sexta-feira, junho 25, 2010

Defiance (2008)



Defiance é um filme realizado Edward Zwick em 2008 que conta como protagonistasDaniel Craig (a.k.a James Bond), Liev Shreiber (também ele realizador, argumentista... um gajo multifacetado) e Jamie Bell (Billy Elliot).

Começando pelas razões que me levaram a ver o filme, não há muito a dizer. Edward Zwick é um realizador de que aprecio bastante por três dos seus trabalhos: The Last Samurai (2003), Blood Diamond (2006) e principalmente Glory (1989), para mim a sua maior obra-prima e um dos meus all time favorites. Todos eles são capazes de demonstrar elementos do mais humano que existe, integrados em situações de conflito e caos. Cenários onde os nossos protagonistas se assumem como verdadeiros heróis... como líderes! E o bom destes filmes (ou pelo menos alguns deles) é que são baseados em histórias/factos reais, tendo assim a capacidade de interessar e, acima de tudo, inspirar mais os espectadores. Tenho essa ideia que normalmente os filmes inspirados em eventos reais angariam muitos adeptos. Enfim... Defiance como os outros três filmes mencionados, acaba por estar "esquematizado" para corresponder a esse padrão definido. 

Baseado numa história verídica, a acção é passada numa Bielorrússia ocupada pelos Axis durante a Segunda Guerra Mundial onde três irmãos procuram sobreviver longe das armadas nazis que andam à caça de judeus. Inicialmente começam apenas os três numa debandada pelos responsáveis da morte dos Pais, tendo em vista apenas a vingança, mas com o decorrer do tempo vão acolhendo fugitivos e renegados que procuram auxilio e alguém que os lidere para salvação. É evidente que tem muito mais que se lhe diga, com variadíssimos acontecimentos no próprio seio do grupo que se encontra permanentemente a lutar pelas suas vidas, fazendo frente à fatiga, fome, falta de recursos e inclusive a alguns dos seus membros internos que acabam por vezes a contestar tomada de decisões.

O filme parece-me a mim uma tentativa de sensibilizar audiências e critica com um projecto claramente a apontar para o Oscar, mas sem sucesso. Não quero dizer com isto que o filme é mau... mas por vezes falta-lhe algo. É insípido... contudo, afirmo que foram 2h16m onde não dei por mim uma única vez aborrecido. É bem representado, não está exageradamente a puxar pelos momentos lacrimejantes... Óbvio que por vezes há momentos ou diálogos um pouco previsíveis, mas nos dias que correm quantas vezes podemos honestamente dizer que somos realmente apanhados de surpresa? Além do mais, sendo esta uma história verídica é típico haver algum exacerbamento (mas como já o disse, nada exagerado, ou seja, não é frequente ao longo do filme) do banal... Comigo tiveram efeito e aproximou-me mais das personagens e do que estavam a atravessar.
Obrigou-me também a pensar bastante! A questionar coisas tão antigas como ... sei lá... antigas! Temas filosóficos ligados à natureza humana, à capacidade do homem em violar todo e qualquer fio de conduta assente no amor ao próximo. E não falo apenas no passado como quem recorda as Guerras Mundiais, ou civis, ou mesmo as batalhas mais arcaicas na história da humanidade... falo mesmo da realidade em que vivemos onde temos os maiores actos de crueldade praticados na nossa televisão para que todo o mundo veja... enfim! Divago...


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