segunda-feira, janeiro 31, 2011

"Aim for the bushes" (The Other Guys - spoiler)

Se não viram o filme e tencionam ver... sugiro que não leiam o post que se segue (apesar de não achar uma revelação determinante)

Samuel L. Jackson e Dwayne "The Rock" Johnson fazem uma dupla incrivel que protagoniza vários momentos altos no filme The Other Guys (2010), entre os quais consta a cena "Aim for the bushes" (com o tema My Hero dos Foo Fighters - escolha super acertada - a servir de banda-sonora).


Todas as suas cenas decorrem no inicio do filme, limitando a presença dos dois actores quase à condição de cameos, cuja importância é vital para fazer descrição do típico policia "bazófia", normalmente descrito nos filmes de acção!



A titulo de curiosidade: Dwayne Johnson disse em entrevista ter consciência que a sua personagem não teria muito "tempo no ecrã", mas quando se dedicou ao argumento para descobrir a forma como "saia" do filme, ficou ainda mais determinado em participar neste filme de Adam McKay, muito pelo twist hilariante!



Das Experiment (2001)



Das Experiment (2001) é uma longa-metragem realizada pelo alemão Oliver Hirschbiegel (Der Untergang ou Five Minutes of Heaven), que anda em torno de uma experiência social de enormes repercussões psicológicas.

Baseado na obra Black Box (referência à "caixa" que servia de "solitária") de Mario Giordano (com sérias influências de uma experiência prisional em Stanford, ocorrida em 1974), o filme leva-nos a conhecer um grupo de vinte homens que, através da resposta a um anúncio colocado no jornal, procura fazer 4000 marcos em 15 dias! Para isso, terão que se voluntariar num projecto cientifico com o intuito de simular uma experiência prisional. Para esse efeito, serão divididos em dois grupos distintos: guardas e prisioneiros, sendo essa divisão totalmente aleatória (e não, como se poderia prever, através de características e informação dos voluntários).

Para melhor controlo desta experiência, todo o perímetro está sob vigilância e ainda são impostas uma série de regras de conduta, nas quais se destacam a obrigação de respeito pela força hierárquica e a proibição de actos violentos.

Após colocados no cenário onde serão observados, há o enquadramento da realidade, bem como o ajuste às suas posições e tarefas... e se no inicio as coisas são levadas de animo leve, no espírito de "não passa de uma mera experiência", com o tempo instala-se um clima insustentável de tensão e hostilidade! 
Posso-vos dizer da perspectiva de espectador que o filme mexe com o sistema nervoso, tal é a ansiedade acumulada com o decorrer do tempo...

É um caso sério para ser estudado a nível de cinema, mas acima de tudo, em psicologia... sendo claro os motivos que me levam a dizer isso! Vemos a transformação de pessoas quando colocadas em determinados ambientes e sob circunstancias especiais.
Presenciamos tirania, opressão, repressão, violência (tanto física como psicológica)...tudo de forma ilícita e provocante, estimulando a reflexão sobre a natureza humana e a importância que "individualidades" acrescentam no seu meio-ambiente.


Entretanto (como não podia deixar de ser) saiu em 2010 um remake americano protagonizado por Adrien Brody e Forest Whitaker.

É como um amigo meu diz... parece que os americanos não podem ver bom cinema noutros sítios, que tem necessidade de "imitar" 

Vibrafone



(Isto é um mero desabafo!)

Um instrumento que adoro ouvir em sessões de jazz é o vibrafone!
Não é propriamente muito comum naquilo que podem considerar "jazz convencional" ou standard...
Posto de outra forma, não é o instrumento que imediatamente associam quando pensam neste estilo musical!

Mas o seu uso é de facto mais frequente do que as pessoas pensam.

Muitos dos grandes músicos pertencentes ao universo do jazz são peritos nesse instrumento...

Músicos como Lionel Hampton, Gary Burton, Eddie Costa ou Bobby Hutcherson

...e é com alguns deles que vos deixo hoje...


Lionel Hampton



Chick Corea (piano) e Gary Burton (vibrafone)


Eddie Costa


e já que tamos nisto (e pela piada):

Tossed Salads and Scrambled Eggs
(o tema da série Frasier cantado pelo actor protagonista Kelsey Grammer)

domingo, janeiro 30, 2011

sábado, janeiro 29, 2011

Intacto (2001)



Foi  durante uma Jim Jam Session (recentemente mencionada aqui) que me foi apresentada esta longa-metragem de Juan Carlos Fresnadillo, conhecido maioritariamente pelo seu filme 28 Weeks Later (sequela de 28 Days Later, realizado por Danny Boyle).

Intacto (2001) é um thriller de produção espanhola com Leonardo Sbaraglia, Eusebio Poncela, Mónica López, Antonio Dechent e Max von Sydow.

O filme, na minha opinião, consegue ser bastante ilustrativo da capacidade técnica e criativa de nuestros hermanos, fugindo do paradigma "contemporâneo" criado por Almodóvar, que acaba por ser o expoente máximo do cinema  Espanhol.
Não lhe querendo tirar o mérito, a verdade é que isto não se deve única e exclusivamente ao seu  (enorme) talento, mas também à falta de conhecimento das pessoas.
Essa falta de conhecimento pode derivar de vários factores... falta de recursos, fraca equipa de marketing/relações públicas ou simplesmente pouca demonstração de interesse.


Seja como for, espero que com este filme possa ajudar (quem lê o blog) a expandir horizontes e a dedicar um pouco do seu tempo (provavelmente) ao desconhecido.

Numa história (e o conceito que leva esta a se desenvolver) que prima pela originalidade na forma como faz abordagem ao espiritual/mágico, aqui referem-se à "sorte" como "moeda de troca", transferível entre pessoas (passível de transportar a narrativa para o campo do bizarro).
Se isto só por si não é suficiente para captar a vossa atenção, então  deixem-me  salientar a grande prestação do veterano sueco Max von Sydow, o elemento mais ressonante de todo Intacto.
É simplesmente maravilhoso ver este homem representar em tão boa forma!

"Even if it breaks your heart..."


Cut Copy - Out There on Ice
from the album: In Ghost Colours (2008)


Acho que estou a ser convertido...

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Nine Lives


(completamente gamado do MFTF)

Robin Hood (2010)



Um dos filmes mais esperados de 2010! 

