terça-feira, novembro 30, 2010

Leslie Nielsen (Part II)


"I'm afraid if I don't keep moving, they're going to catch me ... I am 81 years old and I want to see what's around the corner, and I don't see any reason in the world not to keep working. But I am starting to value my down time a great deal because I am realizing there might be other things to do that I am overlooking."

—Nielsen reflecting on his career in 2007


Retrospectiva da sua vida e carreira

segunda-feira, novembro 29, 2010

Leslie Nielsen (1926 - 2010)

(Leslie Nielsen)


Faleceu ontem durante a tarde o actor Leslie Nielsen.

Nielsen é um dos actores mais engraçados que tive a oportunidade de ver na tela. O seu estilo humorístico era muito próprio na altura e assentava lindamente na sua postura, postura essa que passava para as suas personagens.

Apesar de um inicio de carreira na televisão e depois no cinema, enquanto um actor relativamente sério, em 1980 a sua carreira teve um ponto de viragem com o filme Airplane. Depois desta comédia a sua vida nunca mais seria a mesma. Seguiram-se inúmeras participações em filmes denominados como spoofs, no qual a sátira (sempre no limite do exagero) era o estilo predominante! Police Squad! foi um tremendo sucesso na televisão, tendo depois sido adaptado para a trilogia Naked Gun, trabalho este pelo qual Nielsen é mais conhecido. Pelo meio ficaram outras tantas comédias que com o passar do tempo foram tendo um declínio acentuado na qualidade, mas nem por isso nas performances da bilheteira.

Nielsen era o tipo de actor que me levava a ver os seus filmes, por muito que fossem suspeitos de ser horríveis... (os demasiados Scary Movies são exemplo disso)

Gosto de o ver no ecrã... Fazer rir era uma qualidade que lhe era inata... Era capaz de despertar o riso nas pessoas como poucos o fazem... aliás... vou mais longe dizendo que ele era único!

Fica aqui a minha homenagem a, não só um dos meus actores cómicos favoritos de todos os tempos, mas  segundo dizem, também um ser humano capaz do melhor...












sábado, novembro 27, 2010

sexta-feira, novembro 26, 2010

quinta-feira, novembro 25, 2010

O génio de Elliot Smith...





Este senhor é um dos grandes compositores que o mundo se viu privado pelo seu falecimento precoce, com apenas 34 anos. 

Desequilibrado, como muitos génios o são, Elliott Smith deixou para trás bastante trabalho que lhe confere reconhecimento pelo talento musical que ostenta, tanto vocal e instrumentalmente como também na arte da composição. As suas letras (poesia diria) ilustram parte das suas experiências pessoais, medos e preocupações, evidenciando desde logo que a vida não lhe corria de feição... Intranquilidades que ironicamente protagonizaram o seu sucesso na indústria, para a qual se estava nas tintas. Preocupado em fazer boa música, no seu estilo tão único, Elliott permanece como uma figura de culto, vivendo através dos seus trabalhos que "respiram eternidade".

Fiquem com esta grande malha (simplesmente genial - Angeles) de um dos meus intérpretes favoritos desde que me lembro...


Someone's always coming around here trailing some new kill
Says I seen your picture on a hundred dollar bill
And what's a game of chance to you, to him is one
Of real skill
So glad to meet you
Angeles
Picking up the ticket shows there's money to be made
Go on and lose the gamble that's the history of the trade
Did you add up all the cards left to play to zero
And sign up with evil
Angeles
Don't start me trying now u-huh u-huh u-huh
Cos I'm all over it
Angeles
I could make you satisfied in everything you do
All your 'secret wishes' could right now be coming true
And be forever with my poison arms around you
No one's gonna fool around with us
No one's gonna fool around with us
So glad to meet you
Angeles

quarta-feira, novembro 24, 2010

Scott Pilgrim vs The World (2010)



É um filme incrível! Mas incrível incrível! Diferente, fresco, irreverente!  
Scott Pilgrim vs The World (2010) é uma cena inacreditável!
 
Já vi o filme na sexta-feira, no entanto, por preguiça acabei por não escrever nada sobre o filme deixando passar até hoje! Quando isso acontece normalmente acabo por perder interesse e "dou como perdido" o meu comentário... só que neste caso, dada a qualidade do filme e o impacto que teve comigo, era impensável deixar este passar...

