quinta-feira, setembro 30, 2010

Toranja - Música de Filme


Não acompanhei muito os Toranja! Conheço um album (intitulado Segundo) e pouco mais... Apesar de ter apreciado este seu trabalho, não foi o suficiente para despertar em mim a vontade de acompanhar o grupo ou a carreira a solo do seu vocalista, Tiago Bettencourt. Parece mal... porque se calhar mereciam um pouco mais de atenção da minha parte. Nem que fosse por respeito pelo tema Música de Filme que tanto mexe comigo. Digo-vos muito honestamente que é das músicas mais bonitas que ouvi... Pela melodia, pela letra e pela entoação que Bettencourt lhe dá, como quem realmente fala de um grande amor! É de tal forma sentido que  a música transtorna o seu ouvinte, e ainda para mais, para mim torna-se dificil não me "envolver"... 

Percam algum tempo a ouvir... Prometo que dificilmente não gostarão desta música...



É pena quase não poder ficar...
És quente quando a luz te traz...
Quase te vi amor...
Quase nasci sem ti...
Quase morri dentro, de mim...
Ficas dentro de mim...
Por dentro de mim...
Estás dentro de mim...

Silêncio, lua, casa, chão...
És sítio onde as mãos se dão...
Quase larguei a dor...
Quase perdi...
Quase morri dentro de mim...
Ficas dentro de mim...
Por dentro de mim...
Estás dentro de mim...

Sempre sou mais um homem, mais humano, mais um fraco
Sempre sou mais um braço, mais um corpo, mais um grito
Sempre... Dança em mim!
Mundo, vida e fim...
Dorme aqui, dentro de mim...

É pena quase não poder ficar...
No sítio onde as mãos se dão...

Quase fugi amor, quase perdi...
Vamos embora daqui, para dentro de mim...

terça-feira, setembro 28, 2010

"Pró Verão nunca mais acabar..."

Em inícios de Outono, não consigo deixar de pensar que ainda estou no Verão, até porque os dias que vivo hoje não ajudam a quebrar essa dissociação! A começar pelo tempo que ainda nos concede uns raios de sol, passando pelo céu limpo e por vezes tardes de algum calor. 

A vontade de ir para a praia emerge de tempo em tempo, acompanhada pela necessidade de me envolver em actividades de grupo com momentos de pura espontaneidade e alegria. A verdade é que isso tem acontecido com alguma frequência, apesar de agora condicionado pela carga horária do trabalho (trabalho esse que exerço temporariamente até ir a Londres para uma entrevista). 
Mesmo essa viagem, embora de teor profissional, encaro-a como uns dias de férias onde terei a oportunidade de ver novamente a cidade, bem como rever alguns amigos. Fico com a sensação que ainda estou de férias... os planos não param de surgir e eu não consigo parar quieto.

Gostava que essa sensação perdurasse… dá-me algum alento para enfrentar o dia a dia...

Sinto que parte de mim morre com o fim da Verão! Até porque este ano, depois de largos meses a enfrentar alguns fantasmas de cariz mais pessoal, senti que estes últimos meses marcaram em mim uma mudança de atitude que à muito ansiava. A coragem e disponibilidade para fazer coisas diferentes, agir de forma menos ponderada e optar sempre pela irreverência sem strings attached, sem dependências de terceiros… sem nada disso!

Não é que tenha sido dado muito à loucura… foi sempre de maneira bastante moderada, mas diferente! Diferente do que estou acostumado na minha vida pessoal. Diferente do que vejo no meu grupo de amigos mais chegados ou pessoas em geral à minha volta! E por isso, é impossível não me sentir (claro está) diferente! Para bem ou para mal, esta mudança exerceu algum poder significativo na forma como penso, como estou, como falo… 

Será mais um passo em direcção ao homem que vou ser? Não como produto acabado mas como base definida, assente em valores, maneirismos e afins? Para todos os efeitos posso afirmar que é a continuidade de uma fase mais conhecida como Emerging adulthood…(penso eu para mim)

Enfim... é bom estar constantemente on the go! Mesmo agora enquanto escrevo este texto no meu intervalo, não consigo evitar de pensar no concerto dos Golpes esta quinta-feira, no fim-de-semana que tenho pela frente ou mesmo no fim-de-semana passado onde estive no Porto com um grupo de amigos… 

Há aquela Lust for Life

- tão vincado e explicito na música que cantam Girls (para ouvir, aqui) -

segunda-feira, setembro 27, 2010

Memórias dos tempos...


...em que cantava e dançava com a minha mãe esta música!

