Se não viram o filme e tencionam ver... sugiro que não leiam o post que se segue (apesar de não achar uma revelação determinante)
Samuel L. Jackson e Dwayne "The Rock" Johnson fazem uma dupla incrivel que protagoniza vários momentos altos no filme The Other Guys (2010), entre os quais consta a cena "Aim for the bushes" (com o tema My Hero dos Foo Fighters - escolha super acertada - a servir de banda-sonora).
Todas as suas cenas decorrem no inicio do filme, limitando a presença dos dois actores quase à condição de cameos, cuja importância é vital para fazer descrição do típico policia "bazófia", normalmente descrito nos filmes de acção!
A titulo de curiosidade: Dwayne Johnson disse em entrevista ter consciência que a sua personagem não teria muito "tempo no ecrã", mas quando se dedicou ao argumento para descobrir a forma como "saia" do filme, ficou ainda mais determinado em participar neste filme de Adam McKay, muito pelo twist hilariante!
Das Experiment (2001) é uma longa-metragem realizada pelo alemão Oliver Hirschbiegel (Der Untergang ou Five Minutes of Heaven), que anda em torno de uma experiência social de enormes repercussões psicológicas.
Baseado na obra Black Box(referência à "caixa" que servia de "solitária") de Mario Giordano (com sérias influências de uma experiência prisional em Stanford, ocorrida em 1974), o filme leva-nos a conhecer um grupo de vinte homens que, através da resposta a um anúncio colocado no jornal, procura fazer 4000 marcos em 15 dias! Para isso, terão que se voluntariar num projecto cientifico com o intuito de simular uma experiência prisional. Para esse efeito, serão divididos em dois grupos distintos: guardas e prisioneiros, sendo essa divisão totalmente aleatória (e não, como se poderia prever, através de características e informação dos voluntários).
Para melhor controlo desta experiência, todo o perímetro está sob vigilância e ainda são impostas uma série de regras de conduta, nas quais se destacam a obrigação de respeito pela força hierárquica e a proibição de actos violentos.
Após colocados no cenário onde serão observados, há o enquadramento da realidade, bem como o ajuste às suas posições e tarefas... e se no inicio as coisas são levadas de animo leve, no espírito de "não passa de uma mera experiência", com o tempo instala-se um clima insustentável de tensão e hostilidade!
Posso-vos dizer da perspectiva de espectador que o filme mexe com o sistema nervoso, tal é a ansiedade acumulada com o decorrer do tempo...
É um caso sério para ser estudado a nível de cinema, mas acima de tudo, em psicologia... sendo claro os motivos que me levam a dizer isso! Vemos a transformação de pessoas quando colocadas em determinados ambientes e sob circunstancias especiais.
Presenciamos tirania, opressão, repressão, violência (tanto física como psicológica)...tudo de forma ilícita e provocante, estimulando a reflexão sobre a natureza humana e a importância que "individualidades" acrescentam no seu meio-ambiente.
Entretanto (como não podia deixar de ser) saiu em 2010 um remake americano protagonizado por Adrien Brody e Forest Whitaker.
É como um amigo meu diz... parece que os americanos não podem ver bom cinema noutros sítios, que tem necessidade de "imitar"
Um instrumento que adoro ouvir em sessões de jazz é o vibrafone!
Não é propriamente muito comum naquilo que podem considerar "jazz convencional" ou standard...
Posto de outra forma, não é o instrumento que imediatamente associam quando pensam neste estilo musical!
Mas o seu uso é de facto mais frequente do que as pessoas pensam.
Muitos dos grandes músicos pertencentes ao universo do jazz são peritos nesse instrumento...
Músicos como Lionel Hampton, Gary Burton, Eddie Costa ou Bobby Hutcherson
...e é com alguns deles que vos deixo hoje...
Lionel Hampton
Chick Corea (piano) e Gary Burton (vibrafone)
Eddie Costa
e já que tamos nisto (e pela piada):
Tossed Salads and Scrambled Eggs
(o tema da série Frasier cantado pelo actor protagonista Kelsey Grammer)
Foi durante uma Jim Jam Session (recentemente mencionada aqui) que me foi apresentada esta longa-metragem de Juan Carlos Fresnadillo, conhecido maioritariamente pelo seu filme 28 Weeks Later(sequela de 28 Days Later, realizado por Danny Boyle).