Ridley Scott por detrás da camera, com Russel Crowe e Cate Blanchett nos papeis principais! Não parece haver melhor! O tema? Robin Hood ou "Robin dos Bosques" (como é mais conhecido entre portugueses), uma das maiores lendas do mundo literário, que para muitos de nós, foi uma das primeiras aventuras "animadas" da Walt Disney!

Então porque é que andei a adiar este filme e só recentemente é que o vi?

A resposta a essa pergunta é simples...

Tive medo!

Medo de sair tremendamente desiludido! Medo de estragar as boas recordações que tinha tanto dos desenhos animados, como do filme protagonizado por Kevin Costner em 1991! Filme  esse que na minha cabeça, me apresentou no fim da minha infância a uma versão conscientemente actualizada e mais de acordo com a "história verdadeira" do arqueiro mais famoso do mundo.  

Ainda por cima a situação depois piorou! 

A critica estava dividida e grande parte das pessoas que eu conhecia não tinha gostado muito do filme! Cada um à sua maneira, lançavam farpas e o medo que eu inicialmente tinha, continuava a crescer. Mas algo me disse que deveria dar-lhe essa oportunidade... afinal de contas, estamos a falar de um super realizador e dois dos melhores protagonistas que Hollywood tem para oferecer!

Então assim o fiz! Vi o filme... e adorei!

Reconheço que talvez tenha sido por estar com as expectativas muito baixas, mas prefiro pensar que as pessoas é que estavam com "ilusões" de grandeza relativamente a Robin Hood (2010), fiando-se muito na ideia  (e com razão) que de Ridley Scott espera-se sempre uma obra plena. Naturalmente, o filme Gladiator  (2000) também contribuiu para esta situação! Digo isto porque para muitos foi inevitável fazer essa associação/comparação ao épico, que iniciou a parceria Scott/Crowe, uma das mais bem sucedidas nos últimos tempos (já vão em 5 colaborações).

Mas agora deixem-me que vos explique a razão pela qual gostei desta versão de Scott... 

Comecemos com o óbvio... 

Scott é um dos grandes mestres do cinema, Crowe assenta bem no papel (e tomemos em consideração que trata-se de uma personagem difícil e com muitas responsabilidades perante a sua audiência), Cate Blanchett (para não variar) está incrivelmente bem! O elenco secundário apresenta altos e baixos, mas saliento Mark Strong como um vilão "fácil de odiar" (e isso é claramente bom).
Até os cenários merecem destaque, pois são ideais e de facto fica a sensação que somos mesmo transportados para Nottingham!

Mas o que mais me impressionou nesta longa-metragem foi o seu conceito, como se de uma prequela se tratasse! A apresentação das origens de Robert Longstride (mais tarde baptizado com a alcunha Robin Hood) desde pequenos episódios da sua infância (retratados através de flashbacks), passando pelo seu envolvimento nas cruzadas lideradas pelo Rei Ricardo, o seu regresso a Inglaterra e as confusões  de identidade, até ao momento em que é traído pelo reino que serviu durante anos. Aqui vemos a transformação de herói a renegado!

Pode-se dizer que enquanto as duas prévias versões mencionadas estão viradas para o entretenimento, a mais recente apresenta uma perspectiva histórica! Cruzei e filtrei a informação de todos os filmes vistos e sinto-me inquestionavelmente mais "conhecedor" da verdadeira história do Robin dos Bosques, e só por isso dou bastante mérito à última obra de Ridley Scott!


Nota: A exclusão de Robin Hood: Men in Tights (1993), do genial Mel Brooks, deve-se ao facto de se tratar de uma sátira, não sendo portanto igualmente relevante! Continua no entanto a ser uma das minhas representações favoritas desta personagem lendária!

2 Clássicos by: The Cars




quinta-feira, janeiro 27, 2011

William Fitzsimmons



Foi em plena conversa de facebook que me lembrei de  William Fitzsimmons! Nisto, apercebi-me que o seu nome ainda não é reconhecido como eu pensava (ou gostava), e apesar de já o ter mencionado num post (no qual faço referencia ao gosto musical do Zach Braff e a forma como este acabou por me contagiar), cheguei à conclusão que merecia o seu espaço a solo" no Tão Simples Quanto Isso!

Portanto, como vos disse anteriormente, cheguei a Fitzsimmons através do blog do Z.B! Passei primeiro pelas preliminares no YouTube, onde Passion Play se assumia como um favorito e também como incentivo a arranjar algum album deste compositor folk!

Com quatro projectos de estúdio até ao momento, The Sparrow and The Crow (2008) - nº1 no iTunes na categoria folk, no ano do seu lançamento - foi claramente aquele que se destacou, e não digo isto apenas comparativamente aos seus trabalhos, mas de uma perspectiva geral. "Fartei-me" de ouvir esse álbum , composto na sua maioria (para não dizer totalidade) de temas acústicos, onde Fitzsimmons sozinho ou acompanhado, encanta com as suas  melodias, letras e voz suave.
O homem é um baladeiro, disso não restam dúvidas! Mete as suas experiências pessoais em cada música que compõem (um pouco como todos os outros artistas) e neste The Sparrow and The Crow em particular, é perceptível toda a angústia e tristeza que carrega consigo desde uma infância difícil ao fracasso da sua vida amorosa! E por muito que se venha associar estes tópicos aos clichés em avulso, aqui há um sabor genuíno no que canta (quase em jeito de sussurro), aliado a uma extraordinária sonoridade instrumental.

Não se admirem de fazer ligações a séries de teor dramático como "Grey's"... É natural, até porque W.F já se tornou presença assídua em uma ou outra season...






quarta-feira, janeiro 26, 2011

Passion Pit - Manners (2009)




Foi a estreia dos americanos Passion Pit!
(e que estreia)

Se não conhecem, tratem de arranjar! É um grande álbum!

Aziz Ansari

Comecei a ver a oitava season de Scrubs e, como sempre, dei por mim a avaliar as "caras novas".
Entre essas caras tava um gajo indiano que me parecia terrivelmente familiar! Mas não sabia bem de onde! Prossegui a visualização dos episódios.
Pouco a pouco fui ganhando maior simpatia por esse actor! Tem piada! É carismático!

Decidi então pesquisar no Wikipédia!
Primeiro descobri o nome (Aziz Ansari)...
Depois acedi à página dele!

Ao que parece, ele entrou em alguns filmes que já vi (e gostei), entre os quais: Take Him to The Greek, Observe and Report ou Funny People.