Janet Jackson feat. Q-Tip & Joni Mitchell - Got 'til It's Gone

it's an unbelievable track, vos garanto!


(nota: a participação da Joni Mitchell está assente única e exlusivamente na sample retirada de uma música sua, intitulada Big Yellow Taxi)

sexta-feira, setembro 24, 2010

My mind wanders...


Sou capaz de já o ter dito aqui... a minha mente facilmente dispersa com música! Crio cenários, situações, viajo no tempo... enfim... Fantasias destas são habituais! Quem já não se imaginou em palco a cantar uma música para uma plateia de desconhecidos ou sentado numa cadeira a tocar guitarra para um grupo de amigos e caras familiares?! Isto comigo é super frequente! (ao ponto de ser ridiculamente perigoso também, visto que já dei por mim a largar o volante para tocar air guitar).

Uma fantasia recorrente que tenho é imaginar-me sentado à frente dum piano a partir a loiça toda... muito à semelhança da cena que abaixo vou colocar onde temos uma personagem desempenhada por Bill Murray (no filme Groundhog Day - um clássico do cinema e um dos meus filmes favoritos) a surpreender tudo e todos (ninguém fazia ideia que sabia tocar piano). Era mais ou menos nesse estilo que gostaria de "entrar em cena". No mesmo género (ou seja, ainda no piano) sonho em tocar o tema Boogie Woogie Stomp para um grupo, que naturalmente, dado o ritmo da música, dificilmente resistiria em mandar um passo de dança na pista...

Um daqueles desabafos assim um pouco idiotas... mas que adoro partilhar!







quinta-feira, setembro 23, 2010

Que começo!




Já ouço isto ao tempo and everytime i do fico maluco!
Só hoje me lembrei de partilhar isto porque foi durante o meu dia de trabalho que tive um reencontro com esta malha! Encontrei o vídeo, que calculo eu, seja o respectivo à faixa integrada no álbum ao vivo Skin & Bones, gravado em 2006 no Pantages Theater em Los Angeles, no entanto, depois de visto o vídeo deparei-me com ligeiras diferenças no conteúdo, nomeadamente na forma como David Grohl aborda a audiência. Certamente deverá ter levado um edit na montagem, mas seja como for, (e agora digo isto com total certeza) este é o mesmo tema do cd ao vivo!

A música que aqui vos deixo chama-se Razor e pertence ao álbum In Your Honour (2005)! Neste concerto serviu de entrada... e que entrada!! Começa lento... soft... mas vai crescendo crescendo crescendo... até ao clímax, que para mim é simplesmente maravilhoso!  (see for yourselves)

Foo Fighters sabem dar um bom espectáculo (so it seems)! São uma banda top que aguardo pela oportunidade de ver em Portugal (visto que quando cá tiveram não me foi possível ver)!

Espero que gostem deste começo épico!

terça-feira, setembro 21, 2010

"Diz Maria..."


Brevemente...


Até lá desloquem-se ao MySpace para ouvir o tema Tempo dos Passeios 
(que desde já posso afirmar que não me sai da cabeça... tá completamente em "modo repeat")

sábado, setembro 18, 2010

João Só e Os Abandonados: Acústico na Fnac!



Ontem desloquei-me à Fnac do Cascaishopping para assistir ao concerto de João Só e os Abandonados. Como alguns de vocês devem saber, o João é uma daquelas amizades sólidas feitas na faculdade que muito prezo. Como tal, sigo a sua música enquanto amante sem ter real noção se sou imparcial ou não. Tento o ser sempre, seja com quem for, até porque é uma das minhas virtudes (ou talvez defeitos) procurar ser sempre honesto e muito directo. Depois de ínfimas promessas adiadas, que até deram direito a uma boca durante o concerto, finalmente marquei presença num dos seus espectáculos. Num ambiente mais reservado e em estilo acústico, foi proporcionado cerca de meia-hora de músicas num cenário (digamos) intimista! Gostei dos arranjos, gostei da sonoridade acústica em oposição à guitarra eléctrica, bateria e afins, gostei do reportório seleccionado para a noite (temas que aprendi a gostar mais com o tempo... como por exemplo o caso de Canção de Isqueiro).. e acima de tudo, gostei da cumplicidade entre os membros da banda que tomam prazer naquilo que fazem! Isso é sem dúvida um elemento chave para qualquer sessão musical pois contagia a audiência! De tal forma mexeu comigo que dei por mim a querer ouvir o álbum mais vezes... e até parece que o faço com outros ouvidos! Agradeço ao João pela paciência que teve comigo... e espero dizer a coisa acertada quando afirmo "valeu a pena a espera".

