Tuesday, January 18, 2011

The Killer Inside Me (2010)



No mínimo desconcertante!
Mesmo eu que já estava ligeiramente preparado para o que se seguia com este filme, foi-me complicado acompanhar algumas cenas sem me sentir desconfortável. Pudera! A violência exercida durante algumas partes, chocam qualquer um... ainda para mais quando envolvem Jessica Alba e Kate Hudson. Mas calma! Já me estou a adiantar...

The Killer Inside Me (2010) é um filme realizado por Michael Winterbottom, que vai usar como fonte de inspiração uma obra com o mesmo nome, de Jim Thompson.

O filme anda em torno do Xerife Lou Ford, representado de forma notória por Casey Affleck.

Este agente e representante da lei numa pequena cidade do Texas, apresenta uma imagem composta e apaziguada, pressupondo que são características que espelham um homem sério e honesto, de acordo com aquilo que deveria ser alguém na sua linha de trabalho (digo eu). No entanto, por debaixo dessa camada externa encontra-se um lado perturbado que lentamente começa a entrar em conflito com a ideia que o filme começa por nos oferecer desta personagem, logo no inicio. Como podem calcular, o titulo diz muito sobre o filme e facilmente podemos deduzir que existe uma faceta negra do Xerife desempenhado por Affleck, fruto de alguns antecedentes que prefiro não mencionar, de forma a evitar spoilers! Um pouco como Christian Bale em American Phsyco (2000), Affleck vai até ao limite para encarnar um autêntico psicopata, que se manifesta sobre as suas vitimas de forma inesperada, sendo portanto uma personagem imprevisível capaz de criar momentos altos de tensão!

É ilustrado de forma vigorosa um nível de violência física e psicológica como há muito não via, no entanto, quero frisar que não é o pior em termos de "força gráfica" que já vi... Mas para todos os efeitos a sua visualização não deixa de ser uma tarefa difícil!

Como pontos fortes desta longa-metragem saliento (novamente) a interpretação de Casey Afleck e a forma ímpar com que Winterbottom executa cada plano. Adorei a vertente estética da sua realização e o proveito que fez de um elenco incrível... onde temos as já mencionadas Alba e Hudson, Elias Koteas (actor  - super talentoso - que faz milhares de participações secundárias), Ned Beatty ou, numa breve aparição, Bill Pullman (entre outros).

Monday, January 17, 2011

The Golden Globe goes to: Christian Bale


Não vi grande maioria dos filmes nomeados para os Globos este ano... mas havia alguém por quem estava a torcer...

Um dos meus top 5 actores favoritos...

Christian Bale

~

What You Know



Apresento-vos o novo vídeo para um tema do álbum Turist History, o primeiro do grupo Two Door Cinema Club.

Se estiveram com atenção podem constatar que este álbum constou na minha lista de top 10 do ano, algo que acontece sem surpresa porque estes miúdos são mesmo bons. É muito difícil em 10 faixas, todas elas boas, escolher um tema de eleição. Eu pelo menos tenho essa dificuldade, visto que já dei por mim atravessar diferentes fases de "modo repeat" com várias músicas.

Não tenho dúvidas que vou curtir um "concertão", dia 12 de Março em Londres!

Até lá, vou ouvindo grandes malhas como esta: What You Know




In a few weeks
I will get time
To realise it's right before my eyes
And I can take it if it's what I want to do

I am leaving
This is starting to feel like
It's right before my eyes
And I can taste it
It's my sweet beginning

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

Maybe next year
I'll have no time
To think about the questions to address
Am I the one to try to stop the fire?

I wouldn't test you
I'm not the best you could have attained
Why try anything?
I will get there
Just remember I know

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

Sunday, January 16, 2011

dEUS



Há uns anos decidi ir visitar uma grande amiga que se encontrava a fazer erasmus na Bélgica! 
Visto que na altura o dinheiro parecia pouco, achei que seria melhor para mim fazer a viagem até Faro, onde as passagens através da RyanAir eram absurdamente mais baratas! 

Uma vez chegado a Faro, conheci um belga com que desde logo simpatizei. Rasta e de prancha de surf debaixo do braço, percebi logo que era "boa onda" (perdoem o trocadilho fácil e cheesy). Por isso aproveitei a companhia e conversámos a viagem toda. Pelo meio, saco do meu iPod e partilho os headphones com ele... Isto desencadeia uma conversa musical, em que o Thomas (o belga) começa a atirar nomes de bandas belgas "para cima da mesa". Um dos grupos era dEUS, principal alvo a que este post se destina.

Eu já tinha ouvido falar do grupo, mas não conhecia os seus trabalhos e tão pouco sabia que eram belgas... Tinha apenas a ideia (errada) que eram algo dentro do género de Blasted Mechanism (se é que lhes podemos definir algum "género").

Com isto, mal cheguei a Portugal tratei de arranjar alguns álbuns, no qual saliento Pocket Revolution, editado em 2005. Este projecto captou de imediato a minha atenção e assegurou o meu interesse  (moderado diga-se) na banda...

