terça-feira, abril 06, 2010

Por tudo o que me deste


Por tudo o que me deste:
– Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco…
– Obrigado! Obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
– Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado…
Sem ironia, amor: – Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!

por: Carlos Queirós (o poeta e não o treinador)

(poema recitado na peça Amor Intemporal, que esteve em cena durante o mês de Novembro em Cascais)

Um comentário:

Luís Filipe disse...

O amor é intemporal...