Procurem saber mais deste grupo que é de fácil entrada no ouvido. Visitem o MySpace e (já agora) leiam o meu comentário ao álbum deles (que agora certamente levará algumas alterações caso redigisse de novo)

sexta-feira, setembro 17, 2010

The Town | The Fighter


Dois filmes que parecem ser incriveis...




O primeiro (The Town) já estreou e tem sido alvo de excelentes criticas, que salientam o facto de o trabalho anterior de Ben Affleck, Gone Baby Gone (2007), não ter sido um sucesso "por acaso". Affleck revela-se novamente exímio por detrás da câmara, dirigindo um leque de talentosos actores (onde ele próprio consta, juntamente com Jeremy Renner e John Ham ... just to name a few).

Relativamente ao segundo (The Fighter) este só tem estreia prevista para Dezembro deste ano, contudo, é seguro dizer que vai atrair muitas atenções. Realizado por David O. Russell, a longa-metragem conta com Mark Whalberg e Christian Bale (dois dos meus actores favoritos), bem como Amy Adams e Melissa Leo nos papeis secundários!

Golpes: O Regresso



Malta, os Golpes estão de regresso, desta para promover o novo "meio álbum", intitulado G,  que se encontra prestes a sair! Vão fazer um concerto dia 30 de Setembro em Lisboa no Museu da Marioneta  - Convento das Bernardas (Madragoa/Santos). A entrada custa 10 euros e além de poderem assistir ao concerto, ainda levam para casa um cd à maneira. Nele está incluído o novo single Vá Lá Senhora que conta com a participação especial de Rui Pregal da Cunha, vocalista dos Heróis do Mar.
Esse mesmo single, que deixo no final deste texto, tem um cheirinho a Verão e também (como comentado ontem no Miradouro) aquele toque de anúncio ao melhor estilo da Superbock. É portanto, uma malha que em nada fica destoado desta recta final da época mais famosa do ano!

Aguardo ansiosamente este projecto, que juntamente com outros quantos, têm contribuído para elevar a música nacional  a outro nível!

quinta-feira, setembro 16, 2010

O grande JAMES MURPHY...



e o seu último álbum enquanto líder incontestável dos LCD SOUNSYSTEM:


O texto é praticamente retirado a papel químico do post anterior relativamente aos Two Door Cinema Club, ou seja, mesmo conhecedor de várias faixas, só agora ouvi o último projecto dos LCD Soundsystem! E que maravilha é! Depois de um segundo álbum  tão forte como Sound of Silver (2007), a fasquia era alta e a tarefa de se superar era do mais dificil que há. 
Embora continue a preferir o seu projecto anterior, quero salientar o notório que foi fazer um trabalho forte, onde se pressopoem que irá manter o grupo no auge musical. É bom sentir que James Murphy não se deixa dormir nem consumir pela inércia que muitas vezes o sucesso traz. Procura sempre fazer mais e melhor face aos seus outros projectos. Eu, enquanto "adepto" agradeço pela ingressão musical a que me levam sistematicamente com temas como (o intemporal) All My Friends, onde o meu corpo e alma se manifestam de mil e uma formas, amparado apenas pela certeza que é um paradigma a ser posto em prática sempre que assim eu o desejar!

E já vos disse que tou maluco com All I Want?! É provavelmente o tema mais desconcertante retirado de This is Happening...


From now on, I’m someone different
Cuz it’s no fun to be predictably lame
From now on, let’s do it different
Cuz I just want what I want


e com este pequeno excerto de All I Want, dou o mote para o inicio de mais uma sessão de música aqui no Tão Simples Quanto Isso....

Enjoy!

\

 

... e ainda deixo Drunk Girls, com o "teledisco" a ser realizado por Spike Jonze!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Fortíssimo!




Já faz algum tempo que os ouço... mas só recentemente me dediquei exclusivamente a ouvir o álbum na integra! Tinha em minha posse muitas das músicas do seu alinhamento original e já conhecia grande maioria, no entanto, nunca me dera ao "trabalho" de ouvir o projecto de estúdio do inicio ao fim. Agora que o fiz, posso convictamente afirmar que ADORO este grupo proveniente da Irlanda do Norte... e mais!! Acredito piamente que até o final do ano, dificilmente Turist History estará fora dos Top 10 álbuns de 2010 (na lista que me cabe a mim fazer claro)! Mark my words... é um trabalho inacreditável!

