segunda-feira, agosto 30, 2010

Always Like This (live @ Glastonbury 2010)


(with the help of: London School of Samba)


Deixo aqui os meus agradecimentos a um bom amigo, que além de responsável por me ter apresentado esta banda há uns meses, fez questão de me enviar esta versão inacreditável, sabendo que esta malha é uma das minha favoritas... (não só da banda, mas geral)

Já aqui tinha deixado a música num post a falar dos Bombay Bicycle Club e também naquela minha compilação de músicas para o verão, e não sendo hábito meu repetir músicas no blog, sendo esta uma versão diferente (e inacreditavelmente brutal), faço questão que seja a minha primeira partilha do dia!

Espero que gostem!

domingo, agosto 29, 2010

Vinicius de Moraes



Pra'qui arranjei uma compilação com 23 dos seus êxitos... um best of digamos!

Vinicius, homem da cultura, com aptidão para singrar em todos os campos onde se metia, destacou-se com particular ênfase na música, onde obteve um lugar de destaque ao lado de nomes como: Tom Jobim, Chico Buarque, João Gilberto, etc

Relativamente ao cd que ando a ouvir... não há muito que possa dizer além de que é bom... mesmo muito bom!




Nouvelle Vague...


... dia 2 de Setembro, no Casino Estoril...

Entrada Livre




quinta-feira, agosto 26, 2010

Paul Rodgers presta tributo a Muddy Waters...


... neste maravilhoso cd:


Paul Rodgers, frontman de duas grandes bandas (que desde já recomendo... são ENORMES), Free e Bad Company, presta tributo ao lendário Muddy Waters, um dos mais conceituados guitarristas de Blues que o mundo teve o prazer de conhecer, sendo aliás, considerado The Father of Blues (é urgente ouvir este senhor... uma das minhas grandes referências).

Neste álbum , Muddy Waters Blues: A Tribute to Muddy Waters (1993), Paul Rodgers conta com as colaborações de:


- Brian May
- Buddy Guy
- David Gilmour
- Jeff Beck
- Neal Schon
- Gary Moore
- Brian Setzer
- Richie Sambora
- Slash
- Steve Miller
- Jason Bonham 
- Trevor Rabin

Inacreditável este lineup, não?

Weary Kind

A propósito de Crazy Heart (2009)...


Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing to lose
And this ain’t no place for the weary kind

You called all your shots
Shooting 8 ball at the corner truck stop
Somehow this don’t feel like home anymore

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your body aches…
Playing your guitar and sweating out the hate
The days and the nights all feel the same

Whiskey has been a thorn in your side
and it doesn’t forget
the highway that calls for your heart inside

And this ain’t no place for the weary kind
And this ain’t no place to lose your mind
And this ain’t no place to fall behind
Pick up your crazy heart and give it one more try

Your lover's warm kiss…
It’s too damn far from your fingertips
You are the man that ruined her world

Your heart’s on the loose
You rolled them seven’s with nothing to lose
And this ain’t no place for the weary kind

composed by: T-Bone Burnett & Ryan Bingham
Sang by: Ryan Bingham 

quarta-feira, agosto 25, 2010

Speech Debelle



Ontem passei o dia a ouvir Speech Terapy (2009), o primeiro álbum de Speech Debelle, cantora de hip-hop proveniente do Reino Unido. Esta chegou-me aos ouvidos através de um single que encontrei no blog  "O (des)pretensioso" que entretanto deixou de existir! Esse single era Spinnin', que por sua vez cheguei mesmo a partilhar no facebook, não tendo passado daí! Contudo, tendo essa malha ficado na retina, fez todo o sentido pôr as minhas mãos no trabalho de estúdio da Miss Debelle... Volvido quase um ano, estava no meu quarto rendido à sua arte enquanto MC num estilo muito próprio com entrada fácil no ouvido (assumido ou não, considero comercial). Não admira que tenha sido considerada para o Mercury Prize na categoria de melhor álbum, onde chegou mesmo a ganhar (aí talvez ache um pouco exagerado, tendo em conta a concorrência de peso - Kasabian, Friendly Fires e principalmente Florence + The Machine), tendo sido a primeira artista de hip-hop a ganhar desde Dizzee Rascal em 2003.

An album that doesn't stutter...
Recomendo...




terça-feira, agosto 24, 2010

Crazy Heart (2009)


Crazy Heart (2009) é um drama-musical realizado por Scott Cooper (a sua primeira longa-metragem) , baseado numa obra escrita em 1987 por Thomas Cobb. O filme conta a história de "Bad" Blake (Jeff Bridges), em tempos uma estrela country

"Bad", já com 57 anos, é um alcoólico que sobrevive de pequenos gigs (leia-se "concertos") que o seu agente lhe vai arranjando em pequenos bares e salões espalhados pelo sul dos Estados Unidos (onde o Country é mais popular). Por entre os vários problemas que o afectaram ao longo da sua vida (saúde, relações amorosas e na própria relação - inexistente - com o seu filho), um solitário e triste "Bad" depara-se com uma jovem jornalista (Maggie Gyllenhaal) com quem acaba por estabelecer uma relação que transcende o (inicial) âmbito profissional passando a ser uma inspiração na procura de ser alguém melhor (enquanto pessoa e artista).

