sábado, dezembro 04, 2010

Relembrar "Silent Alarm"



1. Like Eating Glass
2. Helicopter
3. Positive Tension
4. Banquet
5. Blue Light
6. She's Hearing Voices 
7. This Modern Love
8. Pioneers
9. Price of Gas
10. So Here We Are
11. Luno 
12. Plans
13. Compliments 


Um pouco à semelhança do que escrevi sobre os The Killers, irei fazer o mesmo com os Bloc Party. Digo isto tendo por base dos meus argumentos o facto de, depois de um primeiro album espectacular, nunca mais terem conseguido retomar um caminho que parecia altamente promissor (embora goste de A Weekend in The City e Intimacy, este último tendo levado mais tempo do que é normal a apreciar, sendo uma grande influência o concerto que vi em Portimão para a minha "aceitação").

Existe contudo uma enorme diferença no que toca o impacto que as bandas (Killers e Bloc) tiveram em mim. Enquanto Hot Fuss marcou uma época/ano, Silent Alarm (2005) é daqueles álbuns que marca uma vida! Sem falhas absolutamente nenhumas, é um dos meus cd's favoritos que do principio ao fim evocam diferentes fases, momentos e sentimentos... sejam através das baladas This Modern Love ou Blue Light... ou através de temas mais mexidos, impregnados de juventude e histórias como Helicopter e Banquet.
Em total sintonia, todos os membros do grupo são fortes no seu contributo. Adoro a velocidade de execução e violência com que Matt Tong ataca a bateria, adoro a forma como Kele se entrega às suas letras, os riffs de guitarra fortíssimos de Russ Lissack  e o ritmo imposto pelo baixo de Gordon Moakes. Juntos fazem uma unidade excepcional que na procura de se distinguirem (cedo demais) tentaram alternar no seu estilo como quem diz que não estão ali para tocar sempre as mesmas coisas. 

Aprecio a tomada de riscos, mas acho que neste caso não surtiu o devido efeito, tendo com isto perdido parte da sua legião de fãs! Depois disto seguiu-se o desmoronamento da banda com a decisão de Kele em enveredar uma carreira a solo, onde a electrónica predomina de forma acérrima, mas sem encantar (mas aqui a minha opinião é suspeita visto que não sou o maior fã desse estilo musical).

Posto isto, quero concluir esta espécie de tributo (quase nostálgico) ao colosso indie que é Silent Alarm, primogénito de uma banda que levo comigo no coração e, claro está, no meu iPod!






2 comentários:

Joaquim Quadros disse...

Pá, engoli um sapo do caralho com a actuação de Kele ontém. A carreira dele a solo é e sempre será inferior à dos Bloc Party mas aquilo nem é mau de todo afinal.

Mike disse...

Que album bem relembrado. Bem coeso.