Ficam aqui quatro das minhas malhas favoritas retiradas de Turist History (2010)
(algumas delas possivelmente já "postadas")









terça-feira, setembro 14, 2010

SUPERtramp




Quero começar por pedir desculpa (sabendo que não existe necessidade para tal) pelo atraso deste post. Apesar de já terem passado dois dias, fazendo com que o tópico não seja propriamente "fresco", creio que mesmo assim não se trata de algo descabido.

Domingo, dia 12 de Setembro, fui ver os Supertramp, grupo iniciado em 69, que eventualmente passou a ostentar um estatuto galáctico durante a década dos anos 70!
Em Portugal depois de uma ausência de vários anos (última vez que cá tocaram foi no Dramático de Cascais em 79), os Supertramp apresentaram-se em palco sem Roger Hodgson, antigo vocalista e um dos membros fundadores. Apesar de ser considerado uma "baixa de vulto", dizem os entendidos (e não falo apenas da comunicação social mas também dos adeptos do grupo) que a sua ausência não foi muito sentido, na medida em que os britânicos estiveram à altura dos tempos em que brilhavam com Breakfast in America.

Confesso que não sou um super fã dos Supertramp! Não possuo a discografia, não conheço as músicas todas e aquelas que conheço, não sei a letra de uma ponta a outra! Reconheço no entanto que são um grupo com muita história e importância no panorama musical. Sei também que através do seu legado evocam tempos e memórias, principalmente de gerações mais velhas (refiro-me por exemplo à geração dos meus Pais)... e com isso fica a sensação de "partilha", desmistificada um pouco pelo fácil acesso de registos vídeo e áudio, que apesar de tudo, não são o suficiente para remontar os mais jovens para décadas anteriores onde se sentia e vivia a música dos Supertramp de outra maneira! Esta sensação ficou bem patente depois de ver um Pavilhão Atlântico (cheio), na sua maioria composta por pessoas que visivelmente estavam entregues à sonoridade de uma forma que ia para além da minha compreensão!
Digo-vos... foi um cenário bonito! Imagino-me também a ter um momento destes quando estiver perante um grupo dos tempos da minha adolescência!

O concerto foi cerca de duas horas com todos os "considerados" clássicos (entre os quais constam Dreamer, Breakfast in America, Give a Little Bit, Goodbye Stranger e Logical Song)... mesclados em diversos géneros e subgéneros (do pop rock jazz e blues) podemos dizer que musicalmente apresentaram-se fortes e eclécticos, nunca preterindo da sua base, ou melhor, não arriscando em grandes invenções/sessões de improviso.

Dou graças pelo que testemunhei, pois enquanto o amante de música que sou, um concerto destes é "obrigatório", sendo que este vai além do "check" como quem diz... tá feito! Não! É um concerto que se carrega pelo anos fora...

"Let's make time work for us..."


Pound for pound and cheek to cheek
Cheek paler than a lamp light
Take me down to light the box
And play super Scalectrix

And turn this,

Darkness
Into light, and I'll turn too bright
Forget all the hype

I'll need heart and I'll need courage

We all need...

Toe to toe, there's nowhere to go

So Im tiptoeing around it
I held you down and I held my own
And now I feel like I?m floating

So turn to this

Head on
And keep on
Keeping on

You'll need heart and you'll need courage

We all need time

So let's make time... work for us

Let's make time work for us
Let's make time work for us
Let's make time work for us

Let's take our precious time about it

Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about it

Don't you know, well god only knows.

Is there somebody waiting?
So you'll hold yourself up and you'll hold yourself in
And then pray that you are growing

And turn this,

Darkness
Into light, and I'll turn too bright
Forget all the hype

You'll need heart and I'll need courage

We all need time

So let's make time... work for us

Let's make time work for us
Let's make time work for us
Let's make time work for us

Let's take our precious time about it

Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about it
Let's take our precious time about

You'll need heart and you'll need courage

In these times
You'll need heart and you'll need courage
In these times
Because time can mean so much
Are you still mine?

-

The Maccabees - Precious Time

segunda-feira, setembro 13, 2010

Dinner for Schmucks (2010)



Não faz muito tempo desde que anunciei aqui no blog a chegada deste filme. Não porque fosse algo para o qual estava muito ansioso para ver, mas apenas porque na altura tinha acabado de visionar o filme que dera origem a este projecto.  
 Le Diner de Cons, é assim que se chama! Esta longa-metragem, realizada em 1998 por Francis Veber, trata-se de ser uma das melhores comédias que alguma vez vi, tendo as suas origens fortemente enraizadas no teatro e cinema europeu, aliás, como o titulo assim sugere, estou a falar de um filme francês.