Ora... admito que já tivera alguma intel afirmar que o filme não era nada de espectacular... e apesar das boas criticas e a pontuação no iMDB, a verdade é que terei que concordar quando dizem não há muito mais além da performance de Jeff Bridges (magnifico como se dizia)... contudo, tenho a dizer que não achei suficiente para o Sr. Bridges levar a estatueta para casa! Convenhamos... num filme com este tipo de papel a puxar pelo Oscar e com um desempenho muitíssimo bom, é natural que alguém com o calibre de Jeff Bridges fosse um sério candidato a ganhar na categoria de Melhor Actor Principal... mas continuo a achar que Colin Firth está num patamar superior com o seu papel em A Single Man (2009) de Tom Ford.
Talvez pouco capaz de ser imparcial, dado o lugar que A Single Man ostenta nas minhas preferências, procurei sempre manter a minha avaliação o mais concisa e certeira possivel... e mesmo reconhecendo que Jeff Bridges carrega às costas (o que é sozinho) um filme banal, elevando-o para outro nível... só consigo tirar uma conclusão:
O prémio que lhe foi conferido pela Academia serve mais como forma de reconhecimento pela sua brilhante carreira e não pelo papel (que mais uma vez reforço: é sublime, mas dada a concorrência, acho que ficou a dever a Firth e talvez mesmo a Jeremy Renner).

Maggie Gyllenhaal com nomeação para "Melhor Actriz Secundária" junta-se ao restante supportive cast com Colin Farrel e Robert Duvall (todos estes muito regulares com as suas respectivas prestações).

Ahhh... não quero deixar de referir (como faço sempre quando a sua qualidade assim o evoca) a excelente banda-sonora, desta inserida no panorama country. Eu que não sou um grande fã do género, deixei-me envolver pela sua musicalidade e pelas letras que em tanto me recordam do fado (pela histórias que carregam e pela forma como são contadas). Mesclado com blues (um dos meus estilos musicais preferidos) rapidamente me cativou desde o inicio...

Aproveito para salientar que o filme ganhou um Oscar na categoria Best Original Song com o tema The Weary Kind escrita por T-Bone Burnett e Ryan Bingham...

The latest by Mr. Aronofsky



Darren Aronofsky, um dos melhores realizadores da sua geração (a par de Chris Nolan, na minha opinião), surge com The Black Swan... 
Com uma curta filmografia recheada de sucessos, como são os casos de π (1998) - "Pi", a sua primeira longa-metragem - Requiem for a Dream (2000), The Fountain (2006) ou mais recentemente, The Wrestler (2008), Aronofsky criou uma fasquia bem alta para si mesmo.

Não tenho dúvidas que consiga exceder as suas próprias expectativas... o trailer deixa boas indicações disso mesmo!

Com as lindíssimas  Natalie Portman (uma actriz de topo) e Mila Kunis (à procura de reconhecimento)...
e ainda com Vicent Cassel, Barbara Hershey e Wynona Ryder... um dos filmes mais antecipados by your's truly...

segunda-feira, agosto 23, 2010

Desta vez...

... não perco!

THE WALKMEN


Em Lisboa, no Coliseu dos Recreios, dia 14 de Novembro...
... Para apresentar o seu último álbum intitulado:

Lisbon (2010)

domingo, agosto 22, 2010

e já que falamos nos Arcade Fire...


(com um convidado especial)




Não esquecer que este (maravilhoso) grupo estará em Portugal dia 18 de Novembro, para o que será certamente um concerto memorável... NÃO PERCAM!

Light and Day



(Não sei se sentem da mesma maneira... mas isto manda toques Arcade Fire)

Em prol do video "oficial" para este tema, optei por um que consiste numa compilação de momentos retirados do filme Eternal Sunshine of The Spotless Mind (um dos meus favoritos, diga-se), no qual esta música se encontra inserida na banda-sonora! Infelizmente, na conjuntura deste clip, decidem por vezes "inventar" com montagens escusadas (na minha opinião) mas enfim... quero focar na música, que embora não seja evidentemente boa (de uma forma consensual) marca pela diferença!

sábado, agosto 21, 2010

Phoenix - Rally

Rally é uma música do grupo francês Phoenix, retirado do álbum It's Never Been like That, editado em 2006.
Uma das coisas interessantes por detrás desta música (num ambito pessoal) é que durante imenso tempo caiu no esquecimento, tendo apenas ressurgido graças à "intervenção" de um blog musical que sigo assiduamente. Ora, como se não bastasse, disponibilizaram Rally num vídeo que compila alguns momentos da série The O.C, série esta de que sou assumidamente fã por diversos motivos, entre os quais banda-sonora (aqui comentada - um dos meus primeiros posts)... Para ajudar à festa, esses momentos são maioritariamente dominados pelo Seth Cohen (representado por Adam Brody), com quem tenho alguma "afinidade"... por motivos que não valem a pena enunciar!
Não sei se pelo vídeo, ou se pela minha "evolução" (ou não)... mas facto é que aparentemente gosto mais da música do que as primeiras vezes que a ouvi, anos atrás! Agora tornou-se quase viciante, dado que não abdico de curtir a malha umas vezes por dia!
Deixo-vos aqui este som pressupondo que irá constar nas vossas futuras playlists!