Depois descobri que fazia stand-up comedy...

YouTube com ele... e dei nisto:

terça-feira, janeiro 25, 2011

Graveyard Girl


by: M83


Isto é uma granda malha dos franceses M83!

Retirada do álbum Saturdays = Youth (2008), Graveyard Girl apresenta uma sonoridade que remonta imediatamente para os grandes clássicos dos anos 80!

Impregnada de juventude ao melhor estilo "Somos Jovens", rapidamente este tema se abateu de forma abrupta sobre mim, logo na primeira vez que a ouvi! Nesse momento tornou-se claro que isto poderia ser um sucesso! 
Não sei se já comentei, mas (de acordo com alguns) tenho essa sina de conseguir identificar por instinto aqueles destinados a ser hits! Há temas evidentes, não me parecendo que este seja o caso!


Boys Don't Cry (1999)



Não sei o que me levou a crer nisto, mas durante anos, pensei que se tratasse de um filme produzido pelo canal MTV... e que fosse de conteúdo "suave"... Portanto quem conhece Boys Don't Cry (1999) pode imaginar o meu choque quando começo a realizar a direcção que isto começa a ter!


Baseado numa história verídica, que desde cedo captou a atenção da realizadora Kimberly Peirce enquanto esta ainda era estudante universitária, Boys Don't Cry é uma história de amor com contornos especiais! Um conto trágico elevado por uma super prestação de Hilary Swank (então desconhecida), maravilhosamente secundada por Chloë Sevigny e Peter Sarsgaard (está-se a tornar cada vez mais um dos meus actores favoritos).

É um filme muito difícil de se ver (ainda mais para quem não vai preparado, como aconteceu comigo) mas em todo o caso, é uma obra imperdível... não só por ser um marco do cinema independente antes dos anos 00', mas também porque Swank e Sevigny são memoráveis, tendo sido reconhecidas pela Academia (a primeira ganhou um Oscar, enquanto a Sevigny foi nomeada).


segunda-feira, janeiro 24, 2011

Death at a Funeral (2007)



putting the fun in funeral


Frank Oz, conhecido pelo seu envolvimento no The Muppet Show ou por emprestar a sua voz à personagem Yoda da saga Star Wars, é também realizador! Na sua filmografia constam clássicos como Little Shop of Horrors (1986), Dirty Rotten Scoundrels (1988) - uma das minhas comédias de eleição, com Steve Martin e Michael Caine -, What About Bob? (1991) ou filmes mais recentes como In & Out (1997), Bowfinger (1999) ou The Score (2001), a sua tentativa num filme mais sério, que volta a reunir Robert DeNiro e Marlon Brando, e como se não bastasse, junta também Edward Norton.

O seu projecto mais recente foi em 2007 com o filme que aqui anuncio: Death at a Funeral.



Ao melhor estilo britcom (para os mais leigos: comédia britânica - imortalizada entre os portugueses pelo canal RTP2), este filme garante gargalhadas seja através do humor subtil ou "espalhafatoso"! Com cerca de hora e meia de duração digo-vos que é "Short but Sweet"! 

Entretanto como já tinha comentado aqui em tempos, quando os filmes europeus são claramente de "outra liga", surge alguma companhia americana a apostar no seu remake! Tal aconteceu em 2010 com um elenco muito talentoso, mas que fica a dever (e de que maneira) à sua fonte de inspiração! Mesmo que queiram ver a versão americana, peço-vos que tirem tempo para primeiro ver a versão original (entre amigos é o mais indicado...)!

É simplesmente hilariante!

Nota: se possível, vejam o filme sem ver o trailer ou ter qualquer conhecimento da história! Neste caso torna tudo mais "interessante"...

domingo, janeiro 23, 2011

As the old saying goes: We've got ourselves a game!


Se há uns tempos fiz um post com o titulo "Publicidade no seu expoente máximo", então faço desde já uma mea culpa, porque precipitei-me! 

Não deixa de ser boa publicidade, é certo... mas longe de ser algo semelhante ao que se segue!

Mais do que vender uma marca, boa publicidade tem a capacidade extraordinária de criar uma relação de empatia com as pessoas, levando a que nós, o público alvo, nos identifiquemos com o produto ou o conceito! Isso sim considero ser publicidade no seu expoente máximo!

Mas o que vos apresento de seguida, transcende esse ideal por completo! Sei que vou parecer terrivelmente lamechas, mas pouco importa... porque acho que este caso merece tamanha exposição!

Não quero arriscar dizendo que publicidade deste calibre não existe... não quero! Até porque esse comentário seria altamente suspeito por ainda estar a quente (mesmo passados dois dias da minha primeira visualização)... no entanto, deixem-me que vos diga o seguinte:

Gosto de bons anúncios como qualquer outra pessoa... não tenho assim um grande interesse cultivado, não perco horas a fio no YouTube, mas de vez em quando acedo a algumas sugestões e faço alguma pesquisa.

Já vi uma quantidade considerável de diferentes campanhas... Já me ri às gargalhadas e também já me emocionei... já me isolei em reflexão, como reagi de pura espontaneidade... mas nunca... NUNCA um anuncio me falou para o coração tanto como este! 

Obstante do facto de ser uma produção no qual associaram um anuncio já existente (de uma marca que por sinal desconheço) à Nike, a verdade é que faz sentido, porque assenta naquilo que a marca norte-americana nos tem vindo a habituar.
No entanto, como já referi no inicio, a publicidade consegue ir além da sua tarefa em vender. Tal acontece neste caso... 

Desde o discurso de John Doman, passando pela música dos Explosions in The Sky (de seu nome: First Breath After Coma) e o sucesso na selecção de "imagens" (onde saliento as do Jordan como sendo as "que me tiram de mim"), este anúncio prima pela maneira como se manifesta em nome da esperança e crença... na forma como nos lembra de coisas como o espírito de sacrifício, o sabor da conquista, o efeito que cada uma das nossas vitórias (por muito ínfimas que sejam) podem ter tanto em nós como naqueles que nos rodeiam... O saber que o fracasso está ao virar da esquina, não nos impedindo de olhar para isto como um potencial aliado, na forma como nos ajuda e motiva a superar determinados obstáculos. 

Já Michael Jordan dizia:

I've missed more than 9000 shots in my career. I've lost almost 300 games. 26 times, I've been trusted to take the game winning shot and missed. I've failed over and over and over again in my life. And that is why I succeed. 