Intacto (2001) é um thriller de produção espanhola com Leonardo Sbaraglia, Eusebio Poncela, Mónica López, Antonio Dechent e Max von Sydow.
O filme, na minha opinião, consegue ser bastante ilustrativo da capacidade técnica e criativa de nuestros hermanos, fugindo do paradigma "contemporâneo" criado por Almodóvar, que acaba por ser o expoente máximo do cinema Espanhol.
Não lhe querendo tirar o mérito, a verdade é que isto não se deve única e exclusivamente ao seu (enorme) talento, mas também à falta de conhecimento das pessoas.
Essa falta de conhecimento pode derivar de vários factores... falta de recursos, fraca equipa de marketing/relações públicas ou simplesmente pouca demonstração de interesse.
Seja como for, espero que com este filme possa ajudar (quem lê o blog) a expandir horizontes e a dedicar um pouco do seu tempo (provavelmente) ao desconhecido.
Numa história (e o conceito que leva esta a se desenvolver) que prima pela originalidade na forma como faz abordagem ao espiritual/mágico, aqui referem-se à "sorte" como "moeda de troca", transferível entre pessoas (passível de transportar a narrativa para o campo do bizarro).
Se isto só por si não é suficiente para captar a vossa atenção, então deixem-me salientar a grande prestação do veterano sueco Max von Sydow, o elemento mais ressonante de todo Intacto.
É simplesmente maravilhoso ver este homem representar em tão boa forma!
Ridley Scott por detrás da camera, com Russel Crowe e Cate Blanchett nos papeis principais! Não parece haver melhor! O tema? Robin Hood ou "Robin dos Bosques" (como é mais conhecido entre portugueses), uma das maiores lendas do mundo literário, que para muitos de nós, foi uma das primeiras aventuras "animadas" da Walt Disney!
Então porque é que andei a adiar este filme e só recentemente é que o vi?
A resposta a essa pergunta é simples...
Tive medo!
Medo de sair tremendamente desiludido! Medo de estragar as boas recordações que tinha tanto dos desenhos animados, como do filme protagonizado por Kevin Costner em 1991! Filme esse que na minha cabeça, me apresentou no fim da minha infância a uma versão conscientemente actualizada e mais de acordo com a "história verdadeira" do arqueiro mais famoso do mundo.
Ainda por cima a situação depois piorou!
A critica estava dividida e grande parte das pessoas que eu conhecia não tinha gostado muito do filme! Cada um à sua maneira, lançavam farpas e o medo que eu inicialmente tinha, continuava a crescer. Mas algo me disse que deveria dar-lhe essa oportunidade... afinal de contas, estamos a falar de um super realizador e dois dos melhores protagonistas que Hollywood tem para oferecer!
Então assim o fiz! Vi o filme... e adorei!
Reconheço que talvez tenha sido por estar com as expectativas muito baixas, mas prefiro pensar que as pessoas é que estavam com "ilusões" de grandeza relativamente a Robin Hood (2010), fiando-se muito na ideia (e com razão) que de Ridley Scott espera-se sempre uma obra plena. Naturalmente, o filme Gladiator (2000) também contribuiu para esta situação! Digo isto porque para muitos foi inevitável fazer essa associação/comparação ao épico, que iniciou a parceria Scott/Crowe, uma das mais bem sucedidas nos últimos tempos (já vão em 5 colaborações).
Mas agora deixem-me que vos explique a razão pela qual gostei desta versão de Scott...
Comecemos com o óbvio...
Scott é um dos grandes mestres do cinema, Crowe assenta bem no papel (e tomemos em consideração que trata-se de uma personagem difícil e com muitas responsabilidades perante a sua audiência), Cate Blanchett (para não variar) está incrivelmente bem! O elenco secundário apresenta altos e baixos, mas saliento Mark Strong como um vilão "fácil de odiar" (e isso é claramente bom).
Até os cenários merecem destaque, pois são ideais e de facto fica a sensação que somos mesmo transportados para Nottingham!