BTW, os meus agradecimentos ao Feople (isso mesmo! com "f") que tantas vezes contribuem para este tipo de situações!

sexta-feira, agosto 20, 2010

"Let Me In" (2010) - O Remake Americano


Já aqui comentei, em Novembro do ano passado, o filme sueco Låt den rätte komma in (Let The Right One In no seu titulo em inglês), portanto acedam ao link (aqui) se pretendem ter uma ideia do que se trata... porque o objectivo deste post é focar as atenções no remake que vai sair em Setembro deste ano! 

Embora tenha em consideração que o original (como acontece em maior parte dos casos) é provavelmente melhor, não deixo de ter alguma curiosidade em querer ver a adaptação, ao estilo americano. Infelizmente o realizador (Matt Reeves - responsável por Cloverfield) não oferece muita segurança, mas os papeis protagonistas por outro lado conseguem oferecer algum conforto. 
As crianças, Chloe Moretz (Kick-Ass) e Kodi Smit-Mcphee (The Road) já deixaram boas indicações, e portanto considero este filme (tendo em conta os papeis que estão ao seu cargo) uma boa oportunidade para  continuarem o processo de afirmação! Entretanto, ainda temos o acréscimo de Richard Jenkins (magnifico em The Visitor) e Elias Koteas (outro super actor, destinado a papeis secundários)...

How does it feel... ?


To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
...



A vida tem destas coisas! 

Eu que ouço muito pouco rádio, experimentei uma estação completamente ao acaso e eis que me deparo com este clássico...

Quase me vieram as lágrimas aos olhos de tão envolvido que fiquei de cantar (completamente eufórico) este tema monumental...

quinta-feira, agosto 19, 2010

Acho que quero ver... : The Romantics (2010)


Los Campesinos!


Gosto muitos de Los Campesinos! Quem me conhece, sabe disso! Quem lê o blog, também!

É um facto que cá, ainda passam despercebidos por muito boa gente, quando acredito que o grupo tem qualidades que os fazem prevalecer num mundo além do indie-rock, ou seja, creio que a sua sonoridade é tal forma alegre e contagiante, que facilmente entra nos ouvidos das massas como música comercial (embora a sua seja bastante distinta).

Hoje apeteceu-me escrever sobre o grupo formado no País de Gales (mas sem nenhum membro natural de lá)  por causa do seu último álbum Romance is Boring (2010)! 

(Capa - Romance is Boring)

Já o tinha nas minhas fileiras faz algum tempo, mas como habitual (queixo-me sempre do mesmo) por vezes o tempo escasseia e é muita a música que se encontra pendente por ouvir no meu computador... no entanto, tornou-se tarefa (quase) impossível colocar à margem este cd! Tirei um tempo da praia e sentado na minha cadeira, deliciei-me com uma sonoridade electrizante, tão tipica dos Campesinos! Gosto do que ouço e gosto da forma como aplicam o seu estilo, sempre de forma "nova" e irreverente... Embora não sejam de grandes surpresas e alterações, correndo o risco de soar sempre ao mesmo... não caem na redundância! Impregnados de energia e raça (sim... pressinto uma total entrega no estúdio) Los Campesinos fazem deste seu terceiro álbum  (mais desenvolvido instrumentalmente) outro argumento - super - válido para arrastar pessoas aos seus concertos, como o que acabaram de dar este ano no festival Paredes de Coura, no qual infelizmente não marquei presença.

Aliás, por falar em concertos, para sempre fica-me na memória (vejam-me bem se isto que vou dizer não é completamente anormal) um concerto no Optimus Alive em 2009 que não fui! 
Isso mesmo! Tenho memórias de algo que não presenciei! 
Foram-me introduzidas imagens na mente de tal forma (Inception style) que desenvolvi uma capacidade sensorial (talvez destoada do que verdadeiramente decorreu naquele recinto dia 11 de Julho 09) que ilustrou o magnifico serão disposto em fragmentos de um palco com a banda em êxtase, durante um por-do-sol único... 
Um final de tarde ao melhor estilo do Verão! Malta com cerveja na mão, outros a dançar e outros simplesmente no ar num crowd surfing absolutamente inacreditável! Foi assim que me foi descrito (em parte)... 
Parece de sonho! E só consigo visualizar um cenários destes com Los Campesinos! Convenhamos... fiquei de tal forma impressionado com a forma como foi relatado esse concerto que dificilmente haverá quem manifeste tamanho entusiasmo por um dia tão místico! (já me sinto a entrar em completas disparidades e exarcebamentos).

