terça-feira, fevereiro 16, 2010

"Tirado de um filme do Woody Allen..."



Desde muito novo que ouço esta música do Chet Baker, um dos meus trompetistas favoritos de todos os tempos e um dos grandes do jazz. Sempre que ouvi o tema Tenderly - um jazz standard composto por Walter Gross e com letra escrita por Jack Lawrence - era dificil para mim não ficar com as emoções à flor da pele por achar que a música carrega em si uma história triste. No entanto, para combater essa mesma tristeza, imagino sempre os jardins do Casino Estoril como cenário onde se desenrola uma conversa entre um homem e mulher, ainda no processo de se conhecerem. Com um clima de Verão, os repuxos de água,  as luzes brilhantes do casino marcam o ambiente onde surge uma troca de comentários pertinentes que levam a variadíssimas discussões interessantes e pessoais. No meio dessa mesma discussão é possível sentir de imediato a química entre ambos. É este o pequeno episódio recorrente que "sonho" quase sempre que ouço Tenderly. Como se fosse tirado de um filme do Woody Allen onde ele e a Diane Keaton conversam durante horas enquanto passeiam. Tocada por muitos dos grandes músicos de jazz, é a versão de Chet Baker que chega a mim com a sua força no máximo e é inquestionavelmente uma das malhas que mais prazer me dá ouvir e sentir com corpo e alma, porque de facto é um tema lindíssimo como poucos se fazem.

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