O remake americano surge pelas mãos de Jay Roach, conhecido por realizar Austin Powers / Meet The Parents e as suas respectivas sequelas. Para Dinner for Schmucks, Roach reúne Steve Carell e Paul Rudd, que já trabalharam previamente juntos.

A premissa é basicamente a mesma que o seu original, tendo depois a partir daí seguido um outro caminho no que concerne a história e até em parte no seu estilo de humor! Posso dizer que é agradável, mas nenhuma obra-prima, principalmente quando comparado com o seu (brilhante) antecessor! Steve Carell é de facto muito engraçado, desempenhando o papel de um idiota no seu expoente (diria) máximo! Paul Rudd faz um pouco "mais do mesmo", que face às exigências do próprio filme, é apropriado! Saliento ainda a participação hilariante de Zack Galifianakis, notória por desafiar Carell na ilustração do maior Schmuck!

Quero novamente frisar a "urgência" que é ver o original, um filme como poucos que atesta à qualidade dos países europeus em fabricar excelentes comédias, contrariando assim a ideia (descabida) de que apenas produzem filmes intelectuais.


sábado, setembro 11, 2010

Gosto muito destes senhores...






Já agora (ainda a propósito da banda) aproveito para dizer o seguinte...

O site da pitchfork comigo parece perder alguma credibilidade, pois na minha opinião o álbum Colour It In (2007) é tremendo! Já não é a primeira vez que atribuem uma nota medíocre a um bom projecto! Enfim... o mundo não é feito de opiniões e embora possivelmente hajam mais pessoas a concordarem com os 4.6, saliento aqui que é uma "nota" que não está de acordo com o seu respectivo valor.

Se não os conhecem... ouçam!

O que é que se está a passar?



quinta-feira, setembro 09, 2010

New Pollution

by: Beck

Que granda malha!!!! Takes me back to my "childhood" (sim, eu já ouvia isto haha)

quarta-feira, setembro 08, 2010

"Nunca tínhamos perdido? Perdemos Hoje!"







Ontem não foi a gota de água! Não foi! 
Não foi porque já andamos nisto desde que Queiroz (esse adjunto fantástico) entrou para desempenhar tarefas de seleccionador nacional, depois de múltiplas experiências por clubes onde simplesmente não foi capaz de singrar. 

Amarrado ao seu nome ainda se encontra a época dourada (nas camadas jovens) por qual foi responsável! 
Kudos para si, Sr. Queiroz... por essa equipa fantástica que formou e pelo futebol que desencadeou... mas com todo o respeito... essa época is long gone e como tal, você é considerado a figura máxima responsável pelo percurso (atribulado) que temos vindo a fazer aquando da sua chegada... mas já cá volto...

Por agora fico-me pela apreciação do jogo de ontem...

Perdemos com a Noruega, fruto de um golo atípico em que houve claramente responsabilidades para o guarda-redes Eduardo e não o colectivo, embora este pouco fizesse para inverter o resultado e assim, poupar o guardião a alguns comentários. A verdade é que pouca gente é capaz de apontar o dedo (de forma vincada) a Eduardo, talvez por pairar a sensação de que estamos em divida para com ele por alguns dos jogos efectuados no Mundial. Eu cá penso que não estamos em divida coisa nenhuma! Não achei a sua prestação nada por aí além, embora confesse que fui naturalmente contagiado pela forma como Eduardo se entregava em campo (visível na maneira em que abordava cada lance, em que falava com cada colega e até mesmo enquanto cantava o hino). Mas isto pouco, ou nada, terá de influenciar a minha opinião pois embora sejam qualidades inerentes e fortemente ligadas (capacidade técnicas vs capacidades humanas) tenho de saber separar o homem do guarda-redes. Sendo assim, anuncio que não é com surpresa que observo estes "vacilos" consecutivos (Chipre e Noruega) que podem ser facilmente interpretados como "falhas que vêm com o território" ou seja erros que estão sujeitos a aparecer de tempo em tempo... afinal de contas, estamos a falar da posição em campo que possivelmente carrega maior pressão. Enfim... "tentámos" assumir controlo do jogo, algo que não se traduziu rigorosamente em nada, dado a falta de eficácia em levar a bola à área adversária. Há que dar mérito também ao sistema implementado pela Noruega que se mostrou coesa no sector defensivo, não se inibindo de colocar Portugal em sentido sempre que tinha oportunidade de lançar um contra-ataque, porém, falamos da Noruega... e mais importante ainda... falamos de PORTUGAL! Uma selecção com alguns dos melhores jogadores do mundo, responsável por alguns dos maiores "craques"da história do futebol entre os quais constam três nomes eleitos como "Melhor do Mundo" (Eusébio, Figo e Cristiano Ronaldo). Temos o dever... melhor... a obrigação de fazer melhor!

