quinta-feira, dezembro 31, 2009

Está na hora de "fechar a loja"...

O tema só por si diz tudo... é assim que dou final a este 2009...

BOM ANO A TODOS!!


Best Of 2009 - do meu ponto de vista....

O ano está a chegar ao fim e parece que toda gente está a fazer um Best Of 2009. As áreas são extensas, as sugestões são muitas, toda gente opina! Não vejo razão para que também não possa partilhar aqui no blog o meu Best Of nos campos que mais gosto: cinema e música.
Tomem nota que existem vários filmes e albuns que tenho referenciados como potenciais candidatos para esta lista, mas visto que não tive oportunidade de ver/ouvir, esta compilação terá apenas em conta aquilo que é do meu conhecimento...
Comecemos...

TOP 12 FILMES (sem ordem prevista depois  do top 3):
     


  1. Hurt Locker
  2. Inglorious Basterds
  3. (500) Days of Summer

    * Away We Go
    * Zombieland
    * Tetro
    * Adventureland
    * Moon
    * Up
    * District 9
    * Hangover
    * Star Trek

(ainda não vi filmes (candidatos) como: Up in The Air, Invictus, A Single Man, Precious, A Serious Man, The Messengers...)
 

 TOP 12 ÁLBUNS (sem ordem prevista)
  • Phoenix - Wolfgang Amadeus Mozart
  • We Were Promised Jetpacks - These Four Walls
  • (500) Days of Summer - Soundtrack
  • Away We Go - Soundtrack
  • Florence + The Machine - Lungs
  • Au Revoir Simone - Still Night, Still Lights
  • Snow Patrol - Up to Now
  • Vários - Dark Was The Night
  • David Fonseca - Between Waves (artista tuga que mais senti crescer e produzir trabalho significativo. ainda estou para ouvir legendary tiger man)
  • The XX - XX
  • The Derek Trucks Band - Already Free
  • Yo La Tengo - Popular Songs
(há muitos álbuns de 2009 que ainda não tive oportunidade de ouvir. Tomar em conta que ouço discografias com muitos anos... - justificar-me para o ar faz-me sentir ridículo)

    Bank Heist (Why Don't You Let Me Stay Here?)




    Terceiro e último vídeo relacionado com o filme (500) Days of Summer que provavelmente irei por (pelo menos este ano haha) no blog. A música é do grupo She & Him composto pela própria Zooey Dechanel (uma das protagonistas do filme e do videoclip) e M. Ward. O videoclip é um assalto ao banco, executado por Joseph Gordon-Levitt em forma de musical. O vídeo foi feito (a meu ver) com três propósitos:

    1º Diversão. É simplesmente fabuloso quando se juntam artistas de qualidade com disponibilidade e um óptimo estado de espírito para alinhar nestes mini projectos.
    2º Marketing. Ajuda a promoção do filme.
    3º Conciliação de propósitos. Zooey Dechanel acabou de ganhar um teledisco (odeio o termo) bem elaborado para uma malha da sua banda que certamente será popular dado o sucesso do filme e a participação de Gordon-Levitt.

    Acho que, tal como o filme, este clip apresenta material fresco. O tema cantado Why Don't You Let Me Stay Here? é interessante! She & Him ganharam mais um fã. Por fim, ver o "casal" representar é sempre um prazer. Vale apena!

    quarta-feira, dezembro 30, 2009

    N.B.A - Best of 2009




    Sid & Nancy





    No seguimento dos meus posts relativamente ao filme (500) Days of Summer, surge este vídeo que basicamente consiste na recreação de uma cena do filme Sid and Nancy (1986), filme este que retrata a relação problemática amorosa entre Sid Vicius, o baixista e ícone da banda punk Sex Pistols e Nancy Spungen uma conhecida grupie do grupo (grupie... grupo... não soa lá muito bem). Zooey Dechanel e Joseph Gordon-Levitt, mais uma vez como um casal on-screen fazem esta maravilhosa sátira que complementa o seu trabalho no filme (500) Days of Summer, onde fazem referência à relação entre Sid e Nancy, comparando a sua própria relação com a dele. Certamente esta curta fará sentido para quem viu o filme...

    São Australianos...

    e chamam-se The Temper Trap ...



    terça-feira, dezembro 29, 2009

    A Banda Sonora: (500) Days of Summer




    ALINHAMENTO

    1. Story Of Boy Meets Girl (intro)
    2. Regina Spektor - Us
    3. The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out
    4. The Black Lips - Bad Kids
    5. The Smiths - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
    6. Doves - There Goes The Fear
    7. Hall & Oates - You Make My Dreams
    8. The Temper Trap - Sweet Disposition
    9. Carla Bruni - Quelqu'un M'a Dit
    10. Feist - Mushaboom
    11. Regina Spektor - Hero
    12. Simon and Garfunkel - Bookends
    13. Wolfmother - Vagabond
    14. Mumm-ra - She's Got You High
    15. Meaghan Smith - Here Comes Your Man
    16. She & Him - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want

    (500) Days of Summer

    Aviso: post enorme...






    "This is a story of boy meets girl. The boy, Tom Hanson of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day hemet "the one." This belief stemmed from early exposure to sad British pop music and a total misreading of the movie 'The Graduate'. The girl, Summer Finn of Chennicok, Michigan, did not share this belief. Since the disintegration of her parents' marriage, she'd only loved two things; The first was her long, dark hair. The second was how easily she could cut it off, and feel nothing. Tom meets Summer on January eighth. He knows, almost immediately, she is who he's been searching for. This is a story of boy meets girl, but you should know upfront... This is not a love story."

    Depois de uma mensagem muito engraçada do realizador para a audiência, assim começa o filme com o texto acima descrito lido pelo narrador, com um genérico fantástico acompanhado por uma malha de Regina Spektor intitulada Us. Um começo fortíssimo. Assim já eu previa. Não tinha sequer visto o filme, e já escrevera sobre ele, recomendado até e tinha certezas de que se iria tornar instantaneamente um dos meus favoritos. Por várias razões:

    porque o filme conta com dois actores de que gosto bastante e que já tinha visto trabalharem juntos num outro filme independente chamado Manic (2001) - logo, casting aprovadíssimo!

    porque um desses actores, é o Joseph Gordon-Levitt, um dos meus favoritos! Conhecido para a maioria dos portugueses pelo seu papel na série televisiva Third Rock from The Sun (1996 - 2001) ou 10 Things I Hate About You (1999) Gordon-Levitt tornou-se sem dúvida um dos melhores da sua geração. Muito deveu-se à sua escolha de consciência em apenas dedicar-se a filmes de grande qualidade. Assim o fez! Com participações em vários filmes independentes aclamados pela critica como Manic (2001), Mysterious Skin (2004), Brick (2005), The Lookout (2007), destacou-se sempre pelas suas maravilhosas interpretações e rapidamente ganhou estatuto de estrela pelo seu carisma, sua qualidade e bom gosto.

    Porque o trailer dá grande indícios de qualidade, e embora já tenha mencionado antes que nunca devemos avaliar um filme pelo trailer, acho que não faz mal nenhum criar alguma expectativa por vezes, principalmente quando existem mil factores que jogam a seu favor.