Fiquem com três malhas tiradas do álbum...





quarta-feira, agosto 18, 2010

Tell Her This


O novo filme de Todd Phillips: "Due Date" (2010)

Do mesmo realizador que vos trouxe Old School (2003) e Hangover (2009), chega Due Date (2010) protagonizado por Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis.

Todd Phillips, que em 2009 realizou uma das comédias mais notórias dos últimos tempos, vê agora este seu novo projecto atingir um elevado grau de expectativa... até porque desta vez reúne um elenco com nomes (diria eu) consagrados como é o caso de Jamie Foxx, Michelle Monaghan e Alan Arkin (tendo curiosamente Downey Jr. trabalhado com estes três em filmes diferentes).

O trailer, sem conter muitos momentos fortes, não deixa de ser aliciante... até porque se bem se recordam, o mesmo se passou com Hangover, onde muito pouco (do essencial) foi revelado.

A estreia está prevista para Novembro deste ano...

Até lá.... fiquem com isto:


terça-feira, agosto 17, 2010

Tenho que retomar esta série...


The Expendables (2010)


Escrito, realizado e protagonizado por Sylvester Stallone, The Expendables (2010) ou Os Mercenários se assim preferirem, é um filme aguardado por mim (e certamente por muitos outros) há bastante tempo... 

Não é por ter um argumento/premissa interessante, nem por ter um preview trailer que arrase... também não é por ser "orquestrado" pelo Sly Stallone, actor que aprecio imenso e a quem atribuo qualidades além de um (icónico) actor de acção...
O que me interpela como sendo o elemento chave que me apelou de forma vigorosa foi o conceito por detrás desta longa-metragem...
"Que conceito é?" Perguntam vocês! A resposta torna-se evidente quando o nosso olhar "cola" no cartaz do filme...



O elenco! No elenco está a resposta... no elenco está a surpresa... no elenco está a razão pelo qual este filme vai atingir um grau de sucesso avassalador!
Basicamente, o meu bem-amado Stallone decidiu reunir alguns dos nomes mais sonantes do panorama cinematográfico ligados ao mundo de acção. Pertencentes a várias gerações, onde se evidenciam principalmente as estrelas que figuraram a época dourada dos anos 80, temos nomes como Jason Statham (belíssimo actor lançado por Guy Ritchie), Jet Li, Dolph Lundgreen, Eric Roberts (em tempos considerado um bom actor - com uma nomeação para Oscar em 85 - que infelizmente entrou num espiral descendente para filmes categoria B), Randy Couture, "Stone Cold" Steve Austin (estes últimos dois, aspirantes no género, tendo construído os seus nomes no UFC e Wrestling respectivamente), Terry Crews (pouca envolvência nos action flicks, mas com potencial), Mickey Rourke e por fim... dois cameos de alto calibre... Bruce Willis (que despontou nos filmes de acção graças à personagem John Mcclane na saga Die Hard) e Arnold Schwarzenegger.

De tal forma é consenso comum que estas últimas duas figuras aliadas ao nome de Stallone seriam tremendas, grande parte da campanha de marketing andou em torno desta reunião. Embora haja quem diga que foi ignorada a "pouca" relevância de Willis e Schwarzenegger dado o seu pequeno contributo, a verdade é que por muito ínfimo que seja o "tempo de antena", não há participação no filme que carregue maior simbologia e (a verdadeira) essência do género acção nas últimas décadas do cinema. Este momento é de longe o mais significativo, tendo provocado em toda a sala (que por sinal se encontrava completamente apinhada) uma ansiedade tremenda aquando da entrada do Governador, que provavelmente só não resultou numa explosão de aplausos por timidez, mas que cedo se quebrou durante o mesmo diálogo com uma saída "brilhante" de Stallone... dando lugar assim aos risos, "berros" e (claro está) os tais aplausos...

Sem ser um bom filme (longe disso), ninguém lhe nega a sua importância enquanto um projecto que procura reavivar um estilo semelhante ao que tornou popular alguns dos nomes mais populares de Expendables.
Violência desmedida (em abundância) e diálogos pouco elaborados (nem há espaço para o "dispara primeiro, pergunta depois"... o que vêm a seguir não é de todo significativo) são alguns dos elementos base que compõem este trabalho. Mas há mais...
Cenas humorísticas, referências da actualidade, clichés e mais clichés... ilustram bem o clássico filme "pancada de meia-noite", assegurando aos espectadores aquilo que certamente estariam à espera de ver... um filme "pipoca" de consumo imediato, sem pretensões a grandeza mas passível de ser considerado uma obra de culto dado a concretização da junção de tanto nome emblemático. Isto garante quase à partida uma boa recepção por parte dos fãs, sendo muito dificil ficarem desiludidos...

