domingo, janeiro 23, 2011

Apocalypto (2006)



Mais um daqueles filmes que andei adiar durante imenso tempo... e ter-me sentado no sofá para o ver surgiu sob circunstancias especiais. Deixem-me que vos explique...

Um grande amigo meu, cineasta dos pés à cabeça, decidiu fazer uma iniciativa, de seu nome Jim Jam Sessions, que consiste em protagonizar sessões de cinema personalizadas, mediante o público que tem em casa. Basicamente o anfitrião escolhe filmes à nossa medida, sendo que as suas escolhas primam por ser obras que dificilmente viríamos por iniciativa própria. As escolhas abrangem cinema de todo o mundo, onde à priori são excluídos os intitulados blockbusters.
Informação escusada, mas que fiz questão de mencionar na esperança motivar outros a seguir o exemplo desse meu amigo... é uma actividade enriquecedora para quem os vê e um desafio para quem elege os dvds.
Focando agora em Apocalypto (2006)...

A realização está num nível apenas ao alcance dos melhores, algo que o australiano Mel Gibson já provou estar à altura em mais que uma ocasião. 
Depois, embora a história contenha alguns vestígios considerados "familiares", o contexto em que ela ocorre e a forma como é explorada é algo "irreverente", tendo em conta as expectativas hollywoodescas! Porque se pensarmos bem, os "ingredientes" ao dispor não fazem de Apocalypto um filme com grandes pretensões comerciais! Vejo como grandes indícios disto a elaboração de um elenco desconhecido e o facto do dialecto utilizado ser maia (algo que certamente dificulta a aceitação de um público abrangente).
Mas depois de visto o filme podemos dizer que essa ideia de que filmes nestas condições não poderiam ser sucessos comerciais, é totalmente antagonizada!

Considerem a quantidade de riscos que o Mel Gibson tomou para realizar esta longa-metragem...
Foram certamente em abundância, contudo, aparentemente o sucesso feito com The Passion of Christ (2004) conferiu-lhe essa liberdade para apostar em mais um projecto de cariz pessoal (e em muitos aspectos rebuscado), que cedo surtiu efeito tanto na audiência como na critica!

Ainda bem que assim o fez... Desde os cenários eleitos, ao casting, passando pela forma como conduz o ritmo da acção (de forma incessante diga-se)... o filme será eventualmente condecorado com o estatuto de clássico.
Volto a frisar que tal deve-se muito às capacidades (em muitos aspectos visionárias) de Mel Gibson por detrás da câmara!

Recomendo!

2 comentários:

André disse...

Já vi este filme ao tempo pelo que peça desculpa de cometer algum lapso.

Mas lembro-me que quando o vi 1) prometia mais do que acabou por ser e 2) se bem me lembro, tem um final inconsequente ou demasiado repentino.

Lembro-me que houve qualquer coisa no filme que não gostei, espero que a minha memória não me tenha atraiçoado neste comentário. Se sim, as minhas desculpas :p

abraços!

Duartinho disse...

Não posso comentar porque para isso teria de falar do final, mas não me pareceu repentino! Relativamente ao que "prometia", as minhas expectativas não eram altas.. ou melhor, nem existiam penso!