    A critica foi inacreditável! Muito bem recebido no Sundance Festival 09, bem como outros festivais. No IMDb têm uma pontuação fantástica de 8.1 (ocupando um lugar nos melhores 250 de sempre)

    Obstante dos factos mencionados, durante o decorrer do filme foi dada a "prova comprovada" (para citar o meu amigo João Só) de que estava perante uma longa-metragem toda ela original e bem concebida. Trabalho que marca a estreia do realizador Marc Webb, (500) Days of Summer (2009) conta a história de Tom Hansen (desempenhado pelo Joseph Gordon-Levitt) que se apaixona por uma rapariga chamada Summer (Zooey Deschanel em muito bom plano). A linha narrativa do filme não é linear, pois andamos aos saltos de periodos iniciais a periodos mais avançados da relação entre ambas as personagens principais, relação essa que parece ter alguns problemas, infelizmente para Tom que é descrito como um eterno apaixonado. Recheado de momentos humorísticos, fortes interpretações, uma realização que puxa por um argumento bem escrito e fresco com diálogos interessantes, tornam (500) Days of Summer uma referencia cinematográfica contemporânea que certamente perdurará pelo tempo fora.

    Ah! Outra coisa que adorei! As referências de cultura popular e musical, que são mais que muitas... Knight Rider, Belle and Sebastian, The Smiths, a discussão sobre qual o "melhor" Beatle...

    Quando acabei de ver o filme, fiz todo o tipo de pesquisa para angariar informação, material, curiosidades, etc. e dei conta de mil coisas que gostaria de por aqui no blog e que provavelmente o farei mas em post's diferentes. Curtas-metragens, videoclips, wallpapers, alinhamento da banda-sonora, artistas que esta me deu a conhecer... enfim.

    Aqueles que me conhecem e que lêem o blog facilmente conseguem deduzir que as minhas duas grandes paixões (além do Benfica) são o cinema e a música. E quando existe uma perfeita combinação de ambas é simplesmente o Céu para mim. Este filme proporcionou-me isso mesmo. A banda-sonora, a meu ver, consegue estar ao mesmo nível do alinhamento escolhido por Zach Braff para o filme Garden State (2004), tido em conta como das melhores soundtracks já feitas para um filme. É impressionante o bom gosto presente nesta compilação que mistura géneros e gerações musicais, o conhecido e o desconhecido! Temos por exemplo Regina Spektor e Temper Trap (que não conhecia e hoje sou fã), passando pelos The Smiths, Feist, Simon & Garfunkel e até um tema francês cantado por Carla Bruni (ponho as mãos no fogo que foi por influência de Gordon-Levitt que é grande aficionado da cultura francesa, até porque foi uma especialidade que estudou durante a sua pausa da vida de actor).
    Tenho pena ter adiado tanto este filme para o ver. Já o tinha em minha posse à uns meses e inclusive tive a oportunidade de o ver numa "sala de cinema" no Estoril Film Festival 09 no Centro de Congressos do Estoril, mas acabei por priorizar filmes mais antigos que tinha. Além disso permanecia a dúvida: até que ponto não seria melhor ver sozinho? Ás vezes preciso desses momentos para mergulhar no filme sem correr o risco de ter a minha atenção desviada. Não sei como teria sido, mas por ter visto o filme ontem fico com aquela sensação que descobri a pólvora... tarde de mais...





    segunda-feira, dezembro 28, 2009

    IDIOTAS!




    (imagem ilustrativa da tela durante o intervalo no filme Sherlock Holmes)

    o intervalo só por si é uma coisa que me irrita...  quando se armam em engraçadinhos então...
    Agora imaginem uma sala cheia... abafada (porque como ficou comprovado que são uns otários, calculei que não saibam ligar um ar condicionado) onde pouco a pouco as pessoas começam a sair deslocando-se ao balcão das pipocas na procura de comer qualquer coisa, ou mais importante naquela noite, beber qualquer coisa. A verdade é que as pessoas sairam da sala apenas para descobrir que não estava ninguém a trabalhar no balcão. Que sentido faz fazerem um intervalo sem o intuito de vender? Ainda por cima nesta época e com salas cheias!! Estarão a gozar connosco? Mais valia em vez da graçola "Ora bolas!" porem um "Chupem!!"

    "Elementar meu caro Watson..."




    Primeiro quero começar por escrever (antes de fazer uma abordagem concreta ao filme) que foi um pesadelo para conseguir reservas para o Sherlock Holmes (2009). Nunca tive eu tantas dificuldades em conseguir um lugar decente numa sala de cinema. Com uma hora e meia de antecedência no dia 26 para a sessão das 21.30 quase que se riram na minha cara quando tentei comprar bilhetes. De seguida tentei no Beloura Shopping para a mesma hora e quando me deram a mesma resposta tentei a sessão da meia-noite. Já estava esgotadissimo. Dia 27... lição aprendida, portanto, vamos lá telefonar bastante mais cedo para tentar reservar lugares. Cascais Shopping mais uma vez LOTADO! Beloura Shopping... tinha lugares decentes! FINALMENTE! Fiz a reserva para a sessão das 21.30,o que implicava estar no local para levantar os bilhetes meia-hora antes. Enquanto não estava na hora decidi ir à Fnac comprar uns dvd's para fazer tempo. Entretanto combinamos todos encontrar-nos à mesma hora na Beloura para no caso de alguém se atrasar, termos mais alguém com a possibilidade de os levantar. Qual quê... atrasámos-nos todos, a reserva caiu e ficámos sem bilhetes. Sala esgotada outra vez! Irritado, deixei-me ficar pelo Cascais Shopping onde assegurei os bilhetes para a sessão da meia-noite. Enfim... não queria deixar passar mais um dia sem ver o detective mais famoso do mundo.

    O filme têm vários pontos interessantes que despertavam em mim uma enorme curiosidade para o ver. Para começar, podemos deduzir logo desde o inicio que este será um trabalho completamente diferente do que Guy Ritchie nos habituou. Não via ali grande margem de manobra para termos uma história com repartição de protagonismo entre várias personagens, todas elas diferentes mas com um elo de ligação que acaba por se identificar como o núcleo duro do filme. Reparem que grande maioria dos seus trabalhos (ex: Lock Stock and Two Smoking Barrels; Snatch; RockNRolla) têm o mesmo formato. O trailer demonstra um filme com bastante acção e com um Sherlock Holmes diferente da visão que o habitual português costuma ter. Não é o cavalheiro tipicamente britânico, de chapéuzinho de caça, sobretudo bege, cachimbo na boca e lupa na mão que visualizamos na nossa cabeça. Nada disso! Este Sherlock Holmes é aquele que é retratado nos livros, um herói cheio de virtudes e defeitos. Inteligência, grande poder de dedução e observação são algumas das suas maiores características mas não só. A sua capacidade e qualidade enquanto lutador está ao mais alto nível. Carismático, mulherengo, por vezes arrogante e com um excelente sentido de humor... definem Holmes como uma personagem altamente desenvolvida e interessante. Quem melhor que Robert Downey Jr. para o desempenhar ? É de facto mais um papel fantástico por parte deste magnifico actor, de que tanto gosto e acompanho. Watson, representado por Jude Law, também merece fortes elogios, embora não estando ao mesmo nível que Downey Jr. (ele é sem dúvida o grande centro das atenções). No entanto, a química estabelecida entre os dois é notável, sendo que podemos denotar que puxam um pelo outro. Rachel McAdams assenta bem no papel, mas no que toca à sua relação com Holmes, parece não haver ali grande chama. Intencional ou não, foi uma das coisas que não me saiu do cabeça. O ponto fraco para mim deste filme passa mesmo pelo vilão, o Lord Blackwood. Desempenhado pelo actor Mark Strong, achei que esta personagem estava lá apenas para cumprir um papel sem grande relevância que por mim foi encarado com grande indiferença. Não achei que desse algum contributo valioso ao filme e sinceramente achei que deveria estar um bocado mais à altura dos dois protagonistas. Enfim... é fácil para nós afirmar que o filme vive da dupla heróica (principalmente de Robert Downey Jr. - i can't stress this enough). Muitos dizem que a realização é um bocado exagerada, cheia de falhas e com um guião fraco. Discordo! Gostei bastante do plot e dos diálogos. São acessíveis, divertidos e fluidos. A acção e todos os seus componentes (explosões, perseguições, cenas de luta, etc.) acrescentam ao filme uma dinâmica muito positiva aliado ao factor entretenimento. Além disso, é muito engraçado vermos retratado uma cidade de Londres antes da sua ponte estar concluída bem como vermos mencionadas algumas "invenções" correntes dos nossos dias, quase implicadas como frutos da pesquisa do senhor Holmes.


