quarta-feira, julho 07, 2010

Punk




Já passei por várias fases musicais, isto é, já houve alturas onde me dedicava de forma mais acentuada a um estilo concreto. Tive a fase do hip-hop durante os meus tempos de basket, tive o indie, jazz e blues e até tive o reggae (numa altura onde nem me recordo bem quando foi, apenas sei que foi a fase mais curta e que acabou por quase não permanecer). 

Uma das minhas fases mais longas foi o Punk

O gosto pelo punk surgiu com o álbum Smash (1994) dos The Offspring, onde predominavam temas como Self-Esteem, Bad Habit ou o meu favorito (talvez não tão popular) Genocide
Automaticamente os Offspring tornaram-se uma das minhas maiores referências, sendo eles a razão pelo qual comecei a expandir os meus horizontes. Não me recordo bem através de quem os comecei a ouvir, sei apenas que estava no liceu e poucos ouviam na altura (embora os dois primeiros temas que mencionei fossem relativamente bem conhecidos por alguns). 

Voltamos depois só  a ouvir falar deles com a chegada do Americana em 98 - tendo eles lançado pelo meio Ixnay on the Hombre (1996) - , projecto este que notorizou o grupo americano com o seu single de lançamento, Pretty Fly for a White Guy. Era uma daquelas músicas consideradas presença assídua nas "festinhas de garagem" ou aniversários em casa dos amigos. O videoclip passava over and over again em tudo o que era canal de música ou rádio, e toda gente dominava a letra de ponta a outra. 
Seguiram-se outras músicas do mesmo cd que tiveram óptima recepção aqui pela "maltinha". Falo de Why don't you get a Job e The Kids Aren't Alright.

Bem... eu, por muita graça que achasse ao Pretty Fly for a White Guy (música e vídeo), criei um ódio não só ao álbum Americana mas aos Offspring. O cd era do mais comercial que havia, tendo eu criado a ideia que o grupo tinha preterido da essência do punk e do seu próprio estilo para obter maior sucesso comercial. 

Aqui inicio uma nova fase da minha vida onde me começo a aperceber da quantidade de grupos que optam por este caminho. O do sucesso fácil... enfim! Escusado será dizer que comecei a olhar para eles como uns "vendidos". Excepto pelo The Kids Aren't Alright (e pouco mais), não havia faixa desse álbum que me agradasse e que mantivesse traços da verdadeira identidade (ou pelo menos aquela que nos habituaram) dos Offspring.

Felizmente, a minha aventura por este meio não começou e acabou com Offspring! Através de um amigo que na altura estudava comigo no Amor de Deus, este passou-me para as mãos compilações feitas pela namorada que ouvia bastante punk (e até tocava bateria). Fui "apresentado" a NoFX, Millencollin, MXPX... que por sua vez, despertaram em mim um maior interesse em investigar este circuito, o que me levou através de conversas com amigos e muita pesquisa na net, chegar aos Pennywise, Lag Wagon, New Found Glory,  Fenix Tx, The Ataris... com uma passagem pelo Ska (que para os que não sabem, é quase uma mescla de punk com reggae) um estilo do qual fui fã durante muito tempo (e que ainda ouço). Catch 22, Reel Big Fish, Five Iron Frenzy, Less Than Jake, Buck-o-Nine, Goldfinger, Mad Caddies ou Save Ferris eram alguns dos grupos ska que ouvia com regularidade. 

Óbvio que esta transição para o ska não abrandou a minha pesquisa do punk.

Comecei a ouvir os clássicos... The Clash, Ramones, Sex Pistols... e os portugueses Censurados e Tara Perdida! Depois disto, com o mIRC a ser um dos principais catalisadores, chegou-me aos ouvidos No Fun At All, No Use For a Name, Propaghandi, The Vandals, Deviates, Satanic Surfers... ahhh e  por volta de 2000 chegam os Blink 182 com o tema All The Small Things. Estes tornaram-se, juntamente com No Use For a Name, Propaghandi, No Fun At All, Millencollin e os clássicos (Sex Pistols, Ramones, Clash), os meus "cabeças de cartaz" do panorama punk, sendo provavelmente aqueles que mais ouço ainda hoje.

Pelo meio ainda houve tempo para ouvir bastantes punk covers. Não só temas de outros artistas, mas também de filmes. e séries.. Fiquei com a ideia que isto quase que foi uma "moda" digamos... no sentido em que quem ouvia punk teve uma época onde priorizava os downloads de covers.

Com a entrada na faculdade, lá fiz uma amizade que me ajudou a cultivar ainda maior conhecimento nesta "área". Le Tigre, Bikini Kill, Black Flag, Anti Flag e por fim - mais recente aquisição - os Rise Against (tendo estes chegado aos meus ouvidos através do jogo Raw VS. Smackdown).

Dito tudo isto, quero clarificar o seguinte... o grande propósito desta partilha (quase cronológica) do meu interesse pelo punk é (mais uma vez) incentivar os que não conhecem/ouvem a fazer alguma pesquisa e criar algum nível de proximidade com aqueles que como eu, têm ou tiveram, um interesse por esta vasta gama de punkalhada, com o meu "selo de qualidade" (que para muitos poderá não valer rigorosamente NADA)

Ficam aqui alguns favoritos...







Um comentário:

Martim Pizarro disse...

Atenção que muitas das bandas são parte da cena Pop-Punk a começar pelos Offspring no seu albúm Smash.Como a ideia é deixar um comentário opinativo vou ser conciso e esquemático:

Offspring = Lixo (com excepção de algumas músicas que gosto muito)
Blink = Lixo (com excepção de algumas que gosto)
New Found Glory(com o seu "Sticks and stones") = Lixo
Pennywise = Bom
Lagwagon = Muito bom
Fenix TX = Mau
NOFX = Muito bom/Excelente
Ataris = Razoável
No Use For A Name = Era bom e agora é lixo
Madd Caddies = Muito Bom
Goldfinger = Era bom e agora é mau
Save Ferris = Bom
Buck-o-nine = Bom
Five Iron Frenzy = Bom
No Fun At All = Muito Bom/Excelente (out of bounds dos melhores discos que já ouvi dentro da categoria)
Catch 22 = Bom
Reel Big Fish = Bom
Rise Against = Muito Bom
Anti-Flag = Mau
Black Flag = Razoável
Satanic Surfers = Muito Bom
Cenas como Bikini Kill, Le Tigre ou The Donnas têm algumas músicas engraçadas mas só isso.
Propaghandi = Bom
Dos clássicos nem vale a pena dizer nada.
Entretanto,há mais bandas que merecem destaque como Ignite,Dropkick Murphys ou Turbonegro,etc.Mais qualquer coisa e é só dizer!abc