quarta-feira, dezembro 09, 2009

Drag Me To Hell (2009)



Drag Me To Hell marca o regresso de Sam Raimi ao género de horror, depois de uma longa ausência onde se dedicou exclusivamente à saga do Spider-Man. Raimi, conhecido como um dos grandes realizadores de terror graças a obras como a triologia Evil Dead (Evil Dead, Evil Dead II e Army of Darkness) ou DarkMan, andou estes últimos anos demasiado ocupado para investir em trabalhos pessoais. Drag Me To Hell é um projecto que se encontra pendente à muito tempo, antes até do primeiro Spider-Man ter saido. Visto que o filme baseado no popular herói de banda-desenhada teve imenso sucesso, algo que levou a serem concretizadas várias sequelas, deixou de haver espaço para outra coisa senão Peter Parker. Porém, enquanto não começam a trabalhar no quarto filme de Spider-Man, Raimi viu oportunidade de investir no argumento que foi escrito por si e pelo seu irmão, Ivan Raimi.
Posso dizer que este filme apresenta várias caracteristicas Old School Sam Raimi com terror por vezes demasiado gráfico (e ainda bem), inesperado e com um toque de humor muito twisted mas bem executado. Artisticamente raro (como se vê pouco nos filmes norte-americanos de Terror) e muito entertaining recomendo esta obra que marca o ressurgimento de Raimi aos filmes que o conduziram ao sucesso. Lembro apenas as pessoas que não cometam um erro muito comum que é a criação de expectativas que não podem ser cumpridas. Digo isto porque tenho um amigo meu que inevitavelmente compara todos os filmes de terror ao The Exorcist (1973) de William Friedkin. É normal que dado a época que o filme saiu e a idade que tínhamos quando o vimos pela primeira vez, passámos por um conjunto de emoções muito próprias para alguém que viu poucos filmes principalmente com aquele tipo de conteúdo. A partir de uma certa altura (e depois de termos visto várias obras do mesmo género) é normal que um filme de terror deixe de ser a razão pelo qual temos medo do escuro ou que não conseguimos dormir à noite. É uma forma de arte, que vive da imagem, banda-sonora e criação de suspense mas que equivale a um trabalho fictício no qual nós temos plena noção de que não passa disso mesmo. Ficção! Quando aparece um filme que desliga esse "botãozinho" sensorial e de percepção é óptimo, porque conseguimos sentir mesmo o terror dentro da sala, mas nos tempos que correm, tal tarefa é mais dificil.
Anyway... a sua estreia foi no Festival de Cannes tendo sido muito bem recebido pela critica e audiência. No IMDb conta com uma pontuação de 7.3. Além disso foi também um sucesso de bilheteira! Pudera. Filmes como este espalham-se rapidamente e embora também haja muita gente tenha ficado desiludida dado às expectativas altas  e todo o hype à volta de Drag Me To Hell, posso dizer que vale apena!


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