Óbvio que os jogadores têm culpa no cartório... São eles que estão em campo, autores de todo o desenrolar "causa/efeito" que se deveria traduzir em vitórias e sucessos desportivos! Não obstante disso, o seleccionador é, e será sempre, tomado em conta, como a "cara" da equipa, sendo sempre considerado o arguido principal num banco cheio de réus (entre os quais constam Presidente da Federação, adjuntos, equipa técnica e, claro está, jogadores!). Neste caso acredito piamente que Queiroz é de facto o "homem a abater", contrariando a ideia que alguns evocam de que é um bode expiatório. Observem o sub-rendimento da nossa selecção... denotem a quantidade de polémicas e problemas que surgiram... ainda não tínhamos atingido a época do Mundial e já estávamos cientes do problema (e erro crasso) que tínhamos entre mãos com este senhor! Mas tendo ele assinado um contracto de duração (em prol do contracto "por objectivos)... só mesmo com um caso polémico/mediático é que conseguimos correr com ele, havendo assim "causa justa". Lamentável que tenha chegado a este ponto, onde FPF continua a "dar tiros nos pés" de forma recorrente, na esperança de rectificar os seus erros... Já não bastavam os mil problemas que tinhamos entre mãos (Economia, escândalo Casa Pia, etc.) agora ainda temos que lidar com crises num sector onde supostamente somos bons... "o futebol"!

terça-feira, setembro 07, 2010

Overkill


by: Colin Hay

(antigo frontman do grupo Men at Work)


Mais uma malha derivada da banda-sonora da série Scrubs, que inclusive conta com a participação do próprio cantor em um dos episódios... take a look:


segunda-feira, setembro 06, 2010

Turn! Turn! Turn!


by: The Byrds

(se não conhecem, saquem ! Grupo mítico dos anos 60)


uma das minhas músicas favoritas... um clássico!



To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to build up,a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones, a time to gather stones together

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace, a time to refrain from embracing

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time for love, a time for hate
A time for peace, I swear it's not too late


sábado, setembro 04, 2010

Casa Pia... Longe do Fim!



 Antes de incidir sobre aquele que é claramente o assunto na ordem do dia, quero começar por esclarecer que eu, Duarte Mendonça, no "calor do momento" proporcionado pelo "desfecho" do caso "Casa Pia", transmiti via facebook um juízo de valor, que embora pouco longe da verdade, não deixa de ser pouco premeditado. Talvez por isso sinta alguma necessidade de opinar sobre o assunto, de uma forma mais concreta/sustentada...

... Minto! Quero opinar porque tendo eu perdido interesse no assunto ("Casa Pia") por desgaste (excessivo) deste mesmo (proporcionado pela Comunicação Social),  senti necessidade de me actualizar sobre o caso, nem que para recuperar um pouco do humano que há em mim, que também sofre com todas as injustiças espalhadas no mundo, com principal destaque para aquelas que acontecem no meu território... na minha "casa"!

Lógico que eu, como provavelmente muitos outros portugueses, apenas retomo este escândalo mediático por força de recentes eventos, que em parte me fizeram sentir indignado pela forma como todo este processo têm sido conduzido, levando a que eu enquanto cidadão português, tenha vergonha de me assumir como parte integrante de uma comunidade que não zela primariamente pelos interesses do povo que compõem, o que foi em tempos, uma grande nação! 

Ora, reconheço que esta abordagem seja um pouco inapropriada pelo exercebamento das palavras a que recorro, como quem quer dar uma ênfase dramática a algo que não merece tal tratamento. Infelizmente não se trata do caso, pois estamos a falar de matéria extremamente delicada, que além de  manchar (mais uma vez) o nosso sistema judicial e as pessoas que nele operam, tem apenas promovido a infelicidade e desgraça de vitimas alheias que sofrem consequências gravíssimas desde o principio da sua infância!

Com a sentença lida, é natural que se tenha gerado uma onda avassaladora de informação que ocupa o tempo de antena de praticamente todas as estações televisivas portuguesas. É natural que litros de tinta corram pelo país fora. É natural que sejam muitas as vozes que não se calam, com formas de justificar o que correu mal, mas também salientar o que correu bem!

"Foi feita justiça?" Penso que terá sido a pergunta mais colocada no dia de hoje...