Os meus primeiros elogios terão de ir  para o realizador Edgar Wright e para o source material que deu origem a este filme.

O realizador, responsável por Shaun of The Dead (2004) e Hot Fuzz (2007) (duas das minhas comédias favoritas integradas na Blood and Ice Cream trilogy), faz nesta adaptação um trabalho tremendo! Criativo e inteligente, faz uso de uma boa compilação de montagens, incrementando à linha narrativa um óptimo ritmo, que se mantém sempre interessante. Scott Pilgrim é altamente dado ao entretenimento, unindo comédia e acção num estilo muito próprio e inovador, evoca o mundo da banda-desenhada e vídeo-jogos através de múltiplas referências. 

A música também desempenha um papel muito importante na composição da longa-metragem, não só porque o protagonista está integrado numa banda, mas porque essa banda rivaliza com outras quantas. E o engraçado é que as bandas presentes (todas fictícias) tiveram o "material" escrito por nomes como Beck, Brendan Canning e Kevin Drew (dos Broken Social Scene), entre outros.

Apesar de dar maior ênfase à realização e argumento (inspirado na banda-desenhada) o elenco não lhe fica atrás.

Michael Cera (começo a perceber que tudo o que ele faz - excepto Year One - é bom), que assenta muito bem na title character, partilha o espaço na tela com Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Anna Kendrick, Chris Evans (HILARIANTE!), Brandon Routh, Jason Schwartzman... enfim... o supporting cast não acaba e ainda há cameos reservados!

Nota para a banda-sonora incrivel, aposta forte neste filme tendo lançado três álbuns de registos diferentes (como podem constar no link que vos deixei atrás). Nigel Godrich (produtor dos Radiohead), Beck, Metric, Broken Social Scene, Cornelius, Dan the Automator, Kid Koala, Holy Fuck, e David Campbell são alguns dos contribuidores para a banda-sonora.

Sei que negligenciei por completo a sinopse deste filme, mas achei por bem deixar isso para os trailers que se seguem! Recomendo também que acedam ao link para a wikipédia (AQUI!) onde têm informação muito interessante sobre vários aspectos de Scott Pilgrim Vs The World.




terça-feira, novembro 23, 2010

Life in Film



Um pouco por todo o lado, tenho encontrado este maravilhoso grupo chamado Life in Film (que primeiro me chegou pelas mãos de um amigo que desde logo me avisou para a voz do vocalista)
Infelizmente não encontro nada dos gajos... excepto o MySpace ... 
Álbuns nem vê-los... apenas tenho acesso aos mais que muitos vídeos online no YouTube.

Para já serve... mas quero mais! Se por acaso tiverem acesso a mais alguma coisa deles façam o favor de avisar...

Deixo duas malhas...
- a primeira é uma sessão acústica "postada" por um amigo no FB.
- a segunda é o single de apresentação da banda.

Espero que gostem tanto quanto eu!



segunda-feira, novembro 22, 2010

Música Clássica

Inspirado pelo Feople (malta responsável por um dos blogs que sigo religiosamente), decidi dedicar um post à música clássica, género de que sou grande apreciador embora não seja o ouvinte mais regular, contudo, é preciso ter em conta que por muitas influências da minha família (principalmente a minha mãe e tios) criei uma natural apetência para de vez em quando treinar o meu ouvido, enquanto me delicio ao som de grandes compositores e cantores/as...

Carl Orff, Maria Callas, Puccini, Lucciano Pavarotti são alguns dos nomes mais ligados às árias, composições e afins que me dão prazer ouvir, enquanto Bach, Mozart, Tchaikovsky, Beethoven, Vivaldi, Giuseppe Verdi, Igor Stravinsky, Richard Wagner, Chopin (tão esmiuçado pela nossa Maria João Pires) e Brahm compõem uma lista de restantes favoritos. Também é verdade que conheço muito pouco além dos nomes que aqui enunciei, no entanto, sinto-me privilegiado por ter tido algum nível de acesso a estes mestres da música enquanto cresci (embora esteja "longe longe longe" de ser algum tipo de perito... volto a repetir: sou antes um mero apreciador que peca por não lhe dar a devida atenção)

Quando ponderei em aqui escrever algo relacionado à música clássica, era única e exclusivamente para falar sobre a minha cantora preferida da área, a fantástica Maria Callas... mas esta iniciativa não se deve apenas à sua qualidade mas também por estar ligada a um dos meus momentos cinematográficos favoritos.