Ser o underdog muitas vezes põem-nos em situações de partida que apresentam muitas desvantagens! Normalmente são os pouco experientes, com poucas credenciais... aqueles onde o historial não abona a seu favor e a junção desses factores não inspira propriamente confiança! Acho que todos nós partilhamos um pouco dessa experiência em uma ou outra altura da nossa vida! Mas felizes são aqueles que provaram não agir em conformidade com as estatísticas, os factos ou opiniões! 

Felizes são aqueles que superaram os seus medos, ansiedades, problemas... 
Aqueles capazes de acreditar no seu próprio potencial, mas também no do próximo! 
Os que lutam até à exaustão para se elevarem ao estatuto de grandeza. 
Com raça e determinação aqueles que levam à letra "Be all that you can be"!
Os que se deixam inspirar, mas que também inspiram outros...

Estes são os meus heróis, são as minhas influências... e uma das coisas que ESTE anúncio me faz acreditar... é que posso encaixar no perfil das mesmas pessoas que tanto admiro e respeito, se assim me dispuser a isso. Porque não depende de mais ninguém, se não eu!

Digo-vos meus caros... este anuncio é capaz de mudar vidas!



"John Doman speech"

Here's the thing that makes life so interesting...

The theory of evolution claims only the strong shall survive!
Maybe so, maybe so...
But the theory of competition says:
just because they are the strong doesn't mean they can't get their asses kicked!
That's right!

See, with every long shot come from behind underdog will tell you is this:
The other guy may in fact be the favourite...
The odds may be stacked against you, fair enough...
But what the odds don't know is this isn't a math test!
This is a completely different kind of test!
One where passion has a funny way of trumping logic!
So before you step up to the starting line...
before the whistle blows and the clock starts ticking...
Just remember out here..
the results don't always add up!

No matter what the stats may say
and the experts may think
and the commentators may have predicted
when the race is on all bets are off!
Don't be surprised if somebody decides to flip the script take a pass on yelling uncle
and then suddenly, as the old saying goes we got ourselves a game! 

VOTEM!



Apocalypto (2006)



Mais um daqueles filmes que andei adiar durante imenso tempo... e ter-me sentado no sofá para o ver surgiu sob circunstancias especiais. Deixem-me que vos explique...

Um grande amigo meu, cineasta dos pés à cabeça, decidiu fazer uma iniciativa, de seu nome Jim Jam Sessions, que consiste em protagonizar sessões de cinema personalizadas, mediante o público que tem em casa. Basicamente o anfitrião escolhe filmes à nossa medida, sendo que as suas escolhas primam por ser obras que dificilmente viríamos por iniciativa própria. As escolhas abrangem cinema de todo o mundo, onde à priori são excluídos os intitulados blockbusters.
Informação escusada, mas que fiz questão de mencionar na esperança motivar outros a seguir o exemplo desse meu amigo... é uma actividade enriquecedora para quem os vê e um desafio para quem elege os dvds.
Focando agora em Apocalypto (2006)...

A realização está num nível apenas ao alcance dos melhores, algo que o australiano Mel Gibson já provou estar à altura em mais que uma ocasião. 
Depois, embora a história contenha alguns vestígios considerados "familiares", o contexto em que ela ocorre e a forma como é explorada é algo "irreverente", tendo em conta as expectativas hollywoodescas! Porque se pensarmos bem, os "ingredientes" ao dispor não fazem de Apocalypto um filme com grandes pretensões comerciais! Vejo como grandes indícios disto a elaboração de um elenco desconhecido e o facto do dialecto utilizado ser maia (algo que certamente dificulta a aceitação de um público abrangente).
Mas depois de visto o filme podemos dizer que essa ideia de que filmes nestas condições não poderiam ser sucessos comerciais, é totalmente antagonizada!

Considerem a quantidade de riscos que o Mel Gibson tomou para realizar esta longa-metragem...
Foram certamente em abundância, contudo, aparentemente o sucesso feito com The Passion of Christ (2004) conferiu-lhe essa liberdade para apostar em mais um projecto de cariz pessoal (e em muitos aspectos rebuscado), que cedo surtiu efeito tanto na audiência como na critica!

Ainda bem que assim o fez... Desde os cenários eleitos, ao casting, passando pela forma como conduz o ritmo da acção (de forma incessante diga-se)... o filme será eventualmente condecorado com o estatuto de clássico.
Volto a frisar que tal deve-se muito às capacidades (em muitos aspectos visionárias) de Mel Gibson por detrás da câmara!

Recomendo!

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Missed The Boat




While we're on the subject
Could we change the subject now?
I was knocking on your ear's door but you were always out
Looking towards the future
We were begging for the past
Well we knew we had the good things
But those never seemed to last
Oh please just last

Everyone's unhappy
Everyone's ashamed
Well we all just got caught looking
At somebody else's page
Well nothing ever went
Quite exactly as we planned
Our ideas held no water
But we used them like a dam

Oh, and we carried it all so well
As if we got a new position
Oh, and I laugh all the way to hell
Saying yes, this is a fine promotion
Oh, and I laugh all the way to hell

Of course everyone goes crazy
Over such and such and such
We made ourselves a pillar
We just used it as a crutch
We were certainly uncertain
At least I'm pretty sure I am
Well we didn't need the water
But we just built that good God dam

Oh, and I know this of myself
I assume as much for other people
Oh, and I know this of myself
We've listened more to life's end gong
Than the sound of life's sweet bliss

Was it ever worth it?
Was there all that much to gain?
Well we knew we missed the boat
And we'd already missed the plane
We didn't read the invite
We just dance at our wake
All our favorites were playing
So we could shake, shake, shake, shake, shake

Tiny curtains open and we heard the tiny clap of little hands
A tiny man would tell a little joke and get a tiny laugh from all the folks
Sitting drifting around in bubbles and thinking it was us that carried them
When we finally got it figured out that we had truly missed the boat

Oh, and we carried it all so well
As if we got a new position
Oh, and we owned all the tools ourselves
But not the skills to make a shelf with
Oh, what useless tools ourselves

Habana Blues (2005)



Habana Blues (2005) é uma longa-metragem realizada por Benito Zambrano, que retrata o cenário musical em Havana (tal como titulo do próprio filme o sugere) através de dois amigos que procuram singrar além fronteiras. Quer dizer... não se limita apenas à música, mas a todo um contexto social-demográfico de Cuba, nomeadamente Havana, onde a acção decorre. Aliás, muito à semelhança de No One Knows About Persian Cats (um dos meus posts mais recentes) este projecto procura evidenciar as dificuldades que os músicos enfrentam naquele País, contudo, se compararmos ambos os alvos de reflexão (um filme vs. outro) facilmente chegamos à conclusão que são realidades muito destoadas uma da outra. 