Entretanto já se fala de uma sequela... levando muitos a especular que outros nomes se juntarão...
Casos de: Van Damme, Steven Seagal, Chuck Norris, Jackie Chan ou Vin Diesel e Dwayne "The Rock" Johnson, nomes contemporâneos (e já com estatuto de estrelas)

Posto isto, não deixem de ver The Expendables pelo marco que este representa... (isto é, if that's your thing...)


quinta-feira, agosto 12, 2010

Sexy MF

Depois do SBSR, um amigo meu andou durante a semana seguinte a ouvir uma compilação dos seus temas favoritos do Prince. Entre eles constava Sexy Motherfucker, um dos seus grandes êxitos. Recordo-me perfeitamente a altura da sua saída e o impacto que teve, principalmente entre a minha geração que ouvia esta música entre risos e murmurinhos. Isto porque o refrão era do mais gráfico que tinha ouvido na época, sendo natural para uma criança ter na ponta da língua aquilo que era interpretado como a música da moda  com uma pitada de "rebeldia" à mistura (sim, porque proferir "asneiras" em inglês já era muito à frente).
Hoje em dia, já com outra maturidade, dou por mim a ouvir Sexy MF e a conseguir ler nas entrelinhas o verdadeiro significado da letra. Aliás, toda a sua base já é bastante self-explanatory, tendo apenas me passado ao lado, porque não conseguia ir além de captar "sexy motherfucker... shakin that ass"...

Quem diria que aquilo que foi em tempos (na minha óptica) uma mera música "ordinária" (dizia eu quando era miúdo), responsável por provocar o aparecimento de novas tendências como foi com o "Pedro Abrunhosa e os Bandemónio" (um claro plágio do verdadeiro Artist), é de facto uma música com o seu "quê" de romantismo, num discurso "agressivo" e directo para com "a mulher dos seus olhos"...


Yo man
What?
She came
Where?
There!
Oh!
In a word or 2 - it's u I wanna do
No not cha body, yo mind u fool

Come here baby, yeah
U sexy motherfucker

Were all alone in a villa on the rivera
That's in france on the south side
In case u cared
Out of all yo friends I wanna be the closest
That's why I tell u things
So ull be the mostest
When it comes 2 life, 2 be this mans wife
U got 2 be well educated on the subject of fights
I mean prevention of
In other words - it's r.e.a.l meaning of this thing called love
Are u up on this?
If so, then u can get up off hug and a kiss

Come here baby, yeah
U sexy motherfucker

Come here baby, yeah
U sexy motherfucker

We need 2 talk about things
Tell me what cha do, tell me what cha eat
I might cook 4 u
See it really don't matter cuz it's all about me and u
Aint no one else around
Im even with the blindfold, gagged and bound
I don't mind
See this aint about sex
Its all about love being in charge of this life
And the next...
Why all the cosmic talk?
I just want u smarter than I'll ever be
When we take that walk

Come here baby, yeah
U sexy motherfucker
Come here baby, yeah
U sexy motherfucker

Horns stand please...

I like it, I like it

U seem perplexed I haven't taken u yet
Cant u see Im harder than a man can get
I got wet dreams comin out of my ears
I get hard if the wind blows your cologne near me
But I can take it, cuz I want the whole nine
This aint about the body, it's about the mind

Come here baby, yeah
U sexy motherfucker
Come here baby, yeah
U sexy motherfucker

Tommy barbarella in the house
Scrub the dishes

Come here tommy, yeah

Sexy, sexy, sexy, sexy

Levi, levi, fly

[ooh man, lets give em some more good shit]

I like it, I like it

Sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass
Sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass

Guard your folks and get your daughter
(sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass)
The sexy motherfuckers so fine I could drink her bathwater
A long, leggy 58
(sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass)
Packing an ass as tight as a grape
I want to spit some game but I said to myself
Hmmm...just conversate (yeah!)
(sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass)
Cuz Im usually quite the calm one (come on!)
You never found me out prowling boy
Im just havin fun
(sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass)
But Im happy 2 change my state of mind for this behind
I bet that if you threw that ass into the air it would turn into sunshine

Sexy motherfucker
That would make shakin that ass
4 one sexy motherfucker shakin this place shakin that ass
Shakin that ass
Sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass
Sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass
Sexy motherfucker shakin that ass, shakin that ass, shakin that ass

U sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker

U sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker
Sexy motherfucker

quarta-feira, agosto 11, 2010

Tou-me nas tintas para o produto...

... adoro é a mensagem!
(ohh e btw... é montagem o audio, ou seja, não é mesmo o Lennon que está a proferir aquelas palavras... mas fica a intenção)


terça-feira, agosto 10, 2010

I'll Try Anything Once (demo version)


 
Ten decisions shape your life,


You'll be aware of 5 about,

7 ways to go through school,

Either you're noticed or left out,

7 ways to get ahead,

7 reasons to drop round,



When i said ' I can see me in your eyes',

You said 'I can see you in my bed',

That's not just friendship that's romance too,

You like music we can dance to,



Sit me down,

Shut me up,

I'll calm down,

And I'll get along with you,



There is a time when we all fail,

Some people take it pretty well,

Some take it all out on themselves,

Some they just take it out on friends,

Oh everybody plays the game,

And if you don't you're called insane,



Don't don't don't don't it's not safe no more,

I've got to see you one more time,

Soon you were born,

In 1984,



Sit me down,

Shut me up,

I'll calm down,

and I'll get along with you,



Everybody was well dressed,

And everybody was a mess,

6 things without fail you must do,

So that your woman loves just you,

Oh all the girls played mental games,

And all the guys were dressed the same,



Why not try it all,

If you only remember it once,

Oooh ooooooh,



Sit me down,

Shut me up,

I'll calm down,

and I'll get along with you,



(Okay one more time)