A minha obra de eleição desta incrível intérprete chama-se La Mamma Morta, tema este que ouvi pela primeira vez no filme Philadelphia (1993) - um dos meus favoritos - realizado por Jonathan Demme e protagonizado por Tom Hanks e Denzel Washington. (Recomendo que vejam este filme com alguma urgência e lembrem-se da referência que vos dei relativamente à entrada em cena de La Mamma Morta). Esta música, tão e somente, enalteceu todo um momento que considero um colosso do cinema em geral.  Nunca fiquei eu tão "emocionalmente desequilibrado" com uma cena de representação, tão bem auxiliada por uma voz que  conta um episódio decorrido durante a revolução francesa (no vídeo consta a tradução da letra para que tenham noção do que se trata). Tanto que é inevitável para mim não reagir de forma algo visível sempre que ouço a música.


Tendo eu aproveitado para juntar à Senhora Callas a restante elite musical... quero salientar duas composições de Carl Orff, presentes na infância/juventude de muitos de nós! Falo dos temas O Fortuna (popular no anúncio do aftershave Old Spice) pertencente à cantata Carmina Burana e Gassenhauer (presente em anúncios do whisky JB).



domingo, novembro 21, 2010

"Há Conversa" com a minha Mãe...


Maria Viana

Conversa sobre vida, carreira e actualidade!







Ontem na FOX TV...




Não fazia ideia que este filme andava a circular na televisão! É sem dúvida uma grande longa-metragem por parte do realizador Paul Thomas Anderson (um dos meus favoritos), que vê a sua carreira despontar com esta obra.

Hard Eight (1996), ou Sydney como também é conhecido, conta com as presenças de Philipp Baker Hall (um regular nos filmes de P.T Anderson), John C. Reilly, Gwyneth Paltrow e Samuel L. Jackson.

Ponham as vossas mãos neste filme! É fabuloso!

sexta-feira, novembro 19, 2010

Ainda com a cabeça no Coliseu ...




You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number, I know,
We've been through this before.
Can't you hear me I'm, Pounding on your door
Can't you see me i'm, calling out your name

You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number.
Can't you hear me I'm, bleeding on the wall
Can't you see me I'm, pounding on your door
Can't you hear me when I'm, calling out your name.

When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all
When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all
When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all

You've got a nerve to be asking a favor
You've got a nerve to be calling my number, I know,
We've been through this before.
Can't you hear me I'm, beating on the wall
Can't you see me I'm, Pounding on your door

quarta-feira, novembro 17, 2010

Wilderness Downtown


Uma experiência interactiva ao som de Arcade Fire.

Experimentem


(recomenda-se que tenham Google Chrome)

Don't Ask



It's a call
I fell into your arms that night
Don't ask
It's the time we had apart to sort things out
Just don't ask
It's the work you saying you're doing
But baby, I don't even ask
It's the love that came undone between us
and nobody ever asks
There's a place and time for everything I know
Don't ask
But when I'm around you still I lose control
Just don't ask
You suggest the struggle goes both ways
but baby, I don't even ask
I just wish you had a little faith
but I'm learning not to ask


terça-feira, novembro 16, 2010

Jackass 3D (2010)


Recomendo vivamente que vejam este filme na sala de cinema!

Aqui o 3D de facto acrescenta alguma coisa, contrariamente a muitas outras quantas longas-metragens que tenho visto...

Garanto-vos que vão passar por um misto de emoções, mas maioritariamente.. vão dar uma "granda risada"!

Quem está remotamente familiarizado com a série Jackass sabe o que esperar... 
Os que desconhecem (que deverão ser poucos) por favor façam a devida pesquisa antes de seguirem o meu conselho. Naturalmente recomendo que o vejam em grupo, principalmente os rapazes pois dificilmente isto agradará as raparigas - se bem que na sala havia umas quantas que se divertiram imenso.

Neste terceiro filme inspirado na série criada por Spike Jonze (realizador responsável por obras como Being John Malkovich, Where The Wild Things Are), Jeff Tremaine (realizador desta terceira instalação) e o líder Johnny Knoxville, contamos com a presença da habitual crew de "idiotas", juntamente com alguns convidados, que celebram os 10 anos de aniversário da série! Os créditos finais marcam isso mesmo, acompanhados por uma grande malha dos Weezer chamada Memories, que consta na banda-sonora, mais uma vez fantástica!