    domingo, dezembro 27, 2009

    RTP 2 é um Pai Natal à maneira
























       
    (À esquerda) Bird (1988), realizado por Clint Eastwood                                                                                    
    (À direita) Round Midnight (1986), realizado por Bertrand Tavernier       



    Um dia após o Natal, a RTP 2 não deixa de presentear a sua audiência com primor! Foi uma surpresa bastante agradável chegar a casa por volta das duas da manhã e ver a minha mãe ainda acordada na sala a ver um filme. Perguntei qual era, ao qual me responde: Round Midnight ! Fiquei com vontade de me juntar à sessão, mas dado que já tinha comecado à um tempo não o quis apanhar a meio. Pelo meio da troca de comentários, a minha mãe acrescenta algo que ainda me deixou mais surpreendido:
    "... e antes deu o Bird..."
    Ok! Recapitulando... Portanto está a dar o Round Midnight (1986), um dos filmes mais emblemáticos ligados ao Jazz com uma interpretação fantástica do grande Dexter Gordon e, como se não bastasse, antes ainda deu Bird (1988), filme realizado pelo Clint Eastwood que relata a história de um dos melhores músicos de sempre, o extraordinário Charlie Parker (desempenhado por Forest Whitaker)! Seriously? "Sorte premeia aqueles que a procuram", sempre ouvi dizer! Que sorte para aqueles que estavam sintonizados na RTP2, estação completamente ofuscada por "tudo e mais um par de botas". Embora "fora de horas", não deixa de ser significativo a sessão-dupla proporcionada para os amantes de cinema e boa música, que certamente terão dado conta dos filmes fantásticos que estavam a ver.

    sábado, dezembro 26, 2009

    Na ressaca natalicia...

    ... apercebo-me que reinaram os nossos desejos mais íntimos independentemente das consequências serem positivas ou negativas. Mesmo quando parecia que as coisas estavam destinadas para não acontecer, eis que algo, vindo sabe-se lá de onde, carregou-nos para os lugares onde mais queríamos estar.

    quarta-feira, dezembro 23, 2009

    Wherever I Go

    Where ever I go
    Whatever I do
    I wonder where I am
    In my relationship to you
    Where ever you go
    Where ever you are
    I watch your life play out in pictures from afar
    Where ever I go
    Whatever I do, I wonder where I am
    In my relationship to you
    Wherever you go
    Where ever you are
    I watch that pretty life play out in pictures from afar





    John Mayer - Wherever I Go (Live @ Nokia Center, Los Angeles)

    Uma malha que adoro do set acústico deste concerto. Faz uma passagem brutal do tema In Your Atmosphere para este.

    Quando se adora um filme sem sequer o ter visto...

    GREENBERG (2010) realizado por: Noah Baumbach



    Sei que you should never judge a book by it's cover! Eu sei disso... sei mesmo! Mas neste caso não consigo evitar! Estou completamente apaixonado por este trailer! O poder de encaixe das cenas, a premissa, a banda-sonora que entra logo a matar com um dos meus temas favoritos dos LCD Soundsystem chamado All My Friends, o elenco, o duo que escreveu o argumento... fazem desta nova longa-metragem de Noah Baumbach (que já deixou boas marcas com o seu último filme em 2004, The Squid and The Whale)  um dos mais aguardados na minha lista. E dá-me sempre um gozo ver o Ben Stiller mais perto de um ser humano normal...

    Can't wait to see it!

    terça-feira, dezembro 22, 2009

    Adventureland (2009)




    Surpresa completamente inesperada! Andava a adiar ver este filme porque achei que seria apropriado para uma daquelas sessões de cinema com uma sala cheia de amigos onde as nossas gargalhadas se fariam ouvir pelo condomínio todo. Tirei esta dedução pelo elenco em que consiste esta longa-metragem, mas principalmente por causa do seu realizador, Greg Mottola, responsável pelo nosso conhecido (e grande filme) Superbad (2008). O tempo passou, e eu com ele, perdi a paciencia. Decidi avançar com o visionamento de um filme que andava a prometer à muito tempo. Passado nos anos 80, o filme conta a historia de um rapaz chamado James Brennan (Jesse Einseberg), que tendo acabado de se licenciar decide viajar pela Europa durante o Verão para depois ir estudar para a Universidade de Colômbia. Visto que os pais estão a passar uma crise financeira, Brennan ve-se obrigado a trabalhar num parque temático chamado Adventureland para angariar dinheiro. Lá conhece Em (desempenhada pela minha nova paixão platónica Kristen Stewart) e outro conjunto de personagens desempenhados por Bill Hader, Kristen Wiig, Ryan Rynolds, entre outros. O filme realmente é completamente diferente do que esperava visto que apresenta um formato bastante junto à realidade, com a apresentação de problemas e dilemas sérios que compõem a vida dos adolescentes. No entanto, consegue fazer abordagens recheadas de humor que proporcionam momentos subtis, mas hilariantes. Uma coisa que adorei neste filme foi a banda-sonora composto maioritariamente por temas clássicos dos anos 80, com grande referência para malhas de Lou Reed. Além desta formação de classic 80's, temos uma composição por parte do grupo Yo Lo Tengo. Enfim, é sempre um prazer ver um filme aliado à qualidade musical.
    O filme é muito divertido de se ver e tenho certeza que facilmente irão retirar algo destes 107 minutos de Adventureland.



    Será da época?

