quinta-feira, março 25, 2010

Reggae

Nunca fui grande fã de reggae. Mesmo quando se apoderou de forma avassaladora por estas bandas, sempre achei que fosse um género musical em muitas formas limitado e até enjoativo. Muitos dizem que tal apreciação (ou falta dela) se deve ao facto de conhecer os artistas errados ou então de não "perceber" nada de música. Não entro nesta discussão para evitar conflitos, cujo o resultado não oferecerá qualquer tipo de solução, portanto, mantenho-me "na minha". Ainda tentei expandir horizontes e obtive acesso a um leque variado de artistas de várias nacionalidades, onde cada um dava o seu contributo dependendo da sua cultura e estilo próprio. Desde os clássicos e veteranos até ao formato mais comercial e contemporâneo ouvi de tudo. Posso dizer que são poucos aqueles que mexeram comigo, não sendo portanto o suficiente para me converter como fã incondicional das músicas de Jah. Entre os que permaneceram na minha playlist temos Black Uhuru, Israel Vibration, Third World, Pier Poljack, (os Portugueses) Kussondulola, Don Carlos, Eek a Mouse, Alpha Blondy, Inner Circle, fora as inúmeras colaborações e iniciativas de artistas de outros meios como Sting, Morodo, etc, que de alguma maneira "incentivaram-me" a dedicar mais tempo ao reggae.

Mas apesar de ter algum apreço pelos artistas já mencionados, tenho os meus dois pesos-pesados! Aqueles que considero serem dignos de ostentarem um lugar cativo nos músicos/grupos de eleição... sendo eles:


 
 












Seleccionei estes dois como os meus favoritos por os considerar os mais ricos musicalmente e os que mais contribuíram para o avanço e rejuvenescimento musical do género.
O Sr. Marley, um ícone que dispensa qualquer tipo de apresentações é um artista de que gosto bastante principalmente pelos seus concertos ao vivo onde denotamos um maior sentido de criatividade capaz de destoar de forma brutal os projectos de estúdio. As suas composições são fantásticas, ricas nos instrumentos e com letras socialmente activas e muito bem elaboradas, porém, ao vivo ganha maior força com novos arranjos e uma inclusão de momentos improvisados. É evidentemente um "jogador de outra liga".


Os Groundation... bem... se os ouvirem uma vez que seja percebem o porquê de os tomar em tamanha consideração! São um grupo americano de uma dimensão inacreditável. Com um estilo passível de ser considerado roots fundido com Jazz e Funk, é legitimo supor que para evocar tal sonoridade sejam necessários vários instrumentos em palco. E supõem bem! Cordas, Sopro, percussão... you name it ! Tudo com muito acerto e qualidade. E se os trabalhos de estúdio estão num patamar acima do reggae "convencional"... os concertos então "partem a loiça toda".

Embora não sendo, como já mencionei, um seguidor ávido do género, agora não dispenso uma (boa) malha ocasional , principalmente durante o Verão. Seria um erro crasso termos a composição de uma banda-sonora da época sem o estilo que maior presença têm marcado nas nossas praias com tudo aquilo que vêm por acréscimo... as festas, o surf, o ambiente descontraído...

Posto isto, deixarei aqui a minha marca com algumas malhas de que tanto gosto...

Third World - 96 Degrees in The Shade (live)



Groundation Feat. Don Carlos & The Congos - Jah Jah Know


Morodo - Babilonia 
(este é o exemplo no qual um artista espanhol ligado ao Hip-Hop introduz na sua música uma grande influência reggae)

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