Numa conversa com a pessoa responsável pela minha visualização de ambos, perguntou-me qual dos dois achava eu ser "mais filme". 
Pois bem... Habana Blues oferece uma visão mais suave e descontraída de toda a acção. A linha narrativa apresenta-se bastante menos intensa, fruto de estarmos perante algo que não nos é de todo desconhecido. Aliado a isso temos o facto que ambos os Governos conferem um tratamento totalmente diferente, pois como podemos ver no filme Iraniano, o grau de censura e o tipo de agressividade aplicada atingem níveis surreais (difícil para qualquer civilização compreender/aceitar).

O estilo de filme também é outro, no sentido em que enquanto um (Habana Blues) apresenta-se como obra fictícia, fortemente virada para o entretenimento musical, o outro esmera-se por dar outra autenticidade com um formato a roçar o documentário.

Eu tenho a confessar que sou mais adepto do projecto iraniano, embora goste muito (e recomende) esta co-produção cubana/espanhola. É bastante sólido no entretenimento, as personagens são carismáticas (os protagonistas - um deles versão cubana do Lenny Kravitz - "mostram" o caminho para o sucesso) e a banda-sonora deixa-se definir por aquele toque Cubano mesclado com o calor de ritmos latinos, cheios de outras influências (rock/hip-hop com grande presença, mas ainda ouvimos temas ligados ao punk ou metal)
.
Mesmo sem verem o filme, aconselho vivamente que desfrutem das música ouvindo o cd! Vale a pena!



Alguns temas:



quinta-feira, janeiro 20, 2011

The Stooges


The Stooges em Portugal!

É verdade meus caros, o grupo liderado pelo icónico Iggy Pop irá marcar presença dia 7 de Julho no Optimus Alive.

Autores de álbuns marcantes como Fun House ou Raw Power, os Stooges que já passaram por épocas conturbadas, tendo-se separado inúmeras vezes, voltam-se a reunir para mais umas digressões.

Deixo-vos a garantia que é espectáculo garantido! Apesar da idade, Iggy Pop é tremendo em palco.

Será certamente memorável visto que teremos no mesmo dia os Foo Fighters, no entanto, as atenções serão repartidas com este grupo recentemente introduzido no Rock n' Roll Hall of Fame. Afigura-se um concerto cheio energia em palco, onde não poderá faltar I Wanna Be Your Dog, o meu tema favorito de "Iggy Pop e Companhia". Aliás, essa música é tão e somente o tema condutor de uma das minhas cenas favoritas do cinema. Refiro-me ao momento do "jogo de poker" no filme Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998) do inglês Guy Ritchie. Para mim é a cena que define a sua grande obra de arte!

Enfim... depois deste "pedaço" de trivia fiquem com a música e (porque não) o excerto do filme...



No One Knows About Persian Cats - Sountrack


Playlist

1- Take It Easy HospitalHuman Jungle
2 - Take It Easy Hospital - Me And You
3 - Rana Farhan - Mast-e Esgh (Drunk With Love)
4 - Hichkas - Ekhtelaf
5 - Take It Easy Hospital - Scenarios And Starlights
6 - The Yellow Dogs - New Century
7 - Shervin Najafian - Opening Title
8 - Ash Koosha - Chasing The Sun
9 - Mirza - Emshab
10 - Take It Easy Hospital - My Sleepy Fall
11 - The Free Keys - Dreaming
12 - Mahdyar Aghajani feat. Bahman Ghobadi - Jouwani
13 - Darkoob - DK
14 - Ash Koosha - They Sing
15 - Hamed Seyed Javadi - Fekr

Da playlist deixo-vos dois temas:

O primeiro é do grupo que dá maior voz ao filme: Take It Easy Hospital

O segundo é (digamos assim) o representante do Rap no filme (Hichkas), sendo a letra bem explicita da situação que o País vive.

(nesta segunda música era importante tirar o excerto do filme para que tivessem acesso às legendas)





Se desconhecem o filme em questão façam o favor de ler o post abaixo ou ver este trailer alternativo.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

No One Knows About Persian Cats (2009)



Não sei como definir a grandeza deste filme! É uma tarefa ingrata pois tenho plena noção que por muito que me esmere, não vou conseguir fazer verdadeiramente jus a esta obra de arte iraniana!

Realizado por Bahman Ghobadi, No One Knows About Persian Cats (2009) procura expor ao mundo as dificuldades correntes que o Irão atravessa, de um âmbito social e politico, usando a música como principal veiculo  na manifestação do controlo e censura praticada relativamente à expansão artística.

Essa exposição acontece através do acompanhamento feito a Ashkan e Negar, dois músicos visados pelas restrições culturais da sua terra de Tehran. Como consequência disto, procuram a todo o custo abandonar o País de forma a seguir os seus sonhos, que passam principalmente pela possibilidade de fazerem a sua própria banda indie rock, algo que peremptoriamente reconhecem ser um processo complexo.
Dadas as circunstancias, procuram o auxilio de Nader (francamente a melhor personagem do filme), um pseudo produtor e entusiasta musical com vários conhecimentos no mercado negro.

Ingressamos numa debandada pelo Irão à procura daqueles dispostos a arriscar as suas vidas em nome da música, insurgindo-se assim contra aqueles que se opõem à liberdade de expressão. Nesta travessia damos-nos conta daquela realidade acerrimamente miserável em que a juventude iraniana vive, oprimidos por um governo que não tolera mudança.

Bahman Ghobadi (o realizador) aposta numa conduta pragmática, ao acompanharmos os protagonistas num formato que muitas vezes mistura o documentário com o videoclip. Através de vários segmentos musicais fazemos uma incursão por vários estilos, todos eles (naquele País) associados ao conceito underground, devido à sua proibição.

Tendo o indie como maior referência, este género reparte os dividendos com outras categorias... desde o Jazz (ouvi uma sessão de guitarra ao estilo de John Scofield ou Pat Matheny), Metal, Rap (um dos "clips" mais fortes de todo o filme) e até electrónica (e quem diria?! Gostei!)! Projecto puramente ecléctico...