Entretanto esse tal interesse de que falo acabou por se esmorecer, tendo apenas ressuscitado graças à pen que anda comigo no carro, onde continha alguns temas de dEUS, remetendo-me imediatamente para essa fase onde Pocket Revolution estava a "crescer" comigo. E por isso, de uma assentada só, deixo-vos dois dos meus temas favoritos (contidos nessa mesma pen) retirados desse mesmo álbum: 7 Days, Seven Weeks e Pocket Revolution (esta última ao vivo)


- atenção que a versão ao vivo era a única disponível, e embora esteja praticamente no mesmo nível, fazem falta as "segundas vozes" da versão de estúdio.



Saturday, January 15, 2011

James Dean (2001) - O Filme



Most of this film is based on fact ...
...  some was an educated guess ...

Os filmes não precisam de grandes orçamentos ou apoios dos melhores estúdios para serem bons... Exemplo disso são muitos dos filmes europeus, independentes ... ou filmes feitos para a televisão!

É o caso deste filme biográfico sobre James Dean, figura de culto no mundo do cinema, associado à rebeldia e ao cool...

De facto a sua vida era material digno de uma longa-metragem... Analisando o seu percurso, tínhamos elementos mais que suficientes para a concretização de uma obra capaz de agarrar a audiência. Independentemente disso, o seu nome sozinho faria bastante sucesso. A forma como este levara a sua vida, abraçando os vários sucessos mas também sobrevivendo a episódios trágicos foi determinante na sua formação. Obviamente saliento a sua infância como fase fulcral!

O seu crescimento fora marcado pela morte da sua mãe (quando tinha apenas 9 anos) e principalmente pela ausência do seu pai, talvez o maior pilar da sua débil formação para se tornar num jovem renegado e emocionalmente desequilibrado.
Mas reparem! Por muito irónico que seja, quer-me parecer que foi essa sua infância negligenciada que fez dele uma estrela. Todas as suas emoções eram resguardadas para que as suas fragilidades não fossem perceptíveis a outros,  contudo haviam alturas em que de tão abundante em sentimentos reprimidos, acabava por explodir, ficando incontrolável. 
Sabendo dessa sua condição, muitos dos realizadores e encenadores que trabalharam com Dean faziam proveito disso, para que desse corpo e alma às personagens que representava. Tomemos os exemplos de Cal de East of Eden (1955) ou Jim Stark em Rebel Without a Cause (1955). Ambas as personagens assentam no perfil que James Dean apresentava. Jovem, rebelde, problemático... muito disso derivado de complicações familiares ou amorosas.

O filme que aqui vos recomendo aborda tudo isto e muito mais. Tenta sintetizar os momentos chave da sua vida, desde a infância, passando pela a adolescência onde parte numa busca incessante à procura de se afirmar através da representação.

Acompanhamos também:

- Os  seus primeiros passos na vida de actor sob tutela de James Whitmore...
- Os seus primeiros castings...
- A amizade com Martin Landau...
- A sua afirmação primeiro através do teatro para depois lhe abrir as portas nos filmes, com Elia Kazan a apostar no seu talento...
- O envolvimento de Jack Warner (dono dos estúdios Warner Bros.)...

É evidente que nesta travessia é salientada a luta pelo reconhecimento do seu Pai, e claro, a sua morte.

Além de toda a parte pessoal em torno desta figura lendária, uma coisa que me provoca imenso interesse é  a época em questão...

Os anos 50 são alvo de contemplação por muitos, principalmente  pelas suas modas/tendências e pelos artistas que na altura faziam furor...
Sendo eu apreciador tanto de música como cinema, é impossível ignorar algumas das menções feitas no próprio filme como Marlon Brando, grande vedeta da época ou Charlie Parker, Miles Davis e Chet Baker, estrelas no panorama musical.

Relativamente à produção, este projecto estava previsto inicialmente para as grandes salas e sob a condução de Michael Mann em 1993, contudo passou de mão e mão até que o canal TNT (pertencente ao grupo Turner)  intercedeu para acabar com as "novelas" em torno deste making of e decidiu avançar com o formato televisivo.

Realizado por Mark Rydell (que também protagoniza o papel de Jack Warner), realizador em tempos nomeado para o filme On Golden Pond (1981), conta com James Franco no papel principal.



Pode-se dizer que melhor casting era impossível visto que Franco personifica na perfeição toda a essência Dean. É de facto espantosa a forma como se manifesta tão semelhantemente ao falecido actor com tamanha precisão nos seus maneirismos e estilo de representação (para não falar das semelhanças físicas), remetendo o espectador para um "mundo" onde Dean parecia estar vivo. Em poucas palavras: Franco é sublime!
Não percam este atestado ao seu talento, bem como a sumarização do legado do grande ícone que é James Dean.

Friday, January 14, 2011

Needle in The Hay



Um dos meus temas preferidos do que é (e não me canso de dizer isto) um dos melhores compositores da nossa geração!

... I'm taking the cure
So I can be quiet wherever I want ...




Needle in The Hay  chegou-me aos ouvidos através da banda-sonora de The Royal Tenenbaums (2001), um filme brilhante realizado por Wes Anderson. Curiosamente na altura passou-me despercebido e foi preciso um amigo meu ouvir a música para a associar ao filme.