    Ontem tive um episódio, que para aqueles que me conhecem bem, sabem que não é de todo estranho, por me considerar uma pessoa relativamente sensível, mas que em todo o caso, não deixa de levantar algumas questões.
    A caminho do paredão onde faço a minha corrida habitual, estava parado no semáforo encarnado da Avenida 25 de Abril (a curtir grandes malhas da banda sonora do filme Away We Go) e quando estava prestes a ficar verde, vejo um senhor de uma certa idade a tentar apressar o passo para conseguir atravessar a estrada a tempo. Eu que já o tinha visto, tinha decidido deixa-lo passar independentemente da cor daquele semáforo. "Rapidamente" se lançou para a passadeira enquanto a cor mudava, mas parecia não haver pressa para andar pois teríamos todos dado prioridade ao senhor. Enquanto este se deslocava devagarinho, olhou directamente para o interior dos carros com um sorriso discreto e um gesto universalmente simpático, de punho cerrado com o polegar levantado, um "fixe" digamos... Fez questão de fazer um esforço e acenar para todos de uma maneira genuinamente simpática. Parecia lhe custar um pouco o ritmo do andamento (de forma a sair da passadeira) e o próprio gesto em si, mas fê-lo de qualquer maneira. Sei que contado não parece ser grande coisa, ou melhor, é normalíssimo as vezes vermos retribuídos estas acções com pequenas coisas... mas no momento mexeu imenso comigo. Quase com lágrima no olho, fiquei imediatamente com imensa vontade de sair do carro para dar um abraço ao homem! Era um daqueles momentos que se alguém me visse se calhar eu passaria um bocado vergonha, dado que estava fragilizado com pouco. Enquanto o senhor punha o pé no passeio do outro lado e os carros arrancavam devagarinho, tive um momento de reflexão que se estendeu até à chegada do centro de Cascais. Por instantes pensei apenas naquele pequeno episódio e no que me tinha oferecido. Uma imagem tão bonita e única aos meus olhos que dificilmente a tiro da minha cabeça. De seguida, incidi sobre o meu equilíbrio emocional que parecia um pouco desfasado. Porquê uma reacção daquelas? Dos "meus problemas", que parecem insistir em aparecer e carregar o meu dia-a-dia, já eu aprendi a lidar com eles (se bem que nem sempre é fácil... vai até um certo ponto os dias que consigo aguentar/ignorar). Resposta mais fácil para isto surgiu de imediato. Época natalícia. Com tudo o que se passa, numa época que para mim é tão especial e cheia de boas memórias, ficou ali claro como a água que devia ser do Natal e os momentos que se seguem depois dele. Época de gozar as pequenas coisas, de valorizar tudo e todos... desde a pessoa anónima até a aqueles que mais amamos. Época de respeito, partilha... de perdão e de paz. Segue-se depois a passagem de ano... época de mudança, de transformação. De reconhecimento das nossas falhas e estabelecimento de objectivos. Altura para valorizar o que de bom fomos durante o ano, mas querer ser melhor no seguinte! Querer tornar o meu ambiente e aqueles que me rodeiam, melhores! Ultrapassar as nossas crises, os nossos fantasmas, os nossos problemas. Ser nada menos que fantástico! Todas aquelas frases e clichés bonitinhos e politicamente correctos que apelam ao greater good. Que bom haver estas épocas que nos obrigam pelo menos uma vez por ano, a tomar determinadas coisas em consideração...

    segunda-feira, dezembro 21, 2009

    domingo, dezembro 20, 2009

    Avatar (2009) - in 3D



    There is still at least one man in Hollywood who knows how to spend $250 million, or was it $300 million, wisely.  - Roger Ebert

    Vou evitar entrar em grande análise deste filme. Apenas quero realçar que de facto esta obra, que levou dez anos de trabalho em cima por parte de James Cameron, correspondeu às expectativas no que toca à inovação, criatividade, efeitos especiais, toda a parte visual... enfim... está top notch. A história não oferece grandes surpresas. É básica, sem aspirações artísticas/intelectuais o que obviamente torna o filme acessível para todas as idades.
    Uma última nota: no Cascais Shopping o filme está em exibição em 3D, sendo portanto esta a minha primeira experiência deste género. Acredito que possa ter muita piada, e sinceramente gostei da sensação, mas acho que o filme não ganha muito com isso (but maybe it's just me... talvez não tenha real noção do que 3D it's all about).




    sábado, dezembro 19, 2009

    Arctic Monkeys sing Nick Cave




    Cover (interessante) de Red Right Hand (o meu tema favorito do Nick Cave)

    Next Life





    In my next life I want to live my life backwards. You start out dead and get that out of the way. Then you wake up in an old people's home feeling better every day. You get kicked out for being too healthy, go collect your pension, and then when you start work, you get a gold watch and a party on your first day. You work for 40 years until you're young enough to enjoy your retirement. You party, drink alcohol, and are generally promiscuous, then you are ready for high school. You then go to primary school, you become a kid, you play. You have no responsibilities, you become a baby until you are born. And then you spend your last 9 months floating in luxurious spa-like conditions with central heating and room service on tap, larger quarters every day and then Voila! You finish off as an orgasm! - Woody Allen

    sexta-feira, dezembro 18, 2009

    Sufoco!

    Não pretendo de todo fazer papel de vitima! Sei que como eu, existem milhares de alunos espalhados pelas várias universidades do País em "extremas" dificuldades (o menor dos problemas quando comparados com outros, mas enfim, permitam-me o tempo/espaço para ser egoísta). Sejam situações mais pesadas ou não, todos nós temos os nossos problemas. Escrevo isto apenas para mandar cá para fora a sensação do ALIVIO que é ter finalmente acabado esta sucessão de testes e apresentações! Verdade seja dita, a pressão (e consequentemente o alivio) foram maiores porque assim deixei que chegasse ao ponto de stress e angustia. Hoje por exemplo tive um exame de uma cadeira que não demonstrei interesse nenhum pelo semestre fora, e evidentemente, na véspera estava assustadíssimo pois não sabia nada. Óbvio que estando nesta situação, era tal forma o peso na consciência que deixei de ter vida. Tentei compensar meses de aulas em dois dias , sendo assistido por colegas que sem dúvida me safaram à grande. Ora, neste período que trabalhei sem descanso, vi-me privado de certas coisas que considero ser essenciais. Música, cinema e o Benfica! Não tive tempo para ouvir os mil álbuns que tenho pendentes no meu computador, à excepção nas viagens de Cascais para a UCP, o que era quase como vir à tona para respirar um pouco de ar. Não vi nenhum filmes (ou série btw), nem o jogo do Benfica, coisa que só por si é suficiente para me deixar mal disposto. Odeio saber que o Benfica está a jogar e eu não estou a ver. É contra a minha natureza! (certamente adeptos ferrenhos percebem do que falo). Separadamente estes elementos não serão suficientes para que eu atinja este ponto (talvez exagerado) no qual me sinto "infeliz", mas é na combinação entre todos, no espaço de dois dias que quase me levava a loucura. Nunca conseguiria viver numa realidade que estivesse sem contacto ou influencia directa destas formas puras de arte e lazer que porventura são elementos que contribuem para a minha formação thus contribuindo para a minha identidade. Por outro lado, dá-me um gozo tremendo pensar que, não só tenho acesso total a todos os elementos referidos, como tenho uma vida que me permite poder usufruir das coisas que mais amo na vida a "tempo inteiro".
    Posto isto, agora podem-me acusar de ser um idiota por ter feito este post totalmente desnecessário, mas que para mim é essencial, pois enquanto escrevo, respiro e penso para mim: FÉRIAS!

    quarta-feira, dezembro 16, 2009

    Está tudo explicado...


    (click to zoom in)

    Berlusconi deveria saber melhor...
    Para aprender levou uma tareia, Walker Texas Ranger style...

    terça-feira, dezembro 15, 2009

    Baixa de vulto




    Parece que John Frusciante, guitarrista dos Red Hot Chili Peppers, saiu da banda aparentemente para se concentrar mais nos seus trabalhos a solo. Surgem rumores de que tal noticia seria esperada visto que já são largos os meses em que Frusciante está "desligado" da realidade do grupo.Isto é realmente uma baixa de peso para os Red Hot que ao perderem o seu guitarrista, sendo para mim um dos melhores no activo, ficam altamente prejudicados. É quase como o Benfica perder o Javi Garcia, já que este sem ser o maior protagonista do grupo, talvez seja o mais influente.
    A noticia já foi avançada por alguns sites e rádios tendo base uma fonte anónima. Aguardamos portanto a confirmação oficial pelos RHCP.

    segunda-feira, dezembro 14, 2009

    Entre les Murs (2008)



    Que prazer foi ver este filme de origem francesa chamado Entre Les Murs (2008), ou como também é conhecido, The Class. Baseado numa obra com o mesmo nome do autor François Bégaudeau, a história é inspirada na sua vida pessoal enquanto professor de liceu nos subúrbios de Paris, logo podemos dizer que se trata de uma obra semi-autobiográfico. A adaptação feita pelo realizador Laurent Cantet contou também com a colaboração do autor, que além de desempenhar tarefas relativamente à construção do guião, assumiu o papel do protagonista Monsieur Marin, professor de francês e director de turma.
    Foi um filme que vi com imensa curiosidade por ter sido nomeado para um "Óscar" na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro" e ter ganho a "Palma de Ouro" no Festival de Cannes, o que ajudou o filme em termos de divulgação, mas foi principalmente o tema abordado que me cativou logo desde o inicio.
    Foram 128 minutos de filme no qual estive sempre entretido, apresentando-se sem quebras de qualidade da lnha narrativa ou lacunas noutros campos. Nem mesmo o elenco composto por pessoas sem formação de representação  foi visto como algum tipo de problema relativamente à qualidade desta longa-metragem. Posso inclusive dizer que talvez até tenha contribuído para a sua genuinidade, dado que no decorrer das cenas mais parece haver uma filmagem do acontecimento real do que um momento de representação.