Pontos fortes:

- Uma boa história que mais do que entreter, serve como campanha para alertar as pessoas da situação que o Irão vive, porque "No One Knows About The Persian Cats"
- Banda-Sonora de luxo (brevemente com direito ao seu próprio post)
- Inovação na forma como passam a mensagem
- Aproveitamento de um elenco composto na maioria por músicos reais e não actores
- Conjugação de momentos para todos os gostos... Musicais, dramáticos, cómicos

Justo alvo de reconhecimento global e vencedor no Festival de Cannes 09 (Special Jury Prize), No One Knows About Persian Cats é monumental!




Foi tarde e a más horas...


... com vidros embaciados e um frio tremendo...

... que voltei para casa no meu carro...

...a ouvir esta música...


... e como me caiu tão bem!

terça-feira, janeiro 18, 2011

Maria Viana & Edgar Wilson - Temas de Sempre



A cantora Maria Viana juntamente com o pianista Edgar Wilson ...

... proporcionam um recital de Jazz na Vila de Cascais!

A não perder!

(Informação tirada do evento no Facebook)


Onde? - Jam Session - Largo Cidade Vitória, 36 - Cascais
Dia 21 - 1ª Sessão - 21:15h
- 2ª Sessão - 22:30h

Entrada por sessão - associados €5 não associados €10
...A partir das 00:00 horas - jam session (entrada livre)

Dia 22 - 23:30h
- Sessão única
Entrada - associados €5 não associados €10

Dia 23 - 17h às 21h
- Masterclass "A arte de acompanhar solistas e interpretação vocal"
Inscrições - associados €20 não associados €45

Contacto - 93 3345167

The Killer Inside Me (2010)



No mínimo desconcertante!
Mesmo eu que já estava ligeiramente preparado para o que se seguia com este filme, foi-me complicado acompanhar algumas cenas sem me sentir desconfortável. Pudera! A violência exercida durante algumas partes, chocam qualquer um... ainda para mais quando envolvem Jessica Alba e Kate Hudson. Mas calma! Já me estou a adiantar...

The Killer Inside Me (2010) é um filme realizado por Michael Winterbottom, que vai usar como fonte de inspiração uma obra com o mesmo nome, de Jim Thompson.

O filme anda em torno do Xerife Lou Ford, representado de forma notória por Casey Affleck.

Este agente e representante da lei numa pequena cidade do Texas, apresenta uma imagem composta e apaziguada, pressupondo que são características que espelham um homem sério e honesto, de acordo com aquilo que deveria ser alguém na sua linha de trabalho (digo eu). No entanto, por debaixo dessa camada externa encontra-se um lado perturbado que lentamente começa a entrar em conflito com a ideia que o filme começa por nos oferecer desta personagem, logo no inicio. Como podem calcular, o titulo diz muito sobre o filme e facilmente podemos deduzir que existe uma faceta negra do Xerife desempenhado por Affleck, fruto de alguns antecedentes que prefiro não mencionar, de forma a evitar spoilers! Um pouco como Christian Bale em American Phsyco (2000), Affleck vai até ao limite para encarnar um autêntico psicopata, que se manifesta sobre as suas vitimas de forma inesperada, sendo portanto uma personagem imprevisível capaz de criar momentos altos de tensão!

É ilustrado de forma vigorosa um nível de violência física e psicológica como há muito não via, no entanto, quero frisar que não é o pior em termos de "força gráfica" que já vi... Mas para todos os efeitos a sua visualização não deixa de ser uma tarefa difícil!

Como pontos fortes desta longa-metragem saliento (novamente) a interpretação de Casey Afleck e a forma ímpar com que Winterbottom executa cada plano. Adorei a vertente estética da sua realização e o proveito que fez de um elenco incrível... onde temos as já mencionadas Alba e Hudson, Elias Koteas (actor  - super talentoso - que faz milhares de participações secundárias), Ned Beatty ou, numa breve aparição, Bill Pullman (entre outros).

segunda-feira, janeiro 17, 2011

The Golden Globe goes to: Christian Bale


Não vi grande maioria dos filmes nomeados para os Globos este ano... mas havia alguém por quem estava a torcer...

Um dos meus top 5 actores favoritos...

Christian Bale

~

What You Know



Apresento-vos o novo vídeo para um tema do álbum Turist History, o primeiro do grupo Two Door Cinema Club.

Se estiveram com atenção podem constatar que este álbum constou na minha lista de top 10 do ano, algo que acontece sem surpresa porque estes miúdos são mesmo bons. É muito difícil em 10 faixas, todas elas boas, escolher um tema de eleição. Eu pelo menos tenho essa dificuldade, visto que já dei por mim atravessar diferentes fases de "modo repeat" com várias músicas.

Não tenho dúvidas que vou curtir um "concertão", dia 12 de Março em Londres!

Até lá, vou ouvindo grandes malhas como esta: What You Know




In a few weeks
I will get time
To realise it's right before my eyes
And I can take it if it's what I want to do

I am leaving
This is starting to feel like
It's right before my eyes
And I can taste it
It's my sweet beginning

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

Maybe next year
I'll have no time
To think about the questions to address
Am I the one to try to stop the fire?

I wouldn't test you
I'm not the best you could have attained
Why try anything?
I will get there
Just remember I know

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

domingo, janeiro 16, 2011

dEUS



Há uns anos decidi ir visitar uma grande amiga que se encontrava a fazer erasmus na Bélgica! 
Visto que na altura o dinheiro parecia pouco, achei que seria melhor para mim fazer a viagem até Faro, onde as passagens através da RyanAir eram absurdamente mais baratas! 

Uma vez chegado a Faro, conheci um belga com que desde logo simpatizei. Rasta e de prancha de surf debaixo do braço, percebi logo que era "boa onda" (perdoem o trocadilho fácil e cheesy). Por isso aproveitei a companhia e conversámos a viagem toda. Pelo meio, saco do meu iPod e partilho os headphones com ele... Isto desencadeia uma conversa musical, em que o Thomas (o belga) começa a atirar nomes de bandas belgas "para cima da mesa". Um dos grupos era dEUS, principal alvo a que este post se destina.

Eu já tinha ouvido falar do grupo, mas não conhecia os seus trabalhos e tão pouco sabia que eram belgas... Tinha apenas a ideia (errada) que eram algo dentro do género de Blasted Mechanism (se é que lhes podemos definir algum "género").