Apesar de nessa altura já conhecer Elliot Smith, considerando-o um dos meus artistas favoritos não só pela sua música, mas também pela influência que exerceu na minha ligação ao panorama indie, só em 2001 (com este tema) é que passei a dedicar muitas horas a ouvir os seus trabalhos.

Hoje em dia não passo sem ouvir a sua música!


Para quem já foi (ou ainda é) fã dos FIFA's...


 The Crystal Method - Get Busy Child
(versão curta)

É que este som tem FIFA 98 escrito por todo o lado!

Sem dúvida o jogo de futebol da EA Sports (it's in the game haha) que mais me marcou!



Thursday, January 13, 2011

Gala FIFA - 2010 FIFA Ballon d'Or




Não é que me tenha ausentado muito tempo, mas este meu retiro de três dias talvez tenha descontextualizado um pouco o texto que se segue… É que o assunto no qual vou incidir é nada mais nada menos que a gala da FIFA, que ocorreu a passada Segunda-Feira, dia 11.


Não me querendo alongar muito sobre o assunto (algo que quem me conhece sabe que é impossível, tal é a minha natural apetência para divagar) quero cingir-me apenas a duas categorias: Melhor Jogador e Melhor Treinador.


Para choque de muitos, Messi foi o grande vencedor da noite ao ganhar, pela segunda vez consecutiva, o prémio de “Melhor Jogador do Mundo”. Com uma concorrência de peso, onde denoto como tremenda injustiça grande ausência o holandês Sneijder, o astro argentino fez questão de confessar à audiência que não estava de todo à espera de sair dali com o troféu na mão. Pois bem… nem ele, nem eu (nem muita gente).

Apesar da sua qualidade monumental, talvez apenas superada pela de Zidane desde que sigo futebol com algum conhecimento e maturidade, acredito que Xavi deveria ter sido galardoado com o titulo. Por inúmeras razões…

Começo com a mais óbvia: Melhor ano que 2010 é muito difícil de se fazer (ou repetir). Xavi conquistou vários títulos de alto gabarito, tanto a nível de clube como Selecção, tendo-lhe apenas faltado a conquista da Champions, contudo, a conquista da La Liga e o título Mundial na África do Sul representam o auge dos seus múltiplos sucessos desportivos, em oposição a Messi que, apesar de partilhar o título Nacional com Xavi, no decorrer do Mundial esteve muito aquém do nível a que nos habituou.

Depois, outra razão, talvez alheia a muitos seguidores do desporto rei, é a sua idade, que entra em conflito com futuras oportunidades!
Muito dificilmente voltará a disputar o prémio, e como tal, é da minha opinião que lhe deveria ter sido reconhecido não só o ano em questão, como também toda uma carreira ao mais alto nível no Barcelona. Messi terá certamente outras oportunidades de estar presente nas galas da FIFA, pois é jovem e é um poço inesgotável de talento, sendo por isso uma votação por parte dos representantes da FIFA que peca principalmente por não terem tomado em consideração todo esse conjunto de factores.
Apesar não ser totalmente apologista deste tipo de conduta (premiar mais pela carreira que o ano em foco) acho nem seria necessário observar as coisas desse prisma, visto que os feitos de Xavi em 2010 só por si justificam o prémio.


No que toca o “Melhor Treinador”, não houve surpresas e fez-se justiça: Ganhou o nosso José Mourinho, actual líder do colosso Real Madrid e expoente máximo da nossa linhagem de treinadores.
Apesar das dúvidas levantadas, até pelo próprio Mourinho, no que toca a atribuição do prémio, não havia como fechar os olhos aos feitos que El Special conseguiu durante o último que ano que passou. Pelo seu currículo já recheado de prémios e grandes marcos, este ano o português juntou uma série de títulos ao serviço do Inter de Milão, mantendo não só o seu poderio na Calcio, mas também oferecendo a glória Europeia que o clube italiano tanto ansiava.

Mourinho de facto é especial em vários sentidos, mas principalmente na forma como consegue estar envolvido na transfiguração de equipas, passando a auferir de uma condição que as deixa ao nível das melhores do Mundo. É que, sem querer tirar mérito à belíssima equipa que o Inter tem, os italianos não eram propriamente considerados favoritos na luta pela Champions. Muitos diziam que faltavam verdadeiras estrelas no plantel ao nível de um Real Madrid, Barcelona ou Manchester United. Não estou totalmente de acordo, mas compreendo o que queriam dizer… Sneijder era um jogador dispensado de Madrid…  Milito (figura crucial nos Nerazzurri) era proveniente de uma equipa do meio da tabela… Stankovic, Motta, Muntari entre outros, constam num leque de nomes com bastantes minutos nas pernas, mais pelo trabalho que incutem em campo do que propriamente “raw talent”.
Pelo meio existiam pontos de interrogação relativamente ao futuro rendimento de alguns jogadores por causa da idade… Enfim! 
Ninguém nega que a equipa é forte, mas também duvido que alguém lhes atribuísse o tipo de sucesso que conseguiram no decorrer da passada temporada. A não ser que já estivessem a tomar em consideração o “factor JM” (vou-lhe chamar assim… talvez venha a pegar moda) … e  aí sim, existe uma subida de probabilidades na concretização de feitos históricos.