Mas o que mais me impressionou nesta longa-metragem foi o seu conceito, como se de uma prequela se tratasse! A apresentação das origens de Robert Longstride (mais tarde baptizado com a alcunha Robin Hood) desde pequenos episódios da sua infância (retratados através de flashbacks), passando pelo seu envolvimento nas cruzadas lideradas pelo Rei Ricardo, o seu regresso a Inglaterra e as confusões de identidade, até ao momento em que é traído pelo reino que serviu durante anos. Aqui vemos a transformação de herói a renegado!
Pode-se dizer que enquanto as duas prévias versões mencionadas estão viradas para o entretenimento, a mais recente apresenta uma perspectiva histórica! Cruzei e filtrei a informação de todos os filmes vistos e sinto-me inquestionavelmente mais "conhecedor" da verdadeira história do Robin dos Bosques, e só por isso dou bastante mérito à última obra de Ridley Scott!
Nota: A exclusão de Robin Hood: Men in Tights (1993), do genial Mel Brooks, deve-se ao facto de se tratar de uma sátira, não sendo portanto igualmente relevante! Continua no entanto a ser uma das minhas representações favoritas desta personagem lendária!
Foi em plena conversa de facebook que me lembrei de William Fitzsimmons! Nisto, apercebi-me que o seu nome ainda não é reconhecido como eu pensava (ou gostava), e apesar de já o ter mencionado num post (no qual faço referencia ao gosto musical do Zach Braff e a forma como este acabou por me contagiar), cheguei à conclusão que merecia o seu espaço a solo" no Tão Simples Quanto Isso!
Portanto, como vos disse anteriormente, cheguei a Fitzsimmons através do blog do Z.B! Passei primeiro pelas preliminares no YouTube, onde Passion Play se assumia como um favorito e também como incentivo a arranjar algum album deste compositor folk!
Com quatro projectos de estúdio até ao momento, The Sparrow and The Crow (2008) - nº1 no iTunes na categoria folk, no ano do seu lançamento - foi claramente aquele que se destacou, e não digo isto apenas comparativamente aos seus trabalhos, mas de uma perspectiva geral. "Fartei-me" de ouvir esse álbum , composto na sua maioria (para não dizer totalidade) de temas acústicos, onde Fitzsimmons sozinho ou acompanhado, encanta com as suas melodias, letras e voz suave.
O homem é um baladeiro, disso não restam dúvidas! Mete as suas experiências pessoais em cada música que compõem (um pouco como todos os outros artistas) e neste The Sparrow and The Crow em particular, é perceptível toda a angústia e tristeza que carrega consigo desde uma infância difícil ao fracasso da sua vida amorosa! E por muito que se venha associar estes tópicos aos clichés em avulso, aqui há um sabor genuíno no que canta (quase em jeito de sussurro), aliado a uma extraordinária sonoridade instrumental.
Não se admirem de fazer ligações a séries de teor dramático como "Grey's"... É natural, até porque W.F já se tornou presença assídua em uma ou outra season...
Comecei a ver a oitava season de Scrubs e, como sempre, dei por mim a avaliar as "caras novas".
Entre essas caras tava um gajo indiano que me parecia terrivelmente familiar! Mas não sabia bem de onde! Prossegui a visualização dos episódios.
Pouco a pouco fui ganhando maior simpatia por esse actor! Tem piada! É carismático!
Decidi então pesquisar no Wikipédia!
Primeiro descobri o nome (Aziz Ansari)...
Depois acedi à página dele!
Ao que parece, ele entrou em alguns filmes que já vi (e gostei), entre os quais: Take Him to The Greek, Observe and Report ou Funny People.
Retirada do álbum Saturdays = Youth (2008), Graveyard Girl apresenta uma sonoridade que remonta imediatamente para os grandes clássicos dos anos 80!
Impregnada de juventude ao melhor estilo "Somos Jovens", rapidamente este tema se abateu de forma abrupta sobre mim, logo na primeira vez que a ouvi! Nesse momento tornou-se claro que isto poderia ser um sucesso!
Não sei se já comentei, mas (de acordo com alguns) tenho essa sina de conseguir identificar por instinto aqueles destinados a ser hits! Há temas evidentes, não me parecendo que este seja o caso!
Não sei o que me levou a crer nisto, mas durante anos, pensei que se tratasse de um filme produzido pelo canal MTV... e que fosse de conteúdo "suave"... Portanto quem conhece Boys Don't Cry (1999) pode imaginar o meu choque quando começo a realizar a direcção que isto começa a ter!