Ever Fallen in Love (With Someone You Shouldn't've)





Um clássico do brit-punk, numa altura onde reinavam bandas como os Sex Pistols e The Clash, e onde surgiam outros grandes como os Joy Division.

domingo, agosto 08, 2010

Louie Louie



(uma das coisas boas do filme Knight and Day)

Knight and Day (2010)


O genérico inicial do filme deixa boas indicações... a começar pelo seu realizador...

James Mangold, realizador de poucas, mas boas longas-metragens, tem no seu currículo filmes como Copland (1997), Girl Interrupted (1999), Walk The Line (2005) ou 3:10 to Yuma (2007).

O elenco, não lhe fica atrás...

Tom Cruise e Cameron Diaz nos papeis protagonistas... secundados por Peter Sarsgaard, actor este que tem estado em "altas" nos últimos anos... Viola Davis, mais requisitada depois da sua nomeação em The Curious Case of Benjamin Button (2008)... e por fim Paul Dano, pertencente a uma geração mais nova de grandes actores - pelo menos assim será considerado se manter o nível demonstrado em filmes como There Will Be Blood (2007).

Mas não se iludam como eu, por aquilo que vos acabei de enunciar... O filme em si deixa muito a desejar!
Não obstante das suas características e qualidades inseridas num contexto de típico Summer Blockbuster, Knight and Day (2010) não deixa de vacilar em pontos fulcrais.

Vilão (ou vilões) sem expressão/carisma/interesse, enredo com pouco corpo para agarrar o filme todo, diálogos previsíveis (alguns caem em desuso), cenas surreais - no sentido pejorativo - algumas até mal engendradas dado o uso (e abuso) de efeitos especiais... enfim...

Vale principalmente a química entre Cruise e Diaz, dupla esta que assume "as despesas da casa"! Foram bons os momentos cómicos que ambos proporcionaram. Tom Cruise, que para mim está na lista pessoal dos meus top actors, é um talento que não sabe representar mal... destacando-se sempre em qualquer filme que participa (seja como protagonista, secundário ou até mesmo num cameo... como o caso de Tropic Thunder em 2008).

Cameron Diaz, embora longe de ser uma grande actriz... vale sobretudo pela imagem e carisma! Considero uma escolha acertada para este papel!

Bom  filme para um "Domingo à tarde" (na minha modesta opinião)


quinta-feira, agosto 05, 2010

High Fidelity: A Banda-Sonora

Quando disse que a banda-sonora era brutal... não estava a brincar!


1. Everybody s Gonna Be Happy (THE KINKS)
2. I M Wrong Abbout Everything (JOHN WESLEY HARDING)
3. Oh Sweet Nuthin (THE VELVET UNDERGROUND)
4. Always See Your Face (LOVE)
5. Most Of The Time (BOB DYLAN)
6. Fallen For You (SHEILA NICHOLLS)
7. Dry The Rain (THE BETA BAND)
8. Shipbuitding (ELVIS COSTELLO&THE ATTRACTIONS)
9. Cold Blooded Old Times (SMOG)
10. Let s Get It On (JACK BLACK)
11. Lo Boob Oscillator (STEREOLAB)
12. Inside Game (ROYAL TRUX)
13. Who Loves The Sun (THE VELVET UNDERGROUND)
14. I Believe (STEVIE WONDER)


