quarta-feira, junho 23, 2010

The Drums - "O Álbum" (2010)


Depois de  ouvido (muitas e muitas vezes) o EP dos The Drums, intitulado Summertime, (onde já  aqui fiz referência) tornou-se óbvio que estava perante a apresentação de um álbum muito forte que estaria para breve. A expectativa era grande, não fosse este EP com todas as suas 8 faixas, um trabalho inacreditavelmente bem elaborado com uma sonoridade refrescante e jovem. 
Desde a primeira vez que ouvi Let's go Surfing, senti que era algo mais do que uma mera música de verão, associada naturalmente ao Surf, com tonalidades claras de um indie-pop assentes nos curtos riff's de guitarra e na percussão representada pela bateria electrónica, algo que curiosamente lhe dá um estilo agradável de eighties. Mas obviamente não é só na bateria que denotamos esse estilo dos anos 80 na música dos The Drums. Com influências e comparações a grupos como os New Order ou os The Smiths, é natural que parte da sua sonoridade remonte para essa época dominada por pop/rock/synth/post-punk.

Tardiamente pus as minhas mãos no seu álbum de estreia (homónimo) e só hoje me dediquei, exclusivamente à apreciação deste... ou seja, não ouvi rigorosamente mais nada além de The Drums! Repeti duas a três vezes, quase como se quisesse confirmar que este seria inquestionavelmente a banda-sonora de eleição para o verão 2010!
Certo e sabido, tal se veio a confirmar, correspondendo à fasquia alta imposta pelo EP, onde reinavam favoritos como o já mencionado Let's Go Surfing ou Best Friend e Me and The Moon.

Uma coisa que me deixou de alguma forma desiludido foi o facto do grupo ter preterido para este seu projecto dois dos meus temas predilectos: Saddest Summer, I Felt Stupid e Submarine (estas últimas duas, a par de Me and The Moon, são literalmente as minhas malhas favoritas).
Baseado no meu instinto e gosto musical, acredito (sem surpresas) que ambas as músicas tivessem provavelmente estatuto de favoritas entre os fãs do grupo nova-iorquino, não tendo qualquer tipo de nexo a exclusão da lista de 12 faixas (13 se contarmos com o tema bónus When I Come Home).
Talvez seja excesso de confiança... não sei! Talvez seja uma forma de demonstrar que não necessitam de todas as músicas já impostas no mercado e entre os adeptos dos seus trabalhos.
Em abono da verdade, nem assim assinam, aquilo que seria para mim, a sua sentença. E porquê? Porque embora (i can't stress this enough) simplesmente adore essas músicas, a verdade é que "não fazem falta".
Há muito material por onde investir e explorar dentro do seu reportório, que projecta para já um futuro promissor!

Creio que cada uma das música assegura ao ouvinte "mil e um" argumentos que validam o rápido crescimento desta banda como uma das maiores referências contemporâneas da música indie.
 De salientar (no leque musical que não consta no EP) Forever and Ever Amen (a eleita como "novidade" de apresentação do álbum),  Book of Stories - esta um "hino pessoal" - e When I Get Home (o tal bónus) como os temas que, na minha opinião, enfatizam a estreia do quarteto.

Assim se juntam-se ao aglomerado de novas tendências forjadas, com distinção, pelas incessantes batidas impregnadas de "areia, sal, sol e mar".

Afigura-se um verão em grande estilo com os The Drums, que vão contrariar aquilo que seria para mim the saddest summer ever, visto que estou em plano de contenção de forma a concretizar em Setembro a minha viagem a Buenos Aires.

Seja como for, os The Drums trazem consigo o ambiente festivo, as praias, o calor... o romance de verão, os festivais, os programas com os amigos, a loucura...

Fica aqui Forever and Ever Amen, juntamente com as outras três malhas (Saddest SummerI Felt Stupid e Submarine) dispensadas do cd.








7 comentários:

Joaquim Quadros disse...

"Creio que cada uma das música assegura ao ouvinte "mil e um" argumentos que validam o rápido crescimento desta banda como uma das maiores referências contemporâneas da música indie"

Iiih que exagero! Epá são curtidos mas a música deles não chega para tanto.

D.M disse...

epah eu adoro os gajos e destaco-os mesmo com esse nível de grandeza. Para mim estão para 2010 como os WWPJ estiveram para 2009

Joaquim Quadros disse...

Ainda tamos em Junho man.

D.M disse...

Confio! lol seja como for, nada disso muda que adoro estes gajos. Mesmo! Bate-me de uma forma inexplicável e tou MALUCO para os ver no Optimus Alive.

Mike disse...

Já vi uns vídeos deles ao vivo no Youtube e prometem energia em palco. Como já tive oportunidade de comentar com o Jakin, o vocalista é uma versão soft de Black Taxxi. Quanto a serem uma das maiores referências da música contemporânea indie, acho um exagero tremendo. Nem os WWPJ são referência para ninguém.

D.M disse...

São para mim mas, verdade seja dita, a culpa é minha porque expliquei-me mal... quando uso o termo contemporâneo é apenas relativamente ao facto de ser recente... e recente neste caso é estar a focar este ano. Para mim entre 2009 e 2010 duas das minhas referencias até ao momento são os WWPJ e The Drums, estes últimos então estão mais que acentuados para o verão. Condizem na perfeição!

Entretanto, não me assusta nada apontar-lhes mesmo como uma das referencias no panorama musical para 2010. Dos newcomers acredito que tenham deixado marca com o EP (que deixava logo indícios altamente promissores) e o álbum. No futuro, aposto não só na consistência/regularidade, mas também numa evolução positiva!

Duartinho disse...

Sou vidente!