Baseado numa história verídica, que desde cedo captou a atenção da realizadora Kimberly Peirce enquanto esta ainda era estudante universitária, Boys Don't Cry é uma história de amor com contornos especiais! Um conto trágico elevado por uma super prestação de Hilary Swank (então desconhecida), maravilhosamente secundada por Chloë Sevigny e Peter Sarsgaard (está-se a tornar cada vez mais um dos meus actores favoritos).
É um filme muito difícil de se ver (ainda mais para quem não vai preparado, como aconteceu comigo) mas em todo o caso, é uma obra imperdível... não só por ser um marco do cinema independente antes dos anos 00', mas também porque Swank e Sevigny são memoráveis, tendo sido reconhecidas pela Academia (a primeira ganhou um Oscar, enquanto a Sevigny foi nomeada).
Frank Oz, conhecido pelo seu envolvimento no The Muppet Show ou por emprestar a sua voz à personagem Yoda da saga Star Wars, é também realizador! Na sua filmografia constam clássicos como Little Shop of Horrors (1986), Dirty Rotten Scoundrels (1988) - uma das minhas comédias de eleição, com Steve Martin e Michael Caine -, What About Bob? (1991) ou filmes mais recentes como In & Out (1997), Bowfinger (1999) ou The Score (2001), a sua tentativa num filme mais sério, que volta a reunir Robert DeNiro e Marlon Brando, e como se não bastasse, junta também Edward Norton.
O seu projecto mais recente foi em 2007 com o filme que aqui anuncio: Death at a Funeral.
Ao melhor estilo britcom (para os mais leigos: comédia britânica - imortalizada entre os portugueses pelo canal RTP2), este filme garante gargalhadas seja através do humor subtil ou "espalhafatoso"! Com cerca de hora e meia de duração digo-vos que é "Short but Sweet"!
Entretanto como já tinha comentado aqui em tempos, quando os filmes europeus são claramente de "outra liga", surge alguma companhia americana a apostar no seu remake! Tal aconteceu em 2010 com um elenco muito talentoso, mas que fica a dever (e de que maneira) à sua fonte de inspiração! Mesmo que queiram ver a versão americana, peço-vos que tirem tempo para primeiro ver a versão original (entre amigos é o mais indicado...)!
É simplesmente hilariante!
Nota: se possível, vejam o filme sem ver o trailer ou ter qualquer conhecimento da história! Neste caso torna tudo mais "interessante"...
Se há uns tempos fiz um post com o titulo "Publicidade no seu expoente máximo", então faço desde já uma mea culpa, porque precipitei-me!
Não deixa de ser boa publicidade, é certo... mas longe de ser algo semelhante ao que se segue!
Mais do que vender uma marca, boa publicidade tem a capacidade extraordinária de criar uma relação de empatia com as pessoas, levando a que nós, o público alvo, nos identifiquemos com o produto ou o conceito! Isso sim considero ser publicidade no seu expoente máximo!
Mas o que vos apresento de seguida, transcende esse ideal por completo! Sei que vou parecer terrivelmente lamechas, mas pouco importa... porque acho que este caso merece tamanha exposição!
Não quero arriscar dizendo que publicidade deste calibre não existe... não quero! Até porque esse comentário seria altamente suspeito por ainda estar a quente (mesmo passados dois dias da minha primeira visualização)... no entanto, deixem-me que vos diga o seguinte:
Gosto de bons anúncios como qualquer outra pessoa... não tenho assim um grande interesse cultivado, não perco horas a fio no YouTube, mas de vez em quando acedo a algumas sugestões e faço alguma pesquisa.
Já vi uma quantidade considerável de diferentes campanhas... Já me ri às gargalhadas e também já me emocionei... já me isolei em reflexão, como reagi de pura espontaneidade... mas nunca... NUNCA um anuncio me falou para o coração tanto como este!
Obstante do facto de ser uma produção no qual associaram um anuncio já existente (de uma marca que por sinal desconheço) à Nike, a verdade é que faz sentido, porque assenta naquilo que a marca norte-americana nos tem vindo a habituar.
No entanto, como já referi no inicio, a publicidade consegue ir além da sua tarefa em vender. Tal acontece neste caso...