Com isto, mal cheguei a Portugal tratei de arranjar alguns álbuns, no qual saliento Pocket Revolution, editado em 2005. Este projecto captou de imediato a minha atenção e assegurou o meu interesse  (moderado diga-se) na banda...

Entretanto esse tal interesse de que falo acabou por se esmorecer, tendo apenas ressuscitado graças à pen que anda comigo no carro, onde continha alguns temas de dEUS, remetendo-me imediatamente para essa fase onde Pocket Revolution estava a "crescer" comigo. E por isso, de uma assentada só, deixo-vos dois dos meus temas favoritos (contidos nessa mesma pen) retirados desse mesmo álbum: 7 Days, Seven Weeks e Pocket Revolution (esta última ao vivo)


- atenção que a versão ao vivo era a única disponível, e embora esteja praticamente no mesmo nível, fazem falta as "segundas vozes" da versão de estúdio.



sábado, janeiro 15, 2011

James Dean (2001) - O Filme



Most of this film is based on fact ...
...  some was an educated guess ...

Os filmes não precisam de grandes orçamentos ou apoios dos melhores estúdios para serem bons... Exemplo disso são muitos dos filmes europeus, independentes ... ou filmes feitos para a televisão!

É o caso deste filme biográfico sobre James Dean, figura de culto no mundo do cinema, associado à rebeldia e ao cool...

De facto a sua vida era material digno de uma longa-metragem... Analisando o seu percurso, tínhamos elementos mais que suficientes para a concretização de uma obra capaz de agarrar a audiência. Independentemente disso, o seu nome sozinho faria bastante sucesso. A forma como este levara a sua vida, abraçando os vários sucessos mas também sobrevivendo a episódios trágicos foi determinante na sua formação. Obviamente saliento a sua infância como fase fulcral!

O seu crescimento fora marcado pela morte da sua mãe (quando tinha apenas 9 anos) e principalmente pela ausência do seu pai, talvez o maior pilar da sua débil formação para se tornar num jovem renegado e emocionalmente desequilibrado.
Mas reparem! Por muito irónico que seja, quer-me parecer que foi essa sua infância negligenciada que fez dele uma estrela. Todas as suas emoções eram resguardadas para que as suas fragilidades não fossem perceptíveis a outros,  contudo haviam alturas em que de tão abundante em sentimentos reprimidos, acabava por explodir, ficando incontrolável. 
Sabendo dessa sua condição, muitos dos realizadores e encenadores que trabalharam com Dean faziam proveito disso, para que desse corpo e alma às personagens que representava. Tomemos os exemplos de Cal de East of Eden (1955) ou Jim Stark em Rebel Without a Cause (1955). Ambas as personagens assentam no perfil que James Dean apresentava. Jovem, rebelde, problemático... muito disso derivado de complicações familiares ou amorosas.

O filme que aqui vos recomendo aborda tudo isto e muito mais. Tenta sintetizar os momentos chave da sua vida, desde a infância, passando pela a adolescência onde parte numa busca incessante à procura de se afirmar através da representação.

Acompanhamos também:

- Os  seus primeiros passos na vida de actor sob tutela de James Whitmore...
- Os seus primeiros castings...
- A amizade com Martin Landau...
- A sua afirmação primeiro através do teatro para depois lhe abrir as portas nos filmes, com Elia Kazan a apostar no seu talento...
- O envolvimento de Jack Warner (dono dos estúdios Warner Bros.)...

É evidente que nesta travessia é salientada a luta pelo reconhecimento do seu Pai, e claro, a sua morte.

Além de toda a parte pessoal em torno desta figura lendária, uma coisa que me provoca imenso interesse é  a época em questão...

Os anos 50 são alvo de contemplação por muitos, principalmente  pelas suas modas/tendências e pelos artistas que na altura faziam furor...
Sendo eu apreciador tanto de música como cinema, é impossível ignorar algumas das menções feitas no próprio filme como Marlon Brando, grande vedeta da época ou Charlie Parker, Miles Davis e Chet Baker, estrelas no panorama musical.

Relativamente à produção, este projecto estava previsto inicialmente para as grandes salas e sob a condução de Michael Mann em 1993, contudo passou de mão e mão até que o canal TNT (pertencente ao grupo Turner)  intercedeu para acabar com as "novelas" em torno deste making of e decidiu avançar com o formato televisivo.

Realizado por Mark Rydell (que também protagoniza o papel de Jack Warner), realizador em tempos nomeado para o filme On Golden Pond (1981), conta com James Franco no papel principal.



Pode-se dizer que melhor casting era impossível visto que Franco personifica na perfeição toda a essência Dean. É de facto espantosa a forma como se manifesta tão semelhantemente ao falecido actor com tamanha precisão nos seus maneirismos e estilo de representação (para não falar das semelhanças físicas), remetendo o espectador para um "mundo" onde Dean parecia estar vivo. Em poucas palavras: Franco é sublime!
Não percam este atestado ao seu talento, bem como a sumarização do legado do grande ícone que é James Dean.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Needle in The Hay



Um dos meus temas preferidos do que é (e não me canso de dizer isto) um dos melhores compositores da nossa geração!

... I'm taking the cure
So I can be quiet wherever I want ...




Needle in The Hay  chegou-me aos ouvidos através da banda-sonora de The Royal Tenenbaums (2001), um filme brilhante realizado por Wes Anderson. Curiosamente na altura passou-me despercebido e foi preciso um amigo meu ouvir a música para a associar ao filme.



Apesar de nessa altura já conhecer Elliot Smith, considerando-o um dos meus artistas favoritos não só pela sua música, mas também pela influência que exerceu na minha ligação ao panorama indie, só em 2001 (com este tema) é que passei a dedicar muitas horas a ouvir os seus trabalhos.

Hoje em dia não passo sem ouvir a sua música!


Para quem já foi (ou ainda é) fã dos FIFA's...


 The Crystal Method - Get Busy Child
(versão curta)

É que este som tem FIFA 98 escrito por todo o lado!

Sem dúvida o jogo de futebol da EA Sports (it's in the game haha) que mais me marcou!



quinta-feira, janeiro 13, 2011

Gala FIFA - 2010 FIFA Ballon d'Or




Não é que me tenha ausentado muito tempo, mas este meu retiro de três dias talvez tenha descontextualizado um pouco o texto que se segue… É que o assunto no qual vou incidir é nada mais nada menos que a gala da FIFA, que ocorreu a passada Segunda-Feira, dia 11.


