quinta-feira, maio 20, 2010

Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco (2009) - Revisitado

Não é novidade... Aqueles que seguem afincadamente as novidades musicais, sabem bem disso! 


Os Golpes já aí andam à algum tempo, e eu ainda por cima quando lhes fiz referência no blog já ia tarde! "Tarde" no sentido em que já andavam a circular por aí e eu completamente alheio à sua existência, contudo, numa altura onde comecei a dedicar-me ao que é nacional rapidamente me deparei com o quarteto de Lisboa. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                capa do álbum
O álbum Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco, lançado em 2009 pela editora Amor Fúria (atenção a esta malta... andam ai com bons talentos) arrebatou-me por completo. 
Na ingenuidade e talvez alguma arrogância de me considerar minimamente conhecedor de música, asseguro-vos que Os Golpes cruzam caminhos com grandes nomes portugueses. Com uma estreia de fazer inveja, as onze faixas que compõem o álbum são cotadas de equilíbrio musical, criando uma apreciável degustação, evitando desta forma a queda da sonoridade num produto redundante.
Cotados visceralmente como pertencentes à nova onda indie portuguesa, composta por grupos como Os Velhos, OIOIAI, Pontos Negros, Feromonas, entre outros, regozijo com tamanha alegria o crescimento e impacto que a "música alternativa", como alguns apelidam, tem tido nas pessoas, que à data estariam conformadas com a saturação quase insustentável de música débil.

Dito isto, passo então à sugestão de duas faixas retiradas de Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco...

Cruz Vermelha, um instrumental que abre (e bem) o projecto d'Os Golpes e Tarde Livre II, malha que ontem foi a causa de um episódio insólito antes de ir dormir...

Em pleno quarto escuro na véspera de me deitar na cama, não resisti ouvir novamente esta música...
Peguei no telemóvel, pus a tocar e pousei-o em cima da cama... enquanto isto... comecei a dançar sozinho e às escuras! Foi mais forte que eu e nem pensei no ridículo que tinha acabado de cair...
Deixei-me ir enquanto gesticulava com os braços, abanava a cabeça e saltava! Se alguém estivesse de fora a observar este momento, poderia pensar que tinha problemas bem sérios... mas estou-me nas tintas!

Soube-me bem pa caraças!


2 comentários:

Joaquim Quadros disse...

Os Golpes são fora (honrando linguagem madeirense). São originais e quase um marco forte da nova vaga de que falas, trazem muito à música nacional. Têm ali uma cena especial não é? Tocam rock and roll ponto, sem margem para grandes fugas e essa pureza dá logo uma granda fibra.

Curto muito Golpes. Assim como Oioai e Pontos, embora Os Velhos façam mais o meu género.

Arraial, O Silêncio, e as três Tarde Livre são para mim, num álbum que não tem nenhum som de passar à frente, as que mais agarro.

Vivá tuga!

D.M disse...

Tive que voltar a ler isto hoje, enquanto tenho como música de fundo este belíssimo álbum que deixa-me completamente arrebatado!

Se os Golpes acabassem hoje, continuariam a ser um dos grandes marcos da minha vida, ainda para mais depois daquele maravilhoso concerto!