sexta-feira, janeiro 21, 2011

Habana Blues (2005)



Habana Blues (2005) é uma longa-metragem realizada por Benito Zambrano, que retrata o cenário musical em Havana (tal como titulo do próprio filme o sugere) através de dois amigos que procuram singrar além fronteiras. Quer dizer... não se limita apenas à música, mas a todo um contexto social-demográfico de Cuba, nomeadamente Havana, onde a acção decorre. Aliás, muito à semelhança de No One Knows About Persian Cats (um dos meus posts mais recentes) este projecto procura evidenciar as dificuldades que os músicos enfrentam naquele País, contudo, se compararmos ambos os alvos de reflexão (um filme vs. outro) facilmente chegamos à conclusão que são realidades muito destoadas uma da outra. 

Numa conversa com a pessoa responsável pela minha visualização de ambos, perguntou-me qual dos dois achava eu ser "mais filme". 
Pois bem... Habana Blues oferece uma visão mais suave e descontraída de toda a acção. A linha narrativa apresenta-se bastante menos intensa, fruto de estarmos perante algo que não nos é de todo desconhecido. Aliado a isso temos o facto que ambos os Governos conferem um tratamento totalmente diferente, pois como podemos ver no filme Iraniano, o grau de censura e o tipo de agressividade aplicada atingem níveis surreais (difícil para qualquer civilização compreender/aceitar).

O estilo de filme também é outro, no sentido em que enquanto um (Habana Blues) apresenta-se como obra fictícia, fortemente virada para o entretenimento musical, o outro esmera-se por dar outra autenticidade com um formato a roçar o documentário.

Eu tenho a confessar que sou mais adepto do projecto iraniano, embora goste muito (e recomende) esta co-produção cubana/espanhola. É bastante sólido no entretenimento, as personagens são carismáticas (os protagonistas - um deles versão cubana do Lenny Kravitz - "mostram" o caminho para o sucesso) e a banda-sonora deixa-se definir por aquele toque Cubano mesclado com o calor de ritmos latinos, cheios de outras influências (rock/hip-hop com grande presença, mas ainda ouvimos temas ligados ao punk ou metal)
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Mesmo sem verem o filme, aconselho vivamente que desfrutem das música ouvindo o cd! Vale a pena!



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