Com Mourinho no comando o estilo de jogo fica agradável, mas acima de tudo fica mais coeso e regular. Passa a haver um maior sentido de sacrifício e entrega, que começa nos balneários, passando para os treinos e jogos. Muito disto está relacionado com as relações humanas, que são inquestionavelmente peça chave no desencadeamento disto, e por isso é que Mourinho é visto por muitos como uma figura paternal.

Por tudo isto, e muito mais, tenho orgulho em ver Mourinho, português dos pés à cabeça, subir aquele pódio, diante dos maiores nomes do futebol (passado e presente) para ser agraciado com tamanho prestigio e glória, ao alcance de poucos.

Mas quando as pessoas analisam e comentam o sucesso desportivo de um português nesta Gala, faço questão de dizer que são dois Portugueses que elevam o nome do nosso País pelo mundo fora. É que se Mourinho esteve em destaque por receber o prémio, há que falar de Pedro Pinto que está nas entregas. Talvez ofuscado pela cerimónia em si e todas as estrelas cintilantes que ocupam as cadeiras daquele recinto, custa-me por vezes ver a negligência com que algumas pessoas tratam o assunto, ao esquecerem-se de mencionar que Pedro Pinto, uma das caras mais importantes da CNN (estação televisiva com maior reconhecimento worldwide), é também o “anfitrião” da noite. É sempre de peito cheio que vejo e acompanho a carreira deste belíssimo jornalista, que tanto tem contribuído para o mundo desportivo com o seu trabalho. Eu, enquanto aspirante a jornalista, tenho-lhe reservado uma enorme admiração pela forma que tem singrado além-fronteiras… com grande classe e rigor!

Quer se goste do seu trabalho ou não, a verdade é que Pinto é um exemplo a seguir para qualquer pessoa no meio jornalístico e não só. Sejam quais forem as nossas áreas e pretensões de carreira, podemos sempre olhar para o pivô português como uma referência pela forma como alcançou a condição de que goza hoje. Trabalho, dedicação e acima de tudo, muita fé nas suas capacidades, foram algumas das suas ferramentas para os seus grandes êxitos, que ao fim ao cabo, também são os nossos êxitos enquanto povo Português!

"Hora do Bolo" - YouTube

Antes de ouvirem o que se segue, quero salientar que estava altamente nervoso no dia em que compareci no estúdio para gravar a minha Hora do Bolo. Apesar de não haver razões para tal, é perceptível pela forma como falo que não estou mesmo NADA à vontade! 

Com isto, mesmo tendo noção que pareço um pateta com um discurso completamente colado ao texto e escandalosamente lido (então a dedicatória final à malta SBSR é quase um insulto a quem faz rádio - fica é a boa intenção), era importante para mim arranjar forma de colocar isto online (visto que pelo YouSendIt existe uma "data de expiração")...

Aproveito para fazer outros comentários relativamente à minha sessão, no qual enalteço, o que é para mim, um começo fortíssimo com Hurry Up Let's Go dos Shout Out Louds! Não via isto tomar inicio d'outra forma,  tal é a energia que a música transmite e a pica que me dá... boa forma de contagiar o pessoal - digo eu -  e algumas belas passagens, nomeadamente no "vídeo 5" com a passagem de Les Savy Fav para Life in Film. Está fluída e conjuga dois temas do caraças!

Posto isto, siga com a música!








PLAYLIST

1. Shout Out Louds - Hurry Up, Let's Go
2. Los Campesinos! - Broken Heartbeats Sound Like Breakbeats
3. Two Door Cinema Club - Eat Up, That's Good For You

4. Wilco - Muzzle of Bees
5. Sufjan Stevens - Chicago (Adult Contemporary Easy Listening Version)
6. Elliot Smith - Angeles

7. Phoenix - Rally
8. The Drums - I Felt Stupid
9. We Were Promised Jetpacks - Ships With Holes Will Sink

10. The National - Sorrow
11. Foals - Spanish Sahara
12. LCD Soundsystem - All I Want

13. Les Savy Fav - What Would Wolves Do?
14. Life in Film - Sorry

15. Does It Offend You, Yeah? - Being Bad Feels Pretty Good

Wednesday, January 12, 2011

"Hora do Bolo" - Disponivel


Quem quiser ouvir a minha "Hora do Bolo" (rubrica da Rádio Radar na qual participei) basta ir aqui e fazer o download!

PS: tou um desastre no microfone, mas o que conta aqui é a música!

Saturday, January 08, 2011

Tom's Diner



Nunca, mas NUNCA me hei de esquecer como esta música me chegou aos ouvidos! Não me lembro da altura ao certo, mas era um puto com pouca percepção do que eu era ou queria ser (como qualquer outra criança penso), mas já com os meus "grandes" interesses bem definidos. Cinema e música eram claramente os meus campos... e no que toca este tema, estão interligados.