Desde o discurso de John Doman, passando pela música dos Explosions in The Sky (de seu nome: First Breath After Coma) e o sucesso na selecção de "imagens" (onde saliento as do Jordan como sendo as "que me tiram de mim"), este anúncio prima pela maneira como se manifesta em nome da esperança e crença... na forma como nos lembra de coisas como o espírito de sacrifício, o sabor da conquista, o efeito que cada uma das nossas vitórias (por muito ínfimas que sejam) podem ter tanto em nós como naqueles que nos rodeiam... O saber que o fracasso está ao virar da esquina, não nos impedindo de olhar para isto como um potencial aliado, na forma como nos ajuda e motiva a superar determinados obstáculos.
Já Michael Jordan dizia:
I've missed more than 9000 shots in my career. I've lost almost 300 games. 26 times, I've been trusted to take the game winning shot and missed. I've failed over and over and over again in my life. And that is why I succeed.
Ser o underdog muitas vezes põem-nos em situações de partida que apresentam muitas desvantagens! Normalmente são os pouco experientes, com poucas credenciais... aqueles onde o historial não abona a seu favor e a junção desses factores não inspira propriamente confiança! Acho que todos nós partilhamos um pouco dessa experiência em uma ou outra altura da nossa vida! Mas felizes são aqueles que provaram não agir em conformidade com as estatísticas, os factos ou opiniões!
Felizes são aqueles que superaram os seus medos, ansiedades, problemas...
Aqueles capazes de acreditar no seu próprio potencial, mas também no do próximo!
Os que lutam até à exaustão para se elevarem ao estatuto de grandeza.
Com raça e determinação aqueles que levam à letra "Be all that you can be"!
Os que se deixam inspirar, mas que também inspiram outros...
Estes são os meus heróis, são as minhas influências... e uma das coisas que ESTE anúncio me faz acreditar... é que posso encaixar no perfil das mesmas pessoas que tanto admiro e respeito, se assim me dispuser a isso. Porque não depende de mais ninguém, se não eu!
Digo-vos meus caros... este anuncio é capaz de mudar vidas!
"John Doman speech"
Here's the thing that makes life so interesting...
The theory of evolution claims only the strong shall survive!
Maybe so, maybe so...
But the theory of competition says:
just because they are the strong doesn't mean they can't get their asses kicked!
That's right!
See, with every long shot come from behind underdog will tell you is this:
The other guy may in fact be the favourite...
The odds may be stacked against you, fair enough...
But what the odds don't know is this isn't a math test!
This is a completely different kind of test!
One where passion has a funny way of trumping logic!
So before you step up to the starting line...
before the whistle blows and the clock starts ticking...
Just remember out here..
the results don't always add up!
No matter what the stats may say
and the experts may think
and the commentators may have predicted
when the race is on all bets are off!
Don't be surprised if somebody decides to flip the script take a pass on yelling uncle
and then suddenly, as the old saying goes we got ourselves a game!
Mais um daqueles filmes que andei adiar durante imenso tempo... e ter-me sentado no sofá para o ver surgiu sob circunstancias especiais. Deixem-me que vos explique...
Um grande amigo meu, cineasta dos pés à cabeça, decidiu fazer uma iniciativa, de seu nome Jim Jam Sessions, que consiste em protagonizar sessões de cinema personalizadas, mediante o público que tem em casa. Basicamente o anfitrião escolhe filmes à nossa medida, sendo que as suas escolhas primam por ser obras que dificilmente viríamos por iniciativa própria. As escolhas abrangem cinema de todo o mundo, onde à priori são excluídos os intitulados blockbusters.
Informação escusada, mas que fiz questão de mencionar na esperança motivar outros a seguir o exemplo desse meu amigo... é uma actividade enriquecedora para quem os vê e um desafio para quem elege os dvds.
A realização está num nível apenas ao alcance dos melhores, algo que o australiano Mel Gibson já provou estar à altura em mais que uma ocasião.
Depois, embora a história contenha alguns vestígios considerados "familiares", o contexto em que ela ocorre e a forma como é explorada é algo "irreverente", tendo em conta as expectativas hollywoodescas! Porque se pensarmos bem, os "ingredientes" ao dispor não fazem de Apocalypto um filme com grandes pretensões comerciais! Vejo como grandes indícios disto a elaboração de um elenco desconhecido e o facto do dialecto utilizado ser maia (algo que certamente dificulta a aceitação de um público abrangente).