    Como ... desabafo digamos... houve algo que serviu de elo de ligação entre mim e esta obra. Vai parecer muito mal comparado porque são realidade distintas, mas a verdade é que foi inevitável rever alguns dos problemas em aula, nos meus tempos de estudante. O colégio onde estudava claramente apresenta outras condições, aliás, sendo privado é natural que haja logo muitas diferenças, no entanto enquanto o clima na turma representada no filme não intensificou, temos algumas semelhanças, nomeadamente no comportamento típico de crianças sem noção nenhuma que, na sua mais pura inocência, desrespeitam um sistema e os seus representantes. Desde à muito tempo que dou imenso valor à profissão de professor, especialmente aqueles que leccionam  alunos mais novos, mas isto numa realidade onde eu vivi. Mais valor passei a dar depois de ver o filme e relembrar que existem locais que apresentam outro tipo de obstáculos à educação e a aqueles que procuram ensinar! É de facto preciso muita paixão pelo seu trabalho, muita paciência, vontade e coragem para passarem conhecimento a uma juventude inquieta que muitas vezes não consegue ver o "grande quadro" nem reconhecer a importância dos seus tutores na sua formação académica e pessoal. Afinal de contas, para quem se deixe influenciar e tiver sorte, temos professores que exercem uma grande influência em vários campos da nossa vida. Eu considero-me um desses casos. Devo tudo aos que tanta paciência tiveram comigo ao longo dos anos. Não seria o que sou hoje, não fosse pela sua intervenção e dedicação a mim enquanto elemento isolado mas também à turma onde estava integrado. Foram alguns dos melhores anos da minha curta vida que certamente recordarei para sempre.
    É essa a importância que um professor pode ter na nossa vida...



    Boas noticias!



    É oficial! Dia 16 de Março teremos o concerto de Florence + The Machine na Aula Magna. Promete!

    domingo, dezembro 13, 2009

    Lang is the Man!






    Durante estes dois... três dias... dediquei-me exclusivamente a ouvir a discografia de Jonny Lang, um músico que conheço e adoro desde os meus doze anos. Nunca me hei de esquecer a forma como o vim a conhecer. Estávamos no ano 1998 e tinha acabado de sair a sequela do filme Blues Brothers realizado por John Landis, baseado no popular sketch de Dan Akryod e John Belushi no programa Saturday Night Live. A sua sequela, intitulada Blues Brothers 2000, tinha o mesmo formato. Era um musical/comédia com participações de vários actores oriundos do SNL e claro, bastantes músicos do meio Blues, Soul, Funk e Jazz. Um desses músicos, obviamente para que esta história faça algum sentido, era Lang. Na altura quando filmou Blues Brothers 2000 tinha apenas dezasseis anos e já possuía uma técnica e todo um jeito fantástico enquanto guitarrista, para não falar da sua voz rouca, grave, com uma força inacreditável nada própria para a sua idade. A verdade é que uma das características que lhe apontaram sempre enquanto a sua paixão musical crescia e desenvolvia era a voz que parecia mais a de um veterano de Blues. Aqueles típicos old timers... estão a ver? Outra coisa que nunca me hei de esquecer foi o facto de eu enquanto puto que era na altura conseguir responder de volta ao meu Pai, que sabendo que eu gostava de Blues me perguntou se o conhecia. Tinha consigo um álbum que lhe tinha sido entregue para conhecer o seu trabalho. Fiquei contentissimo da vida por possuir uma resposta daquelas.
    Anyway, Jonny Lang desde então cresceu bastante! Lançou uns quantos álbuns (tanto de estúdio como ao vivo) tendo o seu primeiro saído quando tinha apenas quinze anos, viu o seu trabalho Lie to Me atingir um sucesso tremendo comercialmente e em termos de recepção pela critica. Depois ainda lançou mais três trabalhos, Wander This World (1998) tendo sido nomeado para um Grammy, Long Time Coming (2003) e em 2006 surge outra nomeação com Turn Around, o qual ganhou! Este seu trabalho, mais forte no Soul e comercialmente mais apto de se ouvir, foi também um sucesso. Com malhas mesmo roots ou comerciais, baladas ou up lifting music, Lang faz tudo com precisão e muito bom gosto. É sem dúvida um dos meus artistas referencia!





    Nota: 1.37 Lang takes action...               

       

    sábado, dezembro 12, 2009

    "Favorites" by Snow Patrol




    Up to Now (2009), comercializado desde Novembro, é a primeira compilação de temas da banda escocesa Snow Patrol, contendo quinze anos de trabalho enquanto banda. Os temas seleccionados para a elaboração deste duplo-CD (havendo outras versões do álbum - Digipack; BoxSet - que têm DVD ou LP's ) não são os melhores êxitos, mas sim os seus temas favoritos, tornando desde logo este álbum pouco convencional, fugindo do habitual clássico Best Of. Trata-se apenas de um projecto mais pessoal que engloba os tempos da sua formação até hoje, acrescentando músicas novas do grupo, bem como de outro projecto que têm à parte, os Reindeer Section (esperem um post sobre este grupo brevemente). Fico contente por tal projecto, visto que os Snow Patrol além de serem uma das minhas bandas favoritas, contribuíram imenso para o cenário musical Indie na Escócia. Aguardo ansiosamente pelo dia em que venham tocar a Portugal. Certamente farei questão de marcar presença!
    Infelizmente para muitos fãs (entre os quais me incluo) houve malhas que ficaram de fora, entre elas uma personal favorite, How To Be Dead. Tendo sido deixada de fora, será essa mesmo que irei colocar no post!



    NOTA: Durante anos nunca abdiquei de levar How To Be Dead comigo para todo o lado, fosse no carro, iPod ou telemóvel. Lembro-me sempre de ir no comboio e olhar à minha volta de forma a reparar com atenção nos pequenos detalhes da multidão anónima enquanto encaixava a música como se fosse a banda-sonora do dia. Inclusive cheguei a fazer um vídeo clip para a música que, na minha opinião, assentava que nem uma luva! Era uma fusão entre episódios reais da minha vida e outros fictícios. 
    Atenção ao tempo... quando chegar aos 1.45 é, para mim, a parte mais louca desta malha. Fico maluco com a bateria do Jonny Quinn... a percussão, a agressividade da baqueta nos pratos... enfim... o clímax da música.

    sexta-feira, dezembro 11, 2009

    Verdade universal...



