quarta-feira, janeiro 13, 2010

Prisioneiro Nº 46664




Um bom filme! Daqueles que inspiram a audiência na resolução de diferenças, na procura de um mundo melhor, no amor ao próximo.

Baseado numa obra intitulada Playing The Enemy: Nelson Mandela and The Game That Changed a Nation do autor John Carlin, Invictus (2009) conta a história  da forma como Nelson Mandela juntou os habitantes da África do Sul, depois de uma era negra dominada pelo Apartheid, através do Rugby. François Pieenar, o seu capitão, através da inspiração obtida por Mandela liderou a sua equipa ao titulo de Campeão Mundial, obtendo desta forma a concretização de um marco que mudaria para sempre a história do País.
Clint Eastwood têm aqui mais uma excelente obra de sua autoria com uma história bem narrada e diálogos sólidos (sem ser espectacular) bem como uma banda sonora interessante. Mas é no seu poder de entretenimento e na sua mensagem que encontramos os seus pontos fortes aliados aos desempenhos formidáveis de Morgan Freeman como Nelson Mandela e Matt Damon no papel do capitão de equipa da selecção de rugby Sul Africana, François Pieenar. Porém, fiquei com a sensação que acabei o filme desiludido. Não há como negar que o trabalho é bom e tal fica assente nos elogios que aqui faço, mas tendo em conta o realizador e os actores, bem como a história de que trata pensei que seria uma daquelas obras que acabaria de ver completamente rendido à sua evidente qualidade. Achei mesmo que diria ser um super filme, como poucos existem. Mas não! Não vou além do "é um bom filme"! Bastante acima da média, obra que adorei ver, mas ao contrário expectativas que criei, não entra directamente e sem hesitações nos meus filmes favoritos como esperava.Talvez tenha sido o excesso de momentos em câmara lenta que me incomodaram. Talvez a pouca e rápida exploração de algumas cenas interessantes. Não sei... mas a verdade é que não o deixo de recomendar, aliás, incentivo! Porque como disse, reside neste trabalho a história de um homem importantíssimo que todos nós devemos conhecer, bem como uma mensagem épica.

Apesar de referenciar o óptimo desempenho por parte dos dois leading actors, quero apenas destacar o senhor Morgan Freeman por ter executado na perfeição uma text book performance de uma personagem carismática que o mundo teve a felicidade de conhecer. Representar uma figura como Mandela é uma tarefa bastante dificil, mas Freeman esteve à altura do desafio. Carregou todo o seu carisma, charme, boa vontade e coração. Demonstrou como é representar na tela um líder exímio, uma pessoa que lidera por exemplo, um modelo que todos nós ambicionamos ser e seguir. Até na sua voz distinta encontrámos um elemento que encaixa na perfeição para a leitora de um poema, no qual o titulo do filme é inspirado, que na minha opinião é das coisas mais bonitas que já ouvi. (será eventualmente posto neste blog ainda hoje)
Enquadrado nesta descrição de Mandela enquanto líder e exemplo para a humanidade está também uma citação que retirei do filme e que gostaria de aqui partilhar:

Forgiveness starts here too! Forgiveness liberates the soul, it removes fear! 
That is why is such a powerful weapon!

(Nelson Mandela)

Não percam este filme para não só passarem um excelente serão, mas para conhecer de forma mais intima duas personagens do mais interessante que há e os lindíssimos momentos que nos proporcionaram em 1995, alterando consequentemente o decurso da nossa civilização contemporânea.




curiosidade: para aqueles que não sabem, o titulo deste post é uma referencia ao número que Nelson Mandela usou durante os  27 anos em que esteve detido na prisão da ilha Robben.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sacaste da net?

Acho que vou esperar que chegue ao cinema para ver!

Abraço

Pedro Teodoro

D.M disse...

Saquei sim. Já havia um screener (com boa qualidade). Eu tenho outros filmes prioritários que quero ir ver ao cinema e tendo já este cá em casa foi dificil não o ver. A ansiedade já era muita...