domingo, fevereiro 21, 2010

Jeff Buckley lives on...


(Jeff Buckley)


Um artista de que gosto bastante é o Sr. Jeff Buckley. Perdão... retiro o Sr. , não por ser auspicioso ao seu ser, mas porque partiu deste mundo muito jovem, e eu quero manter esse espírito "juvenil" ao seu nome e legado.

Mundialmente conhecido pela sua cover do tema Hallelujah, original de Leonard Cohen, é no seu único álbum de estúdio intitulado Grace (1994) que me apaixonei pela arte ali gravada em áudio. Infelizmente, enquanto ele e a sua banda se preparavam para um eventual segundo álbum no meio de outras quantas gravações, digressões e concertos, acontece que em 1997, Jeff Buckley teve um infeliz acidente que lhe custou a vida. Desde então, como acontece com vários artistas em diversos campos, Buckley ganhou um seguimento de culto (inteiramente justificado diga-se) tornando-se um ícone musical não só pela carreira que levara até então, mas pelas suas aspirações e potencial artístico que infelizmente nos vimos privados. Porém, ao longo dos anos foram lançados variadíssimos trabalhos seus mesmo depois da sua morte, continuando de certa forma a carregar o seu espírito.

Mas não é esta abordagem que inicialmente gostaria de ter feito, embora agora que escrevo tenho plena consciência de que seria um crime falar do que se segue sem primeiro contextualizar Jeff Buckley e as suas obras.

(Patrick Watson)

Quando intitulei este post de Jeff Buckley lives on... foi a pensar em outros artistas que mantém um estilo muito próximo do que Buckley nos habituou. Há um que me salta de imediato à cabeça que é o canadiano Patrick Watson, um músico que infelizmente só vim a conhecer à pouco tempo, mesmo sabendo que vinha a Portugal e que vários amigos me aconselhavam a ouvir. Não sei como, nem porquê, mas facto é que só há dias comecei a ouvir. Desnecessário será dizer que fiquei surpreendido (mesmo tendo em conta a expectativa devido aos tais avisos). Obstante das semelhanças da voz, sendo a de Buckley mesmo assim ainda mais memorável e aguda (é de facto das vozes com o pitch mais agudo de que me recordo) é mesmo no estilo fresco e irreverente, longe da camada comercial dominante dos tempos que correm, que encontro em Patrick muito de Jeff. 

Ouçam e tirem as vossas conclusões...

Um comentário:

innername disse...

Quando estava a ler este post, lembrei-me imediatamente do Tim Buckley, pai dele - excepcional.
Depois, as referências de Buckley (mojo pin, hallelujah etc) fazem-me lembrar outros, porventura com o mesmo percurso. Caso de Nick Drake, Elliot Smith e depois fui pensar no Smog :)))
Mas não conheço o sr Patrick, vou ter que ir ao youtube :)
Obrgd pelas boas referências...