sábado, março 06, 2010

Thom "Baladeiro" Yorke


Radiohead é inquestionavelmente um dos meus grupos de eleição desde que me lembro. Este quinteto britânico é de facto uma força  avassaladora quando "trabalha" em conjunto, visto que têm nos seus cinco músicos qualidades, atributos e maneirismos que se complementam e criam um impacto artístico fluido, genuíno e acima de tudo, de grande riqueza. A voz de Thom Yorke, que varia de quente para fria, de tons curtos a prolongados é incrivelmente acertada para quase todo o tipo de música que os Radiohead queiram tocar. É também um dotado compositor e um líder que se apresenta como a imagem do grupo. Os irmãos Greenwood tocam de olhos fechado. Jonny, o mais novo dos "maninhos" é um mestre na guitarra e um excelente compositor, while on the other hand Colin, primariamente conhecido por tocar o baixo, é um músico enquadrado na perfeição à realidade do grupo. Por fim temos Phil Selway, baterista por excelência e Ed O'brien, outro super-guitarrista, também ele com uma mente virada para a composição lírica. É curioso denotar que muitos dos membros deste grupo colaboram no processo criativo que é compor canções, oferecendo ideias/conceitos/histórias singulares e apreciadas no "mundo Radiohead".

Mas enquanto aqui escrevo sobre o fantástico que o grupo é, muito pelo facto da fusão perfeita de componentes individuais, gostaria de incidir sob a magia que é inerente ao vocalista Thom Yorke, que no tema que aqui vou colocar, demonstra a sua aptidão para colocar "fogo e gelo" numa das baladas mais bonitas que ouvi.

True Love Waits transporta às suas costas, amantes de todo o mundo que se cruzam num ponto onde a crença na vitória do "amor verdadeiro" sobre qualquer inimigo é uma verdade única, absoluta e universal. Não virar as costas a um dom como o amor é um pedido feito de corpo e alma. Embora possa parecer o óbvio a fazer, muitas vezes as pessoas vêem-se forçadas a tomar tal atitude por falta de esperança ou esgotamento físico, psicológico e até espiritual imposto por uma relação que parece mais carregar "veneno" (sendo este veneno diferente, mediante as situações e as suas respectivas variáveis). However, identifico uma simbologia que só se deve à minha leitura optimista e romântica (sim, porque quando tratamos de uma música destas e do que ela evoca, é impossível contornar o tema romantismo, por mais que as pessoas queiram evitar revelar um lado mais sensível), e sinto estar a transbordar por todos os meus poros um suor de nervosismo, uma inquietação que se instala por todo o meu corpo e recordo-me...
Surgem as mais ínfimas memórias do que já tive e do que ambiciono ter. Uma luz ao fim do túnel , que quase consigo tocar. Já esteve mais perto, mas que mesmo assim não deixo de desejar cravar com "unhas e dentes". Porque a travessia para o meu "Santo Graal", embora recheada de adversidades, sem certezas, sem garantias, num tempo incerto onde ao dia que passa, parece querer afastar-me dos meus desejos, não deixa de ser aquilo que mais quero e como tal, não sendo eu alguém que baixa os braços, luto com aquilo que tenho. Música é uma das minhas ferramentas e esta serve bem esse propósito. Motiva e lembra que o verdadeiro amor, espera!

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