terça-feira, março 01, 2011

Falta-me o tempo

(Desculpem o texto "quase dislexico" mas isto foi muito feito em "cima do joelho"...)

Para quem se interessa, para quem lê e para quem gosta do que escrevo e faço, peço desculpa pela minha ausência deste mundo que é a blogosfera!

A minha mudança para Londres, tem sido difícil, no sentido em que me falta tempo para fazer tudo aquilo que quero. Tive de largar alguns dos hábitos que tinha em Portugal e reajustar-me a esta nova realidade, que embora intensa e diferente, é agradável e importante. Porque me está a transformar numa pessoa que talvez nunca estivesse à espera de um dia vir a ser…

Talvez um pouco precipitado nas palavras é certo… até porque o crescimento e evolução são processos contínuos sem fim à vista… não me consigo coibir de fazer tal afirmação! Talvez deslumbrado pela quantidade de coisas que se sucedem ao mesmo tempo, é difícil (e quase inevitável) para mim, pensar que não fosse a minha vinda para Londres, e algumas transformações nunca ocorressem. É uma ideia que se encontra muito presente nestes tempos que decorrem…

Enfim, muita conversa apenas para vos dizer que ando completamente sem tempo, e verdade seja dita, o facto de não ter acesso a internet em casa é um grande (e grave) entrave nas minhas diversas formas de comunicação para “casa”.

“Casa” com as aspas propositadamente colocadas, na procura de lhe dar um outro sentido além daquilo que poderiam interpretar como sendo o mais óbvio… isto é: casa=Portugal/casa=cascais.

“Casa” neste caso estende-se muito para além disso… passa por tudo e todos que de uma maneira ou outra faziam parte de uma rotina, que parece ofuscada pelo movimento e novidade que Inglaterra tem-me estado a oferecer. Coisas básicas, como por exemplo escrever neste blog, são sem sombra para dúvidas formas de me fazer sentir mais próximo do que “deixei para trás”. E há coisas que não se substituem, mesmo que em alturas tente comparar ou compensar…

Na véspera da minha viagem, fui jantar a casa de um amigo em Lisboa, perto do Bairro Alto. Na caminhada do Cais Sodré até ao topo da rua, fui ao som d’Os Golpes ate ao Largo de Camões eis que me surge um pensamento inédito (quase insólito).

Adoro Lisboa!

Permitam-me que vos contextualize:

 Os que me conhecem minimamente sabem que tenho um enorme amor pela vila de Cascais, onde nasci e fui criado! É aquele tipo de amor que me leva a pronunciar o nome de peito feito e com sorriso na cara. O tipo de amor que quando nos perguntam “de onde são?” e alguém responde “Lisboa”, faço questão de marcar posição e dizer “Eu sou de Cascais!”. Não é de todo pretensioso, até porque a malta estrangeira nunca ouviu falar de tal nome … maior razão ainda para falar da magia em redor da minha terra natal. Com tamanha paixão aficionada, a minha atenção nunca esteve muito virada para Lisboa e levaram muitos anos até que eu começasse a ganhar real interesse pela capital, algo que aconteceu principalmente com a minha entrada na faculdade e que desde então se tem vindo a desenvolver. Claro, gosto da cidade, mas nunca realizei ser das coisas que mais falta me faria.

Faz sentido terem sido Os Golpes, orgulhosamente portugueses e filhos de Lisboa, que me encaminhassem para, o que foi para mim, uma das grandes surpresas em tempos recentes! Mas não só Lisboa ou Cascais são motivos de orgulho em ser Português… a nossa história, a língua e tantas (tantas) personalidades são mais que razões para querer ter uma bandeira no quarto ou andar de camisola encarnada e verde… e depois num campo pessoal, é impossível não mencionar a família fantastica com que fui abençoado e os tantos amigos que tenho e tanta influência exerceram sobre mim! Até nas pessoas com quem me cruzei e não partilho grande afinidade, existem aqueles que deixaram alguma réstia de si na minha formação ou nas inúmeras experiências (muitas boas, algumas más, mas todas importantes!).

A todos os que se sentirem “mencionados” o meu obrigado! Por tudo e por nada, mas obrigado! Espero vir a ser motivo de orgulho, principalmente além-fronteiras, onde de certa forma me sinto parcialmente representante do nosso País no meio onde me encontro!

Para concluir, e correndo o sério risco de parecer pouco coerente (ainda mais depois de ter escrito este texto), quero-vos alertar para o facto que este será o meu último texto escrito em Português nos tempos que se seguem (excepto talvez em alguns casos pontuais)…

Naturalmente isto tem várias razões de ser… Primeiro por uma questão de treino visto que cá tenho de praticamente pensar em inglês 24/7! Depois porque na minha área, dominar o inglês escrito é um requisito, e como tal, vejo isto como uma óptima forma de evoluir… e por fim, por querer expandir o blog, fruto das ilusões provocadas pelo conceito de globalização de que sofro!

Um comentário:

cairs disse...

Duartinho, já tava a ficar preocupada ctg :P compreendo perfeitamente que não haja tempo, a adaptação a essa nova realidade vai ser demorada, mas tenho a certeza que vai correr tudo bem e vais vingar-nos por aí.

We hope to hear from you soon. Most of all, have fun!

*Cairs