e há mais...
Song Performed by
"I Want Candy" Bow Wow Wow
"Crocodile Rock" Elton John
"Crimson and Clover" Joan Jett & The Blackhearts
"Seymour Stein" Belle & Sebastian
"Jacob's Ladder" written by Rush, performed by Jack Black
"Walking on Sunshine" Katrina & The Waves
"Baby Got Going" Liz Phair
"Little Did I Know" Brother JT3
"I Can't Stand the Rain" Ann Peebles
"The River" Bruce Springsteen
"Baby, I Love Your Way" Written by Peter Frampton, performed by Lisa Bonet
"Jesus Wants Me for a Sunbeam" The Vaselines
"On Hold" Edith Frost
"Hyena 1" Goldie
"I'm Gonna Love You Just a Little More, Babe" Barry White
"Soaring & Boring" Liam Hayes (a.k.a. Plush)
"Leave Home" The Chemical Brothers
"Four to the Floor" John Etkin-Bell
"Loopfest" Tony Bricheno & Jan Cryka
"Robbin's Nest" Illinois Jacquet
"Rock Steady" Aretha Franklin
"Suspect Device" Stiff Little Fingers
"We Are the Champions" Queen
"I'm Glad You're Mine" Al Green
"Your Friend & Mine" Love
"Tonight I'll Be Staying Here With You" Bob Dylan
"Get It Together" Grand Funk Railroad
"This India" Harbhajhn Singh & Navinder Pal Singh
"Tread Water" De La Soul
"The Moonbeam Song" Harry Nilsson
"Juice (Know the Ledge)" Eric B. & Rakim
"Doing It Anyway" Apartment 26
"What's On Your Mind" Eric B. & Rakim
"Good & Strong" Sy Smith
"Mendocino" Sir Douglas Quintet
"Chapel of Rest" Dick Walter
"I Get the Sweetest Feeling' Jackie Wilson
"The Anti-Circle" The Roots
"Homespin Rerun" High Llamas
"Hit the Street" Rupert Gregson-Williams
"My Little Red Book" Love
Músicas mencionadas durante o filme:
Song Performed by
"Little Latin Lupe Lu" Mitch Ryder and the Detroit Wheels/The Righteous Brothers
"I Just Called To Say I Love You" Stevie Wonder
"Leader of the Pack" The Shangri-Las
"Dead Man's Curve" Jan & Dean
"Tell Laura I Love Her" Ray Peterson
"One Step Beyond" Madness
"You Can't Always Get What You Want" The Rolling Stones
"Not Dark Yet" Bob Dylan
"The Wreck of the Edmund Fitzgerald" Gordon Lightfoot
"Many Rivers to Cross" Jimmy Cliff
"Angel" Aretha Franklin
"You're the Best Thing That Ever Happened To Me" Gladys Knight
"Janie Jones" The Clash
"Let's Get It On" Marvin Gaye
"Smells Like Teen Spirit" Nirvana
"White Light/White Heat" The Velvet Underground
"Symphony No. 5" Ludwig van Beethoven
"Radiation Ruling the Nation (Protection)" Massive Attack vs. The Mad Professor
"Landslide" Fleetwood Mac
"Behind Closed Doors" Charlie Rich
"Dry the Rain" The Beta Band
"The Night Chicago Died" Paper Lace
"Point of Know Return" Kansas

(fonte: wikipédia)

High Fidelity...

a propósito do post anterior...



quarta-feira, agosto 04, 2010

High Fidelity (2000)



Não há forma de eu conseguir fazer jus a este filme... 
Admito que em parte seja por falta de capacidade! Talvez por estar demasiado deslumbrado com ele, sinto-me incapaz de corresponder à grandeza evidenciada ao longo dos 113 minutos. Portanto, assumam desde já que há mais para esta longa-metragem do que aqui vou enunciar...

Comecemos...

High Fidelity é uma obra literária escrita em 1995 pelo novelista britânico Nick Hornby, autor de obras como Fever Pitch, About a Boy e An Education... todos estes adaptados para o cinema com sucesso!

Aquando da sua saída em 95, os direitos do livro foram adquiridos pela Touchstone Pictures, tendo esta desenvolvido o projecto durante os três anos que se seguiram. A companhia, através do seu pontífice máximo, encarregou o actor John Cusack e a sua equipa de adaptar o material escrito para a grande tela, tendo mais tarde adicionado o realizador inglês Stephen Frears ao projecto (para os que não estão familiarizados com as suas obras, Stephen Frears ganhou maior notoriedade com The Queen, filme parcialmente biográfico sobre a Rainha Elizabeth II). 

O lançamento de High Fidelity tomou lugar em Março de 2000, tendo desde aí cativado a audiência e critica como um dos melhores filmes do ano, ganhando um grande nível de exposição pelas muitas referencias feitas um pouco por todo mundo, assegurando-lhe um lugar entre os crowd favorites
Hoje ostenta estatuto de filme de culto! É referenciado não só entre os amantes de cinema, mas também os de música pelas suas abundantes marcas musicais, e pelos literários, pela forma como conseguiram transpor com extrema eficácia e qualidade o source material do livro.

A história anda em torno de Rob Gordon (John Cusack), um junkie musical e também conhecedor de outras áreas (nomeadamente o cinema) que procura obter as razões por detrás das suas "top 5" relações fracassadas. ("Top 5" é um sistema hierárquico que a personagem principal e os outros dois empregados recorrem sistematicamente - com maior ênfase para músicas - como forma não só de entretenimento mas também de demonstrar o seu conhecimento)

Rob passa maior parte do dia na loja Championship Vinyl, da qual é proprietário, com os seus dois empregados, Dick (Todd Louiso) e Barry (Jack Black). Discutem música assiduamente e assumem (de "nariz empinado") que são algo superiores aos clientes que por ali passeiam, sendo estes muitas vezes alvos de comentários depreciativos por parte dos três representantes da loja (onde a personagem de Jack Black é claramente aquela que mais abusa).