Mas depois de visto o filme podemos dizer que essa ideia de que filmes nestas condições não poderiam ser sucessos comerciais, é totalmente antagonizada!
Considerem a quantidade de riscos que o Mel Gibson tomou para realizar esta longa-metragem...
Foram certamente em abundância, contudo, aparentemente o sucesso feito com The Passion of Christ (2004) conferiu-lhe essa liberdade para apostar em mais um projecto de cariz pessoal (e em muitos aspectos rebuscado), que cedo surtiu efeito tanto na audiência como na critica!
Ainda bem que assim o fez... Desde os cenários eleitos, ao casting, passando pela forma como conduz o ritmo da acção (de forma incessante diga-se)... o filme será eventualmente condecorado com o estatuto de clássico.
Volto a frisar que tal deve-se muito às capacidades (em muitos aspectos visionárias) de Mel Gibson por detrás da câmara!
While we're on the subject
Could we change the subject now?
I was knocking on your ear's door but you were always out
Looking towards the future
We were begging for the past
Well we knew we had the good things
But those never seemed to last
Oh please just last
Everyone's unhappy
Everyone's ashamed
Well we all just got caught looking
At somebody else's page
Well nothing ever went
Quite exactly as we planned
Our ideas held no water
But we used them like a dam
Oh, and we carried it all so well
As if we got a new position
Oh, and I laugh all the way to hell
Saying yes, this is a fine promotion
Oh, and I laugh all the way to hell
Of course everyone goes crazy
Over such and such and such
We made ourselves a pillar
We just used it as a crutch
We were certainly uncertain
At least I'm pretty sure I am
Well we didn't need the water
But we just built that good God dam
Oh, and I know this of myself
I assume as much for other people
Oh, and I know this of myself
We've listened more to life's end gong
Than the sound of life's sweet bliss
Was it ever worth it?
Was there all that much to gain?
Well we knew we missed the boat
And we'd already missed the plane
We didn't read the invite
We just dance at our wake
All our favorites were playing
So we could shake, shake, shake, shake, shake
Tiny curtains open and we heard the tiny clap of little hands
A tiny man would tell a little joke and get a tiny laugh from all the folks
Sitting drifting around in bubbles and thinking it was us that carried them
When we finally got it figured out that we had truly missed the boat
Oh, and we carried it all so well
As if we got a new position
Oh, and we owned all the tools ourselves
But not the skills to make a shelf with
Oh, what useless tools ourselves
Habana Blues (2005) é uma longa-metragem realizada por Benito Zambrano, que retrata o cenário musical em Havana (tal como titulo do próprio filme o sugere) através de dois amigos que procuram singrar além fronteiras. Quer dizer... não se limita apenas à música, mas a todo um contexto social-demográfico de Cuba, nomeadamente Havana, onde a acção decorre. Aliás, muito à semelhança de No One Knows About Persian Cats (um dos meus posts mais recentes) este projecto procura evidenciar as dificuldades que os músicos enfrentam naquele País, contudo, se compararmos ambos os alvos de reflexão (um filme vs. outro) facilmente chegamos à conclusão que são realidades muito destoadas uma da outra.
Numa conversa com a pessoa responsável pela minha visualização de ambos, perguntou-me qual dos dois achava eu ser "mais filme".
Pois bem... Habana Blues oferece uma visão mais suave e descontraída de toda a acção. A linha narrativa apresenta-se bastante menos intensa, fruto de estarmos perante algo que não nos é de todo desconhecido. Aliado a isso temos o facto que ambos os Governos conferem um tratamento totalmente diferente, pois como podemos ver no filme Iraniano, o grau de censura e o tipo de agressividade aplicada atingem níveis surreais (difícil para qualquer civilização compreender/aceitar).
O estilo de filme também é outro, no sentido em que enquanto um (Habana Blues) apresenta-se como obra fictícia, fortemente virada para o entretenimento musical, o outro esmera-se por dar outra autenticidade com um formato a roçar o documentário.
