quinta-feira, abril 22, 2010

Como que tirado de um filme "noir"...


Quando entra o saxofone do Stan Getz, acompanhado pelo piano tocado por Bill Evans, imagino imediatamente uma cena a preto e branco tirada de um filme. A acção desenrola-se num escritório... 

"Entra de rompante uma donzela in distress  e enfrenta o detective, sujeito cool e distante,  com um pedido peculiar. Este, enquanto a ouve, pressente que deveria por termo à conversa porque está way over is head... mas como qualquer outro filme deste género, não se trata de uma mulher qualquer... 
Claro está, deixa-se enrolar na teia feita de forma eximia pela tão típica Femme Fatale, do mais elegante e sedutor que existe... com um misterioso encanto que tanto "dá", como "tira" a vida aos homens..."
(what a load of crap!)

Posto esta recreação "manhosa" (concebida sem qualquer engenho ou criatividade) de uma longa-metragem onde era habitual Humphrey Bogart protagonizar - ao estilo de The Maltese Falcon (1941) - fica aqui a verdadeira razão de ser deste post.

Esta versão ao vivo do tema Peacocks (maravilhosamente bem tocada) é forjado por dois dos meus músicos favoritos de todos os tempos... Bill Evans, nome incontornável do Jazz como um dos seus melhores pianistas e Stan Getz, saxofonista também muito ligado ao movimento  Bossa Nova (colaborou com Tom Jobim, João Gilberto, Astrud Gilberto, entre outros...).

Apelo à vossa curiosidade para procurarem saber mais sobre estes dois músicos (caso não estejam de todo familiarizados com Jazz e alguns dos seus "lendários representantes ")
O concerto de Bill Evans Trio com Stan Getz do qual retirei esta faixa é inquestionavelmente uma excelente forma de se introduzirem no mundo destes dois génios.

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