Memórias da minha Infância

Há uma iniciativa que está em força no facebook

Em Novembro, mudem a vossa imagem de perfil por uma imagem de banda desenhada, desenhos animados, ou bonecos da vossa infância e convidem os vossos amigos a fazer o mesmo. O objectivo do jogo? Não ver nenhuma cara no "facebook" mas uma verdadeira invasão de lembranças de infância.

Esta iniciativa despontou uma reacção em cadeia por parte de muitos dos meus amigos e verdade seja dita, teve o seu devido efeito. Depois de vistos alguns "profile pics" decidi colocar neste post algumas imagens (e um vídeo) das personagens que mais marcaram a minha infância (sem ordem especifica).

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The Walkmen - os temas que faltaram!





segunda-feira, novembro 15, 2010

The Walkmen - Coliseu dos Recreios - 14.11.10


Adivinhava-se uma noite mágica no Coliseu dos Recreios, naquilo que foi o regresso dos The Walkmen para apresentar o seu mais recente trabalho, intitulado Lisbon (2010). Naturalmente, havia uma outra mística impregnada neste concerto, pelo facto de o último cd ser inspirado nas "andanças" da banda pela nossa capital.
Não é todos os dias que temos oportunidade de ouvir um projecto tão simbolicamente chegado ao coração dos Portugueses e como tal não me logrei de perder esta oportunidade, digo eu, única!

Casa composta (com a plateia lotada) aguardava a chegada dos norte-americanos, mas antes, houve tempo para ouvir Os Golpes, que no seu próprio espaço e tempo, deram o mote (ao seu estilo) para um excelente serão. Em 45 minutos intensos, os Golpes percorreram uma série de músicas retiradas tanto do álbum Cruz Vermelha sob Fundo Branco (2009), como o recente G (2010). Pude nesse período constatar que as pessoas estão cada vez mais familiarizadas com os Portugueses pela forma como reconhecem as melodias e cantam as letras. Pena que os lugares na plateia fossem sentados, pois a sonoridade d'Os Golpes exige um pouco de "bailarico". Enfim, que eles são bons não me restam dúvidas... Não há muito mais que eu possa acrescentar ao que já foi dito/escrito - inúmeras vezes - antes.

Posto a "sessão de abertura", houve as habituais mudanças no palco e volvidos alguns minutos, eis que entram em cena os Walkmen. O público dá-lhes as boas-vindas de forma efusiva ao que a banda não tarda em responder com uma saudação em Português ("Boa Noite") seguida da música While I Shovel The Snow, retirada do seu projecto mais recente. Logo aqui podemos constatar a força que este seu novo álbum ganha ao vivo. É que Lisbon, para os que ainda não ouviram, mantém um registo soft, talvez o mais soft de toda a sua discografia, contudo, a sua sonoridade transfigura-se no palco ganhando outra força... outra dinâmica! Isso ficou bem explicito por todo o concerto, onde Lisbon foi o cd mais representado da noite, com músicas tais como Angela Surf City, Blue as Your Blood, Victory ou a mais triste (segundo Hamilton) Woe is Me, curiosamente detentora de uma melodia que contrasta com a letra.

Pelos raids feitos entre Bows and Arrows (2004), A Hundred Miles Off (2006), You and Me (2008) e afins, Hamilton Leithauser deliciou a plateia com a sua entrega em palco e com a sua voz electrizante (que para mim tem um trave de Bob Dylan "arockalhado"). Mas o protagonismo não se ficou apenas por Hamilton, pois o resto da banda esteve sempre à altura... principalmente Matt Barrick que freneticamente "espancou" a bateria de uma forma impressionante!

Ao fim de pouco mais de uma hora, veio o encore com Donde Esta La Playa, I Lost You e We've Been Had, esta última a ser coroada com muitos aplausos, em jeito de "Até Breve".

Foi sem dúvida um concerto memorável que carrego comigo para toda uma eternidade... mesmo apesar de terem sido excluídas do reportório para a noite, alguns dos meus temas favoritos...

Ficaram por tocar as seguintes (de acordo com as minhas preferências):

Little House of Savages | What's In It For Me | Emma, Get Me a Lemon

mas é com The Rat que dou por terminada a minha última contribuição do dia




Momento Alto na Luz


Se ele marca a casa vai abaixo...

(e não é que marcou mesmo?)