sexta-feira, janeiro 07, 2011

Trilogia "Millennium"






Era uma vez um escritor sueco chamado Stieg Larsson
Larsson, que fora jornalista de profissão durante muitos anos, era um autentico contador de histórias nos seus tempos livres, qualidade essa que transpôs para a sua carreira enquanto escritor. 

Enquanto foi vivo nunca foi uma personagem muito reconhecida pelos leitores ou critica, no entanto, o melhor do seu trabalho ainda estava para ser divulgado. Pouco depois da sua morte em 2004, a família Larsson decidiu entregar os manuscritos de três obras que desencadeariam uma história prevista para ser editada em 9 livros.

Infelizmente, por motivos óbvios, nunca veremos aquilo que Larsson pretendia, contudo fica uma trilogia literária de grande calibre (segundo dizem, isto é).

Eis os nomes (por ordem de lançamento):


Pouco depois dos lançamentos literários, aclamados por tudo e todos, comecaram a sair as adaptações para o grande ecrã.

O primeiro vi no cinema, a titulo de sugestão de um amigo que me apresentou à história por detrás das obras e do seu autor...apelando depois à minha vontade de conhecer cada vez mais o cinema Europeu, tendo eu oportunidade de ficar familiarizado com a arte sueca.
Os restantes dois acabei por ver em casa, visto que nunca chegaram às "salas" aqui em Cascais!

Sem querer adiantar uma sinopse, quero-vos deixar uma opinião restringida aos filmes sem conhecimento das obras (não as li e pouco sei sobre elas).

Os três são bons! Muito bons! O elenco é excelente (Noomi Rapace é d'outro mundo e Michael Nyqvist não fica muito atrás), o nível de representação inacreditável e a história atesta ao génio de Larsson, que produziu um thriller recheado de intrigas, segredos, crime e outros quantos "ingredientes" que fazem deste género cinematográfico, um sucesso!

Os filmes são também muito pesados e gráficos, com cenas desconcertantes que enfatizam o sujo/corrupto/miserável que o filme retrata em certas ocasiões, principalmente quando incide sob a um grupo de personagens (cruciais na narrativa).

Esta trilogia, mal comparada, faz-me lembrar um pouco de The Godfather na forma como está distribuida a história. (a bold para não me dizerem que insinuei serem filmes parecidos)

No Millennium, vemos no primeiro (claramente o melhor dos três) muita acção decorrer, enquanto no segundo há um meio termo entre a acção e a narrativa descritiva, os flashbacks... No terceiro e ultimo capitulo, predomina a narrativa descritiva (bastante mais acentuada diga-se) que oferece o desfecho a toda a trama iniciada no primeiro e desenvolvida no segundo (naturalmente).

É um bocado como vejo o The Godfather, mas isto sou eu!

Como é habitual, quando os filmes europeus atingem um determinado grau de popularidade, surgem de imediato as adaptações americanas. O remake americano estará já em produção sob o condão mágico de David Fincher, um realizador que nos últimos anos parece não saber fazer um mau filme.

Nos papeis protagonistas estão Daniel Craig e Mara Rooney... 

Entretanto fiquem com os trailers (dos já existentes e disponíveis filmes suecos)...







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