Eu tenho a confessar que sou mais adepto do projecto iraniano, embora goste muito (e recomende) esta co-produção cubana/espanhola. É bastante sólido no entretenimento, as personagens são carismáticas (os protagonistas - um deles versão cubana do Lenny Kravitz - "mostram" o caminho para o sucesso) e a banda-sonora deixa-se definir por aquele toque Cubano mesclado com o calor de ritmos latinos, cheios de outras influências (rock/hip-hop com grande presença, mas ainda ouvimos temas ligados ao punk ou metal)
.
Mesmo sem verem o filme, aconselho vivamente que desfrutem das música ouvindo o cd! Vale a pena!
É verdade meus caros, o grupo liderado pelo icónico Iggy Pop irá marcar presença dia 7 de Julho no Optimus Alive.
Autores de álbuns marcantes como Fun House ou Raw Power, os Stooges que já passaram por épocas conturbadas, tendo-se separado inúmeras vezes, voltam-se a reunir para mais umas digressões.
Deixo-vos a garantia que é espectáculo garantido! Apesar da idade, Iggy Pop é tremendo em palco.
Será certamente memorável visto que teremos no mesmo dia os Foo Fighters, no entanto, as atenções serão repartidas com este grupo recentemente introduzido no Rock n' Roll Hall of Fame. Afigura-se um concerto cheio energia em palco, onde não poderá faltar I Wanna Be Your Dog, o meu tema favorito de "Iggy Pop e Companhia". Aliás, essa música é tão e somente o tema condutor de uma das minhas cenas favoritas do cinema. Refiro-me ao momento do "jogo de poker" no filme Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998) do inglês Guy Ritchie. Para mim é a cena que define a sua grande obra de arte!
Enfim... depois deste "pedaço" de trivia fiquem com a música e (porque não) o excerto do filme...
Não sei como definir a grandeza deste filme! É uma tarefa ingrata pois tenho plena noção que por muito que me esmere, não vou conseguir fazer verdadeiramente jus a esta obra de arte iraniana!
Realizado por Bahman Ghobadi, No One Knows About Persian Cats (2009) procura expor ao mundo as dificuldades correntes que o Irão atravessa, de um âmbito social e politico, usando a música como principal veiculo na manifestação do controlo e censura praticada relativamente à expansão artística.
Essa exposição acontece através do acompanhamento feito a Ashkan e Negar, dois músicos visados pelas restrições culturais da sua terra de Tehran. Como consequência disto, procuram a todo o custo abandonar o País de forma a seguir os seus sonhos, que passam principalmente pela possibilidade de fazerem a sua própria banda indie rock, algo que peremptoriamente reconhecem ser um processo complexo.
Dadas as circunstancias, procuram o auxilio de Nader (francamente a melhor personagem do filme), um pseudo produtor e entusiasta musical com vários conhecimentos no mercado negro.
Ingressamos numa debandada pelo Irão à procura daqueles dispostos a arriscar as suas vidas em nome da música, insurgindo-se assim contra aqueles que se opõem à liberdade de expressão. Nesta travessia damos-nos conta daquela realidade acerrimamente miserável em que a juventude iraniana vive, oprimidos por um governo que não tolera mudança.
Bahman Ghobadi (o realizador) aposta numa conduta pragmática, ao acompanharmos os protagonistas num formato que muitas vezes mistura o documentário com o videoclip. Através de vários segmentos musicais fazemos uma incursão por vários estilos, todos eles (naquele País) associados ao conceito underground, devido à sua proibição.
Tendo o indie como maior referência, este género reparte os dividendos com outras categorias... desde o Jazz (ouvi uma sessão de guitarra ao estilo de John Scofield ou Pat Matheny), Metal, Rap (um dos "clips" mais fortes de todo o filme) e até electrónica (e quem diria?! Gostei!)! Projecto puramente ecléctico...
Pontos fortes:
- Uma boa história que mais do que entreter, serve como campanha para alertar as pessoas da situação que o Irão vive, porque "No One Knows About The Persian Cats"
- Banda-Sonora de luxo (brevemente com direito ao seu próprio post)
- Inovação na forma como passam a mensagem
- Aproveitamento de um elenco composto na maioria por músicos reais e não actores
- Conjugação de momentos para todos os gostos... Musicais, dramáticos, cómicos
Justo alvo de reconhecimento global e vencedor no Festival de Cannes 09 (Special Jury Prize), No One Knows About Persian Cats é monumental!