar este tema hoje (além de que é bom recordar).

(Se estiveram na festa ontem do Casino, esta não é propriamente a melhor música para ressacar, mas não deixa de ser uma grande malha!)




I'm coming out of my cage
And I've been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss


Now I'm falling asleep
And she's calling a cab
While he's having a smoke
And she's taking a drag
Now they're going to bed
And my stomach is sick
And it's all in my head
But she's touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go

And I just can't look its killing me
And taking control


Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm Mr Brightside

I'm coming out of my cage
And I've been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss


Now I'm falling asleep
And she's calling a cab
While he's having a smoke
And she's taking a drag
Now they're going to bed
And my stomach is sick
And it's all in my head
But she's touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go

Cause I just can't look its killing me
And taking control


Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm Mr Brightside

I never...
I never...
I never...
I never...