Estávamos ainda na era VHS, e eu a ver um filme que não me recordo, dei por mim ficar "colado" num preview trailer de um filme chamado Untamed Heart (1993) com o Christian Slater e a Marisa Tomei. 
Recordo-me plenamente não ter noção do titulo original (para mim era Coração Rebelde)...
Recordo-me de ficar intrigado com a tensão sexual que havia entre os dois protagonistas, isto apesar de olhar para o Christian Slater como se ele fosse um bocado estranho (talvez por a personagem dele nesse filme ser meio misteriosa e aparentemente problemática).
E recordo-me (finalmente o ponto que interessa) da música de fundo desse mesmo trailer... Tom's Diner da Suzanne Vega!

Não havia forma de eu saber o nome, nem do tema nem da cantora, mas para sempre a batida e aquele inicio me ficou marcado... e enquanto crescia, agora na era mp3, e já possuía conhecimentos que me tornavam um usuário independente do computador, foi só uma questão de tempo até chegar a essa grande música, muito vincada na minha infância.

Curiosamente, nunca cheguei a ver esse filme (embora continue a me sentir altamente intrigado)!

Agora, heis algo que desconhecia: 

A versão original de Tom's Diner era acappella (versão original aqui), não havendo portanto aquela batida ou inicio que para mim define a música. A versão que me foi dada a conhecer era um remix feito pelo duo britânico conhecido como DNA. Esse remix tornou-se tão ou mais popular que a versão acappella, sendo considerado um tema old-school e clássico de culto na cultura pop e dance.

Quem é que já não ouviu esta grande malha?



I am sitting
In the morning
At the diner
On the corner

I am waiting

At the counter
For the man
To pour the coffee

And he fills it

Only halfway
And before
I even argue

He is looking

Out the window
At somebody
Coming in

"It is always

Nice to see you"
Says the man
Behind the counter

To the woman

Who has come in
She is shaking
Her umbrella

And I look

The other way
As they are kissing
Their hellos

I'm pretending

Not to see them
Instead
I pour the milk

I open

Up the paper
There's a story
Of an actor

Who had died

While he was drinking
It was no one
I had heard of

And I'm turning

To the horoscope
And looking
For the funnies

When I'm feeling

Someone watching me
And so
I raise my head

There's a woman

On the outside
Looking inside
Does she see me?

No she does not

Really see me
Cause she sees
Her own reflection

And I'm trying

Not to notice
That she's hitching
Up her skirt

And while she's

Straightening her stockings
Her hair
Has gotten wet

Oh, this rain

It will continue
Through the morning
As I'm listening

To the bells

Of the cathedral
I am thinking
Of your voice...

And of the midnight picnic

Once upon a time
Before the rain began...

I finish up my coffee

It's time to catch the train


Friday, January 07, 2011

Trilogia "Millennium"






Era uma vez um escritor sueco chamado Stieg Larsson
Larsson, que fora jornalista de profissão durante muitos anos, era um autentico contador de histórias nos seus tempos livres, qualidade essa que transpôs para a sua carreira enquanto escritor. 

Enquanto foi vivo nunca foi uma personagem muito reconhecida pelos leitores ou critica, no entanto, o melhor do seu trabalho ainda estava para ser divulgado. Pouco depois da sua morte em 2004, a família Larsson decidiu entregar os manuscritos de três obras que desencadeariam uma história prevista para ser editada em 9 livros.

Infelizmente, por motivos óbvios, nunca veremos aquilo que Larsson pretendia, contudo fica uma trilogia literária de grande calibre (segundo dizem, isto é).

Eis os nomes (por ordem de lançamento):


Pouco depois dos lançamentos literários, aclamados por tudo e todos, comecaram a sair as adaptações para o grande ecrã.

O primeiro vi no cinema, a titulo de sugestão de um amigo que me apresentou à história por detrás das obras e do seu autor...apelando depois à minha vontade de conhecer cada vez mais o cinema Europeu, tendo eu oportunidade de ficar familiarizado com a arte sueca.
Os restantes dois acabei por ver em casa, visto que nunca chegaram às "salas" aqui em Cascais!

Sem querer adiantar uma sinopse, quero-vos deixar uma opinião restringida aos filmes sem conhecimento das obras (não as li e pouco sei sobre elas).

Os três são bons! Muito bons! O elenco é excelente (Noomi Rapace é d'outro mundo e Michael Nyqvist não fica muito atrás), o nível de representação inacreditável e a história atesta ao génio de Larsson, que produziu um thriller recheado de intrigas, segredos, crime e outros quantos "ingredientes" que fazem deste género cinematográfico, um sucesso!

Os filmes são também muito pesados e gráficos, com cenas desconcertantes que enfatizam o sujo/corrupto/miserável que o filme retrata em certas ocasiões, principalmente quando incide sob a um grupo de personagens (cruciais na narrativa).