Pouco ou nada li hoje sobre a decisão do tribunal. Foi apenas em casa através do telejornal e principalmente através do programa "Especial Informação", com o José Rodrigues dos Santos a orquestrar uma sessão que contava com Carlos Cruz, um dos arguidos do processo, juntamente com Dr. Edgar Lopes, juiz e ex-vogal do Conselho Superior de Magistratura, e Dr. Miguel Matias, advogado representante da Casa Pia.

Nesta sessão constatei a entrega de Carlos Cruz à defesa da sua inocência, algo que confesso ter mexido comigo de tão convincente que foi, levando-me a crer que das duas, uma: ou de facto está inocente, ou está muito bem preparado! Acredito mais nesta segunda...

Sabendo um pouco do historial de C.C na televisão, sabemos todos que ele é um excelente comunicador, com uma elevada capacidade de argumentação, improvisação e "representação". Mas outra coisa que também me levantou questões relativamente à sua inocência, foi o comportamento do seu advogado, o Dr. Ricardo Sá Fernandes. Este defende-o até à exaustão (como ficou comprovado pelas imagens no tribunal), como quem acredita convictamente que o seu cliente está a ser injustiçado! Talvez eu, por falte de experiência e conhecimento próprio desta área, pense que se fosse advogado com consciência da "verdade", talvez não fosse tão dedicado (porque na minha óptica, saber que estamos a defender alguém culpado, deve de alguma maneira limitar as nossas acções de defesa).

Reflectindo sobre tudo isto, arrumo da forma que posso, estas ideias todas e formo a minha opinião! Dou por mim quase no mesmo lugar onde comecei, ou seja, acho que é culpado!

Entretanto, o programa não se resume apenas à intervenção do sr. Cruz e José Rodrigues dos Santos certifica-se disso. Não está ali para fazer favores a ninguém nem ajudar à limpeza de imagem do arguido mais conhecido da actualidade. Faz questões, parte para o ataque, tem o trabalho de casa bem feito.

Um dos pontos que considerei mais pertinentes de toda a sessão foi a evocação de outros casos semelhantes, espalhados um pouco por toda a Europa. Na França por exemplo, o maior caso de pedofilia, com mais de 60 arguidos (60 ARGUIDOS!!!!!) foi concluído após 5 meses (!!!). Nós, num caso com 6 arguidos, levámos anos (ANOS!!). Isto é um atestado de incompetência ao nosso sistema, a começar pela merda de legislação que temos, que de tão flexível, permite a extensão desnecessária de uma tortura desgastante.

De forma alguma podemos encarar isto de forma pacata sem revolta e nojo! Vivemos numa sociedade que se rege por normas de conduta perversas!

Quase que já podemos ver o desfecho deste caso! Tal forma são proporcionadas facilidades aos criminosos de sair impunes, que de recurso em recurso... com tribunais de 2º instância e por ai adiante, na prática não vão haver condenações. Por outras palavras, os arguidos apesar de julgados e condenados, vão acabar por não cumprir pena. Aliás, ninguém me diz que agora nos primeiros recursos não hajam pessoas absolvidas ou penas reduzidas. Em suma, UM ESCÂNDALO!

Entretanto, passo do programa "Especial Informação" para um debate na SIC conduzido por Mário Crespo. Aqui, já me encontro a meio, mas a conversa em parte, "é mais do mesmo" (não deixando de ser interessante e importante ouvir o que mais pessoas têm para dizer), contudo, pelo que me foi explicado, os intervenientes deste debate são de importância vital para que este caso seja compreendido em toda a sua plenitude, principalmente através dos testemunhos de Felicia Cabrita, uma das principais jornalistas investigadoras que remonta este processo já para a década de 60 (onde muitos dos crimes aqui indiciados já decorriam).



Falou-se dos nomes ocultados, dos arguidos absolvidos, das consequências que os actos tiveram a longo prazo, não só no nosso quotidiano mas principalmente nas vitimas... enfim... um debate fortíssimo que apontou o dedo sem pudor nem preconceito a instituições de poder (partidos políticos, o próprio Governo) e a figuras de elevado estatuto social, que claramente exerceram do seus contactos e influência para "abafar" inúmeros acontecimentos deploráveis durante "anos a fio". Seja como for, o facto de terem sido denunciados alguns nomes é parcialmente gratificante... mesmo os que não foram constituídos arguidos, terão de viver com o seu nome associado aos mais ínfimos casos de pedofilia, um crime que provoca uma enorme repulsa. Mas claramente, é notória a falta de eficácia (e não me canso de reforçar esta ideia) do nosso sistema que falha sistematicamente nos mais diversos campos. Por exemplo, a indemnização dada às vitimas ilustra bem isso. É inacreditavelmente disforme relativamente ao que seria considerado "justo"... aliás um dos convidados no debate aponta isso mesmo com a utilização de um caso pessoal que aconteceu consigo em tempos, onde foi indemnizado por difamação com um valor semelhante aos que os antigos "casa pianos" receberam. Não tem qualquer tipo de nexo como todos vocês podem constatar, mas "é o País onde vivemos".