    What you feel only matters to you. It's what you do to the people you say you love, that's what matters. It's the only thing that counts...
    Stephen  in The Last Kiss
     

     Somethings are more than what you say... they're what you do!
    Meredith Grey in Greys Anatomy

    Não é o que dizes... é o que fazes !
    Duarte J.V de Mendonça




    Citações.. melhor.. lemas que entendo, aprecio e que já ouvi milhares de vezes, de outras bocas, de outras formas e em vários momentos, sem segredos, sem grandes elaborações, sem mensagens secretas, escondidas, sem margem de manobra para erros de interpretação...
    é tão simples quanto isso! 

    quinta-feira, dezembro 10, 2009

    Blues Vs. Pop




    John Mayer lançou este ano em Novembro o seu quinto álbum de estúdio chamado Battle Studies, produzido por si e Steve Jordan (baterista de John Mayer Trio). Depois de Continuum (2006) e Where The Light Is (2008) - este último ao vivo - podemos denotar um registo mais ligado ao Blues, algo que surpreendeu imensa gente visto que os seus primeiros álbuns estavam mais ligados ao pop-rock que outra coisa. Aliás, Mayer tinha composto alguns temas que embora fossem eficazes (porque ficam na cabeça e todos conhecem) irritavam-me solenemente! Tomava-o por um artista altamente comercial, que vende um produto musical destabilizador de miudas demasiado novas e idiotas para se conseguirem controlar num concerto. A verdade é que foi com Mayer que aprendi a não fazer juízo de valor sem antes fazer alguma pesquisa e obviamente ouvir os seus trabalhos. Isto aconteceu com os avisos de alguns conhecidos que me chamaram à atenção para o talento de Mayer como compositor e guitarrista! - "Guitarrista?!", perguntei eu. Fiquei pouco convencido, mas MUITO curioso. E foi ai que aconteceu... quando comecei a fazer a minha tal pesquisa deparei-me com uma capa da Rolling Stone que continha um artigo chamado The Top 20 New Guitar Gods acompanhado de uma fotografia com John Frusciante, Derek Trucks e JOHN MAYER. Pareceu-me ser a confirmação do que já me tinham dito. Frusciante e Trucks já eu conhecia e aprovava! De facto são os dois guitarristas de topo, principalmente Trucks que carrega uma história fantástica (depois da morte de Duane Allman, foi Trucks com 20 anos que ocupou o seu lugar nos Allman Brothers)! Agora Mayer... capa Rolling Stone... apontado como um dos melhores guitarristas da sua geração... ? This i've gotta see... (or hear!) Comecei a ouvir todos os álbuns dele mas não ouvi pela ordem cronológica. Comecei primeiro a ouvir o álbum ao vivo Where The Light Is, gravado no Nokia Center em Los Angeles. Esse álbum tornou-se instantaneamente um dos meus all-time favorites, dando-me uma chapada de luva branca na cara por ter duvidado do seu talento. Ficou imediantamente comprovado toda a sua escola de Blues, toda a sua qualidade técnica enquanto (Super) guitarrista, a sua voz (embora já lhe desse crédito por isso) o seu bom gosto musical e as suas influências de grandes como Jimi Hendrix, B.B King, Robert Cray ou o seu herói pessoal Stevie Ray Vaughan. Tenho medo de imaginar o que seria caso Mayer não tivesse decidido em 2005 tomar outro caminho e dedicar-se ao que mais gosta, o Blues. Este passo foi assumido por si afirmando numa entrevista que estava closing up shop in acoustic sensitivity. Well done Mayer! Agora com Battle Studies, temos o "semi-regresso" do Pop que o ajudou a estabelecer como um artista conhecido pelo mundo fora. Digo "semi" porque continuamos com os riff's de guitarra poderosos com aquele essencia do seu ultimo trabalho de estúdio e actuações ao vivo. O pop está presente mas com moderação e de forma a acrescentar sempre qualidade e não prejudicar as suas composições.
    Sendo para mim Blues e Pop dois pólos opostos (um adoro - mesmo - o outro por vezes gosto) aqui aceito plenamente o seu trabalho conjunto enquanto dois géneros distintos. Digo "aqui" como digo em outros trabalhos de outros artistas. Aliás, muitos artistas com raízes no blues fizeram trabalhos comerciais to make ends meet (Eric Clapton, Johnny Lang, entre outros) e nem por isso lhes deixo de dar mérito pelos "génios" que são... besides, tamos a falar de uma luta desleal. Obviamente Pop têm muito mais saida e protagonismo que Blues. Não é música de massas comparativamente a trabalhos de artistas tipo Britney Spears e companhia.

    Five Minutes of Heaven (2009)


     
    ... and 90 minutes of good acting by Mr. Neeson and Mr. Nesbitt!

    quarta-feira, dezembro 09, 2009

    Drag Me To Hell (2009)



    Drag Me To Hell marca o regresso de Sam Raimi ao género de horror, depois de uma longa ausência onde se dedicou exclusivamente à saga do Spider-Man. Raimi, conhecido como um dos grandes realizadores de terror graças a obras como a triologia Evil Dead (Evil Dead, Evil Dead II e Army of Darkness) ou DarkMan, andou estes últimos anos demasiado ocupado para investir em trabalhos pessoais. Drag Me To Hell é um projecto que se encontra pendente à muito tempo, antes até do primeiro Spider-Man ter saido. Visto que o filme baseado no popular herói de banda-desenhada teve imenso sucesso, algo que levou a serem concretizadas várias sequelas, deixou de haver espaço para outra coisa senão Peter Parker. Porém, enquanto não começam a trabalhar no quarto filme de Spider-Man, Raimi viu oportunidade de investir no argumento que foi escrito por si e pelo seu irmão, Ivan Raimi.
    Posso dizer que este filme apresenta várias caracteristicas Old School Sam Raimi com terror por vezes demasiado gráfico (e ainda bem), inesperado e com um toque de humor muito twisted mas bem executado. Artisticamente raro (como se vê pouco nos filmes norte-americanos de Terror) e muito entertaining recomendo esta obra que marca o ressurgimento de Raimi aos filmes que o conduziram ao sucesso. Lembro apenas as pessoas que não cometam um erro muito comum que é a criação de expectativas que não podem ser cumpridas. Digo isto porque tenho um amigo meu que inevitavelmente compara todos os filmes de terror ao The Exorcist (1973) de William Friedkin. É normal que dado a época que o filme saiu e a idade que tínhamos quando o vimos pela primeira vez, passámos por um conjunto de emoções muito próprias para alguém que viu poucos filmes principalmente com aquele tipo de conteúdo. A partir de uma certa altura (e depois de termos visto várias obras do mesmo género) é normal que um filme de terror deixe de ser a razão pelo qual temos medo do escuro ou que não conseguimos dormir à noite. É uma forma de arte, que vive da imagem, banda-sonora e criação de suspense mas que equivale a um trabalho fictício no qual nós temos plena noção de que não passa disso mesmo. Ficção! Quando aparece um filme que desliga esse "botãozinho" sensorial e de percepção é óptimo, porque conseguimos sentir mesmo o terror dentro da sala, mas nos tempos que correm, tal tarefa é mais dificil.
    Anyway... a sua estreia foi no Festival de Cannes tendo sido muito bem recebido pela critica e audiência. No IMDb conta com uma pontuação de 7.3. Além disso foi também um sucesso de bilheteira! Pudera. Filmes como este espalham-se rapidamente e embora também haja muita gente tenha ficado desiludida dado às expectativas altas  e todo o hype à volta de Drag Me To Hell, posso dizer que vale apena!