Esta trilogia, mal comparada, faz-me lembrar um pouco de The Godfather na forma como está distribuida a história. (a bold para não me dizerem que insinuei serem filmes parecidos)

No Millennium, vemos no primeiro (claramente o melhor dos três) muita acção decorrer, enquanto no segundo há um meio termo entre a acção e a narrativa descritiva, os flashbacks... No terceiro e ultimo capitulo, predomina a narrativa descritiva (bastante mais acentuada diga-se) que oferece o desfecho a toda a trama iniciada no primeiro e desenvolvida no segundo (naturalmente).

É um bocado como vejo o The Godfather, mas isto sou eu!

Como é habitual, quando os filmes europeus atingem um determinado grau de popularidade, surgem de imediato as adaptações americanas. O remake americano estará já em produção sob o condão mágico de David Fincher, um realizador que nos últimos anos parece não saber fazer um mau filme.

Nos papeis protagonistas estão Daniel Craig e Mara Rooney... 

Entretanto fiquem com os trailers (dos já existentes e disponíveis filmes suecos)...







Little Baby Pines


by: Sunbears!

Tenho ouvido bastante esta música nos últimos tempos... muito porque, através de uma escolha inconsciente, é o tema o tema eleito para a compilação de momentos (bons e maus) que atravessei em 2010... mas não só! Durante essa retrospectiva acabo por conjugar tempos que recuam no tempo até ao Colégio Amor de Deus.

Basicamente acabo por elaborar um videoclip de conteúdo muito pessoal, e apesar da sua dimensão, talvez um pouco cheesy e com clichés, adoro imaginar momentos de grandiosidade entre amigos em câmara lenta (por exemplo), com efeitos de luz, com o recurso de fracções de imagens seleccionadas a dedo...

Sempre tive uma apetência natural para este tipo de coisas... viajo muito facilmente através da música! E na véspera de embarcar numa nova aventura no Reino Unido (algo para o qual estou ansioso), o que mais me passa pela cabeça é o bom que deixo para trás! Por muito que venha a adorar os próximos tempos fora de casa (e que talvez até nem queira regressar), a verdade é que parece ser cada vez mais difícil lidar com  esta ideia que se abateu sobre mim. Vou ficar sem ver a minha família ou os meus amigos durante tempo indefinido...
De forma alguma hesito no que será a minha nova campanha no mundo do trabalho, mas censuram-me por ser infligido com algum medo e preocupação?

Thursday, January 06, 2011

A história de Ted Williams - Homeless Man With The Golden Voice

Um amigo meu anda há uns dias a publicar vídeos no facebook sobre um tal Ted Williams. Na altura confesso que não me despertou grande interesse, até que vi mais uma ou duas pessoas fazerem a mesma publicação. Decidi então ver o perfil desse meu tal amigo, pioneiro na divulgação do sr. Williams, para ver o que é que este tinha para oferecer.

Basicamente o vídeo conta a história desse mesmo Ted Williams, um vagabundo dotado com uma voz extraordinária, algo que constatamos de imediato quando este abre a boca pela primeira vez. Apercebemos-nos que não é por acaso que é apelidado de Homeless Man With The Golden Voice

Material digno de um filme, é uma história como poucas existem e claro está... parece que só visto nos EUA... 

Ora vejam...




Vejam aqui uma entrevista no qual descreve sucintamente a sua história até ao dia em que lhe foi proposta uma oportunidade de trabalho...

e se estão ainda muito curiosos... leiam este artigo!

Tuesday, January 04, 2011

Cyrus (2010)






Ora heis uma bela surpresa... a todos os niveis!

Detentor de boas criticas e com o aval especial de Quentin Tarantino, que o inclui-o na sua lista dos Top 20 Filmes de 2010, Cyrus foi um filme que me surpreendeu bastante (apesar de não estar de acordo com Tarantino).

Mas comecemos com a premissa:
John (John C. Reilly), um homem ainda em recuperação da separação  - mesmo volvidos 7 anos - com a sua ex-mulher Jamie (Catherine Keener), vai para uma festa a convite desta e conhece Molly (Marisa Tomei). Aquando da sua primeira conversa, nós enquanto audiência sentimos de imediato a química entre o casal. Entretanto à medida que a narrativa avança e ambos se vão dando a conhecer um ao outro, surge uma outra personagem no qual o titulo do filme se inspira. Falo claramente de Cyrus (Jonah Hill), filho de 21 anos da Molly. 

Cyrus tem uma relação de grande proximidade com a sua Mãe e parece ser um rapaz bastante equilibrado e maduro no que toca a vida pessoal de Molly. Demonstra respeito e até algum afecto por John, que tenta retribuir na mesma moeda, contudo, a sua natureza paranóica deixa-o (mesmo que no inicio inconscientemente) suspeito das intenções de Cyrus. Eventualmente são feitas algumas revelações e é desencadeado uma "batalha" entre ambos pelo amor e atenção de Molly, onde basicamente vale tudo!


Realizado pelos irmãos Jay e Mark Duplass, e produzido pelos irmãos Ridley e Tony Scott,  Cyrus é um filme que se apresenta como uma comédia...
Não só o trailer (um óptimo cartão de visita) deixa essas indicações, mas também é assim que é descrito em praticamente todas as fichas técnicas com que me deparei! Mesmo que desconhece-se os elementos até agora mencionados, bastaria-me olhar para os nomes de John C. Reilly e Jonah Hill para deduzir que se trataria de um  filme cómico.

