terça-feira, janeiro 04, 2011

Cyrus (2010)






Ora heis uma bela surpresa... a todos os niveis!

Detentor de boas criticas e com o aval especial de Quentin Tarantino, que o inclui-o na sua lista dos Top 20 Filmes de 2010, Cyrus foi um filme que me surpreendeu bastante (apesar de não estar de acordo com Tarantino).

Mas comecemos com a premissa:
John (John C. Reilly), um homem ainda em recuperação da separação  - mesmo volvidos 7 anos - com a sua ex-mulher Jamie (Catherine Keener), vai para uma festa a convite desta e conhece Molly (Marisa Tomei). Aquando da sua primeira conversa, nós enquanto audiência sentimos de imediato a química entre o casal. Entretanto à medida que a narrativa avança e ambos se vão dando a conhecer um ao outro, surge uma outra personagem no qual o titulo do filme se inspira. Falo claramente de Cyrus (Jonah Hill), filho de 21 anos da Molly. 

Cyrus tem uma relação de grande proximidade com a sua Mãe e parece ser um rapaz bastante equilibrado e maduro no que toca a vida pessoal de Molly. Demonstra respeito e até algum afecto por John, que tenta retribuir na mesma moeda, contudo, a sua natureza paranóica deixa-o (mesmo que no inicio inconscientemente) suspeito das intenções de Cyrus. Eventualmente são feitas algumas revelações e é desencadeado uma "batalha" entre ambos pelo amor e atenção de Molly, onde basicamente vale tudo!


Realizado pelos irmãos Jay e Mark Duplass, e produzido pelos irmãos Ridley e Tony Scott,  Cyrus é um filme que se apresenta como uma comédia...
Não só o trailer (um óptimo cartão de visita) deixa essas indicações, mas também é assim que é descrito em praticamente todas as fichas técnicas com que me deparei! Mesmo que desconhece-se os elementos até agora mencionados, bastaria-me olhar para os nomes de John C. Reilly e Jonah Hill para deduzir que se trataria de um  filme cómico.

Embora John C. Reilly seja um actor formidável com capacidades que reivindicam respeito tanto na comédia como no drama, já Jonah Hill parece só se ter afirmado no mundo do riso.
No entanto, o filme é muito mais do que aparenta ser... Mais que uma comédia, é um filme que apesar do seu humor, consegue ser muito sério. Aborda e analisa temáticas sensíveis como a recuperação de relações, a proximidade entre mãe e filho e os conflitos que podem derivar dessa condição. 

Há momentos que podem despertar o riso a muita gente, mas que mim evocaram outras sensações... Compreendi de onde vinham algumas reacção e por isso criei alguma empatia e uma sensação de solidariedade. Mas não se preocupem... terão certamente muitos momentos dignos de gargalhadas bem fortes!




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