Será que foi feita justiça?

Sim...
... e não...

Obviamente o facto de terem sido atribuídas condenações aos arguidos é reconhecido como um triunfo, no entanto, com base no que temos visto, certo e sabido, muitos poderão ser absolvidos, outros ver penas reduzidas... e quem sabe até não cumprir pena nenhuma! Portanto... justiça? Parece não existir...

Não penso em utopias...nem as exijo! Exijo sim coerência, discernimento sério, capaz... com olhos nos valores basilares que nos validam enquanto seres humanos... não monstros! Porque é isso que tem sido revelado.. tal a monstruosidade presente que "contemplamos", em particular neste assunto horrível que assombra muita gente, bem antes da época em que a Casa Pia "explodiu" numa catarse, que não levanta margem para dúvida que é um dos cenários mais tenebrosos ocorridos em Portugal!

Os olhos de Mário Crespo no desfecho do programa, atestam de forma genuína o grau de sensibilidade que peremptoriamente todos nós atribuímos validade, até porque, o facto de o VERDADEIRO DESFECHO deste caso ser totalmente precário... assusta! E de que maneira meus amigos...

Cansado como estou de escrever (e de "carregar" sobre um assunto que certamente figurará nas nossas televisões durante os próximos tempos), deixo-vos o debate na SIC com informação em abundância (contrariando a ideia que tive inicialmente onde afirmei se tratar "mais do mesmo") para que percebam a gravidade que isto é...

Acabo este "desabafo" (se é que lhe podemos chamar assim) da mesma forma que o ilustre Mário Crespo, que cita a Juíza Ana Peres:

Como é que isto foi possível? Como é que isto... era possível... na Casa Pia?

sexta-feira, setembro 03, 2010

Red Right Hand



Tema editado em 1994, tornou-se um dos grandes clássicos deste grande artista que é Nick Cave
A música pode ser familiar para alguns dos leitores deste blog, visto que em tempos coloquei uma cover cantada pelos Arctic Monkeys.

Enjoy!


quinta-feira, setembro 02, 2010

quarta-feira, setembro 01, 2010

Bizarre Love Triangle



No seguimento do post anterior, decidi colocar outra música retirada da mesma banda-sonora e integrada no mesmo conceito, ou seja, uma outra cover de um tema popular nos anos 80.

Desta vez, o tema original pertence ao grupo inglês New Order.

(Para os mais alheios, é a banda que sucedeu aos Joy Division, aquando da morte do seu vocalista, Ian Curtis)


Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine
But it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
But there's no sense in telling me
The wisdom of the fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
well every day my confusion grows

Every time I see you falling

I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You say the words that I can't say

I feel fine and I feel good

I'm feeling like I never should
Whenever I get this way
I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be

Every time I see you falling

I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You say the words that I can't say

But Not Tonight



(ex-vocalista de bandas como: Stone Temple Pilots e Velvet Revolver)

Sem me querer alongar desnecessariamente, quero apenas referir que esta música chegou-me aos ouvidos através da banda-sonora do filme Not Another Teen Movie (2001), tendo o filme e própria banda-sonora sido uma agradável surpresa na altura. Aliás, a banda-sonora é interessante pelo facto de ser composta na sua maioria por covers de temas populares nos anos 80.


Relativamente a esta malha, a original pertence aos Depeche Mode.


Oh God, it's raining
But I'm not complaining
It's filling me up
With new life

The stars in the sky
Bring tears to my eyes
They're lighting my way
Tonight

And I haven't felt so alive
In years

Just for a day
On a day like today
I'll get away from this
Constant debauchery

The wind in my hair
Makes me so aware
How good it is to live
Tonight

And I haven't felt so alive
In years

The moon
Is shining in the sky
Reminding me
Of so many other nights
But they're not like tonight

Oh God, it's raining
And I'm not containing
My pleasure at being
So wet

Here on my own
All on my own
How good it feels to be alone
Tonight

And I haven't felt so alive
In years

The moon
Is shining in the sky
Reminding me
Of so many other nights
When my eyes have been so red
I've been mistaken for dead
But not tonight