Embora John C. Reilly seja um actor formidável com capacidades que reivindicam respeito tanto na comédia como no drama, já Jonah Hill parece só se ter afirmado no mundo do riso.
No entanto, o filme é muito mais do que aparenta ser... Mais que uma comédia, é um filme que apesar do seu humor, consegue ser muito sério. Aborda e analisa temáticas sensíveis como a recuperação de relações, a proximidade entre mãe e filho e os conflitos que podem derivar dessa condição. 

Há momentos que podem despertar o riso a muita gente, mas que mim evocaram outras sensações... Compreendi de onde vinham algumas reacção e por isso criei alguma empatia e uma sensação de solidariedade. Mas não se preocupem... terão certamente muitos momentos dignos de gargalhadas bem fortes!




Everything Happens for a Reason


Já não é a primeira vez que esta questão surge, ora no meu subconsciente, ora em conversa com amigos ou até mesmo neste blog (mas sob outro "tópico" que no fundo é o mesmo... Nada Acontece por Acaso).

No decorrer de um episódio da série Scrubs dei conta de um conjunto de cenas que andavam em torno do tema religião. 

Dentro das suas várias camadas/parcelas, despertou uma (eterna) luta entre dois lados: 

Fé (representada pela enfermeira Laverne) VS. Ciência (representado pelo Dr. Cox).

Tal forma foi o impacto desse episódio, que guardei o ficheiro para que pudesse editar (de forma muito desleixada confesso) e partilhar aqui no Tão Simples Quanto Isso. Nos motivos por detrás desta minha decisão está o facto de o assunto me dividir e interessar, mas também a chegada do "Ano Novo"... já nem sei bem explicar  porquê e sinceramente nem me apetece puxar pela cabeça tal forma é a preguiça... mas sei que na altura relacionei imediatamente à passagem de ano. 

Seja como for, acho que vale a pena ver!


Monday, January 03, 2011

Alive With The Glory of Love


by: Say Anything

banda rock alternativo com fortes influências de punk... é assim que o wikipédia os descreve...

Foi a ver Scrubs que cheguei a esta música. É um rock popzinho giro... daqueles tirados de uma cena final de uma série (literalmente)! Eu gosto! Talvez para quem ouve a música fora de contexto pareça um bocado cheesy... mas cai-me bem no ouvido! Tem energia e uma história interessante por detrás da letra...



“Alive! Alive! Alive with love, alive with love tonight…”

Saturday, January 01, 2011

Best Of 2010 - do meu ponto de vista

É já uma tradição de diversos meios de comunicação fazer um top "qualquer coisa" no final do ano... Não pretendo ser excepção até porque já o ano passado dei inicio ao que pretendo tornar uma rubrica anual deste blog.

Como tal, tendo em conta os meus interesses e também seguindo o plano que executei no final de 2009, farei um top 10 melhores filmes e álbuns. 

Não esquecer que alguns nomes podem estar fora da lista por ainda não ter visto/ouvido.

TOP 10 FILMES:
(supostamente esta lista seria sem ordem prevista, mas não me coíbo de vos chamar à atenção para o facto que os primeiros 6 filmes estão num nível  superior - volto a frisar, na minha opinião - relativamente aos restantes)

* Inception
* The Social Network
* The Town
* Buried
* Animal Kingdom
* Toy Story 3
* Winter's Boone
* Scott Pilgram VS. The World
* I Love You Philipp Morris
* Shutter Island


TOP 10 ÁLBUNS:
(sem ordem prevista)

* Foals - Total Life Forever
* Two Door Cinema Club - Turist History
* LCD Soundsystem - This Is Happening
* The National - High Violet
* Beach House - Teen Dream
* Arcade Fire - The Suburbs
* The Drums - The Drums
* Avi Buffalo - Avi Buffalo
* Wolf Parade - Expo 86
* Twin Shadow - Forget

Friday, December 31, 2010

The New Year




so this is the new year.
and i don't feel any different.
the clanking of crystal
explosions off in the distance (in the distance).

so this is the new year

and I have no resolutions
for self assigned penance
for problems with easy solutions

so everybody put your best suit or dress on

let's make believe that we are wealthy for just this once
lighting firecrackers off on the front lawn
as thirty dialogues bleed into one

i wish the world was flat like the old days

then i could travel just by folding a map
no more airplanes, or speedtrains, or freeways
there'd be no distance that can hold us back.

there'd be no distance that could hold us back (x2)


so this is the new year (x4)

The Ghost Writer (2010) | Fair Game (2010)




















São dois dos filmes que vi recentemente mas que por um motivo ou outro acabei por adiar o seu respectivo comentário. Tendo sido ambos  bastante do meu agrado, não podia deixar de fazer referência no blog, ainda para mais num ano onde escasseiam filmes merecedores de um top 2010, que estará certamente para breve.

(nota: não quero dizer com isto que não houve este ano filmes bons... apenas acho que a qualidade técnica da realização em conjunto com efeitos especiais e afins é que tomaram de assalto as salas de cinema, em oposição aos argumentos fortes e representações de luxo. Além do mais, faltam-me ainda ver alguns filmes considerados potenciais candidatos a essa lista.)

