terça-feira, janeiro 26, 2010

Virus? Chamem-lhe antes uma praga...

Pois é! Estou neste preciso momento deitado na minha cama, vitima de um virus contraido através do meu querido sobrinho Tomás, que ao que parece tomou-lhe o gosto em deixar o pobre Tio de rastos por dias a fio. Acordar as 6 da manhã e não conseguir dormir desde então, com coisas que por solidariedade irei-vos poupar, é sem dúvida uma péssima maneira de passar as minhas férias. E sabem aquelas pessoas que tentam puxar pelo lado mais optimista, como que se eu devesse aproveitar a minha condição fisica? É pessoal completamente doido! Sim, de facto quando se está doente podemos chefiar a casa durante uns dias. Somos alvo de muita atenção e as pessoas à nossa volta fazem constantemente as nossas vontades, mas uma vez pesando na balança o estado lastimoso em que estou onde nem me consigo levantar da cama, torna-se óbvio que it's simply not worth it! Desde o momento que acordei até agora restringi-me ao itinerário mais aborrecido de todos os tempos. Estar deitado na cama com dores enquanto tento papar as minhas séries com algum interesse. Decidi então aproveitar para acabar de ver a 2º Season de Californication, season esta que se encontra pendente à muito tempo no meu computador. Penso que por momentos perdi algum interesse, muito por culpa da personagem Hank Moody que parece criar expectativas altas na audiência ao nos levar a crer que existem homens como ele que com um olhar e uma piadazinha conseguem seduzir instantaneamente uma mulher, seja ela quem for e sejam em que circunstancias. A verdade é que esta personagem é realmente bastante carismática, os diálogos são interessantes e carregados de humor, no entanto, encontro alguma dificuldade em manter-me tão interessado no plot e entretido como outras séries da minha eleição, tais como Lost, Heroes, How I Met Your Mother ou mais recentemente Grey's Anatomy. Enfim... tenho plena noção que quem ler este post vai achar que deve ser o vírus a falar por mim, visto que Californication é um dos programas com maior base de fãs entre os meus amigos. Parece que todos adoram ver de perto o dia-a-dia da personagem desempenhada por David Duchovny.
Agora que acabei de ver a série, procuro algum refúgio no meu blog de forma a esconder-me da ideia que estou a passar mal (e até me sinto algo ingrato pela forma como digo isto pelo que se têm passado nos últimos dias). Teclo sem grande propósito e sem grande vontade, apenas como um método de desviar a minha atenção e ocupar o tempo que tenho. Não sei se aguento ver mais uma série ou um filme depois de um dia inteiro onde não fiz mais nada senão isso. Quem é que eu estou a enganar? Vou lagar o portátil e por-me a ver qualquer coisa. Nunca pensei que o dia onde permaneceria em casa apenas para ver filmes e séries fosse um sacrificio. Irónico não é?

4 comentários:

André disse...

Viva amigo Duarte!

Bem, fico realmente espantado com esse teu desinteresse com Californication. Ao fim e ao cabo, aquilo não se resume somente aos engates do Hank Moddy tendo aqui e acolá algumas lições de vida. Quanto ao plot, tem uma belíssima história de amor por trás (essa bem maís "real" do que os engates do Moddy, a meu ver) já para não falar nos diálogos cinco estrelas, que é o que faz para mim a diferença nessa série, to be honest!

Já agora, por outro lado, que falas bem do Heroes, deixa-me mostrar-te a minha tristeza com essa série que na primeira e segunda temporadas me prenderam completamente ao ecrã, sendo que a partir praí da terceira (e já que falas de plot!) aquilo veio por ali abaixo duma maneira estrondosa... Pica? Zero. Numa primeira fase foi a greve dos argumentistas, ok, I'll give ya that, mas numa segunda fase, não entendo o que passou e eu pessoalmente perdi o interesse naquilo. Perdeu a magia (em demasia, porque é normal a magia perder-se sempre um pouco) em relação à primeira temporada.

Desculpa o grande testamento, um grande abraço, AS MELHORAS, e aproveita bem essa vida de lord que andas aí a levar na tua rica cama, ahah!

um abraço, Fiúza

D.M disse...

ohh meu caro. Não fazia ideia que lias o blog. Pois compreendo perfeitamente que fiques espantado com a minha posição relativamente a Californication, mas isso deve-se muito a momentos que acho ridiculos que de certa forma me fazem perder algum interesse na narrativa da série. Ainda tenho a 3º season pela frente mas até ao momento, embora reconheça como disse que os diálogos são interessantes, as lições de vida de que falas aplicam-se a pessoas com outro estilo de vida a meu ver. Talvez se deva ao facto de ver algumas séries de teor dramático que apresentam essas mesmas lições de forma mais exuberante. Quando a Heroes de facto estou de acordo contigo no sentido em que também eu penso que a 3º season perdeu bastante qualidade, no entanto, como tu próprio mencionaste houve a greve que prejudicou muito a série. A 4º Season ainda a tenho toda para ver, logo ainda lhe vou dar o beneficio da duvida.
Um grande abraço meu amigo e obrigado pelo comentário e pelas melhoras

Madalena disse...

Duarte! Lamento a tua condição, espero que melhores rapidamente...
Eu percebo de certa maneira que não gostes de Californication, pode ser um tipo de humor que enjoe um pouco. Eu adoro o tipo de humor que a série tem, though. You cannot say no to Moody. Mais o Runkle e a patroa que acho serem personagens inimitáveis.
Achei a segunda season bastante boa, a terceira já não me está a conquistar tanto, mas veremos.
Ah, vi agora um filme engraçado, A Serious Man, um bocado duro de ver (black humour). Talvez na tua condição não seja o melhor. Fica a recomendação, ainda assim. Beijinho, as melhoras!

D.M disse...

compreendo tudo isso, aliás, começo a pensar que se calhar sou eu que embirro com a série, no entanto há coisas que simplesmente não me entram, sendo por exemplo o cumulo quando ele vai comprar um porsche, saca a vendedora em pleno stand com dois minutos de conversa, ve o carro dele ser roubado com o manuscrito mais importante da carreira dele e ainda acende um cigarro todo "cool about it". Como este episódio existem vários e estamos a falar do Duchovny... o nosso querido Mulder dos X-Files que ninguém dava por ele. Nem o Brad Pitt teria tanto sucesso como o Hank Moody assim à toa. A história da série passa numa realidade sem escrúpulos onde todos se traem e comem de uma maneira, sem qualquer tipo de preocupação pela forma como isso vai afectar a vida deles. Personagens comprometidas, casadas, com filhos etc etc. É tudo demasiado para a "frentex"!
Entretanto "A Serious Man" tenho aqui para ver e tenho a dizer que estou muito curioso. Dizem que é das melhores obras dos irmãos Cohen. Eu acabei de ver o "The Reader" e gostei bastante. Dá-me um gozo ver a Kate Winslet e o Ralph Fiennes no ecrã.