    O regresso dos The Editors



    Os Editors regressam amanhã para mais um concerto no nosso país, o quarto para ser preciso. O local? Campo Pequeno em Lisboa. Este espaço irá os receber pela segunda vez, sendo que a primeira foi em 2008. Esse concerto estava integrado na digressão pela Europa, digressão essa que serviria para promover o seu então novo álbum An End Has a Start. Posso dizer como um dos presentes nesse concerto que de facto os Editors apresentaram-se em bom plano com um conjunto de malhas muito fortes ao vivo, repartindo os temas de ambos os álbuns. Infelizmente, e dado que estou a ultrapassar uma crise financeira, não irei amanhã ao concerto. Tive de optar entre Editors e Artic Monkeys, e visto que já vi os primeiros... enfim you get the picture! Mas posso-vos dizer que não foi uma escolha nada fácil... gostei bastante deste terceiro álbum e como tal, tinha imensa vontade de ver a interpretação ao vivo de grande parte dos temas. Para quem não foi a nenhum concerto, ou mesmo não conhece os The Editors, recomendo vivamente. É um dos top grupos no Reino Unido, com um registo muito semelhante a Joy Division (para não falar na voz de Tom Smith que parece o David Fonseca haha).

    Fica aqui uma pequena amostra do que foi o concerto deles o ano passado...



    terça-feira, dezembro 08, 2009

    Para não esquecer...

     


    É muito dificil para mim descrever a tarde de domingo… mas vou tentar!

    18.00 Horas. Centro Congressos do Estoril. Festival Cascais Jazz 09 (once again). A sala prepara-se para receber o seu concerto de Domingo, o concerto que porventura era o mais aguardado de todo o festival. Porquê? Porque o seu elenco musical era composto por um All Star Cast escolhido a dedo pelo meu Pai para ser o main event do fim-de-semana. Aquele que serviria como forma de homenagear toda aquela época incrível vivida em Portugal na década de 70 com o aparecimento do primeiro Cascais Jazz. Um verdadeiro hino à música, nomeadamente ao Jazz e à grande qualidade demonstrada antigamente longe de tempos feitos de vendas, moda e exagero de merda… quero eu dizer, oferta. Todos os músicos que compõem o grupo Cascais Jazz Legends (nome atribuído para a sua apresentação ao público português) participaram no festival entre a década de 70 e princípio de 80 tocando com grandes ícones como Dexter Gordon, Gil Evans, Sarah Vaughan, Dizzy Gillispie, Thelonious Monk, entre outros. Eis a entrada em palco…


    Phil Woods - Saxofone,
    Lew Soloff - Trompete
    Rufus Reid – Contrabaixo
    Jimmy Cobb – Bateria
    Cedar Walton - Piano


    Surge uma recepção muito acolhedora a estes senhores, que se apresentam à audiência bastante diferentes da última vez que cá marcaram presença, afinal de contas, passaram mais de vinte anos.
    Para vos situar melhor em relação a ideia que tive aquando da sua entrada em palco, farei uma comparação a uma situação cliché de um filme. Estão a ver quando temos uma equipa de senhores idosos com um ar fragilizado que enfrentam um grupo de jovens pomposos e arrogantes que assumem á priori que os senhores não apresentam qualquer tipo de ameaça? Pois bem… no festival não havia competição, nenhum clima de tensão whatsoever mas pintei este quadro porque deu-me uma certa pica imaginar o conflito de gerações, por termos de um lado artistas a atingir o pico na sua carreira e do outro lado os old timers que apesar de carregarem um nome cheio de história, parece que as pessoas têm medo em lhes depositar alguma responsabilidade de viver à altura das suas melhores épocas visto que a idade pode se apresentar como uma limitação (it usually does).
    Aqui não foi o caso! Desde que entraram em palco até ao final do espectáculo, posso dizer que foi um show memorável e uma grande lição para toda a audiência. Um concerto que além de encantar todos os presentes, também nos lembrou que a idade é no estado de espírito. Ao contrário do que vimos sexta-feira com Lee Konitz, em que este se resguardou por completo (por estar ciente das suas limitações ou por não querer arriscar… não sei), vimos os Cascais Jazz Legends entrar para exclusivamente fazer uma coisa: PARTIR A LOIÇA TODA!
    Foi simplesmente FANTÁSTICO! Impressionante como tocam de olhos vendados como se estivessem juntos à anos. Phil Woods, apesar da sua condição física e estado de saúde, nunca fez para abrandar o ritmo. Tocou como se fosse a sua última vez em palco e no fim de cada tema notava-se o esforço que exercia quando falava para a plateia quase sem ar. Mas isso não o impediu de contar pequenas histórias, puxar pelo público e depois voltar ao seu saxofone em grande estilo. Lew Soloff, super activo, super carismático, super brincalhão, super humilde, super músico! Jimmy Cobb está ali para as curvas (e de que maneira!). Parece que foi “ontem“ que gravou Kind of Blue com o Miles Davis. Por fim, os dois que achei serem mais discretos quando comparados com os restantes membros, no entanto, não quero dizer com isto que tenham ficado aquém do que podiam providenciar. Cedar Walton e Rufus Reid, com toda a sua arte e técnica, demonstraram também ser a elegância em pessoa.
    Enfim… será fácil deduzir que a noite foi um sucesso. As pessoas que assistiram ao concerto ficaram em completo êxtase pela demonstração que ali feita por alguns dos grandes do Jazz de sempre. Após o último tema, veio a despedida em palco com os agradecimentos da banda e o reconhecimento do público que ali ficou de pé a aplaudir e a gritar. Enquanto saiam de palco, houve o momento da praxe onde lhes foi pedido o encore. Tal pedido fez muito sentido! Muitas vezes o concerto pode não ser formidável, até mesmo nada de especial, mas como sinal de respeito é feita uma ovação para que voltem em palco. Enfim… um acto já tradicional no fim de cada concerto. Mas neste dia era mais que merecido (e mais que desejado também!). Ficamos ali “séculos” a bater palmas efusivamente, cada um para seu lado, até que sincronizamos todos os nossos esforços para um pedido conjunto. Demorou um bocado mas ainda bem! Foi bonito ver uma sala inteira não arredar o pé e permanecer naquele espaço à espera de um último momento de magia. Assim aconteceu. Voltaram todos excepto Phil Woods que provavelmente já não podia mais, depois de uma noite onde se entregou por completo à música, arte e público. Depois do encore, mais uma homenagem de pé. Os aplausos faziam eco na sala! Foi memorável. Sai da sala num misto de emoções. Feliz e arrepiado pela oportunidade única que tive. Triste e desolado pelo seu fim. Nunca me hei-de esquecer deste Domingo, dia 6 de Dezembro.

    segunda-feira, dezembro 07, 2009

    "don't you think we shoulda learned somehow..."



    It's not a silly little moment
    It's not the storm before the calm
    This is the deep and dyin breath of
    this love that we've been working wrong on
    Can't seem to hold you like I want to
    so I can feel you in my arms
    Nobody's gonna come and save you
    we pulled too many false alarms

    We're goin down
    and you can see it too
    We're goin down
    and you know that we're doomed
    my dear
    we're slow dancing in a burnin room

    I was the one you always dreamed of
    you were the one i tried to draw
    how dare you say it's nothin to me
    baby, you're the only light I ever saw

    I make the most of all the sadness
    you'll be a bitch because you can
    you try to hit me just to hurt me
    so you leave me feelin dirty cuz you can't understand

    We're goin down
    and you can see it too
    We're goin down
    and you know that we're doomed
    my dear
    we're slow dancing in a burnin room

    Go cry about it why don't you
    Go cry about it why don't you
    Go cry about it why don't you
    my dear, we're slow dancin in a burnin room
    burnin room, burnin room
    don't you think we oughta know by now
    don't you think we shoulda learned somehow
    don't you think we oughta know by now
    don't you think we shoulda learned somehow
    don't you think we oughta know by now
    don't you think we shoulda learned somehow
    don't you think we shoulda learned somehow
    don't you think we shoulda learned somehow
    don't you think we shoulda learned somehow
    don't you think we shoulda learned somehow




    John Mayer - Slow Dancing in a Burning Room (Live @ Nokia Center, Los Angeles)

    domingo, dezembro 06, 2009

    A minha homenagem...