The Ghost Writer (2010), é um filme realizado por Roman Polanski, um dos grandes génios da velha guarda ainda no activo. Polanski que além de realizar, adaptou a obra e escreveu os diálogos com Robert Harris (o autor da obra The Ghost, no qual o filme se baseia). O filme contou com um elenco forte liderado  por Pierce Brosnan e Ewan McGregor (como só eles sabem), enquanto trabalhando no fundo (mas com a devida visibilidade e importância) temos Olivia Williams, Kim Catrall, Tom Wilkinson ou James Belushi (apenas para citar os nomes mais ilustres). 

Um filme com contornos bastante políticos, vemos o seu estilo bastante assente naquilo em que Polanski é mestre, e isso é o Thriller. Mantendo a audiência sempre na expectativa à espera de novos desenvolvimentos, é necessário chegarmos ao fim do filme para sentirmos algum nível de closure, que na verdade nunca chega na sua dimensão completa.

Apesar de ter feito furor na 23º Festival de Cinema Europeu, não digo que vos vai deixar boquiabertos, mas não deixa de ser um óptimo filme com Polanski a mostrar que o seu estilo de realização não se encontra desactualizado (nem nunca estará) e que ainda se consegue adaptar aos tempos modernos.



Fair Game (2010) à semelhança do primeiro filme, também carrega uma história muito politica e neste caso verídica!

Realizado por Doug Liman e com Naomi Watts e Sean Penn (a contracenar juntos pela terceira vez nas suas carreiras) nos papeis de Valerie Plame e Joseph Wilson respectivamente, o filme recai sobre um escândalo ocorrido em 2003 conhecido por The Plaime Affair. Na base deste escândalo está a denúncia da verdadeira identidade de Valerie, que trabalhava secretamente para a C.I.A. Isto levou a que não só a sua vida pessoal fosse comprometida, mas também a vida de pessoas a quem ela estaria a assistir no decorrer das suas missões. Esta denúncia surgiu por influência de forças do governo americano com o intuito de calar o seu marido (embaixador Wilson) bem como desviar as atenções de toda a polémica em torno das decisões do governo relativamente às acções no Iraque.

Ao ver o filme na companhia de alguém que está por dentro de como funciona o sistema noticiário bem como a mentalidade americana "pós 9/11", foi mais fácil para mim estabelecer pontos de ligação na compreensão do filme. Não que haja grande ciência, mas de facto reparei que a minha reflexão era mais rigorosa, com uma análise talvez "mais factual". Incidi sobre temas como a influência da comunicação social, a fraca capacidade de interpretação, e pior ainda, a falta de vontade em procurar fontes alternativas... levando as pessoas a acreditar na informação que lhes é dada... 

É também natural pensar no abuso de poder por parte de entidades como o governo americano, não excluindo outros pelo mundo fora. Aliás, podemos deduzir que onde está o poder, é passível também encontrarmos corrupção...

Recomendo que pesquisem o material de origem do filme, porque de facto é bastante interessante.

Monday, December 27, 2010

Girl Talk


Apresento-vos Gregg Michael Gillis, a.k.a Girl Talk.

Girl Talk é um projecto a solo de um homem que através do seu portátil faz o mashup de várias músicas num só tema, ou seja, recorrendo a várias samples acaba por construir uma única música. Este seu projecto vem no seguimento da ideia que a música resulta de uma fórmula matemática, sendo por isso possível (e fácil) fazer a junção de vários temas de forma fluída.



Com o primeiro álbum (Secret Diary) lançado em 2002, só recentemente, através de um amigo, descobri esta maravilha musical, com o seu quarto projecto de estúdio intitulado Feed The Animals (2008). Mantive durante algum tempo este post pendente, apenas porque precisava averiguar a consistência de Girl Talk ouvindo o seu álbum mais recente All Day (2010).


Certo e sabido, o seu quinto projecto de estúdio corresponde totalmente às expectativas e surge na mesma linhagem que o primeiro. É mexido, altamente contagiante... feito com muito bom gosto e super ecléctico. São vários os estilos musicais que são misturados... desde o rock, soul, hip-hop, blues... depois temos o indie, o underground, o mainstream... e as épocas variam desde o "mais ancestral até aos dias de hoje". Quer-me parecer (má escolha de palavras pois estou convicto do que vou dizer... e acho esta afirmação bastante consensual) que o estilo predominante é o hip-hop, nem que pela força dos beats que marcam o ritmo das músicas. Não querendo isto dizer que o resto é ofuscado pelas batidas. Tenho até um momento predilecto (vá) onde os acordes de *Hunger Strike dos Temple of The Dog, com a voz do Ludacris em cima*, fazem o meu dia.

É sem dúvida um projecto que prima pela originalidade e acima de tudo pela excelente forma como Gregg Gillis executa as misturas!


*(2.39)

Saturday, December 25, 2010

Merry Chrismukkah Pessoal!


Já agora... vejam este vídeo que está bastante interessante!