quinta-feira, maio 20, 2010

"Do you like it heavy Lisboa?!"

Aparentemente sim!




Ontem durante o trabalho perguntaram se gostaria de ir ao concerto dos Metallica, ao que respondi "óbvio!".
Sem serem uma banda que tem lugar cativo no meu mp3, reconheço que são inquestionavelmente um dos grandes nomes musicais de todos os tempos, independentemente do género a que se encontram afiliados. Como tal, não tinha mesmo outra hipótese se não aceitar o convite (algo que fiz com muito prazer) para me deslocar ao pavilhão Atlântico naquilo que seria o segundo concerto seguido em Lisboa. Como  tem sido habitual, li a reportagem feita pela revista Blitz de forma a ter alguma noção do que me esperava. Reconheço a estupidez visto que a surpresa é sempre mais agradável, contudo, quis antecipadamente saber com o que contar para que também pudesse fazer as minhas comparações à noite que tinha sido descrita no artigo. Evitei memorizar a playlist da noite e outros pequenos detalhes. Apenas procurei saber de que forma ocorreu a interacção com o público, se a banda no aspecto geral esteve em bom plano e se a exposição do palco tinha surtido efeito...

Todas estas perguntas teriam resposta a partir  das 21.30! 

Chegado ao pavilhão fiquei imediatamente surpreendido pelo palco. Embora já tivesse sido anteriormente descrito... é completamente diferente vê-lo. Centrado no meio, de facto ofereceu muitos benefícios e possibilitou um espectáculos de luzes e pirotecnia fantástico, mas também teve as suas falhas. Independentemente disso, as pessoas sentiram que os Metallica estavam ali para arrebatar o povo português. O recinto não se encontrava a "a barrotes" como na noite prévia, mas nem por isso estava pior ambiente ou as pessoas estavam menos eufóricas. Os Metallica sabiam com o que esperar! Entraram a abrir depois de Ecstasy of Gold, tema  de Ennio Morricone para o filme Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo (1966). Seguiram-se umas quantas músicas novas no começo e pelo meio interagiram com o público, que se portou lindamente como anfitrião e  respondeu sempre que fora solicitado por James Hetfield. 

A imagem que eu tinha cá de cima era inacreditável. Ver um mar de gente sincronizada com o movimento de braços...vozes em sintonia...Assim é natural que a banda tivesse onfire, tal era a energia que a audiência passava para o palco. Contagiado pela música e também pela experiência da banda que soube gerir bem o concerto, o que começou como um discreto bater de pé, como quem assume que está fora do seu meio, passou para um efusivo abanar da cabeça.
 Mais adiante, depois de um reportório dominado maioritariamente por temas contemporâneos, decidiram  mudar a rota do espectáculo e levar o público ao delírio com clássicos como Turn The Page, Sad But True, Master of Puppets e Nothing Else Matters. Antes do encore "bombaram" com Enter Sandman...

Para o considerar um concerto merecidamente cotado de épico só lhe faltou duas coisas:

- que o som tivesse mais apurado, mas o Pavilhão Atlântico neste aspecto costuma pecar

- que tivessem tocado algumas músicas, incompreensivelmente postas de parte... falo de Unforgiven; Unforgiven II, The Memory Remains; No Leaf Clover ou mesmo uma mais recente, Saint Anger! Citei estas em particular por conciliar o facto de (quase) todas serem referências da banda e temas que me são "chegados". Seria certamente desencadeado uma explosão em cadeia com a adição destas malhas na lista. Para compensar... deixo aqui essas mesmas músicas de que falei bem como Nothing Else Matters, que ontem fiz questão de salientar o impacto que teve ao vivo. Nota para o facto de que foi gravado com o meu telemóvel.










Um comentário:

Luís Filipe disse...

FOI BRUTAL O CONCERTO ! METALEIROS! ! ;)