    Pavilhão Dramático de Cascais - Cascais Jazz

    Sábado, dia 5 de Dezembro. Está a decorrer o festival Cascais Jazz 09, Festival este que surge como homenagem a Luís Vilas-Boas, homem responsável pela “importação” do Jazz para o nosso país. Eu, como não poderia deixar de ser, estou presente no Festival, assumindo tanto papel de espectador (quando posso) e de “responsável” (e pus entre aspas porque além de não existir grande ciência na minha tarefa, vocês não imaginam o tempo que eu fico sem fazer rigorosamente nada) pela demonstração de dvd’s com imagens e vídeos do arco-da-velha. São sem dúvida relíquias, que eu enquanto rapaz jovem que sou, perdi dado que não vivi aquela época. E digo-vos: Quem me dera! Dou por mim a ver grandes figuras do Jazz a tocar na minha querida terra de Cascais (como eu adoro este Concelho!) num espaço que me é familiar pois ainda o frequentei antes de ser demolido. Falo do nosso estimado Pavilhão Dramático de Cascais. Enquanto fico sentado numa das várias cadeiras espalhadas pelo local da exposição, é difícil desviar o olhar da televisão e não ficar absolutamente vidrado nas imagens reveladas. E são vários os motivos para que tal aconteça. Primeiro porque, como referi anteriormente, estamos a ver imagens de uma época que para mim desperta curiosidade (visto que não a vivi) e que para outros presentes na sala foi talvez um determinado momento da sua vida onde recordam de forma entusiástica e cheios de nostalgia. Segundo porque é maravilhoso ver um espaço como o Pavilhão Dramático a rebentar pelas costuras! A própria fotografia que vos deixo neste post é prova disso. Pessoas de todo o lado deslocavam-se a Cascais para poder presenciar um evento de uma dimensão incalculável. Desde o averege joe até às grandes figuras públicas, toda gente queria marcar presença. E a beleza disto é que não havia o preconceito fabricado que corre muito nos dias de hoje. Insinuações e afirmações de que Jazz é música intelectual e pouco acessível. Naquela altura, percebessem ou não do que se tratava, havia algo ali presente nos músicos, ambiente e melodia que era universal entre todos. A LIBERDADE. Não se esqueçam que 1971 era um período de opressão e censura, portanto podem calcular o impacto que teve no coração dos portugueses ouvir (free) Jazz.
    Terceiro, porque estamos perante músicos de Jazz que na época tratados como autênticas rockstars pela novidade que eram em Portugal, pelo seu estatuto no estrangeiro e pelo próprio estilo musical, que todo ele é carregado de história, arte e muita alma. Finalmente, e como consequência da junção de todos estes elementos que acabei de referir, é o ambiente que se vive. É a explosão de alegria, entusiasmo e curiosidade que transborda por todos os lados. Os gemidos, berros, assobios que surgem da plateia após cada nota instrumental proveniente da trompete de Miles Davis ou Dizzy Gillespie, do saxofone de Sonny Stitt ou Ornette Coleman, da bateria de Art Blakey ou Jimmy Cobb, do piano de Keith Jarret ou Thelonious Monk… enfim. Por cá passaram uma panóplia de músicos de alto calibre que educaram o ouvido português e deixaram marcas na nossa cultura. Sim… porque Jazz é Cultura.
    Fica aqui um depoimento de Dexter Gordon relativamente ao seu concerto em Portugal, acompanhado de um excerto do concerto memorável no dia 21 de Novembro de 1971 protagonizado por um elenco magistral que se apresentou em cartaz como Giants of Jazz, compostos por:



    Dizzy Gillespie – Trompete 

    Thelonious Monk – Piano

    Sonny Stitt – Saxafone

    Kai Winding – Trombone

    Al McKibbon – Contrabaixo

    Art Blakey – Bateria







    (Infelizmente tinha outro tema desempenhado pelos Giants of Jazz mas dado que fazia mais sentido partilhar este post hoje, tive de recorrer ao que tinha "à mão" nesta altura...)

    Wanted!



    Os 10 filmes mais procurados no Sundance Festival 2010... aqui.

    Let the Grey's begin...





    Pois é! Já tinha lançado a premissa de que iria iniciar uma nova caminhada no que toca às séries televisivas. Nova caminhada porque decidi ver algo bastante diferente do que estou habituado. Essa série, como o título deste post sugere, é Grey’s Anatomy, série esta que recai sobre o dia-a-dia de uma equipa de internos num hospital em Washington. Por outras palavras estamos perante um programa televisivo de médicos. O conceito não me é estranho, visto que durante alguns anos acompanhei esporadicamente uma série chamada E.R mais conhecida em Portugal como Serviço de Urgência (deixo-vos um auxiliar de memória mais prático: lançou a carreira de George Clooney). Mas porquê uma mudança “radical” dado que acabei de sair de uma sitcom (Friends) e tenho outras “1001” séries pendentes para ver (casos de Lost, How I Met Your Mother, Entourage, Heroes, Family Guy)? A verdade é que eu gosto de me manter ocupado enquanto as temporadas das respectivas séries que mencionei acabam, pois sou impaciente e prefiro ver tudo seguido do que ter de esperar uma semana para ver apenas um episódio. Evidentemente com este acumular de séries já se torna mais difícil fazer uma gestão própria do tempo e conteúdo, até porque vivo mais para o cinema do que para a televisão, mas Grey’s Anatomy fazia questão de ver. Não é devido à popularidade crescente em Portugal. Sempre achei que o seu factor de sucesso residia principalmente nas raparigas, logo, tornando Grey’s na minha óptica um “programa de miúdas”. Este preconceito foi rapidamente ultrapassado, por ser muito aberto a todo o tipo de artes independentemente da “etiqueta” que colocam seja no género, sexo, faixa etária ou raça. Mas foi principalmente a influência de uma pessoa com quem privei durante muito tempo que me levou a investir na série e curiosamente numa altura onde já não “estávamos juntos” à bastante tempo. Era assunto de conversa recorrente, eram vídeos postados no facebook milhentas vezes, até era razão pelo qual não podíamos falar porque estava ocupada em casa a seguir mais um episódio que aparentemente deixava sempre uma marca. É inevitável que esta junção de coisas com que vivi de perto, viesse a despertar alguma vontade para tentar decifrar o que é que a série tinha de tão cativante. Aliás, já me sentia completamente aliciado por pequenos momentos que via nos tais vídeos de que mencionei. Pouco a pouco já topava algumas coisas da storyline e até já me identificava com um ou outro aspecto. Comecei a ver e… so far so good… estou a gostar bastante desta introdução às personagens e ao contexto vivido dentro e fora daquele hospital. Lamento apenas uma coisa… numa outra altura gostaria de poder partilhar aquilo que vejo com a pessoa que me “ensinou” a gostar de Grey’s…

    "Se..."

    Se os filmes fossem tão bons como as suas bandas sonoras, então teríamos em Jennifer's Body e New Moon filmes do fantásticos... (mas como não vivemos de "se"...)