Num formato intimista, a acção do filme é relatada na primeira pessoa, com a personagem principal a falar para a câmara (como quem consegue ver para além desta, dirigindo-se assim à audiência) muito ao estilo de como um narrador o faz no estilo literário! Desta forma, Rob conta alguns episódios marcantes da sua vida e a forma como estes o afectaram o seu estado actual.
Pela demonstração do seu comportamento e reacções (tanto no passado, como no presente) podemos denotar que Rob é neurótico, que passa algumas crises de segurança, apenas exacerbadas pela sua condição emocional transtornada pelos dissabores da sua vida amorosa. 
Conflituoso, muito pelo seu sentido (apurado diga-se) critico, é visceralmente um romântico ingénuo com pouco controlo das suas emoções, que se apoderam dele (de forma agressiva), passível de o fazer passar por alguém desequilibrado, mas que no entanto não é! Apenas alguém que se deixa envolver em demasia nas suas relações, não tendo real consciência que de facto é muito self-envolved.

É evidente que o filme desenvolve... mas não querendo eu retirar mais surpresas/detalhes/factos, fico-me por aqui... (talvez nem devesse oferecer nenhuma premissa... a minha total ignorância neste caso teve resultados maravilhosos).

Portanto, ficam aqui os meus top 5 (muito ao jeito do filme/obra - mas desta sem ordem hierárquica) argumentos que validam este filme como um trabalho monumental:

- Adaptação de uma obra fantástica (de um autor consagrado) com grande influência da realização primorosa de Frears.

- Interpretações muito boas (destaque para John Cusack e um - energético e irreverente - Jack Black) com Cameos e participações fortíssimas!

- Banda-Sonora de LUXO!

- Referências culturais (musicais e cinematográficas são as mais enfatizadas)

- Demonstração de cenas/reacções com as quais nos podemos identificar, que conjugam um excelente sentido de humor com temáticas sérias e pessoais


Por fim, quero deixar o meu comentário mais pessoal...
(com alguns pontos já mencionados em cima)

Um dos motivos pelo qual o filme me agarrou com bastante força, foi o facto de me rever na personagem principal... tanto nas suas virtudes como defeitos! Esta análise está inserida num âmbito pessoal, visto que foram vários os momentos em que me senti um pouco como se estivesse a olhar ao espelho!

O facto de ser um acérrimo apreciador de música e cinema, de se assumir como um critico e também um analista da sua própria vida (e em algumas ocasiões, dos outros) de forma minuciosa...
(Ahhh... e também ele foi/é DJ, algo que eu próprio experienciei recentemente e que gostaria de voltar a fazer sendo necessário aprofundar "a arte" por detrás de passar música...- mas este argumento acaba por ser o menos relevante)

Estes são alguns dos pontos (mais ou menos) positivos que encontrei... contudo, foi também nos defeitos que me senti ligado a Rob Gordon. Este apresenta from time to time comportamentos neuróticos, por vezes inseguro, com facilidade em "explodir" dado o seu mau feitio... proveniente do facto de ser um tanto pouco snob, por dominar certos campos de conversa. A verdade é que ele próprio conhece as suas limitações e assume-as... mas acredito que isso acaba apenas por lhe conferir maior estatuto na "doutrina" que defende. Isto porque tendo ele essa capacidade de análise e introspecção... acaba por estar um passo à frente dos outros, que levam uma vida inteira à procura das suas próprias virtudes e defeitos.

Acredito que aqui existe um paradoxo, porque no que toca as relações amorosas, Rob evidencia bastantes dificuldades em apontar as razões pelo qual elas não funcionaram (lá está! por ser neurótico e inseguro...). Seja como for, nos "filmes" que decorrem na sua cabeça... acredito que muitos de nós homens (e também mulheres) já desencadeamos uma onda de raciocínio semelhante, aquando da altura em que separam da(o) namorada(o).

Eu que estive muito observador o filme todo, fui de certa forma "obrigado" a fazer uma reflexão pessoal sobre os meus comportamentos (tanto no passado como presente) chegando à conclusão que, embora ainda tenha muito que crescer, já percorri um longo caminho com episódios mesclados de situações decorridas no filme, que contribuíram para o homem que sou hoje e que procuro ser.

Acreditem que por vezes foi penoso observar a personagem de John Cusack em ecrã, pelo simples facto que fui confrontado com muitas das minhas atitudes e maneirismos. Confesso que até senti alguma vergonha, não obstante do facto que tenho em conta que sou um "produto inacabado" numa fase de "retoques e afinação". Convenhamos... o problema de muita gente é não ter acesso a um olhar despido e imparcial sobre a sua própria pessoa... caso tivessem seriam confrontados com vários contra-sensos por se aperceberem que nem tudo era como pensavam, e que afinal a sua actual postura na vida difere em grande nível da postura que assumiam ter.

Independentemente disso, houve alturas (onde saliento a recta final desta longa-metragem) em que senti algum alivio pela esperança que me foi incutida... mas isso já é algo que prefiro não comentar, deixando assim nas vossas mãos perceberem do que falo.

Sei que teria feito melhor figura caso tivesse um bloco de notas comigo durante a visualização de High Fidelity, ou se o visse uma segunda vez... é algo que tenciono fazer num futuro breve... preferencialmente acompanhado! Assim certamente conseguiria  fazer-me entender mais facilmente...