Não me querendo alongar muito sobre o assunto (algo que quem me conhece sabe que é impossível, tal é a minha natural apetência para divagar) quero cingir-me apenas a duas categorias: Melhor Jogador e Melhor Treinador.


Para choque de muitos, Messi foi o grande vencedor da noite ao ganhar, pela segunda vez consecutiva, o prémio de “Melhor Jogador do Mundo”. Com uma concorrência de peso, onde denoto como tremenda injustiça grande ausência o holandês Sneijder, o astro argentino fez questão de confessar à audiência que não estava de todo à espera de sair dali com o troféu na mão. Pois bem… nem ele, nem eu (nem muita gente).

Apesar da sua qualidade monumental, talvez apenas superada pela de Zidane desde que sigo futebol com algum conhecimento e maturidade, acredito que Xavi deveria ter sido galardoado com o titulo. Por inúmeras razões…

Começo com a mais óbvia: Melhor ano que 2010 é muito difícil de se fazer (ou repetir). Xavi conquistou vários títulos de alto gabarito, tanto a nível de clube como Selecção, tendo-lhe apenas faltado a conquista da Champions, contudo, a conquista da La Liga e o título Mundial na África do Sul representam o auge dos seus múltiplos sucessos desportivos, em oposição a Messi que, apesar de partilhar o título Nacional com Xavi, no decorrer do Mundial esteve muito aquém do nível a que nos habituou.

Depois, outra razão, talvez alheia a muitos seguidores do desporto rei, é a sua idade, que entra em conflito com futuras oportunidades!
Muito dificilmente voltará a disputar o prémio, e como tal, é da minha opinião que lhe deveria ter sido reconhecido não só o ano em questão, como também toda uma carreira ao mais alto nível no Barcelona. Messi terá certamente outras oportunidades de estar presente nas galas da FIFA, pois é jovem e é um poço inesgotável de talento, sendo por isso uma votação por parte dos representantes da FIFA que peca principalmente por não terem tomado em consideração todo esse conjunto de factores.
Apesar não ser totalmente apologista deste tipo de conduta (premiar mais pela carreira que o ano em foco) acho nem seria necessário observar as coisas desse prisma, visto que os feitos de Xavi em 2010 só por si justificam o prémio.


No que toca o “Melhor Treinador”, não houve surpresas e fez-se justiça: Ganhou o nosso José Mourinho, actual líder do colosso Real Madrid e expoente máximo da nossa linhagem de treinadores.
Apesar das dúvidas levantadas, até pelo próprio Mourinho, no que toca a atribuição do prémio, não havia como fechar os olhos aos feitos que El Special conseguiu durante o último que ano que passou. Pelo seu currículo já recheado de prémios e grandes marcos, este ano o português juntou uma série de títulos ao serviço do Inter de Milão, mantendo não só o seu poderio na Calcio, mas também oferecendo a glória Europeia que o clube italiano tanto ansiava.

Mourinho de facto é especial em vários sentidos, mas principalmente na forma como consegue estar envolvido na transfiguração de equipas, passando a auferir de uma condição que as deixa ao nível das melhores do Mundo. É que, sem querer tirar mérito à belíssima equipa que o Inter tem, os italianos não eram propriamente considerados favoritos na luta pela Champions. Muitos diziam que faltavam verdadeiras estrelas no plantel ao nível de um Real Madrid, Barcelona ou Manchester United. Não estou totalmente de acordo, mas compreendo o que queriam dizer… Sneijder era um jogador dispensado de Madrid…  Milito (figura crucial nos Nerazzurri) era proveniente de uma equipa do meio da tabela… Stankovic, Motta, Muntari entre outros, constam num leque de nomes com bastantes minutos nas pernas, mais pelo trabalho que incutem em campo do que propriamente “raw talent”.
Pelo meio existiam pontos de interrogação relativamente ao futuro rendimento de alguns jogadores por causa da idade… Enfim! 
Ninguém nega que a equipa é forte, mas também duvido que alguém lhes atribuísse o tipo de sucesso que conseguiram no decorrer da passada temporada. A não ser que já estivessem a tomar em consideração o “factor JM” (vou-lhe chamar assim… talvez venha a pegar moda) … e  aí sim, existe uma subida de probabilidades na concretização de feitos históricos.

Com Mourinho no comando o estilo de jogo fica agradável, mas acima de tudo fica mais coeso e regular. Passa a haver um maior sentido de sacrifício e entrega, que começa nos balneários, passando para os treinos e jogos. Muito disto está relacionado com as relações humanas, que são inquestionavelmente peça chave no desencadeamento disto, e por isso é que Mourinho é visto por muitos como uma figura paternal.

Por tudo isto, e muito mais, tenho orgulho em ver Mourinho, português dos pés à cabeça, subir aquele pódio, diante dos maiores nomes do futebol (passado e presente) para ser agraciado com tamanho prestigio e glória, ao alcance de poucos.

Mas quando as pessoas analisam e comentam o sucesso desportivo de um português nesta Gala, faço questão de dizer que são dois Portugueses que elevam o nome do nosso País pelo mundo fora. É que se Mourinho esteve em destaque por receber o prémio, há que falar de Pedro Pinto que está nas entregas. Talvez ofuscado pela cerimónia em si e todas as estrelas cintilantes que ocupam as cadeiras daquele recinto, custa-me por vezes ver a negligência com que algumas pessoas tratam o assunto, ao esquecerem-se de mencionar que Pedro Pinto, uma das caras mais importantes da CNN (estação televisiva com maior reconhecimento worldwide), é também o “anfitrião” da noite. É sempre de peito cheio que vejo e acompanho a carreira deste belíssimo jornalista, que tanto tem contribuído para o mundo desportivo com o seu trabalho. Eu, enquanto aspirante a jornalista, tenho-lhe reservado uma enorme admiração pela forma que tem singrado além-fronteiras… com grande classe e rigor!

Quer se goste do seu trabalho ou não, a verdade é que Pinto é um exemplo a seguir para qualquer pessoa no meio jornalístico e não só. Sejam quais forem as nossas áreas e pretensões de carreira, podemos sempre olhar para o pivô português como uma referência pela forma como alcançou a condição de que goza hoje. Trabalho, dedicação e acima de tudo, muita fé nas suas capacidades, foram algumas das suas ferramentas para os seus grandes êxitos, que ao fim ao cabo, também são os nossos êxitos enquanto povo Português!